A alma francesa teve que engolir as chamas para nos lembrar que as catedrais continuam sendo um dos melhores evangelizadores, e que a França já foi considerada como o mais cristão dos países.

No entanto, na segunda-feira da Semana Santa, a joia daquele que uma vez foi um país católico (e vaticino que seguirá sendo), a Catedral de Notre Dame – personagem tão central para Victor Hugo como Esmeralda e Quasimodo, mais icônico de tudo o que Paris acrescentou à sua paisagem urbana nos 850 anos desde que foi construída, e tão duradoura ​​que sobreviveu às cerimônias do Culto ao Ser Supremo de Robespierre durante a Revolução Francesa, testemunhou o império de Napoleão e permaneceu de pé quando os nazistas ocuparam Paris –evangelizava enquanto ardia, tal como Joana d’Arc, tal como os mártires.

Ela estava nos recordando que o mundo ainda precisa da Igreja, porque ainda precisa de Deus.

A angústia pelo incêndio de Notre Dame foi sentida por muitos, amada como era não apenas pelos católicos parisienses da Arquidiocese de Paris, que chamavam a catedral de lar, mas por admiradores de diferentes origens em todo o mundo.

A angústia coletiva da humanidade ferida pela chocante desintegração interna da catedral, enquanto o pináculo ruía, enquanto a nuvem de fumaça flutuava sobre Paris nessa tarde de primavera, sugeria algo metafísico: na semana da comemoração da Paixão de Cristo, uma consciência da perda de algo precioso pairava sobre Paris e além dela. Ao ver a nave do símbolo de Paris transformada em cinzas, somos derrotados com o temido sentimento humano de que simplesmente não somos capazes de apreciar plenamente aquilo que temos até que seja tarde demais.

E, suspeito, que a cena perturbadora talvez tenha despertado algo em não poucos, incentivados pela estrutura que sobreviveu: um entendimento de que Notre Dame e outros espaços não existem primeiramente como edifícios para serem admirados, mas como portais para os mistérios sagrados, dentro da natureza sacramental do nosso catolicismo, com a experiência cósmica do pão e do vinho se tornando o Corpo e o Sangue, a alma e a divindade de Jesus Cristo todos os dias. (…)

Agora, um dia em breve haverá novos trabalhadores transformando Notre Dame, unindo-se ao trabalho daqueles construtores medievais, anteriores a eles, tentando preservar aquilo que as catedrais e as igrejas defendem em um tempo tão frequentemente em desacordo com a sua mensagem.

Quando as grandes catedrais góticas se ergueram, elas se elevaram acima de tudo na cidade, significando que aqui, neste lugar, estava a porta para o divino. Não havia nada comparável ao redor. Seu propósito era singular e urgente: Deus está aqui e ele está chamando você. Somos lembrados disso quando vemos as grandes catedrais ainda em pé hoje. Mesmo como uma das nossas catedrais mais amadas, de alguma forma ainda dignificada em seu estado carbonizado. Sua santidade se manteve.

Entremos por suas portas enquanto ainda temos tempo, antes que seja tarde demais. Só que agora, não entremos mais como turistas, e sim como peregrinos. Não mais como pedestres lacônicos, mas como penitentes necessitados. Deus está aqui. As catedrais ainda anunciam Deus para um mundo incrédulo e Ele está chamando você.

James Day é o Gerente de Operações de EWTN em Orange County, Califórnia.

A Catedral de Notre Dame por inteiro era uma obra de arte em si mesma: seu estilo gótico, vitrais magníficos, gárgulas, órgão imponente e outras obras de arte e esculturas dentro e fora da igreja.

Contudo, os católicos de todo o mundo estavam especialmente preocupados com as três relíquias de Cristo que eram mantidas na catedral entre seus tesouros, e que estão especialmente em nossos corações e mentes durante a Semana Santa: a coroa de espinhos, um dos cravos com os quais Cristo fora crucificado, e um pequeno pedaço da cruz do Senhor no Calvário.

Embora as relíquias dos santos sejam altamente valorizadas, as relíquias de Jesus Cristo são as mais importantes para nós como cristãos, particularmente porque são peças de sua Paixão.

A “boa notícia” em meio à dor desta tragédia é que tanto as relíquias quanto a maioria das obras de arte da catedral estão seguras (ironicamente, ontem, 15 de abril, foi também o dia mundial da arte), incluindo as famosas estátuas dos 12 apóstolos da fachada, e as gárgulas, que haviam sido retiradas da catedral na semana passada como parte de um processo de restauração que estava em andamento.

A túnica do rei São Luís IX, outro tesouro, também está segura. São Luís foi o último monarca europeu a liderar uma Cruzada para recuperar Jerusalém, e conseguiu salvar vários tesouros religiosos da Terra Santa no século XIII.

A coroa de espinhos passou por várias mãos antes de chegar à monarquia francesa. Luís IX construiu a Sainte Chapelle no século XIII como local para alojar a relíquia para a veneração dos fiéis, a pouca distância da Catedral de Notre Dame.

Durante a Revolução Francesa, a relíquia foi mantida na Biblioteca Nacional; finalmente chegou a Notre Dame em 1801. Ela é mantida em um tubo de cristal circular, e atualmente está sem seus espinhos, porque eles foram quebrados e distribuídos para várias igrejas (dois deles são encontrados na Basílica de São Pedro, em Roma).

O cravo veio do Santo Sepulcro, e de acordo com relatos históricos, alguns cristãos em Jerusalém o deram ao imperador Carlos Magno no ano de 799.

Estas relíquias de Cristo geralmente não estão à vista dos turistas, mas a coroa é exibida para os fiéis em Paris na primeira sexta-feira de cada mês às 15 horas, momento da morte de Cristo, e na Sexta-Feira Santa por um período mais longo.

Este ano será diferente. Ainda não se sabe onde essas relíquias estarão localizadas enquanto Notre Dame for reconstruída, e não foi anunciado se elas serão exibidas em outra igreja nesta Sexta-feira Santa.

Ao padre Fournier, capelão dos bombeiros de Paris, é o que temos de agradecer por ter entrado na catedral em chamas para salvar a coroa de espinhos e o Santíssimo Sacramento, arriscando a própria vida para salvar essas relíquias icônicas e esse inestimável tesouro da nossa religião.

A foto do herói:

Fonte: Aleteia

Após o nosso noivado, uma das melhores coisas que meu marido Joseph e eu fizemos para nos prepararmos para a nossa vida juntos foi o aconselhamento pré-conjugal. Nas sessões, aprendemos sobre diferentes maneiras de abordar os conflitos, bem como as técnicas que podemos usar para melhorar nossa comunicação um com o outro.

Ao longo de aulas de preparação para o casamento, nós trabalhamos com os mitos e mentiras que a cultura de hoje diz que o casamento deve parecer. Através de aconselhamento, aprendemos que o amor não é uma emoção, é uma decisão – e às vezes teremos que decidir nos amar nos dias em que a outra pessoa está de mau humor. Apesar do que os romances tentam nos dizer, o casamento não é um conto de fadas, e desentendimentos e lutas acontecem.

Nos cinco meses do nosso casamento, apesar de Joseph e eu discordarmos sobre as coisas, nunca levantamos a voz, batemos as portas ou deixamos as conversas. De modo algum a nossa falta de brigas explosivas nos torna um casal perfeito – ainda temos nossas falhas (e eu tenho um temperamento horrível!). Mas, de volta aos nossos dias de casamento, nos comprometemos com a luta justa, e porque nos comprometemos com a luta justa em nosso casamento, somos capazes de lutar pelo nosso casamento juntos.

Os desentendimentos são uma parte saudável dos relacionamentos e cada casal os tem – mas, mais importante do que se você luta é como você discute. O conflito é parte de qualquer relacionamento, mas é possível lutar de forma justa e não deixar que os desentendimentos destruam seu amor um pelo outro.

Aqui estão 4 dicas que aprendemos no aconselhamento pré-matrimonial sobre como se comunicar bem, mesmo quando a pessoa que você ama está ficando nervosa…

Não evite conflitos 

Os desentendimentos não são a coisa mais divertida do mundo. Prefiro falar sobre algo que Joseph e eu somos apaixonados. Mas evitar desentendimentos e empurrar conflitos sob o tapete não faz nada além de prejudicar o relacionamento. Ao invés de colocar uma questão em aberto e trabalhá-la com o seu cônjuge, você enche o problema apenas para que ele exploda mais tarde. Mais importante ainda, se você evita constantemente o conflito, você não colherá os benefícios de se tornar um casal mais forte depois de trabalhar com algo difícil juntos.

Use “Eu” não “Você” 

Uma técnica de discussão justa que os nossos conselheiros pré-maritais enfatizaram foi a importância das declarações “eu”. Ao invés de dizer “Você sempre se esquece de ajudar a lavar louça!”, a afirmação pode ser reformulada para “Eu me sinto desrespeitado quando você não ajuda a lavar os pratos após o jantar”. As declarações que começam com “eu” ajudam a evitar reações críticas e defensivas que pode ser iniciado com “você”.

Os desentendimentos são uma parte saudável dos relacionamentos  mostram que as declarações “eu” podem ajudar um casal a trabalhar com desentendimentos agora e no futuro. “Embora isso não resolva completamente o problema, mantém a boa relação de colaboração entre as duas pessoas”, explicam. “É mais provável que seja gerado mais interações cooperativas no futuro do que a abordagem acusatória ‘você’”.

Não traga roupa velha e suja 

Quando frustração, conflito e desacordo surgirem em seu casamento, lembre-se de manter as conversas sobre os problemas específicos. Pode ser fácil culpar o seu cônjuge, dizendo que “ele sempre se esquece de lavar a louça”, ou “nunca se lembra de tirar o lixo”, mas as declarações generalizadas sobre as ações do seu cônjuge podem fazer com que eles se tornem defensivos e encorajar argumentos desnecessários.

Caroline Sweatt-Eldredge é uma conselheira profissional licenciada em Houston, Texas. Ela aconselha que, quando os casais discutem, eles devem manter suas conversas focadas na discussão em questão. “Concentre-se no que acabou de acontecer e não viaje para todos os outros incidentes que apoiem sua reivindicação”, explica ela. “Ao lidar com as coisas que ocorrem, você pode limitar a intensidade em torno do problema e ter uma abordagem mais suave”.

Peça desculpas 

Se você precisa pedir desculpas ao seu cônjuge por perder o seu temperamento, não ouvir bem, ou esquecer de ajudar a lavar louça após o jantar na noite passada, não tenha medo de ser a primeira pessoa a dizer “Sinto muito, você me perdoa por favor?”. Embora essas palavras possam ser difíceis de sair às vezes, no meu casamento, descobri que, às vezes, as palavras mais amorosas em um casamento não são “eu te amo”, mas “me desculpe”.

Um pedido de desculpas nos ajuda a perceber o poder de nossas palavras e ações, e nos permite assumir a responsabilidade pelo fato de nossa raiva ter prejudicado a pessoa que amamos. Ter a humildade de admitir que você estava errado e pedir perdão quebra as barreiras entre você e seu cônjuge e ajuda a reconstruir seu relacionamento, tornando-o mais resistente nos próximos anos.

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O mundo inteiro voltou seus olhos para a França esta semana. Uma catedral pegou fogo! Toda a preocupação humanista que se viu na mídia secular não é capaz de atingir a dimensão deste incidente; é preciso olhá-lo com os olhos da Fé. Porque uma catedral não é um monumento histórico: é um símbolo sagrado, é uma síntese da humanidade, é algo tão caro ao mundo que conhecemos que se pode até mesmo dizer — como ouvimos nos últimos dias — que uma catedral é um arquétipo da própria civilização.

Na segunda-feira santa, à tarde, caíram-me como uma bomba as notícias sobre o incêndio de Notre-Dame. Nas imagens que me chegavam pela internet eu não via apenas um prédio antigo que queimava: era toda a civilização em chamas, abandonada ao descaso, caindo aos pedaços, desmoronando sob os nossos olhares impotentes. O primeiro sentimento, quase imediato, quase instintivo, foi, assim, o de tristeza. Por tudo o que perdemos, pela tragédia que se abateu sobre nós.

À tristeza seguiu-se — confesso-o embaraçado — o desespero. Primeiro porque parecia que tudo iria cair, que o fogo iria destruir tudo, que a incompetência e a impiedade dos homens iriam colocar tudo a perder. O tempo passava e a catedral queimava e parecia que não iria restar pedra sobre pedra; quando a flecha da torre desmoronou — e nós o vimos quase ao vivo pela internet –, parecia que, com ela, todo o edifício viria abaixo.

E, depois, havia o sentido simbólico por trás de tudo, maior, muito maior do que o telhado centenário que ruía: era a própria Fé Católica que se consumia e virava cinzas no coração da Filha Primogênita da Igreja. Era como se os Céus nos estivessem mandando um recado, e a destruição de Notre-Dame fosse uma terrível e providencial metáfora da destruição do Catolicismo no mundo.

Até porque Notre-Dame era, desde há muito, uma sobrevivente. Olhávamos para aquele edifício, ainda que não o soubéssemos verbalizar, com um misto de reverência e admiração: no contraste entre a Paris medieval e a França moderna, qualquer um podia perceber que aquele mundo não mais existia. Notre-Dame estava lá, encrustada no meio da cidade, no coração da Île-de-France, inundada de turistas, como uma testemunha silenciosa de um tempo áureo há muito perdido nas brumas da História. Por aqui passou uma raça de homens superiores, a velha catedral nos dizia, e os seus arcos e ogivas vertiginosos se impunham ao homem moderno como vestígios de um tempo de glória. E quando os católicos já há muito se haviam calado, aquelas pedras medievais permaneciam ecoando ao mundo as glórias do Deus Altíssimo.

Como não enxergar na queda da catedral a mais perfeita e lógica decorrência natural do abandono da Fé nas almas?

E, no entanto, a vigília espiritual em que imediatamente nos pusemos fez aquele desespero arrefecer. O passar das horas nos deu notícia de que nem tudo caiu na Sé de Paris; poder-se-ia até mesmo dizer que caiu muito pouco, somente o telhado, apenas o pináculo. O espetáculo era terrível para quem via de fora; por dentro, no entanto, a Catedral sobrevivia.

Toda a estrutura da Igreja resistiu ao fogo, assim como o altar-mor, com a Pietà ladeada por dois reis de França, Luís XIII e Luís XIV. Foi preservada também a maior parte dos vitrais, estátuas, púlpitos, mesmo os bancos. O órgão não foi destruído. A majestosa rosácea — cujos vidros coloridos, segundo se ouviu dizer, foram fabricados pelos antigos alquimistas — também continua lá. Por fora, a destruição parecia total. Mas apenas por fora. Apenas parecia.

E tudo isso, apesar de toda a dor, de toda a tragédia, nos encheu de esperança. O incêndio nos revelou algo de mais profundo sobre a nossa história, sobre as nossas raízes: é que nós tendemos a aquilatar as coisas pela estatura do nosso tempo. Aquele fogo que nós vimos segunda-feira teria reduzido a pó qualquer coisa construída nas últimas décadas; mas ele não pôde ombrear-se ao gênio da antiga Cristandade. Pensávamos que Notre-Dame fosse tão frágil quanto um Shopping Center; contudo, a velha catedral se mostrou tão inquebrantável quanto a Fé dos que a construíram. Vimos o fogo, e Notre-Dame havia caído; entramos por seus pórticos, e Notre-Dame estava de pé.

E, assim, aquele simbolismo funesto que entrevíamos à primeira vista se inverte por completo, dando lugar a um alento de esperança: no interior do templo sagrado, no coração da catedral, a Cruz permanece de pé, refulgente, mesmo em meio ao fogo e à destruição. A Fé Católica fincada um dia no coração da França é firme, é forte, como as paredes juncadas de gárgulas que resistem a incêndios: afinal de contas, não vimos os franceses, muitos deles jovens!, cantando e rezando de joelhos diante do incêndio? Essa manifestação espontânea de Fé, em meio à impiedade generalizada das nossas metrópoles, não é um milagre tão portentoso quanto os vitrais de Notre-Dame resistindo ao fogo?

As catedrais legadas por nossos antepassados são mais fortes do que acreditamos. E mais forte, muito mais sólida do que as paredes de pedra, é a Fé Católica pela qual os mártires verteram o seu sangue e de cuja vivacidade os santos deram testemunho com a própria vida. O que recebemos do passado é mais duradouro do que aquilo que encontramos no presente. Notre-Dame resistiu ao fogo no centro da França; como seria possível que a Fé Católica não sobrevivesse aos assaltos do mundo no coração dos franceses? Não é a Fé da Igreja muito mais indestrutível do que as antigas catedrais? Se estas resistem aos séculos, como poderia aquela vir a perecer?

Obrigado, Notre-Dame! A Semana Santa iniciou com a catedral em chamas. Que saibamos discernir os sinais dos céus. Que possamos nos arrepender e fazer penitência por nossos pecados; que possamos seguir os passos de Nosso Senhor. Com os olhos fitos na Ressurreição d’Aquele que venceu o mundo. Com a certeza de que as portas do Inferno não prevalecerão jamais contra a Igreja.

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