Blog do Carmadélio

* Como posso saber se o que sinto é amor verdadeiro? É muito fácil confundir o amor com os sentimentos de prazer e fascínio.

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É muito fácil confundir o amor com os sentimentos de prazer e fascínio que uma pessoa desperta em nós, e terminar, assim, fazendo promessas e entregas de amor quando ainda não estamos preparados para isso.
 
Felizmente, ciências modernas como a psicologia e a bioquímica já podem ajudar os apaixonados a entenderem melhor seus sentimentos. Com base nos dados destas ciências, podemos dizer, desde já, que amor à primeira vista não existe. Toda relação de casal, por se tratar do encontro entre duas pessoas, passa por diversas etapas, até chegar, algumas vezes, ao amor.
 
Identificar em que etapa do relacionamento você está o ajudará a saber também que tipo de opção lhes convém mais e como orientar sua relação rumo à conquista do amor verdadeiro.
 
As etapas do amor
 
O relacionamento de um casal passa por diversas etapas, que podem ser identificadas como: enamoramento, paixão ou atração; etapa romântica ou do “eu te amo”; e, finalmente, o amor.
 
O enamoramento
 
É a etapa cor-de-rosa, na qual duas pessoas se sentem fortemente atraídas e fascinadas uma pela outra. Estas sensações são tão fortes e prazerosas, que muitos casais acham que isso já é amor.
 
No entanto, a atração que une os apaixonados não é outra coisa a não ser o efeito de substâncias chamadas feromônios, que, além de alterar nossos sentidos e fazer-nos sentir grande atração e paixão diante do mais mínimo contato com a outra pessoa, nos fazem acreditar que não poderíamos ser felizes com mais ninguém.
 
Ou seja, a atração física é tão forte, que a mente também fica meio congelada e fascinada. Por isso, os apaixonados não enxergam os defeitos dos seus parceiros, e inclusive duvidam que possam tê-los. Tudo parece perfeito.
 
A esta falta de objetividade se une o fato de que os enamorados, se não mentem sobre eles mesmos, pelo menos escondem seus erros e exageram suas virtudes, pois desejam conquistar o outro a qualquer preço, já que lhe proporciona tão gratas sensações.
 
Em resumo, o enamoramento é uma fase na qual prevalece o prazer, mas se carece de realismo, pois não sabemos ainda como a outra pessoa realmente é. De fato, durante a paixão, o que amamos do outro não é o que ele é, mas o que sua companhia, seus detalhes, seu toque produzem em nós.
 
Estas sensações são passageiras, pois o efeito dos feromônios dura, no máximo, 3 anos. Se, durante esse tempo, o casal não se deu a oportunidade de dialogar muito e esforçar-se por conhecer a realidade do outro, ao invés de se dedicar somente a encontros repletos de carinho, mas com pouco conteúdo, o relacionamento tende a acabar.
 
Se, além disso, o casal tem relações sexuais durante esta etapa, o efeito entorpecedor dos feromônios se duplicará, criando uma sensação fictícia de intimidade. O enamoramento não é a melhor etapa para a entrega que a vida sexual e matrimonial exigem.
 
Etapa romântica ou do “eu te amo”
 
Na fase romântica, o casal começa a compartilhar mais e, portanto, a conhecer-se melhor. Ao ir entrando no mundo da outra pessoa, dos seus gostos, ideias, características, habilidades etc., começam a surgir elementos que realmente nos atraem na pessoa, e não somente em seu corpo. Começamos a curtir aquilo que a pessoa é, e não unicamente o que ela causa em nós.
 
Algumas das características que descobrimos no parceiro são reais. Podemos já ver alguns defeitos, mas também pode haver ainda muita fantasia ou idealização (amar os sonhos que o outro desperta em mim). Por isso, é importante recordar que, nesta fase, estamos apenas começando a conhecer a outra pessoa.
 
Junto à paixão dos feromônios, na fase romântica surge a ternura, que busca chegar ao profundo da outra pessoa, para fazê-la sentir-se bem.

Contudo, a etapa romântica ainda não é o amor. Ainda não conheço a outra pessoa tão bem como para entregar-lhe as chaves da minha casa ou a senha da minha conta bancária. Se isso é assim, então é sinal de que ainda não estamos prontos para uma entrega total, como a que supõe a sexualidade ou o casamento.
 
O amor
 
O amor não é o arrebato cego e apaixonado dos enamorados. Tampouco é a idealização dos românticos. O amor é a união íntima, a confiança profunda e o desejo de buscar em tudo o bem da outra pessoa.
 
Este sentimento surge quando se conhece o parceiro e se é feliz com o que se sabe dele. Então, nasce um impulso confiado de dar tudo de si e de receber tudo o que o outro é, para formar um “nós”.
 
Em outras palavras, no amor, a confiança e a generosidade são os elementos chaves e se relacionam mutuamente: porque confiamos, desejamos entregar generosamente toda a nossa vida. Mas não se pode chegar à confiança sem o conhecimento mútuo.
 
Por isso, podemos dizer que o amor é composto por 4 elementos:
 
1. Conhecimento
 
Conhecer-se significa pelo menos que: sei de onde você vem e aonde vai; sei como você reage quando está cansado, com raiva, sob estresse ou contente. Conheço grande parte dos seus defeitos e qualidades. Conheço seus valores, que são os meus também. E sei que você não é perfeito.
 
2. Aceitação
 
Admiro o que você é. Gosto da sua aparência física e do seu jeito de ser. Entre todas as pessoas que me atraem, escolhi você. Não espero que você mude para amá-lo. Ainda que você não mude, eu o amo assim mesmo.
 
3. Confiança
 
Sei que, em nenhum momento, você quer me prejudicar. Posso lhe confiar minha saúde, meu dinheiro, meu futuro, porque sei que você quer cuidar de mim.
 
4. Desejo de entrega
 
Ver você feliz me satisfaz. Conheço suas aspirações e estou disposto a apoiá-las. Ofereço tudo de mim para buscar seu bem, tanto material como sexual e emocional dentro de um futuro matrimônio. Estou disposto a usar todas as minhas energias para acompanhá-lo, compreendê-lo e servi-lo, ainda quando isso exija de mim renúncia e sacrifício.
 
Para quem tem fé, é claro que não há melhor definição de amor que a que Jesus nos deu: “Não há amor maior que dar a vida pelos seus amigos” (cf. João 15, 13). Assim, o amor deixa de ser somente um sentimento e se torna uma ação permanente de autodoação e entrega pelo bem do outro.
 
Em um casal, nem sempre os dois chegam juntos ou ao mesmo tempo a desenvolver este tipo de amor. Se, depois de um período, um dos dois, ou os dois, não progridem até alcançar este amor de entrega, é porque não estão preparados para um casamento.
 
O amor precisa ser alimentado permanentemente. Por isso, o fato de duas pessoas se casarem amando-se não significa que sua felicidade está garantida. Cada um precisa se esforçar por cuidar e evoluir na entrega, na confiança, no conhecimento mútuo e na aceitação do outro.
 
Fonte: Por tu Matrimonio)

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