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Pesquisar o Sudário de Turim do ponto de vista científico é importante, mas não se pode perder de vista a mensagem desse objeto tão particular e que desperta tantas paixões. O químico Enrico Simonato, secretário do Centro Internacional de Sindonologia, em Turim, e codiretor-adjunto do Museu do Sudário, na mesma cidade. Ele conversou com o Tubo de Ensaio por telefone e e-mail, explicou por que mesmo os defensores do Sudário não podem se deixar obcecar pela questão da autenticidade, contestou algumas das tentativas de provar que o pano é uma falsificação medieval e tratou da possibilidade de se fazer novos testes no tecido.

Quais são os elementos que apontam mais fortemente para a autenticidade do Sudário?

Eu teria muito cuidado com essa palavra, “autenticidade”, porque ela tem significados diferentes. O que sabemos de certo é que o Sudário é uma peça antiga, feita de linho, que envolveu o corpo de um homem que foi flagelado e crucificado, ferido no lado com uma lança e na cabeça com vários pequenos instrumentos pontiagudos. Isso é científico, um tipo de “autenticidade”. Podemos avançar e perguntar quem era esse homem. Aí entram a história, a arqueologia, que nos dão uma enorme, quase irrefutável possibilidade de que se trate daquele homem historicamente conhecido por Jesus de Nazaré. Considerando tudo que sabemos, a possibilidade de o Homem do Sudário ser outra pessoa é ínfima. Até aí estamos em terreno científico.

Mas uma coisa que a ciência não pode fazer é atestar que o Sudário é evidência da ressurreição de Cristo, até porque a ressurreição é um evento que não segue as leis da natureza. Você não pode repeti-la, e a repetição é parte essencial do método científico. Essa seria umaoutra acepção de “autenticidade”. Podemos aceitá-la usando as regras da religião? Podemos. Mas não pelas regras da ciência. Ambas são aplicáveis a aspectos diferentes do Sudário, o que não podemos é misturá-las. Do ponto de vista científico, sabemos, por exemplo, que a imagem não é uma pintura e que há manchas de sangue humano tipo AB. Mas não sabemos a idade do pano, nem a maneira como a imagem foi formada.

De qualquer modo, vejo que existe hoje uma obsessão pela autenticidade, que corre o risco de desviar a atenção da mensagem do Sudário. Ele é, acima de tudo, uma imagem referente a algo específico que só ocorreu uma vez na história. Quando se expõe o Sudário, as pessoas que o veem não ficam ali pensando nos aspectos científicos da imagem, se é tridimensional, se funciona melhor no negativo, se a trama do linho é em espinha de peixe; elas veem a mensagem sobre o homem cuja figura está ali. Vamos pesquisar o Sudário cientificamente? Vamos, mas não percamos de vista que o mais importante é a mensagem.

Mas não faltam tentativas de provar que o Sudário é falso…

Claro. O curioso disso é que, se formos jogar o jogo do “falso ou verdadeiro”, quem alega que o Sudário é falso está em uma posição bem mais complicada. Se o Sudário for falso, nem por isso um cristão vai mudar de religião. Pensará que é um belo ícone, que sua história daria um bom filme, mas isso não vai destruir sua fé. Agora, para um ateu ou agnóstico, se o Sudário se mostrar verdadeiro, seu mundo desaba. Ele será forçado a rever tudo em que acreditava.

Fato é que as polêmicas existem desde o século 14, quando o bispo Pierre d’Arcis escreveu a famosa carta alegando que o Sudário era uma pintura e que um seu antecessor teria até mesmo conhecido o autor. Mais recentemente, tivemos a alegação de Walter McCrone sobre o uso de pigmentos conhecidos na era medieval, mas os trabalhos de John Heller e Alan Adler, além do exame do Sudário sob ultravioleta e fluorescência, mostraram que a quantidade de pigmento encontrada era inexpressiva e insuficiente para formar a imagem.

Temos também as tentativas de criar réplicas do Sudário. Mesmo as que a olho nu parecem bastante fiéis se mostram falhas no exame microscópico. As de Luigi Garlaschelli, por exemplo, afetam o tecido de forma muito mais profunda que a imagem do Sudário real, que é bem superficial. Quem chegou mais perto de reproduzir a superficialidade da imagem foi Paolo Di Lazzaro. Ele não estava tentando provar que o Sudário é falso, só queria entender como se formou a imagem. Ele usou um pedaço pequeno de pano submetido a laser ultravioleta e concluiu que, para se formar uma imagem com o tamanho do Sudário, não haveria ultravioleta suficiente nas fontes conhecidas. Nem preciso dizer que é algo que não está nem à nossa disposição, quanto mais de um falsário medieval.

E, obviamente, há o famoso teste de carbono-14, que deu como resultado para o “ano de fabricação” do Sudário um intervalo entre 1260 e 1390.

Na sua opinião, o que houve naquele teste? Fraude, erro não intencional, contaminação da amostra?

A acusação de fraude é muito grave e me parece fantasiosa. Não há provas de que algo assim tenha ocorrido. Eram três laboratórios renomados, com pesquisadores que não arriscariam sua reputação dessa forma.

Já a possibilidade de contaminação é muito grande. Qualquer acréscimo de carbono à amostra, por causas naturais ou artificiais, já modifica o resultado, e isso é muito fácil de ocorrer com tecidos. Tanto que uma das empresas mais confiáveis em datação por carbono-14, a Beta Analytic, não faz datação de tecidos a não ser como parte de uma pesquisa multidisciplinar e tomando uma série de precauções. Agora, veja: se eles têm essa atitude com qualquer tecido, imagine no caso do Sudário, que foi manipulado várias vezes durante suas exibições públicas, passou por incêndios e foi molhado (a área usada para a amostragem do carbono-14 tinha água usada para apagar o incêndio de 1532).

E o Sudário não é o único caso de divergência entre a datação por carbono-14 e as evidências apresentadas por outras pesquisas. Isso já ocorreu com outros objetos. O carbono-14 é um bom método, mas que tem seus limites.

Coletiva para o anúncio dos resultados do teste de carbono-14 no Sudário, em 1988

Coletiva para o anúncio dos resultados do teste de carbono-14 no Sudário, em 1988: resultados muito contestados. (Imagem: Reprodução)

Deveria haver uma nova tentativa de datação do Sudário?

Não, mas não digo isso porque sou avesso à análise científica do Sudário, e sim porque mesmo hoje a datação por carbono-14 ainda não é confiável o suficiente para avaliar tecidos. Basta ver o que acabamos de dizer: mesmo empresas renomadas se recusam a fazer esses testes e mostram que o risco de resultados errôneos é grande.

Há aspectos do Sudário que não foram analisados em testes anteriores e que valeria a pena pesquisar com a tecnologia atual?

Algo que não foi estudado ainda é a concentração de lignina e vanilina no pano, e que poderia dar uma pista sobre a idade do Sudário. Mas esse indicador também é sujeito a mudanças devido a contaminação; a lignina é afetada pelo calor, e temos de lembrar do incêndio de Chambery, em 1532. Assim, não creio que um eventual teste seria tão mais confiável que a datação por carbono-14. Além disso, cada novo exame afeta o Sudário do ponto de vista físico-químico, então há as questões ligadas aos procedimentos e ao cuidado que se deve ter para preservar o pano.

Qual é o status atual da discussão sobre a história do Sudário anterior ao século 14? Há quem defenda, como Ian Wilson, que o Sudário e a Imagem de Edessa, ou Mandylion, são o mesmo objeto; outros, como Andrea Nicolotti, negam essa associação.

A maioria dos historiadores está em uma posição intermediária entre essas duas: não é possível afirmar com certeza, mas há indícios. Eu digo que a história do Sudário é um enorme quebra-cabeças: de sua aparição na França em diante, nós já montamos tudo. O problema é o que vem antes. Ali nós ainda estamos separando as peças pela cor, juntando os marrons, os verdes, os azuis. Não estamos totalmente no escuro porque temos as peças, mas não conseguimos encaixá-las ainda. Existem algumas pistas, como a mudança radical na iconografia a partir da descoberta da Imagem de Edessa: Jesus passa a ser representado com traços que são semelhantes aos da imagem do Sudário, barba e tudo o mais. Não é evidência definitiva, pelo menos não de um ponto de vista científico, mas é um indicador.

Se o Sudário e o Mandylion não forem o mesmo objeto, voltaríamos à estaca zero sobre esse período da história do Sudário…

Sem dúvida, mas isso é realmente um problema tão grande? O fato de não haver registro histórico do Sudário nesse intervalo de 13, 14 séculos não significa que o Sudário não existisse. Por acaso, antes de 1922 alguém duvidava da existência do faraó Tutancâmon só porque sua tumba ainda não tinha sido encontrada? Se a hipótese do Mandylion não se confirmar, os historiadores e arqueólogos só terão um desafio a mais.

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Na noite de 11 para 12 de abril de 1997, pavoroso incêndio ameaçou destruir para sempre uma das mais preciosas relíquias do mundo católico: o Santo Sudário de Turim, mortalha que envolveu por três dias o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, após sua Crucifixão até sua Ressurreição.
Só depois de longo e extenuante combate do corpo de bombeiros, o sacrossanto Linho pôde ser salvo das chamas. Além do Palácio Real, o incêndio destruiu quase completamente a capela de Guarino Guarini — contígua à Catedral de Turim — onde se encontrava a relíquia.

Alguns órgãos da imprensa italiana levantaram suspeitas de o incêndio ter sido criminoso.

Naquele momento dramático, em que tudo parecia perdido, assistimos a uma das mais belas cenas de heroísmo: o bombeiro Mario Trematore lançou-se destemidamente entre as chamas, e com uma grossa barra de ferro golpeou repetidas vezes o vidro à prova de bala que protegia a relíquia, recuperando-a em seguida. Instantes depois, a cúpula inteira da capela desabou.

Com o recuo de uma década, e tendo presente a comoção do mundo católico em vista daquela tragédia que quase se consumou, Catolicismo pediu a seu correspondente em Milão, Sr. Roberto Bertogna, que entrevistasse o Sr. Mario Trematore, a fim de que este narrasse a nossos leitores o emocionante resgate, bem como as lembranças mais significativas que tal acontecimento deixou vincadas em sua alma.

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Catolicismo — O Sr. poderia descrever para nossos leitores o motivo que o levou a enfrentar o incêndio, sabendo bem que corria risco de morte atroz em meio às chamas?


Mario Trematore —
Na vida, o cristão tem como obrigação principal dar testemunho de sua fé e reconhecer em Jesus Cristo a sua salvação, a presença que transforma o precário acontecer da existência humana na História. Presença reavivada cada dia pela lembrança de que, morrendo na Cruz, Jesus Cristo envolveu todos aqueles que crêem n’Ele. Cristo morre crucificado cada dia nos tantos acontecimentos que compõem a história do mundo, para ressurgir sempre mais presente no mistério da fé aos olhos dos homens.

Sua mão providente nos acompanha sempre. E foi essa mão que me moveu a enfrentar as chamas que ameaçavam a mais preciosa relíquia do mundo cristão. Com efeito, naquela afanosa noite passada na catedral, lutando contra as chamas para salvar o Santo Sudário, a força que me compelia a cumprir aquela missão emanava de uma voz interior, que seguramente provinha do Alto.

Catolicismo —O que o Sr. pensava no momento em que golpeava o resistente vidro do relicário que protegia o Santo Sudário?


Mario Trematore —
Naquele apuro, quando tudo parecia perdido e a força do fogo tornava impotente todo recurso humano, continuava a esperar até o fim, e o pensamento transformava-se em ação. De uma parte, surge inesperadamente o medo de morrer, e por um breve tempo vêm à memória as pessoas mais caras e as mais belas recordações: a doçura de minha mulher Rita, o sorriso de meu filho Iacopo, a graça de minha filha Chiara.

De outra, pensava também naquele Lençol e o dever de salvá-lo. Jesus Cristo o havia deixado para a humanidade como um extraordinário sinal do mistério do Verbo encarnado e do Deus que assume toda a condição humana. Prova convincente de um significado: do amor que responde ao amor, e não da dor e daquilo que custa. Um testemunho visível da Sua Ressurreição e do infinito amor de Deus ao homem.

Catolicismo —Enquanto deparava com as chamas, o Sr. chegou a pensar que a salvação do Sudário poderia depender da fé e da coragem de alguém, e que aquela obrigação recaía sobre o Sr.?

Mario Trematore —Na noite de 11 de abril de 1997, não podia certamente pensar que tocava a mim, com os meus colegas, salvar o Santo Sudário. Naquele momento eu sentia a angústia e a preocupação de milhões de fiéis. A capela do Guarino ruía em pedaços, sob o incessante calor das chamas.
Uma das pilastras principais que sustentava a cúpula já havia se esmigalhada ao calor do fogo. Não havia muito tempo para pensar. De um momento para outro podia cair a cúpula. Precisava fazer alguma coisa. O quê? Cada tentativa para apagar aquele maldito fogo fracassava, e assim não me restou senão rezar uma oração que havia aprendido num passado longínquo, um passado de menino com os olhos grandes e os cabelos encaracolados: “Pai Nosso, que estais no Céu…”

O modo pelo qual Deus escolhe seus instrumentos é sempre surpreendente e insondável. Deus quer ter necessidade de nossos braços e de nossas mãos para cumprir sua obra. Fico pasmo como Ele tenha querido ter necessidade dos meus braços e das minhas mãos para salvar o Santo Sudário.

Recordando aqueles momentos dramáticos, estou convencido de que o homem, reconhecendo o amor de Deus, lança-se sobre Ele com uma sensibilidade que nasce da consciência de um dever: que a grande evidência daquela Face não se perca pela fragilidade de quem crê, mas permaneça sinal de esperança para todos, pois disto tem necessidade cada homem.

Catolicismo — O Sr. teve o reconhecimento de tantas pessoas importantes e menos importantes, inclusive de João Paulo II. Sente-se um herói?

Mario Trematore —O homem não se basta a si mesmo e tem necessidade de Cristo. Falar de heroísmo pode satisfazer meu ego, mas favorece o orgulho, uma falta de confiança no Criador. Não podemos esquecer o exemplo de Jesus Cristo no Domingo de Ramos. O Filho de Deus, Ele mesmo Deus, entrou em Jerusalém montado num burrico, e não num carro dourado puxado por bonitos cavalos de raça.

Quem nos criou decidiu cada coisa, ainda que para nós nem tudo seja compreensível. Ainda que –– com a força das minhas mãos e uma barra de ferro, além da ajuda de meus colegas –– tenha salvo o Santo Sudário, Jesus Cristo teria reemergido daqueles escombros conosco ou sem nós.

Catolicismo — Hoje, qual o papel de Nosso Senhor Jesus Cristo em sua vida?

Mario Trematore — Eu O sinto ao meu lado, como um companheiro de viagem, mesmo nas coisas mais simples que faço. Quando caminho pela rua, faço compras, passeio pelo centro de Turim — nesses últimos anos, ainda mais bonito —, quando vou pegar os filhos na escola e quando trabalho.


A Ele faço minhas confidências, peço conselhos, junto a Ele eu me indigno com os males do mundo, e Ele me carrega quando os pés já cansados não conseguem caminhar. Aprendi e tenho certeza de que nunca estou só. Diante do que possa acontecer em minha vida, haverá sempre Alguém com o qual poderei contar. É nessa presença constante de Nosso Senhor Jesus Cristo que encontramos a própria condição que torna o homem completamente livre.

O encontro com Nosso Senhor Jesus Cristo, através do resgate do Sudário, foi uma experiência extraordinária e me permitiu entrar em uma relação íntima com Ele. Trata-se de uma relação humanamente difícil, imperiosa, e por vezes dolorosa, pois é capaz de colocar em discussão muitas certezas.

Compreender o mal e rejeitar a indiferença para com ele a cada dia de nossas vidas, enfrentando nosso egoísmo, nossos impulsos e paixões desregradas. Amar Nosso Senhor Jesus Cristo não nos impede de sofrer. Em Lourdes, a Virgem Maria disse a Santa Bernadette: “Nesta vida prometo-lhe ensinar a amar, mas não necessariamente a ser feliz”.

É esclarecedora a passagem do Evangelho na qual Cristo foi tentado pelo demônio a transformar pedra em pão. Com efeito, Ele tinha três modos de proceder:

1º) Transformar o demônio em pedra, e com isso teria resolvido todos os problemas, seus e nossos;

2º) transformar a pedra em pão, mas desse modo Ele não teria agido como Filho de Deus, pois o verdadeiro senhor teria sido o demônio, cuja ordem Cristo teria obedecido;

3º) Cristo respondeu escolhendo o caminho mais difícil e mais doloroso, isto é, o martírio e a crucifixão, para não criar qualquer fissura que traísse o Seu amor pelo Pai.

A fragilidade do homem não recusa o pecado, aliás o pecado aliena a liberdade humana e separa o homem do encontro com Deus.

Cada cristão é submetido a essas fraquezas muitas vezes em sua vida. Não é o caso de desanimar, mas de lutar para não nos separarmos de todo o bem que Cristo nos ensinou: aprender a amar, não através dos olhos da própria cultura, mas com o coração aberto a Nosso Senhor Jesus Cristo e ao próximo.

Catolicismo — O que o Sr. recomenda aos leitores de Catolicismo para aumentar a devoção ao Santo Sudário?

Mario Trematore — Não é verdade que o racionalismo, o uso da razão como medida da realidade, seja o modo mais correto para nos aproximar da fé. Pelo contrário, quando a razão é usada de modo autêntico, escancara a alma à percepção de algo de grande que há em nós, de um mistério do qual tudo depende.

É esta “abertura do coração” que gostaria de sugerir a todos. Finalmente, peço a Nossa Senhora que todos encontrem uma ocasião, talvez um feriado prolongado, para virem a Turim venerar o Santo Sudário, mesmo que ele não seja visível (não há um ostensório solene para ele ficar exposto), mas encontra-se numa capela da nave lateral da catedral, dignamente guardado para a veneração de todos. Temos a mesma necessidade: tocar com as mãos, como São Tomé, para que o cêntuplo seja realizado, aqui e agora, e transforme as nossas vidas.

Gostaria de lembrar o que disse o Papa João Paulo II a respeito do Santo Sudário, por ocasião de sua visita a Turim: “Uma relíquia insólita e misteriosa, singularíssima testemunha — se aceitamos os argumentos de tantos cientistas — da Páscoa, da paixão, da morte e da ressurreição. Testemunha muda, mas ao mesmo tempo surpreendentemente eloqüente!”.

Catolicismo — Hoje sabemos que o Sr. não é mais um bombeiro…

Mario Trematore — Ser bombeiro era a minha paixão. Mas os anos passam e o corpo envelhecido não suporta mais o estresse e o cansaço de trabalho tão pesado e perigoso. Assim, em outubro de 2003 deixei o Corpo de Bombeiros.

Como sou diplomado em arquitetura, retomei a profissão de arquiteto, ocupando-me de projetos arquitetônicos, com especialização em segurança nos setores de risco correlatos à construção e ao curso das obras, no cargo de diretor técnico externo da Engineering Boesso, além de diretor didático do setor formativo regional da Apitforma de Turim, órgão credenciado junto à região do Piemonte, que opera nas tipologias formativas pós-universitárias.

Mas no fundo de meu coração resta um sonho, e espero que o Senhor me ajude a realizá-lo: projetar uma igreja. Cada igreja é uma casa de Deus, e não pode ser senão bela, como afirmava em 1400 Leon Battista Alberti, renomado arquiteto italiano, no seu “De re aedificatoria”.

“Senti dentro de mim qualquer coisa superior que me guiava”

Ao ser perguntado em que momento decidira intervir, arriscando a vida para, num gesto de audácia e heroísmo, resgatar o Sudário das chamas, Mario Trematore declarou à imprensa:

“Quando decidi intervir? Quando vi que tudo estava para desabar. Nesse momento disse aos meus rapazes: vamos, temos de salvar o Sudário.

“Em certo momento senti algo dentro de mim, qualquer coisa superior que me guiava. E como se tivesse encontrado força naquele símbolo, o símbolo do Sudário, peguei uma marreta e comecei a golpear o vidro antibalas. Golpeava, golpeava e golpeava, mas aquele vidro não caía. Talvez lhe tenha golpeado cem vezes antes de destruí-lo.

“Finalmente cedeu. Devo ter feito isso num quarto de hora, nem um ladrão teria sido tão veloz. E sabe por que? Porque tinha uma convicção fortíssima e graças a ela me crescia a força.

“Tive um pouco de medo. Mas naquele momento creio que Deus me deu força para salvar o Santo Lençol. De outra forma não teria conseguido romper aquele vidro que resiste até a projéteis”.

“Se tivesse sido um outro objeto, um quadro de valor inestimável, quem sabe, de Giotto ou de Miguel Angelo, não teria movido um dedo. Nós nos arriscamos muito, muitíssimo, talvez tenhamos sido até inconscientes, mas devíamos salvar o Sudário”.

 

Vídeo do incêndio e do resgate

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O Santo Sudário será exposto ao público a partir do domingo em Turim. Um milhão de pessoas já reservaram sua entrada para este acontecimento excepcional.

O sudário foi exibido pela última vez em 2010.

Como ocorreu há cinco anos, o Santo Sudário estará exposto na catedral da capital de Piemonte. Mas, desta vez, poderá ser visitado durante dois meses, quase um mês e meio a mais do que da vez passada, afirmou neste sábado (18) diante da imprensa o prefeito de Turim, Piero Fassino.

“A mostra do Santo Sudário é um grande acontecimento de natureza religiosa e civil”, comemorou Fassino, que afirmou que receberá “de braços abertos” as centenas de milhares de peregrinos que devem chegar durante os próximos 67 dias.

A peça de linho de 4,36 m de altura por 1,10 m de largura na qual, segundo a tradição, ficou gravada a imagem do corpo de Cristo com as marcas da crucificação e sobretudo de seu rosto, foi descoberta em meados do século XIV na igreja colegial de Nossa Senhora, em Lirey, perto de Troyes (França).

A família real de Saboya, que havia reinado na Itália até 1946, presenteou o Vaticano com o Santo Sudário em 1983. A Santa Sé nunca se pronunciou sobre sua autenticidade.

Em 2010, sua exposição ao público durante 43 dias na catedral de Turim atraiu 2 milhões de pessoas, incluindo o Papa Bento XVI, que o descreveu como um “ícone extraordinário” que correspondia “totalmente” com o relato da morte de Cristo do Novo Testamento.

O Papa Francisco irá a Turim nos dias 20 e 21 de junho.

Fonte: G1

Rádio Vaticano

O Santo Sudário se formou com uma poderosíssima descarga elétrica e a sua datação encontra novas relevâncias científicas que o colocam na época de Cristo. Esses são os dois dados que emergem da apresentação do estudioso do Lençol Sagrado, professor Giulio Fanti, por ocasião do Congresso Eucarístico Nacional alemão, realizado de 5 a 9 de junho, em Colônia, na Alemanha.

Quais as últimas experiências realizadas sobre o Sudário?
Professor Fanti: “Através do financiamento de algumas escolas fizemos um estudo de datação baseado nas análises RAMAN e IF-TR – que são duas análises específicas de espectrometria e química – e uma análise mecânica “multiparamétrica”. Todas essas análises foram realizadas sobre uma amostra original proveniente do Sudário, após ter determinado uma escala de valores, utilizando uma série de amostras antigas partindo de 3.000 a.C. até os nossos dias. Todas as três datações evidenciaram datas ao redor do século I d.C., e como resultado final, veio fora que a data mais provável do Sudário com uma certeza de 95% é de 33 a.C. Portanto, compreende precisamente a época na qual viveu Jesus Cristo”.

E quais particularidades do Sudário chamaram a sua atenção, o senhor que o estuda há mais de 15 anos muito de perto?

Professor Fanti: “Há uma particularidade que é extremamente importante, e é a da imagem corpórea. A imagem corpórea ainda hoje não é possível reproduzir. Há vários estudiosos de várias entidades mundiais, que estão procurando dar uma explicação de como se formou essa imagem. Eu também, com vários colaboradores, cheguei à hipótese, creio a mais provável, que esta imagem tenha se formada após uma intensa explosão de energia, muito intensa, mas breve. Muito provavelmente, essa explosão de energia é de tipo elétrico, ligada a fortes campos elétricos da ordem de 50 milhões de volts. Quem diz isso é o cientista Igor Bensen, estadunidense, que por primeiro fez análises neste sentido; 50 milhões de volts significa concentrar no mesmo instante 50 raios, essa é a entidade da energia que seria necessária para formar uma imagem semelhante a do Sudário. Eis porque ainda hoje, também em laboratório, não se conseguiu reproduzir algo desse gênero”.

Desde quando foi disponibilizado o aplicativo “Santo Sudário 2.0”, que explica de forma interativa as diferentes partes da relíquia de Turim, são mais de 70 mil os dispositivos que o descarregaram, informou o porta-voz do Museu do Sudário, Riccardo Porcellana.

O aplicativo (app) do Santo Sudário permite seguir os pontos chave de sua composição, além de ler partes do Evangelho que coincidem com a sombra humana impressa neste sudário, o qual, segundo a tradição, envolveu Cristo ao descer da Cruz.

A aplicação permite explorar detalhadamente o lençol sagrado garças a um scaner da relíquia em alta definição que mostra detalhes praticamente imperceptíveis numa primeira observação.

Esta imagem em alta definição foi obtida em 2008 pela empresa ‘Haltadefinizione’, graças a uma tecnologia utilizada no âmbito artístico em obras de artistas universais como Botticelli ou Leonardo da Vinci. Trata-se de um procedimento de digitalização que reuniu 1649 imagens individuais em uma única imagem de 12 bilhões de pixels, memorizados em um arquivo de 72 Gigabites.

Ademais, a aplicação contém arquivos de aprofundamento relativos aos detalhes do Santo Sudário e às consecutivas pesquisas científicas realizadas

O Santo Sudário, definido por João Paulo II como “o espelho de Evangelho”, conta agora com um aplicativo para chegar assim ao alcance de milhares de pessoas, constituindo assim, segundo Riccardo Porcellana, “um novo instrumento de evangelização” por ocasião do Ano da Fé.

O Santo Sudário se encontra no Museu do Sudário, em Turim, e é exposto ao público a cada 25 anos.

Uma nova pesquisa indica que o Sudário de Turim (ou Santo Sudário), de fato remonta à época da morte de Jesus.

Novos testes da Universidade Italiana de Pádua indicam que a mortalha data entre 280 aC e 220 dC, ou seja, pode mesmo ter sido confeccionada na época da morte de Jesus. A nova pesquisa não é definitiva para estabelecer a autenticidade do sudário, mas chama atenção pela nova tentativa de mostrar como realmente era o rosto de Jesus. O processo usou computador para recriar a partir das medições nas marcas do tecido.

Giulio Fanti, professor de medição mecânica e térmica, responsável pela nova investigação, contraria os resultados da última investigação científica, realizada em 1988. Nessa altura, cientistas das universidades do Arizona (EUA) e de Oxford (Reino Unido) e da Escola Politécnica de Zurique (Suíça) usaram testes de carbono 14 e concluíram que o sudário de Turim não existia antes de 1260.

Depois de muitos anos, o Vaticano voltou a exibir o pano no último sábado, como parte da comemoração da Páscoa. “A exibição do Santo Sudário em um dia tão especial como o Sábado de Aleluia significa que ele representa um testemunho muito importante para a paixão e ressurreição do Senhor”, defendeu Cesare Nosiglia, Arcebispo de Turim.

A Igreja  sempre se manteve distante desta discussão. Em 1973, quando da primeira exposição televisiva do sudário, Jose Cottino, porta-voz do arcebispo de Turim, declarou: “Não é tarefa da Igreja dizer ‘Sim’ ou ‘Não’ sobre a autenticidade histórica do sudário. É uma tarefa do cientista e do historiador. Mas qualquer afirmação continuaria a permitir que as pessoas sejam livres de aceitar ou rejeitar o sudário.”

Contudo, as palavras do Papa Francisco na transmissão televisiva referiram-se ao sudário como o “ícone de um homem flagelado e crucificado”, salientando a importância deste “rosto desfigurado”, dizendo que “o Homem do Sudário nos convida a contemplar Jesus de Nazaré”.

Com informações CBN e Ilvaticanese.it.

Cid Alencastro

O Santo Sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo é certamente a relíquia mais preciosa e venerada de toda a Cristandade.

Tendo passado por todo tipo de vicissitudes e desastres ao longo da História, inclusive um princípio de incêndio, ele se encontra atualmente na catedral de Turim, Itália, onde é exposto à visitação dos fiéis em certos períodos.

Trata-se do lençol de linho que envolveu o corpo sagrado do Salvador, descido ao sepulcro onde permaneceu por três dias, após os quais ressuscitou. Quis a Providência Divina que, milagrosamente, a figura de Nosso Senhor ficasse impressa nesse tecido, de forma indelével e humanamente inexplicável. Foi o modo que Deus Padre encontrou para legar aos homens a fotografia impressa de seu Divino Filho.

Sempre presente na vida da Igreja

O Santo Sudário alimentou a fé e a piedade dos primeiros cristãos em Jerusalém, sustentou os mártires e os perseguidos nas catacumbas, inspirou a expansão dos católicos por toda a vastidão do Império Romano, extasiou os homens da Idade Média e, em particular, acendeu o zelo dos cruzados. Nas épocas posteriores, de decadência religiosa, foi ainda o Santo Sudário uma luz de fixação da fidelidade dos fiéis e de esperança de perdão para toda a humanidade.

Chegamos assim aos tempos presentes, em que o considerável desenvolvimento das ciências foi interpretado por muitos ateus, hereges, como sendo o dobre de finados da veneração ao Santo Sudário, o qual não teria mais nenhuma missão a cumprir. As ciências o estudariam, provariam que ele é fruto de simples confecção humana, talvez até uma falsificação feita na Idade Média.

Verificou-se precisamente o contrário. Atraídos pela originalidade daquele misterioso tecido, os mais categorizados cientistas de diversos países, representando os mais diferentes ramos da ciência, debruçaram-se sobre o Sudário para estudá-lo e interpretá-lo, mediante os mais sofisticados aparelhos que a ciência conseguiu inventar, e aplicando os conhecimentos mais recentes. O resultado foi surpreendente para os detratores do Sudário: ficou provado que a figura nele impressa não tem qualquer explicação natural.

Mais ainda, os estudos mostraram que a origem do Sudário se situava na Palestina no primeiro século, e que a figura nele representada coincidia com a descrição dos Evangelhos, sendo totalmente inexplicável pela ciência o modo pelo qual fora ela impressa no linho.

A farsa do Carbono 14

Houve uma exceção, em 1987, quando o Cardeal Anastácio Ballestrero, então Arcebispo de Turim, convocou alguns especialistas em datação pelo método do Carbono 14, os quais concluíram, contra tudo quanto até então a ciência havia provado, que se tratava de uma falsificação produzida na época medieval.

Após um pequeno surto midiático de propagação da “falsificação”, diversos cientistas têm estudado o Sudário — objeto de contínua fascinação para a ciência — e mostrado que o método do Carbono 14 havia sido aplicado erradamente, que os tais especialistas do Cardeal Ballestrero nada provaram.

Procuraram ainda os cientistas obter os “dados brutos” dos laboratórios que realizaram o teste do Carbono 14, a fim de ter em mãos as comprovações necessárias, mas nada conseguiram, apesar de reiteradas solicitações. O que só por si lança pesada dúvida sobre a correção científica do episódio.

Dir-se-ia que o milagre do Sudário foi engendrado por Nosso Senhor sobretudo para o nosso tempo, o único capaz de provar cientificamente a sua autenticidade pelo impressionante acervo de conhecimentos de que dispõe.

Nova e importante confirmação

Uma nova confirmação nos chega, e de grandes dimensões. Na Itália, o altamente conceituado órgão científico do governo italiano Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Sustentável (ENEA) publicou, no final de 2011, um relatório referente a cinco anos de experiências (2005-2010) realizadas com o fim de procurar “conhecer a maneira pela qual ficou estampada sobre a tela do linho do Santo Sudário de Turim a tão particular imagem”.(1)

No seu relatório, os cientistas do ENEA (Di Lazzaro, Murra, Santoni, Nichelatti e Baldacchini) “desmentem, com muito fair play, quase de passagem, mas de modo muito categórico, a hipótese de que o Santo Sudário possa ser obra de um falsificador medieval”.

Diz o relatório: ”A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado que aparece a duras penas no tecido de linho do Santo Sudário de Turim, apresenta numerosas características físicas e químicas de tal modo peculiares que atualmente tornam impossível obter em laboratório uma coloração idêntica. Esta incapacidade de repetir (e, portanto, de falsificar) a imagem do Santo Sudário impede formular uma hipótese confiável a respeito do mecanismo de formação da impressão”.

De fato, mesmo hoje em dia, “a ciência não está em condições de explicar de que modo foi formada a imagem corpórea no Sudário. Até agora, todas as tentativas de reproduzir uma imagem em linho com as mesmas características, fracassaram”.

Poupamos ao leitor os numerosos e complexos dados científicos apresentados pelos cientistas do ENEA. Os interessados poderão encontrá-los no link abaixo.(2)

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Notas:

1. Marco Tosati, “La Sindone non è un falso”, Vatican Insider, 15/12/2011.

2. A íntegra do relatório do ENEA pode ser consultada em: http://opac.bologna.enea.it:8991/RT/2011/2011_14_ENEA.pdf.Cid Alencastro


Os estudos mais exigentes sobre o Santo Sudário de Turim não têm respiro. Técnicas das mais avançadas aplicam-se continuadamente sobre ele ou sobre suas amostras.

E quanto mais sofisticadas, tanto mais surpreendentes são os resultados.

É o caso dos estudos concluídos pelo ENEA italiano, Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Econômico sustentável, noticiados pelo blog The Vatican Insider do jornal La Stampade Turim ( Título do jornal italiano: “La Sindone non è un falso”

O ENEA publicou um relatório com os resultados de cinco anos de experimentos. Estes aconteceram no centro do instituto em Frascati.

O objetivo foi analisar os “tingimentos semelhantes aos do Sudário em tecidos de linho por meio de radiação no extremo ultrarroxo”.

Equipe da ENEA: Daniele Murra, Paolo Di Lazzaro e  Giuseppe Baldacchini

Em termos mais simples, procurou-se entender como é que ficou impressa a imagem de Cristo no pano de linho do Sudário de Turim.

Quer dizer, identificar os processos físicos e químicos que podem gerar uma coloração semelhante à da imagem do Sudário”.

O resumo de relatório técnico em PDF pode ser baixado AQUI.

Os responsáveis do trabalho foram os cientistas Paolo Di Lazzaro, Daniele Murra, Antonino Santoni, Enrico Nichelatti e Giuseppe Baldacchini. Eles tomaram como ponto de partida o único exame interdisciplinar completo realizado pela equipe de 31 cientistas americanos do STURP (Shroud of Turin Reasearch Project) em 1978, um dos mais importantes e respeitados jamais feitos.


ENEA: equipamentos da unidade de Frascati

O relatório do ENEA desmente com muita superioridade e clareza a hipótese desprestigiada de que o Sudário seja produto de um falsário medieval.

E chega a taxativa conclusão: “A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado, visível com dificuldade no lençol de linho do Sudário, apresenta numerosas caraterísticas físicas e químicas de tal maneira peculiares que tornam impossível no dia de hoje obter em laboratório uma coloração idêntica em todos os seus matizes, como foi mostrado em numerosos artigos citados na bibliografia. Esta incapacidade de reproduzir (e portanto de falsificar) a imagem do Sudário impede formular uma hipótese digna de crédito a respeito do mecanismo de formação da imagem”.

Resumindo com nossas palavras:

1) É impossível, mesmo em laboratório, produzir uma imagem como a do Santo Sudário.

2) Não somente é impossível copiá-lo, mas não dá para saber como é que foi feito.

Dr. Paolo di Lazzaro explica inexplicabilidade do Sudário

Os 31 cientistas do STURP não tinham achado em 1978 quantidades significativas de pigmentos (corantes, tintas), e nem mesmo marcas de algum desenho.

Por isso concluíram que não foi pintada, nem impressa, nem obtida por aquecimento. Além do mais, a coloração da parte mais externa e superficial das fibras que constituem os fios do tecido é irreproduzível.

As medidas mais recentes apontam que a parte colorida mede um quinto de milésimo de milímetro.

O STURP também verificou que o sangue é humano, mas que debaixo das marcas de sangue não há imagem;

– que a difusão da cor contém informações tridimensionais do corpo;

– que as fibras coloridas são mais frágeis que aquelas não coloridas;

– que o tingimento superficial das fibras da imagem deriva de um processo desconhecido que provocou a oxidação, desidratação e conjugação da estrutura da celulose do linho.

Ninguém jamais conseguiu reproduzir simultaneamente todas as características microscópicas e macroscópicas da relíquia.

“Neste sentido, diz o relatório do ENEA, a origem da imagem ainda é desconhecida. A ‘pregunta das perguntas’ continua de pé: como é que foi gerada a imagem corpórea do Sudário?”.

Um dos aspectos que intrigou os cientistas italianos é que há “uma relação exata entre a difusão dos matizes da imagem e a distância que vai do corpo ao pano”.

“O homem do Sudário”, curitiba 2011. Clique para agrandar.

Acresce que a imagem foi gerada até em partes em que o corpo não esteve em contato com o pano. Por exemplo, na parte de cima e de baixo das mãos ou em volta da ponta do nariz.

“Em consequência, podemos deduzir que a imagem não se formou pelo contato do linho com o corpo”.

Outra consequência dessas sábias minucias é que as manchas de sangue passaram ao pano antes mesmo que se formasse a imagem.

Portanto, a imagem se formou em algum momento posterior à deposição do cadáver no túmulo.

Mais ainda, todas as manchas de sangue têm contornos bem definidos, pelo que se pode supor que o cadáver não foi carregado com o lençol.

“Faltam sinais de putrefação que correspondam aos orifícios das feridas, sinais esses que se manifestam por volta de 40 horas após a morte. Por conseguinte, a imagem não depende dos gases da putrefação e o cadáver não ficou dentro do Sudário durante mais de dois dias”.

Uma das hipóteses mais aceitas para tentar explicar a imagem era a de uma forma de energia eletromagnética que pudesse produzir as características do Sudário: a superficialidade da coloração, a difusão das cores, a imagem das partes do corpo que não estiveram em contato com o pano e a ausência de pigmentos.


“O homem do Sudário”, curitiba 2011. Clique para agrandar.

Por isso, foram feitos testes que tentaram reproduzir o rosto do Homem do Sudário por meio de radiação. Utilizaram um laser CO2 e obtiveram uma imagem num tecido de linho passável em nível macroscópico.

Porém, o teste fracassou quando analisado no microscópio. A coloração era profunda demais e muitos fios estavam carbonizados. Todas essas características são incompatíveis com a imagem de Turim.

Os cientistas do ENEA aplicaram ainda uma radiação brevíssima e intensa de VUV direcional e puderam reproduzir muitas das características do Sudário.

Porém eles constataram que “a potencia total da radiação VUV requerida para corar instantaneamente a superfície de um lençol de linho correspondente a um corpo humano de estatura média [deveria ser] de 34 bilhões de Watt, fato que torna até hoje impraticável a reprodução de toda imagem do Sudário, uma vez que até agora não foi construído um equipamento de tal maneira potente.


E concluem: “Estamos compondo as peças de um puzzle científico fascinante e complexo”.

O enigma da origem do Santo Sudário continua ainda para a ciência como “uma provocação à inteligência”.

E, para as almas de Fé, um poderoso estímulo à adoração entusiasmada e racional, bem como uma confiança sem limites em Deus Nosso Senhor.

Cientistas italianos fizeram uma série de experimentos avançados que confirmaram que as marcas encontradas no Sudário de Turim ou Santo Sudário, presumivelmente deixado pelo corpo de Cristo, não podem ter sido forjadas com a tecnologia que estava disponível naquele tempo, informou o  “The Telegraph” da Inglaterra.

A pesquisa chegou como um presente de Natal para os crentes do sudário. Entretanto, um outro grupo têm sustentado que o sudário é uma falsificação medieval, e testes de radiocarbono realizadas por laboratórios em Oxford, Zurique e Arizona, em 1988, apontaram que ele teria sido feito entre os anos 1260-1390.

No entanto, estes testes foram por sua vez, contestados, com a alegação de que eles foram influenciados pela contaminação das fibras do tecido usado para reparar a relíquia quando foi danificado por um incêndio na Idade Média.

A imagem dupla (frente e verso) de um homem açoitado e crucificado, pouco visível na pano de linho do Sudário de Turim, tem muitas características físicas e químicas …é impossível de obter em um laboratório “, afirmaram os  especialistas da Agência Nacional de Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável Italiano (ENEA).

“Os cientistas identificaram os processos físicos e químicos capazes de gerar uma cor semelhante à imagem do Sudário. Eles concluíram que o tom exato, textura e profundidade das pegadas no tecido pode ser produzido apenas com a ajuda de laser ultravioleta, uma tecnologia que não estava claramente disponíveis nos tempos medievais” afirma em nota a agencia.

O Professor Paolo Di Lazzaro, líder da equipe, disse: “Esperamos que nossos achados podem abrir um debate filosófico e teológico, mas vamos deixar as conclusões dos peritos, e, finalmente, à consciência dos indivíduos.”
A conclusão é que as marcas não foram feitas com tintas, pigmentos ou corantes e a imagem não era “o produto de um artista”, mas ao mesmo tempo não poderia ser explicado pela ciência moderna.

“Não há substância química conhecida ou métodos físicos que podem ser responsáveis por toda a imagem, ou qualquer combinação de condições físicas, químicas, biológicas ou médicas para explicar a imagem certa.”

FONTE: Noticias Cristiana

O escultor espanhol e catedrático da Universidade de Sevilha, Juan Manuel Miñarro estudou durante dez anos o Santo Sudário de Turim.

Como resultado esculpiu um Crucificado que, segundo o artista, seria uma reprodução científica do estado físico de Nosso Senhor Jesus Cristo depois de sua morte.

O autor não visava provar a existência de Jesus de Nazaré, mas destacar os impressionantes acertos anatômicos constatados no estudo científico do Santo Sudário.

O professor Miñarro disse à BBC Brasil que, embora tenha privilegiado a “exatidão matemática”, “essa imagem só pode ser compreendida com olhos de quem tem fé”.

“A princípio, ela pode chocar pelo realismo, mas ela reproduz com fidelidade a cena do Calvário”, completou. Miñarro levou mais de dois anos para concluir sua obra.

O escultor não trabalhou só. Ele presidiu o trabalho de um grupo de cientistas que levaram adiante uma investigação multidisciplinar do Sudário de Turim.

O crucificado é o único “sindônico” no mundo, pois reflete até nos mais mínimos detalhes os múltiplos traumatismos do corpo estampado no Santo Sudário.

A imagem representa um corpo de 1,80 metros de altura, de acordo com os estudos no Sudário feitos pelas Universidades de Bolonha e Pavia. Os braços e a Cruz formam um ângulo de 65 graus.

A Coroa de Espinhos tinha forma de casco, cobrindo toda a cabeça, e foi feita com jujuba“ziziphus jujuba”, uma espécie de espinheiro cujas agulhas não se dobram.

A pele apresenta exatamente o aspecto de uma pessoa morta há uma hora. O ventre aparece inchado por causa da crucifixão.

O braço direito aparece desconjuntado pelo fato do crucificado se apoiar nele à procura de ar durante a asfixia sofrida na Cruz.

O polegar das mãos está virado para dentro, reação do nervo quando um objeto atravessa a munheca.

A escultura reflete também a presença de dois tipos de sangue: o vertido antes da morte e o derramado post mortem. Também aparece o plasma da ferida do costado, de que fala o Evangelho.

A elaboração destes pormenores foi supervisionada por hematologistas. A pele dos joelhos está aberta pelas quedas e pelas torturas.

Há grãos de terra incrustados na carne que foram trazidos de Jerusalém.

As feridas são típicas das produzidas pelos látegos romanos, que incluíam bolas de metal com pontas recurvadas para rasgar a carne.

Não há zonas vitais do corpo atingidas pelos látegos porque os verdugos poupavam essas partes para que o réu não morresse na tortura.

A maçã do rosto do lado direito está inchada e avermelhada pela ruptura do osso malar.

A língua e os dedos do pé apresentam um tom azulado, característicos da parada cardíaca.

Por fim, embaixo da frase em hebraico “Jesus Nazareno, rei dos judeus”, a tradução em grego e em latim está escrita da direita para a esquerda, erro habitual naquela época e naquela região.

A escultura esteve exposta na igreja de São Pedro de Alcântara, Córdoba, Espanha, e saiu em procissão pelas ruas da cidade durante a Semana Santa.

Com os mesmos critérios e técnicas, Miñarro está criando outras imagens que representam a Nosso Senhor em diferentes momentos de sua dolorosa Paixão.


Fonte: Ciência confirma Igreja

Em 1977 foi descoberta a tridimensionalidade do Santo Sudário pelo grupo de cientistas do Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim (STURP).

Reprodução holográficaDois oficiais da Força Aérea norte-americana, John Jackson e Eric Jumper, analisando o Sudário perceberam que a figura foi impressa de maneira tridimensional.

Este fato, inexcogitável para a ciência e as artes do século I, permite conhecer a distância entre o tecido e as diversas partes do corpo de Nosso Senhor, o que não acontece numa fotografia comum.

Partes do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo que não estiveram em contato com o tecido também se achavam misteriosamente impressas na mortalha. Mas só está técnica permitiu revelá-las

Normalmente os cientistas só conseguem reconstituir uma imagem tridimensional a partir de fotos, quando tiradas de enormes distâncias, como as de planetas longínquos, ou de ângulos diversos.

De tal modo que a distância possa influenciar, de maneira mensurável, a intensidade de luz recebida ou refletida pelos objetos.

Santo Sudario, imagem tridimensional de Giovanni Tamburelli
Reprodução do STURP

Para a reconstituição da tridimensionalidade, os especialistas utilizaram um aparelho chamado VP-8.

Jackson e Jumper tomaram uma simples fotografia do Santo Sudário e a introduziram no aparelho.

Qual não foi o seu espanto ao constatar que se constituiu uma imagem tridimensional da Sagrada Face de Nosso Senhor!

Entretanto, a técnica tridimensional mais avançada aplicada no Santo Sudário é a reprodução holográfica.

Holografia

Ela projeta sobre duas placas de vidro paralelas uma reconstituição do corpo de Nosso Senhor em tamanho natural como estava na sepultura.

A imagem pode ser vista de pé, pela frente e pelas costas. Tem-se a impressão de estar em presença do próprio Corpo Sagrado de Nosso Senhor.

Um exemplo disso foi exibido na extraordinária exposição sobre o Santo Sudário de Turim que sob o título “Homem do Sudário”, realizou-se em Curitiba e em outras cidades brasileiras.