Blog do Carmadélio

* Igreja adverte formalmente contra os enganos da doutrina espírita.

Felipe Aquino

É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz frontalmente a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.

Em 1953, os Bispos do Brasil disseram que o espiritismo é o desvio doutrinário “mais perigoso” para o país, uma vez que “nega não apenas uma ou outra verdade da nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer-se cristão, de modo a deixar, a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível conciliar catolicismo com espiritismo” (Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola, 5ªed, 1995,pag.11).

Muitas passagens da Bíblia comprovam o que está dito acima. A principal delas é a que está no livro do Deuteronômio: “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha [magia negra], nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas…” (Deuteronômio 18,9-13). Essas palavras da Bíblia são muito claras e fortes e não deixam dúvida sobre a proibição “radical” de Deus a todas as formas de ocultismo e busca de poder ou de conhecimento fora da vontade de Deus. E isto é um perigo para a vida cristã, porque “contamina” a alma.

Por “adivinhos” devemos entender todas as formas de se buscar o conhecimento de realidades ocultas, conhecer o futuro, etc. Entre essas práticas estão, entre outras, a invocação dos mortos (necromancia), a leitura das mãos (quiromancia), a astrologia, os búzios, cartomancia, consultas aos cristais, tarôs, numerologia, etc.

Uma verdade bíblica que todo católico precisa saber, é o que disse São Paulo aos coríntios: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou quereis provocar a ira do Senhor”? (1 Cor 10,20´22).

O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:


1 – Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser compreendido e explicado.

2 – Nega a inspiração divina da Bíblia.

3 – Nega o milagre.

4 – Nega a autoridade do Magistério da Igreja.

5 – Nega a infalibilidade do Papa.

6 – Nega a instituição divina da Igreja.

7 – Nega a suficiência da Revelação.

8 – Nega o mistério da Santíssima Trindade.

9 – Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.

10 – Nega a liberdade de Deus.

11 – Nega a criação a partir do nada.

12 – Nega a criação da alma humana por Deus.

13 – Nega a criação do corpo humano.

14 – Nega a união substancial entre o corpo e a alma.

15 – Nega a espiritualidade da alma.

16 – Nega a unidade do gênero humano.

17 – Nega a existência dos anjos.

18 – Nega a existência dos demônios.

19 – Nega a divindade de Jesus.

20 – Nega os milagres de Cristo.

21 – Nega a humanidade de Cristo.

22 – Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade

perpétua, Assunção, Maternidade divina).

23 – Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave!).

24 – Nega o pecado original.

25 – Nega a graça divina.

26 – Nega a possibilidade do perdão dos pecados.

27 – Nega o valor da vida contemplativa e ascética.

28 – Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.

29 – Nega o valor dos Sacramentos.

30 – Nega a eficácia redentora do Batismo.

31 – Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.

32 – Nega o valor da Confissão.

33 – Nega a indissolubilidade do Matrimônio.

34 – Nega a unicidade da vida terrestre.

35 – Nega o juízo particular depois da morte.

36 – Nega a existência do Purgatório.

37 – Nega a existência do Céu.

38 – Nega a existência do Inferno.

39 – Nega a ressurreição da carne.

40 – Nega o juízo final.

Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que “o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa…” Na verdade é o “joio no meio do trigo” (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica.

Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:

“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supoem ´descobrir´ o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus” (N° 2116).”O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo” (N° 2117).

Os católicos que se deram a essas práticas condenadas pela Igreja podem e devem abandoná-las com urgência. Devem procurar um sacerdote, fazer uma confissão clara dos seus pecados e prometer a Deus nunca mais se dar a essas práticas. É preciso também destruir todo material (livros, imagens, gravuras, vestes, etc) usadas e consagradas nesses cultos.

Parece que hoje, grande parte do povo, volta ao paganismo e às suas práticas idolátricas – isto nega o Cristianismo. A Igreja, como Mãe bondosa e cautelosa não quer que os seus filhos se percam.


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio, postaram comentários que não cumprem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Seguir

  1. Agora no ar a novela “escrito nas estrelas” volta ao assunto da doutrina espírita.
    Eu conheço pessoas que são espíritas, e como católica, tive por vezes discussões ferrenhas sobre alguns pontos que não consigo realmente aceitar.
    A visão dos espíritas é de que a igreja católica foi criada exatamente pelos que crucificaram Cristo.
    Outro ponto que eles criticam é a riqueza da igreja católica. Ou seja, os aposentos do Papa, e outras “mordomias” como dizem.
    Agora, um ponto, que não tinha como não eu não ficar quieta mesmo era quando falavam mal do Nosso Santo Papa João Paulo II!
    O fato é que os espíritas estudam. Eles estudam a Bíblia, em suas várias versões, ainda que de uma forma meio torta.
    Cabe a nós, católicos, estudarmos também a Bíblia, para podermos dialogar com eles.
    Já cheguei a ouvir uma pessoa espírita dizer que o “código D´Vincci” era uma divulgação da verdade oculta pela igreja católica! Pode?
    Quando eu ouvi isso, me lembro bem, estava bebendo água, e cheguei a engasgar!!!
    Eu sentei e conversei pacientemente, explicando que aquilo era obra de ficção, que abordava fatos históricos, mas que os “ganchos” entre os fatos era falsos, apesar de terem sido escritos e elencados de forma muito inteligente.
    E vcs acham que resolveu???
    A pessoa acredita, até hoje, que o Código D´Vincci é o LIVRO DA REVELAÇÃO! Aguenta?
    Detalhe, essa pessoa conhece a Bíblia e suas versões muito bem. Quanto a interpretação eu questiono, mas estudou. Estudou a interpretação errada na minha opnião, mas estudou.
    Por isso, devemos nos preparar para evangelizar.

  2. A migos e amigas, Shalom
    O que o mundo tem para mostrar é isso mesmo, o Demonio do tempo de Adão e Eva é o mesmo, nos engana ou tenta nos enganar todos os dias e todas as horas, proque não é contra homens que lutamos, mas contra espiritos do mal, a batalha é espiritual, já dizia São Paulo na sua carta aos efesios quando da passagem da armadura do critão.
    Por causa do imediatismo, de um filosofismo mundano é que as pessoas questina o Deus todo poderoso, porque para aceia-lo temos que fazer renuncias, amar o menor de todos os Irmãos, oferecer a face esqueda quando a direita é esbofetiada, é muito dificio as pessoas hoje aceitar o sofrimento por amor e pelo outro.
    Isso é o demonio com suas muitas caras em que as pessoas acredita.
    Se as pessoas acredita no crusificado, não vão sentir mais medo de nada, pois estão com o apoio do amado, e para finalizar, te pergunto: Voce é filho do Rei? Eu sou e acredito nessa verdade. Sou mais que vencedor em Cristo Jesus. Shalom

  3. Acho que vcs deveriam estudar melhor o espiritismo antes de tentar denegrir uma religião que só prega o bem e a paz – assim como todas as religiões cristãs. Várias das afirmações feitas nesse texto não tem nada a ver com o espiritismo. Para criticar é preciso conhecer.

    1. Se essas pessoas que postaram o texto,consultassem uma versão séria da bíblia,veriam que não existe a palavra Espiritismo na bíblia.Pois essa palavra foi criada por Allan Kardec para diferenciar espiritismo de espiritualismo.

      1. CARÍSSIMO WILLIAM, evocação dos mortos é prática antiga, já existia antes da codificação feita por Alan Kardec. O termo pode ser moderno, mas seu significado sempre foi condenado pelas escrituras. Essa é a questão que vai alem da semântica.

  4. Fernanda, não pretendo magoar você ou entristecer o seu coração. Pelo contrário, desejo intensamente, ver-te em comunhão total com a vontade de Jesus viu!? Mas, não posso me calar diante de certas coisas. Como pode ser uma religião que só prega o bem se pratica a desobediência a Deus pela invocação dos mortos!? Ora se o Pai diz que isso é abominável, ou seja, algo que causa uma repulsa violenta, que é uma ação execrável, aquilo que é detestável (cf.dic.Houaiss), como uma religião que pratica isso pode pregar o bem? Porque ajuda o próximo com as mãos, mas, induz a mente, o coração e alma do mesmo ao erro que leva a morte eterna!? E que “paz” é essa que se prega sem Jesus!? De que adianta ter um quadro de Jesus pregado numa sala de reunião, falar o seu nome, mas, não obedecer-Lhe? Jesus mesmo diz em Lucas 6,46-47: “Por que me chamais: Senhor, Senhor… e não fazeis o que digo? Todo aquele que vem a mim ouve as minhas palavras e as pratica…” E tem outra: assim como o meu querido e amado São Miguel Arcanjo disse aos anjos rebeldes: “Quem é como Deus!?” Como para dizer-lhes: quem são vocês para se anteporem a Deus e a Sua vontade? Eu, permita Deus imitá-lo e dizer: quem são quaisquer outros que fundaram religiões que se acham cristãs para se anteporem a Jesus!? Jesus afirmou, MUITO CLARAMENTE, em Mateus 16,18-19: “E Eu te declaro: tu é Pedro, e sobre esta pedra EDIFICAREI A MINHA IGREJA; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” Portanto, Jesus tem UMA Igreja, a Sua Igreja, aquela que começou com Pedro, a primeira pedra dessa divina construção! Veja assim: não importa o que as outras igrejas fazem com a aparência de bom. Não importa Fernanda! O que importa é que as outras não são a Igreja querida e fundada por Jesus! E agora digo para todos os que saem correndo diante dos erros cometidos na Igreja: quando se comete erros nela, ou, em nome dela, não se reforma criando outras igrejas! Não se abandona a vontade de Deus e tudo o que Ele sofreu para te salvar para se congregar em outro lugar! Não! Por amor ao Amado, por amá-Lo de todo o coração, de toda a alma e com todas as forças, fica-se na Igreja que Ele fundou e luta-se para que Ela venha a corresponder sempre mais ao Seu Plano de Salvação!! Faz-se isso não com revoltas, motins ou insubordinações, mas, pela intensificação das orações, das penitências, das boas obras e da obediência ao clero, sobretudo, ao Papa, legítimo sucessor de Pedro! Não se imita os milhares de reformadores que não cessam de criar outras igrejas… Haveremos de imitar outros milhares de reformadores que o fizeram na obediência e unidade com a Santíssima Trindade, como o foram São Francisco de Assis, Santa Teresa D’Ávila, São João da Cruz, Santa Catarina de Sena, Pe. Pio, Santa Faustina, Santa Gertrudes e a incontável multidão de santos e santas que agiram em uníssono com o Sagrado e Bondoso Coração de Jesus! Não temos que conhecer as outras religiões a fundo, só superficialmente (exceto nossos instrutores, como o professor Felipe Aquino e tantos padres que o fazem para nos ensinar) e olhe lá, pois se estamos diante da única Porta, estreita porta, que leva ao Céu, não se há de debruçar-se alguém, gastando tempo (“resgatai o tempo” Efésios 5,16), diante das milhões de portas falsas que atravessaram os séculos, umas que dão para paredes, outras para abismos, outras para intrincados labirintos e que só se salvam as pessoas que escolheram esses caminhos pelo Amor misericordioso de Jesus que tem que ir, com tanto esforço e dor, atrás de suas ovelhas rebeldes, desobedientes, teimosas, exibidas, convencidas, metidas a sábias, mas, que Ele tanto se sacrifica, porque tanto as ama mesmo com essas feiúras da alma… é que só o Deus Amor pode ver que até elas seriam tão belas e maravilhosas se o obedecessem, mesmo que não, Ele ama com um “amor cego” de pai e mãe ao mesmo tempo!

    1. Quem evoca mortos é a Umbanda,vai a algum centro espírita pra ver se oque você está falando é verdade.Concordo que não precisamos estudar outras religiões a fundo,más como católicos devemos respeitar os outros.Jesus não ensinou e nem pregou a intolerância religiosa.

      1. CARÍSSIMO WILLIAM, causa-nos surpresa que um dos pilares do espiritismo,a evocação dos mortos, seja negada por você. O baixo espiritismo TAMBÉM evoca, mas o alto também o faz. E muito!

  5. Irmãos,
    acredito que o espiritismo é uma doutrina e também uma religião, ou seja, uma forma que as pessoas, que aderem a essa fé, encontram para explicar as coisas sobrenaturais, o sentido da vida, por estarem, de alguma forma, buscando a Deus. Toda a busca sincera pela verdade e por Deus é legítima e devemos respeitar e não condenar os que crêem em coisas que nós não cremos, mas que os levam a buscarem ser pessoas melhores e a procurarem fazer o bem aos outros. Isso é um ponto.
    A meu ver, o que o artigo quer mostrar é que não é possível uma pessoa se declarar católica e ao mesmo tempo crer na doutrina e na fé espírita. Por uma questão lógica e racional! Aí entra a importância da fé aliada à razão, como prega tão fortemente a Igreja. Se você se diz católico mas crê na reencarnação então você não é católico! Pois isso não faz parte dos ensinamentos da nossa fé cristã, da fé católica!
    Ora o cristianismo, não se confunde com o espiritismo. O cristianismo se fundamenta em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, verbo divino que se fez carne e habitou entre nós, redentor e salvador, aquele que era desde o princípio, que é, e que há de vir no fim dos tempos, que é Rei, Senhor, Messias, Enviado do Pai para nos redimir do pecado e nos dar a vida eterna, enfim, tudo o Deus revelou à humanidade em Jesus, nosso Deus com o Pai e o Espírito Santo (três pessoas e um só Deus), que nos foi deixado por meio das Sagradas Escrituras, e revelado também pelo Espírito de Deus por meio da Igreja ao longo de seus dois mil anos. A fé que recebemos dos apóstolos, essa é a fé nos pregamos, por isso a Igreja se chama “apostólica”. A Igreja é “católica” pois essa palavra significa universal, ou seja, é uma mesma e única fé que professamos e o mesmo culto é dado a Deus em todas as partes da terra e também no céu (no Reino de Deus, na Jerusalém celeste. As diferenças foram criadas no século X, com a separação da Igreja de Roma da Igreja de Constantinopla (salvo engano!), que deu origem a Igreja Ortodoxa e assim Igreja ganhou mais um título: “romana”. Depois, no século XVI, mais divisões no cristianismo, e foram formadas as igrejas protestantes, oriundas da reforma de Lutero. Com tudo isso quero dizer que não é cristão crer na reencarnação, evocar espíritos, crer que Jesus não é Deus, não crer na salvação da alma pelo sacrifício de Jesus na Cruz, não crer que Cristo verdadeiramente ressuscitou(com seu próprio corpo: carne, ossos,como Ele mostrou a Tomé e aos apóstolos), enfim, tudo isso é essencial, fundamental na fé cristã, não é relativo, não está sujeito a novas interpretações ou entendimentos opostos segundo Kardec, segundo A, B, ou C…
    Se se professa uma fé diferente da que recebemos de Jesus, da sua palavra, das escrituras, da Igreja (sempre iluminada pelo Espírito de Deus, que a mantém de pé até hoje), então não se é cristão na verdade.
    Contudo, isso não é para ofender os espíritas, mas para que os católicos busquem ser mais esclarecidos para dar as razões da sua fé.
    Pelo que sei, os espíritas pregam a prática do amor, da caridade, a paz, etc, tendo como orientação as palavras de Jesus. Quem somos nós para julgá-los pelo que fazem, mas não podemos dizer que é tudo a mesma coisa, que tanto faz ser cristão ou ser espírita, o importante é seguir Jesus. Isso é relativismo! O importante sim é conhecer Jesus, buscá-lo de todo o coração, procurar sermos mais íntimos Dele, na oração pessoal constante, na vivência dos sacramentos, na meditação da Palavra, mas também é importante fortalecermos e aprofundarmos nossa fé, que é tão rica, tão linda, e que nos faz vivermos na alegria da presença de Deus, na dinâmica da conversão,da entrega de nossas vidas à vontade de Deus e ao seu serviço, na experiência do Seu profundo e incondicional amor! Os verdadeiros espíritas sabem das difernças cruciais entre a sua fé e o cristianismo, não sendo isso motivo de brigas ou de ódio entre eles e nós. Da mesma forma, não comungamos da mesma fé, mas os respeitamos e também nós católicos, se quisermos de fato crescer espiritualmente devemos crescer no conhecimento de Jesus e de seu Evangelho, para vivermos verdadeiramente como filhos de Deus e batizados, redimidos pela Cruz de Cristo, por seu amor que nos dá a vida!

    1. Concordo e respeito seu comentário,más com base em que os católicos dizem que os espíritas evocam os mortos.Pois tanto a igreja católica,tanto a doutrina espírita crê na imortalidade da alma.E todos nós sabemos que os espíritos estão vivos.Se vocês respeitam,porque a maioria dos sites católicos usam uma versão da bíblia que tem a pretensão de atacar a doutrina espírita?Pois a palavra espiritismo se você pesquisar foi criada por Allan Kardec para diferenciar das outras religiões?

      1. CARÍSSIMO WILLIAN,

        Seu comentário dá a impressão que a condenação das escrituras à evocação dos mortos é apenas uma questão de Tradução bíblica e não doutrina católica em sua mais pura essência. A evocação dos mortos e a reencarnação são antípodas da salvação trazida pelo sacrifício expiatório de Jesus. Mais importante que o termo ‘espiritismo” é sua origem histórica e o que significa. Essa é a questão. Abraço.

  6. Natália, a minha dúvida, dúvida quanto a postura que devemos adotar provém do meu coração. Partilho com você: desde garotinho ouvia que devíamos respeitar a religião dos outros, mais tarde, já mais velho, ouvi pela primeira vez (ou, foi a primeira vez que entendi) que não deveríamos fazer proselitismo. Segundo o dicionário Houaiss, significa: “atividade ou esforço de fazer prosélitos; catequese, apostolado”. Prosélito: 1. “entre os antigos hebreus, indivíduo recém-convertido à religião judaica” 2. “pessoa que foi atraída e que se converteu a uma religião…”.
    Uai! Não é essa a nossa missão!? A de nos esforçarmos para fazer prosélitos, catequisar, evangelizar!?
    Então, vejo muitas pessoas dizerem que temos respeitar as pessoas em suas opções religiosas… isso machuca a minha alma…
    Porque eu não tenho dúvida nenhuma sobre 3 coisas: 1) Que a religião Católica, e só ela, é a Igreja de Jesus Cristo! 2) Sei o grande risco que as pessoas correm por não terem sido batizadas nela e por não obedecerem os mandamentos de Cristo dentro da Sua Igreja! As almas estão em perigo de morte eterna!! Pois as suas ovelhas reconhecem a Sua voz e O seguem! É uma probabilidade de condenação muito grande, séria, irremediável! 3) Mesmo que seja salva, passou a vida inteira: 3.1) ou desobedecendo a Jesus e a Sua Igreja (foi salva pela Misericórdia do Senhor e não há como saber como Ele a aplica, pois, Ele é Soberano e Infinito, e nós somos pequenos e frágeis); 3.2) Ou não o obedecendo como Ele quer; E sei como isso afetará a sua vida para sempre!
    – Assim, é que depois de ter cedido e retrocedido diante do apelo ao “respeito humano” em detrimento da força e do impeto provenientes da parresia, cheguei a um meio termo, pensava: “Tá legal, vou respeitar as pessoas! Exceto os meus pais, os meus irmãos, a minha esposa, os meus filhos, os meus padrinhos, os meus afilhados e os melhores amigos! Estes não vou “respeitar” porque sei o que é melhor para eles e não posso perde-los!”
    – A solução não resolvia, porque na medida em que crescemos na direção de Deus e na sua proximidade, aquele amor familiar vai se expandindo a uma tal forma que passamos a amar os estranhos na rua e chegamos a sofrer e chorar – com Nossa Senhora das Dores – pela perda infinita e eterna de cada filho que vai aos infernos… e, olha, que ela sofre muito e chora até mesmo pelos que vão para o Purgatório! Ela quer e trabalha incessantemente para que todos alcancem o Céu de imediato!
    – Ora, de quem podemos dizer que foram para o Céu direto!? Da maioria absoluta dos Santos porque o sabemos por sinais que Deus dá!
    – Então, qual é o respeito mais sincero? Aquele que deixa o próximo num caminho errado ou imperfeito? Ou o respeito de um amor tão grande como o de uma mãe, como o amor de Maria!? Será que Maria deixaria um filho seu ser espírita e o “respeitaria”, uma filha ser evangélica (e assim o privaria da Eucaristia, da Adoração, dos conselhos dos Santos e de toda a riqueza da Igreja) e a “respeitaria” em sua decisão!? E assim por diante!? Se Jesus estivesse hoje andando pelas ruas Ele “respeitaria” as outras religiões deixando os seus se perderem!? Pelo que conheço Dele, Ele pregaria a Verdade que é Ele mesmo, Verdade que Ele têm confirmado na Sua Igreja Católica, século a século! As Suas ovelhas Ele as atraíria de volta a todo custo! E é isso que Ele espera que nós façamos!
    – Por outro lado, se nós católicos não formos Luz para o mundo, não formos uma placa segura e firme que aponte o Caminho… se nós mesmos começarmos a dizer que a luz está em todas as religiões, que todas as religiões levam ao mesmo caminho… Não consigo ver os meus santos e santas de predileção fazendo isso! São Francisco, Santa Clara, Santa Teresa e Santa Teresinha, São João da Cruz, Pe Pio, Santa Gertrudes, São João Batista, São José nunca diriam que a Verdade, a Vida, o Amor, a Luz e a Paz está em vários lugares! Jesus nos advertiu sobre este tempo em que vivemos em São Mateus, 24,23-25: “Então se alguém vos disser: EIS, AQUI ESTÁ O CRISTO! OU: EI-LO ACOLÁ!, NÃO CREIAIS.
    Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos.”
    Não é isso o que tem feito tantas religiões? Os espíritas dizem: “Jesus está aqui”; Os evangélicos dizem: “Jesus está aqui” e até outras não cristãs dizem que aplicam seus mandamentos ainda melhor que os próprios cristãos… Mas, Jesus disse: “Não creiais.”
    O maior mandamento da nossa religião não é amar o próximo… A importância desse mandamento é inquestionável! Mas, ainda assim, não é o primeiro mandamento (é o segundo)! Jesus nos aponta em Mateus 22,36-38: “Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de TODO TEU CORAÇÃO, de TODA TUA ALMA e de TODO TEU ESPÍRITO (Dt 6,5). Este é o MAIOR e o PRIMEIRO mandamento.”
    Como atender ao maior dos mandamentos, invocando os mortos, a sorte, praticando o homossexualismo, desrespeitando a Sua Igreja, ofendendo Maria Santíssima, desprezando as Suas Graças nos Sacramentos!? Como amar a Deus com todo o coração, com toda a sua alma (vontade, entendimento e memória) e com todo o teu Espírito sem a Eucaristia!?
    – Não posso guardar essas coisas só para a minha família e os meus amigos…

    1. Concordo com quase tudo que você disse,só queria que você me respondesse onde você tirou que os espíritas desprezam Nossa Senhora?Pois o fato de uma pessoa crer na Virgem Maria de forma diferente da santa igreja católica isso não significa que eles desprezam Nossa Senhora,e você já procurou algum dirigente de uma casa espírita para saber se isso que o site está colocando é realmente verdade?

  7. Cláudio, quando escrevi meu comentário não tinha lido o seu 1º comentário, por isso não podia imaginar que o que falei sobre o respeito a outras crenças poderia parecer uma espécie de “resposta” ao que você disse. De maneira nenhuma, pois nem sequer sabia o que você tinha escrito! Por favor, não entenda assim! Mas obrigada por partilhar o que você trazia em seu coração.
    Com a graça de Deus também amo muito a Nosso Senhor Jesus e a Santa Igreja. Assim como você, sei que não há outro caminho que nos leva ao Pai, senão seu próprio filho Jesus e que não há outra verdade. Isso tudo, para nós católicos que buscamos crescer na fé e no conhecimento de Jesus, com a graça de Deus, está muito claro e que alegria nós temos em possuirmos essa verdade que liberta em nossas vidas! Glória a Deus por isso! Não troco minha fé por nada nesse mundo e sei como é difícil passar pela porta estreita, mas com Jesus junto a nós tudo tem sentido, tem vida, nos completa e nos eleva!
    O que defendo são alguns pontos que considero importantes: 1) Cristianismo e espiritismo são absolutamente distintos. E isso todos deveriam saber para não ficarem misturando as doutrinas; 2) Que, a profissão da fé não “salva” ninguém, que não entraremos na vida eterna simplesmente por que dizemos “Senhor, Senhor, e pregamos em nome dele, como diz Jesus(Mt 7,21). Logo, embora nos caiba pregar o Evangelho de Jesus, devemos saber que não somos melhores, ou mais dignos que ninguém por isso; 3) O respeito que menciono não seria o que chamamos de respeito humano, que aquela “vergonha” ou medo de falar do que acreditamos quando somos questionados, ou quando não agimos conforme a nossa fé por medo do “que os outros vão pensar”.
    O respeito que acho que devemos ter refere-se a tolerância religiosa a fim de não gerarmos contendas e rivalidades, por que não é essa a vontade de Deus.
    Enfim, acho que podemos sim, como você disse, levar a nossa fé, toda a revelação que o Espírito de Deus deu a Igreja. Devemos sim orientar as pessoas que estão no erro de falsas doutrinas. A questão é que corremos o risco que cairmos no fundamentalismo religioso, ou seja, no ódio e na intolerância a outras crenças e nos acharmos superiores aos que acreditam em falsas doutrinas. Nós não sabemos as razões para tantas diferenças. Sim, é uma pena que tantos estejam tão alheios a verdadeira fé, mas acredito que devemos em tudo buscar agradar a Deus, e portanto, precisamos primeiro buscar evangelizar com a nossa vida, dando testemunho, no dia a dia, na forma com que falamos, agimos, sentimos, até que a face de Cristo possa brilhar em nós. Na santidade, que lutamos para que cresça sempre mais na nossa vida, possamos levar Jesus até as pessoas e nesse testemunho concreto, do quanto a verdadeira alegria e felicidade está em Deus, possamos levar as pessoas até Jesus. Eu mesma tenho pessoas da minha família em outras religioes, as mais diversas, tento sempre falar alguma coisa, acabamos discutindo e ficando com raiva (como pode a pessoa ser tão cabeça-dura!, eu penso) e não adianta nada. Ficamos rodando e não chegamos a lugar nenhum. Por isso, acredito que devemos falar para esclarecer, expor aquilo que sabemos é a verdade, mas impor que alguém tem que aceitar, senão estará correndo o risco da perdição eterna, isso eu não posso dizer. Fazemos nossa parte, mas Deus é que irá julgar e condenar as pessoas pelo que fazem de certo ou errado na vida. Para mim, o essencial é que eu permita Cristo ser tudo em mim, eu é que preciso diminuir para que Ele cresça, eu é que preciso progredir na amizade e na intimidade com Ele, por meio da oração, da Eucaristia, com auxílio de Nossa Mãe amada e dos Santos tanto admiramos. Afinal, como se diz, o testemunho arrasta. Isso é o fruto que os Santos deixaram. Quando conhecemos alguém cuja santidade está no olhar, nas atitudes, em tudo em sua vida (e eu conheço!) queremos imitá-los, queremos esse Deus (o Nosso Deus!) que elas tem, a liberdade no amor, a alegria, a vida plena que elas vivem com Jesus. Quanto mais crescermos nesse sentido mais Deus será glorificado e mais pessoas conquistaremos para Ele.

    A paz!

  8. Valeu Natália!! Gostei muito do que você falou.
    Na verdade, há tempos que ouço o que você escreveu, também, de pessoas bastante equilibradas e ponderadas. Isso traz uma paz em meio aos meus anseios.
    Então, porque fico aflito!?
    Vou, mais uma vez, partilhar com você: até a Conferência de Aparecida eu entendia que, principalmente, o clero (sacerdotes e diáconos) era responsável pela evangelização.
    Refiro-me a uma evangelização mais ativa, exteriorizada, explícita! E, a mim como leigo, caberia uma evangelização “passiva” (bem semelhante ao que você falou sobre a pessoa que tem intimidade com Jesus, que busca viver a santidade no dia a dia e testemunha esse “novo” que o Senhor dá a quem quiser! Chamo de passiva porque, por exemplo, esperava que alguém no trabalho, na academia, na família buscasse algum assunto espiritual que me desse a brecha para falar de Deus), interiorizada (porque centrada mais numa prática de intercessão, de constante oração pelo clero e pelos missionários “oficiais” da Igreja) e implícita (porque disseminada em muitos e variados pequenos atos: jejuns, sacríficios, a comunhão eucarística e Adoração pela Igreja, pela evangelização e missões).
    Ora, a partir de Aparecida, e, já alguns meses antes notei que em várias Paróquias que costumo frequentar aqui em Brasília, os sacerdotes começaram a chamar os leigos para a responsabilidade de evangelizar, desta feita, de uma forma ativa e mais “agressiva” (não por promover qualquer desrespeito, mas, no sentido de sair e ir atrás das pessoas! Não esperar!)!
    Então, é que começaram os meus problemas!!
    “Peraí” pensava… ninguém me preparou para isso! Nunca saí da Igreja e se faltei a Missa umas 10 vezes em 46 anos foi muito! Fiz aqueles retiros para adolescentes (Escalada), jovens (Segue-me e Emaús), adultos (Eureka), casais (ECC, Diálogo, Equipes de Nossa Senhora), fui da OFS durante 5 anos, mais uns sei lá quantos Seminários de Vida no Espírito Santo para jovens e para casais (desde o final da década de 80)… Olha, se estes cursos e retiros, de fato, contribuem para que busquemos viver o testemunho de vida cristã, por outro lado, não me prepararam para essa tão difícil missão!
    Logo nos primeiros embates quando saí “a campo” me deparei com diversos “opositores”: ortodoxos, anglicanos, evangélicos tradicionais preparados e despreparados, pentecostais, Neopentecostalismo, umas linhas ligadas a teologia da prosperidade (Igreja Universal, Sara Nossa Terra, Renascer etc) difíceis de conversar, céticos, ateus, agnósticos, espíritas, mulçumanos, messiânico (esse foi difícil), budistas, demais espiritualidades orientais, gente que crê em cristais, ovnis, seicho-no-ie, adeptos da maçonaria, da gnose, cientologista, vale do amanhecer, testemunha de Jeová, religiões que propõe vivências tribais dos Maias e rituais xamânicos, União do Vegetal, Santo Daime, religião Wicca, e até mesmo satanistas, e devo estar esquecendo de alguém… mas, não posso deixar de falar daqueles que me entristeceram o coração por diversas vezes: alguns pensamentos estranhos dentro da própria Igreja – e que nunca havia ouvido falar – mas, de uma hora para outra, fiquei conhecendo vários deles, refiro-me agora aos sede-vacantistas (que têm uma teoria que a Sede de Roma está vacante desde não sei quando…), outros que se dizem tradicionalistas (são a favor do Papa Bento XVI, mas contra o Concílio Vaticano II, como isso me espantou!) e nos chamam de “modernistas”, tem os da TFP, os da Fraternidade de São Pio X ligados ao Dom Lefebvre (não sei se já voltaram a comunhão), Monges Cecilianos (parece que se separaram da Igreja), o pessoal da Teologia da Libertação etc.
    Olha Natália, de todos esses exemplos aí posso dizer que conheço ao menos uma pessoa de cada uma dessas religiões (uns 95% delas). Não mantenho mais contato com elas, mas, Brasília tem de tudo isso e, vira e mexe, a gente encontra alguém da época em que éramos crianças. São parentes meus e da minha esposa, colegas de Universidade, colegas de baladas, das atividades esportivas etc.
    Sabe o que a maioria deles tem em comum?
    Não gostam da Renovação Carismática e a oposição a nós vem de todos os lugares, dos seminários etc… fiquei triste com tudo isso, julgava que éramos um presente de Deus para Igreja (na verdade, creio que Deus quis e quer que o Espírito Santo e seus dons permeasse toda a Igreja! Cada congregação, ordem, instituições, sociedades, comunidades, tudo!! E não só a RCC) e, eles “por trás” (não era por trás, a oposição era às claras, eu é que desconhecia tanta birra) falavam mal de nós e nos julgavam uns católicos evangélicos…
    Olha, apesar de sempre ter gostado de ler e estudar as coisas da Igreja… lembro que estudava o Concílio Vaticano II, diversos documentos dos Papas (do Leão XIII a Rerum Novarum, Papa João XXIII e Paulo VI vários documentos), o Catecismo Holandês, Introdução a Teologia, Teologia Moral, tudo isso já bem antes do alegre surgimento do Papa João Paulo II… e… me julgava preparado para debater com qualquer um!
    Qual nada, cara amiga virtual, todos (todos não vá…) eles me colocam no chinelo, vi que teria que estudar muito para ao menos entender o que eles estão falando!!
    Depois de diversas tentativas, percebi que estudar a religião dos outros, para conhecer, estabelecer as diferenças com a minha Fé, e, eventualmente usar esses conhecimentos na evangelização apresentavam um alto custo! Altíssimo custo!! Em tempo, tiraria tempo da minha família, tempo de oração, tempo de tudo…
    Mas, por outro lado, presenciei várias pessoas da minha comunidade aqui muito mais despreparadas que eu! Falavam, sem querer, coisas que não são da Igreja, coisas que a Igreja não aprova, entendimentos que me remetiam à época em que a Igreja combatia uma infinidade de heresias! Isso dentro da minha comunidade!!
    Os mais difíceis são os da “ultra-direita” da própria Igreja!
    Bom, todo esse processo não se deu tão-somente após a Conferência de Aparecida, claro, mas, depois da Conferência, senti-me instado seriamente a ser um missionário, um evangelizador!
    Já me alonguei demais… (como sempre) e contando todos os prejuízos sociais, emocionais e espirituais, resolvi que o certo mesmo é levar a sério a minha meta antiga!! A de procurar ser santo e um espelho de Cristo! Refletir Jesus em minha face, como diz você! Ser um amor ambulante como Santa Teresinha, e, como disse um padre daqui, ser uma Bíblia viva para aqueles que não sabem ler ou não querem lê-la!
    Todavia, nada de sair por aí numa “evangelização ativa”, não eu! Não tenho preparo, nem coração para isso… sofreria demais e morreria murcho diante de tantas ofensas a Jesus, a Nossa Senhora e a Igreja que ouviria! Sei que não resistiria mesmo…

  9. Muito bem Carmadelio! Felipe Aquino está de parabéns!

    Os espíritas, e muitos são ex-católicos (Alan Kardec, Bezerra de Menezes foram) e não conhecem a Sã Doutrina, não compreendem porque a Igreja não aceita o espiritismo, pois muitos fiéis católicos não instruídos se tornam simpáticos ao espiritismo e seus fenômenos obscuros.

    As pessoas ficam simpáticas diante das supostas “mensagens de luz” que “os espíritos” (nem se sabe com certeza quem são) pregam, pois parecem ser boas. Mas esquecem que o espiritismo tem tantos pontos contrários a Sã Doutrina, e que basta um apenas para não ser aceito como Verdade.

    Quando JESUS se manifestou aos apóstolos após a Sua Ressurreição deixou claro na Bíblia: “não sou um fantasma, vede, tenho carne e ossos… e ainda comeu peixe com Seus apóstolos”. Como está claro aqui!

    A Bíblia não fala de reencarnação! Os espíritas recorrem a certos trechos como naquele que João Batista é Elias, e na palavra de JESUS: “na Minha casa há muitas moradas”… Não há nada de reencarnação aqui! São João Batista era tão ungido quanto Elias, Elias representava João Batista na profecia dos profetas que anunciaram seu ministério de antecessor de JESUS.

    DEUS ilumine nossos amados irmãos espíritas, rezemos por eles!

  10. Obrigada Cláudio por partilhar a sua experiência de vida e de fé. Glorifico a Deus por ter levado paz ao seu coração.
    Parabéns por ser um cristão autêntico, que busca sempre crescer no conhecimento e na vivência da nossa fé. Que bonito ver seu esforço, sua fidelidade na verdade e seu compromisso com aquilo que o Espírito Santo suscitou na Igreja: a necessidade de sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo.
    Você tem toda a razão ao procurar corresponder ao chamado para a missão, para a evangelização. Aqui no Rio de Janeiro, em várias paróquias (senão, em praticamente todas) foram formados no último ano, como resposta ao pedido de nosso Arcebispo (e da Conferência de Aparecida, como você disse), grupos de missionários que, de dois em dois, saem de porta em porta evangelizando. As pessoas que os recebem ficam espantadas e perguntam se isso não era só coisa de evangélicos! E assim, indo nas casas, eles conhecem a realidade das pessoas que se afastaram da Igreja, ou daqueles que na verdade nunca conheceram de fato os ensinamentos da nossa fé e acabam se deixando levar por qualquer outra doutrina ou até pelo desânimo e pelas dificuldades da vida. Um dos objetivos seria fazer com que a Igreja não fique apenas restrita ao ambiente da paróquia, mas que vá mesmo buscar as ovelhas perdidas e trazê-las de volta ao redil. Alguém precisa ser esse instrumento nas mãos do Bom Pastor para resgatar os que estão longe, na escuridão, alheios a toda a vida em plenitude que Deus tem para dar.
    O que inquieta é saber que esse chamado é para todos nós, batizados, que apesar de nossas limitações, procuramos aprofundar nossa experiência com Jesus e viver a vida no Espírito. Nós, que pela graça, formos alcançados pelo amor de Deus, derramado em nossos corações pelo Espírito Santo por meio de Cristo, precisamos levar isso para as pessoas que não conhecem. O problema é que acontece tudo o que você mencionou: ouvimos tantas coisas absurdas, daqueles que estão cegos para as coisas de Deus e o pior, com o coração endurecido como pedra, que não querem saber de Deus, de conversão, de pecado, afinal, hoje “é tudo tão relativo”! Até mesmo pessoas dentro da nossa comunidade, são contrárias ao que a Igreja ensina, muitos não sabem nada, e, como disse um padre uma vez: vivem com os ensinamentos que receberam na catequese quando tinham 7 anos de idade! Não cresceram nada, não estudaram, não sabem o valor da Santa Missa, dos sacramentos, e ainda falam mal da Igreja ou vivem de forma a serem maus-exemplos, pois não vivem o cristianismo na verdade!
    Sabe irmão, não sei se você deve abandonar a evangelização ativa, pois de alguma forma creio que Deus quer contar conosco nessa missão. Mas talvez não seja bom sair por aí, como você disse, estudando outras religiões, para tentar mostrar para as pessoas os erros de suas crenças. Ou discutir com aqueles que criam divisões entre nós católicos (como você explanou tão claramente), com seus preconceitos contra a renovação carismática (concordo com tudo que você disse! Todos na Igreja deveriam aceitar os dons e os carismas do Espírito Santo, pois não é só para a RCC!). Acho que um bom campo de evangelização seria entre os que se dizem católicos, mas só de batismo (“não-praticantes”! Essa palavra é horrível, mas quantos não se dizem assim…)
    Como dissemos, a nossa busca primeira deve ser pela nossa conversão pessoal, pela santidade de nossas vidas, não que não estejamos preocupados com os outros, mas sim porque se não vivenciarmos de verdade e profundamente aquilo que queremos pregar com nossas palavras, a nossa pregação ficaria vazia, não produz os frutos esperados. Precisamos testemunhar, e o testemunho só pode dar quem viu, quem presenciou! Por isso é que é fundamental crescermos na intimidade e na amizade com Jesus, que viveu na carne as nossas dificuldades e nos deu a vitória sobre todas elas na Cruz! Como o Espírito Santo é que convence, então nos deixemos ser canais por onde Ele possa passar e atingir aqueles que Ele quiser.
    Voltemos sim a nossa luta espiritual diária, pela nossa conversão, para que possamos cada vez mais irradiar a luz de Cristo em nossos corações a todos que encontramos pelo caminho.

  11. Há diversos caminhos para chegar a Deus. Não é só através da Igreja Católica, que prega a fé cega e irracional.

    O Espiritismo é doutrina filosófica cristã e me fez ter mais fé em Deus e em Jesus do que a Igreja Católica. Nasci na Igreja, pai e mãe católicos, estudei em colégio católico, mas nunca encontrei Deus e Jesus naquele bando de dogmas que não podem ser questionados. E nunca gostei do fato da Igreja ter dado um “plus” no Cristianismo que não é obra de Jesus. Foram os romanos que fizeram isso, para usar a nova religião e dominar mais (basta estudar a História).

    Mas respeito a Igreja e os católicos, mesmo que vocês não respeitem outras religiões e filosofias cristãs.

    Pergunto: vocês sabem que a Igreja não é a dona do Cristianismo, né? A Reforma Protestante já deixou isso bem claro.

    Portanto, respeitem a fé alheia e deixem de falar mal dos outros. Chega de maledicência. É melhor rezar e fazer a caridade do que ficar criticando os outros.

    Acordem, católicos. O tempo está passando e vocês estão aí parados, sem o amor e a caridade.

    Que Deus os abençoe e esclareça!

    1. Caríssimo,

      Não cremos que existem vários caminhos para chegar a Deus.

      Diante da afirmação categórica de Cristo de que ele é “O caminho a verdade e a vida” essa tese popular cai por terra. Ou seja, ELE é o caminho! ora , o espiritismo nega a divindade de Cristo e , portanto, o nega em sua identidade mais profunda.Vê-lo apenas como um “espirito evoluido” não é ser coerente com sua mensagem integral de salvação.

      Creio na sinceridade de busca da verdade de muitos que a procuram, com boa vontade mas com pouco esclarecimento, inclusive no Espiritismo.

      Nosso post objetiva esclarecer os católicos de que não são compatíveis as duas doutrinas,isso não é agressivo mas apenas uma delimitação de fronteiras,necessaria nos dias de hoje onde a tese é de que a sinceridade é capaz de gerar verdade cada vez mais relativiza essa mesma verdade.

      Qualquer espirita sabe que cristianismo não é a mesma coisa que espiritismo.Reencarnação e consulta aos mortos não fazem parte de nossa doutrina católica,por exemplo,sem falar em outras coisas…

      Qual é o problema então? não dizer isso, negar isso? … fazer de conta que são a mesma coisa?

  12. Nós espiritas acreditamos que JESUS é é o único Espírito Puro que atingiu a mesma dimensão de Deus. Exatamente por isso ELE dizia ser UM COM O PAI. Quando o irmão disse vários caminhos, Carmadélio, quis dizer outras religiões, pois que nós (espíritas) também temos em Cristo a base única. Kardec apenas codificou o que recebeu de espíritos santificados, como Santo Agostinho, por exemplo, a interpretação do Evangelho.
    Paz e bem!

    1. Caríssima,

      O Espiritismo nega o sacrificio expiatório de Cristo e nega sua divindade (“Quem nega o filho não tem o pai”)
      O Espiritismo evoca os mortos e crê na reencarnação.
      Não é possível conciliar.
      Jesus não é “espirito puro”. Jesus é o verbo de Deus!Ele não atingiu a mesma dimensão de Deus, já que sua divindade é sua essencia e não uma conquista. Ele é igual ao pai!
      Afirmar que são a mesma coisa é afirmar que não conhece nem uma coisa nem outra.
      Jesus não teria falado para o bom ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no paraiso” se ele precisasse reencarnar…

  13. O Espiritismo não é nada Cristão,não é uma seita como as Igrejas Protestantes, suas práticas são de reencarnação. As pessoas hoje querem buscar uma religião que favoreça os seus anseios, não quererm mais obedecer a Deus, querem ter poder sobre tudo. Jesus é o “caminho,a verdade e a vida” e tudo o que contradiz a Ressureição de Cristo vem do Inimigo de Deus. Que nós possamos evangelizar os Católicos desse país para que não sejam enganados pelos meios de Comunicação

  14. Remendo em pano velho fica ainda pior…

    Se Santo Agostinho tivesse um dia aberto a boca pra falar qualquer coisa a Hippolyte Léon, simplesmente teria contradito tudo o que militou em vida, a saber em especial: Que ao Magistério da Igreja foram conferidos o dom, o direito e o dever de interpretar fielmente as Sagradas Escrituras.
    Quem foi Hippolyte Léon no magistério da Igreja para que lhe fosse concedido o dom de “ensiná-la” alguma coisa?
    Se depois de “morto” Santo Agostinho veio à ensinar algo diferente do que acreditava em vida, então o mesmo não teria passado a vida ensinando um erro e mentira?
    E se passou a vida pregando uma “mentira”, como chegou a se tornar um “espírito santificado”?

    Minha pergunta é bem mais simples, será que quem diz “falar nas mesas” é quem realmente diz ser? Pois muitos testemunhos em seu próprio meio mostram que alguns mortos tem uma notável tendencia à discrepâncias com seu comportamento e opiniões em vida.

    Espírito por espírito, prefiro dar ouvidos ao Único Espírito que fala à Igreja, do que aos diversos espíritos que falam em qualquer outro lugar.

    Vinde Senhor Jesus!