Blog do Carmadélio

Ausência do pai afeta a saúde dos filhos mais do que se imaginava, diz estudo.

Crianças que crescem sem um pai em casa têm telômeros mais curtos, diz um novo estudo. Os telômeros são as extremidades dos cromossomos, que impedem o seu desgaste e afetam a saúde e a longevidade – um tipo de relógio biológico, cujo encurtamento está associado a uma gama de problemas de saúde, incluindo a obesidade e a demência.

Os efeitos são mais significativos em crianças cujos pais morreram ou foram presos antes que elas completassem 5 anos. Crianças de 9 anos cujos pais estão ausentes têm telômeros com o comprimento 14% menor comparadas a crianças cujos pais moram com elas. Se a razão da ausência é que o pai já morreu, esse número sobre para 16%.

As descobertas são ainda mais relevantes para os meninos, que são afetados 40% mais do que as meninas pela ausência do pai. Além disso, também são mais afetadas as crianças que têm tendências genéticas à ansiedade e à depressão.

O estudo diz ainda que uma renda familiar estável parece mitigar esse risco, sobretudo em crianças cujos pais se divorciaram – casos em que a diminuição dos telômeros pontua um percentual menor, de 6%. A diminuição da renda no lar da criança depois de um divórcio contribui com 95% do encurtamento dos telômeros, segundo o estudo.

A pesquisa

Publicado em julho no periódico Pediatrics, o estudo pesquisou cerca de 5 mil adolescentes nascidos entre 1998 e 2000 que fazem parte do projeto Estudo sobre as famílias frágeis e o bem-estar dos filhos, financiado pelo governo norte-americano.

Os pesquisadores entrevistaram mães e pais das crianças por ocasião do seu nascimento e quando os filhos completaram 1, 3, 5 e 9 anos. Aos 9, os pesquisadores coletaram amostras de DNA a partir da saliva das crianças.

O cientista Daniel Notterman, do Departamento de Biologia Molecular da Universidade de Princeton, que é coautor do estudo, disse ao jornal Deseret Newsque a sua equipe já suspeitava que a ausência do pai teria algum efeito sobre os telômeros, mas não tanto quanto de fato a pesquisa revelou.

“Não conseguimos provar as razões para isso, mas temos especulações. As crianças precisam de pais: eles são muito importantes. Têm um papel econômico, mas também dão amor e atenção, estabilidade e coesão – e são modelos”, explicou Notterman. “É importante que os responsáveis pelas políticas públicas pensem em maneiras de diminuir esses efeitos adversos nas crianças”.

Fonte original Deseret News  via  Sempre Familia


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