* ‘Bela, recatada e do lar’ e o duplo padrão hipócrita do feminismo.

19172510

Atenção: A postagem não é política e não tem nada a ver com apoio a Temer. A Análise do artigo parte da notícia da Revista Veja mas faz uma reflexão sobre as ideologias, especialmente o feminismo. Ou seja, O Problema não está na esposa do vice presidente, mas nos valores intrínsecos nas palavras” Bela, recatada e do lar” que ofendem as feministas e sua reduzida e pobre percepção da mulher moderna.

***

Em fevereiro deste ano, a Revista Veja (foto abaixo) trouxe na matéria de capa o tema “gênero neutro”, sobre pessoas que se identificam nem como meninos nem como meninas – e escrevem alunx, amigue etc. As personagens principais eram duas adolescentes; uma lésbica e uma bissexual. Ambas diziam ter a “sexualidade fluída”, ou seja, admitiam a possibilidade de suas preferências sexuais mudarem ao longo da vida.

genero_neutro

A chamada da capa sugeria um padrão comportamental para a nova geração de jovens, a chamada “geração Z”.

E aí, como a mulherada reagiu? Teve hashtag irônica nas redes sociais… Não?!? Textão no Facebook, das manas dizendo que uma revista de grande circulação não pode fazer apologia a um padrão de comportamento para a juventude… Não?!? Ué…

Três meses depois, a mesma revista publica uma matéria sobre a esposa do vice-presidente Michel Temer. O trecho que afirma que “Michel Temer é um homem de sorte” e o título “Marcela Temer: bela, recatada e “do lar” provocou o choro e o ranger de dentes das feministas. “Isso cria um estereótipo!”, esbravejam.

Deixem de bravata!

O modelo feminino que vigora hoje não valoriza e até mesmo menospreza a mulher “do lar”. Donas-de-casa, na maioria das vezes, são vistas como mulheres “sem profissão” e encostadas no marido. A mulher ideal dos nossos tempos é aquela que bate no peito pra dizer que ganha o próprio dinheiro e não precisa de homem pra nada. Tô mentindo?

Basta ver o perfil da maioria das nossas divas pop internacionais, que são o principal modelo das jovens, pra ver que o recato passa looooonge, e muitas delas nem mesmo querem se apresentar como bonitas: vendem a imagem de bizarras (Lady Gaga e Miley Cyrus) e devassas (Nicki Minaj). Por sua vez, Madonna, Britney, Hihanna, JLo e Beyoncé disputam nos red carpets da vida quem aparece mais pelada. Resultado: pergunte a uma menina ou adolescente o que ela deseja ser no futuro, e dificilmente ela falará que sonha em ser dona-de-casa.

Considere também a cansativa modinha de culto à imagem da pintora Frida Kahlo, que mantinha monocelha, bigode e sovaco peludo não por falta de gilette, mas pelo simples orgulho de ser jaburu. Ninguém dá piti quando a mídia exalta o seu casamento com Diego Rivera. Era uma história di amô taum linda, zênti, mas taaaaaaum linda, que a Frida até tentou se matar!

Frida é festejada como musa, mulher de verdade. Diego era 21 anos mais velho do que ela, mas a esquerdalha nunca chiou por isso. Por sua vez, Marcela é alvo de zombaria – inclusive por ter um marido bem mais velho. Por que a diferença de tratamento das irmãzinhas? Qual o critério que leva a endeusar uma e fazer da outra objeto de chacota? Já sei: Marcela, minha filha, tire esse sorriso maternal da cara, poste uma foto com pouca roupa no Instagram, vire uma baranga comunista e deprimida, e as miga vão te amar!

Para quem não notou, a matéria da Veja não foi nenhuma ode a Marcela – muito pelo contrário. O texto é propositalmente cafona e afetado, fazendo questão desfiar um vasto rol de peruagens e futilidades. Com que objetivo? Para despertar simpatia é que não poderia servir… O deboche é dissimulado. Não percebeu? Leia a matéria de novo.

Miga, sua louca, você não entendeu nada e deu chilique à toa! Serviu de inocente útil da esquerda, dando força para um movimento de mordaça , que achincalha todos aqueles que ousem exaltar o perfil de uma mulher “certinha”.

O QUE DIZ A BÍBLIA? O QUE DIZ O PAPA?

E as mulheres cristãs? Sob quais critérios podemos nos guiar para tomar posição nesse bafafá? Vamos olhar para as Escrituras e para as orientações do nosso Papa.

O texto de Provérbios 31 exalta a mulher que governa com eficiência a sua casa, que não é preguiçosa, que é caridosa com os pobres e abandonados, que fala coisas sábias e inteligentes, que tem o espírito forte.

É BELA? Talvez sim, talvez não… Isso não importa muito: “Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada” (Prov 31,30).

É RECATADA? Claro que sim! Não no sentido de ser retraída, mas no sentido de praticar a virtude da castidade. E esse recato se expressa também no cuidado com as roupas que ela veste: “Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade…” (Timóteo 2,9). A postura oposta do recato é a indecência; não teria o menor cabimento a Bíblia aprovar esse tipo de coisa, né, gente?

É “DO LAR”? Sim, certamente é uma dona-de-casa muito dedicada! Ela prioriza o cuidado dos filhos e da casa. Mas também é possível que trabalhe fora, pois comercializa seu trabalho e traz rendimentos para a família: “Tece linha e o vende, fornece cintos ao mercador” (Prov 31,24).

Grande parte das mulheres católicas trabalha fora, como Santa Gianna Beretta, que era médica. Porém, temos que zelar para que o governo da nossa casa e a criação de nossos filhos não seja terceirizada. Como bem notou o Papa Francisco na sua última exortação apostólica, há muitos órfãos de pais vivos! Especialmente pela ausência da presença materna.

“O sentimento de ser órfãos, que hoje experimentam muitas crianças e jovens, é mais profundo do que pensamos. Hoje reconhecemos como plenamente legítimo, e até desejável, que as mulheres queiram estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objetivos pessoais. Mas, ao mesmo tempo, não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida. (…) O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra.”

Papa Francisco. Amoris Laetitia

Crias de Marx fazem rebú quando alguém exalta a mulher “do lar”, porque é preciso que a mulher só se sinta poderosa e valorizada quando está “na rua”. E assim ele tende a ter menos filhos e a ficar menos tempo com eles. Uma família cada vez menor, com pais e mães que vivem mais na rua do que em casa, é mais fácil de ser esfacelada. No seu túmulo, o esqueleto da senhora Sartre deve estar sacolejando de júbilo!

“Não, eu não acredito que mulher alguma deva ter essa opção. Mulher alguma deveria ser autorizada a ficar em casa e cuidar dos seus filhos. A sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la. Isto é uma forma de forçar as mulheres rumo a uma direção.”

Simone de Beauvoir, diálogo com Betty Friedan. Revista The Satuday Review, 1975

Essa Simone não era aquela mesma que pregava “que a liberdade seja a nossa própria substância”? Sim, mas desde que “liberdade” significasse seguir o seu modelo de vida e arrumar amantes menores de idade para o marido. Liberdade pra ser recatada e “do lar”? Jamé!

Você quer postar hashtag menosprezando o recato feminino e fazer papel de marionete pro fantasma dessa “fofa” marxista? É um direito seu. Eu tô fora.

Fonte: ocatequista.com.br

(Visited 2 times, 1 visits today)

One thought on “* ‘Bela, recatada e do lar’ e o duplo padrão hipócrita do feminismo.

  1. https://blog.comshalom.org/carmadelio/50089-50089
    Feminista Camille Paglia : a ideologia feminista do presente é doente, indiscriminada e neurótica. E, mais do que tudo, não permite que a mulher seja feliz”.
    Postado em 6 de abril de 2016 por Carmadélio

    Loaded from PIW/piw1/DTNE/DTJSG/8527/PHOTO_CD/IMAGES/ on 011297…pic by jeff gilbert.POST-FEMINIST CAMILLE PAGLIA AT THE QUEEN ELIZABETH HALL TONIGHT WHERE SHE IS GIVING A LECTURE .

    A feminista norte-americana Camille Paglia é frequentemente atacada pelas próprias feministas radicais de hoje. Não surpreende: afinal, Camille denuncia que “o feminismo contemporâneo está fazendo as mulheres retrocederem”, porque “a ideologia feminista do presente é doente, indiscriminada e neurótica. E, mais do que tudo, não permite que a mulher seja feliz”.

    Camille Paglia concedeu na semana passada uma entrevista extensa à jornalista Fernanda Mena, da Folha de S.Paulo. A matéria foi publicada no dia 24 de abril e conquistou destaque na página inicial do site da Folha como um dos artigos mais acessados nos dias seguintes.

    Na conversa com o jornal, a ensaísta de 68 anos critica com veemência o que enxerga de doentio no feminismo e faz declarações sonoras como as seguintes:

    É urgente que as mulheres parem de culpar os homens
    As mulheres emancipadas dos anos 20 e 30 “não atacavam os homens, não insultavam os homens e não apontavam os homens como fonte de todos os problemas das mulheres. O que elas pediam era igualdade de condições no âmbito da carreira e da política e queriam demonstrar que podiam obter as mesmas conquistas dos homens. Era como dizer: somos como os homens, admiramos os homens, amamos os homens. Hoje em dia, as feministas culpam os homens por tudo! (…) As mulheres precisam se responsabilizar por suas vidas e parar de culpar os homens por seus problemas, que (…) não são fruto de uma conspiração masculina”.

    A masculinidade precisa de espaço próprio
    “A epidemia de jihadismo no mundo é um chamado da masculinidade e está atraindo jovens homens do mundo inteiro (…) O Estado Islâmico usa vídeos para projetar esse sonho de que os jovens podem se lançar numa aventura masculina com risco de morte. Antes havia muitas oportunidades de aventuras para os homens jovens. Hoje, suas vidas são como as de prisioneiros nos escritórios, sem oportunidade para ação física e aventura. É difícil para a classe média entender o fascínio do risco e da morte, de fazer parte de uma irmandade. As elites não sabem responder a esse movimento. E parte disso é uma revolta dos homens e uma busca dos homens por sentido como homens”.

    O feminismo errou ao desvalorizar a maternidade
    “O feminismo cometeu um grande erro ao difamar a maternidade. Gloria Steinem pregou a desvalorização da mulher como esposa e mãe (…) Toda pessoa emerge do corpo feminino, do útero, e o feminismo cometeu um erro ao tentar apagar a importância disso, tornando o nascimento um processo mecânico”.

    A natureza tem papel irredutível na sexualidade: o gênero não é imposto pela sociedade
    “Os problemas entre os sexos (…) são uma consequência direta da biologia, que não tem sido considerada. Vemos hoje essas pessoas com ideias estúpidas, negando a existência dos gêneros [como vinculados à biologia]. Elas dizem que o gênero é uma coisa imposta pela sociedade, que não há base biológica para a ideia de gênero. Essas pessoas estão malucas?”

    A maternidade exige sacrifícios na carreira
    “Sem dúvida”, a mulher tem de escolher entre carreira e maternidade. “O mecanismo da educação-treinamento será sacrificado, de alguma forma, para as mulheres que escolherem ter filhos. Elas provavelmente podem alcançar sucesso profissional mais tarde, mas há um grande valor em ter filhos mais cedo (…) A educação tem que se adaptar à realidade da biologia (…) As universidades se beneficiariam muito com a presença de estudantes casados e com filhos. Muitas besteiras que são ditas sobre gênero seriam debatidas melhor se houvesse jovens pais nas salas de aula (…) A maternidade é uma escolha e implica certa troca”.

    Transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão
    “Dizem que a criança nasceu no corpo errado e já começam com hormônios até chegar à intervenção cirúrgica (…) Transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão (…) porque todas as células do seu corpo continuam sendo o que sempre foram. Simplesmente não é verdade que você mudou de gênero (…) A filha transgênero da atriz Cher precisa tomar uma injeção de hormônios todos os dias para ser o que é, um transgênero, nunca um homem. Cada célula daquele corpo continua sendo uma célula feminina”.

    É preciso respeitar a religião
    “Eu sou ateia, mas acredito no poder da religião e da sua visão do universo. Vivemos essa transição da perspectiva religiosa para essa horrível perspectiva centrada no indivíduo, com o apoio da mídia (…) Tudo convergiu para a obsessão por gênero e orientação sexual. Isso virou uma loucura (…) Perante a lei, deve haver igualdade de gêneros e orientações sexuais. Mas deve haver mais respeito pela religião”.

    Femen e Marcha das Vadias são incoerências do feminismo radical
    “[O grupo feminista radical] Femen não faz o menor sentido, é algo fabricado (…) É ridículo e demonstra o nível de insanidade do feminismo radical atual. Como protestar contra a indústria do sexo se o que você está fazendo é gerar excitação sexual? (…) A Marcha das Vadias é outra incoerência das meninas burguesas e universitárias de hoje”.
    As roupas são uma mensagem e é preciso reconhecer que elas têm consequências
    “Só uma idiota acha que vai para as ruas com roupas provocativas sem correr o risco de ser atacada. Ninguém merece ser atacada (…) [mas] as roupas comunicam algo sobre você naquele momento. Roupas são uma linguagem (…) E não necessariamente se pode culpar os homens por entenderem uma mensagem que, talvez inconscientemente, as mulheres estão enviando”.

    É preciso aceitar o envelhecimento com maturidade
    “As mulheres têm que superar [a aversão ao] envelhecimento. Não dá para dizer que o corpo de uma mulher de idade é tão bonito como o de uma jovem. Não é! (…) Precisamos aprender a mudar para o próximo estágio de vida (…) Quanto mais as mulheres lutarem contra [o envelhecimento], mais infelizes serão”.

Deixe um comentário