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Geralmente, a palavra “festa” é usada pelos católicos em referência a qualquer celebração da Igreja: dias dedicados a santos, a Nossa Senhora, a Cristo… Não há nenhum erro doutrinal em usar o termo “festa” para todos os casos, mas é recomendável aprender que, na Igreja, existe uma hierarquia de celebrações. Elas se estruturam em três tipos básicos: as memórias, as festas e as solenidades.

Solenidades

As solenidades são as celebrações de grau mais alto, reservadas aos mistérios mais importantes da nossa fé: por exemplo, a Páscoa, o Pentecostes, a Imaculada Conceição, os principais títulos de Jesus, como Cristo Rei e o Sagrado Coração, além de celebrações que honram alguns santos de particular importância na história da salvação, como é o caso das solenidades de São Pedro e São Paulo e a do nascimento de São João Batista.

Nas solenidades, assim como nos domingos, a celebração eucarística tem três leituras, a oração dos fiéis, o Credo e o Glória (inclusive quando a solenidade cai no Advento ou na Quaresma). As solenidades também têm orações próprias exclusivas: antífona de entrada, oração inicial, oração sobre as oferendas, antífona da comunhão e oração depois da comunhão. Na maioria dos casos, há também um prefácio especial.

Algumas solenidades são festas de preceito e outras não: isto depende da realidade pastoral de cada país e, portanto, do critério da respectiva conferência episcopal.

As solenidades que caem nos domingos são celebradas como tais durante o Tempo Comum e o Tempo de Natal, mas costumam ser transferidas para a segunda-feira quando caem num domingo do Advento, da Quaresma, da Semana Santa e do Tempo Pascal.

Festas

As festas, por sua vez, honram algum mistério ou título de Jesus, de Nossa Senhora e de santos particularmente relevantes, como os apóstolos, os evangelistas e outros de grande importância histórica, tais como São Lourenço.

A festa costuma ter orações próprias, mas são feitas somente duas leituras e o Glória. Diferentemente de outras festas, as dedicadas a Jesus, como a Transfiguração e a Exaltação da Santa Cruz, são celebradas também quando caem no domingo, e, nesse caso, têm três leituras, o Glória e o Credo.

Memórias

A memória é geralmente a celebração de um santo, mas pode ainda celebrar algum aspecto de Jesus ou de Maria. É o caso da memória facultativa do Santo Nome de Jesus e da memória obrigatória do Imaculado Coração de Maria.

No tocante à liturgia, não existe diferença entre a memória facultativa e a memória obrigatória. Toda memória tem ao menos uma oração própria de abertura. Quanto às leituras, elas podem ou não ser específicas: no geral, prefere-se que sejam mantidas as leituras do dia, a fim de evitar que se interrompa excessivamente o ciclo contínuo das leituras próprias de cada tempo; no entanto, há leituras específicas que devem ser usadas no caso de alguns santos, especialmente os mencionados na própria Sagrada Escritura, como, por exemplo, Marta, Maria Madalena e Barnabé.

Durante a Quaresma e em parte do Advento (de 17 a 24 de dezembro), usa-se apenas a oração coleta do santo; todo o resto é o ordinário daquele dia.

Caso especial

O dia de finados, celebrado em 2 de novembro, tem prioridade sobre o domingo apesar de não ser uma solenidade.

Variações geográficas

Há casos em que uma determinada celebração tem classificação diferente conforme a região, já que alguns santos são mais venerados em um lugar do que em outros, por exemplo. É o caso de São Bento: seu dia é memória obrigatória no calendário universal, mas é festa na Europa por ser um dos padroeiros do continente e é solenidade na diocese de Montecassino, onde está enterrado.

Há solenidades, como o Corpus Christi, que podem ser ou não de preceito conforme determinação da conferência episcopal de cada país: a decisão se baseia na realidade pastoral local. Por isso há países que mantêm a tradicional celebração na quinta-feira e como festa de preceito; outros mantêm o dia, mas não como preceito; e outros ainda, que já são a maioria, nos quais a celebração é transferida para o domingo seguinte a fim de garantir a máxima participação dos fiéis. No Vaticano, o dia do Corpo e do Sangue do Senhor continua sendo celebrado na quinta-feira, com a procissão do Santíssimo Sacramento conduzida pelo Santo Padre. Já a diocese de Roma, assim como o resto da Itália, celebram esta solenidade no domingo seguinte.

Aleteia

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O que é uma gota de água, essa ínfima partícula líquida sem odor, sem sabor e sem cor? É tão pouca coisa… é nada!

Ainda que uma gota de água possa luzir sobre as pétalas de uma bela flor e refletir maravilhosamente a luz do sol, quando se compara com um imenso mar bravio, ou com nuvens carregadas e prontas para derramar um dilúvio formidável, ou com uma fonte generosa que não cessa de brotar da terra produzindo incontáveis benefícios… pois, uma simples gota de água é igual a nada.

No entanto, na liturgia da Missa, a gota de água que o sacerdote ou o diácono verte no cálice que contêm o vinho que será consagrado, tem um valor simbólico portentoso: significa os tesouros da Igreja e “o que falta à paixão de Cristo”, nem mais nem menos. Com efeito, diz São Paulo “Agora me alegro pelos padecimentos que suporto por vós, e completo em minha carne o que falta às tribulações de Cristo, em favor de seu Corpo, que é a Igreja” (Col. 1, 24).

Nossos sacrifícios, as provas assumidas e oferecidas com amor e unidas à imolação de Jesus, têm um valor redentor e servem para expiar os pecados do mundo, já que completam, em nossa carne, essa quota com a qual Deus conta para que seu precioso sangue seja fecundo. Não é que Deus precise de alguém ou de algo, mas assim dispôs as coisas em sua providência.

O sacrifício do Calvário nos redimiu da morte e do pecado e nos abriu as portas do céu. Mas para que cada um alcance a salvação, é necessário acolhê-la amorosamente, pois Deus não a impõem pela força. Esse ‘fiat’ que nos corresponde assumir, é nosso próprio sacrifício que, como uma gota de água, vale por si muito pouco ou nada, mas que, unido ao de Nosso Senhor e às lágrimas de Maria Santíssima, passa a ter valor. Um valor tão pequeno como nossa insignificância, e tão enorme que sem ele não alcançamos a vida eterna.

Esta verdade é simbolizada na Celebração Eucarística no momento do ofertório, quando o celebrante derrama uma delicada gota, ou pouco mais, no vinho que será transubstanciado. A matéria própria da Eucaristia é o pão e o vinho, não é a água. Mas esta última, ao ser colocada no vinho, se confunde com ele formando um só líquido a ser consagrado.

Nossa participação na redenção do mundo e na nossa pessoal, passa por essa indispensável e providencial “gota de água” que é nossa oblação. Que belo mistério e quão belamente é simbolizado!

Essa gota de água é um sinal que nos anima a sofrer o que nos toca, dá sentido à prova, aos dissabores da vida e a mesma morte. E na medida em que carreguemos com determinação a própria cruz, a gota de água se alarga, aumentando nossa particular contribuição para a salvação do mundo.

Dita gota de água simboliza um tesouro que vale muito mais que qualquer pedra preciosa de altíssimo valor. Há um tempo atrás, se divulgou a notícia de que um diamante rosa de 24 quilates bateu os recordes de um leilão suíço sendo adquirido por um joalheiro norte-americano pelo preço de 33 milhões de euros. Esse diamante não vale, nem de longe, o que vale uma alma aos olhos de Deus.

É que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, redimidos e comprados por Seu Sangue infinitamente precioso e assim, feitos parte da família de Deus posto que somos seus filhos. Valemos mais que todo o universo material!

Agora, comparados com o sofrimento de Jesus Cristo no Calvário, que são os méritos somados de todos os mártires, de todos os confessores, de todas as virgens? Da mesma Virgem das virgens? Nada… ou quase nada; valem o que vale uma gota de água. Entretanto, dizemos com propriedade: que tesouro valiosíssimo são os méritos de Maria Santíssima, dos anjos e dos santos!… Por que? Pela razão de que estão unidos aos merecimentos de Cristo. Aí adquirem seu verdadeiro valor.

A gota de água da liturgia da Missa é um dos tantos símbolos que enriquecem a celebração. A Eucaristia é um tesouro de tão infinito valor, que a Igreja lhe pôs como marco uma liturgia celebrativa que forma e educa aos fiéis. A Missa, celebrada como se deve (há que se dizer que, lamentavelmente, não é tão raro encontrar-se com “originalidades” que violam as rubricas e atentam contra a mesma ortodoxia) é uma catequese.

‘Lex orandi, lex credendi’ diz um antigo adágio latino. Isto significa que a lei da oração, quer dizer, a forma como rezamos, como celebramos o culto, determina a lei do que se crê, determina a substância da Fé.

Que responsabilidade tem os pastores de formar aos fiéis, e eles, por sua vez, de instruirem-se sobre as maravilhas da oração litúrgica, uma vez que o que se faça em matéria de celebração, condicionará a integridade da Fé que se professa!

Se conhecêssemos e amassemos o significado de tantos sinais e símbolos da liturgia católica estaríamos mais motivados para adorar ao Senhor na Eucaristia. A dignidade dos vasos sagrados, o valor da música sacra, o sentido do perfume do incenso que normalmente se utiliza em certas solenidades, tudo, até a insignificante mas indispensável gota de água, são os tesouros da Igreja aos quais se unem nossas vidas chamadas a “transformar-se em oferenda permanente” (Oração Eucarística III).

O mistério cristão é sugestivo e zeloso. Pede que o professemos na riqueza do que é e não segundo a mesquinhez de nossa pobre forma de concebê-lo.

Por Padre Rafael Ibarguren, EP.

Conselheiro de Honra da Federação Mundial das Obras Eucarísticas da Igreja (FMOEI)

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

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“A consagração do pão e do vinho é o momento supremo da santa missa. Durante esse momento ‘não deve haver música de fundo’. Esta afirmação é correta? Neste caso, então seria errado (como acontece na minha paróquia) tocar uma música de fundo, ainda que suave?”
 
Orações e tom de voz
 
“A resposta é clara na vigente Instrução Geral do Missal Romano”, responde o liturgista responsável pela revista “Liturgia Culmen et Fons”. A seguir, apresentamos alguns números da Instrução que tratam do tema:
 
30. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração coleta, a oração sobre as oferendas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes. Por isso se chamam “orações presidenciais”.
 
32. O caráter “presidencial” destas intervenções exige que elas sejam proferidas em voz alta e clara e escutadas por todos com atenção. Por isso, enquanto o sacerdote as profere, não se hão de ouvir nenhumas outras orações ou cânticos, nem o toque do órgão ou de outros instrumentos musicais.
 
Expressividade e clareza
 
O liturgista acrescenta que existe outro ponto da Instrução que é necessário contemplar:
 
38. Nos textos que devem ser proferidos claramente e em voz alta, quer pelo sacerdote ou pelo diácono, quer pelo leitor ou por todos, a voz deve corresponder ao género do próprio texto, conforme se trata de leitura, oração, admonição, aclamação ou cântico. Igualmente se há-de acomodar à forma de celebração e à solenidade da assembleia. Tenha-se em conta, além disso, a índole peculiar de cada língua e a mentalidade dos povos. Nas rubricas e normas que se seguem, as palavras “dizer” ou “proferir” devem ser entendidas como referentes quer ao canto quer à simples recitação, segundo os princípios atrás enunciados.
 
As 3 regras da Sacrosanctum ConciliumPara completar, explica o liturgista, é bom recordar a advertência do Concílio Vaticano II na constituição litúrgica Sacrosanctum Concilium, no número 22:
 
§ 1. Regular a sagrada Liturgia compete unicamente à autoridade da Igreja, a qual reside na Sé Apostólica e, segundo as normas do direito, no Bispo.

§ 2. Em virtude do poder concedido pelo direito, pertence também às competentes assembleias episcopais territoriais de vário género legitimamente constituídas regular, dentro dos limites estabelecidos, a Liturgia.

§ 3. Por isso, ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica.

A música é proibida na consagração
 
“Se no passado a Igreja permitiu modalidades litúrgicas diferentes – como a possibilidade de acompanhar com o som do órgão a oração silenciosa do Cânon –, é preciso recordar que a liturgia se celebra em conformidade com as leis estabelecidas nos livros litúrgicos vigentes”, conclui o liturgista.

O fato acontece em uma Igreja evangélica, mas se aplica a nós também.

Bento XVI incensação Páscoa

Incensário é um recipiente ou vaso de metal, no qual é queimado o incenso em honra de Deus ou dos santos.

Antes do cristianismo, o incensário era usado, além de outras funções religiosas pagãs, para acender os círios que abriam o cortejo do imperador romano. Os papas adotaram esse costume e levaram o incensário para o redor do altar. O uso do recipiente nas igrejas cristãs remonta ao século IV, mas é no século IX que surgem as incensações do altar e do clero.

O incensário utilizado hoje na liturgia católica se chama turíbulo e suas dimensões normais ficam em torno de 20cm de altura. Seu peso é leve o suficiente para que até crianças possam usá-lo quando atuam como coroinhas em cerimônias litúrgicas, como é o caso da Bênção Eucarística, durante a qual é incensado o Santíssimo Sacramento.

No entanto, existe um turíbulo muito peculiar na catedral de Santiago de Compostela, na Espanha: ele tem 1m50 de altura e pesa nada menos que 53 quilos. É elevado a 20 metros de altura e, quando manejado mediante cordas para espargir o incenso pela catedral, pode chegar à impressionante velocidade de 70km/h!

Esse enorme turíbulo é conhecido pelo apelido de “Botafumeiro“, que, na língua galega, significa algo como “espargidor de fumaça”. O original foi construído em 1554 e roubado pelas tropas francesas em 1809. O atual foi fabricado 1851.

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O Botafumeiro já foi usado em todas as missas de domingo, mas hoje é reservado a somente doze datas solenes por ano.

Veja no vídeo abaixo o maior turíbulo do mundo “em plena ação” na catedral de Santiago de Compostela.

cfad9c66056aca3fefee7032185af302As cores litúrgicas na Igreja Católica Apostólica Romana são reguladas pelo nº. 346 da vigente Instrução Geral do Missal Romano 1
(doravante, IGMR), 3a. edição típica, promulgada em março de 2002 juntamente com a nova edição do Missal Romano. A IGMR estabelece que seja sempre observado o uso tradicional, mas as Conferências Episcopais podem determinar e propor à Santa Sé adaptações que correspondam às necessidades e ao caráter de cada povo.

As cores aprovadas pela IGMR, segundo o uso tradicional, e seus respectivos tempos de uso ao longo do ano litúrgico são o branco, o vermelho, o verde, o roxo, o preto e o rosa. O uso de diversas cores na liturgia da Igreja Católica surgiu dos significados místicos atribuídos a cada uma delas. Cores não previstas diretamente na IGMR, como dourado, prateado e azul serão discutidas abaixo.

Branco

O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor, bem como nas suas festas e memórias, exceto as da Paixão; nas festas e memórias da Bem-av. Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de Todos os Santos (1 de Novembro), na Natividade de São João Batista (24 de Junho), na festa de São João Evangelista (27 de Dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de Janeiro). O branco é símbolo da luz, tipificando a inocência e a pureza, a alegria e a glória.

Vermelho

O vermelho é usado no Domingo de ramos e na Sexta-feira Santa; no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas (com exceção de São João), e nas celebrações dos Santos Mártires. Simboliza as línguas de fogo em Pentecostes e o sangue derramado por Cristo e pelos mártires, além de indicar a caridade inflamante.

Verde

O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. Simboliza a cor das plantas e árvores, prenunciando a esperança da vida eterna.

Roxo

O roxo usado no Tempo do Advento e no Tempo Quaresmal.

O Roxo no Advento : O roxo no advento não significa penitência, mas um recolhimento, uma purificação da vida pela justiça e pela verdade, preparando os caminhos do Senhor.

O Roxo vem acompanhado do sentido de um recolhimento que alimenta uma esperança.

O Roxo na Quaresma: Aqui o roxo se refere a uma profunda interiorização num tempo forte de penitência e conversão, de jejum e oração.

É também uma espera por um grande acontecimento, que nos convoca a uma preparação adequada.

Preto

O preto pode ser usado, onde for o costume, nas Missas pelos mortos. Denota um símbolo de luto, significando a tristeza da morte e a escuridão do sepulcro. Ao contrário do que pensam muitos clérigos e leigos, a cor preta não foi abolida nem pela IGMR anterior (que acompanhava o Missal de S.S. Papa Paulo VI) nem pelo atual. Segue sendo uma opção para a missa pelos mortos, onde for costume utilizá-la. No Brasil, contudo, o uso do preto nas celebrações pelos fiéis defuntos foi, na prática, abolido, havendo sido substituído pelo uso do roxo, uso este facultado pela própria IGMR. Isto não constitui óbice, contudo, para que um clérigo venha a utilizar paramentos negros.

Rosa

O rosa, variação mais clara do roxo, representa uma quebra na austeridade do Advento e da Quaresma, simbolizando uma alegria contida, podendo ser usada nos domingos Gaudete (III do Advento) e Lætare (IV da Quaresma), ocasiões em que também poderá ser utilizado o roxo.

Dourado

O dourado pode substituir todas as outras cores, menos o preto.

Cores não previstas na I.G.M.R.

Encontram-se com frequência em uso cores não previstas diretamente na IGMR. Analisa-se abaixo as mais comuns dentre elas.

Cores para dias festivos

A nova IGMR não repete, em sua edição latina, o texto do antigo nº. 309, que estabelecia: “Em dias de maior solenidade podem ser usadas vestes litúrgicas mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia.” Contudo, a manutenção de tal norma subjaz à interpretação do atual nº. 347 (antigo 310), ao estatuir que “As Missas Rituais são celebradas com a cor própria, a branca ou a festiva;”. Ora, se as missas rituais podem ser celebradas facultativamente com a cor própria do dia ou com a cor branca ou com a festiva, compreende-se que a festiva seria precisamente aquela espécie de vestes mais nobres, ainda que não sejam da cor do dia, como estava no antigo nº. 309. Um exemplo patente de uso de veste festiva na Liturgia são as cores dourada e prateada em substituição ao branco, uso ademais bastante difundido pelo Brasil e pelo mundo. Outro exemplo interessante foi o uso de uma casula multicolorida por S.S. João Paulo II quando da abertura da Porta Santa no Ano Jubilar de 2000 D.C.

Contudo, deve-se estar atento ao aviso feito na Instrução Redemptionis Sacramentum pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos: “Esta faculdade, que também se aplica adequadamente aos ornamentos fabricados há muitos anos, a fim de conservar o patrimônio da Igreja, é impróprio estendê-las às inovações, para que assim não se percam os costumes transmitidos e o sentido de que estas normas da tradição não sofram menosprezo, pelo uso de formas e cores de acordo com a inclinação de cada um. Quando seja um dia festivo, os ornamentos sagrados de cor dourado ou prateado podem substituir os de outras cores, exceto os de cor preta.”

Azul

Cabe também mencionar o uso litúrgico da cor azul para Festas e Solenidades da Santíssima Virgem Maria. O azul não é uma das cores litúrgicas previstas pela IGMR, mas seu uso é largamente difundido no Brasil, Portugal e alhures. A origem de seu uso litúrgico moderno parece remontar a um privilégio papal dado a algumas dioceses espanholas para uso na Solenidade da Imaculada Conceição. Segundo o Pe. Polycarpus Rado, : “A cor cerúlea foi usada no medievo, sendo agora permitida apenas em algumas dioceses da Espanha na festa da Imaculada Conceição e nas missas de sábado.”3 O privilégio teria sido estendido aos países da América Latina de colonização espanhola, bem como às Filipinas (também ex-colônia espanhola). Em Portugal, haveria o privilégio do uso litúrgico do azul na Solenidade da Imaculada Conceição em favor das celebrações realizadas na Capela de S. Miguel da Universidade de Coimbra, em razão da defesa do dogma da Imaculada Conceição por esta secular instituição acadêmica. O privilégio também se estenderia à Áustria e à Bavária, à Arquidiocese de Los Angeles, à Arquidiocese de Saint Louis (EUA), aos carmelitas, aos beneditinos ingleses, ao Instituto Cristo Rei e Sacerdote e a alguns santuários marianos.

Alguns liturgistas exprobam o uso de uma cor não autorizada na Liturgia. Contudo, podem-se utilizar os seguintes argumentos na defesa de seu uso litúrgico:

1) Sabendo-se que o costume também é fonte do Direito canônico, poder-se-ia argumentar que o azul para festas marianas incorporou-se, por via consuetudinária, às cores litúrgicas da Igreja.

2) Se a IGMR permite que paramentos festivos de outra cor que não a do dia sejam usados em ocasiões especiais (e.g., o dourado e o prateado, ambos não previstos na edição latina da IGMR), como explicado acima, não há razão por que impedir o azul nas festas de Maria Santíssima

Fonte: Deus é mais por você.

05
Os sinais externos da sagrada Liturgia não são um insulto à pobreza material dos filhos da Igreja, mas um incentivo à piedade dos fiéis

O venerável Papa Pio XII, em sua encíclica sobre a sagrada Liturgia, explicava que “todo o conjunto do culto que a Igreja rende a Deus deve ser interno e externo”. Esta realidade decorre da própria constituição humana, ao mesmo tempo física e espiritual, e da vontade do Senhor, que “dispõe que pelo conhecimento das coisas visíveis sejamos atraídos ao amor das invisíveis”.

Este ensinamento explica porque os atos litúrgicos da Igreja sempre foram realizados em templos majestosos, com materiais tão nobres e paramentos trabalhados com inúmeros detalhes. Assim é, não porque a Igreja esteja apegada aos bens materiais ou preocupada em entesourar riquezas, mas porque ao Senhor deve ser oferecido sempre o melhor e o mais belo.

Assim pensava São Francisco, o poverello de Assis. Ele passou toda a sua vida como um pobre entre os pobres, mas, quando falava de Jesus eucarístico, condenava o desprezo e o pouco caso com que muitos celebravam os santos mistérios. Em uma carta aos sacerdotes, Francisco pedia a eles que considerassem dentro de si “como são vis os cálices, os corporais e panos em que é sacrificado” muitas vezes nosso Senhor. E insistia: “Onde quer que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo for conservado de modo inconveniente ou simplesmente deixado em alguma parte, que o tirem dali para colocá-lo e encerrá-lo num lugar ricamente ordenado” 01.

Na França do século XIX, os lojistas comentavam entre si: “No campo há um pároco magro e mal arranjado, com ares de não ter um centavo no bolso, mas que compra para sua igreja tudo o que há de melhor”. Era São João Maria Vianney, que vivia em pobreza extrema, mas não hesitava em ornar a casa de Deus com o mais nobre e o mais digno. Em 1820, escreveu ao prefeito de Ars: “Desejaria que a entrada da igreja fosse mais atraente. Isso é absolutamente necessário. Se os palácios dos reis são embelezados pela magnificência das entradas, com maior razão as das igrejas devem ser suntuosas”02.

Toda esta preocupação do Cura d’Ars mostrava um verdadeiro amor a Deus e às almas. Ele encheu a igreja de sua cidade com belíssimas imagens e pinturas, porque, dizia ele, “não raro as imagens nos abalam tão fortemente como as próprias coisas que representam”. O santo francês compreendia mais do que ninguém como não só era possível, mas também salutar, que o material e o terreno apontassem para as realidades celestes.

No entender do cardeal Giovanni Bona, um monge cisterciense do século XVII citado por Pio XII, “Se bem que, com efeito, as cerimônias, em si mesmas, não contenham nenhuma perfeição e santidade, são todavia atos externos de religião que, como sinais, estimulam a alma à veneração das coisas sagradas, elevam a mente à realidade sobrenatural, nutrem a piedade, fomentam a caridade, aumentam a fé, robustecem a devoção, instruem os simples, ornam o culto de Deus, conservam a religião e distinguem os verdadeiros dos falsos cristãos e dos heterodoxos.”03

Percebe-se, deste modo, como pondera mal quem diz que a beleza das igrejas do Vaticano e o esplendor dos vasos e ornamentos sagrados deveriam ser renunciados, como se, com isto, a Igreja estivesse se exibindo indevidamente ou ofendendo os mais pobres.

Quem pensa desta forma ainda não compreendeu o que é verdadeiramente a Liturgia e qual é o seu verdadeiro tesouro. Não entendeu que até os sinais externos das ações litúrgicas, manifestados especialmente na Santa Missa, devem indicar Aquele que é a Beleza

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Carta 2 aos clérigos
  2. São João Maria Vianney, Patrono dos párocos
  3. I. Card. Bona, De divina psalmodia, c 19, § 3,1. Apud Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, 20 de novembro de 1947, Papa Pio XII

 

New Roman Missal CTS

O Padre Antônio Spadaro, conhecido popularmente como o “ciberteólogo” do Vaticano, explicou por que os distintos dispositivos móveis como Ipad, Smartphones e tablets não podem substituir o Missal Romano nem os tradicionais livros na liturgia católica.

O sacerdote, membro do Pontifício Conselho das Comunicações, comentou em seu blog a decisão da Conferência Episcopal da Nova Zelândia de negar-se ao pedido de vários sacerdotes do país que solicitaram usar estes dispositivos móveis nas liturgias que celebram.

Através da edição de julho da revista italiana ‘Jesus’, e no seu blog “CyberTeologia”, o Padre Spadaro explica como muda o conceito do livro sagrado nos tempos do iPad, e considera que graças aos aplicativos que permitem rezar a oração do Breviário, ou o Missal, como o iBreviary, pode-se difundir o uso dos livros litúrgicos no mundo digital.

Porém, recordou que “a página do Evangelho, permanece como parte integrante da ação ritual da comunidade cristã”.

O presbítero explicou que “é inimaginável que se leve em procissão um iPad ou um computador portátil, ou que em uma liturgia um monitor seja solenemente incensado e beijado”, e portanto, “a liturgia, é o baluarte de resistência da relação texto-página contra a volatilização do texto desencarnado de uma página de tinta; o contexto no qual, a página permanece como o ‘corpo’ de um texto”.

Finalmente, o ciberteólogo convidou a pensar no Concílio do Trento, o qual abraçou a tecnologia de vanguarda dos seus tempos que foi a imprensa, e “permitiu a criação de edições úteis para a criação de uma liturgia realmente global, quer dizer, uniforme em todas as dioceses e paróquias”, concluiu.

Um estudo realizado em 2010 pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz e pela Universidade de Lugano com o apoio da Congregação para o Clero, demonstrou que 17,5 por cento dos sacerdotes do mundo usava internet ao menos uma vez ao dia para rezar a liturgia das horas, enquanto que, até quase 36 por cento, o fazia ao menos uma vez à semana.

ACI

77676

A Santa Sé por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou por ordem do Santo Padre Francisco um novo documento.

Neste documento a Santa Sé ordena que acabem com os abusos no momento da Paz, o popular “abraço da paz”.

– Nada de sair do lugar para dar a paz, mas dar-se-á apenas para as pessoas que estão mais próximas.

– Nada de músicas, pois isso além de não estar previsto, aumenta bastante um momento que não deve ser longo.

– Nada de o celebrante sair do presbitério para dar a paz a outras pessoas.

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CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
CARTA CIRCULAR: O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA

1. “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”[1], são as palavras com as quais Jesus promete aos discípulos reunidos no cenáculo, antes de enfrentar a paixão, o dom da paz, para infundir-lhes a gozosa certeza de sua presença permanente. Depois de sua ressurreição, o Senhor leva ao termo sua promessa apresentando-se no meio deles, no lugar em que se encontravam por temor aos Judeus, dizendo: “A paz esteja convosco!”[2]. A paz, fruto da Redenção que Cristo trouxe ao mundo com sua morte e ressurreição, é o dom que o Ressuscitado segue oferecendo hoje a sua Igreja, reunida para a celebração da Eucaristia, de modo que possa testemunhá-la na vida de cada dia.
2. Na tradição litúrgica romana o sinal da paz, colocado antes da Comunhão, tem um significado teológico próprio. Este encontra seu ponto de referência na contemplação eucarística do mistério pascal – diversamente de como fazem outras famílias litúrgicas que se inspiram na passagem evangélica de Mateus (cf. Mt 5, 23) – apresentando-se assim como o “beijo pascal” de Cristo ressuscitado presente no altar [3]. Os ritos que preparam a comunhão constituem um conjunto bem articulado dentro do qual cada elemento tem seu próprio significado e contribui ao sentido do conjunto da sequência ritual, que conduz à participação sacramental no mistério celebrado. O sinal da paz, portanto, se encontra entre o Pater noster – ao qual se une mediante o embolismo que prepara ao gesto da paz – e a fração do pão – durante a qual se implora ao Cordeiro de Deus que nos dê sua paz -. Com este gesto, que significa a paz, a comunhão e a caridade”[4], a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana, e os fiéis expressam a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes da comunhão sacramental”[5], isto é, a comunhão no Corpo de Cristo Senhor.
3. Na Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis o papa Bento XVI havia confiado a esta Congregação a tarefa de considerar a problemática referente ao sinal da paz[6], com o fim de salvaguardar o valor sagrado da celebração eucarística e o sentido do mistério no mundo da Comunhão sacramental: “A Eucaristia é por sua natureza sacramento da paz. Esta dimensão do Mistério eucarístico se expressa na celebração litúrgica de maneira específica com o gesto da paz. Trata-se indubitavelmente de um sinal de grande valor (cf. Jo 14, 28). Em nosso tempo, tão cheio de conflitos, este gesto adquire, também a partir ponto de vista da sensibilidade comum, um relevo especial, já que a Igreja sente cada vez mais como tarefa própria pedir a Deus o dom da paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana. […] Por isso se compreende a intensidade com que se vive frequentemente o rito da paz na celebração litúrgica. A este propósito, contudo, durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembléia precisamente antes da Comunhão. Seria bom recordar que o alto valor do gesto não fica diminuído pela sobriedade necessária para manter um clima adequado à celebração, limitando por exemplo a troca da paz aos mais próximos”[7].
4. O Papa Bento XVI, além de destacar o verdadeiro sentido do rito e do sinal da paz, punha em evidência seu grande valor como colaboração dos cristãos, para preencher,  mediante sua oração e testemunho, as angústias mais profundas e inquietantes da humanidade contemporânea. Por esta razão, renovava seu convite para cuidar este rito e para realizar este sinal litúrgico com sentido religioso e sobriedade.
5. O Discasterio, baseado pelas disposições do Papa Bento XVI, dirigiu-se às Conferências dos bispos em maio de 2008 pedindo seu parecer sobre se manter o sinal da paz antes da Comunhão, onde se encontra agora, ou se mudá-lo a outro momento, com o fim de melhorar a compreensão e o desenvolvimento de tal gesto. Traz uma profunda reflexão, se viu conveniente conservar na liturgia romana o rito da paz em seu lugar tradicional e não introduzir mudanças estruturais no Missal Romano. Oferecem-se na continuação algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão na assembléias litúrgica antes da Comunhão.
6. O tema tratado é importante. Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia. Portanto, junto às precedentes reflexões, que podem constituir o núcleo de uma oportuna catequese a respeito, para a qual se ofereceram algumas linhas orientativas, submete-se a prudente consideração das Conferências dos bispos algumas sugestões práticas:
a) Esclarece-se definitivamente que o rito da paz alcança já seu profundo significado com a oração e o oferecimento da paz no contexto da Eucaristia. O dar-se a paz corretamente entre os participantes na Missa enriquece seu significado e confere expressividade ao próprio rito. Portanto, é totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar “mecanicamente” para se dar a paz. Se se prevê que tal troca não se levará ao fim adequadamente por circunstâncias concretas, ou se retem pedagogicamente conveniente não realizá-lo em determinadas ocasiões, pode-se omitir, e inclusive, deve ser omitido. Recorda-se que a rúbrica do Missal disse: Deinde, pro opportunitate, diaconus, vel sacerdos, subiungit: Offerte vobis pacem”[8].
b) Baseado nas presentes reflexões, pode ser aconselhável que, com ocasião da publicação da terceira edição típica do Missal Romano no próprio País, ou quando se façam novas edições do mesmo, as Conferências considerem se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento. Por exemplo, naqueles lugares em nos quais se optou por gesto familiares e profanos de saudação, traz a experiência destes anos, poderiam-se substituir por gestos mais apropriados.
c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
– A introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito romano [9].
– Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
– Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
– Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exequias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes[10].
d) Convida-se igualmente a todas as Conferências dos bispos a preparar catequeses lirtúgicas sobre o significado do rito da paz na liturgia romana e sobre seu correto desenvolvimento na celebração da Santa Missa. A este propósito, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos acompanha a presente carta com algumas pistas orientativas.
7. A íntima relação entre lex orandi e lex credendi deve obviamente estender-se a lex vivendi. Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente a construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica. Convida-se, então, com insistência a dar passos eficazes em tal matéria já que dele depende a qualidade de nossa participação eucarística e o que nos vejamos incluídos entre os que merecem a graça prometida nas bem-aventuranças aos que trabalham e constroem a paz[11].
8. Ao finalizar estas considerações, exorta-se aos bispos, e sob sua guia, aos sacerdotes a considerar e aprofundar no significado espiritual do rito da paz, tanto na celebração da Santa Missa como na própria formação litúrgica e espiritual ou na oportuna catequese aos fiéis. Cristo é nossa paz[12],a paz divina, anunciada pelos profetas e pelos anjos, e que Ele trouxe ao mundo com seu mistério pascal. Esta paz do Senhor Ressuscitado é invocada, anunciada e difundida nas celebração, também através de um gesto humano elevado ao âmbito sagrado.
O Santo Padre Francisco, no dia 7 de junho de 2014, aprovou e confirmou o que se contém nesta Carta circular, preparada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e ordenou sua publicação.
Na sede da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, ao dia 08 de junho de 2014, na solenidade de Pentecostes.
 
Antonio Card. CAÑIZARES LLOVERA
Prefeito

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A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em uma recente carta circular, anunciou que a localização do sinal da paz dentro da missa não mudará, mas sugeriu várias formas nas quais o rito poderia ser realizado com maior dignidade.

Em um comunicado difundido em 28 de julho, o secretário geral da Conferência Episcopal Espanhola, Pe. José María Gil Tamayo, indicou aos bispos locais que “a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos se pronunciou a favor de manter o ‘rito’ e o ‘sinal’ da paz no lugar onde se encontra hoje no Ordinário da Missa”.

O Pe. Gil Tamayo anotou que isso foi feito porque o rito da paz é “característico do rito romano” e “por não crer que seja conveniente para os fiéis introduzir mudanças estruturais na Celebração Eucarística, no momento”.

O sinal da paz é realizado depois da consagração e justo antes da recepção da Comunhão. Foi sugerido que mudasse para antes da apresentação dos dons.

O comunicado do Pe. Gil Tamayo foi enviado aos bispos espanhóis, e serve de prefácio à carta circular da Congregação para o Culto Divino, que foi assinada em 8 de junho deste ano pelo Cardeal Antonio Cañizares Llovera, seu prefeito, e seu secretário, Dom Arthur Roche.

A carta circular tinha sido aprovada e confirmada no dia anterior pelo Papa Francisco.

A carta fez quatro sugestões concretas sobre como a dignidade do sinal da paz deve ser mantida contra os abusos.

O Pe. Gil Tamayo explicou que a carta circular é um fruto do sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, em 2005, no qual se discutiu a possibilidade de mover o rito.

“Durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembleia precisamente antes da Comunhão”, escreveu Bento XVI em sua exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum caritatis”.

Bento XVI acrescentou que “pedi aos dicastérios competentes que estudem a possibilidade de mover o sinal da paz a outro lugar, tal como antes da apresentação dos dons no altar… levando em consideração os antigos e veneráveis costumes e os desejos expressos pelos Padres Sinodais”.

Uma inspiração para a mudança sugerida foi a exortação de Cristo em Mateus 5,23, que “se lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”. Também teria levado o rito à conformidade, nesse aspecto, com o rito ambrosiano, celebrado em Milão (Itália).

O Caminho Neocatecumenal, um movimento leigo na Igreja, já moveu o sinal da paz em suas celebrações do rito romano, para antes da apresentação dos dons.

A decisão da congregação vaticana de manter o lugar do sinal da paz foi o fruto do diálogo com os bispos do mundo, que começou em 2008, e em consulta tanto com Bento XVI como com o Papa Francisco.

A Congregação para o Culto Divino disse que “oferecem-se algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão nas assembleias litúrgica antes da Comunhão”.

“Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia”.

Sobre esta base, a congregação ofereceu quatro sugestões que procuram formar o “núcleo” de catequese sobre o sinal da paz.

Primeiro, enquanto confirma a importância do rito, enfatiza que é “totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar ‘mecanicamente’ para se dar a paz”.

O rito é opcional, recordou a congregação, e certamente há vezes e lugares em que não encaixa.

Sua segunda recomendação foi que como as traduções são feitas da típica terceira edição do Missal Romano, as Conferências dos Bispos devem considerar “se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento”. Sugeriu em particular que “os gestos familiares e profanos de saudação” devem ser substituídos com “outros gestos, mais apropriados”.

A Congregação para o Culto Divino também assinalou que há muitos abusos do rito, que devem ser detidos: a introdução de um “canto para a paz”, que não existe no rito romano; Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz; Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis; e quando, em algumas circunstâncias tais como matrimônios ou funerais, torna-se uma ocasião para felicitações ou condolências.

A exortação final da congregação vaticana foi que as conferências episcopais preparem catequeses litúrgicas sobre o significado do rito da paz e sua correta observação.

“A íntima relação entre lex orandi (lei da oração) e lex credendi (lei da fé) deve obviamente estender-se a lex vivendi (lei da vida)”, concluiu a carta da congregação.

“Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente à construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica”.

ACI

Por Pe. Edward McNamara, L.C.

Pergunta 1: O diácono também eleva o cálice ou a patena junto com o celebrante no momento da doxologia final da oração eucarística?

Esta pergunta é respondida com clareza pelo Ordenamento Geral do Missal Romano (OGMR), no nº 180:

180. Durante a doxologia final da oração eucarística, o diácono, ao lado do sacerdote, eleva o cálice, enquanto o sacerdote eleva a patena com a hóstia, até que o povo tenha respondido com a aclamação: Amém.

Observe-se que o diácono eleva o cálice em silêncio e não participa do canto ou da recitação da doxologia.

Pergunta 2: Após a bênção final do celebrante, no fim da missa, quando o diácono diz ao povo: “Ide em paz …”, ele pronuncia essas palavras abrindo os braços como quando o padre diz “O Senhor esteja convosco”? Ou deve dizê-las de mãos juntas?

Relativamente a esta questão, o OGRM afirma especificamente nos números 184 e 185 que o diácono o faz com as mãos juntas:

184. Terminada a oração depois da comunhão, o diácono faz ao povo eventuais breves avisos, a não ser que o sacerdote prefira fazê-los por si próprio.
185. Quando se usa a fórmula de bênção solene ou a oração sobre o povo, o diácono diz: Inclinai-vos para receber a bênção (Inclinate vos ad benedictionem). Depois da bênção dada pelo sacerdote, o diácono despede o povo, dizendo, de mãos juntas, voltado para o povo: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe (Ite, missa est).

Também com as mãos juntas, o diácono saúda o povo antes de ler o evangelho, dizendo: “O Senhor esteja convosco”, e mantém as mãos juntas quando faz o convite ao abraço da paz.

Em outras palavras, a regra geral é que o diácono nunca faz o gesto de abrir os braços e depois juntar as mãos durante a missa.

A explicação é muito simples: o gesto de abrir os braços e juntar as mãos quando se saúda a assembleia durante a missa é considerado um ato presidencial e, portanto, é reservado ao celebrante.

Além disso, o sinal da paz e a despedida no final da missa não são saudações, mas “ordens” para a assembleia.

O “Senhor esteja convosco” antes do Evangelho é um caso especial, pois é, de fato, uma saudação; mas, uma vez que a leitura do Evangelho não é, tradicionalmente, um ato presidencial no rito latino, deve ser pronunciado com as mãos juntas.

Note-se ainda que, quando um padre celebra sem o diácono, ele não abre os braços nos momentos citados acima.
A situação é diferente quando um diácono preside uma assembleia, como, por exemplo, para o ofício divino ou para o serviço da comunhão, e saúda a assembleia estendendo e depois juntando as mãos da mesma forma que o sacerdote.

Pergunta 3: O diácono pode dar a bênção eucarística?

Considerando que o diácono é um ministro ordinário do culto eucarístico, na ausência do sacerdote ele pode realizar praticamente todos os ritos previstos para o culto eucarístico fora da missa.

Portanto, quando nenhum sacerdote está presente ou disponível, o diácono pode, sim, dar a bênção. Ao fazê-lo, ele usa as mesmas vestes do sacerdote.

No entanto, se um sacerdote está disponível, o diácono assiste o sacerdote na forma descrita nos livros: expor e repor o Santíssimo Sacramento, apresentar ao sacerdote o ostensório para a benção e depois recolocá-lo no altar.
Por “indisponibilidade” do sacerdote não se entende necessariamente uma ausência total, mas também algum impedimento razoável. Por exemplo: se o padre está ouvindo confissões e há muitos fieis esperando para confessar-se, o diácono, presidindo as devoções eucarísticas, pode dar a bênção


Pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Desde 1º de março até à eleição do novo pontífice, é possível celebrar a missa “pro eligendo papa” em vez da missa do dia, estando no tempo de quaresma? Ou podem ser usadas as orações desta missa com os textos da missa do dia? Obrigado. Em Cristo, Michel D., França

Apresentamos a resposta do padre McNamara:

De 1º de março até a eleição do novo papa, podemos celebrar a missa pro eligendo papa em vez da missa do dia, dado que estamos na quaresma.

A Secretaria para o Culto Divino, da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB), produziu uma série de notas litúrgicas muito interessantes e úteis sobre a renúncia do papa, que abordam muitas das questões levantadas.

Considerando que estamos na quaresma, é preciso lembrar que as missas para as diversas necessidades mencionadas abaixo podem ser celebrada somente nos dias feriais, “por ordem ou com o consentimento do bispo diocesano” (Ordenamento Geral do Missal Romano, nº 374).

Note-se que, nestes dias, o cardeal vigário de Roma e outros bispos italianos deram permissão aos padres para celebrarem esta missa durante a semana, até a eleição do novo papa. Mantêm-se, no entanto, a cor litúrgica e as leituras próprias da quaresma.

Estes são os principais pontos das notas litúrgicas da USCCB:

Com a renúncia do papa efetivada, tanto o bispo diocesano quanto os padres em cada paróquia podem considerar a possibilidade de oferecer uma missa especial pela eleição do novo papa, de acordo com as diretrizes do calendário litúrgico. É desejável uma missa oferecida pelo bispo diocesano na catedral ou em cada vicariato, com a participação do maior número possível de fiéis. Pode ser celebrada a missa pela eleição de um papa ou de um bispo (seção Missas e Orações para Diversas Necessidades e Ocasiões, do Missal Romano).

Uma missa votiva ao Espírito Santo também pode ser celebrada, usando-se, por exemplo, o Prefácio II do Espírito Santo: A ação do Espírito na Igreja.

A homilia pode oferecer uma oportunidade de reflexão sobre o ministério petrino e seu papel na Igreja. O pregador tem a oportunidade de instruir os fiéis sobre a relação entre Igreja local e universal.

A liturgia das horas, laudes e vésperas também podem ser celebradas, e, nos dias em que não há memória, festas ou solenidades obrigatórias, a oração final pode ser a da missa pela eleição do papa ou de um bispo.

Os fiéis devem ser exortados a oferecer as suas orações privadas, obras e esmolas pela eleição do novo pontífice. Pode ser incentivada a prática simples de rezar frequentemente um pai-nosso, uma ave-maria e um glória por esta intenção. Também se deve orar pela eleição do papa quando se recita o terço.

Intenções, como as seguintes, podem ser oferecidas na oração universal:

– Para que o Espírito Santo inspire e fortaleça os cardeais eleitores ao escolherem um novo pontífice para nos guiar, rezemos ao Senhor.
– Para que o colégio dos cardeais, em seu processo eleitoral, seja veículo digno da graça de Deus que guia a Igreja, rezemos ao Senhor.
– Para que o Espírito Santo atue fortemente no novo papa eleito pelo colégio dos cardeais, rezemos ao Senhor.

Logo depois da eleição do novo papa

Logo após a eleição do novo papa, o bispo diocesano e os padres de cada paróquia podem oferecer uma missa especial pelo papa recém-eleito de acordo com as diretrizes do calendário litúrgico. É desejável uma missa oferecida pelo bispo diocesano na catedral ou em cada vicariato, com a participação do maior número possível de fiéis.

No dia da eleição do papa, é apropriada a missa pelo papa (especialmente no aniversário da eleição). Esta missa não pode ser usada nos domingos de advento, quaresma e páscoa, solenidades, quarta-feira de cinzas e nos dias feriais da semana santa. O texto desta missa está na seção Missas e Orações para Várias Necessidades e Ocasiões, do Missal Romano.

Novamente, os fiéis devem ser exortados a rezar pelo papa recém-eleito nas suas orações particulares. Pode ser incentivada a oração frequente do pai-nosso, da ave-maria e do glória, pelas intenções do papa. Deve-se rezar pelo papa recém-eleito também ao se recitar o terço.

Segundo o costume, flâmulas douradas e brancas podem ser afixadas acima da entrada da igreja ou da capela. Podem ser colocadas flores ao lado da bandeira do Vaticano, que pode ser exposta com destaque.

Algumas das seguintes intenções podem ser usadas na oração universal:

– Pelo nosso novo Santo Padre, N., para que receba de Deus as forças necessárias ao iniciar o seu ministério de unidade, amor e paz, rezemos ao Senhor.
– Pelo nosso recém-eleito papa N., para que, colaborando com os bispos da Igreja, edifique o Corpo de Cristo na paz e na alegria, rezemos ao Senhor.
– Pelo nosso recém-eleito papa N., para que seja defensor dos pobres, reconciliador das nações e força para a paz e para a unidade do nosso mundo, rezemos ao Senhor.


Normas litúrgicas para o tempo de Sé Vacante
Nota de Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Campinas
Publicamos a seguir a nota enviada por Dom Airton José dos Santos, arcebispo metropolitano de Campinas, aos fieis da sua diocese, sobre a Sede Vacante que começou hoje às 16 horas, horário de Brasília. Em anexo à nota se encontram alguns aspectos litúrgicos e normativos para esse período.

***

Caríssimos irmãos e irmãs,

Vivemos um momento histórico para a Igreja e para o mundo. O Santo Padre, o Papa Bento XVI, em uma demonstração de extrema humildade e desapego, renunciou como Bispo de Roma e a Sé do Apóstolo São Pedro está Vacante.

Este momento nos veio exatamente no período da Quaresma, tempo forte de penitência, de retomada do caminho para Deus através do jejum, da esmola e da oração; tempo de conversão. De modo particular este tempo, com os últimos acontecimentos e a pessoa do Santo Padre, nos coloca diante dos grandes desafios que o mundo tem a enfrentar. Nós batizados e, especialmente os que assumimos a responsabilidade do ministério apostólico como ministros ordenados, somos chamados a renovar nossa profissão de fé e nosso compromisso com a missão de levar a Boa Nova do Reino a todos.

Contudo, não é tempo de dúvidas, angústias ou sofrimento, mas de plena confiança e entrega aos desígnios de Deus. Somos imensamente gratos pela bênção que foi o pontificado do Papa Bento XVI. Estamos em comunhão com toda a Igreja na oração pelo Colégio dos Cardeais que, em Conclave, se reunirão nos próximos dias para a eleição do novo Sumo Pontífice, segundo a inspiração do Espírito Santo.

Peço a todos que, nas preces das Santas Missas, outras celebrações e reuniões das nossas Paróquias, Capelas, Comunidades e Organismos, confiantes no Espírito Santo, que conduz a Igreja de Cristo, rezem especialmente pelos Cardeais, pelo Conclave e por aquele que, com a graça de Deus, será eleito o sucessor do Apóstolo São Pedro.

Recordamos que, no período da Sé Vacante, na celebração da Santa Missa, durante a Oração Eucarística, omite-se o trecho que menciona o Santo Padre.

Campinas, 28 de fevereiro de 2013 (20h00 em Roma, 16h00 em Brasília)

Dom Airton José dos Santos
Arcebispo Metropolitano de Campinas

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Informação: Normas litúrgicas para o tempo de Sé Vacante

A partir das 16 horas, horário de Brasília, do dia 28 de fevereiro de 2012, a Santa Sé está vacante. Ou seja, não temos um Papa. Isto significa que o nome do Papa Bento XVI não deverá mais ser pronunciado na Oração Eucarística.

Conforme comunicado recente do Vaticano, Bento XVI receberá o título de Papa Emérito ou de Romano Pontífice Emérito. O nome dos bispos eméritos não é pronunciado nas Orações Eucarísticas e a razão é simples: não se trata apenas de um gesto de piedade, de uma oração deprecatória, mas de um ato que atesta nossa comunhão com o pastor da Igreja local e, neste caso específico, da Igreja universal.

Oração Eucarística


Apresentamos abaixo o texto de algumas Orações Eucarísticas, colocando em destaque a parte que deve ser omitida:

OE I: Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também pelo vosso servo o Papa (N.), por nosso Bispo (N.)….OE II: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa (N.), com o nosso Bispo (N.), e todos os ministros do vosso povo.OE III: Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o Papa (N.), o nosso bispo (N.), com os bispos…..OE IV: E agora, ó Pai, lembrai-vos de todos pelos quais vos oferecemos este sacrifício: o vosso servo o Papa (N.), o nosso bispo (N.), os bispos do mundo…..OE V: Dai ao santo Padre, o Papa (N.), ser bem firme na Fé, na Caridade, e a (N.), que é Bispo desta Igreja muita luz pra guiar o seu rebanho.O mesmo com as demais…


Quanto ao formulário de Missa para a eleição do Papa que consta no Missal Romano (cf. edição brasileira Paulus, pg. 885), é necessário recordar que estamos no tempo da Quaresma. Por isto, os formulários de Missas para as diversas necessidades só podem ser usados nos dias de semana (cf. Instrução Geral do Missal Romano, n. 374).

Orações para a eleição do Papa


Antífona de entrada (1 Sm 2, 35)
Farei surgir um sacerdote fiel,
que agirá segundo o meu coração e minha vontade.
Eu lhe darei uma casa que permaneça para sempre
e ele caminhará na minha presença todos os dias

Oração do dia
Ó Deus, pastor eternos,
Que governais o vosso rebanho com solicitude constante,
No vosso amor de Pai
Concedei à Igreja um pastor que vos agrade pela virtude
E que vele solícito sobre nós.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
Na unidade do Espírito Santo.

Sobre as oferendas
Ó Deus, sede compassivo para conosco,
e dai-nos, pelas oferendas que vos apresentamos,
a alegria de ver à frente de vossa Igreja
um pastor do vosso agrado.
Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão (Jo 15, 16)
Fui eu que vos escolhi e enviei
para produzirdes fruto,
e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

Depois da comunhão
Refeitos, ó Deus,
pelo sacramento do corpo e do sangue de vosso Filho,
dai-nos a alegria de possuir um pastor
que dirija o vosso povo no caminho da virtude
e faça penetrar em seu coração a verdade do evangelho.
Por Cristo, nosso Senhor.