Blog Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio Artigos e notícias de interesse permanente selecionadas à luz da verdade e da fé Católica. Wed, 17 Dec 2014 13:20:09 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.0.1 * Deixar as crianças brincarem na igreja durante a missa: é certo? http://blog.comshalom.org/carmadelio/44137-deixar-criancas-brincarem-na-igreja-durante-missa-e-certo http://blog.comshalom.org/carmadelio/44137-deixar-criancas-brincarem-na-igreja-durante-missa-e-certo#comments Wed, 17 Dec 2014 13:20:09 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=44137 topic

Há pais que deixam as crianças correrem pela igreja durante a missa e brincarem no meio dos bancos. Para esses pais, é válida essa missa apesar da distração (que, aliás, afeta a comunidade toda)?

Quem responde a esta pergunta de um leitor é o pe. Valerio Mauro, professor de Teologia Sacramental na Faculdade Teológica da Itália Central.

A participação das crianças na missa é uma questão delicada, porque envolve muitos aspectos da vida eclesial. O sacramento da eucaristia exige um singular respeito e uma participação plena e ativa dos batizados, como o concílio nos recorda. O magistério apresenta a família como “igreja doméstica” e defende o seu valor único para a sociedade civil.

Toda a comunidade eclesial, na fidelidade às palavras de Jesus, é chamada a deixar que “as crianças venham até ela”. Temos valores que não podem entrar em contradição, mas as suas urgências acabam entrando. A pergunta do leitor nos coloca diante de um dilema prático. Vamos olhar para alguns fatos da nossa realidade: nas paróquias, é cada vez menor a presença de famílias jovens e, portanto, de crianças pequenas.

A nossa liturgia não foi feita à medida da criança, não se desenrola de acordo com uma comunicação e linguagem adequada para elas, nem poderia. No entanto, a missa tem uma dimensão de mistério que envolve todos nós como povo de Deus, arrebatando-nos da tentação do individualismo ou da satisfação emocional: nela, nós vivemos um encontro da graça, oferecido a todo batizado num momento comunitário. A teologia nos diz que, na celebração eucarística, o Espírito Santo não transforma só o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, mas age na própria comunidade para torná-la cada vez mais o Corpo no Senhor.

Se os pais participassem da missa em horários diferentes, eles poderiam cuidar das crianças por turnos em casa, mas será que é oportuno que as famílias, especialmente as mais jovens, se dividam justamente na hora de participar desse momento de fé comunitária? E as crianças levadas à missa podem viver esse momento sempre de boca fechada e quietinhas? Eu acho que precisamos procurar o equilíbrio, que só é possível caso por caso, comunidade por comunidade, conforme as diversas circunstâncias concretas, a começar pela estrutura de cada igreja.

Nem todas as igrejas têm a mesma arquitetura. Em algumas, foi possível criar lugares para as crianças brincarem sob a vigilância dos pais, o que, para muitos, foi a melhor solução. Em outras igrejas, não é possível criar essas condições: nelas, os pais que levam os filhos à missa tentam fazer as crianças se sentirem à vontade, o mais serenamente possível.

A igreja é a casa de todos: temos que partir desta certeza. Então vamos deixar as crianças brincarem na igreja? Para a criança, brincar não é só uma diversão, mas o principal modo de se comunicar com o mundo e de, gradualmente, adquirir conhecimento. Brincando, as crianças aprendem também a linguagem da fé. Se elas aprendem durante a celebração mantendo certo silêncio, embora não o tempo todo, eu, pessoalmente, não me incomodo. Mas sei que, para alguns outros sacerdotes, não é assim. E respeito a sua sensibilidade litúrgica.

Quanto à pergunta específica do nosso leitor, os pais, de acordo com ele, se distrairiam com o comportamento dos filhos. E não só eles, pode-se acrescentar. Eu não acho, porém, que a discussão deva girar em torno da “validade jurídica” da participação na missa. Durante a celebração, as crianças podem incomodar alguns, é verdade. Por outro lado, as nossas comunidades eclesiais não deveriam favorecer ao máximo a presença completa das famílias? E será que o mistério de Deus é tão distante assim da vida real dos menorzinhos dentre os nossos irmãos? Talvez seja uma “deformação profissional”, mas, quando a discussão se volta para a validade da celebração eucarística, eu não consigo deixar de pensar nas palavras que o apóstolo Paulo dirigiu à comunidade de Corinto: “A vossa ceia não é a ceia do Senhor” (1 Co 11,20), porque eles celebravam a eucaristia num contexto de profunda desigualdade, com divisões cheias de invejas.

As nossas celebrações eucarísticas são, em primeiro lugar, a reunião do povo de Deus, chamado a ouvir a sua Palavra e a participar do seu Corpo entregue por nós. Através dessa altíssima oração da Igreja, nós nos tornamos cada vez mais uma coisa só no Espírito de Cristo. Vamos conservar na mente esse dom original da graça: assim saberemos construir as melhores condições para vivê-lo juntos.

Fonte: http://www.novena.it/

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* Carta de uma filha ao seu pai viciado em pornografia: “Gostaria de dizer o que exatamente o seu vício à pornografia fez na minha vida”. http://blog.comshalom.org/carmadelio/44122-carta-de-uma-filha-ao-seu-pai-viciado-em-pornografia-gostaria-de-dizer-o-que-exatamente-o-seu-vicio-pornografia-fez-na-minha-vida http://blog.comshalom.org/carmadelio/44122-carta-de-uma-filha-ao-seu-pai-viciado-em-pornografia-gostaria-de-dizer-o-que-exatamente-o-seu-vicio-pornografia-fez-na-minha-vida#comments Tue, 16 Dec 2014 18:18:44 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=44122 topic1

Publicamos para os nossos leitores a tradução que fizemos de uma carta aberta de filha ao seu próprio pai; este tinha sido um viciado em pornografia. Pelo seu teor pode ser de ajuda para pessoas que tenham circunstâncias parecidas. A carta original em inglês pode ser lida aqui

 

***

Querido Papai:

Em primeiro lugar gostaria que você soubesse que te amo e que te perdoo por tudo o que isso fez na minha vida. Também gostaria de dizer o que exatamente o seu vício à pornografia fez na minha vida. É provável que você ache que isso só afetou você, ou também a sua relação com a minha Mãe, mas é justo que você saiba que também teve um grande impacto em mim e em todos os meus irmãos.

Achei os seus vídeos pornográficos em algum lugar no seu computador quando tinha por volta de doze anos, justo quando começava a me tornar mulher. Em primeiro lugar achei muito hipócrita da sua parte tentar me ensinar o que sim e o que não valia a pena ver em termos de vídeos, filmes e televisão quando você regularmente mantinha a sua mente entretida com esse lixo. Os seus conselhos sobre o cuidado que tinha que ter com as coisas que via simplesmente não tinham nenhum significado para mim.

Devido à sua pornografia percebi que a minha mãe não era a única mulher que você olhava. Quando saíamos juntos desenvolvi uma grande sensibilidade para dar-me conta de quando você ativava o seu olhar sensual por outras mulheres, cartazes ou coisas. Isso me ensinou que todos os homens têm um lado indecente no qual não se pode confiar. Aprendi a suspeitar, e até mesmo a desprezar os homens pelo modo depravado que percebiam as mulheres.

Lembro-me que você tentou falar comigo sobre a modéstia, sobre como a minha maneira de vestir afeta as pessoas ao meu redor e sobre a importância de valorizar-me pelo meu interior. As suas ações, porém, me diziam que só seria verdadeiramente bonita e aceita se eu me visse como as mulheres das capas de revistas ou as dos seus vídeos pornográficos. Os seus discursos só serviam mesmo para deixar-me profundamente irritada.

Quando cresci essas ideias tornaram-se mais fortes graças à cultura em que vivemos. Tudo ao meu redor estava gritando que a beleza é algo que só pode ser alcançada se você se vê e atua como “elas”. Também aprendi a confiar cada vez menos em você, porque nada do que você dizia era coerente com o que você fazia. Já nessa época vivia preocupada com a possibilidade de não poder encontrar nunca um homem que me aceitasse e amasse pelo que sou e não pela minha cara bonita.

Quando convidava amigas para casa me perguntava como você as via. Se para você eram só minhas amigas e nada mais, ou se também você as imaginava nas suas fantasias. Nenhuma filha jamais deveria perguntar algo assim sobre o seu pai.

Conheci um homem. Uma das primeiras coisas que lhe perguntei foi se ele também via pornografia. Sou grato a Deus que essa prática nunca tenha tocado sua vida de forma significativa. No entanto, ainda temos brigas por causa das profundas raízes que tem no meu coração a desconfiança com os homens. Sim, apesar de todos os anos que passaram, a sua pornografia também afetou a relação que atualmente tenho com o meu atual marido.

Se eu pudesse dizer só uma coisa para você sobre este tema, diria o seguinte: a pornografia não só afetou a sua vida, mas afetou a vida de todos os que estávamos ao seu redor da forma que você nunca poderá imaginar. Até hoje em dia me afeta graças também ao peso que esta tem na nossa sociedade. Tenho medo do dia em que tenha que falar com o meu pequeno filho sobre a pornografia e seus poderosos e insaciáveis alcances; quando tenha que dizer-lhes como o vício à pornografia, como a maioria dos pecados, não só afeta à própria pessoa.

Como já disse, eu te perdoei. E sou profundamente grata pelo trabalho que Deus tem feito na minha vida neste campo. É uma área em que eu ainda tenho que lutar de vez em quando, mas me ultrapassa a gratidão para com a ajuda que Deus e meu esposo me deram. Rezo para que você tenha superado este vício e para que todos os homens que o consideram inofensivo abram os seus olhos para a verdade.

Com amor, a sua filha

(O autor preferiu permanecer anônimo)

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* O Milagre – sem explicação da ciência – da Virgem de Guadalupe, no México, constrange céticos e ateus em todo o mundo. http://blog.comshalom.org/carmadelio/44111-o-milagre-confirmado-pela-ciencia-da-virgem-de-guadalupe-no-mexico-constrange-os-ceticos-e-ateus http://blog.comshalom.org/carmadelio/44111-o-milagre-confirmado-pela-ciencia-da-virgem-de-guadalupe-no-mexico-constrange-os-ceticos-e-ateus#comments Mon, 15 Dec 2014 14:05:56 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=44111 BXK9360_n-senhora-de-guadalupe800

Uma pessoa não totalmente ateia, mas profundamente contaminada pelo pensamento moderno, dizia-me que aquilo que não é provado cientificamente não existe. Mas — típica contradição da alma humana — não queria falar do Santo Sudário de Turim, pois as descobertas científicas sobre ele a abalavam; e se fosse obrigada a olhar o assunto de frente, teria de negar o valor da ciência ou… converter-se.

Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência. Para eles, tudo aquilo que não se demonstra em laboratório entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc. Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certo tipo de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.(1)

Breve resumo da história

No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio
Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.

Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 483 anos, portanto nada deveria restar dele.

Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem. Comecemos pela pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos. “Erro do cientista” — poderia objetar algum cético. Difícil, respondemos nós, pois o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938.(2) Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.

No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.

Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.

Os olhos da imagem

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Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:

  • Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
  • Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
  • Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.

Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI…

Tentativa de apagar o milagre

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Assim como meu conhecido não desejava falar do Santo Sudário, outros não querem ouvir falar dessa imagem, que representa para eles problemas insolúveis. O anarquista espanhol Luciano Perez [foto acima] era um desses, e no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica [foto abaixo], que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas… a imagem da Virgem não sofreu dano algum.

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E ainda ela está hoje ali, no templo construído em sua honra, assim como uma vez esteve Nosso Senhor diante do Apóstolo São Tomé e lhe ordenou colocar sua mão no costado aberto pela lança. São Tomé colocou a mão e, verificada a realidade, honestamente acreditou na Ressurreição. Terão essa mesma honestidade intelectual os incrédulos de hoje? Não sei, porque assim como não há pior cego do que o que não quer ver, não há pior ateu do que o que não deseja acreditar. Mas, como católicos, devemos rezar também por esse tipo de pessoas, pedindo a Nossa Senhora de Guadalupe que lhes dê a graça de serem honestas consigo mesmas.

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Notas :

1. Para a elaboração deste artigo, utilizamos o material publicado no site http://www.reinadelcielo.org/estructura.asp?intSec=1&intId=42, ao qual remetemos os leitores interessados em mais dados.

2. http://nobelprize.org/chemistry/laureates/index.html

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* Seria a Missa católica uma “invenção” humana? que nos diz a Igreja primitiva? http://blog.comshalom.org/carmadelio/44103-seria-missa-catolica-uma-invencao-humana-que-diz-igreja-primitiva http://blog.comshalom.org/carmadelio/44103-seria-missa-catolica-uma-invencao-humana-que-diz-igreja-primitiva#comments Mon, 15 Dec 2014 13:29:03 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=44103 JuanesLastsupper
COMO SERIA O CULTO que os verdadeiros cristãos devem prestar a Deus? Com o crescimento de centenas de seitas ditas “cristãs” no Brasil, vemos a soberba de muitos que afirmam que o culto que eles prestam é o único verdadeiro, pois seria o mesmo culto que os primeiros cristãos tributavam a Deus, – tudo supostamente confirmado, como de costume, pela Bíblia Sagrada. – Será?Seria verdadeiro o argumento dos que se intitulam, a si mesmos, “evangélicos”? Muitos dentre estes também afirmam que a Missa católica é uma “invenção” humana, que Deus não ouve nem aceita, e que, é claro (e só para não variar), não teria “base bíblica” . Alguns chegam ao extremo de dizer que se trata de um sacrifício paganizado.Para descobrir a verdade dos fatos, analisemos brevemente, juntos, a História da Igreja, para descobrir que tipo de culto e quais ritos os primeiros cristãos prestavam a Deus. – Pelo testemunho bíblico, sabemos que a Igreja primitiva seguia a doutrina e a sagrada Tradição dos Apóstolos, observando o Mandamento direto do Senhor: “Fazei isto em memória de mim. Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a minha morte, e confessareis a minha ressurreição” (1 Cor 11,26).

Adverte também Jesus no Evangelho segundo S. João “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos” (Jo 6, 53).

Na Comunhão do Pão e na oração perseveravam os primeiros cristãos após a Ressurreição do Cristo, que formavam o corpo da Igreja primitiva (conf. At 2, 42), já celebrando os santos Mistérios Sacramentais. Sabemos que no inicio do século II usavam a Disciplina do Arcano, com os Mistérios sendo celebrados secretamente para que não se paganizassem e se mantivessem vivos e puros no seio da Igreja. O serviço litúrgico era realizado em casas de membros da comunidade ou em lugares ocultos, como porões e catacumbas, devido à perseguição romana: nos tempos primitivos, muitos Apóstolos ministraram a Liturgia em suas casas, edificações conhecidas comoDomus Eclesiae, que mais tarde viriam a se tornar Domus Dei, isto é, edifícios construídos exclusivamente para o culto cristão.

No primeiro dia depois do sábado, o “Dia do Senhor” (Ap 1,10), quando S. Paulo diz para partir o Pão (At 20,7), os cristãos cultuavam a Deus mais frequentemente. Faziam a leitura dos Profetas e das Epístolas, as cartas dos Apóstolos às primeiras comunidades da Igreja, suas primeiras paróquias e dioceses. Essas leituras eram explicadas e meditadas em grupo: tratava-se da homilia, do latim, que deriva do grego ὁμιλία e quer dizer discurso, instrução ou conversa, e se traduz numa pregação em estilo simples e quase coloquial do Evangelho e das leituras do dia. Vejamos o que dizem os Pais Apostólicos da Igreja, em registros dos séculos I e II dC:

No chamado ‘Dia do Sol’ (domingo – sun-day), todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo”.
(S. Justino Mártir, nascido em 103 dC, filósofo pagão convertido, tornado sacerdote e martirizado, contemporâneo de Simeão, – que ouviu Nosso Senhor Jesus Cristo, – e de Sto. Inácio, Clemente, – companheiro do Apóstolo Paulo, – de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo)

Sobre a reunião dos primeiros cristãos para culto, ele mesmo descreve:

Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos. Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água. O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem! Distribuem-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta Comunhão aos ausentes. Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades. Celebramos nossas reuniões no ‘Dia do Sol’, porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos”.

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Capela de Santo Ananias – Damasco (Síria), construída no século 1 dC, de uma das primeiras casas de culto cristão. Mais que uma reunião de irmãos para louvar a Deus e ler a Bíblia, o centro do culto era a Eucaristia

Outro atestado é o de Sto. Inácio de Antioquia, (†110) terceiro bispo de Antioquia, sucessor de S, Pedro e de Evódio, contemporâneo dos Apóstolos quando criança, que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado; ele conheceu pessoalmente S. Paulo e S. João Evangelista. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma, onde morreu devorado por leões, no Coliseu. A caminho de Roma, escreveu cartas às comunidades da Igreja em Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo São Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna (leia aqui). Nesta, ficou registrada por escrito, pela primeira vez (ao menos num documento que tenha chegado ao nosso conhecimento), a expressão “Igreja Católica”.

Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a Eucaristia é Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, Carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua Bondade, ressuscitou.”
(Epístola aos Esmirnenses: Cap. VII; Santo Inácio de Antioquia)

Sto. Ireneu de Lião, (130-202) eminente teólogo ocidental, confirma-nos o Sacrifício que era prestado pelos primeiros cristãos figurado no Sacrifício de Cristo. Em outra obra ele ressalta a importância e a transubstanciação na Eucaristia:

(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo Sacrifício da Nova Aliança, Sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da Terra ao Deus que se nos dá em Alimento como Primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias. (…) O que equivale dizer, com toda a clareza, que o povo primeiramente eleito não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um Sacrifício puro, e que seu Nome seria glorificado entre as nações.”
(Adversus Haereses)

Outro Registro é o Didaqué (leia na íntegra aqui), catecismo cristão escrito por volta do ano 120 aD, antes do Evangelho segundo João e de outros livros no Novo Testamento da Bíblia, um dos mais antigos registros do cristianismo. Este também trata do culto cristão e da celebração dos primeiros crentes após transcrever regras a respeito da celebração da Eucaristia. Diz:

Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor, pois sobre isso o Senhor disse: ‘Não dêem as coisas santas aos cães'”.
(Didaqué, Cap. IX, Nº 5)

Também diz sobre a reunião dos crentes:

Reúnam-se no Dia do Senhor para partir o Pão e agradecer, após ter confessado seus pecados, para que o Sacrifício seja puro.”
(Didaqué, Cap. XIV, nº 1)

O que têm em comum estes testemunhos do I e do II séculos? Por meio deles podemos observar que os primeiros cristãos perseveravam na Comunhão e na Celebração Eucarística, e todos comprovam a Liturgia católica como única herdeira da liturgia dos primeiros cristãos em suas reuniões, que no mínimo a partir do séc. III passou a ser conhecida pelo termo “Missa”, que procede do latim “mitere”, e significa “enviar”. Missa é o particípio que adquire sentido de substantivo: “missão”.

E como ficam os cultos daqueles alegados “cristãos” que atacam a santa Missa, e que não passam de simples reuniões para a leitura da Bíblia, – com a sua inevitável interpretação particular, que as próprias Escrituras condenam (2Pd 1,20), – canto de louvores e orações espontâneas? Como visto, estes sim, são totalmente carecentes de embasamento histórico e bíblico!

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Inscrição do sepulcro de uma mulher cristã da Igreja primitiva (séc. 6): “Aqui, descansa em paz Maxima, serva de Cristo, que viveu cerca de 25 anos (…) quando o senador Flavio Probus era o jovem cônsul. Ela morava com o marido há sete anos e seis meses. Foi amigável, fiel em tudo, bondosa e prudente.” Antes do início do texto, a cruz demonstra que se tratava de uma cristã. Hoje, algumas “igrejas” chegam a afirmar que a cruz não é símbolo cristão…

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Fontes e referência bibliográfica:
• STONE, Darwell. A History of the Doctrine of the Holy Eucharist, Oregon: Aeterna Press, vol.s 1/2, 2014.
• CECHINATO, Luiz. A Missa Parte por Parte, São Paulo: Vozes, 1991.
• PRADO, Alexandre de Castro. Considerações Sobre A Missa No Séc. II segundo S. Justino, São Paulo: USP, 2011.

Fonte: Fiel Católico

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* Cuba: 240 ativistas são detidos no Dia dos Direitos Humanos por defenderem esses direitos na ilha comunista do ditador Castro. http://blog.comshalom.org/carmadelio/44093-cuba-240-ativistas-sao-detidos-no-dia-dos-direitos-humanos-por-defenderem-esses-direitos-na-ilha-comunista-ditador-castro http://blog.comshalom.org/carmadelio/44093-cuba-240-ativistas-sao-detidos-no-dia-dos-direitos-humanos-por-defenderem-esses-direitos-na-ilha-comunista-ditador-castro#comments Sun, 14 Dec 2014 19:48:11 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=44093 cubaprison

Como acontece todo 10 de dezembro, a polícia cubana deteve mais de duas centenas de dissidentes que participaram nesta quarta-feira de manifestações convocadas em sete províncias da ilha para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Pelo menos 32 pessoas foram presas em Havana quando tentavam se juntar a uma concentração convocada com antecedência pelas Damas de Branco e pelo Movimento Nova República. Dois repórteres do jornal digital 14 y Medio, dirigido pela jornalista Yoani Sánchez, também foram presos enquanto cobriam a notícia. Os dois foram liberados três horas mais tarde.

“O Observatório Cubano de Direitos Humanos (OCDH) confirma a detenção de ao menos 240 pessoas que tentavam participar de atividades do Dia dos Direitos Humanos”, informou nesta quinta-feira o próprio OCDH em comunicado, denunciando “o bloqueio sistemático das comunicações entre os ativistas da ilha e grupos da diáspora cubana”.

As Damas de Branco afirmaram que as forças de segurança impediram muitas delas de sair de casa para ir à manifestação que tinham convocado diante da popular sorveteria Coppelia, no centro da capital. “A casa não é um calabouço”, protestaram no Twitter. A líder do grupo, Berta Soler, e seu esposo, o ex-preso político Ángel Moya, foram detidos a poucos metros de sua residência.

O Movimento Cristão Libertação (MCL) celebrou o Dia dos Direitos Humanos em Santiago de Cuba, segundo informações de Andrés Chacón, membro do secretariado executivo, de Miami. “Expressamos incondicional solidariedade para com os detidos e agredidos em Cuba neste dia 10 de dezembro. Viva Cuba livre!”, manifestou-se o MCL em uma breve nota.

As prisões cubanas mantêm 110 presos por razões políticas, segundo o último informe da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), dirigida pelo ativista Elizardo Sánchez, em Havana.

Sánchez explicou que o governo cubano trocou as longas condenações por prisões de curta duração e por ações de intimidação, como os “atos de repúdio” para calar as vozes dissidentes. Até novembro deste ano, a CCDHRN registrou 8.410 detenções temporárias, uma média de 764 por mês.

Por Ivan de Vargas

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