odulio

A família Odulio, de origem filipina, vive hoje em uma cidade norte-americana onde a maioria da população é mórmon: Salt Lake City, no Estado de Utah.

No Sábado Santo deste ano, porém, a família recebeu os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Comunhão durante a Vigília Pascal: eles tinham se convertido à Igreja católica graças à Virgem Maria e à Santíssima Eucaristia.

Rico Odulio, o pai, nasceu nas Filipinas. Sua família, que era católica, aderiu à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujos membros são mais conhecidos mundo afora como mórmons. Mas ele continuou frequentando uma escola católica devido à sua boa qualidade, embora reconhecesse que “é muito difícil crescer em meio a duas igrejas”.

Foi na igreja mórmon que Rico conheceu a mulher que se tornaria sua esposa, Heidi. Durante o namoro, viajaram como missionários à cidade filipina de Cebu e lá permaneceram dois anos, mas separados. Ao se reencontrarem, casaram-se conforme o rito mórmon. Tiveram dois filhos que, desde pequenos, aprenderam dos pais o hábito da oração e da partilha em família.

Em 1998, Rico deixou os mórmons, mas manteve o hábito de ler sobre teologia. Em 2001, a família se mudou para Salt Lake City e Heidi continuou frequentando a igreja mórmon com seus dois filhos.

Tanto a cidade quanto o Estado de Utah são de maioria mórmon. Apesar disso, foi justamente nesse meio que a família Odulio começou a se aproximar da Igreja católica.

Rico tinha lido sobre a Batalha de Lepanto, de 7 de outubro de 1571: naquele combate naval, a frota da coalizão católica havia derrotado os turcos otomanos num triunfo dramático e crucial para a manutenção do catolicismo na Europa. A conquista foi atribuída pelo Papa Pio V à intercessão da Virgem Maria, a quem os fiéis tinham rezado o rosário em intenção da vitória cristã.

Até então, Rico não acreditava na Virgem Maria, considerando-a “mais uma das superstições católicas”. Ao ler sobre este milagre, porém, ele sentiu vontade de entrar em uma igreja e começou a participar da Missa. Quando convidou os filhos Amoz e Omri, eles se surpreenderam: “Nunca imaginei o meu pai como um homem religioso”, disse Omri. Mas quando Rico teve de voltar às Filipinas a trabalho, os filhos se afastaram da Igreja.

O segundo momento que aproximou a família da conversão veio em 2014, quando Omri sofreu um acidente de carro do qual quase não escapou. “Pensei que nunca mais acordaria”, relata ele mesmo, completando que, quando se recuperou, viu no YouTube o vídeo de um guitarrista na catedral de Salt Lake City. Impressionado com a beleza da igreja, pediu que o irmão, Amoz, o levasse até lá para a Missa. “Foi a primeira vez que atravessei as portas da catedral. A liturgia me impressionou. Desde então, fiquei atraído”, conta Omri.

Em 2015, já de volta aos Estados Unidos, Rico pediu que os filhos o acompanhassem numa procissão. Foi naquele dia que Omri tomou a decisão de ser batizado na Igreja católica – e, para ele, essa decisão aconteceu graças à intercessão da Virgem Maria.

Amoz também viveu uma conversão profunda à medida que aprendia mais sobre a história da Igreja. Os dois irmãos começaram a se preparar juntos para receber o Batismo.

Heidi, no entanto, continuava com os mórmons. Mesmo assim, começou a ler o material que Rico lhe dava sobre a Igreja Católica. Até que…

Eu rezava muitíssimo, queria a unidade da família e queria encontrar a verdade”. Foram muitas dúvidas e orações para, finalmente, poder dizer: “Eu senti o Espírito e, depois de rezar muito, recebi as respostas”.

Foi assim que também ela se juntou ao marido e aos filhos nas aulas de formação católica.

Ao se aproximar o dia em que finalmente seriam batizados, os Odulio ficavam cada vez mais ansiosos para receber pela primeira vez a Eucaristia: “Estando tão perto e tão exposto à Eucaristia, o meu desejo por ela aumentou”, confessou Omri, alguns dias antes do aguardado Sábado Santo.

Em 15 de abril de 2017, a família Odulio, agora batizada e crismada, recebeu enfim o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo na Eucaristia.

Louvado seja Jesus Cristo.

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Fonte:  ACI Digital

Convertidos
De cima para baixo e da direita para a esquerda: Cardeal Arinze, Dorothy Day, Gary Cooper, John Wayne, Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) e Robert Bork

A IGREJA EM TODO o mundo acolhe milhares de novos católicos na Vigília de Páscoa todos os anos: em média, somente nos EUA mais de 100 mil adultos entram para a Igreja Católica. São pessoas de diferentes faixas etárias, que chegam com experiências de vida também muito diversas. Alguns chegam à Igreja depois de longos anos de luta pessoal; alguns vêm já no final de suas vidas; outros, ainda, são levados à conversão por causa dos exemplos de santos, dignos sacerdotes, religiosos e leigos exemplares e/ou membros da família que dão testemunho de Jesus Cristo.

No final, é claro, eles chegam à mesma conclusão que um outro famoso convertido, o Cardeal John Henry Newman: “Em relação ao cristianismo, 10 mil dificuldades não fazem duvidar”. Com certeza, muitos são encorajados em suas viagens pessoais ao catolicismo pelos modelos dos conversos famosos. Estrelas de cinema, poetas, romancistas, músicos, filósofos, cientistas e até rainhas estavam convencidos, em suas consciências, de que deveriam se tornar católicos. Eram pecadores (como todos nós) e, como um grupo tão diverso, tinham temperamentos, personalidades e fraquezas muito diferentes.
A variedade deslumbrante dos filhos da Igreja é em si mesma uma lembrança útil de que todos são chamados por Cristo, e que nenhum passado, por mais sombrio e perturbador que seja, nos torna indesejáveis ao amoroso Abraço de misericórdia e amor do Deus que é Amor e tem Misericórdia infinita.
Listamos abaixo 50 nomes dentre alguns dos mais notáveis que se converteram ao longo do século passado – e que pelo seu exemplo certamente levaram à conversão de muitos outros:
 
1. Mortimer Adler (1902-2001): Filósofo e educador norte-americano, descobriu Santo Tomás de Aquino aos seus 20 anos de idade e tornou-se uma figura importante do Movimento Neo-Tomista.
2. Cardeal Francis Arinze (1932): convertido nigeriano batizado aos 9 anos pelo Beato Cipriano Tansi. Ele tornou-se o mais jovem bispo do mundo, aos 32 anos, e mais tarde foi nomeado cardeal e prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
3. Francis Beckwith (1960): Filósofo e teólogo, foi eleito presidente da Sociedade Teológica Evangélica, mas convertido ao Catolicismo em 2007.
4. Tony Blair (1953): Líder do Partido Trabalhista britânico e primeiro-ministro de 1997 a 2007, foi o primeiro-ministro mais jovem desde 1812. Sua esposa, Cherie, também é católica.
5. Cherry Boone (1954): Filha do famoso cantor “evangélico” Pat Boone. Casada em 1975 com o escritor Dan O’Neill, ela e seu marido se converteram ao catolicismo.
6. Robert Bork (1927-2012): juiz e jurista conservador americano mais conhecido pela viciosa luta política que bloqueou sua nomeação para a Suprema Corte dos EUA em 1987. Ele e sua esposa se converteram ao catolicismo em 2003.
7. Louis Bouyer (1913-2004): teólogo francês e um dos membros fundadores da Comissão Teológica Internacional e da revista teológica internacional Communio .
8. Dave Brubeck (1920-2012): Um dos mais renomados músicos de jazz americanos. Converteu-se em 1980 e foi encarregado de compor a Missa para Esperança .
9. Tim Conway (1933): Comediante americano mais conhecido por seu papel nos programas de televisão “McHale’s Navy” e “The Carol Burnett Show”.
10. Gary Cooper (1901-1961): Ator americano que ganhou três prêmios da Academia, incluindo “Melhor Ator” para Sargento York e High Noon . Ele teve um poderoso encontro com o Papa Pio XII em 1953 e entrou formalmente na Igreja em 1959.
11. Frederick Copleston (1907-1994): Inglês jesuíta e historiador da filosofia, ele se converteu à Igreja aos 18 anos e entrou na Companhia de Jesus em 1930.
12. Dorothy Day (1897-1980): Escritora , ativista social e co- fundadora do movimento do Trabalhador Católico com Peter Maurin. Sua causa para a canonização foi aberta em Nova York em 2000.
13. Catherine de Hueck Doherty (1896-1985): Líder canadense de justiça social e fundadora do apostolado da Casa das Madonas. Convertida da Igreja Ortodoxa Russa, sua causa de canonização foi aberta em 2000.
14. Diana Dors (1931-1984): atriz inglesa considerada uma clássica “blonde bombshell” nos filmes.
15. Cardeal Avery Dulles (1918-2008): jesuíta americano, teólogo e cardeal, filho do ex-secretário de Estado John Foster Dulles.
16. Newt Gingrich (1943): Presidente da Câmara dos Deputados dos EUA de 1995 a 1999, bem como autor, candidato presidencial e historiador.
17. Rumer Godden (1907-1998): romancista inglês mais conhecido como o autor dos romances Black Narcissus e In This House of Brede .
18. Graham Greene (1904-1991): escritor britânico mais conhecido em círculos católicos por seus romances Brighton Rock , O Poder ea Glória , O Coração da Matéria eo Fim do Caso .
19. Sir Alec Guinness (1914-2000): Ator britânico ganhador do Oscar de Melhor Ator em 1957 pela The Bridge on the River Kwai .
20. Scott Hahn (1957): Teólogo bíblico, apologista e prolífico escritor e orador. Sua esposa, Kimberly, também é um converso.
21. Susan Hayward (1917-1975): Atriz ganhadora do Oscar, que ganhou o Oscar por seu papel na prisão de morte Barbara Graham em I Want to Live! (1958).
22. Elisabeth Hesselblad (1870-1957): Sueca convertida do luteranismo e fundadora das irmãs Bridgettine, foi canonizada pelo Papa Francis em 2015.
23. Dietrich von Hildebrand (1889-1977): filósofo e teólogo alemão honrado por numerosos papas por suas imensas contribuições ao pensamento católico.
24. Katharine, duquesa de Kent (1933): A esposa do príncipe Edward, duque de Kent (um neto do rei George V e Queen Mary e primo-irmão da Rainha Elizabeth II), o primeiro membro da família real para converter desde 1701 .
25. Joyce Kilmer (1886-1918): poeta, jornalista e editor americano, mais conhecido por seu poema curto Trees (1913). Ele foi morto em 1918 no final da Primeira Guerra Mundial.
26. Russell Kirk (1918-1994): Teórico político americano e uma das figuras as mais influentes no movimento conservador americano.
27. Dean Koontz (1945): romancista prolífico que vendeu mais de 450 milhões de cópias de seus livros.
28. Clare Boothe Luce (1903-1987): A primeira mulher americana nomeada para um grande cargo de embaixador no exterior, membro da Câmara dos Deputados dos EUA de 1943 a 1947, escritora e dramaturga.
29. Cardeal Jean-Marie Lustiger (1926-2007): Arcebispo de Paris de 1981 a 2005, cardeal de 1983 e promotor do diálogo católico-judaico. Converteu-se do judaísmo.
30. Gabriel Marcel (1889-1973): filósofo francês, dramaturgo e existencialista cristão mais conhecido por seu trabalho O Mistério do Ser .
31. Jacques Maritain (1882-1973): filósofo francês, autor de mais de 60 livros e uma das figuras-chave no renascimento do tomismo nos tempos modernos. Ele e sua esposa, Raïssa, se converteram ao catolicismo em 1906.
32. Norma McCorvey (1947-2017): O autor do infame processo de 1973 Roe v. Wade que legalizou o aborto que posteriormente se tornou pró-vida.
33. Marshall McLuhan (1911-1980): Professor canadense, filósofo e teórico da mídia mais conhecido por cunhar as expressões “o meio é a mensagem” e “aldeia global”.
34. Thomas Merton (1915-1968): monge e padre trapista americano , bem como poeta, ativista social e um dos mais famosos e controversos convertidos católicos do século XX.
35. Vittorio Messori (1941): jornalista italiano mais conhecido por suas entrevistas em livro “O Relatório Ratzinger: Uma Entrevista Exclusiva sobre o Estado da Igreja” (1985) e “Cruzando o Limiar de Esperança pelo Papa João Paulo II” (1994).
36. Malcolm Muggeridge (1903-1990): jornalista, satirista e escritor britânico. Ele se tornou um católico em 1982 com sua esposa, Kitty, em grande parte pela influência de Santa Teresa de Calcutá.
37. Bernard Nathanson (1926-2011): Médico americano e membro fundador da NARAL Pro-Choice America, que se juntou ao movimento pró-vida na década de 1970.
38. Rainha Nazli (1894-1978): Rainha do Egito de 1919 a 1936 como a segunda esposa do rei Fuad e mãe do rei Farouk do Egito. Ela e sua filha, Fathia, se converteram do Islã em 1950.
39. Patricia Neal (1926-2010): Atriz vencedora do Oscar pela sua performance em Hud ( 1963). Ela se converteu ao catolicismo alguns meses antes de sua morte.
40. Richard John Neuhaus (1936-2009): Antigo pastor luterano, escritor, teólogo e fundador e editor da revista First Things .
41. Robert Novak (1931-2009): jornalista americano, colunista e comentarista político conservador.
42. Joseph Pearce (1961): escritor e biógrafo literário inglês.
43. Walker Percy (1916 -1990): escritor americano amado por seus romances que confrontam a luta do homem com a modernidade.
44. Knute Rockne (1888-1931): Treinador norueguês da equipe de futebol Notre Dame de 1918 a 1930 e considerado um dos maiores treinadores da história do esporte.
45. Adrienne von Speyr (1902-1967): Médico suíço, escritor espiritual e místico, autor de mais de 60 livros de espiritualidade e teologia.
46. Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) (1891-1942): filósofo judeu-alemão e freira carmelita descalça que morreu em Auschwitz. Foi canonizada por São João Paulo II em 1998.
47. Sigrid Undset (1882-1949): romancista norueguês que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1928.
48. Evelyn Waugh (1903-1966): Escritor inglês famoso por seu romance Brideshead Revisited (1945).
49. John Wayne (1907-1979): Ator premiado pela Academia, amado por seus papéis em westerns e filmes de guerra.
50. Israel Zolli (1881-1956): estudioso judeu italiano e rabino-chefe em Roma de 1940 a 1945. Amigo do Papa Pio XII, converteu-se do judaísmo ao catolicismo em 1945.
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* Matthew Bunson é editor-sénior e contribuinte sênior da EWTN News. Via ” o Fiel Católico”
Fonte:
National Catholic Register, ’50 Catholic Converts: Notable Churchgoers of the Last Century’, disp. em:
http://ncregister.com/daily-news/50-catholic-converts-notable-new-church-members-over-the-last-century
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Neste dia, 26 de julho, todos nos comovemos com a notícia do assassinato do padre Jacques Hamel, um sacerdote de 84 anos, em sua Igreja em Rouen, França, pelas mãos de dois membros do Estado Islâmico.

Diante deste triste contexto, Sohrab Ahmarí, escritor do editorial de Wall Street Journal com sede em Londres, acaba de anunciar no Twitter sua conversão ao catolicismo.

Em seu Twitter lemos: “#IAmJacquesHamel: De fato, este é o momento certo para anunciar minha conversão ao Catolicismo Romano.”

A hashtag “IAmJacquesHamel” está sendo utilizada por muitos no Twitter para mostrar seu protesto diante deste brutal assassinato.

Ahmari nasceu em Teerã, Irã e se mudou para os EUA quando tinha 13 anos de idade. Apesar de ter obtido o título de advogado na Universidade Northeastern em Boston, começou a trabalhar como jornalista depois das disputadas eleições iranianas e os protestos de 2009. Em seu cargo atual, Ahmari escreve editoriais e artigos de opinião para a edição européia do Wall Street Journal.

Fonte original

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Se milhões de deuses e deusas do hinduísmo não conseguiam responder às suas orações de maneira clara, o sacerdote Kosh Dahal duvidava que com Jesus podia ser diferente. Além disso, ele era membro da casta mais alta do Nepal, e não queria envolver-se com um sistema de crenças que acreditava ser “inferior”.

“Não havia nenhuma casta mais elevada que a minha”, explica. “Eu não queria me misturar com as pessoas das castas baixas.”

Quando um missionário cristão o abordou em sua clínica veterinária na capital Katmandu, o Dr. Kosh rejeitou a ideia de servir apenas ao deus Jesus. Ele era um sacerdote hindu, filho de um sacerdote hindu. Aquilo não fazia sentido para ele.

Pediu que o missionário parasse de falar. “Ele me incomodava. Eu não queria aceitar Jesus Cristo. Ele continuava voltando todos os dias e falando do evangelho. Eu pedia que ele não viesse”, lembra Dahal.

Depois de alguns dias, resolveu fazer um desafio. “Queria provar que o cristianismo é uma religião falsa e que Jesus não podia fazer nada”, testemunha.

Disse ao missionário que, ao fazer suas orações, iria falar com esse Jesus. Seriam 10 minutos de manhã e 10 minutos à noite. “Se Ele é o verdadeiro Deus, irá me tocar e me mudar dentro de 30 dias. Então eu o seguirei”, desafiou.

Mas se Jesus não respondesse de forma inegável, o Dr Kosh iria fazer uma queixa junto às autoridades e mandaria prender aquele evangelista irritante. O missionário aceitou o desafio, mesmo sabendo que poderia ter sérios problemas, pois a lei do Nepal proíbe o proselitismo.

Durante dias ele conta que fazia suas orações e não havia resposta. Mesmo falando com toda a sinceridade, só lhe restava o silêncio. No início da terceira semana, advertiu Jesus que seu tempo estava se esgotando.

Até que o dia decisivo chegou. Após o final da terceira semana, o poder do Deus único e verdadeiro o visitou.

“Era como se uma corrente elétrica entrasse em mim e começasse a correr muito rápido”, lembra Dahal. “Fiquei chocado. Eu abria e fechava meus olhos, e fiquei com muito medo. Eu comecei a perguntar ‘Quem é ele? O que está acontecendo comigo? O que está dentro de mim? ‘”

Após mais de 30 anos servindo os deuses hindus, nunca tivera uma experiência como aquela. Depois daquele dia ele entendeu que Jesus Cristo é real. Conforme havia prometido, abandonou os falsos deuses.

Sua esposa, Shobah, viu uma mudança dramática em seu marido e decidiu seguir a Jesus também. Ela foi milagrosamente curada de um mioma uterino. Logo, o casal e seus três filhos, abandonaram o sacerdócio hindu e começaram a evangelizar.

Eles plantaram uma igreja em Kathmandu. Depois de alguns anos, deixaram seus empregos e propriedades e foram para as Filipinas estudar em um seminário. Neste período, plantaram mais cinco igrejas. Desde 2013, estão plantando outra igreja entre os nepaleses que vivem na Malásia.

Fonte original:  God Reports 

Via G Prime

duvida-e-fé

Um leitor do blog perguntou aqui se o fato de ele não alcançar a verdade histórica do Cristianismo fazia com que ele não fosse «uma pessoa honesta»

. A pergunta é excelente porque reflete um equívoco infelizmente comum aos dois lados da relação, tanto religiosos como descrentes.Como todo grande equívoco, ele radica em uma grande verdade: neste caso, que o ser humano é capaz de Deus. Afinal, o Todo-Poderoso, Ser Perfeitíssimo, simplesmente não poderia exigir das Suas criaturas o culto a Ele se o próprio conhecimento deste culto e desta necessidade lhes fosse de todo impossível. Seria uma incoerência atroz. Uma vez que os homens precisam da Fé para se salvarem, uma vez que a Fé é por definição um ato livre — a Fé é essencialmente aquele ato de vontade mediante o qual a inteligência movida pela graça aquiesce às verdades reveladas — e uma vez que a responsabilização pelos próprios atos pressupõe e exige a liberdade de agir ou deixar de agir, a conclusão de que o homem tem que rejeitar a Fé para se condenar impõe-se de modo bastante consistente a quem considera todas essas coisas.

Ora, o ato de Fé é um ato complexo, uma vez que envolve as duas potências da alma humana: envolve a inteligência, que apreende a verdade da Fé, e envolve a vontade, que livremente dá crédito — acredita — a esta verdade. Parece, portanto, que para rejeitá-la é preciso vulnerar a vontade, a inteligência ou ambas.

Acontece que ninguém rejeita verdadeiramente aquilo que não leva a sério: é uma queixa bastante feita pelos incrédulos. Do homem médio contemporâneo não se pode propriamente dizer que ele rejeite, digamos, a existência de duendes ou do Saci-Pererê. Essas coisas não entram no seu universo de conhecimento como se fossem coisas reais, mas ao contrário: carregam inerentemente a nota da fantasia e do lendário. Não existe, aqui, um juízo valorativo a respeito da veracidade ou falsidade da informação: o próprio conhecimento é já apreendido com a sua nota de “fantasioso”, “mítico”, “não-verdadeiro”. E é sob esta clave que alguns ateus, segundo dizem, enxergam o Deus Todo-Poderoso.

Ora, eu naturalmente concedo que algumas pessoas possam imaginar o Criador nestes termos; concedo até que, em alguns casos, elas o façam sem malícia. O que não dá para conceder, de maneira alguma, é que tenham alguma razão nesta idéia. E é aqui que entra a história do burro ou do mal-intencionado: semelhante compreensão é tão estapafúrdia, tão distante da realidade, tão incompatível com o que ensina quer a teologia natural, quer as doutrinas religiosas, que aderir a ela — parece — só é possível se o fulano for muito burro ou estiver com muita má vontade.

Contudo, isto é um reducionismo que se deve evitar, tanto porque é impreciso (pelas razões que serão expostas mais embaixo) quanto porque é contraproducente (por razões óbvias: a pessoa apodada de burra ou mal-intencionada não costuma se mostrar muito receptiva a ouvir o que o seu interlocutor tem a dizer). É sim verdade que a Fé Católica, como ato para cuja concretização convergem a inteligência e a vontade, é alcançável a todo ser humano que esteja com as adequadas disposições intelectuais e volitivas. Contudo — e aqui está a raiz do problema –, nem toda dificuldade intelectual é sinônimo de burrice e nem todo problema da vontade significa que o sujeito está mal-intencionado.

O pe. Leonel Franca tem um excelente livro sobre o assunto (“A psicologia da Fé”), onde ele disserta sobre o que a Doutrina Católica convencionou chamar de praeambula fidei — que são aqueles assuntos alcançáveis à inteligência natural e reconhecíveis por todos os seres humanos, independente de eles terem Fé ou não, e que distingue completamente o Deus Todo-Poderoso do Saci-Pererê acima referido. Afirma o prelado que os obstáculos à Fé são de duas naturezas: de ordem intelectual e de ordem moral, i.e., respectivamente da ordem do conhecimento e da ordem da vontade. E compreender as coisas sob esta ótica muda radicalmente o assunto.

A questão não é meramente de nomenclatura: burrice e má intenção são substantivos de conotação pejorativa e, mais do que isso!, que implicam num certo juízo de censura sobre quem detém essas características. No caso da burrice talvez não se o perceba tanto, mas no da intenção má esta característica é evidente: o sujeito que está mal-intencionado é pessoalmente responsável pela prática deliberada de um ato reprovável. Já um obstáculo não é assim: aqui o termo é mais neutro, e a diferença terminológica reflete uma diferença de realidade muito importante. A pessoa pode fingir que não entende o Cristianismo, sim, mas essa não é a única fonte possível da incredulidade. Um sujeito pode deter muito honestamente uma gama de conhecimentos equivocados, e pode fazê-lo com bem pouca (ou até mesmo nenhuma) culpa própria particular. Pode, por conta disso, levar um determinado estilo de vida — as coisas que nós fazemos são condicionadas por aquelas nas quais acreditamos — incompatível com as exigências da Fé, e o primeiro impulso de preservar sua visão de mundo particular é perfeitamente humano e saudável. Tudo isso são obstáculos à crença; nem tudo é igualmente reprovável; e decerto os modos de superar os diversos obstáculos à Fé são bastante diferentes entre si.

Em suma, nem todo não-católico é pessoalmente desonesto. Pode acontecer — e ouso imaginar que é esta a maior parte dos casos — de ele partir de premissas incompatíveis com as do Catolicismo e, mediante métodos de inferência perfeitamente honestos, chegar a conclusões incompatíveis com as da Igreja. Obviamente, há premissas corretas e premissas equivocadas; mas a questão da veracidade ou falsidade dos pressupostos básicos de nossas visões de mundo é um pouco mais complicada do que o reducionismo “você é burro ou mal-intencionado” induz a acreditar. Sim, todo ser humano é chamado por Deus à Fé Católica, e é portanto capaz de responder-Lhe; sim, aquilo que impede o ser humano de oferecer ao Deus Onipotente o seu obséquio da inteligência e da vontade que caracteriza o ato de fé é um obstáculo, quer intelectual, quer moral; sim, o nosso papel deve ser, sempre!, o de fazer o que estiver a nosso alcance para retirar as barreiras que impedem os nossos próximos de viver a liberdade dos filhos de Deus. Mas não é possível subsumir igualmente toda descrença à deficiência mental de quem é um completo parvo ou à perversidade moral de quem se recusa a aceitar o que sabe ser verdadeiro. O papel de todo cristão, repita-se, é levar todas as almas à Fé. E, para fazê-lo, é fundamental que as coisas sejam compreendidas e apresentadas como de fato são — sem reducionismos fáceis, nem maniqueísmos cômodos.

Jorge Ferraz

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Para ele, o encontro com Deus foi imprevisto e imprevisível. Ele era ateu, filho de pais incrédulos, leitor de Diderot e dos iluministas do século XVIII.

Eric-Emmanuel Schmitt, filósofo de formação, dramaturgo de nascimento, escritor prolífico e diretor de cinema é uma das figuras culturais francesas mais conhecidas internacionalmente. Ele contou ao jornal italiano Avvenire (6 de outubro) a história da sua conversão, numa noite de 1989, em pleno deserto de Hoggar, no Saara.

O extraordinário dom de Deus

Schmitt se perdeu da sua comitiva e passou a noite sozinho. Foi assim que aconteceu o encontro com Deus. “Dizer que uma pessoa se converteu é dizer que ela fez uma escolha ativa e voluntária. Devo admitir que isto não representa exatamente o que eu vivi naquela noite no deserto. O que eu recebi foi uma graça e um dom extraordinário. E abri em mim todo o lugar e espaço possível para esse dom. Por isso, quando me chamam de ‘convertido’, eu prefiro ser definido como alguém que recebeu uma revelação”.

“Eu recebi uma revelação”

Esta é “a expressão que me caracteriza melhor, porque ela fala da surpresa do presente que eu recebi. Eu não estava à procura de Deus, nem sabia que Deus estava à minha procura. Recebi como presente algo que eu não estava buscando. Esta revelação, para mim, foi apenas o começo”.

O estudo do Evangelho

Quando voltou à França, o dramaturgo passou a ler vários poetas místicos de diversas religiões. “Após aquela revelação, eu percorri um caminho de descoberta do Evangelho. E houve um trabalho muito ativo da minha parte para entender esse texto cheio de contradições. Nisto eu posso dizer que experimentei uma conversão. Em síntese, portanto: no deserto, uma revelação; com o Evangelho, uma conversão”.

Seguindo os passos de Foucauld

Deve ser coincidência, mas a história dessa revelação é muito similar à que aconteceu com o explorador francês Charles de Foucauld, outro famoso convertido, depois do encontro com Deus no coração do Saara. A partir daquele momento, tornando-se eremita, Foucauld deu início a um grande trabalho de evangelização daquelas terras. “A sua força”, explica Schmitt, “estava em não tentar cristianizar à forçar aquelas pessoas, mas em testemunhar o Evangelho com o exemplo da própria vida. Foi assim que Cristo mesmo fez em seu tempo”.

Aleteia

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“Sua doença se chama Cristo e não tem remédio. Nunca poderá ser curado”, disse o tio de Mohammed al-Sayyid al-Moussawi, como quem pronuncia uma “sentença de morte”. Isto aconteceu em 22 de dezembro de 2000, quando Mohammed, hoje conhecido como Joseph Fadelle, se reuniu com seu tio e alguns dos seus irmãos após sua conversão do Islã ao Cristianismo.

A história começou em 1987, quando o jovem Sayyid (título nobiliário) al-Moussawi, foi enviado ao serviço militar, onde conheceu Massoud, um camponês com mais idade que ele e tiveram que compartilhar o mesmo quarto, algo que ele rejeitou, pois o homem era cristão. Para Mohammed, os cristãos eram inferiores, impuros e compartilhar o espaço com um deles o colocaria em perigo.

Com o passar dos anos e devido ao novo companheiro de quarto, sua mentalidade com relação aos cristãos foi mudando e ajudou que ele aprofundasse nas raízes da fé católica, causando uma crise existencial em Sayyid, que mexeu com as bases da sua crença e, finalmente, o levou à conversão ao cristianismo.

Assim deixou de ser o favorito do grupo familiar, nascido em uma das famílias xiitas mais importantes do Iraque e membro da realeza do seu povo, para ser um cristão perseguido e refugiado, ameaçado de morte até hoje pela sua própria família.

“Eu venho de uma tribo, da qual meu pai era o líder, e eu deveria ser líder depois dele”, declarou Fadelle, com o objetivo de explicar a diferença da sua vida anterior com a atual, afastada da sua cultura e da sua família após sua conversão.

Na religião muçulmana, a conversão ao cristianismo ou a qualquer outra religião é motivo de castigo, inclusive de morte.

A pesar das perseguições que suportou, sobreviveu a toda dificuldade e a partir desta experiência escreveu o livro “O preço a pagar”, lançado em espanhol no final do mês de maio, no salão Fresno do Centro de Extensão da Pontifícia Universidade Católica do Chile, num evento organizado pela Editora LMH (Ler Mais Hoje) e cuja venda ultrapassou a 50 mil cópias em 2010.

“Estou aqui pelo grande amor que tenho a Jesus Cristo”, disse no início do seu testemunho durante a conferência realizada no lançamento da quinta edição do livro que narra sua história.

A obra transformou-se num instrumento pastoral, narrando vários períodos da sua vida, desde a compreensão do Corão e da religião muçulmana até o descobrimento do cristianismo e da fé católica através da leitura da Bíblia.

Este livro e sua própria história são também uma denúncia do drama dos cristãos perseguidos no Iraque e em outros países desta região, na qual devem esconder-se, pagar impostos adicionais e sofrer varias formas de ameaças e perigos devido à sua fé.

“Se quiser atravessar o rio, deverá comer o Pão de Vida”

Mohammed estudou durante um tempo o Corão, a pedido do cristão como condição para entregar-lhe uma Bíblia. Este período de tempo, teve como consequência uma crise existencial profunda, devido à falta de respostas diante das suas interrogantes sobre sua religião e a figura de Maomé, que culminou com um sonho que ele não conseguiu compreender no princípio.

Neste sonho, ele via um homem que estava em pé na outra margem de um rio estreito e este homem parecia ser amável e sentia muita vontade de ir até ele, mas quando tentava atravessar o rio ficava paralisado e não conseguia passar para o outro lado. Então o homem pegava na sua mão e o ajudava e quando chegava junto dele lhe dizia: “Se quiser atravessar o rio, deverá comer o Pão de Vida”.

No princípio, este fato parecia somente um sonho, mas se transformou na chave que abriu o caminho de Mohammed a uma revolução interior que permanece até hoje, quando finalmente seu amigo cristão entregou-lhe uma Bíblia. O jovem recebeu o Livro sagrado e, casualmente abriu no Evangelho de São João, no qual encontrou as mesmas palavras que, no princípio não tinham significado algum para ele: O Pão de Vida.

Depois de ser batizado, cerca de 13 longos e angustiantes anos, Mohammed al-Sayyid al-Moussawi trocou o seu nome para Joseph Fadelle.

Não somete ele se converteu ao Cristianismo, como também a sua esposa e os seus filhos, são muçulmanos conversos, um acontecimento que os coloca em perigo. Eles tiveram que fugir do Iraque à Jordânia e mais tarde à França, onde residem atualmente.

Pastor se converte à Igreja Católica após 20 anos em igrejas evangélicas

Em Março faz exatamente 20 anos do meu batismo na Igreja Assembleia de Deus. Foi em 27 de Março de 1994, domingo, na igreja sede da Assembleia de Deus no Brás (Ministério em Madureira, hoje mais conhecida como AD Brás).

Foi um momento marcante em minha vida, eu estava vivendo uma linda experiência de conversão e aquele ato batismal era o cumprimento de uma decisão tomada poucos meses antes, quando aceitei a Jesus como meu Salvador. Sempre fui apaixonado pelo Evangelho desde criança, quando ganhei minha primeira Bíblia aos sete anos, poderia até ver isso como uma vocação sacerdotal.

Passados estes vinte anos eu vivo novamente a experiência da conversão, mas desta vez minha fé me trouxe de volta à Igreja Católica Apostólica Romana. 

No período em que estava na Assembleia de Deus participei de grupos de mocidade, fui professor de Escola Bíblica Dominical e cursei Teologia(Básico) pela EETAD, curso que deixei pela metade para viver o meu sonho de trabalhar em uma emissora de rádio.

Por um período de sete anos eu apresentei um programa chamado “Jovens Para Cristo”, que era patrocinado pelos membros da igreja. Neste período eu trabalhei como funcionário desta emissora até o seu fechamento pela Anatel em 2002. Após o fechamento da emissora de rádio, passei por um período de depressão e me afastei da igreja.

Meses depois eu, por conta própria, decidi procurar uma igreja diferente para frequentar, um misto de vergonha e orgulho me impediu de retornar à minha antiga congregação. Deste tempo, até aqui, fui membro de três igrejas diferentes, passei por altos e baixos na minha fé. Apesar de sucessivas decepções, aconteceu a maior dádiva da minha vida, conheci a moça que hoje é minha esposa e mãe de meu filho. Deus me abençoou com uma família maravilhosa.

Nestes últimos anos desenvolvi diversas atividades ministeriais, especialmente voltadas para a evangelização de jovens, também ministrei cursos para formação de lideres e obreiros. Até que cheguei ao pastorado, fui pastor auxiliar pelo período de um ano e pastor titular por outro período de um ano em uma congregação que inaugurei junto ao ministério do qual fazia parte.

Pouco depois do nascimento de nosso filho, por motivos alheios à minha vontade, renunciei à direção da igreja que pastoreava e meses depois entendi que deveria abrir mão do ministério pastoral. Era dia 12 de Outubro de 2012 eu preguei o meu último sermão na igreja sede da igrea que congregava e sabia que não retornaria mais a um púlpito na condição de pastor.

Tudo que eu sempre almejei e alcancei, deixei pra trás, somente restou em meu coração a ardente paixão pelo Evangelho e minha vida consagrada a Cristo. Ao longo desta experiência muita dor, angústia e lágrimas derramadas.

Talvez, nesse ponto, você esteja se perguntando o motivo de atitudes tão drásticas, tão radicais. Tais motivos, claro existem, mas decidi não falar sobre tais assuntos no momento. 

Reencontro com o catolicismo

Fui criado católico, fui batizado, fiz a primeira comunhão, mas aos 18 anos, nenhum destes fundamentos fazia o menor sentido pra mim. Na adolescência fiz parte de movimentos ligados à “Teologia da libertação” e com o passar do tempo fui me afastando da igreja. Aos 18 anos aceitei ao convite de um amigo e fui com sua família a um culto da Assembleia de Deus, fiquei maravilhado com aquela atmosfera. Nunca havia sentido uma sensação tão boa,eu me senti tocado por Deus e aceitei seguir aquele caminho.

De modo algum eu quero invalidar este processo de conversão. Foi uma experiência real, verdadeira e produziu frutos em minha vida.

Porém, não é segredo para ninguém que a expansão do Protestantismo no Brasil, especialmente o ramo pentecostal, se deu por conta de uma visão anti-católica que, baseada em textos bíblicos, proclamava a verdadeira salvação por meio apenas de igrejas pertencentes a este seguimento. Igreja Católica era sinônimo de idolatria e o Papa, o próprio Anti-cristo.

Passei a ver o catolicismo como uma religião idólatra e anti-bíblica. Por anos tive esta visão e convicção.

No auge da rede social Orkut, entrei em uma comunidade de debates entre católicos e evangélicos. A comunidade “Debate Católicos e Evangélicos” carinhosamente chamada de “DC&E” congregava um número interessante de pessoas tanto católicos quanto evangélicos, ali tínhamos debates teológicos de grandeza magistral, mas também exemplos extremistas de fundamentalismo religioso, de ambas as partes.

Logo em minha primeira participação na comunidade entrei em um tópico que debatia algo sobre as Escrituras, fui logo confrontando e declarando de que adiantava debater sobre a Bíblia e não acreditar, nem fazer o que ela mandava.

Naquele dia eu levei a maior surra de interpretação bíblica, apanhei até cansar de um católico chamado Paulo, mais conhecido como Confrade. Eu não tinha argumentos, mesmo sendo um leitor ativo da Bíblia, me considerando apto a debater as Escrituras, eu fui calado pela sabedoria e conhecimento daquele rapaz. Derrotado, pedi perdão pelo equívoco…

Passei e estudar com mais afinco o catolicismo, seus costumes, o Magistério, a Tradição, os dogmas, especialmente os ligados a Maria, mãe do Mestre.

O efeito disso foi a anulação do sentimento anti-catolicismo adquirido e o início de uma fase de fraternidade e aprendizado. Porém, nunca concebi a ideia de me tornar católico novamente. Deste período de debates surgiram amizades, encontros, como o da foto abaixo.

Esta imagem abaixo é um registro histórico de um dos orkontros realizados pelos membros da comunidade. Este foi o primeiro em São Paulo, havendo outros no Rio de Janeiro e algumas outras cidades do Brasil.

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A comunidade foi fundamental para renovar a minha mente. Passei a enxergar a Igreja Católica com a Igreja de Cristo, todo protestante deve entender que, sem ela, o Evangelho não nos alcançaria.

No entanto foram necessários alguns anos para que eu entendesse que deveria regressar à Igreja mãe. Foram necessárias várias decepções, muitas frustrações, para poder abrir o meu coração e conceber que meu lugar é na Igreja Católica.

Após renunciar ao pastorado e à direção de uma igreja, eu me desigrejei. Não queria mais saber de templos e religião institucionalizada.

Decidi romper com a religião. Eu tinha a minha fé, acreditava em Deus e viveria para fazer o bem e por minha família. Não queria mais vínculo com denominação alguma, minha religião era Cristo, e pronto.

Iniciei o projeto deste blog [Compartilhando a Graça], compartilhando textos com amigos do Facebook. Comecei a escrever sobre a fé cristã, postar reportagens e notícias sobre os cristianismo, inclusive algumas polêmicas e escândalos.

Até que um belo dia escrevi o texto Castel Gandolfo: Onde o Papa passa as férias. Isso foi no dia 11 de Janeiro de 2013, no início da noite.

Foi uma noite mal dormida, pois sonhei com o Papa Bento XVI e a ideia de ser novamente um católico. Cheguei a comentar com minha esposa: “… e se eu voltasse para Igreja Católica?”

A ideia se transformou em desejo, e o desejo, decisão. Eu comecei a compartilhar isso com meu amigo Marcio Araújo, mais um remanescente da “DC&E”, e desde então ele tem me ajudado. Márcio é dono da página Beleza da Igreja Católica e tem sido um grande incentivador da minha jornada. Pouco tempo depois criei a página Francisco, o Papa da humildade, fiquei maravilhado com a mensagem cristocêntrica do Papa, só faltava conferir se a Igreja correspondia a tamanho entusiasmo.

Comecei a participar da Missa, mas mantive a discrição. No início ia para observar, mas, com o passar do tempo, eu já estava envolvido de corpo e alma. Um determinado dia marquei uma reunião com o padre Douglas, pároco da nossa região. O recebi em minha casa para um café da manhã e conversamos bastante.

Foi muito especial, contei a ele minha história e tenho recebido o seu apoio e instrução, iniciei o curso de Crisma a pouco dias em uma classe de Catequese voltada para os adultos. Estou vivendo intensamente este processo de conversão, aprendendo a viver esta fé milenar em sua plenitude.

Se alguém tiver alguma pergunta a me fazer ou comentário específico, por favor envie email paraatusturquete@hotmail.com ou me adicione no Facebook:https://www.facebook.com/atusturquete

Não responderei a anônimos e nem tenho a intenção de fazer comentário agressivos à fé de quaisquer. 

Fonte: Compartilhando a Graça

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O guitarrista da banda de metal Korn, Brian “Head” Welch, concedeu uma entrevista a uma emissora de rádio norte-americana e afirmou que se converter foi “a melhor coisa possível”, pois a sua escolha o ajudou a abandonar o vício e permitir uma melhor relação com o Espírito Santo.

O músico se converteu ao Evangelho em 2005, chegou a deixar a banda, mas retornou e agora testemunha sobre sua nova vida.

O músico participou de um documentário intitulado “Holy Ghost”, baseia nas experiências de fé de quem acredita no Espírito Santo e tem como proposta mostrar a ação real na vida dessas pessoas.

Welch, que deixou o Korn em 2005, após se converter ao cristianismo e largar as drogas, foi perguntando como ele sabe que ele tem o “Holy Ghost”. Ele respondeu: “Bem, eu te falo, para uma pessoa que largou as drogas por muitos anos e tem a alma cheia do Espírito Santo, é a melhor coisa possível. É o puro amor de Deus e você realmente pode sentir esse amor. E vai ficando mais forte através dos últimos dez anos. Não sei… Você fica totalmente satisfeito na vida e não quer mais nada. E meu coração está em paz. Eu não teria acreditado se eu não experimentasse. Estou totalmente satisfeito. Não há nada como isso.

Perguntando se o Espirito Santo já nasce em nós ou temos que pedir para recebê-lo, Welch disse:”Esse é um tipo de debate teólogico, talvez, mas eu acredito que Deus dá fôlego para todas as pessoas, mas nós temos que pedir para receber o Espírito Santo, somente para nos dar a revelação de como Deus sustenta a vida e nos dá a vida. Falam sobre sentir o Espírito Santo, e isso acontece quando você começa a pedir por ele e tudo mais. Não é sobre religião, é sobre relacionamentos. É o espírito de Jesus vindo até você e vivendo com você. E isso é tão lindo, cara.”

Welch recentemente falou com a Variety sobre seu envolvimento com o filme “Holy Ghost”, um documentário baseado na fé que tem como objetivo provar que o Espírito Santo é real. Welch, explicou: “‘Holy Ghost’ é sobre pessoas que convidam Deus a entrar em seus corações e vidas e sair pelo mundo, não dizendo para as pessoas ‘se prepararem para o inferno’, mas sim apresentando o real Cristo.””

Welch continuou: “É como se tivessem me mostrado como obter um bilhão de dólares e como se eu pudesse compartilhar o dinheiro com todos os outros. Celebridades são consideradas referências e temos que usar isso para alguma coisa, porque nós todos vamos prestar contas um dia, por isso é importante usar o que temos com sabedoria. “

Fonte: whiplash.net

“O mundo está cada vez mais caracterizado pela desencarnação. Estamos na era do in vitro veritas, tanto nas telas quanto nas provetas. O pai é substituído pelo especialista (e isso acontece até mesmo aos bispos que renunciam muitas vezes a paternidade para ficarem só com a superioridade hierárquica); a mãe é gradualmente substituída pela matriz eletrônica. Vão dizer que agora um casal do mesmo sexo pode ter filhos da mesma forma que têm um homem e uma mulher. E mais, vão dizer que podem tê-los muito melhor do que um homem com uma mulher, porque estes se entregam à procriação através da escuridão arriscada de um abraço e de uma gravidez, enquanto que um casal do mesmo sexo é mais responsável, mais ético, porque recorre aos engenheiros para fabricar uma criança sem defeitos, com um código genético verificado, muito mais condizente com o mundo que o circunda. O que borbulha em nossos laboratórios é uma verdadeira contra-anunciação: já não se trata de acolher o mistério da vida na escuridão de um útero, mas reconstituir na transparência de um tubo de ensaio”.

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Esta é a descrição feita pelo filósofo Fabrice Hadjad jnascido de uma família judia, ex-niilista e anti-clerical, atualmente casado, pai de seis filhos, professor de literatura e filosofia, bem como dramaturgo. Desde sua conversão, deu início à sua obra filosófica e literária. Hadjadj argumenta que dentro da Igreja aconteceu a melhor compreensão e valorização do corpo e da sexualidade e pensa que a morte tenha a sua dignidade. Entre seus muitos livros estão Mistica della carne. La profonditá dei sessi (Milão, Medusa, 2009), e Farcela com la morte. Anti-metodo per vivere, editora Cittadella, que venceu o Grande Prêmio da literatura católica em 2006.

Por ocasião do terceiro Congresso Mundial dos movimentos eclesiais e das novas comunidades, organizado em Roma pelo Pontifício Conselho para os Leigos, do qual o filósofo francês é membro, em resposta ao apelo de conversão missionária que o Papa Francisco dirigiu na Evangelium Gaudium, Hadjadj respondeu algumas perguntas para ZENIT.

***

 Qual é a história de sua conversão do judaísmo para o cristianismo?

Hadjadj: Poderia contar-lhe uma longa história … Deus nos converte com toda a sua criação. A conversão é simplesmente uma tomada de consciência, porque a realidade é sempre a realidade.

Quando a pessoa se converte, por outro lado, não quer dizer que chegou, o batismo é o ponto de partida. Sempre poderei me tornar pior do que era antes: continuo a ter os meus pecados, portanto, é sempre necessário prestar atenção à conversão. Na verdade, não é verdade que eu me converti do judaísmo para o cristianismo, porque nunca fui religioso: vim de uma família judia sim, mas de esquerda, marxista. Em casa não tínhamos nenhuma bíblia, só obras de Marx, Hegel e Gramsci; eu, pessoalmente, me aproximei muito cedo de Nietzsche e de autores ateus mas, curiosamente, é por meio desses autores anti-cristãos que descobri o cristianismo e, curiosamente, foi sendo cristão que descobri de forma mais real o meu ser hebreu.

Eu tinha a sensação de que a grandeza do homem estivesse relacionada à sua vulnerabilidade e que não se desenvolve com um tipo de poder horizontal, mas por meio de um grito vertical, um grito para o céu, como na tragédia grega. Ali está claro que a dignidade trágica do homem reside no fato de que ele se dirige a um Deus e interpela o céu.

Além disso, estava intelectualmente atraído pelo mistério da cruz. Um dia meu pai ficou muito doente. Estava prestes a morrer e minha mãe me chamou. Era impotente diante daquela situação e entrei em uma igreja, onde rezei à Virgem: era uma Nossa Senhora rodeada de muitos ex voto, e apenas duas semanas depois, entrando na mesma igreja com um amigo meu, tinha ridicularizado esses ex voto: ‘obrigado daqui, obrigado dali… ridículo!’. Zombava diante daquelas imagens. Mas, na tarde em que meu pai estava mal, fui àquela Nossa Senhora, e naquele momento não aconteceu nada de extraordinário, as coisas extraordinárias são as mais simples: tive a sensação estar no meu lugar e descobri que a posição do homem que reza é a posição do homem por excelência; a partir daquele momento tive a certeza da verdade da oração.

 Porque a adesão ao cristianismo é algo diferente da adesão a um partido ou a uma ideia política?

Hadjadj: Passamos de uma época de extremismos ideológicos a um período no qual todas as ideologias morreram, um período de padronização tecnológica: é o momento em que se pega a diversidade do real, a multiplicidade das coisas, também a biodiversidade e se manipula, se quebra.

A missão da Igreja não tem nada a ver com um processo de padronização, porque é a mesma missão do Criador: é o Criador e o Redentor de todas as coisas, portanto, não quer esmagar a individualidade das coisas com a uniformidade, reduzí-las a uma ideia, mas permitir ser plenamente o que somos, do jeito que foram criadas e salvas, nas suas diferenças.

O fundamento da fé cristã é que a unidade é uma unidade de comunhão, mas a comunhão não é uma fusão. A comunhão é comunhão de um com o outro, e o outro continua a ser um outro, não é absorvido e nem diminui. Isso se manifesta da mesma forma no mistério da Trindade: há um só Deus, uma só natureza divina, mas ao mesmo tempo existem três pessoas, e estas pessoas, justamente porque são três, são pessoas eternamente diferentes. Nós pensamos na unidade de Deus como uma unidade que leva em si a diversidade eterna. Isso nos convida a considerar a missão da Igreja não mais como propaganda ideológica que reduz à uniformidade, mas como hospitalidade que permite cada ser de ser reconhecido plenamente a si mesmo.

Tanto Bento XVI quanto o Papa Francisco disseram que a evangelização não cresce por proselitismo, mas por atração: o que isso significa essa expressão e quais são, na sua opinião, os perigos do proselitismo?

Hadjadj: Podem parecer só duas formas de dizer o mesmo conceito: o proselitismo e a atração, em oposição a sair de si mesmos. Atrair para si mesmos ou sair de si mesmos?

Ambos estão bem, porque a relação entre o exterior e o interior na missão não é a de dizer que “somos uma seita, nós temos a verdade e saímos para leva-la às pessoas que estão completamente fora’: o mistério consiste no fato de que quem está fora da Igreja, foi, ao mesmo tempo criado por quem está dentro da Igreja, não existe nada de absolutamente fora da Igreja; as coisas existem, e não estão fora da  Igreja; mas é a Igreja que foi criada pelo Criador. A missão para nós não é aquela do proselitismo, para encontrar alguém e reduzí-lo às nossas ideias, mas é, ao mesmo tempo, um sair e atrair. Uma saída porque vamos rumo ao outro, mas uma atração porque sentimos, com o seu coração uma certa ressonância: isso é importante para os cristãos, crer nas palavras de Jesus: ‘atrairei a mim todos os homens da terra’. É verdade, todos os homens são atraídos por Cristo, devemos confiar na palavra aqui! Eu confio e sabem por quê? Porque eu era o homem mais distante de Cristo, era aquele cuja conversão era a mais improvável, era amargamente anticlerical. Devemos ter confiança de que o coração do não-cristão, o coração do inimigo, o coração do perseguidor, é atraído por Cristo.

Zenit

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Martina Purdy era até pouco tempo atrás uma das mais importantes correspondentes de política da maior rede de notícias do Reino Unido, a BBC; porém, depois de 25 anos de carreira como jornalista decidiu entrar no convento das Irmãs da Adoração, uma congregação de religiosas contemplativas.

Purdy, natural da Irlanda do Norte, agradeceu em sua conta do Twitter os 25 anos que exerceu como jornalista -15 deles na BBC-. “Foi uma profissão imensamente gratificante e estou muito agradecida por todo o apoio que tive nestes anos dos meus colegas, família, contatos e amigos”, expressou.

“Sei que muita gente não entenderá esta decisão. Não foi uma decisão tomada superficialmente, e sim com grande amor e alegria. Peço que rezem por mim, pois embarco neste caminho com humildade, fé e confiança”, manifestou a jornalista.

Purdy, que foi fotografada há pouco tempo junto com umas religiosas indo para a missa na Catedral de São Pedro, em Belfast, compartilhou que se trata de “uma decisão muito pessoal” e por isso pede aos meios de comunicação que respeitem a sua privacidade e da congregação religiosa que a acolhe, e indicou que não fará outro comentário público.

Por sua parte, o diretor da BBC na Irlanda do Norte, Peter Johnston, disse que estavam muito tristes por perder a Purdy de sua equipe de jornalistas políticos. Entretanto, desejou-lhe o “melhor na nova direção que escolheu para sua vida”.

Do mesmo modo, a chefe de informações, Kathleen Carragher, destacou o talento profissional da ex-jornalista, “vamos sentir saudades da sua inteligência e sabedoria”, e também desejou que corra tudo bem na sua decisão de seguir a vocação religiosa.

Martina Purdy nasceu em Belfast, mas foi criada no Canadá. Uniu-se à BBC da Irlanda do Norte em 1999 depois de trabalhar em um jornal.

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O pastor protestante sueco Ulf Ekman e sua esposa Birgitta anunciaram que se converteram à Igreja Católica. O anúncio, que causou grande surpresa e comoção em muitos, foi feito durante um sermão na congregação pentecostal que fundaram há 30 anos.

A fama de Ekman também se espalhou devido aos seus livros, traduzidos a 60 idiomas, a um programa de televisão, uma escola bíblica fundada por ele, sua comunidade “Palavra de Vida” (com mais de 3 mil membros, 12 pastores e uma escola com mil alunos).

O “processo” de Ekman leva cerca de 10 anos, durante os quais ele pesquisou com atenção o Catecismo da Igreja Católica e sua doutrina social, e teve contato com líderes da Renovação Carismática Católica, que o marcaram pelo seu testemunho. “Percebemos que nossos preconceitos protestantes não tinham base alguma, em muitos casos”, afirmou.

Uma das reflexões que mais o atraíram à Igreja Católica foi a da unidade do Corpo de Cristo.

“Acreditar na unidade [dos cristãos] tem consequências práticas, disse. Seus argumentos neste campo foram expostos na revista “Varlden Idag”, em uma entrevista: “Não entendo que se diga que não precisamos de um magistério. Se temos 5 versículos da Bíblia e 18 comentários sobre estas escrituras, quem decidirá? Meu intelecto é melhor que o seu, eu li mais, posso convencer melhor que você… ou existe um magistério que orienta sobre como julgar o assunto.

Do Papa, ele disse que é a máxima expressão de um magistério, e que ele acredita “na necessidade de uma autoridade definitiva”.

Para continuar tratando do tema da unidade, o pastor citou João 11, 52: “Sim, Jesus não ia morrer somente pelo povo, mas também para reunir os filhos dispersos de Deus”.

“Jesus morreu por isso – comentou. Acho que está muito forte no coração de Deus o desejo de que nos unamos.” Esta unidade não pode ser meramente relacional, pois “a Igreja é o Corpo de Cristo, uma entidade estruturada. É concreta, não uma nuvem de gás. O Corpo é visível. O modelo é Jesus, que teve um corpo visível durante 30 anos.”

Um antecedente de cunho místico

Ekman era um jovem estudante na década de 70 quando, sentado em um restaurante, sentiu as lágrimas escorrerem e não conseguiu evitar o choro. “Tive uma experiência instantânea de como Jesus sofre porque sua Igreja está dividida. Foi como um relâmpago. Senti: ‘Isso não é do agrado de Deus’. Jesus chorava por isso. Eu o senti naquele restaurante, na hora do almoço. Depois isso desapareceu da minha memória. Mas voltou a surgir nos últimos 10 anos”, recordou.

Mas o tema da unidade não é o único. Ao anunciar sua entrada á Igreja Católica, ele recordou algumas das suas razões.

“Vimos [na Igreja Católica] um grande amor por Jesus e uma teologia sã, fundada na Bíblia e no dogma clássico. Vivenciamos a riqueza da vida sacramental. Vimos a lógica de ter uma estrutura sólida no sacerdócio, que mantém a fé da Igreja e que a transmite à geração seguinte. Encontramos uma força ética e moral e uma coerência que pode enfrentar a opinião geral, e uma tendência bondosa com relação aos pobres e fracos. Finalmente, mas não menos importante, tivemos contato com representantes de milhões de católicos carismáticos e vimos sua fé viva.”

Em seu processo, Ekman destaca também o papel de dois religiosos: Dom Anders Arborius, único bispo católico da Suécia, e o padre carmelita Wilfrid Stinissen, reconhecido escritor.

A partir de agora, ele será um “simples católico”. Isso entre aspas, pois certamente a Igreja o convidará a usar seus dons para a missão. “Nós nos sentimos um pouco como Abraão e Sara: dois idosos entrando em um país desconhecido”, acrescentou.

Mas eles têm a certeza do auxílio de Deus.

Fonte: AICA

01_932Utoya, na Noruega, as atrocidades do Boko Haram e do Estado Islâmico, a recente bomba no metrô de Santiago do Chile… Todos esses episódios têm um fator em comum: o ódio e a desumanização com base no terrorismo.

Alguns seres humanos que colocaram em ação o terror podem se libertar e curar a maldade para renascer para uma vida nova. Deus foi e é a razão desta “ressurreição” no caso do ex-terrorista do ETA Jean Philippe Saez.

Saez foi educado no amor pela tradição dos pais, e aos 19 anos era conhecedor de Txistu (flauta tradicional). Eram os anos sessenta quando Domingo Iturbe Abasoloi, aliás Txomin, o “alistou” e o formou para torná-lo membro do primeiro comando operativo (Argala) do ETA. O grupo colocou em ação seus primeiros ataques terroristas na Espanha em 1978 e 1979.

“Naquele momento”, confessou anos depois Philippe, “o ETA representava o mito dos dias gloriosos da luta contra Franco. Unir-me a eles era uma espécie de exaltação para mim, mas logo tive de viver na clandestinidade”.

Philippe, chamado “Txistu”, descobriu rapidamente o macabro sentimento de ser protagonista do terror do ETA, participando de pelo menos quatro atentados nos quais os seus companheiros mataram sete pessoas: o industrial José Legaza, o magistrado José Francisco Mateu, o general Constantino Ortiz, o tenente geral Luis Gómes Ortigüela, os coronéis Agustín Laso e Jesús Avelós e o motorista Lorenzo Gómez.

Phillippe, auxiliar no último atentado em Laso, Avelós e Gómez, naquele dia estava prestes a fugir, mas este ato teria significado assinar a própria condenação de morte. Aproveitando os meses de “silêncio” que a própria organização havia imposto para que passasse despercebido, uma vez voltando à França, confessou-se, começou a ir regularmente à Missa e no seu coração renasceu a vocação que havia perdido na adolescência. Ingressar como monge na abadia beneditina de Notre Dame de Belloc era seu sonho.

O ETA e a abadia 

A abadia representava desde suas origens um símbolo de proteção para os bascos. Talvez era um dos motivos da influência que tinha sobre Philippe. Foi fundada em 1974 por um grupo de noviços bascos provenientes do mosteiro de Pierre-que-Vire, com o padre Agustín Bastres, de Lapurdi.

No dia 1° de setembro daquele ano, toda a aldeia de Urt acompanhou os monges para uma antiga fazenda desabitada de Belloc, cantando o Ongi etorri-aita onak-Jainkozko gizonak (Bem-vindo seja Deus, pai bom do homem), como refere a enciclopédia Auñamendi. Desde então o lugar passou a ter uma tradição de hospitalidade.

Durante a Guerra Civil espanhola refugiaram-se ali republicanos e nacionalistas. Depois na II Guerra Mundial, esconderam-se membros da resistência e pilotos aliados enviados pela rede Orion. Como consequência, alguns monges morreram no campo de concentração nazista de Dachau, e a abadia recebeu a Legião de Honra.

Em maio de 1962, os monges não acharam tão inconveniente que o grupo de ideias separatistas basco realizasse sua primeira reunião na abadia. Ali nasceu o ETA como “movimento revolucionário basco para a libertação nacional baseado na resistência patriota, socialista, de caráter não confessional e economicamente independente”. A mesma organização que anos depois, na sua quinta assembleia, teria se voltado à luta armada, escorregando para o terrorismo.

Irmão Philippe

Em 1982, Txistu conseguiu fazer com que o ETA aceitasse o seu distanciamento. Livre, em setembro de 1988, aquele que agora é “irmão Philippe” iniciou a sua formação monástica na abadia de Notre Dame de Belloc.

“Sempre tive a necessidade de viver para Deus. Disse que entraria em um mosteiro e não falaria mais do meu passado”, disse Philippe a todos que o procuraram pouco tempo depois no claustro.

A polícia o prendeu pelo seu passado e o prior Jean Jacques de Amestoy, desolado, disse aos meios de comunicação que o noviço Philippe “vivia com serenidade a formação para a sua nova vida monástica, baseada na conversão e na oração. O mosteiro não pode aprovar de nenhum modo aquilo que na sua essência não se pode justificar”, acrescentou antecipando a sentença. A última, porém, permitiu que o futuro monge continuasse a sua reclusão na abadia, e em 1997, foi condenado a dez anos de prisão.

Após cumprir sua pena, irmão Philippe continuou a ser ligado à abadia. Cada vez que é possível se move pela região, para tocar música sacra nas paróquias, com sua flauta tradicional.

Fonte: Aleteia