* Eleições presidenciais na… Colômbia. E aqui no Brasil, que pensam os candidatos sobre esses temas?

Às vésperas das eleições presidenciais na Colômbia que se realizaram,ontem, 30 de maio, diversos analistas advertiram sobre a postura anti-vida e anti-família do candidato do Partido Verde, Antanas Mockus, quem em seu plano de governo explicita seu apoio à promoção “dos direitos sexuais e reprodutivos” para as mulheres, quer dizer a anticoncepção e o aborto; assim como sua opção pela ideologia de gênero, e a “plena igualdade de direitos e respeito da diversidade sexual”.

O plano de governo assinado por Mockus e seu candidato à vice-presidência, Sergio Fajardo, assinala por exemplo que “com o fim de garantir o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos para que as mulheres decidam sobre seus corpos” –falácia comum dos promotores do aborto que não explicam que o corpo do bebê é totalmente distinto ao da mãe– “e contem com condições para exercer sua autonomia no plano da liberdade, a responsabilidade, o prazer e as relações igualitárias; garantir-se-á o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, o acesso universal e gratuito à anticoncepção”.

O texto também assinala que quanto às adolescentes na Colômbia, “adiantaremos uma política que reconheça a sexualidade juvenil como uma dimensão legitima do desenvolvimento humano, apropriada, saudável e necessária, e promoveremos seu exercício responsável, seguro e prazenteiro, através de estratégias de melhoramento em estratégias de atenção, mobilização social, pedagogia social, garantiremos acesso gratuito a serviços especializados, e que estimule nelas o desenvolvimento de um projeto de vida digno e sustentável”.

Os analistas também ressaltam a ausência total no plano de governo de uma referência às crianças não nascidas, apesar de que o texto também assinala que “a melhor estratégia para obter a eqüidade na Colômbia é melhorar a atenção, o cuidado e as condições de vida dos meninos e meninas. Impulsionaremos a educação sexual e reprodutiva para promover a concepção de meninas e meninos desejadas e desejados”.

Quanto a seu apoio à agenda homossexual e assim à debilitação da família constituída sobre a base do matrimônio formado por um homem e uma mulher, indicam, Mockus “tampouco fica atrás” e assinala no plano de governo que “para a garantia dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais e transgeneristas (LGBT), comprometemo-nos com a igualdade de direitos e respeito da diversidade sexual como uma dimensão legítima do desenvolvimento humano dando cumprimento aos pontos de referência jurídicos internacionais e nacionais através do desenvolvimento de uma política pública nacional de cultura cidadã para a diversidade sexual”.

Neste marco Mockus oferece a inclusão de medidas “afirmativas para garantir a eqüidade e obter a igualdade; programa contra a homofobia tanto no âmbito educativo como no espaço público, campanhas massivas para a educação e convivência cidadã com a diversidade sexual; formação e regulação da força pública para acautelar atos de homofobia e crimes de ódio”.

Em consonância com o que foi expresso sobre os “direitos sexuais e reprodutivos” e o respeito à “diversidade sexual”, o plano oferece a criação do “Ministério para as Mulheres e a Igualdade de Gêneros, como instância de primeiro nível que administre e garanta uma agenda pública inclusiva, sustentável social e economicamente com ampla participação dos movimentos sociais de mulheres e a sociedade em seu conjunto”.

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