La La Land – Cantando Estações

La-La-Land-posterVencedor de sete Globos de Ouro e com 14 indicações ao Oscar, La La Land – Cantando Estações está conquistando o público ao redor do mundo e sendo aclamado pelas críticas.

Tecnicamente, possui uma fotografia deslumbrante e viva, lindos figurinos, uma montagem ritmada, roteiro criativo, uma singela trilha sonora original e boas atuações de Ryan Gosling e Emma Stone. Convenhamos, um filme de Hollywood que fala sobre Hollywood tem tudo para ser o favorito na corrida pelos Prêmios da Academia. Mas não é só isso, por entre as performances musicais e números de dança (ainda que nenhum supere a primeira cena do longa), existe a história por trás.

Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo, enquanto perseguem a fama e o sucesso.

Como de costume, narrativas sobre fama, cinema e artes em Hollywood mostram que a luta de quem deseja entrar para o showbiz não vem sem as grandes frustrações, fracassos e vontade de desistir. O legal é ver a mensagem de perseverança para buscar o que se deseja, sempre com a ajuda de pessoas que nos colocam para cima e nos incentivam a olharmos para o melhor que existe em nós e a superar nossos medos.

A grande problemática do casal protagonista é, no entanto, cada um tentando seguir seu sonho enquanto o outro tenta acompanhar, estar no mesmo patamar; esta é a dinâmica que vai criando os altos e baixos do filme, as “estações”. Traz à tona as dificuldades de um relacionamento normal, onde cada parte quer, ao mesmo tempo, trilhar seus próprios caminhos e fazer o namoro dar certo.

Mas como conseguir isso? O Papa Francisco certa vez disse em encontro com jovens que “o verdadeiro amor leva a queimar a vida, mesmo com o risco de ficar com as mãos vazias. Pensemos em São Francisco: deixou tudo, morreu com as mãos vazias, mas com o coração cheio”. O Pontífice nos traz esta reflexão, que o amor é, de fato, uma escolha! Cabe a nós escolher ou não por ele. Cabe a nós lutar ou não por ele. Namoros, casamentos e até amizades precisam da decisão diária das duas pessoas.

No geral, é um filme nostálgico porque nos remete ao cinema clássico e, ao mesmo tempo, é bastante atual. Apesar das controversas opiniões sobre o final de filme (que, obviamente, não iremos contar aqui), vale a pena ser assistido.

Ficha técnica:

Título original: La La Land.
Ano de produção: 2016.
Direção: Damien Chazelle.
Estreia: 12 de Janeiro de 2017 (Brasil).
Duração: 128 minutos.
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Gênero: Drama, Musical, Romance.
País de Origem: Estados Unidos.

 Trailer:

 

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