O jogo de palavras e a armadilha contra a vida: Concepção ou Concepção?

RATOEIRA CONCEPÇÃO

O Blog Vida sem Dúvida está lançando uma série de pequenos artigos que tem como objetivo desmascarar a desonestidade dos grupos que camuflam suas idéias e intenções em palavras e termos comuns e aparentemente inocentes, mas que escondem significados obscuros e muito perigosos.

Vamos entender melhor. Se por um lado as novas tecnologias trouxeram melhoria para a vida humana, por outro lado são motivo de grandes preocupações éticas e morais. Nem sempre os cientistas se preocupam com a dignidade do ser humano em suas pesquisas. Ademais, instituições e organizações internacionais, motivadas por interesses políticos e financeiros, apoiam essas pesquisas, criam neologismos e empregam termos ambíguos para conseguir seus objetivos. Daí a preocupação em se estabelecer em âmbito internacional códigos de ética a que todas as pesquisas sejam submetidas. Alguns países já estabeleceram seus procedimentos visando assegurar que essas pesquisas se desenvolvam dentro de procedimentos éticos e morais.

A partir do Ano Internacional da Família e das conferências internacionais a partir da Conferência sobre População e Desenvolvimento que aconteceu no do Cairo em 1994, começaram a surgir nos fóruns mundiais e nos parlamentos neologismos, eufemismos expressões com significados duvidosos que, comprometidos com ideologias, contrariam o direito e a ordem naturais.

Assim vamos lançar artigos esclarecendo o verdadeiro significado de expressões como “novos direitos humanos” como o “direito ao aborto”, “direito à contracepção”, “direitos sexuais e reprodutivos”, “direito de decidir”, “identidade de gênero”, “interrupção da gravidez”, “discriminação”, “tortura”, “saúde sexual e reprodutiva”, “gênero” etc.

Neste primeiro artigo vamos ver que nem sempre o termo Concepção significa… Concepção!

É fato cientificamente comprovado de que a vida humana se inicia na concepção, isto é, quando se dá a fecundação, a fusão do espermatozóide com o óvulo. De uma maneira natural, é amplamente conhecido que a fecundação se dá na tuba uterina (trompa). Em seguida, no espaço de 5 a 7 dias o embrião se desloca até o útero e fixa-se no endométrio, o que as ciências biológicas denominam nidação.

Os termos concepção, mulher grávida e gravidez são definidos como idênticos, pois toda mulher que concebeu um filho está grávida, ou seja, deu início à sua gravidez. Neste contexto, é bom esclarecer portanto que as palavras concepção e fecundação são sinônimos! A concepção de um novo ser humano é o resultado do processo de fecundação e assinala o início da gravidez. Alterar o sentido dessas expressões é contrariar um fato universalmente aceito e cientificamente comprovado.

Com o surgimento das técnicas de fecundação artificial, também conhecidos como reprodução assistida, e o aparecimento do aborto químico, o Colégio de Ginecologia e Obstetrícia dos EUA, em 1972, publicou o glossário Obstetric-Gynecologic Terminology. Nesse documento concepção é conceituado como a “implantação do blastocisto”. Segundo essa nova definição, concepção deixou de ser sinônimo de fecundação e passou a ser considerado somente a partir da chegada do embrião ao endométrio, o que absolutamente não se justifica cientificamente, mas apenas reflete o interesse comercial de certos grupos que, não podendo matar uma vida, arbitrariamente alteram o momento e que consideram já haver vida no embrião para justificar seu assassinato.

Posteriormente, em 1995, a FIGO-Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia definia gravidez:

“A Comissão concorda nos seguintes pontos: “a gravidez ocorre só com a implantação do óvulo fecundado”. Segundo essa definição de ‘concepção’ e ‘gravidez’, uma intervenção abortiva interrompe uma gravidez somente após a implantação, o que é um disparate biológico.

Diante disso, surgiram algumas redefinições relativas à gravidez que merecem muito nossa atenção:

A prevenção da gravidez antes da implantação é contracepção e não aborto (Tatum, Connel. “A Decade of Intrauterine Contraception”, pág 186.

“Como era previsível, alguns anti-abortistas declaram que a contracepção de emergência equivale ao aborto […] ainda que a contracepção de emergência agisse exclusivamente para prevenir a implantação do zigoto, não é uma intervenção abortiva […] a gravidez começa com a implantação, não com a fecundação […] a fecundação é condição necessária mas não suficiente para a gravidez” (A. Glazier, “Emergency Postcoital, Contraception, in NEJM (1997)337, 1058-1064.

“A concepção é usada como sinônimo de implantação e não de fecundação” (Trussel, Rodriguez, Ellertson, “New Estimates of the Effectiveness, 1999, 147.

Quando se troca o significado de uma palavra, troca-se a verdade. (John Willks)

Em verdade, são abortivos pré-implantação (são anti-implantação): a pílula do dia seguinte (contracepção de emergência) o DIU (de cobre ou não), a RU-486, sendo que esta última pode acarretar aborto em qualquer fase da gestação. Os injetáveis e as pílulas ditas anticoncepcionais de baixa dosagem (mini e micro) também podem provocar abortos caso falhe sua ação anovulatória. Calcula-se em 20 a 40% a ação abortiva dessas anticoncepcionais.

Portanto, ao ouvir a palavra CONCEPÇÃO quando o assunto tratado é a vida humana, é preciso solicitar o seguinte esclarecimento: Qual concepção? A comprovada pela ciência ou a manipulada pelas fundações?

Para aprofundar o assunto, recomendamos a consulta do LEXICON – Termini ambigui e discussi su famiglia, vita e questioni etiche – Edizione Dehoniane Bologna, 2003.

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