* A professora e o ateu. A desafiante e necessária convivência dos direitos individuais em nossa sociedade.


Saiu na Folha de São Paulo em (3/4/12):

“Aluno ateu diz ser perseguido por não rezar na sala de aula
Uma professora de geografia de uma escola estadual de Minas Gerais resolveu iniciar as suas aulas rezando o pai-nosso com todos os alunos. Um deles, ateu, decidiu manter-se em silêncio.

Ao notar a reação do estudante, ela lhe disse, segundo o relato do aluno, que ‘um jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida’. O aluno se irritou, os dois discutiram, e o caso foi parar na diretoria da escolar (…)

O caso ocorreu há duas semanas na escola estadual Santo Antonio, em Miraí, cidade de 13,8 mil habitantes que fica na Zona da Mata, a 335 km de Belo Horizonte (…)

Quem discutiu com a docente foi Ciel Vieira, 17, ateu há dois anos. ‘Eu disse que o que ela fazia era impraticável segundo a Constituição. E a professora disse que essa lei não existia’. Lila Jane de Paula, a professora de Ciel, não quis falar com a reportagem (…)

O garoto gravou parte da oração e pôs no YouTube, sob o título ‘Bullying e Intolerância Religiosa’. No vídeo, é possível escutar o som do pai-nosso. Ao fim, ouve-se: ‘Livrai-nos do Ciel’”

O problema aqui é muito mais complexo do que parece.

Primeiro, há dois direitos individuais em conflito:

o que assegura a liberdade religiosa da professora

e o que assegura a liberdade de consciência e crença do aluno.

A professora tem o direito de ser religiosa e o aluno tem o direito de ser ateu, sem darem qualquer explicação para qualquer pessoa. Acreditam ou deixam de acreditar como bem quiserem, e qualquer constrangimento a esses direitos é inconstitucional.

Segundo,

o Estado é laico. Ser laico não significa ser ateu. Ser laico significa não tomar partido. Não cabe ao Estado defender essa ou aquela denominação ou agremiação religiosa, e tampouco cabe ao Estado pregar o ateísmo. Cabe ao Estado defender o direito das pessoas, individualmente, escolherem (ou não terem de escolher) se e no que acreditarem. Se alguém resolver acreditar no Coelhinho da Páscoa, cabe ao Estado laico defender tal direito.

Mas, e esse é o terceiro ponto, a defesa desse direito tem limites. E o mais evidente – e talvez o mais difícil de lidar – é que o direito de uma pessoa termina onde o de outra começa. Se alguém resolve sacrificar animais (ou até pessoas) em nome de sua crença, seu direito passou a interferir no direito de outras pessoas, seja da sociedade como um todo (que rejeita a violência contra animais) ou da própria vítima que foi sacrificada. Isso não quer dizer que quem queria fazer o sacrifício estará proibido de acreditar na entidade beneficiada pelo sacrifício. Ele pode acreditar no que quiser (e esse direito precisa ser defendido pelo Estado e respeitado pelo resto da sociedade). O que ele não pode fazer é sair matando seres vivos por conta de sua crença.

Em grau diferente, mas no mesmo espectro, na matéria acima a liberdade religiosa da professora precisa ser defendida, mas apenas até o limite no qual ela passa a constranger a liberdade de não crer do aluno. A partir do momento em que ela passou a humilhar o aluno, ainda que ela ainda estivesse no exercício de sua liberdade religiosa, ela passou a violar o direito de outra pessoa.

Esses são exemplos fáceis de sabermos o que é certo e o que é errado, mas na prática há situações mais difíceis para decidirmos onde o direito de um termina e do outro começa.

Pense em um templo com dezenas de milhares de fiéis construído próximo a uma área residencial ou que cause engarrafamentos: óbvio que os fiéis têm direitos, mas também os moradores e demais motoristas.

Ou pense no caso de canais de TV que transmitem cerimônias dessa ou daquela religião, mas não de outras ou de ateus (as concessões de rádio e TV são baseadas em interesse público). Ou de religiosos que telefonam ou batem à porta para pregarem a palavra, converterem, salvarem a alma etc. Óbvio que eles têm o direito de tentarem exercer sua religião e mesmo tentar ajudar, mas o morador também tem o direito de não ser importunado.

A lei, claro, não diz quais os limites nessas áreas cinzas. Fica a cargo do Judiciário, se alguém reclamar, decidir caso a caso, tentando usar princípios jurídicos e bom senso.

Mas o caso da matéria acima é ainda mais complicado por outras duas razões:

A professora é uma agente do Estado. Logo, ela o representa perante os alunos e, por isso, sua liberdade religiosa deve ser ainda mais resguardada enquanto estiver em sala. Não há dúvida que ela pode rezar em casa ou na praça pública, independente de qual seja sua profissão. Mas, em sala de aula, ela é o Estado. E o Estado é laico. Como representante do Estado, ela não deve preferir (ou proferir) uma religião. Mas, como ser humano, ela pode rezar o quanto quiser. O que fazer? Óbvio que nada a impede de rezar antes de entrar em sala ou fazer uma oração silente antes de começar a aula, mas ela não deveria fazer isso publicamente enquanto na condição de representante de um Estado laico.

Aliás, essa é a mesma polêmica que cerca o uso de crucifixos em repartições públicas e batismo de obras públicas.

Por fim, Estado laico não significa Estado ignorante ou que finge que religiões não existem, ou que não as discuta. Na matéria acima, ela é uma professora de geografia. Geografia não é apenas saber onde fica a Albânia, mas também o estudo das sociedades e diversidades humanas, inclusive religiosa. A professora não só pode como deve discutir religião, e até pode formular julgamentos de valor e incitar debates e críticas a respeito dessa ou daquela religião naquela sociedade. O que ela não pode é tentar impor suas crenças pessoais. Em outras palavras, ela deve ter claro para si, e respeitar, não só os limites entre suas próprias crenças e a dos alunos, mas também os limites entre a propagação de suas próprias crenças e a instigação do debate acadêmico.

Fonte: http://direito.folha.com.br/1/post/2012/04/a-professora-x-o-ateu-por-que-ainda-to-difcil-lidar-juridicamente-com-religio.html

20 thoughts on “* A professora e o ateu. A desafiante e necessária convivência dos direitos individuais em nossa sociedade.

  1. Vou discordar dessa tese da mais ou menos. No Cristianismo, NÃO existe Cristão mais ou menos. Vejamos os pontos, comento logo abaixo:

    O problema aqui é muito mais complexo do que parece.

    Primeiro, há dois direitos individuais em conflito: o que assegura a liberdade religiosa da professora e o que assegura a liberdade de consciência e crença do aluno. A professora tem o direito de ser religiosa e o aluno tem o direito de ser ateu, sem darem qualquer explicação para qualquer pessoa. Acreditam ou deixam de acreditar como bem quiserem, e qualquer constrangimento a esses direitos é inconstitucional.

    Sobre esse ponto, eu concordo. Sempre haverá dois mundos que lamentavelmente estarão divididos, quando o assunto é a fé. Os direitos dos dois, devem ser SIM assegurados, e não cabe ao estado calar um dos dois, em detrimento de qualquer aceitação mais forte que ambos tenham. INCONSTITUCIONAL, é uma palavra mal colocada aqui. Não houve, imposição de fé, mais apenas a verdade que se sabe, não só de hoje, mais desde a concepção do homem: Sem Deus, o ser humano, é nada.

    Segundo, o Estado é laico.

    Ser laico não significa ser ateu. Ser laico significa não tomar partido. Não cabe ao Estado defender essa ou aquela denominação ou agremiação religiosa, e tampouco cabe ao Estado pregar o ateísmo. Cabe ao Estado defender o direito das pessoas, individualmente, escolherem (ou não terem de escolher) se e no que acreditarem. Se alguém resolver acreditar no Coelhinho da Páscoa, cabe ao Estado laico defender tal direito.

    Mais, parece que o Estado laico, não pensa dessa forma. A expressão de grupos Ateus e outros, laico significa, um estado sem DEUS. Não cabe o estado interferir, mais estar interferindo, de forma, a excluir DEUS da sociedade. Deus, estar “fazendo mal” a sociedade e logo, precisa ser banido. Parece, que estamos de uma maneira possuídos por demônios, que ao simples nome de Deus, logo há em nós, uma revolta grande.

    Mas, e esse é o terceiro ponto, a defesa desse direito tem limites. E o mais evidente – e talvez o mais difícil de lidar – é que o direito de uma pessoa termina onde o de outra começa. Se alguém resolve sacrificar animais (ou até pessoas) em nome de sua crença, seu direito passou a interferir no direito de outras pessoas, seja da sociedade como um todo (que rejeita a violência contra animais) ou da própria vítima que foi sacrificada. Isso não quer dizer que quem queria fazer o sacrifício estará proibido de acreditar na entidade beneficiada pelo sacrifício. Ele pode acreditar no que quiser (e esse direito precisa ser defendido pelo Estado e respeitado pelo resto da sociedade). O que ele não pode fazer é sair matando seres vivos por conta de sua crença. Em grau diferente, mas no mesmo espectro, na matéria acima a liberdade religiosa da professora precisa ser defendida, mas apenas até o limite no qual ela passa a constranger a liberdade de não crer do aluno. A partir do momento em que ela passou a humilhar o aluno, ainda que ela ainda estivesse no exercício de sua liberdade religiosa, ela passou a violar o direito de outra pessoa

    Vivemos, em uma sociedade de meias verdades. Voltando novamente, para assegurar a quem escreveu esse artigo, na qual “comungo” em parte com ele. Todos os direitos, devam ser SIM respeitados. Mas, uma minoria, NÃO pode sufocar a maioria que acredita em Deus, e quer expressar a sua fé: “Em grau diferente, mas no mesmo espectro, na matéria acima a liberdade religiosa da professora precisa ser defendida, mas apenas até o limite no qual ela passa a constranger a liberdade de não crer do aluno”. Meus Deus, onde foi que essa professora constrangeu esse adolescente? Uma professora de geografia de uma escola estadual de Minas Gerais resolveu iniciar as suas aulas rezando o pai-nosso com todos os alunos. Um deles, ateu, decidiu manter-se em silêncio. Ao notar a reação do estudante, ela lhe disse, segundo o relato do aluno, que ‘um jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida’. O aluno se irritou, os dois discutiram, e o caso foi parar na diretoria da escolar (…). Talvez, a professora, tenha colocado a frase não da maneira certa, mais a forma construída, foi impactante, porque no fundo, ela é VERDADE. Vejamos, na historia da humanidade, pessoas que NÃO tinham Deus, praticavam e ainda hoje praticam as mais barbaridades do mundo contra o ser humano. O deus que essas pessoas cultuam, que levam a morte milhares de inocentes, não é o mesmo Deus que acreditamos. Não estou querendo dizer, que todo Ateu irá se prestar a seguir essa mesma doutrina. Mas, se NÃO temos Deus. Não temos valores Cristãos, o demônio, aproveita-se dessa falha e provoca aquilo que ele sabe fazer de melhor, enganar.

    A professora é uma agente do Estado. Logo, ela o representa perante os alunos e, por isso, sua liberdade religiosa deve ser ainda mais resguardada enquanto estiver em sala. Não há dúvida que ela pode rezar em casa ou na praça pública, independente de qual seja sua profissão. Mas, em sala de aula, ela é o Estado. E o Estado é laico. Como representante do Estado, ela não deve preferir (ou proferir) uma religião. Mas, como ser humano, ela pode rezar o quanto quiser. O que fazer? Óbvio que nada a impede de rezar antes de entrar em sala ou fazer uma oração silente antes de começar a aula, mas ela não deveria fazer isso publicamente enquanto na condição de representante de um Estado laico.

    O autor sugere, não somente a ela, mais a todos que propaguem a sua fé, a viver entre quatro paredes. Isso é, na Igreja ou em Casa, sem que possamos, levar onde nós estivermos. Voltamos, ao ponto onde Cristãos primitivos, somente tinham o direito dado pelo estado, de viverem como animais escondidos. Evangelizar, faz parte de todo Cristão. Não como separar isso, independente de onde estiver e com quem estiver. Se a pessoa não aceita, tudo bem, se respeita. Mas, se formos olhar a politica do Ateismo, há mais provocação do lado deles, do que do nosso.

  2. estado
    es.ta.do: 10 Nação politicamente organizada por leis próprias. 11 Terras ou países sujeitos à mesma autoridade ou jurisdição. 12 Conjunto de poderes políticos de uma nação.
    democracia
    de.mo.cra.ci.a
    sf (gr demokratía) 1 Governo do POVO, sistema em que cada cidadão participa do governo; democratismo. 2 A influência do povo no governo de um Estado. 3 A política ou a doutrina democrática. 4 O povo, as classes populares.

    Podemos dizer que o Brasil é um Estado Democrático, portanto, o “Estado” é constituído por pessoas eleitas pelo povo para as representarem, seja na criação de leis, na execução das coisas necessárias e no julgamento das relações entre pessoas. Então, suponho eu, que o Estado, é a cara que a maioria dos cidadãos de um determinado país lhe dá por livre escolha dos votos. Portanto, se o Estado é o retrato falado do povo, nesse retrato aparece um Cristão, afinal, a maioria de nossa população Crê em Cristo, portanto, Crê em Deus, portanto, tem um só Pai, assim, reza a esse Pai a oração do Pai Nosso como se Filho nos ensinou.
    A professora não age errada em pedir que todos rezem o Pai Nosso, afinal, os derrotados numa democracia devem se sujeitar a decisão da maioria, eu não queria nem Dilma, nem Serra, más infelizmente o Papa não pode concorrer em nossas eleições presidenciais. Ela agiu errada em não respeitar a liberdade do aluno, pois, como cristã, deveria entender que Jesus pregou, em liberdade, para todos, sem exigir ser ouvido. Ou seja, ela errou por representar seu estado laico de ver as coisas, afinal, a cara do País Brasil é de Cristão. Se tivesse agido como Cristo, se coloria na posição do aluno de 17anos, que pensa que sabe tudo e de tudo, sem nada saber na real, pois, se soubesse de tudo, saberia rezar o Pai Nosso, más pode ser que seus pais não o tenham ensinado o significado da Oração do Pai Nosso no que diz respeito ao assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, afinal a frase da professora: ‘um jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida’, ela pode ter se referido a vida eterna em que cremos e, não, nesta vida passageira. O jovem se irritou por nada, afinal se ele é ateu, Deus nada representa para ele, e a frase da professora seria sem efeito em sua vida, seria um nada.
    Terminando, a meu ver, eu sou o que sou em plenitude, não deixo o meu eu católico em casa quando vou trabalhar no Fórum de Capivari/SP, também não deixo de ser pai, quando vou trabalhar para um justiça que mais vejo é divórcio e execução de alimentos, e o meu eu profissional, sem Deus, sem minha Igreja Católica e sem minha Família, faria de mim um grande nada. Quem sabe um ateu, na hora de trabalhar. Se não compreendemos que Deus é Amor, nunca saberemos amar verdadeiramente.

  3. É claro que uma coisa muito simples não foi observada em todas as colocações aqui…
    O garoto tem um direito inalienável, dado pelo próprio Deus, o da liberdade em crer ou não em Deus, ou qualquer outra coisa, pois nem mesmo Deus lhe tira este direito.
    A nós cristãos, nos é dado apenas, termos as mesmas atitudes de Cristo, coisa que a professora não fez, pois Cristo, certamente não faria o que ela fez, Jesus em sua vida pública nunca condenou nem diminuiu os pecadores, mas os acolheu com o amor, pois o amor cura. Se nós cristão não pensarmos desta maneira não seremos evangelizadores nunca. Neurivaldo disse que sem Deus, a Igreja e a família não seria nada, mas isso para ele que já conhece a Deus, um ateu ainda não é consciente da necessidade que tem de Deus, ninguém conhece o que não ama, nós devemos ter um olhar de misericórdia ou seja o olhar de Jesus.

    Outra coisa, nós temos o direito de vivermos a fé em qualquer lugar, mas não temos o direito de tornar nossa fé algo que atormente ou importune um aluno, um empregado ou um amigo que seja. Nos é dado o direito de propor uma conversão, mas sinceramente, se nós vivemos verdadeiramente a fé, não precisaremos falar nada, pois as pessoas verão a transfiguração de Cristo em nós. Como disse Bento XVI no encontro com os Jovens em 2007 no Pacaembu “A Igreja não faz proselitismo, ela é como Cristo, atrai as pessoas por sua beleza”

    Shalom do Pai.

  4. é difícil opinar numa situação dessas. essa liberdade é muito limitada, delimitada e o estado não tomar parte o torna propenso a ser acreditado como sendo ateu. O cristão deve amar. o ateu não vai ser nem é um terror, um “demônio” no mundo só porque não acredita em Deus. Existe a ética também. eu sou católico, mas penso que muitas vezes o ateu não quer tomar partindo de nada pois isso gera divisão, discórdia, essas palavras são sinônimo de diabo! tá faltando acreditar no homem, como Jesus acreditou ao ponto de derramar seu sangue. “que todos sejam um, assim como eu e o pai somos um”. atualmente o mundo expõe-se assim: se você não acredita em Deus, pelo ao menos deve acreditar em alguma coisa, em você, no futuro, na vida e assim vai. essa professora corta até a esperança do garoto. para nós é uma decepção tal testemunho. mas não poder expor minha fé é Duro demais! não sei mais o que dizer.

  5. Muitos vivem em um lar ateu, onde os pais são materialistas e não apresentam Deus a seus filhos. A essas pessoas deve ser muito difícil rezar o Pai-Nosso, pois eles não têm essa idéia de um Deus Pai.

    Quanto ao texto, se o aluno se negou a rezar, o seu direito deveria ser respeitado. A professora foi infeliz no seu comentário, que irritou o aluno, colocou a classe contra ele, e gerou um clima de discórdia, quando a intenção era uma oração de paz para a aula.

    Como exemplo de viver em uma família atéia:
    “Camila Pitanga fala como e ser Atéia”

  6. Eu só queria saber quem é que vai defender a liberdade religiosa da professora? O ateu pode afirmar sua descrença, mas a professora não? Isso é muito injusto. Os ateus querem dominar o mundo e fazer uma inquisição atéia.

  7. Lucas, a professora tem liberdade de ter a sua religião, mas precisa respeitar a liberdade do aluno ateu que não quis rezar.
    Se estivessem em uma aula de catequese, tudo bem, mas não foi o caso.Era uma aula de Geografia, nada a ver com oração, você não concorda?

    Mas esse caso tomou uma dimensão exagerada, foi muito comentado na imprensa, e o aluno colocou o video no youtube, se fazendo de vítima.
    Para mim quem colocou o video no youtube não foi o aluno, pois ele não teria tanta inspiração para escrever tudo o que escreveu . Aí tem o dedo de adultos ateus, criando uma “guerra” e pondo lenha na fogueira de desentendimento entre crentes x ateus.

    Veja o video:
    “Bullying e Intolerância Religiosa na E.E.S.A”

  8. O fato de ter-se declarado espírita no ato da matrícula não implica no aluno não ser ateu, porquanto a sua descrença religiosa pode ter acontecido em momento posterior.

    Muitos ateus foram batizados no nascimento. Analogamente, o batismo é como uma “matrícula”, sem implicar que o batizado permaneça crente religioso durante toda a vida.

    Demais disso, a atitude do aluno foi típica de ateus cretinos no exercício do seu laicinismo mentiroso, que só reclama de Estado laico com a intenção velada de subtrair a religião – a cristã, em particular – da visibilidade pública. Uma corja de hipócritas, em suma.

  9. Se o que está escrito aí em cima é verdade, a professora errou, não deveria ter feito isso. E a percepção do aluno de que “rezar na sala de aula é impraticável segundo a Constituição” é pior ainda, porque além de intolerante ainda é inverídica a frase. Quem ganha com tudo isso é a propaganda ateísta. Como disse o Min. Gilmar Mendes, em um trecho de lucidez em seu voto pró-aborto no STF, “daqui a pouco vão querer reivindicar o direito a derrubar o Cristo Redentor em nome dos seus desvarios anti-clericais”. Abs.

  10. Isso que ela fez não foi liberdade religiosa,ela quis foi impor a crença dela pra todo mundo,e ainda criticou quem não acreditava,ela deveria ter mais ética,testemunhas de jeová, mórmons,ateus,muitos evangélicos não rezam pai nosso e nem tem obrigação de fazer isso em sala de aula.Dizer que quem não tem Deus no coração não e nada,e mesmo que professor ateu dizer quem acredita em criacionismo é burro

  11. Em nome do “ESTADO LAICO” querem proibir a evangelização… Como se salvarão as almas? Ainda que a professora seja herege, é melhor ser uma cristã de uma falsa igreja do que nem ser cristão. Ainda que de forma defeituosa, ela pregava o Evangelho e ganhava almas para o Reino de Deus.

    Poucos entenderão, eu sei, mas essa é minha opinião.
    O que é melhor: obedecer as regras da sociedade e não fazer muita diferença ou desobedecer essas proibições atéias e salvar as almas do pecado?

    Reflitam.

  12. Concordo com o que foi dito aí, as pessoas estão cedendo a essa propaganda de estado laico e talz e vão se esquecendo das leis de Deus, que são as que se importam de verdade. Muito mais importante do que dar uma aula sobre matemática, história, inglês ou o que quer que seja é evangelizar. O conhecimento mundano serve pra esse planeta mas a fé em Deus é que nos dará uma “passagem” só de ida para o paraíso. Os estudos de fé são muito mais importantes que as outras matérias, pena que o sistema público de ensino não reconhece isso. No tempo em que a igreja era unida ao estado certamente a evangelização era permitida e os ateus eram mais silenciados ou pelo menos tinham vergonha na cara pra não saírem falando suas blasfêmias tão abertamente. se Deus pudesse me conceder um desejo eu certamente pediria que eu tivesse nascido na idade média, tempo onde as pessoas respiravam fé e ram muito mais obedientes à igreja, até os reis se curvavam diante do papa. Onde se vê isso hoje em dia?

  13. Paz e bem!

    A grande questão ou problema que não se discute sobre o Estado Laico em sua profundidade, se refere primordialmente a:

    - Primeiro, o Estado sempre será Laico, independente de qual religião predomine naquele Município, Estado e Nação, pois, é uma pessoa jurídica fictícia;
    - Segundo, para que o Estado exista é necessário que exista pessoas aglomeradas formando a sociedade, daí, o motivo pelo qual, para que um tecido vivo do nosso corpo exista é preciso que tenhamos células e estas na realidade social, é a família que é a célula primária da existência da sociedade (comunidades, vilas, povoados, municípios, Estados, Províncias e Nações);
    - Terceiro, o Estado passa a ter força quando alguém da sociedade é colocado para gerir todos os recursos gerados por esta sociedade em busca do bem comum e não do bem particular de uma minoria. Neste ponto da personificação do Estado é importante adentramos num aspecto elementar: a pessoa que é investida num cargo de administração pública, ela carrega dentro de si sentimentos de ódio, aversão, contendas, ciúmes, orgulho, individualismo…, que acaba influenciando em suas decisões administrativas, quando na verdade, ela deveria ser dotada do maior de todos os sentimentos nobres: a caridade fraterna, pois, sem este valor nobre, sempre haveremos de presenciar injustiças e deslealdades nas ações dos nossos administradores. Há, é justamente neste ponto que o sistema Jurídico ou a Doutrina Jurídica não avançou muito, pois, independente o que seja esta autoridade pública, ela não deixou de ser um cidadão como os outros, existe responsabilidade civil e criminal sim senhor, assim como os demais cidadãos. Lembremos que para um cidadão entrar na carreira pública ela necessita ser integra, ter escolaridade…, será que para aqueles que vão nos governar exige isto? Será isto moral ou mentira? Será isto Sabedoria ou Pseudofia?
    - Quarto, a pessoa que assume o cargo de administrador do Estado Laico ou Fictício é que realmente com as suas crenças e valores é que irá determinar o rumo dos cidadãos, daí a necessidade de avançarmos para águas mais profundas neste entendimento e bem como, o Estudo Acadêmico ou debate Acadêmico é necessário, há, pra falar nisto, Reinaldo Azevedo menciona que o intelectualismo está sendo condenado em nosso País e existe uma média para que cidadão leia de livros e quem ultrapassar esta quantidade, é excluído da sociedade. Há, maldito Liberalismo que colocou o Ensino universitário exclusivamente nas mãos do ente privado, estamos presos/atados sem nos dá conta. Então, como a cultura irá crescer ou desenvolver, sendo que não existe mais o verdadeiro debate Acadêmico?

    Esclarecimentos: Satanás está agindo livremente desde muitas décadas ou até quase um século nos meios acadêmicos, pois, para onde vão tantas pesquisas de cunho social (todo trabalho dos acadêmicos é moral e lícito que seja divulgado, pois, não é da Academia, nem do acadêmico, nem do professor, é da sociedade, é para isto que existe a Universidade, buscar o bem comum). Além de que, se não estamos formando intelectuais na sociedade, existe algo errado, por outro lado, por que não divulgam as descobertas científicas das nossas Universidades com maior amplitude? Será que estas pessoas são os deuses ou arautos do conhecimento somente para eles ou seu gueto? Olhemos com os dois olhos abertos. O pior de todos os individualismos e orgulho é aquele em que a pessoa tem o devido conhecimento e não repassa para a sociedade ou pega o lado mal de um bom conhecimento e transforma em maldade para os seus irmãos, a título da Ideologia do Gênero e de tantas outras Ideologias.

    Se falei algo errado, podem corrigir-me.

    Shalom!

  14. “vão se esquecendo das leis de Deus, que são as que se importam de verdade”Quando vão entender que nem todas as pessoas são cristas? aprendam a respeitar o espaço do outro,sala de aula não é lugar de evangelização,é lugar de estudar,querem que seus direitos de crença sejam respeitados e não sabem respeitar o do outro de não ter crença. Imaginem vocês como cristãos,se um professor criticasse a fé de voces,como se sentiriam?Quando eu era católica e algum professor criticava a minha crença eu me magoava muito,do mesmo jeito que não gosto quando hoje criticam a minha não crença.Mesmo que não concorde respeito a crença alheia,respeito é bom e todo mundo gosta.

  15. Senhor, abra os olhos dos seus filhos… só isso te peço. Monalisa, vou orar por você. Você está reproduzindo o discurso da mídia, não vê? Em nome do “respeito” muita gente pode perder a salvação. É fácil de entender. Lembre-se sobre o que Jesus disse de ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma… A evangelização está acima desse “respeito” que é tão usado pelo mal para impedir as pessoas de serem salvas. Veja que estão tentando a todo custo impedir os cristãos de poderem criticar certos comportamentos que estão na moda por aí… Abra os olhos, querida, antes que seja tarde demais. Venha combater pela causa de Deus, lutar pela salvação das almas, oferecer-se com Cristo ao Pai, tomar sobre si os insultos à nossa Mãe Igreja… A recompensa será grande, algo que seus olhos nunca viram…

  16. Monalisa, você se declara “ex-católica”, hoje “não-crente”.
    Mas eu penso que Deus está com os olhos voltados para você, e certamente você será tocada, e voltará para os braços da mãe Igreja. É só uma questão de tempo.

    E sabe como eu cheguei a esta conclusão?
    Pelo fato de você estar visitando o blog Carmadelio, no site da Comunidade Shalom, 100% Católica.
    Só pelo fato de você encontrar esse blog, ler os seus artigos, sentir vontade de comentar, isso já é um caminho de volta para a Igreja Católica.

    Que bom, Monalisa!
    Continue visitando o blog , veja as maravilhas da Igreja, procure filtrar algumas notícias más e muitaz vezes, falsas, que a Imprensa publica sobre a Igreja e volte, que o seu lugar está vago, aguardando a sua volta. Seu lugar nunca será ocupado por mais ninguém na Igreja, ele é seu!!!

    E nesse dia, quando você você participar da Missa, haverá uma festa no Céu, por mais uma filha que à casa torna.

  17. Em nome da salvação da almas,minha professora já me chamou de burra por não acreditar em Deus.Se pra salvar almas preciso constranger pessoas e magoa-las prefiro não fazer isso.E eu já abri meus olhos,abri e vi grupos lutando pelos seus interesses e desrespeitando os dos outros.E eu não tenho medo de nenhum tarde de mais e não quero recompensa nenhuma.

  18. Monalisa, enquanto você não abrir seus olhos espirituais não conseguirá entender. Só nos resta orar para que você encontre a verdade em Jesus Cristo, o único que pode te fazer feliz de verdade. A salvação é mais importante que o “respeito” humano. Quem ama avisa ao amigo quando ele está fazendo algo que pode lhe fazer mal, não é mesmo? Se amamos o próximo, como poderíamos deixar de avisá-lo que seu comportamento pode conduzí-lo à danação eterna? Se avisamos, é porque os amamos e queremos nos encontrar com eles no céu, onde louvaremos o senhor eternamente junto com todos os santos e anjos e a Virgem Mãe de Deus.

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