Blood Money – uma análise do filme

“Há dois tipos de pessoas que trabalham em clínicas de aborto: os que estão lá por um longo tempo – aqueles que o coração acabou endurecido – e os que ficam por três ou quatro meses, e que não aguentam mais isso e precisam ir embora”.

Depoimento de Kathy Sparks, ex-provedora de aborto

BloodMoneyPor fazer parte do movimento Pró-Vida nos Estados Unidos participo de ações como o “40 Days For Life”, que consiste em ir rezar (por 40 dias) na porta das clínicas de aborto. Em uma dessas vezes, enquanto rezava o terço, uma mulher parou para conversar comigo (e nos tornamos amigas!). Ela me contou ter feito um aborto quando tinha 19 anos. Ela era solteira, estudava e estava assustada; então o namorado a levou até a clínica de aborto. Ela me contou que imediatamente sentiu o peso do que tinha feito; saiu da clínica chorando e até hoje, 20 anos depois, pensa nessa criança todos os dias.

O documentário, escrito e dirigido por David Kyle, examina a trajetória do aborto nos Estados Unidos, a invenção da Planned Parenthood, o caso Roe versus Wade, a negação de quando começa a vida pela movimento pró-aborto e histórias de mulheres que, como esta americana que conheci, passaram pelo aborto.

Apesar do movimento pró-aborto apresentar-se como defensor da mulher, na realidade, não passa de um negócio altamente lucrativo. A propaganda abortista é indiferente aos efeitos devastadores que o aborto causa na mulher e ainda tenta abafar o testemunho de profunda dor que essas mulheres dão. O real interesse dos que trabalham com o aborto é a exorbitante rentabilidade (muito deste dinheiro não é declarado e foge às regulações fiscais) e isto faz com que a barbárie continue.

Narrado por Alveda King, sobrinha de Martin Luther King, o filme chama a atenção para o chamado “Genocídio Negro” nos Estados Unidos. Uma vez que Margaret Sanger, fundadora da Planned Parenthood, era racista e eugenista e pretendia, através do aborto, diminuir a população negra (ao instalar clínicas e promover o aborto em áreas de maioria negra).

“BloodMoney: Aborto Legalizado” expõe a verdadeira agenda por detrás da indústria que terminou com a vida de mais de 50 milhões de bebês em todos os estágios de gestação (apesar de um bebe já ser viável aos 7 meses; o aborto nos Estados Unidos é legal em qualquer momento, mesmo aos 9 meses).

O depoimento de várias mulheres que abortaram revelam sequelas físicas, psicológicas e espirituais que estas carregam pela vida toda; experiências que frontalmente contradizem os argumentos (enganosos) em que se apoiam a propaganda abortista.

O filme apresenta também entrevistas com ex-funcionários de clínicas de aborto e líderes pró-vida (como Padre Frank Pavone, Joe Scheidler e outros) e dos contínuos esforços para salvar a vida de bebês.

Importante dizer que não há nenhuma cena de aborto na produção. Esse aviso serve para aqueles que não gostam de ver tais imagens (que realmente são chocantes). Portanto, não deixe de ver este filme no cinema, e de preferência no dia da estreia.

Comentários da Andréia Medrado:

O que penso é que o filme é de extrema importância, de fato. Ele tenta ser neutro, realmente, deixando (tentando) de lado a questão religiosa e dando ênfase à questão científica e do direito natural. Eu gostei do filme, sim. Mas penso sempre que é muito bom denunciar a cultura de morte de todos os seus lados. Claro que o filme nos abre portas imensas, talvez nunca imaginadas por nós nesses tempos tão sombrios. Blood Money, embora seja um filme que denuncie a indústria sangrenta do dinheiro mal ganho, ainda é pouco para o que se precisa denunciar. A questão financeira (embora pareça o cerne da situação, é apenas um dos males.

Penso que seja como uma abertura, uma introdução, de fato, a levar as pessoas às verdadeiras causas da cultura de morte. Assistindo ao filme, foi bom perceber a consciência e (também uma estratégia) do diretor, que, ao colocar também a mãe que aborta como uma vítima do aborto, desbanca os argumentos dos pro-choice, quando estes dizem que os pro-life defendem só a vida do bebê e não se importam com as mães. Aliás, um dos argumentos mais ardilosos que eles usam é o de dizerem-se também pro-life. Eles partem do princípio que a única vida em questão seja a da mulher, que tem seu corpo “mutilado” por uma gravidez indesejada!.

Blood Money precisa se amplamente difundido, sim. Ele é o nosso cartão, a nossa porta de entrada, uma vez que chegou ao Brasil num momento tão difícil e importante: Quando o aborto, tal qual em RoexWade, entra no país. É necessário que estejamos dispostos a divulgar e prontos a rebater os argumentos dos que estão se organizando para destruir a família, destruir, de fato, a sociedade da forma que conhecemos. Os valores judaico-cristãos estão em xeque, e o aborto é o segundo grande movimento desses ativistas (o primeiro foi a revolução sexual, prevista e apoiada por Marcuse).

É um excelente documentário, e embora o povo brasileiro não tenha, culturalmente, o costume de assistir a esse gênero cinematográfico, o longa foi feito com tanta dinamicidade (nos depoimentos, com o enredo e a trama de um drama típico americano), que fica fácil assistir. Claro, há um choque com os depoimentos das mães; há uma necessidade de identificação real com as “personagens” reais. E isso transforma o documentário em um candidato a best seller!

O fato de a sobrinha de Martin Luther King narrar a história, mexe com o americano e com os grandes ativistas em prol da liberdade, da igualdade. Ao escolhê-la, também penso ser uma estratégia de David, que quis, embora se trate de um embasamento científico, mexer com a memória sentimental dos espectadores.

Vale a pena ver por vários motivos, mas mais ainda porque pode te dar argumentos para vencermos as militâncias pró-morte, que em nada se parecem com mulheres que abortam. São apenas mensageiros globalistas que pretendem, de vez, destruir a família!

EXCELENTE

Ficha técnica:

Gênero: Documentário
Direção: David K. Kyle
Roteiro: David K. Kyle
Produção: David K. Kyle, John Zipp, Roman Jaquez
Fotografia: Jeff Butler, Roman Jaquez
Montador: Roman Jaquez, Steve Taylor
Trilha Sonora: Eric Genuis, John Wenger, Nathan Kohrs
Duração: 80 min.

Trailer

4 thoughts on “Blood Money – uma análise do filme

  1. DIZER SIM AO ABORTO É MORRER LETALMENTE VÍTIMA DA PRÓPRIA IGNORÂNCIA, NESSE TEMPO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE ONDE A VIDA ESTÁ PRESENTE AO NOSSO ALCANCE NAS MAIS DIVERSIFICADAS FORMAS. ESCOLHAMOS AS LUTAS QUE VALE A PENA LUTAR.

  2. Para mim, a imagem é uma simples imagem! Não me choca! Mas a indiferença que vejo sim em não partilharem um facto, crime, que ocorre como se de monstros se tratasse, já que muitos defendem animais e os seus direitos! Se defendes o direito dos animais e a violência que é exercida sobre eles, partilha, estás no teu direito e dever como HOMEM!

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