Não existem demarcadores concretos que denunciem quando alguém já pode ser considerado homem de verdade. Tem muita gente do sexo masculino por aí, mas pessoas que se portem de modo confiável e comprometido é um pouco mais difícil.

Claro, estas não são características exclusivas do sexo masculino, nem dão algum diploma ou garantia absoluta, mas são indícios de que a pessoa não está mais aqui a passeio e que não chega ao outro extremo de se levar a sério demais.

É de maturidade que falo aqui, coisa preciosa.

1. Sabe expressar aquilo que pensa e sente sem jogos

O típico jogo de meninos é tentar sair ganhando todas as paradas e conseguindo aquilo que querem, preferencialmente sem esforço ou sem levar em consideração todas as condições. Para isso dramatizam, inventam, choram, na tentativa de dobrar o mundo ao seu gosto. Sua tática costuma ser uma variação de chantagem emocional que faça dos outros marionetes de seus interesses.

Um homem maduro percebe o momento adequado para se expressar sem atropelar os outras com suas vontades inadiáveis. Para isso, coloca as cartas na mesa com a tranqüilidade de quem está desarmado.

2. Valoriza a credibilidade

Meninos costumam agir sob impulso, por isso são capazes de fazer promessas para a vida inteira para alguém hoje e, amanhã, prometer o mesmo para outra pessoa com a mesma pseudo-convicção. Por isso, agem levianamente com trabalho, relacionamentos, família e consigo mesmos.

A credibilidade de um homem é o carro chefe do seu currículo. Seu talento vem acompanhado de uma certeza de que a fala é fiel aos atos, ainda que seja: “agora não vou prometer isso”.

3. Sabe equilibrar posturas

É muito fácil para o menino afirmar que é 8 ou 80, afinal qualquer coisa que der na cabeça dele será justificado por sua imprevisibilidade e intensidade.

A maturidade traz a tranqüilidade de quem não precisa agir como uma caricatura exageradamente feliz ou preocupada. Ele pondera e deixa decantar suas ideias e sentimentos até a efetiva ação. Com firmeza, sem radicalismos.

4. Evita auto-afirmação barata

Como está sempre hesitante, o menino se agarra a pequenos jogos de poder e usa os outros como escada de seus interesses. Garotas se transformam em cabides de sua vaidade e a escravidão por status é o arroto de sua pobreza emocional.

O homem de verdade consegue se movimentar mesmo sem estar no pódio e ainda assim se felicita com as vitórias e alegrias que permeiam a jornada de crescimento alheio. Por isso, não usa os outros como meios para seus fins, mas como parceiros de realização mútua.

5. Sabe liderar e ser liderado

O menino, por medo de voltar à condição de criança, quer sempre estar com as rédeas na mão. Ele dita condições, normas e regras rígidas para si mesmo e para os outros numa tentativa de não voltar ao cativeiro da casa dos pais.

Como o adulto já não vê esse retorno psicológico como uma realidade plausível, não precisa se reafirmar com a batuta na mão. Pode conduzir ou deixar-se guiar sem ver sua autoridade ferida.

6. O sexo não o aprisiona

Para meninos o sexo é o primeiro caminho de realização e prazer. Por isso, se agarram a ele como se fosse a única forma de encontrar entrega, afetividade, intensidade e gozo. Em pouco tempo ficam reféns do prazer a qualquer custo e acabam usando pessoas como peças dessa engrenagem egocêntrica.

Uma pessoa madura já ampliou seus horizontes e não resume seu prazer vital à cama. Já consegue saborear a sutileza do encontro sem afobação, desfrutando de um bom papo noite a dentro e uma vida recheada de trocas emocionais significativas. A verdadeira sensação de intimidade é sua meta. O sexo é um detalhe importante, mas não exclusivo para esse fim, e deve ser vivenciado dentro do matrimônio

7. Avança ou recua quando necessário

Para o menino só serve a vitória e, nessa empreitada de inevitável fracasso, agarrará cada disputa pessoal como um pitbull furioso, só largando se alguém sai machucado.

O homem maduro sabe admitir falhas, às vezes recua e não precisa estar sempre certo. Consciente de que a vida não é um jogo, pode abrir mão de excessos que os garotos nunca deixariam para trás. Ele segue em frente, seja lá qual for o resultado.

8. Seja um período ruim ou bom, ele sabe que vai passar

Meninos só interagem com quem terão algum proveito e fazem de tudo para continuar navegando em mar calmo, controlando tudo ao seu redor.

Homens passam por situações de escassez e continuam de peito aberto, criativos, dispostos, encontrando caminhos desconhecidos e prontos para lidar com privações.

Se a recompensa jorra em sua vida pessoal e financeira consegue ter virtudes e bens sem oprimir os outros, pois sabe utilizar seus recursos em benefício dos seres.

9. Seus desejos e caprichos nem sempre são prioridade

Consequência e responsabilidade são palavras pouco usadas no dicionário de meninos, já que estão habituados a colocar as coisas na conta dos pais ou da sociedade injusta. Para eles é natural e até vantajoso não lidar com limites.

O cara de “responsa” sabe bem onde pisa e, se avança sobre a liberdade alheia, percebe a hora de dizer sim ou não para os próprios desejos.

10. Não fica tentando sustentar estereótipos de macho

Os garotos com pouco repertório emocional (ainda que tenham 40 anos) se agarram em estereótipos de macho e se levam demasiado a serio. Lutam cegamente pelos brinquedos convencionais como carros, casas e iates, mas esquecem de alavancar uma vida significativa com felicidade, liberdade e paz de espírito.

Os bem vividos têm jogo de cintura e flexibilidade para mudar a rota da sua vida. Posicionam sua mente em um lugar privilegiado, de ludicidade, que vê a vida como uma dança harmoniosa onde não existem ruas sem saídas.

11. Palavras são só palavras, ele age

Os mimados reclamam e não pedem nada, não são capazes de sugerir mudanças ou verdadeiramente pensar em soluções. Falam e não comunicam com clareza o que exatamente os aflige ou como podem contribuir para uma mudança.

Para eles é mais importante se livrar do peso da cobrança – de si próprio ou de um outro – do que fazer o que tem de ser feito. Por isso prometem. Confiam no autoengano de suas promessas e esquecem que são as ações que falam mais alto.

Homens não esperam o momento ideal, tomam a frente e fazem o que tem que ser feito, sem preguiça. Na sua mente a mamãe não vai resolver a prova final.

12. Tenta acessar sua sabedoria mais profunda em meio às crises

Quando o horizonte do homem avança, há uma tendência em não mais ir atrás de soluções individuais. Ele percebe que é melhor e mais fácil avançar por meio de uma mente coletiva que traz à tona uma inteligência mais profunda. Aprende a converter qualquer interação num espaço de transformação e dali sair renovado diante de uma crise, sem paralisia.

Atos extremos estão reservados para mentes estreitas que só vêem dois caminhos. Certo/errado, bom/mau, justo/injusto. No universo infantil de alguém preso a estes eixos, há muito mais espaço para sentimentos contraproducentes como culpa, vergonha e medo.

13. São menos autocentrados

Um homem deixa que seu ego seja espremido pelas imprevisibilidades da vida sem que perca os outros de vista. Ainda que o ego baita forte e constante em suas mãos, insiste em trazer outros consigo, como parceiros. Não é uma pessoa plena, mas tem coragem para enfrentar suas incompletudes sem se fechar em sua bolha pessoal

Se você achou o mundo dos homens muito lento, chato, utópico ou com pouca ação e intensidade, já tem um bom indicio de qual ponto se encontra no percurso de amadurecimento pessoal. Fique atento se é acometido da pressa existencial precoce que paira no mundo dos meninos ou se submerge nos desafios silenciosos do oceano das incertezas humanas.

Autor: Frederico Mattos

Um elefante com a tromba virada para cima é o principal enfeite da sua sala? Atrás da sua porta há uma ferradura? Sua casa está decorada com quartzos, pêndulos ou caveiras?

Desfaça-se deles, “limpe” seu lar e sua família de todo objeto de idolatria, porque, longe de atrair sorte, dinheiro e proteção, você está dando as costas a Deus e começando uma relação direta com o mundo de Satanás. Quem afirma isso é o coordenador dos exorcistas da arquidiocese do México, Pe. Guillermo Barba Mojica.

“O mais perigoso dessas práticas é que elas desprezam nossa fé. E o que é pior: ferem gravemente nossa relação com o Deus do amor, o Deus da misericórdia, que cuida de nós e nos ama com um amor eterno, dado que colocamos no seu lugar os ídolos, ou seja, objetos aos quais são atribuídos poderes sobrenaturais”, adverte o sacerdote.

E explica que, como diz a Bíblia no discurso de Deuteronômio, todos esses costumes pagãos são abominações para Deus e, ao colocá-los em prática, a pessoa viola o primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas.

Acrescenta que a pessoa que se deixa levar pela tentação de controlar sua vida e o futuro – uma das coisas que motiva a possessão destes objetos de idolatria – usurpa um lugar que só corresponde a Deus, porque, como diz o Papa Francisco na exortação apostólica Lumen fidei, o ídolo é um pretexto para que a pessoa se coloque no centro da realidade, adorando a obra das próprias mãos.

A isso se une a forte influência de uma cultura do sincretismo religioso, da Nova Era e de um neopaganismo, que leva muitos católicos que desconhecem sua fé a ser presa desse mundo no qual se respira uma atmosfera de pecado, segundo o Pe. Guillermo.

Também insiste em que “a raiz do problema é o desconhecimento de Cristo e do seu Evangelho, razão pela qual é urgente evangelizar, já que muitos batizados, ao estar longe dos sacramentos, da Palavra de Deus, caem no campo da idolatria, depositando sua confiança em objetos, que inclusive convertem em ídolos diante dos quais e inclinam”.

Que objetos podem dar origem ao pecado sem que a pessoa perceba no começo?

Tudo aquilo que pretende substituir Deus. Pode ser um artigo que idolatramos por pertença sentimental até os que apreciamos mais que nossas vidas e que muitas vezes são simples objetos criados para fazer nosso ego crescer, porque sabemos que nenhuma coisa ou pessoa pode exercer em si autoridade sobre o homem, se não lhe viesse de Deus, e é claro que Ele mesmo não dá autoridade aos objetos.

Como alertar os fiéis sobre a presença de tais objetos em seus lares?

Como comenta o Papa Francisco na encíclica “A luz da fé” (Lumen fidei), a fé, enquanto associada à conversão, é o oposto da idolatria; é separação dos ídolos para voltar ao Deus vivo, mediante um encontro pessoal.

Então, a única maneira de erradicar a superstição, a idolatria e o mal das nossas vidas é um encontro vivo e pessoal com Jesus Cristo por meio do anúncio kerigmático, seguido de uma catequese sólida.

Que efeitos estas práticas podem provocar nos lares?

Os objetos de idolatria são uma estratégia do diabo para destruir a fé dos fiéis e, ao depositar a confiança neles, a pessoa pode iniciar uma relação com o mundo de Satanás, porque quem os usa deixa de ser verdadeiramente crente e se torna crédulo.

Também existe o dano psicológico, porque há pessoas que desenvolvem uma alienação com estes objetos, chegando ao ponto de ter alucinações auditivas e visuais, o que reforça um pensamento mágico que pode chegar a ser tão forte até tornar-se uma psicose familiar.

Outro aspecto no qual também causam um grave dano é na economia familiar, que muitas vezes se vê prejudicada pelo dinheiro investido nessas práticas. Por tudo isso, a Igreja é clara quando nos adverte, no Catecismo, contra estas tentações.

O que fazer com estes objetos para não prejudicar mais pessoas?

Um passo rumo à conversão é a renúncia a estes objetos de idolatria, não só de maneira implícita, mas explicitamente; um gesto de renúncia seria destruí-los para não incentivar que outras pessoas adiram a eles, e a melhor maneira de fazer isso é levá-los ao sacerdote para que ele faça brevemente uma oração de libertação e nos indique a forma mais conveniente de acabar com eles.

Fonte: Aleteia