Blog do Carmadélio

Não, teu cachorro não é teu filho!

Já tive um cachorro. Seu nome era Bozo. Hoje, tenho dois filhos pequenos, mas entendo que há algumas leves semelhanças: a energia exagerada, a disposição de fazer xixi em qualquer canto, e a vontade estranha de morder certas pessoas.
 
Mas nem por isso entendo essa moda de acreditar que os animais de estimação são, de fato, filhos.
 
Recentemente, um estudo feito na Inglaterra apontou que, de cada 10 casais, 3 preferem ter um “fur-kid” (criança peluda) ao invés de ter filhos genuínos.
 
Entenda: não são casais que não podem ter filhos. Ou estão esperando ter filhos. Ou que, por motivos pessoais, escolheram não ter filhos. Não. São casais que tomaram a decisão de terem animais ao invés de terem filhos.
 
Uma jornalista explicou sua preferência da seguinte maneira: “Mesmo com só oito semanas, meu bichinho Tilly ficava feliz trancado na cozinha, sozinho, com um brinquedo por algumas horas. Jamais poderia fazer isso com uma criança da mesma idade.”
 
Pois é. Imagina a surpresa dela quando descobrir que uma pedra de estimação exige ainda menos atenção.
 
O ponto é que vivemos em uma sociedade que quer redefinir os termos e ao mesmo tempo manter os privilégios. O conceito de “família”, “pai”, “mãe” e “casal” vem sendo redefinidos a um bom tempo.
 
Mas com essa troca de valores, perdeu-se uma verdade importante: um filho pode crescer e se empenhar em prol de uma sociedade mais justa. Um filho pode apontar aonde a nossa geração falhou e como consertar os erros. Um filho pode fazer a escolha de amar, abraçar e cuidar, não como mera reação animal, e sim com intencionalidade.
 
São coisas que um gato não pode fazer. Um animal pode apontar a criatividade do Criador; mas somente um filho aponta a sua glória.
 
Um filho é alma. É eterno. É um ser que pode conhecer a misericórdia e bondade do Deus que se revela como o Pai que ama seus filhos.
 
Em uma sociedade aonde não há mais lugar para Deus, a eternidade ou o conceito bíblico de amor, faz sentido preferir poodles a almas viventes. Querem o privilégio de cuidar, alimentar e demonstrar carinho. Mas sem a responsabilidade de lidar com um coraçãozinho que busca por seu Criador.
 
Resumindo: Temos cachorros e gatos para nossa própria alegria. Temos filhos para compartilhar a alegria de Deus.
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Comentários

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  1. Acredito que não precisamos ter filhos para compartilhar a alegria de Deus, poi isso soaria no mínimo injusto com as pessoas que não querem ter filhos, as que não podem ter filhos, e as que não tem condições psicológicas ou financeiras de ter um filho.

    A alegria de Deus, se resplandece em todas as coisas que ele criou, fauna, flora e a humanidade, esta última criada a seu reflexo.

    Existem pessoas que sentem-se plena, abrindo mão de se casar e servir a Deus, outras, adquirindo um animal de estimação e dando todo amor que podem dar sem esperar nada em troca.

    É claro que um filho requer mais cuidados de médio, longo e curto prazo, mas isso ocorre em qualquer compromisso, seja ele num casamento, numa adoção, num trabalho, num namoro, num emprego, cada um com um peso maior de responsabilidades.

    Filhos, podem sim se emprenhar em promover uma sociedade mais justa, mas este é o mundo ideal, e não o real. E isso não é de agora…, pois desde o principio da humanidade Caim já matara Abel por mero ciumes, e pós a vinda do criador Judas já traia Jesus por dinheiro…

    Acho que podemos somar. Os animais podem nos ensinar a nos tornarmos pessoas muito mais amáveis com nós mesmos, nosso proximo, e com nossos filhos também.
    Fico com a frase de um filósofo antigo que “Quando o homem aprender a respeitar e amar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”.

  2. Achei muito bom o artigo concordo plenamente, mas sempre devemos lembrar que o cachorro/animais devem também ser amado de forma afetiva e carinhosa, claro que não deve substituir uma alma e um dom de Deus que é a vida, mas deve ser amado cuidado e ter uma grande responsabilidade como criatura e obra de Deus para nós.