* Fecharão centenas de igrejas na Holanda, prevê associação dedicada a preservar prédios religiosos no país.

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Cena triste e, ao mesmo tempo comum, na Europa. Observe a faixa preta com a inscrição “I’m not a Church” (Eu não sou uma Igreja) na frente do templo em Copenhagen ( Dinamarca).  Prédios que abrigaram cultos no passado estão sendo vendidos porque caíram no desuso! Alguns viram bares, outros bibliotecas, outros boates. Um continente outrora cristão e hoje ateu, humanista, materialista.

Rezemos pela Europa!

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Entre 600 e 700 igrejas católicas serão dessacralizadas e entregues a uso profano nos próximos cinco anos, informou o jornal oficioso vaticano L’Osservatore Romano, citado por CWN. 

O jornal vaticano citou estatísticas da “Future for Religious Heritage”, associação dedicada a preservar os prédios religiosos. Entre 400 e 500 locais de reunião protestantes também serão desafetados até 2018.

A Holanda conta com 1.267 igrejas paroquiais católicas, só ficam 2.804 padres e apenas 179 seminaristas, segundo as estatísticas Vaticanas.

Na Holanda fecham duas igrejas por semana, segundo a agência Reuters. Um dos problemas menores – mas quão importante – é o destino das obras de arte sacras.

Em sentido contrário, congregações tradicionais andam à procura desses objetos religiosos tão simbólicos e necessários para o culto, acrescenta Reuters.

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Objetos sacros podem acabar como neste Café em Tóquio

Esse “espírito” dizimou clero e fiéis, e agora chegou ao ponto – aliás, anunciado como objetivo do progressismo – de liquidar o patrimônio eclesiástico.

Na igreja de Eindhoven, o altar foi enviado para a catedral da República Dominicana, mas o prédio sagrado foi transformado num posto de saúde, bem no gosto do progressismo miserabilista e anti-tradicional.

Ouras igrejas católicas viraram livrarias ou teatros, enquanto os objetos religiosos foram repassados para igrejas na Ucrânia.

Essas transferências são as menos chocantes. Segundo Eugene van Deutekom, arquivista e historiador diocesano reconheceu que há tantos objetos religiosos sobrando que custa achar igrejas que os aceitem. A solução menos pior seria doá-los a museus.

A frequentação dos católicos à Missa dominical foi a mais alta da Europa antes do Vaticano II, mais de 90%, disse o Pe. Jan Stuyt de Nijmegen.

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Inglaterra: igreja transformada em moradia, Northumberland

“Agora estamos abaixo do nível da Franca”, com uma frequentação inferior a 10% dos fiéis. A igreja modernizada não atraiu ninguém e repeliu a maioria.
Entre 1970 e 2008, já foram demolias 205 igrejas católicas holandesas, enquanto outras 148 foram convertidas em lojas, centros de saúde, restaurantes, apartamentos ou ainda outros usos não explicados.

Marc de Beyer, curador do Museu Catharijnecovent de Utrecht reconheceu que há um super-fornecimento de obras de arte religiosas provenientes das igrejas dessacralizadas: por volta de 150.000 objetos sagrados.

Entrementes, o temido risco de esses objetos sagrados serem usados de formas que tocam na blasfêmia ou escarnio da religião tem se verificado. Alguns bares e discotecas utilizam desrepeitosamente ou com intenções blasfemas.

Sem falar do temor, que muitos dos prédios sejam convertidos em mesquitas.

 

4 thoughts on “* Fecharão centenas de igrejas na Holanda, prevê associação dedicada a preservar prédios religiosos no país.

  1. No Brasil os padres lutam no dia a dia para poder adquirir os objetos necessários ao cumprimento dos ritos católicos. Por que a Europa não envia para as paróquias brasileiras tudo aquilo que poderá ser motivo de profanação ou mau uso por parte dos não-católicos. Que a Europa se volte para os “países do fim do mundo” como bem lembrado o Papa Francisco. As coisas de Deus não devem, em sua grande maioria, ficar em museus para ser somente vistas, as coisas de Deus devem ter ao propósito a que se destinam, ou seja, servir a Deus em nome do seu Filho!

  2. Apenas um errinho: Copenhagen fica, na verdade, na Dinamarca, não na Suécia.

    De todo modo, dá no mesmo: ambos os países estão bem avançados na contaminação secularista. Não sem coincidência os escandinavos são hedonistas ao extremo e talvez isso, mais o forte materialismo por conta da riqueza, explique altos índices históricos de suicídio.

    Quanto à Holanda, nada de surpreendente. É o reino do “progressismo politicamente correto”, das engenharias sociais, nas quais não há lugar para a religião, cristã muito menos.

    Pobres gentes, tristes países. Um dia, a casa vai cair.

  3. É lamentável! Na Europa inteira acontece isso. Mas quando a nossa querida Igreja Católica começou a ‘perder o fio da meada’? Aqui, na América Latina, na década de 70 as Igrejas traduziram os apelos do Concilio Vaticano II de “ABERTURA AO MUNDO” como abertura para o sub-mundo e uma entrada no mundo dos ‘pobres-oprimidos’. Deste impulso, surgiram figuras proféticas, nasceram as CEBs, as pastorais sociais e o engajamento direto de grupos cristãos em movimentos políticos de libertação. Isso MINOU A FÉ MILENAR DO POVO CATÓLICO. ESVAZIOU-SE O SENSO SAGRADO que o povo tanto prezava. O povo católico passou então, infelizmente MIGROU PARA AS SEITAS. Essas se multiplicaram. Isso fez ruir a estrutura de fé de tantas nações.
    O dogma: “Fora da Igreja não há salvação (Extra Ecclesiam nulla sallus)” que não arrogava para si nada além do que lhe fora conferido como missão pelo próprio Senhor, após o Concílio tornou-se em a salvação “subsiste” na Igreja Católica.
    DECORRIDOS APENAS DEZ ANOS DO CVII O PAPA PAULO VI pronunciou a tenebrosa acusação contra os efeitos devastadores desse Concílio:“Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: existe a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. NÃO SE TEM MAIS CONFIANÇA NA IGREJA; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, SERMOS NÓS OS DONOS E OS MESTRES DESSA FÓRMULA. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam em vez disso, serem abertas à luz. Também na Igreja reina este estado de incerteza. ACREDITAVA-SE QUE , DEPOIS DO CONCÍLIO, VIRIA UM DIA DE SOL PARA A HISTÓRIA DA IGREJA. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza.

  4. Muito bom o comentário acima do Felipe. Nessas últimas décadas a doença-apostasia- de muitos dos nossos pastores perturbou todo o rebanho. Antigamente as pessoas sabiam realmente no que acreditar, hoje se sentem perdidas pois apareceram “muitos caminhos” diferentes.
    Graças à Deus ainda temos bispos e padres que buscam levar os fiéis a santidade. Um deles, o Pe. Paulo Ricardo, aquele diamante, morando em plena região centro-oeste, num calor infernal, usando aquela linda batina preta, por tudo o que ele prega e faz me trouxe um profundo amor pela Igreja.
    Ele disse numa de suas aulas, que o único remédio que existe para uma Igreja católica debilitada é: SER EXTREMAMENTE CATÓLICO! EXAGERADAMENTE CATÓLICO! Nada de passar a mão na cabeça dos opositores da Igreja que a querem destruir, nada de tomar chazinho com o lobo que quer comer as ovelhas, pois para o lobo só existe uma conversa: ACERTAR UMA PAULADA BEM NO MEIO DA MOLEIRA DAS OVELHAS. O Papa Pio IX fez exatamente isso, foi exageradamente católico, ao proclamar o dogma da Imaculada Conceição e da Infalibilidade Papal em meio às perseguições que a Igreja sofria tanto interna quanto externamente naquela época; época de perseguição anticlerical, de ódio à Igreja, onde até mesmo o clero o alertava que a proclamação dos dogmas estremeceria a Igreja. E Pio IX fez isso, teve CORAGEM PARA “AFRONTAR”.

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