Blog Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio Artigos e notícias de interesse permanente selecionadas à luz da verdade e da fé Católica. Tue, 04 Aug 2015 19:03:46 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.1.7 * Psicologia e vida cristã- como tratar questões humanas que ‘ultrapassam’ a espiritualidade? http://blog.comshalom.org/carmadelio/47174-psicologia-e-vida-crista-como-tratar-questoes-humanas-que-ultrapassam-a-espiritualidade http://blog.comshalom.org/carmadelio/47174-psicologia-e-vida-crista-como-tratar-questoes-humanas-que-ultrapassam-a-espiritualidade#comments Tue, 04 Aug 2015 19:03:46 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47174 i443887

Entrevista com o sacerdote, médico e professor, Wenceslao Road, sobre seu livro “Psicologia e vida cristã. Cuidados da saúde mental e espiritual”

Por Rocío Lancho García

Sou responsável pela minha forma de ser? É possível sair da depressão? Como vencer a ansiedade? Existem meios para superar a dependência de drogas ou de internet? O que pode fazer a família de uma pessoa mentalmente doente? Quando é necessário um médico, um psicólogo ou um sacerdote? Estas são algumas das perguntas que Wenceslao Vial – médico, sacerdote e professor de psicologia e vida espiritual na Universidade da Santa Cruz em Roma – responde em seu livro “Psicologia e vida cristã. Cuidado da saúde mental e espiritual”.

***

 Como é que se relaciona a saúde, a doença e a vida espiritual?

- Professor Vial: A saúde e a vida espiritual estão intimamente relacionadas, pela assombrosa unidade do ser humano, em suas dimensões física, psíquica e espiritual. A doença psicofísica afeta a esfera espiritual, embora não de um modo necessário, pois muitas pessoas com uma saúde debilitada crescem no seu relacionamento com os outros e com Deus, cheias de paz.

Para entender isso, é útil a comparação de Santo Thomas, que o espírito seria como um músico e o corpo seu instrumento. O músico, o espírito humano, embora não esteja doente, pode ser incapaz de interpretar a melodia, caso esteja desafinado ou quebrado o instrumento. Tantas vezes, no entanto, o espírito supera as limitações do instrumento e toca de uma maneira esplêndida. Nos casos graves, em que este espírito é incapaz de manifestar-se, como em algumas demências e patologias com significativo comprometimento da inteligência e da vontade, uma vida espiritual até então rica pode continuar a dar frutos, embora não visíveis externamente. Não só a pessoa doente se une mais a Deus e cresce, mas também os que cuidam dela e atendem com carinho. Também existe uma doença que afeta o espírito: abandonar a busca do sentido da existência ou negá-lo a priori; deixar de perguntar-se por que nós existimos em um universo ordenado, excluir arbitrariamente a Deus e achar-se auto-suficiente. São essas as raízes do pecado, a incoerência vital que afeta o bem-estar geral da pessoa. Como é bom cuidar do corpo e da alma para servir mais e melhor a Deus e aos outros.

Até que ponto estamos condicionados por nosso caráter?

- Professor Vial: o caráter é o conjunto de aspectos do modo de ser adquiridos com educação, na família, no colégio, no ambiente em que vivemos, os acontecimentos positivos ou negativos. O termo deriva das incisões que os gregos faziam nas suas moedas. Deixavam nelas uma marca profunda, indelével. Assim é o caráter, mas nós não somos um pedaço de metal inerte.

A força do espírito humano e a ação da graça são capazes de modificar a nossa maneira de ser. Se não, como poderia o cristão se assemelhar cada vez mais a Cristo? É uma tarefa que requer tempo, todo o tempo…, porque a personalidade é formada até ao fim da vida. Para alterar o modo de ser é preciso levar em conta outros fatores, como temperamento herdado, tendências. Mas não vale a desculpa: “Meus pais eram assim”, ou, “são coisas de meus instintos”. O ser humano transforma os instintos em tendências –porque está ciente do objetivo para o qual se dirige – e os orienta com inteligência e vontade. No desafio por melhorar, não estamos sozinhos: muita gente nos ajuda com o seu exemplo e seus conselhos; e Deus atua até mesmo no mais escondido do nosso ser, até no inconsciente, se o deixamos. A formação do caráter segue o ditado: se seu projeto dura alguns meses semeie arroz, se dura anos plante árvores, se dura toda uma vida forma homens.

 A depressão, a ansiedade, o estresse, problemas tão atuais, podem ser combatidos a parti da vida espiritual?

- Professor Vial: Mais de 15 por cento da população sofre de alguma forma de depressão e até um 25% experimenta transtornos de ansiedade. O estresse é geralmente baseado em ambos fenômenos. Este termo emprestado da engenharia de materiais, refere-se à pressão que afeta o nosso corpo e o cansa. Até os mais fortes podem quebrar-se com o estresse mantido, como o ferro quebra quando é forçado por um tempo.

Os recursos espirituais ajudam a tratar e prevenir muitos problemas psicológicos, como demonstrado por estudos científicos. A espiritualidade saudável afasta alguns fatores que produzem ansiedade e depressão, sem esquecer que as doenças mentais têm causas múltiplas, muitas delas involuntárias. É lógico, porque a vida de relação com Deus dá um significado à própria existência, que dá estabilidade, paz,  serenidade, especialmente ao considerar-se nas mãos de um Pai que não brinca cegamente com os destinos das pessoas. Dentro das “armas”, destaca o sacramento da confissão: ser perdoados, saber-se perdoados e perdoar possui curativos grandes, muito além do humanamente explicável.

Se, por qualquer motivo, ocorre uma ruptura, a vida espiritual ajuda a suportar e tomar medidas para reduzir na medida do possível o sofrimento e encontrar um significado para ele. Entre estas medidas está a consulta médica, nos casos de depressão e transtornos de ansiedade.

Em seu livro também se fala sobre transtornos da sexualidade. Como afrontá-los a partir da fé?

- Professor Vial: Para lidar com a realidade humana é preciso compreendê-la com a razão. Não é necessário, portanto, a fé para resolver os problemas relacionados com a sexualidade. Diante de uma doença ou transtorno, o fiel irá a um médico experiente, como qualquer outra pessoa com sentido comum. Gostaria, no entanto, de mencionar dois fenômenos que hoje dificultam a compreensão da sexualidade a partir da razão: a ideologia de gênero e a banalização do tema.

O primeiro é ilustrado por um evento recente. Em um museu em Viena, um grupo de meninas e meninos de uns sete a nove anos contemplavam o quadro da infanta Maria Teresa pintado por Velázquez. Me diverti ao ver que a professora oferecia para as menininhas um vestido de época, semelhante ao da princesa, com uma espécie de armadura metálica sobre a qual se coloca a saia. As meninas iam provando-o e tirando fotos com orgulho. Em um certo momento, ofereceu-o também a um menino, que se resistia, e disse-lhe: “vai, assim você pode ser como Conchita Wurst” (cantora transgênera). Fatos como este, às vezes não são piadas, mas doutrinação de crianças que ainda não têm a capacidade de discernir. Tenta-se negar as diferenças entre homem e mulher, colocando em dúvida uma identidade essencial. O mesmo Freud ficaria surpreso ao ver que o conceito de sexo volta a ser um tabu, e é substituído por “gênero”, que mais se assemelha a seu sinônimo “tecido”, que pode-se ter ou não e mudar à vontade.

O segundo fenômeno, mais antigo, é a banalização da sexualidade, o que leva muitos jovens a não aguardar o momento certo para começar a prática sexual. Muitos psicólogos advertem os riscos destes comportamentos. Queimar as etapas com muita precocidade faz com que diminua não só o amor, mas o mesmo prazer, que acaba por desaparecer. Como a terra explorada precisa de muita quantidade de produtos para voltar a ser fértil, quem abusa do seu corpo como mero objeto de prazer, torna-se escravo de um imparável consumo de estimulantes, pílulas, imagens… Nesta base, surgem problemas ou crimes como a pornografia, a prostituição, a pedofilia: “a dança em torno do porco de ouro”, nas palavras de Viktor Frankl.

Como enfrentar essa situação a partir de uma visão de fé? Com o esforço para entender melhor a natureza humana, rezando pela família e a identidade, com otimismo. A fé não é essencial para compreender a sexualidade, mas acreditar em Deus e no destino eterno do homem ajuda a respeitar o sentido do corpo e esperar o amor no matrimônio.

Por que é importante que os sacerdotes, educadores, formadores de centros religiosos e diretores espirituais sejam capazes de conectar a psicologia com a vida espiritual?

- Professor Vial: Um conhecimento profundo do ser humano implica saber psicologia, sem necessidade de ser psicólogos: será a ciência de um bom pai ou mãe de família. Muitas vezes, quem sofre sentimentos patológicos de culpa, se investiga o desespero ou a angústia, não irá primeiramente a um médico ou psicólogo, mas a um amigo, a um professor, a um sacerdote. Daí a importância de estar preparados e saber encaminhar, se o caso exigir, para outro tipo de assistência.

Conhecer bem o “instrumento”, mencionado no começo, permite orientar melhor para que seja tocado da maneira certa. Por isso, quem acompanha outros no seu caminho rumo à maturidade humana e espiritual tem a responsabilidade de formar-se na compreensão da pessoa e da moralidade. Assim, darão os conselhos mais precisos e saberão discernir e encaminhar. A autêntica autorrealização só é possível quando se escolhe e atua de acordo com o bem moral.

Como saber se é necessário recorrer a um médico, a um psicólogo ou a um sacerdote?

- Professor Vial: Em alguns casos é simples como quando a pessoa tem dor de estômago, ou sofre um delírio. Em outros, é tão complexo que não é fácil responder em poucas linhas. Em muitas ocasiões é útil o médico, que tratará das doenças; o psicólogo, que ajudará a descobrir e superar conflitos, a conhecer possíveis pensamentos distorcidos; e o sacerdote, que mostrará a Cristo como Modelo e será instrumento para que a pessoa receba a graça de Deus. Não existem receitas sempre eficazes, porque cada pessoa é única e irrepetível.

Porém, é possível dar alguns conselhos. O primeiro é compreender qual é o problema e a sua raiz de fundo que explica o sintoma: muitas vezes alguma má ideia de nós mesmos, considerar-nos inúteis, acontecimentos passados que atormentam, a incapacidade de perdoar. Caso não se consiga com rapidez chegar às causas, decifrar e aliviar os desconfortos, será mais importante pedir ajudar especializada e deixar-se guiar pelas pessoas que nos amam. Se existem sintomas como a falta de vontade, a apatia, o excesso de nervosismo, que se prolongam por semanas, apesar de seguir os conselhos de um sacerdote ou diretor espiritual, pode ser prudente a consulta a um médico ou psicólogo.

Como diferenciar os problemas psicológicos das dificuldades espirituais?

- Professor Vial: No livro eu tentei dar sugestões e soluções práticas para enfrentar diferentes situações, que nem sempre é possível diferenciar. Um problema psíquico pode desencadear problemas espirituais e um problema espiritual pode promover distúrbios psicológicos. A oração, o exame de consciência sincero, a ajuda de um diretor espiritual que escuta com paciência, consegue normalmente chegar ao fundo.

É chave avaliar os aspectos do modo de ser, para determinar se são normais, se podem ser enfrentados como defeitos, ou se existe um transtorno de personalidade que exige um especialista. Se existem dificuldades importantes de perfeccionismo obsessivo, escrúpulos, impulsividade, emotividade, susceptibilidade, ciúmes, irresponsabilidade, abuso de substância ou álcool, excentricidades, é mais provável que seja necessário um médico ou psicólogo especialista. O ponto que divide o normal do patológico não é claro. É possível considerar que um traço é anormal, quando a pessoa sofre e causa sofrimento, pelo seu modo de ser ou pelas consequências.

A vida cristã inclui necessariamente conceitos psicológicos e espirituais. Apoia-se na identidade pessoal, saber quem é quem, reconhecer-se limitado e finito, e a fé em que somos criaturas. Sobre esta realidade assenta-se uma autonomia não absoluta, que permite escolher os meios para o projeto de existência, que só é possível com esperança: ou seja, se acreditamos em uma missão e confiamos que vamos alcançar a meta. No auge está a autoestima e a caridade: só quem sabe que é importante desenvolve-se plenamente. O maior motivo de autoestima é saber-se queridos por Deus, transformados em filhos seus! Esta convicção permite sair de si mesmo rumo aos demais, querer e compreender a todos.

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* Sexo? Existe o tempo certo para vivê-lo sem a ‘distorção do amor’ presente no genitalismo barato. http://blog.comshalom.org/carmadelio/47054-sexo-existe-o-tempo-certo-para-vive-lo-sem-a-distorcao-do-amor-presente-no-genitalismo-barato http://blog.comshalom.org/carmadelio/47054-sexo-existe-o-tempo-certo-para-vive-lo-sem-a-distorcao-do-amor-presente-no-genitalismo-barato#comments Tue, 04 Aug 2015 18:43:50 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47054

namoro-santo-castidade

Muitas vezes algumas pessoas –inclusive de Igreja – lidam com o sexo como se ele não existisse. Todo cara pensa sobre sexo e tem suas questões, mas quem está falando sobre sexo? Alguns de nós podemos ter profundas feridas por causa do sexo desregrado, mas quem está se preocupando em sarar essas feridas com a graça de Deus?

Eu quero falar francamente sobre sexo com você. Sem papo-furado. Vamos falar de coisas reais. Eu não vou deixar você ficar aí sentado lutando sozinho com suas tentações sexuais. Leia a próxima frase algumas vezes até você acreditar nela:

Você não está sozinho

Se você está lutando contra a luxúria, ou está apenas muito curioso com relação a sexo, você não está sozinho. A maioria das pessoas pensa em sexo. Você já se viu surfando na Internet, e vendo coisas que não devia? Infelizmente, muitos rapazes fazem isso. “Sexo” é a palavra mais freqüente no Google. Você está tendo relações sexuais com garotas da sua idade? Você também não é o único.

Só não deixe que essas informações sejam uma desculpa para seu pecado, isso pode ter efeitos indesejáveis e de longa duração. Saiba que também existem muitas pessoas que chegam aos 18 anos virgens. Se você é um deles, não fique se achando a última pessoa virgem do mundo – nesse caso você também não está sozinho.

Há uma batalha entre amor e luxúria em nossos corações. O inimigo de Deus alimenta o monstro da luxúria através da solidão. Em pouco tempo, o pecado e a vergonha podem nos afastar da família, dos amigos e de Deus. Aconteceu comigo.

Se você entender que não está sozinho, você terá a coragem de buscar ajuda. A confissão é o lugar da cura. O outro pode te ajudar a ver o perdão de Deus. Não se engane, só Deus perdoa, você precisa do sacramento da confissão, mas podemos também pedir ajuda a alguém mais sábio e mais velho, que seja de confiança. Agora, sabendo que você não está sozinho, é hora de esclarecer algumas coisas.

Muitos jovens cristãos não entendem a sexualidade e o sexo – e acabam usando de maneira errada esse fantástico dom de Deus. Alguns jovens dizem: “Por que esperar?”. O mundo nos diz: “Vai ser bom, não podemos perder”. Ou então: “Todo mundo está fazendo, porque não?”. Estamos rodeados por essas mensagens. Às vezes é difícil encontrar um bom motivo para esperar.

Vamos nos aprofundar. Qual a definição de sexo, de acordo com a Palavra de Deus?

Há tanta coisa que distorce essa verdade, que alguém pode se confundir. Mas vamos pedir que Deus nos dê sabedoria para entender.

Uma aliança com Deus

Para entender o sexo, você deve entender o conceito de aliança. Você sabe o que é uma aliança? Não é um contrato, nem um acordo. Sempre que Deus faz algo significante na Bíblia, faz através de uma aliança, em que nós recebemos as bênçãos e a graça de Deus. O sexo também é uma aliança. Se o utilizarmos de acordo com o plano de Deus, receberemos graças específicas:

Dom nº 1: A sexualidade é uma realidade espiritual que aumenta a intimidade.

O sexo não é só físico. É muito emocional, muito espiritual. Quando duas pessoas que nunca tiveram sexo entram na aliança do casamento… ninguém pode ir mais além. Nenhuma pessoa pode conhecer outra tão bem, não apenas fisicamente, mas emocionalmente e espiritualmente. O resultado é uma intimidade que vai muito além do físico.

Efésios 5, 31-32 diz, “Por essa razão um homem deixa seu pai e sua mãe e se une à sua esposa, e os dois se tornam uma só carne. Isso é um profundo mistério – e estou falando de Cristo e de sua Igreja”.

Uau! Em uma hora São Paulo está falando sobre sexo, e no momento seguinte sobre o grande mistério entre Cristo e a Igreja? Sim!

A intimidade do sexo é tão intensa que é comparada com o inefável amor de Cristo pela sua Igreja. Isso é significante. Veja, para cada verdade espiritual, a Palavra de Deus nos dá um exemplo físico na terra. Adivinhe! O sexo é o maior exemplo físico do intenso amor de Cristo por nós!

Que motivação satanás tem para distorcer essa verdade na sua vida! Como o inimigo de Deus quer distorcer o sexo para que você não possa compreender o amor que Cristo tem por você! Como ele deseja arruinar esse presente, esse dom para você. Não deixe que ele faça isso. Seja forte. Proteja a verdade.

Você deve estar dizendo, Ok, toda essa história celestial é verdade, abre os nossos olhos, e é um pouco motivante, mas eu tenho que viver com esses desejos físicos aqui na terra. Espere aí. Deus tem tudo sob controle.

Dom nº 2 – A sexualidade traz a vida

Gênesis 1, 28 traz um primeiro mandamento para a frutuosidade… fazer bebês! Imagine, Deus não somente permite e cria o sexo, Ele manda que os casados tenham sexo. Uau! Essa é a primeira bênção da sexualidade que a Escritura traz.

O incrível dom da criação é a coisa mais próxima de um ato divino que podemos fazer. Certamente, tem sido feito fora do casamento muitas vezes. Mas o dom é tão grande, que merece ser resguardado. Se esperamos para fazer sexo no casamento, então os bebês serão uma grande celebração à vida. Estamos querendo dizer que é para ter quinhentos filhos? Não. Mas também não é para usar o anticoncepcional, pois ele aniquila o dom gratuito de um para o outro. Com ele deixamos de ser sinal do amor frutuoso de Cristo, e passamos a ser objetos que só existem para o prazer egoísta do outro. Você receberia a Eucaristia dentro de um pedaço de borracha, para evitar que ela venha trazer vida para você? Acho que não. O que fazer, então? Existe o planejamento familiar natural, ou seja, a abstinência periódica, ou regulação natural da procriação. É tão ‘seguro’ quanto a pílula, e não precisa alterar o corpo da mulher.

Dom nº 3 – A sexualidade é prazerosa

É por causa disso que é tão difícil esperar, pois temos a ideia de como pode ser bom e fantástico. Mas se o sexo é tão fantástico, porque parece que Deus o afasta de nós?

No livro de Deteronômio, Deus diz basicamente que Ele sabe que vamos estranhar essas orientações dele, então Ele diz que a finalidade delas é nos fazer “prosperar”. Ele não pede que esperemos e que não façamos sexo antes da hora certa só para nos torturar. Ele sabe que se nós esperarmos, será muito mais fantástico.

A sociologia prova isso hoje em dia. No estudo denominado “Sex in America”, os autores concluíram que “foram os pares casados que reportaram maior satisfação emocional e corporal”. A mesma pesquisa concluiu que os menos satisfeitos eram os que não estavam casados – os grupos que todo mundo pensava estar se “dando bem”.

O desejo que Deus tem que você seja puro não quer dizer que você não pode ter sexo. Quer dizer que é melhor você esperar para a hora certa. E com o sentimento certo, vendo ali a glória de Deus, não um objeto. Então o amor será livre, total, frutuoso e fiel. Não pode ser melhor do que isso.

Por Bob Gresh

Adaptado do artigo: “The Truth About Sex – How’s a Guy Supposed to be Sexually Pure?”

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* Como evangelizar os meus filhos? Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los! http://blog.comshalom.org/carmadelio/46901-como-evangelizar-os-meus-filhos-os-pais-nao-devem-apenas-mandar-os-filhos-para-a-igreja-mas-leva-los http://blog.comshalom.org/carmadelio/46901-como-evangelizar-os-meus-filhos-os-pais-nao-devem-apenas-mandar-os-filhos-para-a-igreja-mas-leva-los#comments Mon, 03 Aug 2015 14:13:13 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=46901 6187608743_8227b41f32
Quando Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.
Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião.

Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.

Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.”

Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã.

Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela.

Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”.

Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes.

Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”.

Prof. Felipe Aquino

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* Como sair da prisão do vicio da masturbação – Passos à luz do autoconhecimento e da fé em Cristo Jesus. http://blog.comshalom.org/carmadelio/47039-como-sair-da-prisao-do-vicio-da-masturbacao-passos-a-luz-do-autoconhecimento-e-da-fe-em-cristo-jesus http://blog.comshalom.org/carmadelio/47039-como-sair-da-prisao-do-vicio-da-masturbacao-passos-a-luz-do-autoconhecimento-e-da-fe-em-cristo-jesus#comments Mon, 03 Aug 2015 14:04:20 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47039 0,,16387918_303,00
 
Assim como ocorre com outras atividades sexuais envolvendo vício, a masturbação pode ter uma ou várias causas. Para poder parar com esse hábito, precisamos ir até a raiz do problema.Passo 1: Peça a Deus a graça de responder à pergunta “Porque me masturbo?”

Uma oração simples para isso poderia ser:

“Amado Pai, peço que me ajudes a descobrir as razões pelas quais tenho me masturbado. Por favor, revelai-me a verdade, através do Espírito Santo. Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que toda voz que não seja de Deus silencie agora. Que somente a paz de Cristo esteja em meu coração, meu espírito e meu corpo. Obrigado, Pai, em nome de Jesus, Amem”.

A seguir, seria útil passar um tempo em oração silenciosa, escutando o Espírito Santo. Escreva os seus pensamentos, a agradeça a Deus pelo que Ele lhe revelar. Algumas razões comuns que temos visto para a masturbação incluem:

- Diminuir a dor da rejeição, abuso, baixa auto-estima etc.
– Diminuir a frustração e o estresse
– Amor ao prazer
– Auto-piedade
– Independência, auto-suficiência
– Complementar o hábito de ver pornografia
– “Sexo seguro”, tentando manter a virgindade física
– “Alívio saudável” da tensão sexual
– Impaciência, não esperar em Deus
– Razões para meu hábito: ______________ (escrever as suas próprias outras razões)

Passo 2: Identificar as causas mais profundas associadas

Tendo conhecido as razões superficiais para nosso hábito, podemos procurar descobrir as raízes mais profundas dessas razões. Novamente, devemos convidar Deus para nos guiar nessa descoberta. Uma oração para esse momento poderia ser: “Senhor, ajudai-me a compreender as raízes escondidas por trás das razões de meu hábito. Por favor ajuda-me a enxergar a verdade. Obrigado, Pai! Amem”.

As raízes normalmente começam com uma experiência que quebra nosso desenvolvimento saudável no nível físico, emocional ou espiritual. Se respondemos a essa experiência de maneiras não saudáveis (ou seja, pecando), essas raízes crescerão. Há tantos cenários possíveis para explicar como essas raízes começaram, que é impossível cobrir todos aqui. Compartilhando as raízes que temos visto, esperamos ajudá-lo a descobrir as raízes que estão na base de seus próprios hábitos.

Geralmente, as raízes envolvem o pecado que cometemos ou que alguém cometeu contra nós. Aqui estão alguns exemplos de raízes/causas de masturbação:

- Trauma, violência, abuso, molestação
– Rejeição (não era amado pelos pais, era motivo de piada para os colegas, foi rejeitado por namorada etc.)
– Influências dos pais ou antepassados
– Falta de perdão (amargura, ressentimento, rancor etc)
– Ligação com ocultismo
– Pecado sexual
– Orgulho (“Posso fazer por mim mesmo”, ou “Não preciso de ninguém”, ou “Não preciso de Deus” etc.)
– Luxúria e idolatria sexual
– Relacionamentos não saudáveis
– Atividade homossexual e perversões como sexo em grupo, fetiches etc.

Gaste algum tempo pensando em sua vida, começando no ponto mais cedo que conseguir lembrar, e olhando para as indicações de inícios de causas ou raízes tais como as listadas acima. Deixe que o Espírito de Deus o conduza nisso. Listo abaixo alguns períodos típicos da vida. Escreva qualquer causa ou raiz que o Senhor lhe mostrar.

- Primeira Infância (0 a 3 anos)
– Pré-escola (3 a 6 anos)
– Infância (7 a 12 anos)
– Adolescência/Juventude (13 a 19 anos)
– Carreira/Faculdade/Casamento etc. (20 a 40 anos)
– Outros

Aqui está um exemplo de como essas raízes podem começar e crescer em nossas vidas. Um pai censurava continuamente o filho de 7 anos pela sua falta de habilidade nos esportes. O pai não conseguia ver nenhum valor nogosto do seu filho por música, arte e drama. Essas atividades eram “coisas de menina”, de acordo com o pai. O filho ficou emocionalmente machucado pela rejeição de seu pai, e isso se tornou uma “raiz”. Nos anos seguintes, o pai continuou a ridicularizar o filho. O garoto começou a acreditar que não podia fazer nada certo aos olhos de seu pai, e que ele nunca ia ter sucesso em nada. Ao entrar na adolescência, ele respondeu à dor da rejeição se tornando isolado e rebelde. Quando um amigo lhe iniciou na pornografia e na masturbação, o garoto descobriu um prazer que nunca tinha conhecido antes. As imagens da pornografia lhe ofereciam a “aceitação” e o “amor” que ele sempre desejara. Não importava que a pornografia fosse baseada em fantasia – ele iria agarrar todo “amor” e “aceitação” que conseguisse ter. Encontrando consolação na masturbação, ele logo se viu viciado nela.

Passo 3: Remover as raízes

A importância de remover as raízes não pode ser subestimada. Deixá-las à solta pode dificultar o processo de parar de se masturbar. Além do mais, as “raízes” continuariam a soltar “veneno espiritual” e nos prejudicando. Quanto mais permitimos que as raízes permaneçam em nós, mais profundo será o dano de que teremos de recuperar.

Encorajamos-lhe a ser paciente nesse processo de retirar as “raízes”. Isso muitas vezes pode levar tempo. Não permita que o inimigo lhe convença a desistir. Continue no caminho persistentemente, guiado pelo Senhor. Não acredite na mentira de que “você nunca vai ficar livre”.

A. Comece rezando. A oração nos conecta com o poder de Deus. Ele pode fazer impossíveis. Jesus disse: “Para o homem é impossível, mas com Deus nada é impossível” (Mateus 19, 26). Enquanto reza, acredite em seu coração que o poder de Deus vai fazer a diferença. Acredite que Ele está ouvindo sua oração e que vai responder. Sua fé completa o “circuito” do poder de Deus em sua vida.

Um exemplo de oração: “Deus Pai, eu vos agradeço por me amar e por ter morrido por mim. Obrigado por estar comigo neste momento. Por favor, ajudai-me a remover as raízes do meu vício completamente. Por favor, guiai-me e protegei-me do maligno. Eu acredito na liberdade que é minha através de Jesus Cristo. Por favor, ajudai-me em qualquer falta de fé que eu tenha. Obrigado, Pai”.

B. Confissão, arrependimento e desapego. Nesse ponto assumimos a responsabilidade pelo nosso pecado envolvido na masturbação e suas raízes. Arrependemo-nos do pecado nos afastando dele e não mais o aceitando. Finalmente, devemos nos libertar de qualquer atitude não saudável a que tenhamos nos apegado.

Arrependa-se e confesse os pecados envolvidos com seu hábito de masturbação, e dos pecados envolvidos em cada “raiz”. Veja as fontes ou “raízes” que tiver anotado, e peça perdão a Deus, e confesse esse pecados ao sacerdote. Se não tiver certeza sobre os pecados envolvidos, pela ao Espírito Santo que o ajude a identificá-los.

Devemos também nos desapegar que qualquer coisa que nos impeça de viver sem pecado, seja a falta de perdão, memórias, raiva, ódio, malícia, ou desejo de vingança, etc. Falta de perdão e memórias de pecados são comuns em viciados em sexo. Para nos libertar da falta de perdão, devemos perdoar as pessoas envolvidas (com a ajuda de Jesus). Com relação à memórias, devemos rendê-la a Deus e evitar fantasiar no futuro sobre elas.

Exemplo de oração: “Senhor, eu renuncio a essas atitudes ou memórias pecaminosas agora. Especificamente, eu renuncio a _____________ (seus itens específicos). Por favor, afastai isso de mim, e lavai-me com o Sangue de Jesus, retirando de mim qualquer resíduo de maligno. Eu perdôo as pessoas que me fizeram mal: ________________ (listar as pessoas). Por favor, renovai-me com vosso Espírito Santo agora, e substitua as áreas de pecado com amor, júbilo, paz, ternura, paciência, auto-controle, bondade, fidelidade e gentileza. Obrigado, Senhor”.

C. Reze pela cura. Aqui nessa atividade final pedimos a Deus que complete a cura que nosso arrependimento e confissão iniciaram. Algumas atividades que poderão ajudá-lo a rezar pela cura incluem: passar um tempo louvando a Deus; ler passagens bíblicas de curas; silenciar para ouvir a voz de Deus; permitir mais tempo de oração; agradecer ao Senhor pela cura.

Encorajamos-lhe a rezar pela cura nessas e em outras áreas que o Senhor lhe revelar. Também pode ajudar ter alguns amigos em que confie, para rezar por você. Seja paciente e persistente, pois as coisas podem levar algum tempo.
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Trecho de artigo traduzido e adaptado do site: Porn-Free

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* A redução da maioridade penal. Será que não estamos reféns da própria pergunta que nos impusemos? http://blog.comshalom.org/carmadelio/47155-a-reducao-da-maioridade-penal-sera-que-nao-estamos-refens-da-propria-pergunta-que-nos-impusemos http://blog.comshalom.org/carmadelio/47155-a-reducao-da-maioridade-penal-sera-que-nao-estamos-refens-da-propria-pergunta-que-nos-impusemos#comments Mon, 03 Aug 2015 13:31:53 +0000 http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=47155 Latuff2A) O problema da pergunta

A questão da redução da maioridade penal é uma daquelas vivas e acaloradas polêmicas que tanto excitam os meios de comunicação e, dividindo opiniões, se apresentam, para uns, como a resposta necessária e definitiva a problemas que hoje afligem a sociedade e, para outros, como resolução injusta e simplista de um conflito cujas causas apenas dificilmente se podem discernir. O problema, ao menos na forma com que é proposto ao debate público, tende a levar a um impasse em que os argumentos para um e outro posicionamento parecem ter igual ou, por isso mesmo, nenhuma força: afinal, deve-se ou não reduzir a maioridade penal?

Sem nos comprometer a dar uma solução a esta pergunta, que, no fundo, vem viciada desde a origem, limitaremos as reflexões de hoje somente a alguns aspectos sob os quais o tema pode ser encarado. Ora, ainda que seja da alçada do poder público estabelecer parâmetros de punibilidade criminal, a questão, devido sobretudo à celeuma que tem causado, interessa também à Igreja e merece, portanto, ser colocada em termos que revelem os problemas humanos que de fato lhe subjazem.

Se olharmos para a atual situação do Brasil, não será difícil chegar à conclusão de que vivemos, por assim dizer, quase uma guerra civil. No nosso país, com efeito, líder mundial em assassinatos cometidos por ano, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde publicado em 2014 [1], respira-se um ar de constante ameaça: as pessoas, acanhadas de ir à rua depois de certas horas, acastelam-se em casa como em bunkers—as mais bem providas podem, naturalmente, providenciar melhores e mais cômodas fortificações para si e para a família.

Como quer que seja, o que há de verdade neste sentimento geral de insegurança de que boa parte da população vive tomada é que o brasileiro sabe ou no mínimo pressente que, mais dia, menos dia, também ele pode ser vítima das inúmeras atrocidades tão enérgica e insistentemente divulgadas pelos media. Ora, como uma parcela da violência nacional, dizem os defensores da redução, se deve à ação de menores, conforme os critérios legais, muitos se têm persuadido de que a resposta para o problema estaria, afinal de contas, em reduzir a maioridade penal e dar aos jovens infratores o mesmo tratamento que se reserva aos bandidos, digamos assim, de carteira assinada.

Se esta é ou não a solução mais razoável, isto é já outra discussão. Parece-nos de melhor conselho dar uns passos atrás e, deixando um pouco de lado o pragmatismo às vezes superficial e simplório das soluções jurídicas, enfrentar o problema sob outra perspectiva. E como todo problema humano, também este pode ser abordado em diversos níveis. De modo geral, é comum nos atermos, o mais das vezes, apenas aos aspectos externos das coisas e consideramos antes os efeitos do que as causas.

Nesse sentido, se nos limitarmos somente à crise da marginalidade juvenil do ponto de vista estritamente legal, é natural que fiquemos enredados no dilema: reduzir ou não reduzir? Se recuarmos a um nível mais compreensivo, podemos, por exemplo, inserir o subgrupo dos menores delinquentes no contexto mais amplo da segurança pública no Brasil e defender, entre outras hipóteses, que os sistemas penal e carcerário do país estão de tal forma desmontados, que a própria questão da redução se torna, pois, algo supérflua: de fato, se a legislação criminal não é capaz nem de manter presos os maiores nem tampouco de refrear comportamentos delituosos, de que adiantaria reduzir a maioridade? Que garantias teríamos de que o remédio jurídico-penal aplicado aos adultos serviria também para os jovens? É algo contraproducente trocar um saco furado por uma cesta vazada.

B) Um problema de educação

Queremos, no entanto, descer a um nível mais e encarar o tema desde a ótica da educação e formação da pessoa humana. Tendo em vista o nexo de dependência entre constituição do caráter individual e ordem social, podemos fazer nosso o diagnóstico que, já na década de 1920, o pe. Leonel Franca fizera da educação brasileira e que é ainda hoje muitíssimo pertinente:

A marcha ascendente da criminalidade juvenil constitui um dos sintomas mais alarmantes da moderna vida social. Um vício orgânico desequilibrou a nossa pedagogia e as gerações que surgem acusam, com uma depressão do ideal humano, um abastardamento progressivo dos caracteres [2].

A deterioração da educação familiar e doméstica pode, por esse ângulo, ser apontada como uma das principais causas da crise moral por que estamos passando atualmente. Não falamos aqui, é claro, de uma educação ingenuamente otimista, bem ao gosto de antropologias iluministas como a de J. J. Rousseau. No que toca à fé cristã, os católicos não podemos admitir, se queremos estar de acordo inclusive com a experiência corrente dos educadores, que haja nas crianças, ingênitos e sem mescla de más tendências, “os germes de todas as virtudes” [3]; segundo a pedagogia cristã, portanto, seria um erro, e todo pai sabe-o bastante bem, deixá-las desenvolver-se como plantas bravias, ao sabor de suas inclinações naturais e “sem o benefício da poda” [4].

A profunda desarmonia que todos sentem dentro de si, sequela da decadência original do gênero humano, faz de nossas almas um campo de batalha entre o novo homem, regenerado e reabilitado por Cristo, e o velho homem, caracterizado pela revolta das paixões contra a reta razão e pelo apego desordenado às criaturas. Por isso, a grandeza moral, “antes fruto espontâneo de nossa natureza”, escreve o pe. Leonel Franca, “passou a ser a conquista gloriosa e penosa de uma vida de esforços e de lutas.” [5] Ainda que, tentando matizar a tese de Rousseau, concedêssemos alguma importância a certa cultura mínima da inteligência, seria igualmente ingênuo pensar que a só capitalização de conhecimentos basta para fazer do bom selvagem, se existisse, um santo ou um herói, pois não se pode atribuir “à simples instrução uma eficácia que não possui” [6] nem tampouco esperar que a criança aprenda a governar-se segundo um determinismo intrínseco ao desenvolvimento do seu caráter.

Apontar para as diferenças entre os objetivos da pedagogia cristã e os diversos modelos educacionais que a partir do século XV se foram formando no Ocidente talvez nos ajude a compreender como o Brasil pôde chegar à situação em que hoje se encontra. Não pretendemos, por razões óbvias, fazer um histórico, ainda que breve, dos sistemas e ideais pedagógicos; encontrar aliás um conceito que possa corresponder unívoca e homogeneamente àquilo que ao longo da história se tem chamado educação é decerto uma tarefa árdua, senão impraticável. É possível, em todo caso, perceber uma diferença radical entre o que, apesar de suas particularidades e contingências históricas, a pedagogia “clássica” se propunha como meta genérica—a formação integral da pessoa e o desenvolvimento de suas capacidades latentes—e aquilo em que ela acabou por transformar-se a partir das grandes cisões que esfacelaram a cristandade latina—um conjunto de técnicas especializadas em aprimorar determinadas habilidades ou aspectos da personalidade humana. Se, com efeito, a educação cristã sempre almejara preparar-nos para as grandes virtudes e, afinal, para o Céu, a pedagogia moderna, “dispersiva, fragmentária […] e estritamente desarticulada na coesão vital de seus elementos” [7], produzirá ao largo dos séculos uma ruptura cada vez mais profunda entre vida e pensamento, “entre a atividade interior e a organização social” [8].

Ora, o vigente sistema brasileiro de ensino, reduzido a manifesto estado de falência, parece ter desistido há tempos de formar seres humanos e, abandonando toda a esperança, resolvido adestrar animais. A crueza dos termos talvez assuste; a realidade, porém, requer—ou antes quase exige—chamemos as coisas pelos nomes que lhes são próprios: considerada em seus princípios, a educação que se pretende oferecer à larga maioria de nossa juventude trata os alunos como verdadeiras bestas. Não é de espantar, pois, que as crianças saiam de classe comportando-se como selvagens. Ora, já que os animais, no estado atual, tendem por natureza à agressividade, a única saída que nos resta, se não conseguimos contê-los por outras vias, é a jaula. Acrescido à muitas vezes péssima e, infelizmente, desestruturada formação doméstica, o sistema educacional pátrio parece montado para alimentar o sistema carcerário. O problema, como insinuamos acima, reside antes de tudo na finalidade que hoje atribuímos à educação. “Toda pedagogia completa”, ensina com grande propriedade o pe. Leonel Franca, “envolve uma doutrina sobre os fins da educação e preconiza um sistema de meios para atingi-lo.” [9] Ora, o objetivo colimado pela pedagogia não é outra coisa senão “o ideal que esplende ante os olhos do educador e lhe orienta, de modo mais ou menos imediato, todas as intervenções na formação do educando” [10]; é o fim desejado, por conseguinte, que decide os meios a serem empregados, os quais, por sua vez, subministram ao educador “os caminhos seguros que o levam ao termo almejado.” [11]

Elemento determinante dos meios e, portanto, das técnicas pedagógicas, o fim que norteia a ação concreta dos educadores prende-se, de sua parte, a todo o código de valores e princípios por que estes orientam sua atividade. Toda pedagogia, nesse sentido, é, de modo consciente ou não,tributária de uma antropologia que pressupõe, como não poderia deixar de ser, uma concepção mais ou menos integral de homem, da qual decorre, como consequência espontânea, uma noção de vida humana, do destino a ela que se ordena e do que constitui, em última análise, a perfeição própria que nos importa atingir para nos realizarmos plenamente e chegarmos ao fim que compete a nossa natureza [12]. É, em suma, todo este conjunto de concepções filosóficas, metafísicas, morais e, de modo às vezes encoberto, religiosas que inspirará, “como subestrutura latente, todos os seus [do educador] juízos de valor que necessariamente acompanham qualquer atividade prática pela opção de um determinado caminho de vida.” [13] Um ideal educativo, deste modo, será tanto mais mesquinho e incapaz de levar-nos à realização integral de nossas capacidades e anseios quanto mais rasteira e incompleta for a visão global de vida que o inspira.

Os movimentos pedagógicos brasileiros que há pelo menos meio século se nos têm imposto pecam justamente neste ponto: “difusão minuciosa e inesgotável sobre processos educativos e uma parcimônia impressionante sobre os grandes ideais da educação. Fórmulas vagas e imprecisas, aspirações de um humanitarismo vaporoso e impalpável, reticências a cobrirem discretamente um ceticismo mal disfarçado” [14] somam-se hoje a uma noção bestializada de homem: apagadas do horizonte a ideia de dever moral e, por fim, a própria perspectiva de uma existência para além desta, o homem tornou-se uma massinha de modelar nas mãos de “educadores” guiados pelas mais extravagantes ideologias.

Mas isso não se deu por acaso. Remontemos o curso dos acontecimentos.

C) O processo de dissolução dos ideais pedagógicos

A origem, tímida e silenciosa, da educação tal qual a conhecemos parece derivar em alguma medida da crise das universidades europeias nos inícios da Era Moderna. O século XIII, por um lado, conhecera as grandes sínteses da Escolástica e, a despeito de tantas controvérsias, incompreensões e cruzadas semifracassadas, o ensino católico parecia ter enfim chegado à perfeita unidade, assimilando, de forma coerente e orgânica, a herança filosófica grega; os séculos XIV e XV, por outro, assistirão ao surto do humanismo, à consolidação das principais tradições escolares e, o que aqui mais nos importa, à imbricação entre universidade e política [15]. A “época de todas as confusões e todos os confrontos” [16] será dominada, no seio das escolas, pela querela às vezes ferina entre nominalistas e realistas, de modo que “o interesse seja menos pelo debate de ideias do que por lutas doutrinais.” [17] As universidades passam assim a experimentar uma luta pelo poder entre partidos arrivistas. E como nesta situação o que menos tem peso são os argumentos, é à força secular que se acabará recorrendo: o filósofo típico da época, como diz Alain de Libera, “não discute com o adversário; pede ao político que o censure previamente.” [18] Não seria errado afirmar que este embate pelo poder acadêmico, fenômeno antes político-institucional do que propriamente dogmático-pedagógico [19], expressa, em parte, uma mudança de eixo, já disfarçadamente presente na vida universitária de então, nas finalidades do ensino superior.

Um século depois, irrompe a Reforma de Lutero e, cindida a concórdia do cristianismo continental, a “força centrífuga do livre exame” introduz nas sociedades católicas os germes do subjetivismo, que, desprezando o dogma e, por consequência, “sua eficácia na educação das almas”, acarretou um processo de “divisão incoercível que tende irreparavelmente à pulverização do mais radical individualismo.” [20] Se, até à época, tinha-se clara percepção de que quanto mais profunda e sinceramente evangelizado fosse um povo tanto menos propenso ele seria a todas as formas de egoísmo e violência, a impossibilidade de as nações se reunirem sob a unidade de um só Evangelho, resultado do alastramento das confusões protestantes, tornará impensável qualquer ensino baseado em princípios morais e religiosos comuns. Não à toa, é precisamente na época da expansão dos grandes Estados nacionais que a educação começa a voltar-se a pouco e pouco para as chamadas virtudes cívicas, ou seja: o ensino destina-se agora a preparar o aluno não mais para a santidade, mas, sim, para o exercício—urbano, polido e maquilado com certa piedade—de determinadas funções sociais. O rompimento, porém, com tudo o quanto cheirasse à religião positiva só se daria sob a pressão das revoluções liberais modernas. O secularismo propagandeado pela Revolução Francesa, de resto, convencerá meio mundo de que toda “a vida da nação”, em seus diversos níveis, “deveria organizar-se alheia a qualquer influência do cristianismo.” [21]

O surto do modelo industrial de produção, associado a tendências laicistas e positivistas do século XIX, também teria, em graus diversos, suas ressonâncias pedagógicas. A idolatria da máquina e do progresso, além do fascínio destemperado pelos avanços da ciência natural, tudo isto daria à nova educação uma tônica acentuadamente intelectualista e unilateralmente tecnicista. Desta forma, a pedagogia mutilada e desarticulada de escolas cada vez menos preocupadas em preparar as crianças para vida do que para o trabalho não poderia deixar de repercutir, a longo prazo, “numa desadaptação progressiva dos indivíduos às exigências da vida coletiva.” [22] A desorientação geral deste ensino sem ponto fixo de apoio nem objetivo nenhum para além das necessidades materiais mais urgentes sofreria outro abalo quando, logo na primeira metade do século XX, o mundo experimentasse os horrores de duas guerras mundiais. Combinados, pois, com a onda de relativismo e psicologismo que vinha há tempos infestando os círculos universitários e intelectuais como um todo, estes dois eventos desastrosos obrigaram a pedagogia a mudar uma vez mais os seus objetivos: reduzida a um conjunto de manobras de engenharia comportamental, a educação torna-se, ao fim e ao cabo, mero instrumento a serviço da psicologia das massas. “Penso que, politicamente, um dos assuntos de maior relevância será a psicologia das massas”, escreve B. Russell ainda em 1953. “O seu estudo é de grande utilidade para os homens práticos, seja para enriquecer, seja para conquistar o governo. […] A sua importância tem aumentado enormemente devido ao crescimento dos métodos modernos de propaganda. Dentre eles”, continua, “o mais influente é o que chamamos educação.” [23]

D) A estatização do ensino contra o primado da educação familiar

Dizer que vivemos uma crise de educação é afirmar uma obviedade que salta aos olhos. Inserida na marcha do tempo, a pedagogia brasileira não pôde escapar à fragmentação geral dos princípios educacionais que, com força perene, tem-nos ajudado desde sempre a atualizar nossas mais nobres capacidades. No Brasil, particularmente, os novos movimentos pedagógicos oscilam, ambíguos, entre polos opostos, unilaterais, mas em alguma medida solidários. De uma parte, (1) o individualismo hedonista próprio das sociedades modernas e, de outra, (2) o mal vezo socialista de diluir o indivíduo no conjunto amorfo da “comunidade”. O primeiro vê o homem como um centro de desejos e ímpetos a que se deve dar vazão; é a pedagogia do prazer que, fechando os olhos para os riscos de uma “evolução espontânea e incoibida de todos os instintos que dormem no fundo de nossa natureza” [24], estimula os egoísmos e indisciplinas que perturbam a paz e a ordem tanto das almas quanto da sociedade. O segundo, “reduzindo-o a simples células de um grande organismo que constitui a sua única razão de ser” [25], leva a subtrair às famílias o direito de educar os filhos e confia ao governo o dever de instruir as pessoas; é a pedagogia do Estado que, assumindo “a missão de educar, plasmou a instrução pública à própria imagem e semelhança.” [26]

A conjugação destas duas tendências só poderia implicar uma educação decapitada em sua estrutura e perigosa em seus efeitos. Um dos sintomas mais claros disto, para dar apenas um dentre inúmeros exemplos, é a insistência quase monomaníaca com que muitos educadores buscam inocular nos alunos, mais pelo charme de fórmulas pouco precisas do que pela conveniência das razões, vagos ideais de justiça, tolerância e respeito. Enquanto isso, na mesma escola, os pequenos são desde cedo apresentados aos perigos de uma iniciação sexual precoce, voltada mais para excentricidades e formas de se obter prazer do que para um entendimento, adequado à inteligência infantil, das reais dimensões da sexualidade humana. Ora, nunca se falou tanto de sexo com as crianças, e, apesar de todos os esforços por banalizar a prática conjugal, “a crise da moralidade entre os sexos, longe de se atenuar, agrava-se de ano para ano.” [27] Do mesmo modo, nunca “se repetiu com mais insistência o termo de solidariedade social”, da necessidade de acolher os grupos oprimidos, e, mesmo assim, “as vantagens do bem comum vão sendo cada vez mais sacrificadas pelo egoísmo de governos e governados.” [28]

Considerado em sua raiz, o problema da criminalidade juvenil é, acima de tudo, epifenômeno da crise educacional e moral que estamos sofrendo. A incapacidade que as autoridades públicas têm demonstrado em uma e outra área (segurança e educação) deve lembrar-nos de que, na ordem da natureza, é ao pai e à mãe que cabe primária e inalienavelmente o direito e o dever de educar a prole; à escola, enquanto complemento natural da família, compete auxiliar e suprir, dentro de justos limites, o projeto educativo que começa e se desenrola no lar. No quadro deste auxílio mútuo, o Estado, encarregado de velar pelo exercício legítimo do direito, tem o dever de tutelar os interesses da educação; a sua função, portanto, não poderia ser outra senão a de […] assegurar, com a ordem jurídica, um ambiente favorável ao desenvolvimento das faculdades individuais; não lhe compete, porém, dirigir imediatamente este desenvolvimento, condicionado por uma concepção da vida que o poder público, sem degenerar em tirania, não pode impor à consciência de seus cidadãos [29].

Fonte: Site do Padre Paulo Ricardo

Recomendação

FRANCA, Leonel. A Formação da Personalidade. In: Obras Completas do Pe. Leonel Franca, S.J. Rio de Janeiro: Agir, 1954, vol. 15.

LYFORD-PIKE, Alexander. Carinho e Firmeza com os Filhos. Trad. port. de Cristian R. M. de S. Clemente. São Paulo: Quadrante, 2003.

STENSON, James B. Filhos: Quando Educá-los? Trad. port. de Roberto V. da S. Martins. 2.ª ed., São Paulo: Quadrante, 1994.

URTEAGA, Jesús. Deus e os Filhos. Trad. port. de Osvaldo Aguiar. São Paulo: Quadrante, 1986.

Referências

  1. Cf. Organização Mundial da Saúde (OMS), Global Status Report on Violence Prevention, divulgado em dez. de 2014. Disponível em (sítio): <http://goo.gl/iOSI4L>. Acesso em: 16 jul. 2015.
  2. Pe. Leonel Franca, S.J., “Escola Leiga – III”, in: A Formação da Personalidade (Obras Completas, vol. 15). Rio de Janeiro: Agir, 1954, p. 294.
  3. Id., “Educação”, in: A Formação da Personalidade, p. 23.
  4. Id., ibid.
  5. Id., p. 24. (V. Adolphe Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística. Trad. port. de João F. Fontes. 6.ª ed., Porto: Livraria Apostolado da Imprensa, 1961, n. 226, pp. 116-7.)
  6. Id., “Ensino Religioso e Ensino Laico”, in: Polêmicas (Obras Completas, vol. 2). Rio de Janeiro: Agir, 1953, p. 11.
  7. Id., “Unidade da Pedagogia Católica”, in: A Formação da Personalidade, p. 159.
  8. Id., p. 160. (A propósito, algumas das raízes filosófico-teológicas deste processo de paulatina contraposição entre vida e pensamento são explicadas na aula 5 do Curso de Introdução ao Método Teológico.)
  9. Id., “Escola Nova e Pedagogia Social”, in: A Formação da Personalidade, p. 75 (grifo do autor).
  10. Id., ibid.
  11. Id., ibid.
  12. Cf. Id., ibid.
  13. Id., ibid.
  14. Id., p. 77.
  15. Cf. Alain de Libera, A Filosofia Medieval. Trad. port. de Nicolás N. Campanário e Yvone M. de C. T. da Silva. 3.ª ed., São Paulo: Loyola, 2011, p. 469.
  16. Id., ibid.
  17. Id., p. 472.
  18. Id., p. 473.
  19. Cf. Id., ibid.
  20. Pe. Leonel Franca, “Unidade da Pedagogia Católica”, in: A Formação da Personalidade, p. 159.
  21. Id., p. 160.
  22. Id., “Ensino Religioso e Ensino Laico”, in: Polêmicas, p. 24.
  23. Bertand Russell, The Impact of Science on Society. New York: AMS Press, 1968, p. 29 (trad. nossa).
  24. Pe. Leonel Franca, op. cit., p. 161.
  25. Id., “Educação Social”, in: A Formação da Personalidade, p. 38.
  26. Id., “Unidade da Pedagogia Católica”, in: A Formação da Personalidade, p. 160.
  27. Id., “Unidade e Dispersão em Pedagogia”, in: A Formação da Personalidade, p. 65.
  28. Id., ibid.
  29. Id., “O Direito de Educar”, in: A Formação da Personalidade, p. 57.
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