A cabana

ChegaACabana às telas do cinema o filme “A Cabana”, baseado no livro best-seller de mesmo nome do escritor Willian P. Young, e muitos estão criticando ou adorando a produção. Afinal, vale a pena assistir ou não?

Sinopse: Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Tempos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde receberá uma lição de vida.

ATENÇÃO! CONTÉM SPOILERS!

Até aí não há problema algum, mas a questão é que esta “lição de vida” que consta na sinopse é, na verdade, um encontro deste homem atormentado com Deus. Não se trata de uma personificação caricata de Deus como realizada em filmes como “Todo Poderoso”, mas a apresentação da Santíssima Trindade (Heresia do Sabelianismo) e a discussão sobre diversos pontos teológicos. E é aqui onde o livro e a produção derrapam… e derrapam feio!

O primeiro ponto a ser colocado é: não é um filme católico. E ainda que se apresente como um filme de temática cristã, pelos diversos erros teológicos, não o enquadraria como um filme religioso, no máximo um filme com muita religiosidade (até porque vemos no enredo que Deus seria contra as religiões). 

É importante que o leitor esteja atento, porque o fato do filme não ser católico, traz consigo heranças da Heresia do Protestantismo e principalmente do Jansenismo. Também contém aspectos da Heresia do Modernismo, que defende que Deus não pode ser reconhecido por critérios objetivos racionais, mas apenas pelo sentimento subjetivo do homem.

O enredo é a tentativa de Deus em se apresentar ao homem atormentado (Mack), curar suas feridas e estabelecer com ele um relacionamento. Ficando apenas nestes pontos (porque da parte teológica falaremos mais adiante), os momentos entre Deus e o homem chegam a ser poéticos, que podem nos levar a questionar a nossa relação com a Santíssima Trindade, a forma como muitas vezes queremos conduzir as nossas vidas sem qualquer auxílio de Deus, como O culpamos quando as coisas dão erradas, entre tantas outras situações.

Ao mesmo tempo, temos pontos que chamaram a atenção e muitos criaram confusão e outros que podem passar despercebidos que são realmente danosos aos desatentos, principalmente em termos de Heresias cristológicas, tão amplamente combatidas durante diversos Concílios e pelo Magistério da Igreja como um todo.

No filme Deus Pai é vivido por uma mulher, a ótima atriz Octavia Spencer. O fato de ser uma “negra, mulher e gorda” foi alvo de muitas reclamações. No filme ficou bem claro que Deus usa a imagem desta mulher para facilitar o acesso a Mack que, quando criança, teve sérios problemas com seu pai que bebia muito e espancava a sua mãe e a ele também, por isso preferiu não “aparecer” como um pai. Quando seu pai o espancava, ele recebia carinho e atenção de uma mulher da cidade, que foi a mesma usada por Deus para se aproximar do homem atormentado. Não se trata de uma apresentação de que Deus é mulher, até porque em determinado momento do filme Deus Pai toma a figura de homem quando entende ser necessário. Portanto, é uma discussão desnecessária neste aspecto.

Encontraram um ator judeu com a pele morena e barba para fazer o papel de Jesus. É interessante este cuidado na produção de buscar uma figura que poderia se parecer etnicamente com o Filho de Deus encarnado.

Já o Espírito Santo, no filme chamado de Sarayu, é protagonizado por uma atriz oriental que aparece em muitos momentos com um brilho em sua volta, com a intenção de indicar que é um espírito. Uma apresentação fraca desta pessoa da Santíssima Trindade, não por ser uma mulher, mas porque, nem de longe lembra O Consolador e Inflamador das almas.

Quanto aos erros teológicos, vamos falar de alguns mais gritantes entre vários apresentados no filme (no livro há mais coisas e algumas estão diferentes das colocadas aqui, mas nos limitaremos ao filme):

1. Humanidade de Cristo (Heresia do: Ebionismo, Apolinarianismo, Arianismo, Nestorianismo): no filme Jesus é retratado como humano, apenas humano. Ora, “o acontecimento único e absolutamente singular da Encarnação do Filho de Deus não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que seja o resultado de uma mistura confusa do divino com o humano. Ele fez-Se verdadeiro homem, permanecendo verdadeiro Deus. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Esta verdade da fé, teve a Igreja de a defender e clarificar no decurso dos primeiros séculos, perante heresias que a falsificavam.” (CIC 464).

2. Pecado: no filme Deus não pune o pecado porque este já é uma punição. O Catecismo da Igreja Católica nos ensina e deixa bem claro que uma das penas do pecado é a privação vida eterna (CIC 1472) e condenação ao inferno, o que no filme deixa a entender que Deus não conseguiria condenar o homem ao inferno em razão de seu amor de Pai.

3. O Pai foi crucificado com o Filho (Heresia dos Euquitas e do Patripassianismo): outro grande erro. Apenas Jesus Cristo foi crucificado. Mesmo que o Pai tenha sofrido ao ver seu Filho tratado como foi, não foi pregado junto com Ele.

4. Cristo não quis religião: Jesus nasceu judeu, viveu como judeu e morreu como tal, assim como disse claramente que não se fez homem para abolir a Lei, mas para dar pleno cumprimento a ela (Mt 5, 17), além de que diz textualmente que Pedro será a pedra em que edificará a sua Igreja (Mt 16, 18). O filme tenta relativizar estes conceitos para fazer acreditar que Jesus não queria criar uma religião, o que também não é verdade.

5. O homem foi criado para ser amado: outro erro, pois sabemos que o homem foi criado para amar primeiro a Deus e depois ao próximo como a si mesmo. Não foi criado para ser amado, mas “para servir e amar a Deus” (CIC 358).

Os conceitos apresentados no filme podem criar uma grande confusão na cabeça dos desavisados, ao mesmo tempo em que poderá reforçar alguma ideia errada já existente.

Mesmo com a bela mensagem de que Deus nos ama e quer curar nossas feridas, o filme cai no mesmo erro criado pelo autor do livro em tentar destruir as religiões e criar um deus que não existe e propagar mentiras com cara de Teologia e estas têm um nome específico: heresia. Por isso, cuidado! Nem tudo que parece bom, realmente é.

RUIM

Ficha técnica:

Gênero: Drama.
Direção: Stuart Hazeldine.
Roteiro: John Fusco, William Paul Young.
Elenco: Amélie Eve, Aviv Alush, Carolyn Adair, Carson Reaume, Chris Britton, Derek Hamilton, Emily Holmes, Gage Munroe, Graham Greene, Jordyn Ashley Olson, Kathryn Kirkpatrick, Lane Edwards, Megan Charpentier, Nels Lennarson, Octavia Spencer, P.E. Ingraham, Radha Mitchell, Ryan Robbins, Sam Worthington, Sumire Matsubara.
Produção: Brad Cummings, Gil Netter.
Trilha Sonora: Aaron Zigman.
Duração: 132 min.
Ano: 2016.
País: Estados Unidos.
Distribuidora: Paris Filmes.
Estúdio: Summit Entertainment / Zucker/Netter Productions.
Classificação: 12 anos.

Trailer

38 thoughts on “A cabana

  1. Muito bem explicada essa resenha… Eu li o livro antes de me tornar definitivamente católico – eu era sincrético, relativista e gnóstico – e realmente te remete à religiosidade, porém não me serviu de parâmetro… Pelo contrário, me afastei mais ainda da religião. Reforçou ainda mais meu pensamento sincrético-relativista e achava religião uma perfeita forma de lavagem cerebral.

    Muitos anos vivendo com esse pensamento por causa parte da família e parte desse livro. Busquei muitas alternativas para justificar minha fé, no campo também da Logosofia entre outras vertentes que dizem coisas contrárias das Palavras de Deus quando não reconhecem que somos feitos para amar, louvar e glorificar Nosso Senhor Jesus Cristo e amar o próximo como Ele nos ordenou. Tantas religiões tentam se aproximar do Divino, mas permitem que a essência da alma seja mergulhada no amor de Cristo.

    Minha conversão teve o amor de Maria me apresentando o seu Filho… E hoje sou apaixonado por Jesus Cristo, por Maria… Sou apaixonado também pela Igreja de Cristo, onde Ele é a cabeça e faço parte do corpo dEle.

    Não assisti o filme ainda… Nem sei após essa resenha de convém, mas tenham certeza que explicou a maior parte da história do livro… Sou a prova viva que o livro me influenciou positiva e negativamente: Me remeteu conhecer a Santíssima Trindade, mas me afastou da Igreja de Cristo que é Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana.

  2. Errata:
    Onde se lê: “mas permitem que a essência da alma seja mergulhada no amor de Cristo”
    Substituir por: “mas NÃO permitem que a essência da alma seja mergulhada no amor de Cristo”

  3. Quando li o livro, já de cara percebi que tinha outros desejos o autor… e um deles era realmente ignorar as religiões. Quando pesquisei na internet vi que criaram grupos como se fossem religiões em todo mundo, dos seguidores do livro.

    Eles falavam mal das religiões e diziam que se encontravam ali. E era como se o autor virasse o “guru”. E as pessoas seguiam aqueles ensinamentos….

    Achei muito estranho aquilo.

    Agora minha filha de 16 anos está louca pra assistir. E por causa do livro e das segundas, terceiras, quartas… intenções q percebi nele, eu não senti interesse de ver o filme.

    Mas ela insisti, e tenho medo exatamente do filme acabar confundindo-a ainda mais.

    • Fátima, sinceramente: não convém. Mostre-a a resenha e todos os comentários. Sua filha, independente da idade, deve ouvir os bons conselhos dos pais. Se ela tem um discernimento católico e firmeza na religião instituída por Cristo (Cristianismo) não abalará… Pode balançar se não tiver firmeza como aconteceu comigo. Se fosse comigo: não permitiria. Em última hipótese eu acompanharia ela explicando, baseando-se nessa resenha, algumas cenas que aparecerão. Aí é uma forma de matar a curiosidade dela e ao mesmo tempo catequisá-la.

      Boas sugestões de filmes: São Pio de Pietrelcina, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Faustina, São João Paulo II, O Grande Milagre, Terra de Maria… Tudo no YouTube e/ou Netflix.

      Paz e Bem!

  4. Gente, Deus quis dizer que sentiu a dor de Jesus ao ser crucificado, obvio que ele não foi crucificado junto, mas sentiu o que o filho sentiu, ele nunca o abandonou, mas como todos sabemos e como foi dito no filme, o mal existe.
    E sobre a religião, todos nos sabemos tudo oq a religião nos trouxe, o seu mal uso trouxe ao lingo dos tempos muita dor e sofrimento, por muitas das vezes pregar questões equivocadas, lembram da inquisição?! Acho que Deus, Jesus, são muito mais que isso, são muito mais que religiao.

    • Raphaela, antes de escrever o texto eu pensei muito sobre a situação da mensagem, mas ao mesmo tempo me lembrei da passagem do Evangelho de Mateus 7, 15: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.”

      De fato há uma bela mensagem de um Deus que nos busca e quer curar nossas feridas, o que inclusive foi colocado no texto, mas não há como deixar passar os erros gritantes que já existiam o livro e vieram para o filme. A preocupação do Projeções de Fé é a de mostrar os acertos e erros dos filmes dentro de uma visão católica, baseados na doutrina da Igreja, e neste caso os erros gritam muito mais forte que os acertos, e os danos podem ser verificados no primeiro comentário feito pelo Alessandro de Araújo Silva, onde ele diz claramente que após ler o livro ele se afastou da Igreja Católica.

      A intenção do autor do livro era de atacar as religiões diante de uma interpretação errada da Sagrada Escritura, e pelo jeito conseguiu iludir a muitos. Portanto, ainda que a mensagem seja bonita, vemos claramente que existe um veneno que está escondido.

      Sobre a Inquisição, recomendo um estudo melhor sobre o assunto. Há muita falsa informação correndo por aí.

      • Não vi o filme, mas pela sua resenha pude ver quão grande é a nossa capacidade em ver pontos negativos e entrelinhas obscuras nas coisas.É uma obra fictícia, com linguagem poética.Gosto quando as coisas são questionadas mas não entendi quando coloca “Uma apresentação fraca desta pessoa da Santíssima Trindade, não por ser uma mulher, mas porque, nem de longe lembra O Consolador e Inflamador das almas.”-Se sente a Santissima Trintade não tem como recriá-la em telas de cinema.E quando mostra Jesus longe de religiões não se colocar pessoas contra religiões e sim afirmar o que Cristo nos afirmou em seus ensinametos Jesus nos mostra como sermos melhores e não como ser um Judeu, o Próprio questionou as pessoas de sua religião se elas estavam seguindo os caminhos do Seu Pai ou estavam apenas seguindo regras religiosas, não sou contra a Igreja, frequento sempre que posso e sinto que o Padre da minha igreja é um enviado de Deus, suas palvras sempre são uma benção, mas se olharmos para todo histórico atual devemos meditar se não é preciso uma avaliação das religiões e que rumo estao tomando.Ainda vi outro ponto que não concordei com seu pensamento, quando fala que:” outro erro, pois sabemos que o homem foi criado para amar primeiro a Deus e depois ao próximo como a si mesmo. Não foi criado para ser amado, mas “para servir e amar a Deus” (CIC 358).”Sim devemos amar e servir a Deus, mas nossos nascemos sim para sermos amados por Deus e sua infinita misericórdia.Eu sinto o amor de Deus!!!

        • Ligia, o que fizemos foram apontar as hereias constantes no filme. Concorde ou não com o texto, elas existem.

          O Código de Direito Canônico explica bem o que são heresias:

          “Diz-se heresia a negação pertinaz, depois de recebido o baptismo, de alguma verdade que se deve crer com fé divina e católica” (Cf. Cân. 751)

          Cremos que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja criada por Cristo, isso é uma verdade de fé, conforme documento do Concílio Vaticano II:

          “A única Igreja de Cristo (…) é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)… Esta Igreja(…) subsiste na Igreja católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG 8)

          A partir do momento em que o autor do livro defende que Cristo não criou nenhuma igreja (não só no livro e depois no filme, mas em entrevistas em confirmou sua posição), é uma heresia, sendo esta um das várias que apontamos.

          Não é ter uma visão negativa, mas cumprir com o nosso papel diante do o Papa Pio XII determinou:

          (…) Ao julgar do conteúdo e da apresentação dum filme, inspirem-se os revisores nas normas por Nós expostas nos Discursos mencionados sobre o “filme ideal”, e em particular nas que dizem respeito aos assuntos religiosos, à apresentação do mal, e ao respeito devido ao homem, à família e à santidade desta, a Igreja e à sociedade civil.

          Deverão recordar-se também que um dos fins principais da classificação moral é esclarecer a opinião pública e educá-la no respeito e apreço dos valores morais; sem estes não se pode ter nem verdadeira cultura nem civilização. Seria portanto reprovável qualquer indulgência com os filmes que, apresentando embora valores técnicos, ofendem a ordem moral, ou, respeitando na aparência os bons costumes, contêm elementos contrários à fé católica.

          Indicando claramente quais os filmes lícitos para todos, quais os reservados a adultos, e quais os prejudiciais ou positivamente maus, os juízos morais permitirão a cada um escolher os espetáculos de que há-de sair “mais alegre, mais livre e, no íntimo, melhor do que ao entrar”. E permitirão ainda evitar aqueles filmes que poderiam danificar a alma, dano agravado ainda pela responsabilidade tanto de favorecer as produções más como de dar escândalo com a própria assistência. (…)

          Muito útil será nesta matéria a ação do crítico cinematográfico católico. Não deixará de insistir nos valores morais, tendo na devida conta os juízos que lhe permitirão com segurança evitar o perigo de cair num deplorável relativismo moral ou de confundir a jerarquia dos valores.

          Seria também lastimoso que os jornais e revistas católicas, ao falarem dos espetáculos, não informassem sobre o valor moral dos mesmos. (…)”

          (Papa Pio XII – Encíclica “Miranda Prorsus” – http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_08091957_miranda-prorsus.html)

          Ser católico é seguir a Cristo e a sua Igreja. Ao se relativizar esta verdade de fé fica claro que o autor do livro cumpriu com o seu objetivo, infelizmente.

          • sabelianismo: negava o dogma da Santíssima Trindade, afirmando haver uma única substância ou pessoa em Deus.

            Todas as outras heresias apresentadas eu vi que realmente estão no filme, menos o sabelianismo. Não me pareceu que exista essa heresia.

            O texto menciona essa heresia, mas o filme e o livro mostra a Santíssima trindade em três pessoas, que é um dogma da nossa fé: um único Deus em três pessoas.

            Alguém pode me esclarecer o que quiseram dizer com a referência a essa heresia?

            Como no filme eles representam a Santíssima trindade em três pessoas não consegui ver o sabelianismo.

      • Foi necessário à Igreja combater o Patripassionismo, que é exatamente isso que eles reforçam no livro/filme, a heresia defendia que Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo eram uma só pessoa (negava a Trindade) e Deus Pai é que teria sofrido a paixão “transformado” em Jesus. Temos que tomar muito cuidado, eu não levaria uma adolescente para assistir este filme.

    • Concordo plenamente!!!
      Eles estão mostrando no filme que o Espirito Santo, Deus e Jesus são a nossa religião e que devemos segui-los, independente de qual você está, você crendo e os seguindo é o que importa.
      Gostei do filme.
      (Cada um vê da sua forma, a minha foi essa).

    • Foi necessário à Igreja combater o Patripassionismo, que é exatamente isso que eles reforçam no livro/filme, a heresia defendia que Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo eram uma só pessoa (negava a Trindade) e Deus Pai é que teria sofrido a paixão “transformado” em Jesus. Temos que tomar muito cuidado, eu não levaria uma adolescente para assistir este filme.

  5. Acho que o livro tanto o filme querem mostrar o grande amor que Deus sente por nós…deixamos a religião um pouco de lado e se concentramos no amor que Deus tem com a gente é tão maravilhoso pensa que Deus pode ser tão próximo dá gente como um amigo íntimo aquele que nos entende pois quando lemos a Bíblia tem capítulo que deixa medo acreditar num Deus que pode nos dá colo é maravilhoso pensa em chega tão perto dele é divino não é? Pois é isso mente aberta Deus é um só e Jesus é uma parte dele pois é o pai. Pecado seria uma história linda com mensagem de amor incondicional deixa passa .

    • Olá Adriana. Antes de escrever o texto eu pensei muito sobre a situação da mensagem, mas ao mesmo tempo me lembrei da passagem do Evangelho de Mateus 7, 15: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.”

      De fato há uma bela mensagem de um Deus que nos busca e quer curar nossas feridas, o que inclusive foi colocado no texto, mas não há como deixar passar os erros gritantes que já existiam o livro e vieram para o filme. A preocupação do Projeções de Fé é a de mostrar os acertos e erros dos filmes dentro de uma visão católica, baseados na doutrina da Igreja, e neste caso os erros gritam muito mais forte que os acertos, e os danos podem ser verificados no primeiro comentário feito pelo Alessandro de Araújo Silva, onde ele diz claramente que após ler o livro ele se afastou da Igreja Católica.

      Portanto, ainda que a mensagem seja bonita, vemos claramente que existe um veneno que está escondido.

  6. Ph,
    seu comentário tem certa razão quando diz que “Deus, Jesus, são muito mais que religião”.
    Mas, se vc aprofundar no estudo da Bíblia com honestidade, verá que Cristo fundou uma igreja, sob o apóstolo Pedro, o primeiro “chefe” da Igreja fundada por Cristo.
    Seguindo todos os seus sucessores, chegará no papa Francisco.
    Portanto, Jesus não só não aboliu ou negou a necessidade de religião, e sim trouxe a sua religião através das igreja por Ele fundada.
    Aliás, religião é precisamente isso, “religar” o ser humano com Deus.
    E isso é uma necessidade do ser humano, desde sempre, quando nossos ancestrais cultuavam vários “deuses”.

  7. Pois é… agora o chato é vermos que este filme está sendo divulgado em emissoras católica, inclusive com sorteio de ingressos aos ouvintes. Além disso é fácil encontrar esse livro em várias livrarias católicas, inclusive nas mais conhecidas. Aliás, as livrarias católicas há muito tempo já vendem produtos questionáveis quanto a fé católica. Minutos de Sabedoria, CDs de nova era, etc. Como católico sinto-me envergonhado com essas coisas. Parabéns a vocês pela abordagem a este assunto. Shalom!

  8. Bom dia. A paz. Apenas no que tange à afirmação de que “o homem não foi criado pra ser amado, mas para amar e servir a Deus”, embora fundado em ensinamento catequético, não exclui a igual verdade de que o homem é criado pra ser amado, já que criado, antes do mais, pelo Amor e por Amor, além do fato de que “Ele nos amou por primeiro” e somente a partir da experiência desse amor, somente com esse amor recebido é que eu posso amar na dimensão do “como eu vos amei”. Não li o livro e nem vi o filme, mas me a tenho aqui ao comentário sobre o filme, especialmente nesse ponto.

  9. Discordo em relação ao item 2 “Pecado”. Deus realmente não condena seus filhos ao inferno; é o próprio homem que se condena por livre escolha (CIC 1033).

  10. Não assisti o filme, nem li o livro, mas se realmente é o que tem graves erros, só que o seu texto tem explicações mais graves ainda inspirado em achismo humano, nada a ver com a bíblia.

  11. 1) Existe um momento no filme em que as três pessoas da Trindade se referem a si mesmo ao mesmo tempo como “EU SOU”, que é o nome pelo qual Deus se apresenta a Moisés na sarça ardente. Então, o filme apresenta Jesus como Deus também.

    2) O filme em nenhum momento diz que Deus não pune o pecado. O foco da história é a restauração de Mack e sua relação com Deus. No filme é dito que Deus, e somente Ele, lida com cada pessoa.

    3) Entendi que o filme ilustra que o Pai não abandonou o Filho no sofrimento da cruz, mas que estava junto com ele. Entretanto, as marcas nos pulsos, que no meu entendimento representam visualmente ao público este sofrimento, realmente podem dar margem à interpretação de que o Pai foi crucificado.

    4) Acho que houve um equivoco na compreensão de que o filme é contra religião. Primeiro porque a ênfase dada na história é de que devemos procurar ter um relacionamento íntimo com o verdadeiro Deus e muitas religiões que existem nos afastam dele, não é verdade? Além disso, se o filme fosse contra qualquer tipo de religião, no final não mostrariam o personagem feliz com sua família numa igreja (símbolo da religião), mas provavelmente em casa no dia a dia e todos felizes.

    5) Sim, o homem foi criado para amar a Deus e ao próximo como a ti mesmo. Mas o homem TAMBÉM foi criado para ser amado, por Deus e pelos homens. Afinal, a palavra de Deus diz que “DEUS AMOU O MUNDO de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que Nele crer, não pereça mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Além disso, se somos chamados para amar o próximo, o próximo foi feito para ser amado.

    • Vamos lá, ponto por ponto.

      1. Realmente existe este momento, mas também o filme vem a colocar que Jesus seria diferente porque ele é humano, algo que na mesma linha adota pelo livro, que inclusive chegou a dizer que Jesus era um ser humano limitado que não tinha poder para curar ninguém. Portanto, um erro.

      2. Realmente o foco é a relação entre Deus e Mack, mas ao dizer que não pune o pecado porque este já é uma punição, é o mesmo que dizer que Deus não exercerá a sua justiça quando for o momento de cada um. Conforme está em Hb 12,6, “O Senhor corrige quem Ele ama e castiga quem aceita como filho”, e o filme (sendo o livro mais ainda) coloca que Deus não pune o pecado.

      3. A Santíssima Trindade são 3 pessoas em 1. A unidade não anula a individualidade de cada um. Essa tentativa de demonstração de que estavam participando do sofrimento de Cristo na cruz está errada, pois somente Ele foi crucificado, sendo que ao Pai e ao Espírito Santo a participação no mistério da Paixão foi de formas diferentes.

      4. Sobre religião, deixo aqui as palavras do próprio autor do livro em que se baseia o filme:

      Acredita que há um exercício de poder inerente às religiões? Sim, a religião em si é maligna. As mulheres, por exemplo, sofrem terríveis abusos por conta dos sistemas religiosos. Cria-se um sistema de poder que demanda dinheiro dos fiéis para manter a máquina em funcionamento, além de separar quem é realmente espiritualizado de quem não é. A maioria das guerras foi fundamentada em princípios religiosos. Isso já é um indício de que há algo errado com a ideologia religiosa. Jesus Cristo não veio à Terra para criar uma nova religião, sua missão foi destruir o pensamento religioso para incentivar os relacionamentos humanos. É isso que eu quero fazer com meus livros.
      (http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/8216-quero-ser-como-jesus-cristo-8217-diz-autor-de-8216-a-cabana-8217/)

      Sim, o filme, assim como o livro, quer destruir as religiões. E pelos comentários que vieram aqui e que vi em tantos outros locais, está conseguindo.

      5. Ser amado é consequência, não finalidade da criação. Isso está claro no Catecismo da Igreja. O primeiro e o segundo mandamentos dizem que o homem deve amar, o ser amado é consequência.

  12. Penso ser sim muito grave, a imagem de Deus Pai e do Espírito Santo como mulher, pois quer tirar de Deus a figura paterna e dar às mulheres um papel de protagonismo, que Deus não quis que fosse delas tanto no lar, quando conduzindo a Sua Igreja. A mulher não é menos importante que o homen, Deus os fez igual mas os deu papéis diferentes e quando fogem desta ordem natural e perfeita, surgem os desvios que podemos encontrar na sociedade de hoje.

    • Isso é um outro ponto de vista interessante que devemos considerar. Entendi a intenção do filme em considerar a pedagogia de Deus em se mostrar primeiro como mulher a esse homem devido aos problemas que este tinha com seu pai. Resolvendo essa questão mais pra frente se apresentando como homem. Mas realmente tem razão ao considerar isso, ainda mais nos dias de hoje, com tantas campanhas “feministas” contrárias a Criação de Deus.

  13. Quem escreveu isso não entendeu o filme.

    Deus quis dizer que sentiu a dor de Jesus ao ser crucificado, obvio que ele não foi crucificado junto, mas sentiu o que o filho sentiu, ele nunca o abandonou, mas como todos sabemos e como foi dito no filme, o mal existe.
    E sobre a religião, todos nos sabemos tudo oq a religião nos trouxe, o seu mal uso trouxe ao lingo dos tempos muita dor e sofrimento, por muitas das vezes pregar questões equivocadas, lembram da inquisição?! Acho que Deus, Jesus, são muito mais que isso, são muito mais que religião [2].

    • Diego, o que fizemos foram apontar as hereias constantes no filme. Concorde ou não com o texto, elas existem.

      O Código de Direito Canônico explica bem o que são heresias:

      “Diz-se heresia a negação pertinaz, depois de recebido o baptismo, de alguma verdade que se deve crer com fé divina e católica” (Cf. Cân. 751)

      Cremos que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja criada por Cristo, isso é uma verdade de fé, conforme documento do Concílio Vaticano II:

      “A única Igreja de Cristo (…) é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)… Esta Igreja(…) subsiste na Igreja católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG 8)

      A partir do momento em que o autor do livro defende que Cristo não criou nenhuma igreja (não só no livro e depois no filme, mas em entrevistas em confirmou sua posição), é uma heresia, sendo esta um das várias que apontamos.

      Não é ter uma visão negativa, mas cumprir com o nosso papel diante do o Papa Pio XII determinou:

      (…) Ao julgar do conteúdo e da apresentação dum filme, inspirem-se os revisores nas normas por Nós expostas nos Discursos mencionados sobre o “filme ideal”, e em particular nas que dizem respeito aos assuntos religiosos, à apresentação do mal, e ao respeito devido ao homem, à família e à santidade desta, a Igreja e à sociedade civil.

      Deverão recordar-se também que um dos fins principais da classificação moral é esclarecer a opinião pública e educá-la no respeito e apreço dos valores morais; sem estes não se pode ter nem verdadeira cultura nem civilização. Seria portanto reprovável qualquer indulgência com os filmes que, apresentando embora valores técnicos, ofendem a ordem moral, ou, respeitando na aparência os bons costumes, contêm elementos contrários à fé católica.

      Indicando claramente quais os filmes lícitos para todos, quais os reservados a adultos, e quais os prejudiciais ou positivamente maus, os juízos morais permitirão a cada um escolher os espetáculos de que há-de sair “mais alegre, mais livre e, no íntimo, melhor do que ao entrar”. E permitirão ainda evitar aqueles filmes que poderiam danificar a alma, dano agravado ainda pela responsabilidade tanto de favorecer as produções más como de dar escândalo com a própria assistência. (…)

      Muito útil será nesta matéria a ação do crítico cinematográfico católico. Não deixará de insistir nos valores morais, tendo na devida conta os juízos que lhe permitirão com segurança evitar o perigo de cair num deplorável relativismo moral ou de confundir a jerarquia dos valores.

      Seria também lastimoso que os jornais e revistas católicas, ao falarem dos espetáculos, não informassem sobre o valor moral dos mesmos. (…)”

      (Papa Pio XII – Encíclica “Miranda Prorsus” – http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_08091957_miranda-prorsus.html)

      Ser católico é seguir a Cristo e a sua Igreja. Ao se relativizar esta verdade de fé fica claro que o autor do livro cumpriu com o seu objetivo, infelizmente.

  14. Primeiro… A pessoa não lê o livro, não tem gabarito para questionar… Todo livro transformado em filme peca em algum aspecto.
    Por que citar partes do livro de catequese???? Quer dizer que só os católicos serão salvos????
    Está na Bíblia que não devemos adorar imagens, como explicar os santos????
    Não acredito em religião certa. Acredito em servir a Deus e pensar no próximo. Não vi o filme, mas o livro é uma lição de vida!!!!
    A pessoa não sabe o que é liberdade literária???
    O livro de forma alguma pretende exaltar essa ou aquela religião e sim o perdão…. O amor a Deus e ao próximo!!!!
    Deprimente essa crítica…..

    • Catia, não li o livro e falei apenas do filme. Se precisar ler o livro para entender o filme, melhor nem filmar. De qualquer forma, ficção ou não, liberdade literária ou não, existem heresias no seu conteúdo e temos o dever de apontar. Você pode não concordar com o texto, um direito seu, mas ele não está errado.

  15. O filme é simplesmente lindo. Assistam e tirem suas próprias conclusões. Impossível que não extraia algum de bom da mensagem q a história transmite . Lembrando que é uma ficção, não vamos esperar uma tradução do que encontramos na Bíblia pois , não vamos..
    Mas é super emocionante, indico pra qualquer pessoa.Amei.

  16. Não acho que é um filme recomendado para nenhuma religião, é um filme recomendo para nossa sociedade, onde o ódio, a vingança ( vide história do tatuador ), tanta guerra, tanto se defende a pena de morte… Nunca vi um filme ou nada trabalhar essa questão do perdão e não julgar pq a outra pessoa é um “monstro” por causa de outra coisa que ela sofreu.. E acho isso totalmente válido!!! Smp nos colocamos como certos para julgar as atitudes de alguém, mas não sabemos o que a levaram a isso… Nesse ponto achei o filme perfeito! E não sou menos católica por isso.. Na verdade, um pessoa pouco entendida de qlq religião não para pra pensar nas passagens bíblicas ( pq ela não conhece, certo?), ela entendi facilmente que o filme quer pregar o amor, o perdão e não julgar!!!!

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