* PLC 122, de novo!! marcada nova audiência pública.

O PLC 122, projeto que tem sido alvo de debates entre políticos, evangélicos e ativistas gays, terá mais uma audiência pública no Senado para discutir o novo texto do projeto, que está sendo proposto pela senadora Marta Suplicy (PT-SP).

A audiência pública foi conseguida pela senadora na Comissão de Direitos Humanos do Senado, durante reunião realizada ontem, 01/03. Através do Twitter, a senadora afirmou que tinha conseguido a audiência: “Acaba de ser aprovado na CDH meu requerimento para a realização de uma audiência pública sobre o PLC 122, dia 15/5”, publicou Marta Suplicy.

A data escolhida para a audiência é próxima ao “Dia da Luta Contra a Homofobia”, que é realizado todos os anos no Congresso Nacional. Também está confirmada a “Caminhada Contra a Homofobia”, que deverá ser realizada na mesma data.

A Frente Parlamentar Evangélica confirmou através de nota publicada em seu blog a informação sobre a nova audiência pública para discutir o PLC 122, mas não informou se voltará a convidar líderes evangélicos para o debate. Na última audiência pública realizada no Congresso para discutir o tema, o pastor Silas Malafaia esteve presente e criticou a ausência de ativistas gays na reunião.

5 thoughts on “* PLC 122, de novo!! marcada nova audiência pública.

  1. Olha sinceramente a Igreja não muda, e se mudou foi por causa de pessoas de atitudes cristãs dentro e fora dela. Pense somente no caso da escravidão que foi vista como algo natural e bíblico por mais de quatrocentos anos e a Igreja somente se pronunciou contra depois que o último país “cristão” tinha oficilamente libertado os seus escravos.
    Vocês falam e leis e mandamentos que seremos julgados, isso também me dá o direito de lembrar que Jesus falou claramente no Juízo Final no Evangelho de Mateus e não citou nada sobre a sexualidade humana nos critérios de julgamento, apenas:
    eu estava com sede, eu estava com fome, eu estava doente, eu estava nú, eu estava preso e eu estava estrangeiro e fizeste ou não fizeste algo por mim.
    Se Jesus deixou claro que o Julgamento Final vai se basear nestes seis critérios, por que me julga então com pesos e medidas tão duros? Quem nem o próprio Jesus usa para julgar, para mim isso é falta de conhecimento do Evangelho de Jesus que é o Cristo.
    Tu pode vencer ao lado do princípe deste mundo com tais critérios, entretanto volto a lembrar eu somente aceito ser julgado por Jesus que para mim é o Cristo.
    Faça um favor para você mesmo. Esqueça os gays e lésbicas, e vai dar água a quem tem sede, comida a quem tem fome, ajuda a quem está doente, consolo a que está preso, roupa a quem está nú e acolhida a quem é estrangeiro.
    Deixe que Jesus julge a nós e a ti, não te ponha no lugar do próprio Cristo, o resto é o resto e uma história que conhecemos de vergonha de atos de pessoas que como você se julgavam no lugar de Deus.

    Atenciosamente Gaspar

  2. Graças a Deus em muitos aspectos a Igreja não muda e não deve mudar, somente um desconhecimento da sua missão e da sua história poderiam levar a alguém a afirmar que a mesma tenha admitido a escravidão como algo natural ou “bíblico”:

    …a Igreja somente se pronunciou contra depois que o último país “cristão” tinha oficilamente libertado os seus escravos.”

    Já até imagino de onde deriva essa concepção completamente deturpada e falsa da própria história, a verdade é que na Idade Média, sob o signo do Cristianismo, a idéia de escravidão do Direito Romano foi sendo cada vez mais atenuada, e ao final do período praticamente não havia mais nenhuma forma de escravidão. A Igreja eliminou na Cristandade medieval a escravidão pagã. A escravidão só retornou ao Ocidente a partir da Idade Moderna, por meio de mercadores de escravos árabes e africanos, na época das Grandes Navegações, visto que a escravidão continuou(e continua) existindo no Continente africano desde a antiguidade.

    “Vocês falam e leis e mandamentos que seremos julgados, isso também me dá o direito de lembrar que Jesus falou claramente no Juízo Final no Evangelho de Mateus e não citou nada sobre a sexualidade humana nos critérios de julgamento, apenas:
    eu estava com sede, eu estava com fome, eu estava doente, eu estava nú, eu estava preso e eu estava estrangeiro e fizeste ou não fizeste algo por mim.”

    Isso mostra apenas um desconhecimento sobre a questão tratada aqui (o PLC 122) e uma leitura estanque do Evangelho ao imaginar que aquilo é “tudo e somente” o que Deus terá em vista no Dia do Julgamento.
    Primeiramente que a oposição feita ao projeto não é pelo fato de ele proporcionar o homossexualismo a alguém e por causa disso essa pessoa ser “condenada ao inferno”, isso mostra a prática comum desses meios que rejeitam o discurso religioso unicamente por esse fato: “ser religioso” e não pelo conteúdo que declaram, isto é: baseiam seu ataque em incompreensão.

    A rejeição dos meios religiosos ao mesmo, deve-se não a questões doutrinais, mas a morais e legais, que despertam o individuo para o exercício cidadão de seus direitos, e nisso reconhecem que o tal projeto os lesa em diversos sentidos, quando o homossexualismo (que pode ser vivido como opção livre de cada um, da qual prestará contas a Deus), interfere nos direitos daqueles que não concordam e não compartilham da mesma visão de tal modo de vida.
    Por isso o cristão não pode simplesmente “esquecer gays e lésbicas”, quando isso lhes permite interferir negativamente e de forma impositiva na sua liberdade e direito de ser cristão.

    Procure conhecer o que diz o projeto, e depois procure conhecer no quê os meios religiosos se opõem a ele, e entenderá o que digo.

    Vinde Senhor Jesus!

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