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Milhares de jovens de todo o mundo conviverão por todo o país antes da JMJ
Madrid não é o único sítio implicado no acolhimento de jovens de todo o mundo; todas as partes da Espanha estão a preparar-se para ele. Nos dias anteriores à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 11 a 15 de Agosto de 2011, muitas localidades espanholas oferecerão aos jovens de fora de Espanha a possibilidade de passar um tempo de convívio com outros jovens, em preparação para a JMJ.
Pode dizer-se que a Jornada Mundial transformará cada recanto da Espanha numa pequena Babel, acolhendo jovens de todos os países dos cinco continentes: França, Bielorrússia, Malawi, Nigéria, Estados Unidos da América, Argentina, Qatar, Nova Zelândia, … Citamos apenas alguns exemplos: Valência acolherá 30.000 jovens; Toledo, Santiago e Barcelona, 10.000; Cádiz, San Sebastián e Córdoba, 6.000.
O plano para estes dias varia de uma zona para a outra, mas todos integram atividades culturais, visitas históricas, momentos de festa e também tempos de oração e celebração nos santuários e lugares de peregrinação que formam parte da identidade religiosa local. Por outro lado, é oferecido alojamento gratuito em colégios, centros paroquiais, pavilhões poliesportivos e casas particulares.
Com a inscrição na JMJ de Madrid pode-se escolher participar neste programa, denominado “Dias nas Dioceses”, no qual já estão inscritos 130.000 jovens. Calcula-se que participarão aproximadamente 300.000 jovens (50% dos participantes na JMJ provenientes de fora de Espanha).
Esta iniciativa começou em 1997, com a JMJ em Paris. Foi um êxito total e foi implantado nas outras JMJ como uma forma de conseguir que todo um país acolha jovens do mundo e, também, animar os jovens do país a participar na JMJ.
Ninguém sem saber o que é uma JMJ
Desde Abril de 2010, a Cruz da Jornada Mundial da Juventude está a peregrinar por toda a geografia espanhola e está a ser uma ocasião de ouro para dar a conhecer a JMJ. Neste mês a cruz visitou Ávila, província que acolherá na semana anterior à JMJ mais de 6.000 jovens de 16 países (Argentina, França, Coréia do Sul, Estados Unidos da América, Filipinas, Nicarágua, Congo…). Já está delineado o programa desses dias: itinerários em torno da figura de Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz (dois dos padroeiros da JMJ e nascidos na cidade) e outras manifestações das suas tradições populares como “rondas” ou “seguidillas”.

Por outro lado, para que ninguém fique sem saber o que é uma JMJ, foram criadas equipas de seis voluntários que irão a cada fim-de-semana a uma localidade da província. Encontros informativos, colagem de cartazes nas lojas e até… jogos de futebol! O objetivo é que todos os jovens possam saber o que é uma JMJ e participar nela no próximo Verão. Pretende-se, também, dar a conhecer a toda a sociedade para que os jovens não fiquem apenas nos poliesportivos, mas também entre as famílias de Ávila.
Pamplona também é uma das cidades mais ativas na difusão da Jornada Mundial e nos dias prévios de acolhimento. A Cruz esteve ali no mês passado: as ruas foram cortadas e mais de mil jovens saíram para a rua. Tudo isto foi possível graças aos cem voluntários que colaboraram com a organização e a ordem dos acontecimentos. “Foram uns dias intensos que valeram a pena. A passagem de uma Cruz vazia à primeira vista, mas cheia de histórias, tantas como as pessoas que dela se acercaram foi, realmente, uma preparação crucial para a sociedade de Pamplona com vista à JMJ!” disse Rafa González, um dos jovens que viveu a passagem da Cruz na capital Navarra.
Aumentam os patrocinadores e se abrem a pequenas doações.
Empresas de todos os tipos continuam se unindo à lista de patrocinadores da Jornada Mundial da Juventude 2011, que será realizada em Madri. Ao mesmo tempo, os organizadores abriram novas possibilidades de contribuir para o evento, com pequenos donativos.
O financiamento da Jornada está baseado em dois grandes pilares: as contribuições dos participantes e as ajudas de empresas e particulares.
Os participantes da JMJ reunirão dois terços do custo do evento, enquanto as empresas patrocinadoras e as doações de particulares cobrirão o restante.
Patrocínios
A editora francesa Magnificat fornecerá 600 mil exemplares do livro das cerimônias da JMJ em 5 idiomas. Nas mochilas do peregrino também será incluído meio milhão de terços doados pela associação norte-americana Family Rosary, de Quito, Equador.
A Editora São Paulo editará os CD’s do hino da JMJ. Sua contribuição também permitirá distribuir 15 mil discos nos próximos meses.
Os organizadores informaram, em coletiva de imprensa na última sexta-feira, sobre outros dois importantes patrocínios, o da Ibéria, que colabora com os preços especiais para os participantes e Bankinter, que cobriu os gastos da programação do site oficial da JMJ (www.madrid11.com). Neste mesmo site está sendo publicada a lista atualizada de todos os patrocinadores.
Por outro lado, foi constituído o Comitê de apoio à JMJ de Madri, formado pelas três administrações públicas que estão na capital: governo central, regional e municipal.
Na quinta-feira passada, no Ministério da Presidência, reuniu-se o consórcio que será encarregado da execução do plano econômico para a JMJ.
O consórcio, chamado Comitê de Apoio à Jornada Mundial da Juventude, também certificará de que os investimentos das empresas patrocinadoras da JMJ se ajustem aos objetivos previstos.
No Comitê participam a Administração Geral do Estado – por meio do Ministério da Presidência e Ministério de Economia e Fazenda -, a Comunidade de Madri e a Câmara Municipal de Madri. O arcebispado de Madri, entidade organizadora da JMJ, também faz parte.
Donativos
A Jornada Mundial da Juventude lançou na sexta-feira passada o site www.muchasgracias.info, através do qual as pessoas podem fazer doações particulares.
Com um clique, os doadores escolhem o destino de suas contribuições: enfeites para as cerimônias religiosas, transporte para portadores de deficiência, ajuda a jovens de países pobres e outras 50 opções.
O site está disponível em dois idiomas: inglês e espanhol. Borja Ezcurra, diretor de Patrocínios da Jornada, destacou que “não é importante que apenas ajudem a JMJ, mas também que se sintam parte dela”.
O novo site se une aos SMS solidários, que começaram no último mês de agosto; através deles, é possível doar 1,20 € ao Fundo de Solidariedade da JMJ, destinado à ajudas aos jovens de países menos favorecidos.
Para difundir esta iniciativa, foi lançada uma campanha em meios de comunicação e internet. Para Gabriel González-Andrío, diretor de Marketing da JMJ Madri 2010, “pretendemos que as pessoas da rua colaborem com a Jornada na medida das possibilidades de cada um”.
Fernando Giménez Barriocanal, diretor financeiro da Jornada, descreveu o modelo pelo qual é regido o financiamento do evento: “O objetivo é gastar o menos possível e investir o necessário, além de conseguir uma economia máxima em todos os custos”.
Giménez Barriocanal destacou que o sistema de contratação dos fornecedores “é realizado com a máxima transparência, mediante o sistema de concurso público”.
“O mundo só dá água salgada”
“A mensagem era para mim, falava-me a mim, não importava que estivesse no meio de milhares de pessoas. As suas palavras eram para mim, era o próprio Jesus a dizer-me: ‘Ânimo, é verdade, estou vivo e te entendo e Eu ajudo-te’”
Linda participou num encontro de jovens com João Paulo II e, desde então, não pôde deixar de participar neles. 1995 marcou a sua vida após a participação com 18 anos no Ágora de Loreto, um encontro dos jovens com o Papa.
Linda nasceu na Nicarágua e trabalha, além de outros lugares, na Universidade Centro-Americana como professora. Encontra-se desejosa de deslocar-se a Madrid para participar na JMJ em 2011. Tem vontade de repetir a experiência mais uma vez.
Recorda com carinho a primeira vez que esteve próximo de João Paulo II, um momento que mudou a sua vida: “Podia-se respirar no ar a presença de Cristo. Nunca o esquecerei. O Papa existia, era real e além disso entendia os meus problemas e medos, como por exemplo as provas por que passava no meu primeiro ano de universidade tentando viver como a Igreja ensinava”.
Uma das coisas que mais lhe chamou a atenção foi que se sentia interpelada pessoalmente: “A mensagem era para mim, falava-me a mim, não importava que estivesse no meio de milhares de pessoas. As suas palavras eram para mim, era o próprio Jesus a dizer-me: ‘Ânimo, é verdade, estou vivo e te entendo e Eu ajudo-te’”, relata.
De regresso à Nicarágua depois da experiência, esta jovem pensava continuamente na melhor forma de dar a vida por Cristo. Um ano mais tarde, foi escolhida como catequista de adultos na sua paróquia, o que implicou em muitas ocasiões não assistir a festas ou ir de viagem com os seus amigos. “Mas valeu a pena escolher Cristo” porque foi muito o que recebeu da parte da Igreja. Daí que marcasse como meta assistir a todas as JMJ possíveis e, mesmo tendo grandes dificuldades para financiar as viagens – naquela altura era uma estudante sem condições econômicas – obteve o milagre.
Em 1997 assistiu à JMJ de Paris, em 2002 à de Toronto e em 2005 acorreu a Colônia. “Cada vez que se aproximava uma Jornada da Juventude pedia a Nossa Senhora que me permitisse participar naquela que é a maior festa da juventude”, relata Linda.
Cada uma destas Jornadas renovou a sua fé. Linda utiliza a comparação da lâmpada que necessita do azeite para se manter acesa. “O azeite que recolhi em França para a minha lâmpada, deu-me forças para sustentar a minha castidade num momento crítico da minha vida porque consegui terminar com uma relação que não tinha futuro, ainda se eu me negava a vê-lo. Dois meses depois da peregrinação, a relação terminou e estou convencida que foi para o meu bem e que o Senhor se encarregou de tudo”.
Por outro lado, “o azeite que recebi na Alemanha deu-me forças para bendizer a Deus quando a minha mãe morreu, um ano depois. Custou-me muito entender que tudo terminara de um dia para o outro; custou-me entender ainda mais a morte do meu pai dois anos depois… mas bendigo a Deus porque me dei conta que me quer livre e sem amarras, mesmo que doa muito”, explica a jovem Linda.
“Cada Jornada é um encontro com Jesus Cristo Ressuscitado que me renova a fé, que me fala do seu Amor por mim. Eu descobri em cada uma delas um pouco mais das minhas debilidades e a força de Jesus Cristo que perdoa os meus pecados e me oferece água viva e azeite para a minha lâmpada. Necessito encher a minha lâmpada de azeite e tomar dessa água que sacia porque no mundo só encontro água salgada, que unicamente serve para ser cuspida”, conta Linda emocionada.
No entanto, certa tristeza a invade ao pensar que, por problemas de saúde, talvez não possa deslocar-se a Madrid. “Será feita a vontade de Deus; os milagres são dele”, confirma esperançada a nicaraguense.
Cruz das Jornadas se despede de Portugal rumo ao Santuário de Lourdes
A Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude concluiu a sua peregrinação em território português, sendo recebida em Lisboa antes de ser entregue a responsáveis da pastoral juvenil de Madrid, depois de uma peregrinação por 16 dioceses nacionais. A próxima parada da Cruz será o Santuário Mariano de Lourdes, na França.
O padre Carlos Gonçalves, diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Lisboa (SDPJL), que acompanha esta entrega, considera que foi “uma aposta ganha, já que havia muitos jovens que nunca tinha estado junto à Cruz, nem sabiam o que era”.
“Tratou-se assim, de uma grande publicidade para as Jornadas Mundiais da Juventude”, completa o sacerdote diretor do SDPJL. Milhares de pessoas puderam ver, tocar e rezar junto da Cruz, durante os dias em que ela percorreu o país assinala a agência Ecclesia em sua nota de imprensa.

O padre Carlos Gonçalves espera agora que o símbolo tenha servido para “despertar o dinamismo da Pastoral Juvenil”. A Cruz poderá ter contribuído para uma ligação maior à Igreja, por parte de muitos jovens que andam afastados. Depois, “as histórias pessoais que cada um tem com Deus ditarão o resto” refere o sacerdote à Agência Ecclesia do episcopado português.
O símbolo agora vai continuar a sua peregrinação europeia, convocando jovens para a Jornada Mundial da Juventude 2011, que se irá realizar entre 16 e 21 de Agosto, na capital espanhola.
A Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) procurou motivar a participação no próximo encontro mundial dos jovens, dado que esta e o ícone mariano, o mais importante de Roma, são os objetos materiais que melhor recordam esta iniciativa do falecido Papa João Paulo, continuada por Bento XVI que em Madrid terá sua vigésima quarta edição.
O padre Pablo Lima, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), defendeu, a respeito desta peregrinação, que “num tempo em que, na Europa, as pessoas querem esconder o cristianismo e pretendem retirar os crucifixos dos espaços públicos, é uma sadia provocação que esta Cruz, de dimensões tão generosas, esteja a atravessar os caminhos de Portugal”.
O próximo ponto de paragem para a Cruz das Jornadas será o Santuário de Lourdes, em França.
Açorianos acolhem Cruz dos Jovens pela primeira vez
A Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude foi recebida nos Açores com cânticos, palmas e muita fé, por centenas de pessoas.
Desde que foi dado aos jovens, pelo Papa João Paulo II, em 1984, para ser transportada e anunciada pelo mundo, foi a primeira vez que a Cruz visitou solo açoriano.
A cerimônia de acolhimento, no dia 18, realizou-se no aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, contando com a presença do bispo de Angra, D. António Braga. A Cruz foi recebida ao som dos cânticos de um grupo de jovens, que representava as diversas paróquias da Ilha de São Miguel.
Para D. António Braga, trata-se de “um acontecimento especial, fruto de um grande empenho do departamento nacional da pastoral juvenil e também do secretariado dos Açores”.
O prelado aproveita a ocasião para agradecer “a disponibilidade da Força Aérea Portuguesa, que apesar das dificuldades do momento, trouxe a Cruz para a ilha”.
Mesmo não tendo sido possível levar o símbolo a todas as ilhas, o bispo mostra-se bastante satisfeito com a adesão da população.
Centenas de pessoas puderam ver e tocar a Cruz dos Jovens, durante o percurso a pé, entre a Rotunda da Autonomia e a Igreja Matriz de S. Miguel. Ali, o símbolo foi acolhido com palmas e muito entusiasmo, antes da realização de uma celebração eucarística e de adoração, que se prolongou pela noite dentro.
O programa da recepção à “Cruz Peregrina”, já no dia 19, incluiu passagens por diversas instituições religiosas e lugares de culto da ilha, como o Lar da Mãe de Deus e o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres.
A Cruz dos Jovens despede-se dos Açores, na noite de dia 19, com uma eucaristia no Mosteiro de Nossa Senhora das Mercês, casa das Irmãs Clarissas. Depois da cerimônia de “Exaltação da Cruz”, ela será entregue a um grupo de jovens franceses, para ser levada para o Santuário de Lourdes.
Ano após ano, a Cruz visita um país, numa passagem que serve de convite aos jovens para participarem nas Jornadas Mundiais da Juventude, que têm lugar de três em três anos. É a segunda vez que ela passa por Portugal, depois de ter cá estado em 2003.
Quanto àquilo que a Cruz deixa, para a pastoral açoriana, D. António Braga defende que o símbolo “é um apelo, uma interpelação, no sentido de todos construirmos um futuro e vermos os jovens com empenhamento na Igreja e na sociedade”.
No próximo ano, a cidade de Madrid acolhe a Jornada Mundial da Juventude, em Agosto. O bispo de Angra já começa a ver os jovens a organizarem-se,”sobretudo nas ilhas maiores, para terem fundos e algumas ajudas, da parte das entidades oficiais, para poderem participar”.
Esta visita de dois dias ao arquipélago dos Açores é o ponto final da passagem da Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude pelo nosso país. Uma peregrinação que teve início no dia 8, quando jovens portugueses, de todas as dioceses, foram buscar o símbolo a Santiago de Compostela.
Cruz da JMJ em Lisboa, oportunidade de comunhão.
Símbolo que mobiliza para a Jornada de Madri reuniu centenas de jovens
Lisboa foi um dos destinos, nesta semana, da passagem da Cruz da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) por Portugal.
Centenas de jovens passaram pela igreja de Nossa Senhora de Fátima, nessa terça-feira, a partir das 15h. A missa celebrada às 21h30 congregou cerca de 500 fiéis.
Segundo informa Agência Ecclesia, o encontro, dirigido especialmente aos jovens das dioceses de Lisboa e Setúbal, começou com a procissão e entronização da cruz, à luz de velas.
Seguiu-se um tempo de adoração durante o qual os fiéis ajoelharam em frente da representação da crucificação de Jesus, tocando-a com as mãos e a fronte.
Os momentos de silêncio foram pontuados com cânticos, passagem de vídeos sobre as JMJ e leitura de textos alusivos ao tema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”, que marcará o próximo encontro mundial da juventude católica, entre 16 e 21 de agosto de 2011, em Madri.
O padre Carlos Gonçalves, diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Lisboa, definiu o momento como “uma oportunidade de comunhão com muitas pessoas, que em tantos anos, também contactaram com a Cruz”, algo que dá aos jovens “uma perspectiva diferente do que é ser Igreja”.
Este símbolo, aparentemente de morte, é na verdade “um sinal de ressurreição e de vida, que nos desarma”, considera o sacerdote, acrescentando que “diante da Cruz, há pessoas que mudam a sua vida”.


















