Blog Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio Artigos e notícias de interesse permanente selecionadas à luz da verdade e da fé Católica. Thu, 20 Nov 2014 23:55:21 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.0.1 * Casamento: derrubando mitos sobre a mulher. http://blog.comshalom.org/carmadelio/43857-casamento-derrubando-mitos-sobre-mulher http://blog.comshalom.org/carmadelio/43857-casamento-derrubando-mitos-sobre-mulher#comments Thu, 20 Nov 2014 23:24:28 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=43857 Dicas-para-planear-um-casamento-fora-de-sua-cidade (1)

O termo “harmonia” deriva do grego ἁρμονία (harmonia), que significa ajustamento, união e combinação de sons simultâneos e diferentes, mas acordes.
 
O Papa Francisco se referiu precisamente a esta harmonia na homilia dada aos participantes do Encontro das Famílias, em 27 de outubro de 2013: “A verdadeira alegria que se desfruta na família vem da harmonia profunda entre as pessoas, que todos experimentam em seu coração e que nos faz sentir a beleza de estar juntos, de sustentar-nos mutuamente no caminho da vida”.
 
E acrescentou: “Só Deus sabe criar a harmonia das diferenças. Se falta o amor de Deus, também a família perde a harmonia, prevalecem os individualismos e se apaga a alegria”.
 
Então, só se aceitarmos, unirmos e combinarmos sons diferentes, mas acordes, viveremos em harmonia. Uma harmonia que, como bem disse Bento XVI, se realiza graças ao empenho paciente, fadigoso, que requer tempo e sacrifícios, com o esforço de escutar-se mutuamente, evitando excessivos protagonismos e privilegiando o melhor êxito do conjunto.
 
Pois bem, o casamento é como a música. Cada som diferente é necessário para criar uma melodia agradável e extraordinária, um todo, repleto de ritmo, pausas, equilíbrio, tempos, tensão, repouso…
 
Há um texto de São Paulo que incomoda muitos: “Mulheres, submetam-se aos seus maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher, assim como Cristo é a cabeça da Igreja. Assim como a Igreja se submete a Cristo, as mulheres devem se submeter aos seus maridos em tudo”.
 
Mas explicar o papel das mulheres na época de São Paulo, com a mentalidade do século 21, é um pouco difícil e complicado. Temos de fazer um esforço e mergulhar na cultura, na educação e nos costumes da época para entender isso em sua correta medida.
 
De qualquer maneira, há algo claro: a mulher de hoje encontra muitas dificuldades para viver, inventar e cumprir seu papel com dignidade, responsabilidade e respeito, seja qual for o papel que ela decidir que lhe corresponde.
 
Oferecer suas qualidades femininas como esposa, mãe, empresária do lar ou até como profissional não é fácil.
 
Neste sentido, vale a pena recordar quatro mitos que costumam confundir muitos sobre este tema e que continuam tendo uma enorme atualidade:
 
1. O primeiro é o mito de ver a mulher somente como natureza: sua natureza lhe atribui este ou aquele papel. O mito tem algo radicalmente falso: a mulher se faz e se inventa. Mas tem algo de profundamente verdadeiro: ela se inventa a partir da sua natureza de mulher.
 
2. O segundo mito é o da emancipação da mulher. Radicalmente falso, quando por “emancipação” se entende somente cortar correntes e não, além disso, assumir responsabilidades. Radicalmente falso com relação à família, quando se entende como livrar-se da família, livrar-se da sua condição de mulher, desligar-se da maternidade.
 
Mas profundamente verdadeiro quando “emancipar-se” é entendido como participação, com a mesma dignidade do homem, de um projeto de libertação comum, de liberdade solidária, baseada no serviço à família, para encontrar no serviço mútuo a possibilidade de crescimento pessoal.
 
3. O terceiro é o mito da inferioridade: a mulher seria inferior ao homem, teria de assumir um papel subordinado. É um mito radicalmente falso, porque os fatos psicológicos indicam diferenças entre os sexos, não superioridade geral de nenhum sobre outro.
 
4. O quarto mito é o da igualdade: é o mais obviamente falso. A mulher, felizmente, não é igual ao homem. Não é superior, nem inferior, nem igual: é diferente.
 
Ela tem, hoje, assim como o homem, a aspiração ética de que se reconheça sua igualdade como pessoa, não só em uma abstrata dignidade, mas de fato e de direito na vida de cada dia.

Mas, psicológica, biológica e humanamente, homem e mulher são diferentes, e esta diversidade é respectiva. A única maneira de superar o mito da inferioridade não é esconder-se por trás do mito da igualdade, mas assumir um projeto de complementação.
 
Esta diversidade respectiva é uma das suas riquezas, que abrange as duas maneiras de ser pessoa humana. Quando se diminui ou amputa uma, tentando torná-la idêntica à outra, a pessoa se empobrece. Mas se enriquece quando, pelo contrário, em igualmente como pessoas, se aprofunda na diversidade das duas maneiras complementárias de ser: masculina e feminina.
 
Todos nós precisamos nos reeducar nossa forma de estar juntos na vida, na família, no trabalho, no lar. Em suma, em como conseguir um apoio mútuo por meio da coesão, da diversidade e da independência da nossa feminilidade e nossa masculinidade.
 
Porque, no casamento, ninguém se submete a ninguém. A força do casamento é o amor. Doar-se e aceitar o outro. Entregar-se com liberdade, responsabilidade, entusiasmo, respeito, alegria.
 
Como diz Antonio Vázquez, “o amor verdadeiro sempre respeita o outro em sua essência, ama-o, aceita-o como é, reconhece seu direito de ser ele mesmo, deseja que não abandone sua personalidade”.
 
Trata-se, então, de criar harmonia em nosso projeto de vida, nosso caminho divino, dado que “querer amar, exclusivamente você, até o fim das nossas vidas” é e deve ser a melodia mais perfeita e maravilhosa que podemos compor.
 
(Artigo publicado originalmente por Primeros Cristianos) via Aleteia

]]>
http://blog.comshalom.org/carmadelio/43857-casamento-derrubando-mitos-sobre-mulher/feed 0
* “A minha cama como altar”: memórias de um sacerdote perseguido pelo socialismo na União Soviética. http://blog.comshalom.org/carmadelio/43851-minha-cama-como-altar-memorias-de-um-sacerdote-perseguido-pelo-socialismo-na-uniao-sovietica http://blog.comshalom.org/carmadelio/43851-minha-cama-como-altar-memorias-de-um-sacerdote-perseguido-pelo-socialismo-na-uniao-sovietica#comments Thu, 20 Nov 2014 09:10:55 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=43851 c_tamkevic

Sigitas-Tamkevičius
No dia 9 de novembro foi comemorado o 25º aniversário da queda do Muro de Berlim, terrível barreira cinza que cortava o coração da Europa. Como herança ainda permanecem hoje alguns fragmentos de cimento na capital alemã e os testemunhos daqueles que pessoalmente estavam envolvidos na exasperação ideológica daquelas décadas de ódio. A batalha organizada pelo comunismo internacional contra o cristianismo é um dos aspectos mais hediondos do século XX, que se revela em todo o seu realismo percorrendo a longa lista de mártires, incluindo milhares de sacerdotes diocesanos e religiosos, entre leigos e seminaristas, além de uma centena de bispos e quatro cardeais.

A história que Mons. Sigitas Tamkevičius, agora bispo de Kaunas (Lituânia), narrou a José Miguel Cejas no livro El baile tras la tormenta (A dança depois da tempestade), oferece informações valiosas sobre a realidade de um sacerdote na União Soviética. O site Alfa y Omega propôs um trecho sobre a detenção, o posterior interrogatório e a prisão do então padre Sigitas.

O padre jesuíta foi parado pelas autoridades soviéticas, juntamente com seus outros irmãos em 1983. “Subindo a van da KGB, subiu-me um suor frio – diz mons. Tamkevičius -. Os porões da prisão, com os corredores estreitos, os tetos altos, mal iluminados por lâmpadas fracas, com manchas de umidade e fissuras, não inspiravam a serenidade”.

Diante de um austero funcionário e com uma forte luz nos olhos, o atual arcebispo deu os seus dados, os quais não deixaram nenhuma dúvida ao agente: “Uau! Você é Sigitas, do Comitê para a Defesa dos Crentes, que faz propaganda anti-soviética contra o Estado”, exclamaram. O que realmente interessava a eles – hoje revela o arcebispo – não era a sua participação no Comitê, mas a publicação da revista A Crônica da Igreja na Lituânia, uma revista organizada por Tamkevičius com outros quatro sacerdotes e enviada também para o exterior.

O objetivo desta publicação – em acordo com o bispo mons. Vicentas Sladkevicius – era o de informar o mundo sobre os assédios aos quais eram submetidos os eclesiásticos e os praticantes católicos na União Soviética. Proibidas catequeses e conferências, era assim sufocado todo desejo de evangelização. Durante as Missas, então, estava sempre presente algum espião do Governo que tomava notas sobre homilias e verificava que entre os presentes não houvesse ninguém além dos habituais idosos.

Denunciar esta situação além da cortina de ferro, evidentemente, preocupava os funcionários comunistas. Como diz mons. Tamkevičius “, oito oficiais começaram a me interrogar um dia sim, um dia não. Não podia imaginar que aquele interrogatório continuaria por seis meses!”. Um longo período durante o qual – acrescenta o prelado – “Deus me deu a força para não trair ninguém (…), nem sequer nos momentos de maior fraqueza”.

O arcebispo explica que muitos, escutando o seu testemunho, perguntam-lhe como é que foi possível resistir. A cada um deles explica que o mérito não está nas suas forças, mas sim na sua perseverança na fé. Aí está o segredo da salvação de mons. Tamkevičius.

Embora confinado em um canto escondido de uma cela, privado de tudo, este sacerdote conseguiu assim mesmo celebrar a Eucaristia. “Na prisão consegui comprar um pouco de pão e verifiquei que era de trigo – narra -. Faltava-me só o vinho; em uma carta pedi à minha família uva passa seca. A partir daquele momento tinha só que encontrar o melhor momento, sabendo que o meu companheiro de cela, como acontecia no geral, era um criminoso comum ao qual foi prometido reduzir a pena caso tivesse fornecido algumas informações comprometedoras sobre mim”.

Bom momento que só acontecia quando o seu companheiro de cela dormia. Naquele momento o sacerdote, de costas para a porta, coloca o estojo de óculos na mesa e colocava um pedaço de pão e uma pequena tijela com uva passa. Depois disso, pegava esta uva e começava a apertá-la entre os dedos até conseguir alguma gota de vinho que, em casos excepcionais, é válida para celebrar a Eucaristia.

Excepcional era também a alegria que enchia a alma de mons. Tamkevičius naqueles momentos. “Experimentava uma alegria maior do que a que tinha provado a primeira vez que celebrei a Missa na catedral de Kaunas”. O arcebispo estava convencido de que era devido ao fato de que “Deus me confortava e me consolava”; presença que estava “do meu lado, de forma inefável”.

Daí a sua “força especial” escudo vital capaz de rejeitar qualquer tentação de desconforto. O arcebispo recorda que, por vezes, para fugir do perigo de que um olhar do seu companheiro de cela pudesse surpreendê-lo, tinha que celebrar deitado na cama, de noite: “com as Sagradas Espécies sobre a minha cama, transformada em altar”. Essas são as recordações de mons. Tamkevičius, que representam um pedaço daquele período de perseguição anti-cristã, durante o qual, no entanto, “os braços de Jesus me sustentavam”.

Zenit

]]>
http://blog.comshalom.org/carmadelio/43851-minha-cama-como-altar-memorias-de-um-sacerdote-perseguido-pelo-socialismo-na-uniao-sovietica/feed 0
* Vídeo desbanca mito da superpopulação e o uso do aborto como mentirosa resposta a isso. Veja! http://blog.comshalom.org/carmadelio/43846-video-desbanca-mito-da-superpopulacao-e-o-uso-aborto-como-mentirosa-resposta-isso-veja http://blog.comshalom.org/carmadelio/43846-video-desbanca-mito-da-superpopulacao-e-o-uso-aborto-como-mentirosa-resposta-isso-veja#comments Thu, 20 Nov 2014 08:58:47 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=43846 normanthomas

O Population Research Institute (PRI), uma entidade comprometida na pesquisa de fatos verídicos sobre a situação da população mundial e que há anos vem denunciando as mentiras do lobby do aborto e da anticoncepção divulgou recentemente o vídeo “Superpopulação: A criação de um mito”, onde esclarece que o mundo não está superpopuloso, ao contrário, alguns índices indicam que em breve a população mundial terá uma queda considerável e preocupante, e que todo o contingente humano do mundo poderia habitar junto em um território do tamanho do Texas. “Basta fazer as contas”, narra o vídeo.

Carlos Pólo, diretor do PRI para a América Latina, assinalou ao grupo ACI que estes vídeos, lançados originalmente em inglês, através do site www.overpopulationisamyth.com , “já chega a quase 3 milhões de vistas no canal youtube do PRI”. Graças a um esforço conjunto com a plataforma ‘Argentinos Alerta’ os vídeos também se encontram no idioma espanhol”.

Pólo anunciou que “a série será difundida semanalmente”, e explicou que “utilizamos o formato de cartoon para dar agilidade e um pouco de humor a um tema muito sério”.

“Também criamos um site para explicar os dados científicos atrás de cada uma das afirmações de nossos vídeos para os visitantes mais interessados nos estudos realizados pelo PRI”.

Carlos Pólo explicou que o que se busca com a série é “que cada um possa livrar-se da propaganda neo-malthusiana, fazer um pouco de cálculo matemático e tirar suas próprias conclusões”.

“Depois de quase 5 décadas de difusão maciça de uma pseudo-ciência e desinformação, o mito da superpopulação cai a pedaços”.

Pólo sublinhou que “hoje em dia, diante de uma Europa de população envelhecida e com sistemas de aposentadoria paralisados, quando alguns milagrosos tigres asiáticos de outrora se veem ameaçados por falta de jovens em idade produtiva e quando a China com seu poder de consumo de 1,3 bilhões de habitantes impõe condições às maiores potências econômicas, pensar nas teses neomalthusianas é como entrar no Jurassic Park das teorias de desenvolvimento econômico”.

Para ver outros vídeos desta campanha, visite em: http://www.youtube.com/channel/UCR_dChuNlvmLp7vwW4K8RgA

ACI

]]>
http://blog.comshalom.org/carmadelio/43846-video-desbanca-mito-da-superpopulacao-e-o-uso-aborto-como-mentirosa-resposta-isso-veja/feed 0
* Processo de ‘nulidade matrimonial’ não é um negócio, esclarece membro da Rota Romana. http://blog.comshalom.org/carmadelio/43842-processo-de-nulidade-matrimonial-nao-e-um-negocio-esclarece-membro-da-rota-romana http://blog.comshalom.org/carmadelio/43842-processo-de-nulidade-matrimonial-nao-e-um-negocio-esclarece-membro-da-rota-romana#comments Thu, 20 Nov 2014 08:48:54 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=43842 Matrimonio_ACIPrensa_5

Seguindo a polêmica gerada pela mídia ao redor do pedido do Papa Francisco para que os processos de nulidade não sejam tratados como um negócio, um oficial do tribunal da mais alta instância da Sé Apostólica explicou que estes processos já são gratuitos na imensa maioria dos casos.

Mons. Piero Amenta, prelado auditor da Rota Romana, também culpou os meios por oferecer uma perspectiva parcial dos temas. Em um artigo publicado em 14 de novembro emkorazym.org, o sacerdote assinalou que “os tribunais eclesiásticos não fazem negócios” com estas situações matrimoniais. A Rota Romana é um tribunal que existe para proteger os direitos dentro da Igreja.

Em 5 de novembro, em um discurso aos canonistas participantes em um curso da Rota Romana, o Papa Francisco disse que “é também necessário estar muito atentos a que os processos não estejam dentro do marco dos negócios”, acrescentando que certa vez conversou com alguém do tribunal que lhe havia dito “dê-me 10.000 dólares e eu me encarrego dos dois processos: o civil e o eclesiástico”.

O Papa acrescentou que “quando soma-se interesses econômicos aos interesses espirituais, isto não é de Deus!”. O Santo Padre também enfatizou que a justiça e a salvação das almas são inseparáveis, e que estes estão no centro dos processos canônicos.

Quando os meios seculares ressaltaram os comentários do Papa e sugeriram que ele deseja que os processos de nulidade sejam gratuitos, Mons. Amenta qualificou dita interpretação como “uma leitura superficial do discurso do Papa”.

“O Papa Francisco não disse que os processos para a declaração final de nulidade devam ser grátis. Ao final, ele só nos disse que devemos estar atentos para que os processos não sejam realizado no contexto do lucro, e acrescentou que ‘no Sínodo, algumas propostas falaram a respeito da gratuidade’; e esta resposta não pode ser definida como uma afirmação”, escreveu Mons. Amenta.

O prelado sublinhou também que “não é verdade que os tribunais eclesiásticos lucram com os problemas dos matrimônios”, posto que “53 por cento” dos processos adjudicados à Rota são gratuitos, e a “contribuição aos gastos dos procedimentos são muito baixos, cerca de 525 euros ‘una tantum’”, ou seja, uma cota única de 650 dólares.

O prelado auditor da Rota Romana também explicou que no caso dos bispos italianos, por exemplo, existe uma estrutura definida de pagamento de advogados canonistas, estabelecida com um pagamento máximo de 3.610 dólares e mínimo de 1.870.

Entretanto, “os tribunais estão sempre providos de advogados de ofício” para aqueles que por razões econômicas os solicitam, “sem nenhum outro gasto além da contribuição aos gastos do procedimento”, ou seja, as custas que um processo gera em qualquer tribunal, seja civil seja eclesiástico.

Que “os tribunais da Igreja sejam lugares onde se realiza más ações é verdadeiramente uma lenda urbana”, assinalou Mons. Amenta, estendida por “pessoas que provavelmente nunca estiveram em um tribunal da Igreja”.

O discurso do Papa, longe de desejar o fim para os procedimentos judiciais que determinam se um matrimônio é nulo, sugere que os processos devem ser sustentados e simplificados, indicou o sacerdote.

“Não é um trabalho supérfluo na Igreja. Enquanto a alguns gostariam da ideia de uma Igreja sem estas estruturas, ou sem nenhum tipo de estruturas, o Papa reafirmou que a salvação das almas não se encontra fora da justiça, como aqueles quem opõe lei e cuidado pastoral poderiam supor, esta dicotomia está equivocada, porque o Código de Direito Canônico é e deve ser um instrumento pastoral”.

Mons. Amenta acrescenta que é “inegável que a própria Igreja necessite dos meios, entretanto modestos, para perseguir os interesses espirituais”, e esta é a razão pela que “os fiéis são convidados a dar as oferendas que podem, quando eles pedem pelos serviços religiosos que requerem um estipêndio de dinheiro”, citando a prática de dar estipêndios para eventos como bodas e funerais.

“E devo dizer, de acordo a minha experiência, que os fiéis são muito generosos quando eles podem ver de maneira concreta os benefícios para eles mesmos e suas famílias”, assinalou.

ACI

]]>
http://blog.comshalom.org/carmadelio/43842-processo-de-nulidade-matrimonial-nao-e-um-negocio-esclarece-membro-da-rota-romana/feed 0
* Arcebispo iraquiano chora: Pela primeira vez em 1500 anos não podem celebrar o dia da santa padroeira. http://blog.comshalom.org/carmadelio/43833-arcebispo-iraquiano-chora-pela-primeira-vez-em-1500-anos-nao-podem-celebrar-o-dia-da-santa-padroeira http://blog.comshalom.org/carmadelio/43833-arcebispo-iraquiano-chora-pela-primeira-vez-em-1500-anos-nao-podem-celebrar-o-dia-da-santa-padroeira#comments Tue, 18 Nov 2014 17:07:20 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=43833 maxresdefault

O Arcebispo Siro Ortodoxo de Mossul, Mar Nicodemus Dawod Sharaf, começou a chorar durante uma entrevista ao recordar que em 1500 anos de história, essa é a primeira vez que os cristãos do norte do Iraque não puderam celebrar a padroeira na igreja devido à perseguição do Estado Islâmico; um fato que nunca tinha acontecido, nem mesmo durante as invasões mongólicas ou tártaras do passado.

O fato ocorreu durante uma entrevista com um jornal estrangeiro, na qual o arcebispo também denunciou a passividade dos organismos de direitos humanos. Entretanto, assegurou que em meio ao sofrimento, os cristãos do Iraque estão orgulhosos porque as perseguições são consequência de sua fidelidade a Cristo.

“Só queria dizer algo que é muito importante: Hoje é a festa de Santa Shmuni (15 de outubro). Esta é uma grande festa na nossa diocese, porque temos uma igreja em Qaraqosh”, relatou.

“Todos os anos nesta Igreja, Santa Shmuni aparece sobre o muro da igreja, nós a vemos, todos nós. Há 1500 anos não deixamos de celebrar esta festa nesta igreja. Há 1500 anos, apesar dos mongóis, dos tártaros, Hulagu (neto de Gengis Kan) terem cruzado a região, apesar da grande quantidade de guerras que aconteceram no Iraque, não deixamos de rezar nas nossas igrejas, nem em Mossul ou nas vilas próximas”, afirmou.

Entretanto, “este é o primeiro ano (começa a chorar por alguns segundos), este é o primeiro ano que estamos rezando fora da nossa igreja, que estamos rezando fora das nossas Igrejas”.

Onde estão os organismos de direitos humanos?

Durante a entrevista, o Arcebispo Siro Ortodoxo condenou as ações do Estado Islâmico, que em julho expulsou dezenas de milhares de cristãos de Mossul –e depois de Qaraqosh-, por não aceitarem converter-se ao Islã. Os que permaneceram nas cidades foram decapitados, incluindo as crianças.

Além disso, as informações chegadas do Iraque e Síria mostram que os Jihadistas se dedicam a vender as cristãs e yazidís que capturam como escravas. “Verdadeiramente estas pessoas não têm Deus”, expressou o Arcebispo.

Entretanto, também criticou a passividade dos organismos de direitos humanos. “Nada de humanidade permanece nesta região. Todos aqueles que se chamam ‘direitos humanos’, são mentirosos, todos são mentirosos. Os representantes dos direitos humanos estiveram vendo o que está acontecendo com a nossa pobre gente, e ninguém nos ajuda”, expressou.

O líder religioso recordou que se pediu ajuda a estes organismos para que as centenas de milhares de refugiados possam suportar o inverno cruel, pois atualmente muitos deles vivem em barracas. “Ajudem-nos antes que o inverno e as chuvas cheguem. Vocês (dos direitos humanos) visitaram e viram como o povo está em uma situação miserável”, advertiu.

“Por que? Qual pecado cometemos? Por que está acontecendo isso conosco? Mas estamos muito felizes por causa de apenas uma coisa: Todas estas coisas que nos acontecem e acontecerão, é porque não deixamos o nosso cristianismo, não estamos deixando o nosso Senhor e não estamos deixando a nossa fé, e temos a honra de sermos os filhos dos mártires”, expressou.

O Arcebispo Siro Ortodoxo manifestou que “temos a honra de que cada coisa que está acontecendo conosco é só porque somos cristãos. Isso é uma honra para nós. Eles (o Estado Islâmico) acreditam que tudo isso nos fará renunciar, mas lhes dizemos: tudo isso nos fará mais unidos à nossa fé”.

]]>
http://blog.comshalom.org/carmadelio/43833-arcebispo-iraquiano-chora-pela-primeira-vez-em-1500-anos-nao-podem-celebrar-o-dia-da-santa-padroeira/feed 0