Aqui estão os números oficiais da XXXIV Jornada Mundial da Juventude no Panamá, que se realizará entre os dias 22 a 27 de janeiro: mais de 37 mil jovens já inscritos, mais de 167 mil os que farão suas inscrições nas próximas horas. No total, mais de 200 mil jovens provenientes de 155 países. Incluindo mil jovens indígenas dos cinco continentes que participarão de sua JMJ (que começará três dias antes, de 16 a 19 de janeiro) e que confluirá na mundialidade da JMJ, para abraçar o Papa Francisco que chegará à capital do homônimo Estado centro-americano dia 23 de janeiro.

Evento preparado à luz da oração

A confirmação dos dados, obviamente em evolução, vem de Giancarlo Candanedo, porta-voz da JMJ. Diretamente do Panamá, ele explica que sim, os números são importantes, mas a oração é mais importante. “Como estamos nos preparando? Primeiramente rezando. Não podemos esquecer que este é um desafio muito grande para uma nação pequena como a nossa. O Santo Padre quis dar essa responsabilidade não apenas ao Panamá, mas a toda a América Central e a todo o seu episcopado. Nós não podemos desapontá-lo”. O governo também estava trabalhando, os bispos não foram deixados sozinhos. Candanedo ressalta: “O governo, pela primeira vez na história da JMJ, criou uma estrutura administrativa capaz de nos ajudar na organização do evento. Ele facilitou muito as coisas. Essa é uma ajuda para a Igreja”.

Tudo está pronto Para a chegada do Papa Francisco

Grande efusão de energia também na preparação das boas-vindas ao Papa Francisco. No âmbito da segurança e nas etapas do programa, tudo está pronto. “Certamente – diz Candanedo -, no domingo passado mostramos em público o Papamóvel que um grupo de panamenhos realizou. Cada peça está no lugar”. Depois anuncia outra novidade: no kit do peregrino haverá um terço realizado pelas famílias pobres de Belém. Um milhão e meio foram produzidos.

Fonte: Vatican news

Olivier Roy  é professor de ciência política no Instituto Universitário Europeu de Florença. Em seu último livro, o cientista político explica a relação complexa que a Europa tem hoje com o cristianismo.

Ainda se pode falar de uma Europa cristã?

A Europa continua a perceber-se como cristã. Mas a secularização levou a uma profunda descristianização. Desde 1968, a Europa experimenta uma importante mudança antropológica que separa profundamente os valores da sociedade daqueles do cristianismo. A verdadeira descristianização não é tanto o colapso da prática quanto a referência a uma nova antropologia centrada no desejo individual, totalmente contrário ao cristianismo. Por outro lado, e é o verdadeiro paradoxo, em todos os países, com exceção da Inglaterra, a maioria dos europeus continua a se definir cristã. Mas isso não tem mais nada a ver com fé. Pelo contrário, há uma total ignorância dos elementos básicos do cristianismo.

O discurso sobre a identidade cristã não seria um sinal de um retorno do religioso?

Minha tese é que aqueles que reivindicam para si uma identidade cristã sem se referir aos valores cristãos acelera a descristianização. Precisamente aqueles que querem promover as raízes cristãs não pregam absolutamente um retorno à fé, eles mesmos não são praticantes. Isso não tem nada a ver com a religião. Os defensores do populismo estão muito longe dos valores cristãos, eles também são filhos dos movimentos de 1968. O populismo de hoje não é um retorno à ordem moral. Se retoma elementos da cultura católica é para se opor ao Islã. Isso levou os episcopados, italiano, polonês ou alemão, a se distanciarem dos partidos que pediam, por exemplo, que fossem recolocados os crucifixos em lugares públicos. E, em definitiva, sua expulsão do espaço público como religião.

Mas a religião não precisa de uma relação com a cultura?

Sim. E hoje, a distância entre a comunidade de fé e a cultura é grande, é um divórcio. Bento XVI e João Paulo II foram muito claros sobre isso. E, no entanto, a Igreja Católica continua a valorizar essa relação entre cultura e fé. Hoje na Europa se vive uma crise cultural muito mais que uma crise religiosa. E algumas religiões, como o salafismo e o evangelismo, exploram essa desculturação geral. O divórcio da cultura é muito mais doloroso para o catolicismo. Diante dessa cultura que se tornou tão estranha para ele, seu problema é saber como se situar na sociedade.

Os europeus precisam de referências morais. Eles não precisam de um guia. Estamos em uma sociedade em que não há mais debate sobre valores, mas apenas sobre normas, de maneira conflituosa. Mas o ser humano não pode prescindir de valores espirituais

Você indica três possíveis atitudes: o fechamento sobre si mesmo, a luta política ou o retorno a determinados valores.

A minha experiência italiana permitiu-me discutir com os responsáveis de comunidades católicas de leigos, como Sant’Egidio, os Focolares ou Comunhão e Libertação. Eles não negam ter se tornado uma minoria na Itália. Mas, e nisso seguem o ensinamento do Papa Francisco, explicam que o catolicismo deve parar de intervir no âmbito da normatividade, da lei. Em vez disso, deve proclamar em voz alta os valores.

A “reconquista religiosa” não é possível. Porque passaria por uma revisão das normas (aborto, casamento homoafetivo, etc.) e só pode fazer isso baseando-se nos populistas. Mas, como eu disse, estes últimos podem aceitar uma aliança estratégica, mas quanto às normas eles também são filhos dos 1968, e não voltarão atrás. Dizendo isso de forma mais cínica: a Igreja Católica não está mais em condições de impor a norma. Se a impuser, será com a intermediação dos populistas que desacreditarão a mensagem.

Em meu livro cito o padre Paolo Dall’Oglioque encontrei dois meses antes de seu desaparecimento e que me impressionou muito. Ele me disse: “Não devemos parecer como legisladores, devemos parecer como profetas”. Os europeus precisam de referências morais. Eles não precisam de um guia. Estamos em uma sociedade em que não há mais debate sobre valores, mas apenas sobre normas, de maneira conflituosa. Mas o ser humano não pode prescindir de valores espirituais. Quando se esquece a transcendência do debate público, se corre o risco de ela voltar pela janela sob formas perigosas: niilismo (teoria apocalíptica, transumanismo) ou radicalismo religioso violento.

No final do livro, você defende a necessidade de que as sociedades europeias e os valores cristãos sejam reencontrados.

Precisamos repensar o projeto europeu em toda a sua genealogia. São na maioria os cristãos que fundaram a União Europeia. Não é uma questão de retornar a um cristianismo de fachada, mas a um determinado espírito do cristianismo. A Igreja deve retomar o magistério moral e não propor um programa para legisladores. Não deve fazer “lobby” político.

Fonte: La Croix, 11-01-2019.

A Igreja no Brasil conta, atualmente, com 480 bispos. Eles podem ser divididos a partir de suas diversas formas de vinculação às Igrejas Particulares ou condições definidas no Código de Direito Canônico. A partir desta classificação, chega-se ao número de membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): 307.

O levantamento cruza os dados disponíveis na Secretaria Técnica da CNBB com a pesquisa contínua do chefe do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), professor Fernando Altemeyer Junior.

Bispos do Brasil

São 78 arcebispos metropolitanos no Brasil, que podem ser divididos em quatro grupos: os cardeais arcebispos na ativa (3), os cardeais arcebispos eméritos (6), os arcebispos metropolitanos (42) e os arcebispos eméritos (27).

Os bispos diocesanos são 399 (261 na ativa e 138 bispos eméritos). Estão assim divididos de acordo com suas funções: 203 bispos diocesanos de rito latino, 2 bispos das eparquias orientais (ritos maronita e ucraniano), 1 exarca apostólico de toda América Latina do rito armênio presente em Buenos Aires e São Paulo, 45 bispos auxiliares, 1 coadjutor e 9 prelados, que são os bispos das prelazias.

Entra na contagem o bispo responsável pela administração apostólica pessoal São João Maria Vianney, dom Fernando Arêas Rifan, cuja circunscrição eclesiástica não tem caráter territorial, como as dioceses. Será ainda contabilizado o recém-nomeado para a diocese de União da Vitória (PR), monsenhor Walter Jorge Pinto, quando receber a ordenação episcopal.

Já são 139 bispos eméritos no Brasil, além dos arcebispos eméritos citados acima. Estão assim distribuídos: 119 bispos diocesanos eméritos, nove bispos auxiliares eméritos, um eparca e dez prelados eméritos.

CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está estruturada de acordo com as normas do Código de Direito Canônico. Assim, fazem parte da CNBB todos os bispos diocesanos do território e os equiparados em direito, como coadjutores, os auxiliares e os outros bispos titulares “que no mesmo território exercem um múnus peculiar que lhes foi confiado pela Sé Apostólica ou pela Conferência episcopal”, lê-se no cânon 450 do CDC. De acordo com as normas da Igreja, podem ser convidados ainda para a Conferência Episcopal os Ordinários de outro rito, como é o caso dos eparcas, exarcas dos ritos armênio, maronita, ucraniano e oriental.

No caso dos bispos eméritos, são considerados “membros convidados ou honorários”, uma vez que participam de atividades da conferência, como a Assembleia Geral, com direito a voz, mas não a voto.

Desta forma, são os 307 membros efetivos da CNBB: os 3 cardeais arcebispos (dom Odilo Pedro Scherer, dom Orani Tempesta e dom Sergio da Rocha), os 42 arcebispos metropolitanos, os 261 bispos diocesanos e o bispo da administração apostólica pessoal São João Maria Vianney.

Religiosos e diocesanos

Professor Altemeyer ainda contabiliza a origem dos bispos, se diocesanos ou religiosos: “os bispos oriundos do clero diocesano são 282 pessoas, ou seja, 59% do episcopado. E os que pertenceram a uma ordem ou congregação de vida consagrada são 197 pessoas, ou seja, 41% do episcopado brasileiro”.

Fonte: CNBB

Uma noite, eu tive um sonho: um sonho que efetivamente expôs os cantos anteriormente ocultos da minha imaginação católica totalmente estereotipada. Mas não era o típico sonho cheio de esperanças e desejos. Foi um pesadelo pessoal. Nesse sonho eu era mãe solteira. E me senti tão completamente real.

O enredo do sonho aconteceu em uma jangada na água, flutuando na grande companhia de amigos e familiares. Todos a bordo pareciam estar cientes da situação, menos eu. De repente, uma garota, com aproximadamente 10 anos, me disse que eu não significava nada para ela. Ela tinha cabelos ruivos, e ela era minha filha.

Felizmente e infelizmente, foi apenas um sonho. Mas além do fato de que me fez perceber meus medos estranhos e o tique-taque do meu relógio biológico, isso me permitiu, pela primeira vez, me colocar no papel de mais velha e sábia na dupla mãe-filha.

Eu deixei a fantasia, ou melhor, as memórias, me levarem. Lembrei-me de quando fui ao cabeleireiro com minha mãe na 5ª série e pedi um corte “igual o da minha mãe”. Lembrei-me do meu primeiro café fora, que minha mãe me convidou em um domingo durante os meus anos de ensino médio. Ela sempre tomava café depois da igreja. Eu preferia ler livros, ou praticava algum instrumento (para a escola de música), mas desde aquele dia, eu sempre fiz isso enquanto desfrutava de uma pequena xícara de café preto. Eu me lembro da série de TV The Gilmore Girls, que teve um impacto em mim.

E então comecei a me sentir triste por não ser mãe solteira. Depois disso, pensei que queria muito transmitir à minha filha algumas coisas que me ensinavam a gostar de ser mulher, mesmo que parecessem totalmente independentes da fé.

  1. Não ler livros mal escritos

Claro, todo mundo tem suas próprias preferências. Mas, para além da lista dos deveres espirituais, você não deve ser guiado pelo conjunto de valores apresentados por qualquer autor. Uma indicação muito melhor de um livro digno é a qualidade – da linguagem, da sintaxe e da trama. Afinal, ler um bom livro  não interfere na leitura das Escrituras. Portanto, se minha filha vier me pedir sugestões, vou sugerir a ela Zadie Smith e Virgina Woolf, porque se você irá ler, você deve ler apenas o melhor dos melhores.

  1. Ser feminina é grandioso

Quando adolescente, passei vários anos lendo revistas políticas. Em vez de títulos como  Vogue Allure, aos 15 anos comprei o Wprost, um semanário político-social polaco, e também um popular semanário católico. Inacreditável.

Não me interpretem mal; eu não tenho nenhum problema com qualquer uma destas mulheres da moda e publicações de estilo de vida. Eu respeito seu trabalho. Mas eu ficaria orgulhosa se minha filha olhasse através da Vogue sabendo que não é menos ambiciosa do que ler textos políticos. “Você poderia ser como eu”, eu diria para minha filha. “Porque feminino significa grandioso. E feminino também significa seu”.

  1. Não se concentrar na modéstia

Sei que para pessoas mais religiosas isso não soará tão bem, mas tenho medo da palavra modéstia. Eu a ouvi no contexto errado muitas vezes. É, ainda, muitas vezes distorcida. Gostaria que minha filha respeitasse outras pessoas e soubesse que ela é tão – nem mais e nem menos – valiosa como qualquer outra pessoa porque somos todos iguais.

Mas eu não quero que ela descubra que ela não deve dizer algo, ou não deve tentar mais do que alguém, porque isso não é modesto e não há humildade suficiente em tal comportamento.

Eu preferiria que ela ouvisse: “Lembre-se de que cada meta é alcançável. Tudo o que você precisa é trabalhar duro, ser consistente, e às vezes ser teimosa e autossuficiente. Não fale muito de si mesma e use o fato de que você prefere estar na sombra. Deixe os tesouros para pessoas realmente importantes. Seja paciente e fale alto sobre o que é importante para você”.

  1. Não seja confundida sobre a definição de feminismo

Li recentemente um artigo sobre a metamorfose de Alicia Keys. Começa com uma citação: “Qualquer garota que não é feminista é apenas louca”. Alguns dias depois, Molly Daley, que promove métodos naturais de planejamento familiar, falou com For Her (essa conversa está disponível aqui). Talvez eu esteja confusa, mas tanto quanto estou preocupada, ambos falam sobre a mesma coisa: amor-próprio, autoestima, e sobre desfrutar de quem e o que você é.

Chame isso do que quiser, mas é isso que o feminismo significa para mim. Independência interna, responsabilidade pessoal pelos riscos que você toma, e uma escolha consciente do seu caminho. Para os cristãos, Jesus será a fonte de tudo; para os ateus, é a crença em si mesmos que os guiará. Cada um quebra moldes diferentes.

Espero que minha filha, que “algum dia” eu terei, um dia seja forte o suficiente para ser ela mesma, por conta própria, não se elevando e não precisando de elogios excessivos; que ela fará o que a faz feliz, guiada pelo que é mais importante. E eu espero que ela sonhe.

Afinal, você nunca sabe onde um único sonho surpreendente irá levá-lo.

Jola Szymanska

Olá, querida amiga, na minha opinião e experiência, o melhor e único psicólogo da minha vida é Cristo”. Esse foi o primeiro comentário de um recente post no Instagram em que eu descrevia minha experiência com psicoterapia.

Outros comentários se seguiram: “A melhor terapia de todas são os retiros e o rosário”. “Eu visito regularmente os jesuítas. Um retiro silencioso, é onde você encontra Deus – Ele é o melhor terapeuta. Eu recomendo! Seus valores se encaixam e a estrada se torna reta”, escreveu outro internauta.

Esses leitores queriam enfatizar que a fé em Deus (ou o fato de ter um relacionamento com Ele) e cuidar dessa fé (através de retiros ou do rosário) são suficientes para que não tenhamos dificuldades ou problemas emocionais.

Primeiro de tudo, se assim fosse, nenhum cristão crente sofreria de depressão, e eles rapidamente se recuperariam quando se sentissem para baixo. Nós não precisaríamos de ajuda. Seríamos indivíduos autossuficientes, eternamente felizes, satisfeitos, conscientes de nossa autoestima. Mas esse não é o caso.

Em segundo lugar, tais comentários fazem com que pessoas que precisam da ajuda de um profissional de saúde mental se sintam culpadas (“Se a fé basta, mas não é suficiente para mim, isso significa que minha fé é fraca?”) ou dissuadi-las da decisão de procurar terapia (“Talvez a oração seja suficiente?”). Também faz com que os outros crentes sintam que as pessoas que fazem uso de ajuda psicológica estão “com falta de fé” ou são “crentes equivocados”. É como se a sua fé determinasse sua saúde psicológica.

Em terceiro lugar, esse tipo de comentário pressupõe que na vida devemos simplesmente juntar nossas mãos em oração (ou ir a um retiro), e Deus cuidará de tudo para nós. Você está triste? Não faça nada sobre isso, deixe Deus mudar (leia: isso acontecerá por si mesmo). É como se não tivéssemos controle sobre nossas vidas. Além disso, é como se nossa inteligência fosse o maior obstáculo.

O erro fundamental aqui é não saber distinguir o cultivo de um relacionamento com Deus com o cuidado da saúde. Assim como somos capazes de nos manter fisicamente limpos e irmos a um médico quando o nosso corpo está doente, devemos também poder (graças à ajuda de um psiquiatra, psicoterapeuta, conselheiro, terapeuta etc.) cuidar da nossa saúde mental e das nossas próprias emoções e psique.

De fato, como falar com Deus quando não sabemos qual parte de nossos pensamentos e impressões são de Deus? Que “voz” seguimos – nossas emoções? Nossa razão? Como podemos saber o que fazer quando tudo está confuso e tudo o que sabemos é que estamos nos sentindo perdidos e infelizes há muito tempo?

Em quarto lugar, tenho a impressão de que as pessoas que dizem essas coisas estão apenas inventando desculpas para si mesmas. Eu não consigo parecer feliz, então Deus deve querer assim. Estou triste, então deve ser um julgamento espiritual. Eu tenho medo, mas quando rezar, Deus me libertará do medo. Eu me sinto como um ninguém; tenho que agradecer e adorar a Deus com mais frequência. Eu acredito que, a longo prazo, este modo de pensar não é acreditar em Deus, mas ignorar e se machucar e se desculpar usando Deus. Não buscar ajuda psicológica é prejudicial, o que, em vez de nos enviar para o céu, pode nos colocar em um ciclo vicioso de aprofundamento dos problemas mentais.

Então, esses são alguns pensamentos gerais, mas aqui estão razões mais específicas do porquê Deus não é meu terapeuta, como alguém que, há quase três anos, está em processo de psicoterapia.

1. Porque Deus não é outro ser humano que está visivelmente presente

Dois mil anos atrás, talvez isso fosse possível – Cristo andou na Terra e conversou com as pessoas. Com alguns, ele se encontrava regularmente, mas mesmo assim não era psicoterapia, mas sim amizade e discipulado.

A psicoterapia consiste em reuniões semanais regulares entre um paciente e um terapeuta, durante as quais um terapeuta qualificado, com amplo conhecimento da psique humana e das formas como funciona, tenta ajudar o paciente a compreender a si mesmo. Não é possível sem conhecimento, experiência, empatia e conversa direta e clara. Temos que ouvir algumas coisas claramente para começar a notá-las.

Deus não é um terapeuta, mas Deus trabalha através de um terapeuta. É graças a Ele que finalmente posso me compreender em um nível muito profundo e, até agora, inconsciente, perdoar a mim mesmo e amar a mim mesmo como fui criado.

2. Porque eu quero agir, não fugir

Para mim, a religiosidade tinha sido uma maneira de lidar com minhas próprias emoções, fragilidades e desejos. Eu interpretava o que estava acontecendo na minha vida interior de uma maneira estritamente religiosa. Eu interpretava a ansiedade como Satanás, o medo como sendo covarde e a coragem como orgulho. E esses são apenas alguns exemplos.

Felizmente, em algum momento, comecei a lutar por mim. Eu não queria esperar por um milagre mágico; eu queria estar calma e feliz. Acredito que Deus nos promete uma vida boa e sábia, uma sensação de segurança e estabilidade emocional. Eu também acho que essas coisas não caem do céu, mas eu posso trabalhar para elas. É por isso que comecei a fazer algo nesse sentido.

3. Porque eu quero sentir-me estável e saudável

Quando meu dente dói, vou ao dentista. Quando estou doente, vou ao médico. Quando estou deprimida, vou a um psicoterapeuta ou a um psiquiatra. Emoções são sinais que me dizem o que está acontecendo comigo e o que eu preciso. Se sinto medo, vazio e tristeza permanente, preciso de ajuda e apoio. Não só isso, eu mereço isso.

4. Porque eu rezei por 25 anos e minha tristeza não foi embora

Por muito tempo, eu esperava que minha depressão passasse. Eu pensei que se eu terminasse a faculdade, encontrasse um emprego, me apaixonasse e perdesse peso, eu finalmente sentiria que valeria alguma coisa, como todo mundo ao meu redor. Mas isso não aconteceu.

O que ajudou foi o enfrentamento da árdua e lenta separação entre o que eu queria e o que eu achava que deveria querer, e de quem eu sou e quem eu achava que deveria ser.

5. Porque o encontro com Deus é diferente de uma reunião consigo mesmo

A oração é um encontro com Deus; a psicoterapia é uma reunião consigo mesmo com a ajuda de um terapeuta. Existem dois objetivos diferentes aqui, embora ambos basicamente levem à verdade e ao amor. Conhecer a Deus, buscar a verdade sobre Ele e descobrir Sua presença é diferente de conhecer a si mesmo. Preciso descobrir por que respondo de uma maneira e não de outra, por que sou puxada em uma direção em vez de outra e por que certas coisas são tão difíceis para mim.

Preciso me encontrar para entender o que quero e o que preciso. Se eu não me ajudar e não cuidar de minhas próprias necessidades básicas, não serei capaz de apreciar e aproveitar minha vida. E eu não vou poder amar verdadeiramente.

A oração é importante – na verdade é indispensável – mas não é tudo. Deus pode realizar milagres, mas geralmente Ele trabalha através de meios naturais. Ele espera que confiemos Nele e peçamos Sua ajuda, mas também que usemos os recursos que Ele nos disponibiliza, e isso inclui a ciência da medicina, que pode nos ajudar a sermos saudáveis ​​no corpo e na mente.

Jola Szymanska

Desde 1º de janeiro deste ano, as irlandesas podem abortar livremente até a 12ª semana de gestação, independentemente de justificativa, com base na lei pró-aborto aprovada no ano passado a partir da derogação da Oitava Emenda constitucional, que garantia o respeito à vida humana desde a concepção.

O jornal irlandês Southern Star noticia, no entanto, que menos de 5% dos médicos do país se dispôs até agora a praticar abortos: 95% deles são contrários à nova lei não apenas por convicções científicas e éticas sobre o estatuto do nascituro como ser humano de pleno direito, mas também porque os hospitais sequer tiveram tempo de se adequar à nova legislação por causa da extraordinária pressa com que ela foi promulgada.

No tocante à tão alardeada “segurança para as gestantes”, argumento tergiversado à exaustão pelos ideólogos do aborto livre, os médicos irlandeses denunciam, por exemplo, a falta de máquinas de ultrassom, de diretrizes clínicas e de pessoal treinado para executar (literalmente) o assim chamado “procedimento”.

Outra questão relevante é a da objeção de consciência: embora ela seja considerada na lei como um direito dos médicos, não há garantias trabalhistas que protejam objetivamente os profissionais que se negarem a praticar abortos com base nesse direito.

Existem também severas críticas ao fato de que a nova lei autoriza meninas de 15 anos ou até menos a abortarem não apenas sem necessidade de consentimento dos pais, mas sem sequer o conhecimento deles.

Além disso, a legislação abortista obriga os contribuintes irlandeses a financiarem os abortos, que são oferecidos pelo sistema público de saúde, e força os hospitais a praticá-lo, inclusive os católicos.

Ativistas pró-aborto preferiram atribuir a baixa adesão dos médicos ao que chamaram de “medo de represálias” por parte dos movimentos pró-vida

Fonte:  LifeNews.com

O Papa Francisco, em audiência concedida ao prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Francisco Ladaria Ferrer, aprovou e ordenou a publicação de resposta a uma dúvida sobre a licitude da histerectomia em casos específicos. A nota, divulgada nesta quinta-feira (3), é datada de 10 de dezembro de 2018.

A dúvida faz referência a casos extremos sobre a retirada do útero recentemente submetidos à Congregação para a Doutrina da Fé e que constituem uma situação diferente da questão pela qual foi dada resposta negativa em 31 de julho de 1993. De fato, naquela oportunidade, foram publicadas as Respostas às dúvidas propostas sobre o ‘isolamento uterino’.

Segundo a nota divulgada agora, a publicação da década de 90 permanece válida ao considerar “moralmente lícita a retirada do útero (histerectomia) quando o mesmo constitui um grave perigo atual para a vida ou a saúde da mãe” e ilícita “enquanto modalidade de esterilização direta a retirada do útero e a laqueadura das trompas (isolamento uterino), quando feitas com o propósito de tornar impossível uma eventual gravidez que pode comportar algum risco para a mãe”.

Histerectomia

A nota da Congregação explica que, nos últimos anos, “alguns casos bem circunstanciados referentes à histerectomia foram submetidos à Santa Sé” sobre situações em que a procriação não é possível. A nova dúvida com a sua resposta, então, completam aquelas já publicadas no ano de 1993.

Dúvida: É lícito retirar o útero (histerectomia) quando o mesmo encontra-se irreversivelmente em um estado tal de não poder ser mais idôneo à procriação, tendo os médicos especialistas chegado à certeza de que uma eventual gravidez levará a um aborto espontâneo antes da viabilidade fetal?

Resposta: Sim, porque não se trata de esterilização.

Casos de histerectomia moralmente lícitos

O diferencial da atual questão “é a certeza alcançada pelos médicos especialistas” de que, em caso de gravidez, ela seria interrompida espontaneamente antes que o feto chegasse ao estado de viabilidade. Do ponto de vista moral, enfatiza a nota, “deve-se exigir que seja alcançado o grau máximo de certeza possível pela medicina” nessa questão. A nota esclarece ainda que “não se trata de dificuldade ou de riscos de maior ou menor importância, mas da impossibilidade de procriar de um casal”.

Além disso, “a resposta à dúvida não diz que a decisão de praticar a histerectomia é sempre a melhor”, mas que é moralmente lícita apenas sob as condições mencionadas sem, portanto, “excluir outras opções (por exemplo, recorrer a períodos inférteis ou  à abstinência total)”. Cabe aos cônjuges, acrescenta a nota, em diálogo com os médicos e com o diretor espiritual, “escolher o caminho a seguir, aplicando ao próprio caso e às circunstâncias os critérios graduais normais da intervenção médica”.

A esterilização ilícita

No caso contemplado na publicação da nova resposta, os órgãos reprodutivos “não são capazes de realizar sua função procriadora natural”, o que significa que dar à luz a um feto vivo não é biologicamente possível. Portanto, “se está diante não somente de um funcionamento imperfeito ou arriscado dos órgãos reprodutivos, mas de uma situação na qual o propósito natural de dar à luz a uma prole viva não é possível”. Diferente do objeto próprio da esterilização que “é o impedimento da função dos órgãos reprodutivos, enquanto a malícia da esterilização consiste na rejeição da prole: é um ato contra o bonum prolis”, esclarece a nota.

A intervenção médica, na atual questão, “não pode ser julgada como antiprocriativa”. A nota sublinha, assim, que “retirar um sistema reprodutivo incapaz de levar adiante uma gravidez não pode ser qualificado como esterilização direta, que é e permanece intrinsecamente ilícita como fim e meio”.

Vatican News

Não existem demarcadores concretos que denunciem quando alguém já pode ser considerado homem de verdade. Tem muita gente do sexo masculino por aí, mas pessoas que se portem de modo confiável e comprometido é um pouco mais difícil.

Claro, estas não são características exclusivas do sexo masculino, nem dão algum diploma ou garantia absoluta, mas são indícios de que a pessoa não está mais aqui a passeio e que não chega ao outro extremo de se levar a sério demais.

É de maturidade que falo aqui, coisa preciosa.

1. Sabe expressar aquilo que pensa e sente sem jogos

O típico jogo de meninos é tentar sair ganhando todas as paradas e conseguindo aquilo que querem, preferencialmente sem esforço ou sem levar em consideração todas as condições. Para isso dramatizam, inventam, choram, na tentativa de dobrar o mundo ao seu gosto. Sua tática costuma ser uma variação de chantagem emocional que faça dos outros marionetes de seus interesses.

Um homem maduro percebe o momento adequado para se expressar sem atropelar os outras com suas vontades inadiáveis. Para isso, coloca as cartas na mesa com a tranqüilidade de quem está desarmado.

2. Valoriza a credibilidade

Meninos costumam agir sob impulso, por isso são capazes de fazer promessas para a vida inteira para alguém hoje e, amanhã, prometer o mesmo para outra pessoa com a mesma pseudo-convicção. Por isso, agem levianamente com trabalho, relacionamentos, família e consigo mesmos.

A credibilidade de um homem é o carro chefe do seu currículo. Seu talento vem acompanhado de uma certeza de que a fala é fiel aos atos, ainda que seja: “agora não vou prometer isso”.

3. Sabe equilibrar posturas

É muito fácil para o menino afirmar que é 8 ou 80, afinal qualquer coisa que der na cabeça dele será justificado por sua imprevisibilidade e intensidade.

A maturidade traz a tranqüilidade de quem não precisa agir como uma caricatura exageradamente feliz ou preocupada. Ele pondera e deixa decantar suas ideias e sentimentos até a efetiva ação. Com firmeza, sem radicalismos.

4. Evita auto-afirmação barata

Como está sempre hesitante, o menino se agarra a pequenos jogos de poder e usa os outros como escada de seus interesses. Garotas se transformam em cabides de sua vaidade e a escravidão por status é o arroto de sua pobreza emocional.

O homem de verdade consegue se movimentar mesmo sem estar no pódio e ainda assim se felicita com as vitórias e alegrias que permeiam a jornada de crescimento alheio. Por isso, não usa os outros como meios para seus fins, mas como parceiros de realização mútua.

5. Sabe liderar e ser liderado

O menino, por medo de voltar à condição de criança, quer sempre estar com as rédeas na mão. Ele dita condições, normas e regras rígidas para si mesmo e para os outros numa tentativa de não voltar ao cativeiro da casa dos pais.

Como o adulto já não vê esse retorno psicológico como uma realidade plausível, não precisa se reafirmar com a batuta na mão. Pode conduzir ou deixar-se guiar sem ver sua autoridade ferida.

6. O sexo não o aprisiona

Para meninos o sexo é o primeiro caminho de realização e prazer. Por isso, se agarram a ele como se fosse a única forma de encontrar entrega, afetividade, intensidade e gozo. Em pouco tempo ficam reféns do prazer a qualquer custo e acabam usando pessoas como peças dessa engrenagem egocêntrica.

Uma pessoa madura já ampliou seus horizontes e não resume seu prazer vital à cama. Já consegue saborear a sutileza do encontro sem afobação, desfrutando de um bom papo noite a dentro e uma vida recheada de trocas emocionais significativas. A verdadeira sensação de intimidade é sua meta. O sexo é um detalhe importante, mas não exclusivo para esse fim, e deve ser vivenciado dentro do matrimônio

7. Avança ou recua quando necessário

Para o menino só serve a vitória e, nessa empreitada de inevitável fracasso, agarrará cada disputa pessoal como um pitbull furioso, só largando se alguém sai machucado.

O homem maduro sabe admitir falhas, às vezes recua e não precisa estar sempre certo. Consciente de que a vida não é um jogo, pode abrir mão de excessos que os garotos nunca deixariam para trás. Ele segue em frente, seja lá qual for o resultado.

8. Seja um período ruim ou bom, ele sabe que vai passar

Meninos só interagem com quem terão algum proveito e fazem de tudo para continuar navegando em mar calmo, controlando tudo ao seu redor.

Homens passam por situações de escassez e continuam de peito aberto, criativos, dispostos, encontrando caminhos desconhecidos e prontos para lidar com privações.

Se a recompensa jorra em sua vida pessoal e financeira consegue ter virtudes e bens sem oprimir os outros, pois sabe utilizar seus recursos em benefício dos seres.

9. Seus desejos e caprichos nem sempre são prioridade

Consequência e responsabilidade são palavras pouco usadas no dicionário de meninos, já que estão habituados a colocar as coisas na conta dos pais ou da sociedade injusta. Para eles é natural e até vantajoso não lidar com limites.

O cara de “responsa” sabe bem onde pisa e, se avança sobre a liberdade alheia, percebe a hora de dizer sim ou não para os próprios desejos.

10. Não fica tentando sustentar estereótipos de macho

Os garotos com pouco repertório emocional (ainda que tenham 40 anos) se agarram em estereótipos de macho e se levam demasiado a serio. Lutam cegamente pelos brinquedos convencionais como carros, casas e iates, mas esquecem de alavancar uma vida significativa com felicidade, liberdade e paz de espírito.

Os bem vividos têm jogo de cintura e flexibilidade para mudar a rota da sua vida. Posicionam sua mente em um lugar privilegiado, de ludicidade, que vê a vida como uma dança harmoniosa onde não existem ruas sem saídas.

11. Palavras são só palavras, ele age

Os mimados reclamam e não pedem nada, não são capazes de sugerir mudanças ou verdadeiramente pensar em soluções. Falam e não comunicam com clareza o que exatamente os aflige ou como podem contribuir para uma mudança.

Para eles é mais importante se livrar do peso da cobrança – de si próprio ou de um outro – do que fazer o que tem de ser feito. Por isso prometem. Confiam no autoengano de suas promessas e esquecem que são as ações que falam mais alto.

Homens não esperam o momento ideal, tomam a frente e fazem o que tem que ser feito, sem preguiça. Na sua mente a mamãe não vai resolver a prova final.

12. Tenta acessar sua sabedoria mais profunda em meio às crises

Quando o horizonte do homem avança, há uma tendência em não mais ir atrás de soluções individuais. Ele percebe que é melhor e mais fácil avançar por meio de uma mente coletiva que traz à tona uma inteligência mais profunda. Aprende a converter qualquer interação num espaço de transformação e dali sair renovado diante de uma crise, sem paralisia.

Atos extremos estão reservados para mentes estreitas que só vêem dois caminhos. Certo/errado, bom/mau, justo/injusto. No universo infantil de alguém preso a estes eixos, há muito mais espaço para sentimentos contraproducentes como culpa, vergonha e medo.

13. São menos autocentrados

Um homem deixa que seu ego seja espremido pelas imprevisibilidades da vida sem que perca os outros de vista. Ainda que o ego baita forte e constante em suas mãos, insiste em trazer outros consigo, como parceiros. Não é uma pessoa plena, mas tem coragem para enfrentar suas incompletudes sem se fechar em sua bolha pessoal

Se você achou o mundo dos homens muito lento, chato, utópico ou com pouca ação e intensidade, já tem um bom indicio de qual ponto se encontra no percurso de amadurecimento pessoal. Fique atento se é acometido da pressa existencial precoce que paira no mundo dos meninos ou se submerge nos desafios silenciosos do oceano das incertezas humanas.

Autor: Frederico Mattos

Um elefante com a tromba virada para cima é o principal enfeite da sua sala? Atrás da sua porta há uma ferradura? Sua casa está decorada com quartzos, pêndulos ou caveiras?

Desfaça-se deles, “limpe” seu lar e sua família de todo objeto de idolatria, porque, longe de atrair sorte, dinheiro e proteção, você está dando as costas a Deus e começando uma relação direta com o mundo de Satanás. Quem afirma isso é o coordenador dos exorcistas da arquidiocese do México, Pe. Guillermo Barba Mojica.

“O mais perigoso dessas práticas é que elas desprezam nossa fé. E o que é pior: ferem gravemente nossa relação com o Deus do amor, o Deus da misericórdia, que cuida de nós e nos ama com um amor eterno, dado que colocamos no seu lugar os ídolos, ou seja, objetos aos quais são atribuídos poderes sobrenaturais”, adverte o sacerdote.

E explica que, como diz a Bíblia no discurso de Deuteronômio, todos esses costumes pagãos são abominações para Deus e, ao colocá-los em prática, a pessoa viola o primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas.

Acrescenta que a pessoa que se deixa levar pela tentação de controlar sua vida e o futuro – uma das coisas que motiva a possessão destes objetos de idolatria – usurpa um lugar que só corresponde a Deus, porque, como diz o Papa Francisco na exortação apostólica Lumen fidei, o ídolo é um pretexto para que a pessoa se coloque no centro da realidade, adorando a obra das próprias mãos.

A isso se une a forte influência de uma cultura do sincretismo religioso, da Nova Era e de um neopaganismo, que leva muitos católicos que desconhecem sua fé a ser presa desse mundo no qual se respira uma atmosfera de pecado, segundo o Pe. Guillermo.

Também insiste em que “a raiz do problema é o desconhecimento de Cristo e do seu Evangelho, razão pela qual é urgente evangelizar, já que muitos batizados, ao estar longe dos sacramentos, da Palavra de Deus, caem no campo da idolatria, depositando sua confiança em objetos, que inclusive convertem em ídolos diante dos quais e inclinam”.

Que objetos podem dar origem ao pecado sem que a pessoa perceba no começo?

Tudo aquilo que pretende substituir Deus. Pode ser um artigo que idolatramos por pertença sentimental até os que apreciamos mais que nossas vidas e que muitas vezes são simples objetos criados para fazer nosso ego crescer, porque sabemos que nenhuma coisa ou pessoa pode exercer em si autoridade sobre o homem, se não lhe viesse de Deus, e é claro que Ele mesmo não dá autoridade aos objetos.

Como alertar os fiéis sobre a presença de tais objetos em seus lares?

Como comenta o Papa Francisco na encíclica “A luz da fé” (Lumen fidei), a fé, enquanto associada à conversão, é o oposto da idolatria; é separação dos ídolos para voltar ao Deus vivo, mediante um encontro pessoal.

Então, a única maneira de erradicar a superstição, a idolatria e o mal das nossas vidas é um encontro vivo e pessoal com Jesus Cristo por meio do anúncio kerigmático, seguido de uma catequese sólida.

Que efeitos estas práticas podem provocar nos lares?

Os objetos de idolatria são uma estratégia do diabo para destruir a fé dos fiéis e, ao depositar a confiança neles, a pessoa pode iniciar uma relação com o mundo de Satanás, porque quem os usa deixa de ser verdadeiramente crente e se torna crédulo.

Também existe o dano psicológico, porque há pessoas que desenvolvem uma alienação com estes objetos, chegando ao ponto de ter alucinações auditivas e visuais, o que reforça um pensamento mágico que pode chegar a ser tão forte até tornar-se uma psicose familiar.

Outro aspecto no qual também causam um grave dano é na economia familiar, que muitas vezes se vê prejudicada pelo dinheiro investido nessas práticas. Por tudo isso, a Igreja é clara quando nos adverte, no Catecismo, contra estas tentações.

O que fazer com estes objetos para não prejudicar mais pessoas?

Um passo rumo à conversão é a renúncia a estes objetos de idolatria, não só de maneira implícita, mas explicitamente; um gesto de renúncia seria destruí-los para não incentivar que outras pessoas adiram a eles, e a melhor maneira de fazer isso é levá-los ao sacerdote para que ele faça brevemente uma oração de libertação e nos indique a forma mais conveniente de acabar com eles.

Fonte: Aleteia