* Veja o que uma mãe adotiva escreveu para as crianças que zombavam do seu filho.

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A norte-americana Mary Ann Parisi suspeitava que o filho adotivo Michael, de 11 anos de idade, estava sofrendo bullying na escola. Foram os professores que a alertaram que isso realmente estava acontecendo, e agora com mais intensidade.

Mary Ann postou então uma mensagem no Facebook para que os colegas de Michael conhecessem a sua história:

Este post pode ser longo – peço desculpas por isso. Todos nós temos crianças em nossas vidas de uma forma ou de outra e eu desafio vocês a mostrarem e ensinarem às suas (ou às que fazem parte da sua vida) a história do meu filho. Talvez faça diferença conhecê-la. Mesmo as melhores crianças têm momentos de insegurança e fraqueza. Mostrar a elas por que são diferentes pode ser a resposta mais positiva. Às vezes, isto é aprender e crescer. Às vezes, todos nós precisamos de um lembrete.

O Michael nasceu com 26 semanas. Prematuro de pouco mais de 3 meses. Eu não sou a mãe biológica. Mas sou a mãe dele em todos os outros aspectos. Ele passou os primeiros 3 meses de vida lutando para sobreviver. Agulhas, transfusões de sangue, tudo isso. A mãe o deixou 3 meses depois. Ele sobreviveu a inúmeros problemas de saúde para se tornar o menino forte e saudável que é hoje. Ele não aprendeu a falar até completar 3 anos. Ele demorou para conseguir caminhar. Os dentes dele só nasceram depois do primeiro aniversário. Ele estava muito atrasado no desenvolvimento. Mas ele amava! Ah, como ele amava! Até hoje, o sorriso dele é a melhor coisa do mundo. Não existe uma só pessoa de quem ele não goste, incluindo aquelas que o atormentaram hoje. Ele perdoa e, honestamente, ele esquece. Não há um osso em seu corpo que guarde rancores. Eu me esforço para ser parecida com ele todos os dias, mas fico bem longe. Você riram dele e mexeram com ele por causa do seu jeito de comer. Você sabiam que, fisicamente, ele não consegue manter direito a boca fechada enquanto come? Sabiam da dificuldade dele para coordenar as mãos e os olhos? Ele tem um longo caminho pela frente até conseguir alinhar o maxilar inferior, que nunca se desenvolveu plenamente; até não precisar mais derramar comida ou mastigar de modo estranho.

Chutar a cadeira dele, chamá-lo de estúpido, feio, dentuço, mandá-lo sentar-se e calar a boca não é o jeito certo de ajudar. Vocês não precisam gostar dele, mas têm que respeitá-lo. Ele é um lutador e esta foi uma parte muito pequena da história dele. Compartilhem, ensinem, cresçam. E mais importante: respeitem as pessoas que estão à sua volta, porque vocês nunca sabem por quantas coisas elas já passaram.

Aleteia

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