Blog Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio Artigos e notícias de interesse permanente selecionadas à luz da verdade e da fé Católica. Tue, 02 Sep 2014 08:07:18 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.6 * Algumas vezes ser católico implica correr o risco de perder amigos. http://blog.comshalom.org/carmadelio/42727-algumas-vezes-ser-catolico-implica-correr-o-risco-de-perder-amigos http://blog.comshalom.org/carmadelio/42727-algumas-vezes-ser-catolico-implica-correr-o-risco-de-perder-amigos#comments Tue, 02 Sep 2014 08:07:18 +0000 Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=42727
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Não faz muito tempo, eu recebi um e-mail que me pedia o seguinte:

“Como mãe, educadora, católica e mulher no mundo atual, eu gostaria de saber um pouco mais sobre a sua conversão. Você perdeu amigos? Você não se sente esquisita de vez em quando? Eu tenho 43 anos e sou a única pessoa que eu conheço que vai à missa mais que uma vez por semana. O que eu posso fazer para não me desanimar?”.

A minha resposta curta para esse tipo de situação é que nós temos que descobrir o que faz o nosso coração arder e, então, correr atrás desse algo com determinação obstinada. Para mim, por exemplo, o que funciona é escrever.
 
Já a minha resposta longa é que o catolicismo é uma busca radical pela verdade. Nós não nos lembramos o suficiente do quanto a graça custa. Não ouvimos falar o suficiente do quanto é medíocre seguir a Cristo mais ou menos. A fé não nos chama a viver na miséria, mas nos chama, claramente, a não possuir muito mais do que realmente precisamos. A fé nos convida à pobreza, à castidade e à obediência. E o que eu descobri é que estes três estados de vida são incrivelmente empolgantes e desafiadores! Eles nos dão um tipo de liberdade e de “consciência de ser” que é completamente inexistente no meio da nossa cultura entorpecente.
 
Eu resisto resolutamente a ser uma pessoa “ocupada demais”. Acho que o tipo de ocupação que a nossa cultura valoriza e almeja não é obra de Deus. Certos tipos de mídia católica dizem que nós somos quase obrigados a assistir a filmes estúpidos e a programas de TV de má qualidade para podermos enxergar as pessoas “do jeito que elas são”, mas eu não penso assim. Só a ideia de perder 10 minutos vendo um programa de TV estúpido para poder jogar conversa fora com algum “não crente” me deixa arrepiada.
 
Se Cristo andava com as prostitutas e com os publicanos, não era porque Ele quisesse nos incentivar a contar piadas infames e a fazer fuxicos grosseiros. Ele não descia de nível, mesmo quando se encontrava com as pessoas nos níveis em que elas viviam. Ele ia até lá para chamá-las a subir de nível. Nós amamos de fato as pessoas quando vemos a sua fome e sede terrível, mas as convidamos a contribuir, mostrando a elas que elas também têm uma missão integral e de importância vital.
 
Eu perdi o meu casamento, em parte, porque me converti. Eu abandonei o meu trabalho como advogada porque me converti. Não sei se perdi amigos, mas posso ter perdido certa proximidade com certos amigos. Que o catolicismo seja constantemente mal interpretado, incompreendido, caluniado, desprezado, eu posso aceitar. O que me incomoda é que as pessoas vejam o catolicismo como uma excentricidade sem sentido.
 
Logo depois que Obama foi eleito, uma amiga minha, que se derretia toda por ele, me perguntou: “Você também adora o Obama, não adora?”. Eu respondi: “Bom, ele parece uma pessoa legal, mas eu não morro de amores pelo fato de ele apoiar pesquisas com células estaminais embrionárias. E aposto com você que não vai melhorar nada para os pobres, aposto que ele vai começar uma ou duas guerras e aposto que, daqui a um ano, muita gente vai começar a odiá-lo”. Ela retrucou: “Poxa, isso é só coisa do seu catolicismo”. Eu quase pulei da cadeira. “Coisa do meu catolicismo?! O meu catolicismo é a minha vida! O meu catolicismo é o ar que eu respiro!”.
 
Foi por causa do meu catolicismo que eu não votei em Obama nem em Romney. Domingo passado, no Los Angeles Times, eu li que, desde 1995, o Pentágono distribuiu 5,1 bilhões de dólares em equipamentos militares excedentes para os departamentos de polícia dos Estados Unidos: fuzis, veículos blindados resistentes a minas, helicópteros.

Li sobre Mohamedou Ould Slahi, preso em Guantánamo, que, embora nunca tenha sido acusado de crime algum, está sob custódia dos Estados Unidos desde 2001. Ele escreveu um livro de memórias que fala, entre outras coisas, da tortura que sofreu em nossas mãos.
Li também, recentemente, a resenha de um livro chamado “The Invisible Soldiers: How America Outsourced Our Security” [“Os soldados invisíveis: como os EUA terceirizaram a sua segurança”], de Ann Hagedorn, e soube que “metade dos 16 mil funcionários que trabalham para a Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá desde a retirada das tropas norte-americanas são contratados”, que gastamos bilhões de dólares com mercenários e que, de acordo com um executivo da Blackwater, o ex-SEAL Erik Prince, “o exército dos EUA não é grande o suficiente para fazer frente a todas as exigências de uma missão ampla, cara e complexa como a guerra do Iraque”.
 
Então, por que criticar justamente o catolicismo?
 
O sistema inteiro sob o qual vivemos é muito, muito afastado de Cristo. Pode não haver respostas, mas nós temos que fazer pelo menos as perguntas. A nossa inteligência, como católicos, não pode deixar de notar a violência satânica e cheia de segredos terríveis que é perpetrada pelo nosso governo! Não podemos esperar, por exemplo, que um país que gasta mais dinheiro com exército e armas do que todas as outras nações do mundo juntas vá se preocupar seriamente com as crianças que ainda não nasceram.
 
Eu, particularmente, não quero ficar alienada. Como seguidora de Cristo, eu quero lutar pelo bem das pessoas. O que me preocupa é que o simples fato de expressar opiniões como esta me faça perder amigos católicos.
 
Diante de tudo isso, não podemos esquecer que a ressurreição não é apenas um final feliz. A ressurreição é um final surpreendente. 

 
Heather King
 
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* A Bíblia tornou-me um Católico! testemunho do ex pastor Paul Whitcomb. http://blog.comshalom.org/carmadelio/42701-biblia-tornou-um-catolico-testemunho-de-paul-whitcomb http://blog.comshalom.org/carmadelio/42701-biblia-tornou-um-catolico-testemunho-de-paul-whitcomb#comments Mon, 01 Sep 2014 08:05:30 +0000 Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=42701 DSCN05451

Um dos muitos Protestantes que finalmente descobriram esta verdade foi um homem chamado Paul Whitcomb. 

Paul Whitcomb era um ministro Protestante cujos intensos estudos das Sagradas Escrituras o fizeram aceitar a Igreja Católica como a única verdadeira Igreja edificada na Bíblia. Isso é explicado em um folheto já esgotado chamado A Bíblia me Tornou um Católico. 

O Sr. Whitcomb estudou as Escrituras através do método “interpretação por correlação”. 
 
O método funciona da seguinte maneira. Ele focava em determinada frase das Escrituras, como por exemplo “Filho de Deus”, e procurava nas Escrituras cada vez que aquela frase era usada, a fim de encontrar a verdade Bíblica do significado daquela frase. 
 
Quando usou esta interpretação por correlação para a palavra “Igreja”, foi levado a uma descoberta inesperada (resumida aqui em quatro pontos). 
 
1) Sua primeira descoberta, disse, foi de que a “Igreja” na Bíblia era definida como “um corpo” – e não somente um corpo humano, mas um Corpo Divino – o Corpo Místico do Próprio Cristo. 
 
“Ele é também a Cabeça daquele corpo que é a Igreja” (Colossenses 1,1
 
“Ora, vocês são o corpo de Cristo e membros dele cada qual por sua parte” (I Coríntios 12,27) 
 
“Pois somos membros do seu corpo” (Efésios 5,30) 
 
2) O Sr. Whitcomb também descobriu que esta Igreja não era um corpo desmembrado, mas sim um corpo unificado. 
 
“Haverá um só rebanho e um só pastor” (João 10,16) 
 
“Eu lhes dei a Glória que me destes, para que eles sejam um, assim como nós somos um” (João 17,22). 
 
“Há um só corpo e um só espírito, como também uma só esperança… um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo” (Efésios 4:4-5). 
 
O Sr. Whitcomb percebeu claramente que este corpo – a Igreja – era constituído como único: único em membros, único em crença, único em adoração, e único em governança. 
 
3) Então ele percebeu que esta Igreja deve ser uma Igreja de ensinamentos. E não apenas isso, mas uma Igreja de ensinamentos infalíveis: 
 
“De Deus recebi todo o poder no céu e na terra. Portanto vão e façam de todos os povos discípulos meus, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar o que eu ordenei” (Mateus 28,18-20). 
 
4) Percebeu que Nosso Senhor pedia a divina proteção para aquela autoridade que ensinava: 
 
“Eu lhes disse estas coisas enquanto permaneço com vocês. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar-lhes em Meu nome, ele lhes ensinará todas as coisas e lhes recordará tudo o que eu lhes disse. Quando vier o Paráclito, que eu lhes enviarei da parte do Pai, ele dará testemunho de mim, porque desde o princípio estão comigo” (João 14,25-26 – 15,26-27) 
 
Leu também em I Timóteo 3,15:
 
“Enquanto lhe escrevo isso …que você saiba como se comportar na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”.
 
Após ler tudo isso, ele notou: “Eu estava perturbado pela descoberta dessa verdade Bíblica … pois [como Protestante] não era membro de uma Igreja que ensina, muito menos de uma Igreja que ensina a verdade infalível”. 
 
Pois essa “igreja” nem existe no sistema Protestante. 
 
O Sr. Whitcomb continua: 
 
“A Igreja da qual eu era membro, como todas as outras igrejas Protestantes, ao contrário, mantinha que a Bíblia é a única distribuidora e garantia da verdade divinamente autorizada, que se alguém será salvo ele deverá aprender através da Bíblia o que deve fazer para ser salvo. De acordo com a crença Protestante, a única responsabilidade da Igreja é garantir aos “salvos”, aqueles que professam Cristo como Senhor e Salvador, um lugar onde possam se reunir na ‘comunhão da oração’”. 
 
“Isso, apesar do fato de que nos primeiros quatrocentos anos não havia uma bíblia Cristã publicada; 
 
“Apesar do fato de que nos próximos mil anos até a invenção da imprensa escrita, havia pouquíssimas Bíblias; 
 
“Isso apesar do fato de que aqueles que fizeram da Bíblia sua única regra de Fé inventaram centenas de regras de fé conflitantes; 
 
“Isso apesar do fato de que a própria Bíblia afirma que muitos que a interpretam privadamente (II Pedro 3,16) a interpretarão erroneamente”. 
 
Para encurtar a história, O Sr. Whitcomb explicou que a única “Igreja” que se encaixava na descrição de “Igreja” encontrada na Bíblia, era a Igreja Católica. (Ele também percebeu que a Bíblia não diz tudo, como João 21,25 nos diz “há muitas outras coisas que Jesus fez e que, se fossem escritas uma por uma, creio que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que seriam escritos”
 
Foi a Igreja Católica, segura em sua infalível autoridade outorgada por Nosso Senhor que nos deu a Bíblia, e é somente pela autoridade da Igreja Católica que sabemos com certeza que a Bíblia é a verdadeira palavra de Deus. Foi por isso que Santo Agostinho, no século quarto falou: “Eu não acreditaria nos Evangelhos, caso a autoridade da Igreja Católica não me movesse a fazê-lo” (C. ep. Man. 5,6; cf. C. Faustum 28,2).
 
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* Um apelo dramático. Carta das Irmãs Dominicanas do Iraque. http://blog.comshalom.org/carmadelio/42709-um-apelo-dramatico-carta-das-irmas-dominicanas-iraque http://blog.comshalom.org/carmadelio/42709-um-apelo-dramatico-carta-das-irmas-dominicanas-iraque#comments Sun, 31 Aug 2014 08:12:24 +0000 Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=42709 iraq-church

Estamos sendo perseguidos por causa da nossa religião. Nenhum de nós jamais pensou que iríamos viver em campos de refugiados por causa disso. É difícil acreditar que isso esteja acontecendo no século XXI.

Assim escrevem as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Siena em uma carta onde descrevem a situação dos cristãos refugiados no norte do Iraque. O texto foi publicado na página do Facebook, Help for the Iraqi Dominican Sisters, 23-08-2014. 

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23 de agosto de 2014

Queridos,

Continuamos a compartilhar com vocês a nossa luta diária, esperando que o nosso grito alcance o mundo. Somos como o cego de Jericó (Mc 10, 46-52), que não tinha outro modo de expressar-se, mas a sua voz, clamando a Jesus por misericórdia. Embora algumas pessoas tivessem ignorado sua voz, outras ouviram-na e lhe ajudaram. Contamos com as pessoas que irão ouvir!

Entramos na terceira semana de desocupação. As coisas estão andando muito devagar em termos de fornecimento de abrigo, alimentação e necessidades para o povo. Ainda há pessoas vivendo nas ruas. Ainda não há acampamentos organizados em volta das escolas que são usadas ​​como centros de refugiados. Um edifício inacabado de três andares também tem sido usado como um centro de refugiados. Por razões de privacidade, as famílias fizeram quartos usando lonas de plástico fornecidas pela agência de refugiados das Nações Unidas nesses edifícios inacabados. Estes locais parecem estábulos.

Todos nós nos perguntamos, tem um fim à vista? Estamos agradecidos por todos os esforços feitos para fornecer ajuda às pessoas desalojadas. No entanto, por favor, notem que o fornecimento de comida e abrigo não é a única coisa essencial de que precisamos. Nosso problema é muito maior. Estamos falando de duas minorias (cristãos eiazidis) que perderam suas terras, suas casas, seus pertences, seus empregos, seu dinheiro; alguns foram separados de suas famílias e entes queridos, e todos são perseguidos por causa da sua religião.

Nossos líderes religiosos estão fazendo o máximo para resolver o problema. Eles se reuniram com líderes políticos, com o presidente do Iraque e do Curdistão, mas as iniciativas e ações desses líderes políticos são muito lentas e modestas. Na verdade, todas as reuniões políticas não levaram a nada. Até agora, nenhuma decisão foi tomada sobre a atual situação das minorias refugiadas. Por esta razão, a confiança nos líderes políticos diminuiu, se é que ela ainda existe. As pessoas não conseguem mais tolerar. É um fardo muito pesado. Ontem, um jovem expressou que ele preferia morrer a viver sem dignidade. As pessoas sentem que a sua dignidade lhes foi extirpada. Estamos sendo perseguidos por causa da nossa religião. Nenhum de nós jamais pensou que iríamos viver em campos de refugiados por causa disso.

É difícil acreditar que isso esteja acontecendo no século XXI. Gostaríamos de saber o que está acontecendo exatamente. É um outro plano ou acordo para subdividir o Iraque? Se isso é verdade, por quem e por quê? Por que os eventos da divisão do Oriente Médio, que aconteceram em 1916, estão se repetindo agora? Naquele tempo era uma questão política e inocentes pagaram por isso. É evidente que há pessoas pecaminosamente astutas dividindo oIraque, agora. Em 1916, perdemos sete de nossas irmãs, muitos cristãos morreram, e muitos outros se dispersaram. É apenas por acaso que novamente enfrentamos essa divisão ou ela é deliberada?

No entanto, a luta não é só nos campos de refugiados. O que aconteceu em nossas cidades cristãs, que foram evacuadas, é ainda pior. O Estado Islâmico (IS) forçou a saída de suas casas de todos aqueles que não deixassem suas cidades até a noite de 6 de agosto. Ontem, setenta e duas pessoas foram expulsas de Karakosh. No entanto, nem todos eles chegaram; aqueles que chegaram ontem à noite estavam em condições miseráveis. Eles tiveram que atravessar o rio Al-Khazi (um afluente do Grande Zab) a pé porque a ponte havia sido destruída. Ainda há um bom número do outro lado da margem do rio. Não sabemos quando eles vão conseguir chegar a Erbil. Depende da situação e das negociações entre os curdos e o Estado Islâmico. Algumas pessoas foram buscar os idosos e aqueles incapazes de andar. Uma de nossas irmãs foi buscar seus pais, e contou sua história. Outra mulher disse que ela foi separada de seu marido e dos filhos, e ela não sabe mais nada deles; eles estão, provavelmente, entre aqueles que estão no outro lado do rio, ou eles podem estar entre os reféns tomados pelo Estado Islâmico. Além disso, uma menina de três anos de idade foi pega do colo de sua mãe e não se tem notícias dela. Não sabemos por que o IS está expulsando as pessoas de Karakosh, mas temos ouvido de quem acabou de chegar que os militantes do IS estão levando barris para Karakosh e os conteúdos são desconhecidos.

Além disso, sabemos de quatro famílias cristãs que estão presas em Sinjar há mais de três semanas; eles provavelmente estão ficando sem comida e água. Se eles não receberem ajuda, vão morrer lá. No momento, não há nenhum contato com eles, e não há nenhuma maneira de negociar com o IS.

Quanto à nossa comunidade, sabemos que o nosso convento em Tel Kaif está sendo usado como uma sede doEstado Islâmico. Além disso, sabemos que eles entraram em nosso convento de Karakosh. Aqueles que chegaram recentemente disseram que todas as imagens, ícones e estátuas foram destruídas. Cruzes foram retiradas do topo das igrejas e substituídas pelas bandeiras do IS. Isso não acontece somente em Karakosh e em Tel Kaif. EmBaqofa, uma de nossas irmãs ficou sabendo que a situação estava calma, então ela voltou com algumas poucas pessoas para buscar remédios. Ela encontrou o convento todo revirado; tudo foi aberto e todas as coisas espalhadas pelas peças. Na hora em que entraram no convento, três bombas atingiram a cidade. Eles sairam imediatamente.

Além do que está acontecendo com os cristãos, ontem, sexta-feira, dia 22, um homem-bomba xiita e homens armados atacaram a mesquita sunita de Abou Mussab em uma vila que está sob o controle do governo iraquiano na província de Diyala, deixando 68 mortos. É de partir o coração saber que pessoas estão sendo mortas enquanto estão rezando. Em termos da mídia e da liberação de notícias, esse massacre tem ofuscado o que está acontecendo com os cristãos na planície de Nínive. Temos medo de que nossa luta se torne apenas o nosso próprio problema e não tenha um impacto a mais no mundo.

Por fim, temos a dizer que as pessoas estão perdendo a paciência. Elas sentem falta de tudo de suas cidades de origem: as igrejas, os sinos das igrejas, suas ruas e seus bairros. É penoso para elas ouvirem que suas casas foram saqueadas. Embora eles amem suas cidades, a maioria das pessoas já está pensando em deixar o país para que possam viver com dignidade e ter um futuro para seus filhos. É difícil ter esperança no Iraque ou confiar na liderança do país.

Por favor, lembrem-se de nós em suas orações.

Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Siena - Iraque

P.S. Por favor, compartilhe a carta com outras pessoas. Deixe o mundo ouvir o grito dos pobres e inocentes.

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* Falta de bebês pode levar metade das cidades japonesas à extinção. http://blog.comshalom.org/carmadelio/42713-falta-de-bebes-pode-levar-metade-das-cidades-japonesas-extincao http://blog.comshalom.org/carmadelio/42713-falta-de-bebes-pode-levar-metade-das-cidades-japonesas-extincao#comments Sat, 30 Aug 2014 08:26:28 +0000 Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=42713 Idosos-praticando-esporte-Foto-Kyodo-630x441

É verão e a cidade praiana de Onjuku, na província de Chiba, está lotada de turistas. A população local, que beira os 7,5 mil moradores, mais do que dobra nos meses de julho e agosto, auge da estação mais quente no Japão.

 Mas Isamu Yoshida, 65, proprietário de uma loja de empanados fritos, não se entusiasma com as vendas, apesar de não ter concorrência.

 “Não posso reclamar das vendas no verão. Porém, no restante do ano, praticamente fico no vermelho”, conta à BBC Brasil o comerciante, que toca a pequena e antiga loja aberta pelos pais há mais de 50 anos.

 Localizada a cerca de duas horas de trem da capital japonesa, Onjuku sofre de um problema comum a quase metade das cidades, distritos e povoados japoneses: a queda constante e crônica da população, que pode levar inclusive estes municípios à extinção.

 “É triste ver a cidade definhando aos poucos”, lamentou Yoshida. “Todo mês vemos no jornal local que o número de mortes é sempre maior do que o de nascimentos”, contou.

 Segundo estatística do governo japonês, a população de Onjuku diminui em média 0,5% ao ano. Em 1995, a população era de 8.129 pessoas. Em 2013, caiu para 7.632.

 Se continuar neste ritmo, em 50 anos a população local será pouco mais de 2,5 mil pessoas.

 Dificuldades

Segundo o relatório de uma subcomissão do Conselho de Política do Japão, quase metade dos municípios de todo o país poderá ter dificuldades para continuar operando normalmente até 2040.

 O estudo deu especial atenção à população de mulheres com idade de 20 a 39 anos, pois elas são consideradas um fator-chave que irá determinar o futuro da população japonesa.

 O grupo, liderado pelo ex-ministro de Assuntos Internos, Hiroya Masuda, definiu cidades, vilas e aldeias cujas populações provavelmente diminuirão em pelo menos 50% ao longo do período 2010-2040.

 Pesquisadores da comissão explicaram à BBC Brasil que a estimativa foi feita com base em várias estatísticas do Instituto Nacional de População e Pesquisa da Segurança Social.

 No total, 896 municípios, ou 49,8% do total do país, foram indicados como locais que podem desaparecer.

 O relatório também alertou que 523 localidades cujas populações estão abaixo de 10 mil moradores – o que representa cerca de 30% do total – têm uma alta propensão a “quebrar” já nas próximas décadas, a menos que medidas eficazes sejam tomadas.

BBC Brasil

 

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* Católicos na Índia recordam a necessidade do vinho para a Eucaristia ante a proibição estatal. http://blog.comshalom.org/carmadelio/42759-catolicos-na-india-recordam-necessidade-vinho-para-eucaristia-ante-proibicao-estatal http://blog.comshalom.org/carmadelio/42759-catolicos-na-india-recordam-necessidade-vinho-para-eucaristia-ante-proibicao-estatal#comments Sat, 30 Aug 2014 08:15:40 +0000 Carmadélio http://blog.comshalom.org/carmadelio/?p=42759 Chalice280814

Igreja Católica na Índia expressou a sua preocupação depois do anúncio feito pelo governo do estado de Kerala (Índia), sobre o seu projeto de proibir as bebidas alcoólicas em um lapso de 10 anos e que afetaria o uso do vinho nas Missas. Na região, a presença cristã é de aproximadamente 20 por cento da população.

O Arcebispo de Verapoly, Dom Francis Kallarackal indicou que os católicos na região precisam de uma exceção especial à norma, enquanto outros habitantes não católicos propõem substituir o vinho por outro elemento, não se pode sequer “pensar em uma Santa Eucaristia sem pão e vinho”.

Conforme a agência UCA News, o Arcebispo assegurou que não se pode realizar mudanças na essência do sacramento da Eucaristia, e assinalou que este “permanecerá sem mudanças até o fim do mundo”.

Enquanto alguns grupos hindus tentaram impor a proibição governamental sobre a Igreja, o Pe. Paul Thelakkat, da Igreja Católica Siro Malabar em Kerala, assinalou que “cada fé tem as suas tradições e práticas. O uso de vinho na Eucaristia é uma prática universal. Seu uso é mínimo e está baseado na fé”.

A Igreja conta com 23 licenças especiais para produzir vinho, segundo as quais este não se pode comercializar.

O estado de Kerala tem o maior índice de consumo de álcool na Índia, com 8,3 litros per capita ao ano. A média do país é de quatro litros per capita.

Segundo a norma estatal, a partir do dia 1º de abril de 2015 só os hotéis poderão vender álcool.

A Instrução Geral do Missal Romano é clara em indicar que “o vinho para a celebração eucarística deve ser ‘do produto da videira’ natural e puro, ou seja, não misturado com substâncias estranhas”.

Ao mesmo tempo, assinala que o vinho deve conservar-se com esmero para garantir a sua qualidade no momento da celebração, pois se transformará no Sangue de Cristo.

ACI

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