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Foi publicado nesta terça-feira, 4 de abril, o livro Il tempo e la storia. Il senso del nostro viaggio [O tempo e a história. O sentido da nossa viagem] (180 páginas), uma coleção de escritos de Joseph Ratzinger inéditos na Itália. São textos dos anos 1970, anteriores à nomeação episcopal do papa emérito, que está prestes a completar, no próximo dia 16 de abril, 90 anos.

Um trecho do livro foi publicado por La Stampa.

” Hoje cresce de novo a angústia que parecia ter desaparecido no momento otimista do pós-guerra. Quando os homens puseram pela primeira vez o pé na lua, ninguém pôde escapar do entusiasmo, do orgulho, da alegria pela grande obra que o ser humano tinha conseguido realizar naquele momento. Acolheu-se o evento como a vitória não de uma nação, mas da humanidade.

No entanto, no momento da alegria, entrelaçavam-se os motivos de uma profunda tristeza, porque o mesmo homem que tinha feito tal obra inédita não é capaz de impedir que, ano após ano, milhares e até milhões de pessoas morram de fome, porque não é capaz de dar a milhões de seres humanos, seus irmãos, uma existência digna do ser humano, porque não é capaz de pôr fim à guerra e de parar a crescente onda de violência. O poder técnica não é necessariamente um poder humanitário; o poder de agir sobre si mesmo está em um plano totalmente diferente no que diz respeito à execução técnica.

Não há absolutamente nenhuma necessidade de que falemos sobre os últimos horrores, as armas atômicas, as armas biológicas, as armas químicas, embora o fornecimento dessas coisas terríveis não pode deixar de representar um potencial terrorista, capaz de agir de algum modo na consciência sob a forma angústia escondida. Devemos olhar apenas para a “cidade do homem”: um crescente planejamento também significa sempre um planejamento pior do homem. Eu acho que as erupções que abalam a nossa sociedade moderna também são uma insurreição inconsciente contra o planejamento total da nossa existência, que produz um sentido de sufocamento do qual gostaríamos de nos defender, embora não seja possível.

Sentimos cada vez mais como adverso o destino das nossas obras: ar, água, terra, que são sempre os elementos de que vivemos, ameaçam se decompor no hálito venenoso da nossa técnica; as energias que consumimos parecem ser para nós, naquilo que deixam para trás, como que as forças capazes de, um dia, nos destruir. […]

Foi dito que o nosso século será caracterizado por um fenômeno totalmente novo: a incapacidade, por parte do homem, de conhecer o Senhor. O desenvolvimento social e espiritual levou à formação de um tipo de ser humano ao qual já falta toda disposição ao conhecimento do Altíssimo. Seja isso verdadeiro ou falso, devemos reconhecer, porém, que o afastamento de Deus, a escuridão interior, a dúvida sobre a Sua existência são hoje mais profundos do que nunca; ou, melhor, também nós, que tentamos crer com dificuldade, muitas vezes temos a impressão de que a Sua realidade nos escapa. Não nos perguntamos frequentemente: “Onde está o Onipotente no meio do silêncio deste mundo?”. Não sentimos muitas vezes a sensação de que, no fim de cada meditação, restam-nos apenas palavras, enquanto a realidade do Ser Supremo está mais distante do que antes?

A partir dessa consideração, segue-se outra. Acredito que hoje a tentação a que estamos submetidos, nós, cristãos, não consiste tanto na dúvida teórica sobre a existência de Deus ou na da sua unidade e trindade, nem na da divindade e humanidade de Cristo. O que hoje realmente nos oprime e tenta é, sim, a constatação da ineficácia do cristianismo. Depois de dois mil anos de história cristã, não vemos nada daquilo que deveria constituir a nova realidade do mundo, mas, em vez disso, encontramos os mesmos horrores, angústias e esperanças de antes e de sempre.

Como é evidente, o mundo do planejamento e da pesquisa, do cálculo exato e da experimentação por si só não basta. No fundo, queremos nos libertar dele, assim como queremos nos livrar da velha fé, cujo contraste com o saber moderno faz com que ela se torne um peso opressor. Ela, porém, não poderia ser um peso se não nos sentíssemos tocados vivamente por ela, se não houvesse algo que nos obriga a buscar além. Devemos nos deter sobre a estranha situação do homem moderno.

No presente, a existência humana é caracterizada pelo desconforto não só em relação à fé, mas também ao mundo dominado pela ciência. Apenas descrevendo essa dupla dificuldade é possível, hoje, fornecer uma descrição, de algum modo, exata dos pressupostos do problema relativo ao crer e ao saber.

É essa a estranheza do nosso tempo: justamente no momento em que o sistema do pensamento moderno chegou ao seu fim, torna-se evidente a sua insuficiência, de modo que devemos necessariamente nos render à relativização.

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São chamados de “novas formas de vida consagrada”, novas comunidades, experiências de vida em comum dentro dos movimentos eclesiais e assim por diante. Estão mudando o panorama da vida religiosa tradicional e já fazem parte da consciência eclesial. Na Itália são conhecidos principalmente os Focolares, os Memores Domini (Comunhão e Libertação), a Comunidade de Villaregia, a Comunidade dos filhos de Deus (fundada por Dom Ivo Barsotti) e a Fraternidade Franciscana de Betania; no exterior, temos os movimentos de origem francesa como o Chemin Neuf, Emmanuel, Beatitudes, Fondation pour un monde nouveau, espanhola, como o Adsis ou alemã, como o Integrirte Gemeinde.

Números imprevistos

Em um levantamento inicial de G. Rocca (Primo censimento delle nuove comunità. Roma: Urbaniana University Press, 2010 ‘Primeiro censo das novas comunidades’ em trad. livre), são fornecidas informações diretas sobre 775 novas fundações, além de alguns dados sobre outras 56. Destas, 205 são estadunidenses, 200 italianas, 161 francesas, 47 canadenses, 44 brasileiras e 20 espanholas.

Sabidamente provisório, o panorama conheceu nos últimos vinte anos uma estabilização gradual (aprovação de estatutos e Constituições), o surgimento de alguns escândalos e medidas de intervenção (Legionari, Comunidade de San Giovanni etc:. 70 estão sob regime de gestão judicial e há 15 investigações sobre os fundadores, decididas pela Congregação para a vida consagrada e institutos de vida apostólica), e um maior reconhecimento pelas Igrejas locais.

O surgimento dos movimentos e das novas comunidades cruza diretamente com a crise evidente de vida consagrada, especialmente nas suas formas de ‘fundações sociais’ próprias do séc. XIX. Situação semelhante à dos quatro momentos críticos e criativos da vida consagrada: o nascimento entre o IV e VII séculos, as ordens mendicantes (séc. XII), as congregações da Reforma Católica (séc. XVI) e as congregações ‘sociais’ (séc. XIX).

Mas o movimento não é uniforme, mesmo no último século e meio. A vida consagrada experimentou um nível modesto até as últimas décadas de 1800 e elevou seus números da segunda à sétima década de 1900.

As freiras chegaram a somar na Itália cerca de 170.000, os religiosos 35.000. Nos últimos cinquenta anos, contudo, houve um declínio acentuado. As irmãs agora não excedem 85.000 pessoas e os religiosos são cerca de 25.000. Um abalo que vê extinguir progressivamente muitas das tradições recentes (obras e modos de vida) e o crescimento simultâneo de novos modelos.
O recente documento da Congregação para a vida consagrada Per vino nuovo, otri nuovi (‘Para vinho novo, odres novos’ em trad. livre, cf. Settimananews, “Consacrati: é tempo di vino nuovo”) tende a reforçar e confirmar os novos recursos, mudando e adaptando as formas estruturais. A dinâmica demográfica, a visão secularizada da existência, a prioridade dos projetos pessoais sobre os comunitários, as mudanças de um acreditar com menos consistência confessional e eclesial tornam mais raras as vocações para os serviços eclesiais definitivos, como o religioso e sacerdotal (cf. Giovanni Dal Piaz, Crisi delle vocazioni: la rivoluzione silenziosa “Crise de vocações: a revolução silenciosa” em trad. livre, no Settimananews).

Além disso, mesmo para aqueles que cultivam uma vocação “exigente”, as escolhas possíveis ampliaram-se: voluntariado, novas comunidades, movimentos, diaconato, eremitismo, monaquismo diocesano, fraternidade laica etc. As ondas do novo e do tradicional estão se fundindo. É insuficiente a leitura da crise fora do contexto geral, da mesma forma que já foi arquivada a ideia de uma “substituição” das novas fundações e comunidades em relação aos modelos anteriores de vida consagrada.

Apreciações e cautela

Tomadas em conjunto, formas recentes e antigas da consagração preservam a questão do carisma original e compartilhado dentro da experiência eclesial. De acordo com a carta da Congregação para a Doutrina da Fé Iuvenescit Ecclesia (Junho de 2016), suas principais características são quatro:

a irrenunciabilidade dos dons carismáticos ( “os carismas autênticos são considerados dons de irrenunciável importância para a vida e para a missão eclesial”, n. 9);

a co-essencialidade entre os dons hierárquicos e carismáticos ( “é possível reconhecer uma convergência do Magistério eclesial recente sobre a co-essencialidade entre os dons hierárquicos e carismáticos”, n. 10);

a permanência ou estabilidade (embora os dons carismáticos “nas suas formas históricas não sejam garantidos para sempre, a dimensão carismática nunca pode faltar à vida e à missão da Igreja” n 13.);

a referência ao ministério petrino (n. 21 valorizando “aquele princípio peculiar de unidade que é o ministério petrino”).
Reconhecimento e discernimento para as novas comunidades andam de mãos dadas. Na exortação apostólica pós-sinodal Vita consecrata lemos: “A originalidade destas novas comunidades consiste frequentemente no fato de se tratar de grupos compostos de homens e mulheres, de clérigos e leigos, de casados e solteiros, que seguem um estilo particular de vida, inspirado às vezes numa ou noutra forma tradicional ou adaptado às exigências da sociedade atual. Também o seu compromisso de vida evangélica se exprime em formas diversas, manifestando-se, como tendência geral, uma intensa aspiração à vida comunitária, à pobreza e à oração. No governo, participam clérigos e laicos, segundo as respectivas competências, e o fim apostólico vai ao encontro das solicitações da nova evangelização”. (n. 62).

No recente diálogo papal com a União dos Superiores Maiores (USG), publicada por Civiltà Cattolica em seu n. 4000, Francisco expressa-se desta forma: “Mas eu estou preocupado com outra coisa: o surgimento de algumas novas instituições religiosas que levantam algumas preocupações. Não estou dizendo que não deve haver novas instituições religiosas! Absolutamente não. Mas às vezes eu me pergunto sobre o que está acontecendo hoje. Algumas delas parecem uma grande novidade, parecem expressar uma grande força apostólica, arrastando muitas pessoas… e depois fracassam. Às vezes, verifica-se até que havia coisas escandalosas por trás delas… Há pequenos institutos novos que são realmente bons e sérios. Eu vejo que por trás dessas boas fundações existem, às vezes, grupos de bispos que acompanham e garantem o seu crescimento. Porém há outras que não nascem de um carisma do Espírito Santo, mas a partir de um carisma humano, de uma pessoa carismática que atrai por suas qualidades humanas de fascínio. Algumas, poderia até dizer, são “restauracionistas”: elas parecem dar segurança mas, ao contrário, apenas dão rigidez”.

O caso do Brasil

Voltando aos números e à efervescência das novas comunidades, deve-se dizer que o que sabemos é ainda bastante aproximado. Na França, as tentativas de novas instituições chegaram a 700, mas um normal processo de sedimentação já fez desaparecer grande parte delas. Mesmo das 775 registradas, várias já desapareceram. No entanto, isso não anula a surpresa por sua inesperada fecundidade.

Em um recente artigo de L. González-Quevedo em Civiltà Cattolica (n. 4002, 11 de março de 2017) fala-se dos novos institutos da vida comunitária no Brasil, calculados em cerca de 800. Nascidos na intersecção da renovação carismática, das necessidades das novas Igrejas evangélicas, da filiação de “novas comunidades” surgidas em outros lugares e iniciativas provenientes de linhagens mais tradicionais, eles representam uma presença eclesial nova e consistente.

Do artigo citado, apresento algumas informações sobre uma dezena deles.

Canção Nova foi fundado em 1978 por um salesiano (Jonas Abib) e é a mais difundido entre as novas comunidades. Conta com 1.348 membros consagrados (763 nas comunidades de vida e 585 nas comunidades da aliança): 47 são sacerdotes. O canal de televisão com o mesmo nome abrange todo o país. Em sua sede central passam por ano cerca de um milhão de pessoas e a comunidade está presente em cinco países.

Shalom foi fundado em 1982 pelo jovem Moysés Lauro de Azevedo e Maria Emmir Nogueira. Conta 4.000 membros e 40.000 filiados. O festival organizado por eles (Halleluya) reúne quase um milhão de pessoas.

Recado foi fundado em 1984 por um grupo musical. Seu fundador Luiz Carvalho é atuante na Renovação Carismática. Tem como missão a formação de artistas católicos que evangelizem através das artes.

Arca da Aliança foi fundado em 1986, por Elias Dimas dos Santos. Caracterizado por uma prática radical da pobreza é dedicado à oração e ao apostolado. Muito cultivada a devoção ao Sagrado Coração e a Maria.

Obra de Maria surgiu no Recife, em 1990, por obra de Gilberto Gomes Barbosa. Seu carisma é a evangelização. Conta com 35 casas no Brasil e três no exterior. Está presente em 11 países.

Pantokrator nasceu em Campinas, em 1990, por Andrés Luis Botelho de Andrade. O seu carisma é viver uma santidade na vida ordinária. Inspira-se na espiritualidade carmelitana. Os consagrados são 132 e 146 os formandos.

Betel nasceu em 1991, fundada por José Omar Rodrigues Medeiros. Próximo da espiritualidade inaciana é caracterizado pela contemplação de Jesus na sua relação com o Pai e com os irmãos. Tem 15 membros e 10 em formação.

Luz da vida começou em 1997, com Luiz Antônio de Paula. Seu carisma é ser uma luz para iluminar com o resplendor da santidade. É ativo na reabilitação de viciados em drogas e, internamente, está desenvolvendo um ramo feminino. São 78 consagrados.

Cefas é uma comunidade fundada em 2002 por Ângela Tait. Evangeliza através de exercícios espirituais, ajudando as pessoas a discernir a vontade de Deus. Está presente em três cidades e possui 30 membros.

Em uma avaliação inicial dos Bispos do país (1994), o juízo é positivo e acompanhado por um aviso à limitada atenção social com o uso sistemático de formas devocionais da tradição.

Em ensaios posteriores, comunidades como a Toca de Assis são classificadas como medievais e pós-modernas ao mesmo tempo.

Devotos e pós-modernos

Tomados em conjunto, as novas formas de vida consagrada estão cientes de seu pertencimento eclesial. Privilegiam o surgimento da nova evangelização, através de “escolas da fé”, encontros e exercícios, no uso da mídia (rádio, internet e televisão) e no zelo missionário. Recorrem a grandes eventos, como as Jornadas mundiais da juventude ou novas formas de missão (festivais, de rua etc.). Devoções tradicionais são acompanhadas pela cura através da Escritura. Muito atentas à cura interior e a atmosfera festiva da vida comunitária e da fé, combinam de maneira exigente contemplação e ação em um rigor vida apreciável. Elas dão grande espaço e responsabilidade para os laicos. Os fundadores são, muitas vezes, laicos e laicas.

É o testemunho de que – como escreve Amedeo Cencini em Testimoni (4/2017, p. 19) – a crise “não é fatal e obrigatória, não é da vida consagrada em si, como tal, mas, provavelmente, da maneira como a compreendemos e vivemos”. Como se as novas instituições “infundissem nova confiança para a vida consagrada tradicional, convidando-a a parar de chorar pela crise vocacional”. A dimensão carismática e o papel do Espírito Santo na vida do crente são particularmente enfatizados.

Não há falta de pontos críticos, como o sentimentalismo, o fundamentalismo teológico, o fanatismo irracional. Muita insistência no recurso a eventos extraordinários (curas e afins), e pouca atenção para os momentos difíceis da vida cristã, da escuridão da fé. Às vezes, a experiência espiritual do fundador é frágil e a ênfase é toda no serviço pastoral. A falta de normas canônicas deixa excessivas margens de incerteza (envolvimento de casados, rigor brando no compartilhamento de vida entre homens e mulheres).

Casos graves e recentes levantaram a questão dos fundadores, a confusão entre o radicalismo e retorno ao passado (tradicionalismo e anticoncílio). A excessiva autorreferencialidade prejudica a formação, onde eventualmente falta a distinção entre o foro interno e externo.

A consequência é um convite para um discernimento mais cuidadoso, mesmo no âmbito de igreja local e para a determinação das normas ao nível de Igreja universal. É útil recordar os critérios que a Iuvenescit Ecclesia indica para os movimentos: * primazia da vocação de todo cristão à santidade;

– compromisso para a difusão missionária do Evangelho;

– confissão da fé católica;

– testemunho de uma comunhão ativa com toda a Igreja, tanto em nível universal como local;

– reconhecimento e apreço pela complementaridade mútua de outros componentes carismáticos na Igreja;

– aceitação dos momentos de prova no discernimento dos carismas;

– presença de frutos espirituais como a oração, a vida sacramental, as vocações;

– dimensão social da evangelização.

 

Por Settimana News, Itália

 

 

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Solidariedade, independência, e mais solidariedade. A Esmolaria Vaticana anunciou que a Santa Sé acolhe três novas famílias de refugiados sírias, uma vez que aquelas que ocupavam os apartamentos dispostos por Roma para os primeiros acolhidos “encontraram os meios para ser independentes”.

Trata-se de duas famílias cristãs e uma muçulmana, em um total de 13 pessoas, que fugiram do país, “após sofrer sequestros e outras discriminações”. Os cristãos chegaram no último mês de março e a família muçulmana está na Itália desde fevereiro de 2016.

A primeira das famílias é composta por uma mãe com dois filhos adolescentes, uma avó, uma tia e outra mulher jovem que vive com eles.

A outra família cristã, por sua parte, é formada por um casal jovem que há duas semanas teve sua primeira filha, na qual colocaram o nome de Stella (Estrela). A mulher esteve durante vários meses sequestrada pelas milícias do Estado Islâmico.

Finalmente, a família muçulmana é formada por um casal com dois filhos, um deles doente, e na atualidade a mulher faz um curso de mediadora intercultural. Todos eles conseguiram chegar à Itália graças ao programa de corredores humanitários gerido pela Comunidade de Santo Egídio, a Federação das Igrejas Evangélicas e a Mesa Valdense, que se ocupa de proporcionar a documentação, o alojamento e um programa de integração a sírios que se encontram em acampamentos no Líbano. Com este programa já são cerca de 800 os refugiados que chegaram à Itália, no último ano.

O Papa Francisco fez, em setembro de 2015, um chamado à colaboração das paróquias, comunidades religiosas, santuários e mosteiros para que acolham os refugiados.

Além dos três apartamentos da Cidade do Vaticano, a Santa Sé sustenta economicamente as 21 pessoas que chegaram à Itália vindas de Lesbos, doze delas no avião em que o Papa Francisco viajou, em abril do ano passado.

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