Blog Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio Artigos e notícias de interesse permanente selecionadas à luz da verdade e da fé Católica. Wed, 02 Sep 2015 08:05:10 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.1.7 * Uma cartilha sobre o Encontro Mundial das Famílias na Filadélfia. http://blog.comshalom.org/carmadelio/47544-uma-cartilha-sobre-o-encontro-mundial-das-familias-na-filadelfia-veja-como-sera http://blog.comshalom.org/carmadelio/47544-uma-cartilha-sobre-o-encontro-mundial-das-familias-na-filadelfia-veja-como-sera#comments Wed, 02 Sep 2015 08:05:10 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47544

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O papa irá participar do Encontro Mundial das Famílias, que será realizado de 22 a 27 setembro de 2015, na Filadélfia. Esta será a primeira visita do Papa Francisco aos Estados Unidos.  Os papas têm frequentemente ido ao Encontro Mundial das Famílias, que tem acontecido em todo o mundo a cada três anos desde 1994. As reuniões são organizadas pela diocese local juntamente com o Pontifício Conselho para a Família. A última foi em Milão, em 2012, e contou com 1 milhão de pessoas na celebração da missa papal.

A reunião também se encaixa bem no desejo do Papa Francisco de ter uma conversação de um ano na Igreja sobre a família em preparação para o Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015.

Com base na experiência do passado, a reunião terá um caráter tríplice: catequese, celebração e oração.

Catequese

A preparação para a parte catequética ou ensinamento do Encontro Mundial das Famílias já está em pleno andamento. A arquidiocese da Filadélfia encomendou um catecismo preparatório, O amor é a nossa missão: A família plenamente viva, que está disponível em inglês e espanhol, com planos de aula do Ensino Fundamental ao Ensino Médio.

De acordo com o site do encontro, o catecismo é “uma coleção sobre aquilo que os católicos acreditam sobre o propósito humano, matrimônio e família. A catequese, como o Encontro Mundial das Famílias, é para pessoas de todas as idades em todas as fases da vida”.

Ela apresenta “o que a Igreja Católica ensina tradicionalmente, então não é algo novo”, mas enfatiza que “o amor é a nossa missão, e é através do amor a Deus e aos outros que seremos plenamente vivos”.

Os tópicos do catecismo, conforme descrito no site do encontro, serão refletidos nos temas da reunião:

1. Criados para a alegria. Somos mais do que um acidente da evolução. Somos maiores do que a soma de nossa biologia. Deus existe. Ele é bom. Ele nos ama. Ele nos fez à sua imagem para compartilharmos de sua alegria. Ele tem uma participação ativa em nossas vidas. Ele enviou seu único Filho para restaurar nossa dignidade e nos levar para casa com ele.

2. A missão do amor. Deus trabalha através de nós. Temos uma missão. Estamos no mundo para um propósito – para receber o amor de Deus e para mostrar o amor de Deus aos outros. Deus busca curar o universo fragilizado. Ele nos pede para sermos suas testemunhas e seus ajudantes nesse trabalho.

3. O significado da sexualidade humana. O mundo corpóreo, terreno e tangível é mais do que uma matéria inerte ou uma massa de modelar para a vontade humana. A Criação é sagrada. Tem significado sacramental. Ela reflete a glória de Deus. Isso inclui os nossos corpos. Nossa sexualidade tem o poder de procriar e tem a dignidade de ter sido criada à imagem de Deus. Precisamos viver em conformidade.

4. Dois se tornam um. Não fomos feitos para vivermos sozinhos. Os seres humanos necessitam uns dos outros e se completam. A amizade e a comunidade satisfazem esse anseio com laços de interesse comum e de amor. O casamento é uma forma excepcionalmente íntima de amizade que chama um homem e uma mulher para amarem-se na forma da aliança de Deus. O casamento é um sacramento. O amor conjugal é fecundo e oferecido sem reserva. Este amor é a imagem da fidelidade de Jesus à Igreja.

5. Criando o Futuro. O casamento deve ser fértil e acolher novas vidas. As crianças moldam o futuro, assim como elas mesmas estão sendo moldadas em suas famílias. Sem crianças, não pode haver futuro. Filhos criados com amor e orientação são a base para um futuro amoroso. Crianças feridas pressagiam um futuro ferido. As famílias são a base para todas as comunidades maiores. As famílias são igrejas domésticas, lugares onde os pais ajudam as crianças a descobrir que Deus as ama e tem um plano para a vida de cada um.

6. Todo amor produz frutos. Nem todos são chamados ao matrimônio. Mas cada vida é chamada a ser fértil. Toda vida tem o poder e a necessidade de nutrir uma vida nova – se não for através de gerar e criar os filhos, então, através de outras formas vitais de autodoação, construção e serviço. A Igreja é uma família de vocações diferentes, distintas, mas que necessitam e apoiam umas às outras. O sacerdócio, a vida religiosa e a vocação laical celibatária enriquecem e são enriquecidos pelo testemunho do estado matrimonial. Os diferentes modos de ser casto e celibatário fora do casamento são formas de doar a própria vida ao serviço de Deus e à comunidade humana.

7. Luz em um mundo escuro. Na melhor das hipóteses, a família é uma escola de amor, justiça, compaixão, perdão, respeito mútuo, paciência e humildade em meio a um mundo escurecido pelo egoísmo e pelo conflito. Dessa forma, a família ensina o que significa ser humano. No entanto, muitas tentações surgem de forma a tentar nos convencer a esquecer que homem e mulher são criados para aliança e comunhão. Por exemplo, a pobreza, a riqueza, a pornografia, a contracepção, os erros intelectuais filosóficos, entre outros podem criar contextos que desafiam ou ameaçam a vida familiar saudável. A Igreja resiste a essas coisas a fim de proteger a família.

8. Um lar para os corações feridos. Muitas pessoas, especialmente hoje, enfrentam situações dolorosas resultantes da pobreza, deficiência, doença e vícios, desemprego e a solidão da idade avançada. Mas o divórcio e a atração pelo mesmo sexo impactam a vida da família de diferentes mas poderosas maneiras. Famílias e redes de famílias cristãs devem ser fontes de misericórdia, segurança, amizade e apoio para aqueles que lutam com essas questões.

9. Mãe, mestre, família: a natureza e o papel da Igreja. A Igreja tem formas institucionais, porque ela precisa trabalhar no mundo. Mas isso não esgota a sua essência. A Igreja é a Noiva de Cristo, um “ela”, não um “isso”. Nas palavras de São João XXIII, ela é nossa mãe e mestra, nossa consoladora e guia, a nossa família da fé. Mesmo quando o seu povo e os líderes pecam, ainda precisamos da sabedoria da Igreja, dos seus sacramentos, apoio e proclamação da verdade, porque ela é o corpo de Jesus no mundo; a família do povo de Deus em larga escala.

10. Escolhendo a vida. Deus nos fez por uma razão. Seu amor é a nossa missão de vida. Esta missão nos permite encontrar a nossa verdadeira identidade. Se escolhermos abraçar esta missão, vamos ter uma nova perspectiva sobre muitas questões, não apenas sobre a família. Para viver a missão da Igreja doméstica significa que as famílias católicas, às vezes, vivem como minorias, com valores diferentes de sua cultura circundante. Nossa missão de amor vai exigir coragem e força. Jesus está chamando, e podemos responder, escolhendo uma vida de fé, esperança, caridade, alegria, serviço e missão.

Durante o encontro, também haverá catequese. Importantes palestrantes irão definir um tema seguido por sessões lideradas por outros palestrantes. A agenda inclui a participação, dentre outros, dos seguintes palestrantes:

• Pe. Robert Barron, “Vivendo como a imagem de Deus: Criados para a alegria e o amor”
Cardeal Sean O’Malley, “A Luz da Família em um Mundo das Trevas”
• Helen Alvaré, “Criando o Futuro: A fertilidade do amor cristão”
• Juan Francisco de la Guardia Brin e Gabriela N. de la Guardia, “Um dom de Deus: o significado da sexualidade humana”
Cardeal Luis Antonio Tagle, “A Família: Lar dos Corações Feridos”
Cardeal Robert Sarah, “A Alegria do Evangelho da Vida”

Celebração e oração

O Encontro Mundial das Famílias é mais do que um evento educacional. Ele é também uma celebração da vida familiar, das famílias e de suas contribuições para o mundo. Os católicos gostam de festa, e as famílias católicas de todo o mundo se reunirão na Filadélfia para comemorar com seus estilos distintos e costumes próprios, porém ainda assim como membros de uma mesma família católica, a qual chamamos de Igreja.

Parte dessa celebração será em oração e liturgia, com a celebração da missa todos os dias. 

Fonte: National Catholic Reporter

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* Entenda por que o Papa Francisco é tão importante para o mundo de hoje. http://blog.comshalom.org/carmadelio/47538-entenda-por-que-o-papa-francisco-e-importante-especialmente-no-mundo-de-hoje http://blog.comshalom.org/carmadelio/47538-entenda-por-que-o-papa-francisco-e-importante-especialmente-no-mundo-de-hoje#comments Tue, 01 Sep 2015 08:00:03 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47538

Pope-Francis-3

Estima-se que 1,5 milhões de pessoas se juntem ao Papa Francisco no dia 27 de setembro para celebrar uma missa durante o Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia. Este encontro maciço, além de participação do pontífice no Festival das Famílias no dia anterior – que deverá contar com aproximadamente 750 mil pessoas –, levou à cunhagem do termo “Popeapocalypse” [papa-apocalipse].

Universidades irão estar fechadas, peregrinos já estão cravando estacas em terremos no jardim zoológico de Filadélfia para garantir um lugar de dormir, o sistema de transporte público está fazendo uma espécie de loteria para a entrega de bilhetes de trem e as mulheres à espera para dar à luz na região estão buscando se deslocar para outras cidades – tudo em antecipação à visita do Papa Francisco.

Hoje, não há nenhum outro líder religioso, político ou de entretenimento que possa reunir algo próximo do tipo de resposta que este papa inspira, fato que deixa algumas pessoas coçando a cabeça e se perguntando: Por quê? Por que o papa importa tanto?

Ele é um líder político transnacional

Como chefe da Igreja Católica de Roma, o papa ocupa uma posição que nenhum outro líder religioso pode igualar. A maioria das grandes religiões não tem uma estrutura hierárquica que reconheça claramente um líder que encarna a tradição como faz o papa para o catolicismo. O papa é o chefe de uma organização coesa, transnacional que vem existindo há aproximadamente dois mil anos. A Igreja tem uma cadeia de comando que vai do Vaticano até a paróquia local, sistema capaz de transmitir informações, ideologia e bens materiais em todo o mundo.

Compare isso com outras religiões que estão, em sua maioria, fragmentadas entre muitas e diferentes seitas e que contam com inúmeros líderes. E mesmo entre aquelas que não possuem hierarquias existentes, tal como a Comunhão Anglicana, os números não se comparam com os cerca de 1,2 bilhão de católicos romanos.

A influência da Igreja Católica aumenta por causa do status do Vaticano como uma cidade-Estado independente que mantém relações diplomáticas com países de todo o mundo.

Como líder do Vaticano, quando o papa visita um país ele o faz apenas na qualidade de líder religioso, mas também como de chefe de Estado. Isso diferencia o papa da maioria dos demais líderes – religiosos ou políticos –, à parte de cargos mais cerimoniais, como aquele mantido pela Rainha da Inglaterra, que simultaneamente é chefe titular da Igreja Anglicana e da Commonwealth, porém exercendo pouca influência em ambas. O papa, por outro lado, é a autoridade nítida por trás de ambos os títulos e tem condições plenas de exercer a influência que vem com ela.

A Igreja Católica não é apenas transnacional; em muitas partes do mundo ela é um agente influente na política interna e na vida civil. Essas Igrejas locais são conduzidas por bispos, arcebispos e cardeais, todos os quais são nomeados pelo papa. Isto significa que o tipo de prioridade e interesse da Igreja Católica local é muito influenciado pelo tipo de pessoa colocada nos postos mais altos pelo papa.

Ele tem influência religiosa internacional

Além do poder político e diplomático, o poder de inspiração do papa é ainda mais impressionante. Para uma grande parcela da humanidade, a Igreja Católica tem sido, há milênios, o seu caminho para o Divino e tem fornecido respostas para as perguntas sobre como viver uma vida moral e significativa.

Como chefe da Igreja Católica de Roma, a autoridade do papa remonta a São Pedro, um dos discípulos de Jesus considerado pela Igreja Católica como o primeiro papa. Os pronunciamentos papais possuem peso, e o papa tem grande influência sobre a forma como os católicos compreendem o que é sagrado – por exemplo, ele desempenha o papel central no processo de declarar que alguém é santo e de tornar santuários certos lugares. O papa também é a mais alta representação da Igreja Católica para outras tradições de fé, seja para outras religiões, seja para outras denominações cristãs ou o mundo secular.

Não apenas os pronunciamentos e as atividades papais são transmitidos por canais midiáticos católicos; eles também são o assunto de interesse da mídia secular e contam com uma cobertura atenta. Quando o papa fala sobre o Evangelho cristão, como faz às quartas-feiras e aos domingos na Praça de São Pedro, através de encíclicas e em ambientes menos formais, ele frequentemente relaciona a mensagem religiosa e espiritual não só com a moralidade pessoal e a salvação, mas também com questões societais e da vida política. Isso normalmente envolve se posicionar em debates polêmicos em países ao redor do mundo e dentro de eventos mundiais mais amplos.

Dado o imenso poder do cargo, está claro que qualquer papa terá importância. No entanto, quando ele é ocupado por uma figura tão cativante como o Papa Francisco, o papa importa e muito.

Desde o momento em que o papa recém-eleito se pôs diante da multidão na Praça de São Pedro e que o seu nome escolhido – Francisco – foi anunciado, o espírito da possibilidade começou a soprar através da Igreja Católica de Roma.

O papado particular do Papa Francisco

Francisco já se tornou uma das figuras mais notáveis do século XXI. Desde o início, quando preteriu o Palácio Apostólico a uma casa simples de hóspedes, trocou o papamóvel da Mercedes por um Hyundai e declarou o quanto ansiava por uma Igreja pobre e para os pobres, Francisco tem sido motivo de manchetes por suas palavras e seus atos – para alguns – surpreendentes.

Em seu primeiro ano, o novo papa observou a Quinta-feira Santa lavando os pés de jovens encarcerados, incluindo mulheres e muçulmanos, disse que os ateus poderiam ser redimidos, opinou que a Igreja vinha enfatizando demais o casamento gay e o aborto, acusou a burocracia [da própria Igreja] de sofrer de “Alzheimer espiritual”, afirmou que os mercados financeiros mundiais estão “tiranizando os pobres” e, claro, a sua resposta agora icônica sobre os gays: “Quem sou eu para julgar?”.

Ele passou a usar sua plataforma para especialmente destacar a situação dos imigrantes, os sem-teto, os pobres, a paz no Oriente Médio, a perseguição dos cristãos e, mais recentemente, assumiu a questão moral do meio ambiente em sua encíclica Laudato Si’.

O papa dá conteúdo para boas manchetes, e suas prioridades reverberam dentro da política mundial e no seio das sociedades em todo o mundo.

O Papa Francisco foi creditado como tendo ajudado na intermediação da aproximação entre os EUA e Cuba, país que ele estará visitando antes de sua chegada aos Estados Unidos. Estas ações do papa ecoam as de João Paulo II, líder influente na derrubada da Cortina de Ferro com a visita ao seu país natal, a Polônia, em 1979, onde dois milhões de pessoas saudaram o primeiro papa a visitar o país comunista.

Francisco será o primeiro papa a discursar ao Congresso dos Estados Unidos, com certeza apresentando desafios aos líderes políticos, conservadores e progressistas. Parece provável que a visita do papa e suas palavras serão retomadas nas primárias presidenciais e nas eleições gerais. Não é fácil apontar uma outra figura que tem sido tão direto sobre questões tais como o ambiente, a economia e a imigração quanto o Papa Francisco.

Ele ajudou a reformar a Igreja Católica

Dentro do Vaticano, Francisco vem sendo ativo na tentativa de reformar a Cúria e o Banco do Vaticano, instituição que ajuda a financiar a obra da Igreja. A eficácia que ele mostrou neste sentido, bem como no trabalho mais urgente de reparar o dano nas vidas dos que sofreram abuso sexual clerical, vem sendo vigiada de perto. Enquanto muitos estão preocupados com o ritmo lento das reformas, parece que, sob Francisco, a Igreja está estabelecendo as estruturas necessárias e começando a se mover na direção certa, com maior destaque dentro do Banco do Vaticano.

Como mencionado acima, o papa tem praticamente um poder absoluto sobre a hierarquia da Igreja. Entre as suas responsabilidades está a de nomear novos cardeais que acabarão por votar na escolha do próximo papa, assim como a de nomear e substituir bispos e arcebispos que proporcionam espaços de liderança a católicos nos países ao redor do mundo. Francisco fez uso desse poder para aumentar a presença e o poder do sul global via nomeação de cardeais advindos de algumas das regiões mais pobres do mundo. Ele também embaralhou os papéis dos principais clérigos católicos nos Estados Unidos e elevou algumas das figuras mais moderadas entre a liderança católica, bem como removeu rapidamente Dom Tebartz-van Elst (o “Bispo do Bling” ou da ostentação) na Alemanha por despesas excessivamente extravagantes.

Uma das transformações mais notáveis sob o comando do Papa Francisco ocorreu no ambiente das mídias sociais. A conta papal no Twitter anda em alta velocidade com o @Pontifex tuitando em várias línguas (incluindo o latim!) e Francisco foi considerado o líder mais influente nestes últimos dois anos no Twitter.

No entanto, é a presença off-line do papa que mostra, realmente, o quanto ele de fato importa.

Em encontros cara a cara, ou diante de três milhões de pessoas no Rio, o espírito humilde, caloroso e pastoral de Francisco tem ressoado entre os católicos e não católicos. Num mundo como este, onde as pessoas religiosas e as não religiosas estão igualmente sedentas de um sentido de conexão, de um desejo articulação das desigualdades e de inspiração para trabalhar por um mundo mais compassivo, justo e pacífico, palavras e os atos do papa importam.

jornal The Huffington Post-  tradução de Isaque Gomes Correa.

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* O plano de Deus para nossa sexualidade está estampado em nossa anatomia complementável. A masturbação nega isso! http://blog.comshalom.org/carmadelio/47043-o-plano-de-deus-para-nossa-sexualidade-esta-estampado-em-nossa-anatomia-complementavel-a-masturbacao-nega-isso http://blog.comshalom.org/carmadelio/47043-o-plano-de-deus-para-nossa-sexualidade-esta-estampado-em-nossa-anatomia-complementavel-a-masturbacao-nega-isso#comments Mon, 31 Aug 2015 08:14:06 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47043 1431295942

Caso não me masturbe, isso tende a prejudicar a longo prazo minha saúde?

Isso é um mito. Não há um “aumento” constante de “pressão” que venha fazer mal ao indivíduo se ele não se masturbar. Da próxima vez que ouvir alguma coisa do tipo, peça para a pessoa que mostre a pesquisa médica que dá suporte ao que ele está dizendo.

Se a evidência científica mostra alguma coisa, mostra que a masturbação é prejudicial tanto para homens quanto para mulheres. Se você já teve alguma aula de psicologia, provavelmente aprendeu sobre o cachorro da experiência de Pavlov. Ele era um cientista , e nesse experimento ele tocava um sino toda vez que estava prestes a alimentar o seu cachorro. Ao fazer isso, o cachorro passou a associar o sino com a comida, e começava a salivar com o som do sino. Isso é conhecido como resposta condicionada.

A mente humana pode ser treinada do mesmo modo. De fato, o centro de prazer do cérebro é a parte mais facilmente treinável da mente humana. Esse centro é chamado de Núcleo Pré-óptico Medial (NPM), e quando o corpo experimenta grande prazer, como no clímax sexual, essa parte do cérebro é recompensada. De acordo com uma pesquisa do Dr. Douglas Weiss (1), quando uma pessoa experimenta excitação sexual, o cérebro libera endorfinas que ajudam a treinar o NPM a associar prazer o que a pessoa estiver experimentando no momento do prazer, com o que ela estiver fazendo, olhando, cheirando, etc. Inconscientemente, a pessoa forma uma ligação entre o prazer sexual e uma particular imagem, cheiro, ou pessoa.

Essa ligação é posteriormente solidificada pela liberação de um neuropeptídeo chamado oxitocina, durante o prazer sexual. Isso também cria um vínculo entre as pessoas durante o ato sexual. Se uma pessoa estiver sozinha, ainda assim cria um vínculo mental com o que estiver fantasiando sobre. O mecanismo de vínculo é prejudicado pelo sexo casual (2). Essa descoberta científica lança novas luzes sobre as palavras de São Paulo: “Não sabeis que aquele que se une a uma prostituta torna-se com ela um só corpo? Pois está dito: ‘Os dois serão uma só carne’… Fugi da devassidão. Em geral, todo pecado que uma pessoa venha a cometer é exterior ao seu corpo. Mas quem pratica imoralidade sexual peca contra seu próprio corpo” (1 Cor 6, 16-18).

Quando uma pessoa experimenta um clímax sexual enquanto se masturba e fantasia outra pessoa em sua imaginação, ele está treinando seu cérebro para ser estimulado com as imagens de fantasia de sua própria mente. Se é isso que o cérebro de um homem ou de uma mulher passa a identificar como causa de prazer sexual, então onde fica a futura esposa ou o futuro esposo um dia? Eles não são fantasia, são seres humanos reais.

Portanto, ao invés de ser capaz de usufruir de prazer com a pessoa real no leito matrimonial, o indivíduo treinado pela masturbação pode se sentir compelido a encontrar estímulo em fantasias interiores, mesmo enquanto tenta fazer amor com a esposa. Homens e mulheres podem procurar o adultério, boates para “adultos”, pornografia, ou uma luxúria desordenada um pelo outro, a fim de satisfazer seus “desejos”. Frequentemente, especialmente para os homens, o hábito da masturbação continua, na tentativa de lidar com as “necessidades” sexuais. Isso se torna um câncer no casamento.

Agora, isso não significa que você está condenado a um casamento com problemas, caso já tenha experimentado prazer sexual com alguém que não seu esposo ou esposa. Entretanto, isso quer dizer que você terá obstáculos a vencer, que as pessoas sem esse “passado” não terão. O cérebro pode ser “re-treinado”, mas vai levar tempo, de acordo com a profundidade do hábito que se formou.

Isso nos mostra que o plano de Deus para nossa sexualidade está estampado em nossa anatomia. Se as pessoas viverem de acordo com a verdade de Deus, seus corpos irão associar o prazer sexual com a figura do esposo ou esposa. Deus projetou nossos corpos para garantir a atração fisiológica entre um casal. Suas mentes foram treinadas dessa maneira. Como diz a Bíblia: “Preserva tua água para ti e não sejam teus sócios os estranhos. Seja bendita a tua fonte e alegra-te com a esposa da tua juventude: corça querida e gazela graciosa, suas carícias te inebriem em todo o tempo, e te alegres sempre no seu amor” (Provérbios, 5, 17-19).

Por Jason Evert

(1) Douglas Weiss, M.D. “The Final Freedom” (Forth Worth, Texas: Discovery Press, 1998). (2) Eric J. Keroack, M.D., FACOG and Dr. John R. Diggs Jr., M.D., “Bonding Imperative”, a special report from the Abstinence Clearinghouse Medical Council.

Trecho do livro: “If You Really Loved Me”, de Jason Evert (San Diego, Catholic Answers, 2003), págs. 124-126.

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* A questão moral do aborto analisada de forma objetiva, não emocional. http://blog.comshalom.org/carmadelio/47530-a-seria-questao-moral-do-aborto-de-um-modo-nao-emocional-imperdivel http://blog.comshalom.org/carmadelio/47530-a-seria-questao-moral-do-aborto-de-um-modo-nao-emocional-imperdivel#comments Sun, 30 Aug 2015 08:00:15 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47530

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* Como o celular pode desconectar o seu relacionamento. http://blog.comshalom.org/carmadelio/47516-como-o-celular-pode-desconectar-o-seu-relacionamento http://blog.comshalom.org/carmadelio/47516-como-o-celular-pode-desconectar-o-seu-relacionamento#comments Sat, 29 Aug 2015 08:00:12 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47516 phonestacking1

O problema do celular é o exagero que nos torna desconectados nos relacionamentos

– Amor, você ouviu o que eu disse?
– Anh?
– O que você acha sobre isso?
– Uhun…
– Uhun o quê, amor? Você entendeu?
– Peraí amor, só preciso responder umas mensagens aqui…

WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat são parte das inúmeras ferramentas que possibilitam encontros virtuais entre as pessoas por meio do celular. Elas facilitam muito a vida, são usadas até no trabalho, atualizam-nos sobre o cotidiano de quem não vemos todo dia, reaproxima quem passou pela nossa infância, quem tem as mesmas necessidades que nós, enfim, muitas possibilidades de relação aparecem nessa vida conectada. Contudo, em que medida temos nos refugiado nessas conexões virtuais e nos desligado das pessoas que convivem conosco?

A realidade sem wi-fi nem sempre é tão maravilhosa e deslumbrante como as pessoas postam freneticamente nessas mídias sociais virtuais, mas é a realidade na qual se vive e é onde Deus nos plantou para que florescêssemos. E não é justo que nós negligenciemos nossos relacionamentos com quem está ao nosso lado, à espera da resposta no “zapzap”, do comentário naquela foto ou forjando um cenário para o próximo selfie.

Quer estragar um momento romântico, divertido e espontâneo? Pare tudo o que está fazendo e prepare a cena para a foto, montada para que apareçam no melhor ângulo. E repita isso várias vezes, a cada paisagem. Lá se foram minutos preciosos da viagem, do almoço e do passeio. Do que a gente estava falando mesmo? Nem importa, afinal, a foto já teve dezenas de curtidas! Ou ignore completamente quem está a sua volta, porque, afinal, você precisa se manifestar, agora, na internet, sobre esse tema que está todo mundo comentando, e comentar também, nem que seja um KKKKK, mesmo que discorde da situação, só para se mostrar engajado.

Eu não sou contra tecnologia, de jeito nenhum, sou casada com um esposo que trabalha nessa área, e lá em casa a gente está em todas essas redes e muito mais, mas me preocupa a dose diária de virtualidade que a vida vem adquirindo. Quando se percebe, é muito natural deixar as pessoas falando sozinhas enquanto você fita a tela do celular. “Desculpa, pode repetir? Eu não estava prestando atenção…”

Será que não estamos preterindo quem está ao nosso lado em busca de um ativismo virtual? Há famílias na qual todos os membros se comunicam pelo WhatsApp. Bacana, desde que isso não substitua a convivência fraterna dessas pessoas, o carinho mútuo, o amor, o afeto, o cuidado e também o compartilhamento ao vivo de tristezas, dores e dificuldades. Para provocar uma guerra, basta esquecer o carregador do celular.

Minha gente, vivemos bem sem isso, não é? Não precisamos nos fazer escravos do mundo conectado!

Eu já fiz um teste e recomendo: passe um dia completamente desconectado. Inicialmente, parecerá uma tortura, mas, ao fim do dia, você perceberá o quanto pôde cuidar das pessoas e das situações que estavam ao seu lado no dia a dia. Depois, teste ficar dois ou três dias, talvez até uma semana longe das redes virtuais. Você verá como seu tempo foi empregado em observar e agir na realidade mais próxima a você.

Ao dar um tempo nesse ambiente conectado, você voltará a ele com mais senso crítico, menos afetado pelas opiniões extremadas, e poderá dosar mais o seu tempo on-line, para que tenha também tempo de qualidade desconectado. Já percebeu como os nossos sentimentos ficam mais aflorados e acalorados na internet? Nós nos sentimos até mais corajosos para nos manifestar, dizer o que bem queremos e entender os demais à nossa maneira, levando tudo ao pé da letra e a ferro e fogo, combatendo as opiniões contrárias como se estivéssemos em guerra, como se não houvesse amanhã e, muitas vezes, magoando quem está dentro e fora do mundo virtual.

Estar on-line não é problema, o problema é o exagero que nos faz escravos da conexão virtual, negligenciando nossos relacionamentos.

Se estiver difícil vencer essa escravidão em casa, desligue a internet e pratique a frase que um restaurante divulgou bastante nas redes sociais: “Não temos wi-fi. Conversem entre vocês”.

Autora Mariella Siva, Canção Nova

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