Blog Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio Artigos e notícias de interesse permanente selecionadas à luz da verdade e da fé Católica. Mon, 27 Apr 2015 13:30:24 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.1.4 * A Música, dom de Deus! sua origem, utilidade e importância na vida humana. http://blog.comshalom.org/carmadelio/45655-a-musica-dom-de-deus-sua-origem-utilidade-e-importancia-na-vida-humana http://blog.comshalom.org/carmadelio/45655-a-musica-dom-de-deus-sua-origem-utilidade-e-importancia-na-vida-humana#comments Mon, 27 Apr 2015 13:30:24 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=45655 passaro-beethoven

Pode ser difícil acreditar que uma melodia tenha qualquer utilidade quando você escuta seu vizinho desafinado. Mas acredite: novas teorias afirmam que a música mudou o ritmo da evolução humana. É o que mostra a matéria a seguir, publicada na revista Superinteressante.

Tente lembrar quantas vezes na última semana você ouviu música. Não só as baladas do rádio, mas também as pílulas de sonolência na sala de espera do dentista. Ou o canto de alguém a seu lado no ônibus. É muito provável que você não tenha passado um único de seus dias sem escutar alguns acordes. Às vezes nem nos damos conta, mas a música nos cerca por todos os lados. Há música para dançar, namorar, estudar. Música para enfrentar o trânsito, trabalhar, fazer ginástica e para relaxar no final do dia. Música para rezar e memorizar. Para comunicar as emoções que não conseguimos transmitir só por meio de palavras. E música simplesmente para ouvir e curtir. Dos aborígines australianos aos esquimós no Alasca, todas as sociedades do mundo a têm em sua cultura – até porque, você pode não saber, mas a música está conosco desde quando ainda nem éramos seres humanos propriamente ditos.

Com base no achado de flautas de ossos feitas há 53 mil anos pelos neandertais, pesquisadores estimam que a atividade musical deve ter pelo menos 200 mil anos – contra 100 mil anos de vida do Homo sapiens. É bacana imaginar que talvez esses hominídeos já buscassem formas de diversão. Mas, pensando bem, que sentido pode fazer a música em um período no qual nossos ancestrais estavam muito mais preocupados em não ser devorados por um leão do que com o próprio prazer? E mesmo na sociedade contemporânea, se nos cercamos de música com tanto afinco, é de supor que, assim como a fala, ela sirva para alguma coisa, tenha alguma função específica para a humanidade. Mas qual?

A pergunta atormenta filósofos e cientistas há séculos e, infelizmente, ainda não tem resposta conclusiva. Já se imaginou, por exemplo, que a música é responsável por reger a harmonia entre os homens e os astros que mantém a ordem do Universo – uma ideia formulada por Pitágoras no século 5 a.C. Hoje, boa parte da pesquisa científica por explicações tem uma perspectiva evolutiva e biológica. Muitos ainda a vêem apenas como produto cultural voltado ao prazer, sem nenhuma importância para o desenvolvimento humano. “Uma primorosa iguaria que estimula as nossas outras faculdades mentais”, defende o psicólogo Steven Pinker em seu livro Como a Mente Funciona. Apesar de meramente especulativas, teorias evolutivas são as que parecem estar mais próximas de nos responder as perguntas acima. Então, vamos a elas.

A primeira hipótese sobre a função da música foi levantada por Charles Darwin. O biólogo que popularizou o conceito de evolução das espécies dizia que a música é determinante para a escolha de parceiros sexuais, uma vez que as fêmeas seriam atraídas pelos melhores cantores. “O homem que canta bem, é afinado, expõe melhor seus sentimentos. Parece mais sensível, mais inteligente. E isso agrada as mulheres”, afirma o jornalista e músico brasileiro Paulo Estêvão Andrade, que está escrevendo um livro sobre pesquisas que relacionam música e cérebro. Isso soa bastante familiar: qual mulher nunca teve uma quedinha pelos músicos – dos modernosos DJs aos eternos tocadores de violão em rodas de amigos? 

Muitos cientistas não se convencem de que essa teoria explica, sozinha, toda a importância da música para diferentes sociedades do planeta. Uma das hipóteses mais aceitas hoje é a de que a música teve função primordial na formação e sobrevivência dos grupos e na amenização de conflitos. Se ela existe e persiste, é porque provoca respostas que agem como um forte fator de coesão social. “Precisávamos caçar e nos defender juntos e para isso tivemos de nos organizar. A música abriu o caminho para nos comunicarmos e dividir nossas emoções”, explica Mark. Mas como era essa música feita por nossos antepassados? Provavelmente ela surgiu como uma manifestação das emoções. Uma sofisticação, por exemplo, do choro e da risada. Principalmente, como uma forma de chamar a atenção do grupo e motivá-lo para a realização de uma atividade que precisava ser feita em conjunto. É possível imaginar que um indivíduo batesse palmas, ou pedras ou gravetos, mas o mais plausível é que o primeiro instrumento musical tenha sido mesmo a voz humana.

O cientista cognitivo William Benzon, autor do livro Beethoven’s Anvil (“A Bigorna de Beethoven”, sem tradução para o português) especula que tudo começou muito tempo antes, com a imitação dos sons de outros animais. Benzon sugere que o Homo erectus, ao se espalhar pelo planeta a partir do leste da África, há 2 milhões de anos, teve de procurar novas formas de se proteger enquanto atravessava as estepes, já que não contava mais com o abrigo das árvores das florestas. Entre muitas outras artimanhas, esses hominídeos teriam começado a emitir chamados ameaçadores. “Se rosnar e rugir como um leão, você não só vai dispersar as presas naturais dele como também outras espécies que estejam por perto”, afirma. Essa imitação teria proporcionado o início do controle do aparelho vocal, primeiro passo para a origem da música e da linguagem. A reprodução dos sons dos animais e da natureza, como o vento ou os trovões, deve ter evoluído até que as necessidades passaram a ser outras, e a imitação deu espaço para a criação. Daí a perceber como o som do “auh-auh-auh” servia para instigar a guerra, por exemplo, não deve ter demorado. Tudo isso sem que fosse necessário dizer uma palavra.

Chegamos a um ponto delicado: a música surgiu antes ou depois da linguagem falada? Essa é outra pergunta que divide cientistas. As duas aptidões são universais, mas a linguagem obviamente parece muito mais útil que a música, o que leva a crer que ela tenha se desenvolvido primeiro, “com a música ramificando-se da linguagem apenas após ter sido feita boa parte do trabalho evolucionário pesado”, como escreveu o pianista Robert Jourdain em seu livro Música, Cérebro e Êxtase. Acreditar que primeiro desenvolvemos a fala e depois apuramos a técnica musical pode parecer um caminho lógico. Mas a verdade é que não é exatamente assim que funciona nosso ciclo de aprendizado. Antes de os bebês saberem falar, eles já balbuciam de uma forma muito musical. “É comum vê-los inventando musiquinhas mesmo desconhecendo a reprodução dos sons convencionais”, diz a psicóloga Sandra Trehub, da Universidade de Toronto, que pesquisou a percepção musical em crianças. Isso pode ser um indicativo de como nossos ancestrais se manifestavam antes de desenvolver a linguagem. “Talvez as cordas vocais e bocas deles ainda não estivessem prontas para falar, mas eles tinham ritmo e podiam grunhir e fazer sons. Isso poderia ser tomado como música, ou ao menos como sua raiz”, afirma Mark Tramo.

Mas se o uso da música como ferramenta de comunicação foi ultrapassado pela linguagem, por que ela continuou existindo? Para essa pergunta nem precisamos da ajuda dos cientistas. Todo mundo que já se apaixonou e dedicou uma música ao ser amado pode responder sem medo. É porque ela assumiu um papel que a fala sozinha não deu conta: transmitir emoções. E essa característica nós podemos notar independentemente das preferências pessoais de cada um. Para provar isso, o psicólogo John Sloboda, da Universidade de Keele, na Inglaterra, uma das maiores autoridades em emoção musical do mundo, fez um teste interessante. Ele colocou 83 voltuntários para ouvir uma série de peças musicais e depois pediu que eles descrevessem qual sensação tiveram. Cerca de 90% reportaram “frio na espinha” e “nó na garganta”. Alguns chegaram a chorar. Ao checar quais trechos haviam provocado essas reações, Sloboda constatou que eram basicamente os mesmos.

Alguns acordes parecerem tristes e outros felizes pode ter também uma explicação evolutiva. Essa interpretação é relacionada com a forma como o nosso cérebro processa sons amistosos e ameaçadores desde a época em que éramos presas fáceis. “Pense num cão. Quando ele quer demostrar carinho faz um som mais agudo, mais tonal. Quando está agressivo é mais grave e ruidoso”, diz Paulo Estêvão Andrade. Assim, dependendo da combinação de tons, a música é capaz de provocar uma sensação que vai do prazeroso ao desagradável. Quanto mais dissonantes forem os intervalos das notas musicais, maior será a sensação de tensão ou medo. Isso é fácil de ser identificado se ouvirmos as trilhas sonoras de filmes de terror ou suspense, como a clássica de Psicose, de Alfred Hitchcock. Essa função musical de comunicar sentimentos faz sentido não só hoje, mas em sua própria origem. Se os animais também modificam a expressão vocal para demonstrar um sinal de pacto, como o ganido de submissão de um cachorro, “parece inevitável que as expressões formais de emoção sejam aos poucos fundidas em algo semelhante à melodia”, escreve Jourdain. “É exercitando ou aplacando emoções que estabelecemos relação com outros seres humanos.” E a música corporifica isso.

Para quem começou a reportagem falando que não havia utilidade aparente para a música, até que já alcançamos uma boa marca. Mas alguns pesquisadores ainda vão além. Para Ian Cross, diretor do Centro para Música e Ciência da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, a música também é capaz de ativar capacidades como a memória e talvez até mesmo a inteligência. O efeito sobre a memória é facilmente detectado no dia-a-dia. Pegue, por exemplo, a época de eleições. Quem acompanhou a campanha para a Presidência em 1989 deve se lembrar até hoje de muitas das musiquinhas dos candidatos, como os clássicos “Lula-lá” e “Ey, ey, Eymael”. Para fixar alguma informação, nada melhor do que musicá-la – veja as técnicas de alunos de cursinho para decorar fórmulas. Essa faceta da música parece ter sido útil para a transmissão da cultura na pré-história, quando ainda não dominávamos a escrita.

Já o impacto sobre a inteligência é mais difícil de constatar. A tentativa mais famosa ficou conhecida como “efeito Mozart”. Quando foi proposta, em 1993, levou a um surto de compras de discos do compositor, mas até hoje é polêmica. Na ocasião, o neurocientista Fran Rauscher, da Universidade de Wisconsin, e o neurologista Gordon Shaw, da Universidade da Califórnia, ambas nos Estados Unidos, mostraram que crianças apresentavam desempenho matemático melhor após ouvir sonatas do compositor austríaco. O efeito da simples audição, no entanto, nunca foi comprovado. O que parece fazer mais sentido é quanto a possíveis benefícios relacionados ao aprendizado de música, que induz ao prolongamento dos neurônios e aumento das conexões entre eles. Os cérebros dos músicos, inclusive, acabam apresentando uma massa maior de neurônios, o que sugere maior inteligência.

De todas as funções abordadas até agora, nenhuma é tão misteriosa quanto o possível uso medicinal da música, principalmente para pacientes com mal de Parkinson ou Alzheimer e vítimas de derrame que só melhoram escutando música. Histórias complexas são relatadas pelo neurologista Oliver Sacks em livros como Tempo de Despertar, que foi adaptado para o cinema. É exemplar o caso da paciente Frances D., que sofria de Parkinson e durante as crises ficava paralisada, rangendo os dentes e sofrendo muito. Sacks descobriu que a única coisa que acalmava os sintomas era a música. Quando Frances ouvia o som, desapareciam completamente todos os fenômenos “obstrutivo-explosivos” e ela ficava feliz. “A senhora D., repentinamente livre de seus automatismos, ‘regia’ sorridente a música ou se levantava e dançava ao seu som”, escreveu Sacks. O médico percebeu o mesmo efeito em vários outros pacientes. Em alguns casos, só de pensar em música eles ficavam melhores.

Mas, infelizmente, o remédio é temporário, proporcionando uma espécie de equilíbrio momentâneo para o cérebro doente. “A música vence os sintomas ao transportar o cérebro para um nível de integração acima do normal. Ela estabelece fluxo no cérebro, enquanto, ao mesmo tempo, estimula e coordena as atividades cerebrais, colocando suas antecipações na marcha correta”, diz Robert Jourdain. Para o pianista – que busca responder em seu livro por que gostamos tanto de música -, a mágica que ocorre com os pacientes é a mesma que ocorre com todos nós. “A música nos tira de hábitos mentais congelados e faz a mente se movimentar como habitualmente não é capaz. Quando somos envolvidos por música bem escrita, temos entendimentos que superam os da nossa existência. E quando o som pára, voltamos para nossas cadeiras de rodas mentais”.

Fonte: Charlezine

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* Primeiro bebê com ‘três pais’ da América Latina é apresentado ao público. http://blog.comshalom.org/carmadelio/45659-primeiro-bebe-com-tres-pais-da-america-latina-e-apresentado-ao-publico http://blog.comshalom.org/carmadelio/45659-primeiro-bebe-com-tres-pais-da-america-latina-e-apresentado-ao-publico#comments Mon, 27 Apr 2015 12:56:54 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=45659 1429827035_368004_1429987051_noticia_normal

Pela primeira vez na história da América Latina uma criança terá legalmente três pais.

A Argentina registrou um bebê de um ano como filho de um casal de lésbicas e de um homem que participou da fertilização assistida de uma delas e se mantém envolvido na criação da criança. Os nomes completos dos quatro não foram revelados, mas eles posaram para uma foto com o chefe de Gabinete da Província de Buenos Aires, Alberto Pérez, que lhes entregou a nova certidão de nascimento

Valéria e Susana, casal de Mar del Plata, decidiram ter um filho e conseguiram que Hernán, cuja ligação com elas não foi informada, doasse seu sêmen. No ano passado tiveram o bebê, deram-lhe o nome de Antonio e o registraram como filho das duas. Mas Hernán não renunciou a seu direito de exigir a paternidade e durante todos estes meses se comportou ativamente como pai. Por isso os três começaram o processo administrativo para registrá-lo também como pai legal. E agora Antonio tem os sobrenomes dos três.

Os progenitores justificaram seu pedido ao Governo de Buenos Aires pela necessidade de “assegurar a Antonio seu direito à identidade integral e seu direito de ser reconhecido como filho de suas duas mães e de seu pai, sem que tenha que renunciar a nenhum de seus direitos e obrigações”. Valéria e Susana declararam que sempre estiveram dispostas a que Hernán mantivesse o vínculo com seu filho.

“Sabemos que é algo novo, porque é a primeira vez que acontece na Argentina e na América Latina, e muitos podem temer algum ressentimento, mas a decisão que tomamos, além dos aspectos legais e administrativos, tem relação com o humano”, disse Pérez, que atua sob as ordens do governador de Buenos Aires e principal candidato kirchnerista à eleição presidencial deste ano, Daniel Scioli.

Apesar de Scioli, um ex-piloto de lanchas de competição, ter ingressado na política e no peronismo nos anos noventa, a convite do então presidente da Argentina, Carlos Menem, nos últimos 12 anos ele tem se mantido fiel ao kirchnerismo governante. É o mais conservador dos seis candidatos do kirchnerismo para as primárias da eleição presidencial de agosto, mas sempre se declarou a favor do casamento gay e de outras leis em prol da diversidade sexual. “Trata-se de uma decisão administrativa, não via judicial, e para o reconhecimento da tripla identidade nos apoiamos na constituição nacional e na provincial e nos tratados internacionais que protegem os direitos da criança”, disse Pérez, braço direito de Scioli.

Fonte: El País

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* Dinamarca aprova lei para coibir sexo com animais. Código anterior permitia, “desde que os não ferissem” http://blog.comshalom.org/carmadelio/45648-dinamarca-aprova-lei-para-coibir-o-sexo-com-animais-codigo-anterior-permitia-desde-que-nao-ferissem-os-animais http://blog.comshalom.org/carmadelio/45648-dinamarca-aprova-lei-para-coibir-o-sexo-com-animais-codigo-anterior-permitia-desde-que-nao-ferissem-os-animais#comments Sun, 26 Apr 2015 23:42:54 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=45648 alx_dinamarca-ovelha-20130907-01_original (1)

A Dinamarca aprovou uma lei que veda toda forma de bestialismo. A medida foi tomada após ativistas protestarem contra brechas na legislação que estariam incentivando certo turismo sexual com animais. Até agora, o código penal dinamarquês só previa punições para atos sexuais que ferissem os animais.

A mudança na lei foi encampada há alguns meses pelo ministro da Agricultura e Alimentação, Dan Jorgensen, seguindo o exemplo de outros países do norte da Europa, como Alemanha, Suécia e Noruega, que também proibiram a prática recentemente. “Decidimos proibir o bestialismo por vários motivos. O principal é que, na maioria dos casos, trata-se de uma agressão ao animal. E, em qualquer caso de dúvida, os animais devem ser protegidos”, declarou o ministro.

Os políticos que votaram a favor do projeto de lei disseram que a Dinamarca não queria ser o último país do norte da Europa onde o bestialismo fosse permitido. “Há relatos frequentes de shows de sexo com animais organizados em clubes e bordéis na Dinamarca”, afirmou o Conselho de Ética para Animais, em um relatório.

Brasil - O Brasil não tem uma legislação específica contra o bestialismo. Atos dessa natureza podem ser enquadrados como maus tratos aos animais, cuja pena varia de três meses a um ano de prisão, mais multa. Um projeto de lei de autoria do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que estipula a criminalização da prática, está parado na Câmara.

Fonte: Veja

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/e-a-dinamarca-precisou-de-uma-lei-especifica-para-coibir-sexo-com-animais

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* Itália: polícia desmantela célula terrorista suspeita de preparar atentado para atacar Vaticano. http://blog.comshalom.org/carmadelio/45643-italia-policia-desmantela-celula-terrorista-suspeita-de-preparar-atentado-para-atacar-vaticano http://blog.comshalom.org/carmadelio/45643-italia-policia-desmantela-celula-terrorista-suspeita-de-preparar-atentado-para-atacar-vaticano#comments Fri, 24 Apr 2015 19:36:25 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=45643 download

A polícia italiana desmantelou, hoje, uma célula terrorista ligada à Al-Qaeda, com base na Sardenha, cujos membros são suspeitos de preparar um atentado no Vaticano. Foram emitidos mandados de detenção para 20 membros do grupo. Nove já foram detidos, três estão ainda a ser procurados pelas autoridades e os restantes já deverão ter deixado o território italiano, escreve o La Repubblica. Todos os suspeitos têm nacionalidade paquistanesa ou afegã.

Segundo o Corriere della Sera, entre os detidos estão dois membros da rede que, no Paquistão, protegia Bin Laden. As detenções ocorreram, hoje de manhã e, de acordo com o jornal italiano, pelas conversas intercetadas pela polícia pôde perceber-se que, em Itália, estaria um bombista suicida.

Em conferência de imprensa, o Ministério Público italiano informou que não existem provas concretas, mas há fortes suspeitas que apontam nesse sentid

A célula terrorista desmantelada é suspeita de ser responsável por vários atentados no Paquistão, inclusivamente aquele que, em 2009, matou mais de 100 pessoas num mercado de Peshawar.

O grupo conseguia introduzir em Itália, ilegalmente, cidadãos paquistaneses e afegãos, fazendo-os passar por imigrantes clandestinos que faziam pedidos de asilo político. A operação das autoridades antiterrorismo estendeu-se à Sardenha e a mais oito regiões italianas. Os detidos devem agora responder por atos terroristas no estrangeiro e favorecimento da imigração clandestina, através da qual financiavam a célula terrorista.

O líder da organização, um imã que vivia em Bérgamo, também se encontra entre os detidos. O principal papel do imã era recolher fundos para financiamento da rede terrorista no seio das comunidades paquistanesas e afegãs.

GAZETADOROSSIO

Fonte: Diário de Notícias- Portugal

http://www.gazetadorossio.pt/mundo/detidos-suspeitos-em-italia-por-preparar-atentado-a-santa-se/

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* As mulheres na Idade Média. http://blog.comshalom.org/carmadelio/45637-as-mulheres-na-idade-media http://blog.comshalom.org/carmadelio/45637-as-mulheres-na-idade-media#comments Thu, 23 Apr 2015 13:03:32 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=45637 10711136_10206255143446006_6130556849388210319_n

Recentemente, fui surpreendido por uma afirmação que não chamaria minha atenção caso se limitasse a representar apenas a opinião de uma pessoa isolada. Chama atenção, justamente, por ser difundida como suposta opinião crítica a respeito da condição das mulheres na Idade Média: “na idade média não tinham direito a voto, não tinham direito de estudo, não tinham direito de se expressar através das palavras, eram destinadas a servirem as suas famílias, apenas.”

Pensando nisso, resolvi fazer uma série de posts acerca das notáveis mulheres da Idade Média. Antes, gostaria de responder o seguinte:

1) Nem homem nem mulher tinham direito a voto na Idade Média. A ideia de “sufrágio universal” só apareceu muito tardiamente na história do Ocidente. Para ser exato, a primeira nação a adotar foi a Primeira República Francesa em 1792 (lembrando que o símbolo era uma Mulher imortalizada na obra de Delacroix). No entanto, para surpresa de muitos, a Nova Zelândia em 1893 se tornou a primeira nação do mundo a conceder o sufrágio universal para mulheres e homens. A ordem política medieval não é fixa, pois o período durou mais ou menos mil anos. Para quem se interessar, há grandes estudos sobre isso, recomendo, embora não seja uma leitura tão fácil, o livro História das Ideias Políticas, volumes II e III, de Eric Voegelin. Sobre a importância política das mulheres, recomendo o livro “The Fourth Estate: A History of Women in the Middle Ages” da importante porém ainda pouco conhecida aqui no Brasil historiadora Shulamith Shahar.

2) A ideia de que mulheres não podiam se expressar através das palavras pode ser facilmente refutada com os fatos. Basta SÓ lembrarmos da atividade intelectual de uma única mulher notável como Hildegarda de Bingen (1098-1179), autora de obras filosóficas (trilogia Liber scivias Domini, Liber vitae meritorum e Liber divinorum operum), ciências naturais (escreveu uma grande chamada: Liber subtilitatum diversarum naturarum creaturarum) e uma quantidade significativa de músicas e poesias por ela publicada (eu tenho obras completas em CD, a Ordo virtutum é a mais famosa).

3) Para refutar a ideia de que mulheres eram destinadas a servir apenas às suas famílias numa submissa vida doméstica, citarei também um exemplo: a Duquesa Leonor da Aquitânia. Ela foi, sem dúvida, uma das mulheres mais poderosas da Idade Média. Para um outro relato a respeito da vida cotidiana das mulheres na Idade Média, recomendo o livro “Women’s Lives in Medieval Europe: A Sourcebook” da medievalista Emilie Amt, publicado em 2009. O livro traz uma série de fontes primarias sobre a influência das mulheres na sociedade

Quando o assunto é Idade Média algumas pessoas levantam da cadeira para “esbravejar verdades”. Todos têm um palpite sobre a terrível “Idade das Trevas” (bocejos). Agora, quando o assunto é Idade Média e Mulher, prepare-se, será bem provável arrumar um inimigo fundamentalista defendendo a “opressão machista” medieval. Muita informação acerca da Idade Média chegou mediante os críticos e não os estudiosos sérios. Levante a mão quantos medievalistas você realmente conhece.

O Iluminismo francês foi uma verdadeira máquina de propaganda anticlerical — sem contar a ajudinha da Reforma protestante. Tudo o que era relacionado à Igreja, portanto a Idade Média, tornou-se motivo de chacota: sinal de ignorância, medo e escuridão. Nada ficaria em pé até que o último rei fosse enforcado nas tripas do último padre. Arroga-se ao Iluminismo francês ter sido o primeiro movimento intelectual a produzir uma Enciclopédia: “Encyclopédie, ou dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers”. Na verdade, já haviam sido produzidas enciclopédias antes, sobretudo na Idade Média.

No século XII há uma profusão delas. Honório de Autun (1080–1154) escreveu a “Imago mundi”, uma verdadeira crônica da história universal. Arnold Saxon escreve a “De Rerum naturalium Floribus”. William de Auvergne publica “De universo creaturarum” em 1231. Entre tantas outras.

Mas é de uma mulher que precisamos lembrar: a abadessa Herrade de Landsberg. Nascida em 1167, na França, foi responsável pela primeira enciclopédia ilustrada do século XII, intitulada Jardim das Delícias Terrenas (Hortus Deliciarum), reuniu estudos sobre teologia, astronomia, agricultura, artes, história e direitos. O livro servia para instrução de outras freiras do convento. Sua obra é de 1169 e 1175. Além disso, dedicou-se à poesia e ao ensino. São atribuídas a ela as ilustrações de sua enciclopédia. Herrade Landsberg figura o medalhão na fachada da Biblioteca Nacional e da Universidade de Strasbourg. Quanta opressão essas mulheres sofriam! Só comparada com opressão da nossa ignorância.

Para quem realmente deseja conhecer o papel das mulheres na Idade Média, e conhecer por meio da obra de uma verdadeira ESPECIALISTA no assunto “mulheres na Idade Média”, e não especialista em preconceituosas generalidades sobre Idade Média, recomendo o livro da Régine Pernoud “As mulheres no tempo das Catedrais”. Há outros sobre as mulheres: “Aliénor d’Aquitaine”, “Jeanne d’Arc”, “Hildegarde de Bingen : conscience inspirée du XIIe siècle”, “Visages de femmes au Moyen âge” etc.

Fonte: Francisco Razzo

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