O controle dos pais sobre o modo como as crianças serão expostas à educação sexual na sala de aula foi debatido na semana passada numa comissão das Nações Unidas dedicada ao tema da infância.

A proposta era que, após a leitura do Terceiro Comitê da 72ª Sessão, fosse aprovada uma resolução recomendando que crianças pequenas pudessem ser expostas a aulas sobre sexo sem a necessidade de os pais serem informados. Entre os favoráveis estava o Brasil.

A maneira como votou cada país pode ser visto aqui. Y (sim) é para barrar as resoluções e N (não) é para sua aprovação.

Contudo, após a manifestação contrária dos Estados Unidos, que sob o governo Trump tem impedido o avanço das agendas liberais, os países do continente africano votaram em massa uma emenda contrária. A exceção foi a África do Sul, que ficou ao lado dos países europeus, que sugeriram a mudança.

Sendo assim, a autoridade dos pais sobre a educação sexual dos filhos está, temporariamente, garantida.

O Center for Family and Human Rights, uma ONG pró-vida, explica que o bloco africano e a pequena nação caribenha de Santa Lúcia orquestraram a votação que barrou – com 90 votos a favor da mudança e 78 contrários – as três resoluções abusivas.

Os africanos, liderados pelo Egito, foram inflexíveis, deixando claro que se oporiam a qualquer resolução das Nações Unidas que não levassem em conta a necessidade de “orientação dos pais e dos responsáveis legais”.

Santa Lúcia foi a primeira a propor uma alteração em parágrafos que falavam sobre crianças e adolescentes, que para a ONU são pessoas a partir dos 10 anos de idade.

“Os pais e a família desempenham um papel importante na orientação das crianças”, disse a delegada de Santa Lúcia na Assembleia Geral, insistindo que a linguagem original da resolução não era “adequada”, pois colocava a opinião dos pais em pé de igualdade a das crianças e dos professores.

Ela lembrou a todos do tratado da própria ONU sobre os direitos da criança, que reconhece o papel dos pais no direcionamento da educação de seus filhos.

Visivelmente frustrados, os delegados europeus e latino-americanos pediram uma votação sobre essas emendas. Acabaram vendo prevalecer a vontade dos países mais conservadores.

A União Europeia disse que não “virou a página” sobre educação sexual, indicando que o tema voltará a ser votado. Na mesma linha, os delegados da América Latina chamaram o texto final de “altamente problemático”.

O representante do Canadá disse: “não podemos aceitar isso”. Um delegado australiano afirmou que eles estavam “extremamente decepcionados”.

O delegado da Noruega foi o mais transparente, deixando claro que não podiam aceitar a premissa da emenda porque “as crianças devem decidir de forma livre e autônoma” sobre assuntos que envolvam saúde sexual e reprodutiva.

O representando egípcio, falando em nome dos países africanos, respondeu com igual transparência: “Nossa cultura africana respeita os direitos dos pais” e “rejeita as tentativas de alguns países de impor seu sistema educacional sobre nós”.

Os Estados Unidos e o Vaticano se pronunciaram, enfatizando o papel dos pais na educação sexual e rejeitaram o aborto como um componente da saúde sexual e reprodutiva.

As agências das Nações Unidas continuarão promovendo “educação abrangente sobre sexualidade” através de seus escritórios em todo o mundo. A falta de consenso sobre a questão na comissão frustrou as tentativas de legitimar a erotização precoce como um programa oficial da ONU. 

Via G prime, Fonte; ONU e Center for Family and Human Rights 

Cientistas que investigam o lugar onde se encontra o túmulo para onde Jesus Cristo teria sido levado após sua crucificação,  em Jerusalém, comprovaram que os materiais de construção utilizados são do século IV — mais precisamente, de 326. Isso confirma crenças antigas de que os romanos construíram o monumento três séculos depois da morte de Jesus, afirmou nesta terça-feira um especialista que participou do estudo. Até então, apenas materiais de 1.000 anos atrás, quando o túmulo foi destruído e teve de ser reconstruído, haviam sido encontrados.

O estudo não oferece nenhuma evidência de que Jesus está ou não enterrado nesse local de Jerusalém, como prega a tradição cristã, mas ratifica a crença histórica de que os romanos foram os responsáveis pela construção do monumento, no local onde se acreditava que Jesus havia sido enterrado, durante o reinado de Constantino, o primeiro imperador a se converter ao cristianismo.

“É uma descoberta muito importante porque confirma que foi Constantino, como afirmam as evidências históricas, o responsável por ter coberto o leito de rocha do túmulo de Cristo com as lousas de mármore do santuário”, afirmou Antonia Moropoulou, especialista em preservação da Universidade Técnica Nacional de Atenas, na Grécia, e coordenadora científica dos trabalhos de restauração.

É a primeira vez que se realiza esse tipo de estudo no local, que fica onde hoje é a Basílica do Santo Sepulcro, no interior de um santuário construído depois. A análise dos componentes da argamassa do local foi feita no âmbito de novos trabalhos de restauração do monumento — motivo pelo qual os cientistas decidiram abrir o lugar onde Jesus foi enterrado, pela primeira vez em muitos séculos.

A datação da argamassa mostra a continuidade histórica do lugar, desde a era bizantina, passando pelas Cruzadas e pelo período de antes e depois do Renascimento. Segundo as crenças tradicionais, Constantino construiu o monumento para Jesus no local onde se acreditava que ele foi enterrado, no início da transição do Império Romano do paganismo para o cristianismo, no século IV de nossa era. Outros monumentos foram construídos depois sobre o lugar.

Um projeto sem precedentes, assim é o Museu da Bíblia que neste mês de novembro abriu suas portas em Washington, e é considerado um dos maiores do mundo com 40 mil metros quadrados e 8 andares. Quase três anos de trabalhos foi o que demoraram seus promotores para entregar um completo museu dedicado às Sagradas Escrituras.

No evento de inauguração esteve presente o Cardeal Donald Wurel, Arcebispo de Washington, que em nome do Santo Padre Francisco saudou aos presentes, e destacou esta significativa instituição cultural que inspirará e iluminará a vida das pessoas através de sua extensa coleção e suas exibições.”Temos trabalhado para convertê-lo em um dos melhores museus do mundo. Queremos que os visitantes saiam com duas ideias. A primeira é ‘Vá! É o museu mais incrível que visitei’; e a segunda é, ‘depois desta visita quiçá deveria conhecer melhor a Bíblia'”, disse Tony Zeiss, Diretor Executivo do Museu, durante sua inauguração.

Situado a poucas quadras do Capitólio, o novo Museu da Bíblia tem por objetivo dar a conhecer as várias nuances das Sagradas Escrituras, que continua sendo a obra mais vendida e mais lida no mundo. Para isso estão distribuídas nos 8 andares diferentes salas temáticas para contar a história dos livros sagrados com ajuda da multimídia e tecnologias de ponta.

Os três primeiros andares estão dedicados inteiramente à história, narração e impacto da Bíblia no mundo, nos outros se distribuem espaços para exposições, bibliotecas, museus, galerias, também há laboratórios de pesquisa, uma zona especial para que as crianças se aproximem das leituras sagradas por meio de jogos interativos, algumas aulas, um grande teatro, e também um restaurante, além de um jardim bíblico.


Entre as coleções que podem ser visitadas no museu, se pode apreciar uma muito completa de manuscritos, com a presença de antigos textos bíblicos, textos judeus, manuscritos medievais, as primeiras Bíblias impressas, Bíblias artesanais, entre outros.”O Museu é um convite para conhecer melhor a Bíblia, mas de um modo muito divertido. É algo totalmente novo. Convidamos a todos para visitar-nos. Lhes asseguro que não lhes decepcionaremos”, indicou Cary Summers, presidente do Museu.

Das exibições temporais, atualmente está uma com vários tesouros dos Museus Vaticanos e a Biblioteca Vaticana; outra sobre descobrimentos arqueológicos de Israel, e uma sobre prestigiosos manuscritos sobre o Natal que datam do século XV e são parte de uma coleção da Biblioteca Estatal da Baviera.

A edificação também acolherá exposições itinerantes da ‘American Bible Society’, que participaram de maneira ativa no projeto do museu, que foi financiado em sua totalidade pela iniciativa privada, que ofereceu 500 milhões de dólares para sua realização. A construção, que contou com o apoio de mais de 550 engenheiros e arquitetos, se realizou sobre um antigo armazém de refrigeração que havia sido edificado em 1922. (EPC)

gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/91462#ixzz4zU1hb44v 
 

Uma jovem de 21 anos, portadora da síndrome de Down, fez um discurso impressionante em uma das reuniões da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) no início deste ano. Agora, ela publicou uma carta aberta, que vem chamando atenção para a agenda abortista da ONU, amplamente ignorada pela mídia.

Charlotte Helene Fien defendeu seu direito de viver após o advogado Yadh Ben Achour, representante da Tunísia na Comissão encorajar a adoção de uma lei que proteja as mulheres grávidas que desejam abortar filhos com Síndrome de Down. O posicionamento de Fien, que está se tonando um símbolo mundial do ativismo pró-vida, deixou os representantes da ONU  atordoados. Ela foi aplaudida de pé após seu discurso veemente.

O tunisiano Achour declarou – em uma reunião oficial da Comissão – acreditar que o aborto é um “meio viável” para prevenir que crianças vivam com “desvantagem” ao longo de toda uma vida. Ele sugeriu que a questão fosse debatida pelo CDH e acrescentou: “Nós podemos evitar as desvantagens e devemos fazer tudo o que pudermos para evitá-las”.

A resposta de Fien tanto no vídeo quanto na carta aberta, divulgada pela ONG Live Acition esta semana questiona o raciocínio de que pessoas como ela deveriam ser abortadas por mães que muitas vezes não entendem o que é o Down. Além de afirmar que fica “profundamente ofendida” e se sente atacada por uma instituição que deveria defender os direitos de todos, inclusive das pessoas com deficiência.

“Eu sou um ser humano como você. Nossa única diferença é um cromossomo extra”, escreveu ela. “E parece que meu cromossomo extra me deixa muito mais tolerante que o senhor”.

A argumentação de Fien é que a ONU se comporta como os nazistas, promovendo de maneira disfarçada a eugenia. Além de seis milhões de judeus, a ideologia de Adolf Hitler, que defendia uma “pureza de raça” assassinou entre 1939 e 1945 milhares de deficientes, ciganos, negros e homossexuais.

“Sua proposta é nojenta e má. Você precisa pedir desculpas pelos seus horríveis comentários. Você também deve ser retirado da posição de especialista que ocupa no Conselho de Direitos Humanos. Você não é um especialista em síndrome de Down. Você, senhor, não pode falar em nome da minha comunidade…. Se outras características hereditárias, como a cor da pele, fossem usadas para erradicar um grupo de pessoas, o mundo gritaria. Por que vocês não estão chorando quando pessoas como eu estão sendo extintas? O que fizemos para fazer vocês quererem que desapareçamos? Até onde sei, pessoas como eu não odeiam, discriminam nem cometem crimes”, disse Fien na carta, que foi postada nas redes sociais, gerando uma onda de apoio a ela e em solidariedade às pessoas com deficiência.

Aborto de pessoas com Down

Diversas reportagens veiculadas na imprensa internacional, que tiveram repercussão também no Brasil, mostram como existe um número crescente de mães e pais, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, que decidem pelo aborto ao saberem que a criança terá síndrome de Down.

Após testes pré-natais coletando-se uma amostra de sangue da mãe na terceira semana de gestação, é possível identificar quem possui trissomia 21, condição genética que leva ao nascimento de crianças com síndrome de Down.

Nos Estados Unidos o número de abortos de fetos diagnosticados com trissomia 21 foi de 67% (estatística do período 1995-2011). Na França, chegou a 77% (2015), no Reino Unido a média é de 90% (2011). Na Dinamarca o número chega 98% (2015). Mas é na Islândia que a questão tomou proporções inimagináveis, pois praticamente 100% dos casos resultam em aborto.

Fonte: Faith Wire 

Via  G Prime

Veja o vídeo

Na última semana, o pedido de Rebeca Mendes Silva Leite solicitando autorização para abortar chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Aos 30 anos e com dois filhos, a mulher alegava que tem um salário de R$ 1.250, e passava por sérios problemas financeiro.

Ela gravou um vídeo com um desabafo para a ministra Rosa Weber, relatora da ação pedindo a descriminalização da prática, impetrada pelo PSOL.

Todo o arranjo pareceu ser uma manobra do partido, que tenta junto ao Supremo a descriminalização da interrupção da gestação no Brasil até a 12ª semana. Junto com o pedido de Rebeca, o PSOL pedia também uma liminar, que estenderia os efeitos dessa decisão a todas as grávidas. Ou seja, tentava legalizar o aborto, alterando judicialmente o que é previsto em lei.

Insistindo que os filhos são dependentes dela, o pedido encaminhado ao STF argumenta que Rebeca “jamais cogitaria violar a lei ou arriscar sua própria vida para interromper a gestação”.

O argumento da legenda socialista é que negar a Rebeca o direito ao aborto seria equivalente à tortura, por que imporia tanto sofrimento quanto risco à sua saúde física, mental e social.

Nesta terça (28), Rosa Weber negou todos os pedidos.

Em 8 de março deste ano, Dia Internacional da Mulher, o PSOL encaminhou uma ação em favor da liberação do aborto. A base do seu argumento era um estudo financiado pelo Ministério da Saúde, mostrando que cerca de 330 mil mulheres brasileiras já fizeram aborto.

Além da negativa do STF, tanto a Advocacia-Geral da União (AGU) quanto a Câmara dos Deputados manifestaram-se contra a ação do PSOL, argumentando que o pedido de liberação do aborto até a 12ª semana deve ser negado pelo STF por se tratar de um assunto de competência do Congresso.

O Senado, por sua vez, limitou-se a dizer que o tema está “sendo tradado no Legislativo”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não se manifestou sobre o caso.

Especialistas opinam

Angela Martins, doutora em Filosofia do Direito e professora visitante de Harvard. Em entrevista à Gazeta do Povo explicou que “os autores da ação utilizam uma situação de fragilidade humana para poder continuar questionando o assunto e colocar o STF na parede para uma sentença pontual”.

Ela lembra que “hoje existe a curadoria de nascituros, por meio do Estado e de outras ONGs, nacionais e internacionais, entidades religiosas e outras que recebem essas crianças para adoção; matar nunca é meio de combater qualquer mal e, por outro lado, não seria condizente com a nossa Constituição que protege a vida de modo incondicional”.

Já Regina Beatriz Tavares, Presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS), doutora em Direito Civil pela USP, acredita que a opção do PSOL em tentar abrir uma brecha jurídica no STF é por que o Supremo tem assumido um protagonismo permissivo, que contraria os desejos da maioria da população, acionado por ativistas.

Flávio Henrique Santos, presidente da ADFAS de Pernambuco, acredita que essa manobra do PSOL junto ao STF representa um risco para o resto da população.

“Nesse caso, haveria ainda mais uma pergunta a ser feita: o estado de pobreza e miserabilidade pode autorizar o estado a matar pessoas? Essas deficiências econômicas poderiam, por exemplo, justificar higienizar a sociedade, aprovar genocídios porque as pessoas não conseguem sobreviver? Pelo contrário, não seria mais adequado impulsionar o Estado a colocar ações profundas de mudança econômica para que a sociedade tenha uma vida digna? Está havendo uma grande inversão de valores; uma vida inocente não pode ser ceifada por argumentos tão desprovidos de fundamento”.

Publicada por IBGE e reproduzida por EcoDebate.

Em 2016, a população residente foi estimada em 205,5 milhões de pessoas e 42% dela estavam no Sudeste. Os homens eram 48,5% da população e as mulheres, 51,5%. Entre 2012 e 2016, a população idosa (com 60 anos ou mais de idade) cresceu 16,0%, chegando a 29,6 milhões de pessoas. Já a parcela de crianças com até 9 anos de idade na população caiu de 14,1% para 12,9% no período.

De 2012 para 2016, a população que se declarava branca teve redução de 1,8%, totalizando 90,9 milhões, enquanto o número de pretos cresceu 14,9% e de pardos aumentou 6,6%, chegando a 16,8 milhões e 95,9 milhões, respectivamente. Em 2016, na região Sul, 76,8% da população se declarou branca, 18,7% parda e 3,8% preta. Por outro lado, na região Norte, 72,3% da população se declarou parda, 19,5% branca e 7,0% preta.

Em 2016, havia 69,2 milhões de domicílios no Brasil, dos quais 86,0% eram casas (59,6 milhões). Um total de 97,2% (67,3 milhões) dos domicílios possuíam água canalizada. Entre esses, 87,3% tinham disponibilidade diária de água da rede geral. No Nordeste, havia disponibilidade diária de água para 66,6% dos domicílios com água canalizada, enquanto no Sul esse percentual chegava a 98,1%. Já os domicílios conectados à rede de esgoto (ou que tinham fossa ligada à rede) eram 65,9% (ou 45,6 milhões de domicílios) do total. Em 2016, 82,6% (ou 57,2 milhões) dos domicílios tinham o lixo coletado diretamente por serviço de limpeza.

A televisão estava presente em 97,4% dos domicílios e a geladeira, em 98,1%.

A máquina de lavar roupa, presente em 63,0% dos domicílios do país, foi o bem durável com as maiores diferenças percentuais entre as regiões, variando de 33,5% dos domicílios no Nordeste a 83,3% deles no Sul.

Em 92,3% dos domicílios, pelo menos um morador possuía telefone móvel celular, enquanto que o telefone fixo convencional foi encontrado em apenas 34,5%. Um total de 63,6% dos domicílios acessava a internet. Em 60,3% dos domicílios o acesso era via telefone celular. A região Norte tinha o menor percentual de domicílios com acesso à internet através de microcomputador (20,9%) e o Nordeste mostrou o menor percentual de domicílios com acesso à internet via telefone celular (48,0%).

Esses são alguns dos destaques do módulo temático da PNAD Contínua sobre Habitação (com dados de 2016) e Moradores (com dados de 2012-2016).

As informações completas da pesquisa sobre as características gerais dos domicílios estão aqui e sobre e as características gerais dos moradores estão aqui.

No Brasil, em 2016, a população residente foi estimada em 205,5 milhões de pessoas. Em 2012, eram 198,6 milhões, ou seja, houve uma alta de 3,4%. Os homens representavam 48,5% da população e as mulheres, 51,5%. A região Sudeste concentrava 42,0% da população do país e, em relação a 2012, teve aumento de 3,1% na sua população.

O percentual de pessoas com 60 anos ou mais na população do país passou de 12,8% para 14,4%, entre 2012 e 2016. Houve crescimento de 16,0% na população nessa faixa etária, passando de 25,5 milhões para 29,6 milhões. Por outro lado, a parcela de crianças de 0 a 9 anos de idade na população residente caiu de 14,1% para 12,9% no período, uma redução de 4,7%.

As regiões Norte e Nordeste apresentavam, em 2016, as maiores concentrações populacionais nos grupos de idade mais jovens. Na primeira, 36,7% das pessoas tinham menos de 20 anos de idade e, na segunda, 31,5% das pessoas estavam nesse grupo. Ainda observando a região Norte, 18,2% da população tinha 50 anos ou mais de idade, ao passo que 29,1% da população do Sul e 28,9% da região Sudeste estavam nesse grupo de idade.

De 2012 para 2016, percentual da população que se declarava branca diminuiu de 46,6% para 44,2%

A população declarada como branca, em 2016, era de 90,9 milhões de pessoas e registrou redução de 1,8% quando comparada com 2012. Em contrapartida, as populações preta (16,8 milhões) e parda (95,9 milhões) cresceram neste período, 14,9% e 6,6%, respectivamente.

Em 2016, a população branca representava 44,2% da população residente, ao passo que 8,2% se declarou preta e 46,7%, parda. Em 2012, os que se declaravam brancos eram 46,6% contra 45,3% de pardos e 7,4% de pretos.

Em 2016, 76,8% da população da região Sul se declarou branca, 18,7% parda e apenas 3,8% preta. Por outro lado, na região Norte, 72,3% da população se declarou parda, 19,5% branca e 7,0% preta. Na região com a maior proporção da população residente, a Sudeste, 52,2% da população se declarou branca, 37,6% parda e 9,0% preta.

Gráfico– Distribuição da população residente, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões – 2016

Nordeste tem menor percentual de domicílios (66,6%) com abastecimento diário de água pela rede geral e o Sul, o maior (98,1%)

Em 2106, havia 69,2 milhões de domicílios no Brasil, dos quais 86,0% eram casas (59,6 milhões) e 13,7% apartamentos (9,5 milhões). Desse total, 68,2% eram próprios e pagos (47,2 milhões); 5,9% eram próprios, mas que ainda estavam sendo pagos (4,1 milhões); 17,5% eram alugados (12,1 milhões); 8,2% eram cedidos (5,7 milhões); e 0,2% tinham outra condição (143 mil domicílios), como invasões, por exemplo.

Um total de 97,2% (67,3 milhões) de domicílios possuíam água canalizada, sendo que em 85,8% deles a principal fonte de abastecimento era a rede geral de distribuição. Deste contingente, em 87,3% dos casos a disponibilidade da rede geral era diária. Em termos regionais, o Nordeste foi a região que apresentou o menor percentual de domicílios com disponibilidade diária (66,6%), enquanto a Região Sul registrou o maior percentual (98,1%).

Gráfico– Percentual de domicílios por Grandes Regiões segundo a disponibilidade da rede geral de abastecimento de água – 2016

65,9% dos domicílios tinham esgoto através da rede geral ou de fossa ligada à rede

No Brasil, 98,4% dos domicílios (68,1 milhões) possuíam banheiro de uso exclusivo. Em 65,9% desses domicílios (45,6 milhões), o escoamento do esgoto era feito através da rede geral ou fossa ligada à rede, em 29,7% (20,6 milhões) por meio de fossa não ligada à rede e em 2,8% (2,0 milhões) de domicílios havia outra forma de esgotamento.

A região Sudeste apresentou o maior percentual de domicílios com escoamento do esgoto feito através da rede geral ou fossa ligada à rede (89,0%). Já o Nordeste(44,3%) e o Norte (18,9%) registraram os menores percentuais.

Gráfico – Percentual de domicílios por Grandes Regiões segundo a forma de esgotamento sanitário – 2016

Em 2016, 82,6% (57,2 milhões) dos domicílios tinham o lixo coletado diretamente por serviço de limpeza; em 7,7% (5,4 milhões) dos domicílios o lixo era coletado em caçamba de serviço de limpeza e em 8,2% (5,7 milhões) era queimado na propriedade.

A energia elétrica estava em 99,8% dos domicílios, fosse através da rede geral ou de fonte alternativa. A televisão estava presente em 97,4% dos domicílios e a geladeira em 98,1%.

Quase metade dos domicílios tinham carro

No Brasil, 47,4% domicílios possuíam carro, 21,8% tinham motocicleta e 10,4% possuíam ambos.

A posse de máquina de lavar roupa apresentou a maior diferença regional, com uma média nacional de 63,0%. O menor percentual estava na região Nordeste (33,5%), com as regiões Norte (41,4%), Centro-Oeste (67,1%), Sudeste (76,8%) e Sul (83,3%) a seguir.

63,6% dos domicílios tinham acesso à internet, a maior parte deles via celular

A pesquisa verificou também que em 92,3% dos domicílios, pelo menos um morador possuía telefone móvel celular, enquanto o telefone fixo convencional estava em apenas 34,5%.

Em 63,6% dos domicílios havia acesso à Internet. Quanto aos equipamentos utilizados para acessar a internet, os resultados foram: 60,3% por telefone celular; 40,1% por microcomputador; 12,1% por tablet; 7,7% pela TV; e 0,8% por outro equipamento.

O Sudeste tinha o maior percentual de domicílios com acesso à Internet, 71,7%. A região Norte registrou o menor percentual de domicílios com acesso através de microcomputador (20,9%) e a Nordeste, o menor percentual através de telefone celular (48,0%).

Gráfico – Percentual de domicílios com acesso à Internet por Grandes Regiões segundo o equipamento de acesso – 2016

“O grande truque do diabo é fazer-nos pensar que ele não existe”.Estas não são as palavras de um teólogo, nem mesmo de um santo: foram escritas pelo poeta francês Charles Baudelaire. A presença silenciosa, mas ativa de Satanás é como um câncer não detectado que, de uma forma desonesta e não percebida, corrompe um corpo e se instala em tantos órgãos quanto possível através de uma metástase letal.

Pe. Paolo Morocutti sabe muito bem disso. Ele é um exorcista da Diocese de Palestrina, uma das dioceses periféricas de Roma. Também é membro da AIE (Associação Internacional de Exorcistas, abreviado de seu nome em italiano) e professor de vários cursos para exorcistas.

Muitas pessoas gostariam de conhecer um exorcista para que pudessem aprender mais sobre o diabo. Aqui está um pouco do que aprendemos quando conversamos com o Pe. Marocutti.

Alguns teólogos são da opinião de que os exorcismos bíblicos – incluindo aqueles realizados por Jesus – foram simplesmente curas de doenças que, naquela época, eram consideradas influências espirituais. O que o senhor pensa sobre esse assunto?

Na verdade, essa questão foi resolvida há muito tempo. Acima de tudo, é uma questão de honestidade intelectual. A exegese bíblica cuidadosa e a teologia séria reconhecem claramente a diferença entre a forma como Cristo lida com pessoas doentes e a maneira como ele trata as pessoas possuídas nos Evangelhos. Ele usa duas abordagens totalmente diferentes.

O Catecismo da Igreja Católica contém um ensinamento claro sobre este assunto, e nenhum bom católico pode deixá-lo de lado. Finalmente, gostaria de me referir aos ensinamentos dos santos, que, com a vida de união com Cristo que viveram dentro da Igreja, confirmaram o Magistério de forma clara e inequivocamente.

Algumas pessoas defendem a extinção do ministério dos exorcistas, porque consideram que é uma usurpação do trabalho dos psicólogos. Como o senhor enxerga isso?

Eu leciono Psicologia Geral (na Faculdade de Medicina) e Cirurgia (na Universidade Católica do Sagrado Coração), e entendo bem a diferença entre as duas disciplinas. De acordo com a antropologia cristã, os seres humanos são sempre e em todos os lugares entendidos a partir de uma perspectiva integral e unida. As duas disciplinas não estão, de fato, em competição. Em vez disso, elas estão intimamente conectadas. Uma pessoa espiritualmente perturbada quase sempre precisa de apoio humano qualificado para interpretar a situação e avançar pacificamente. Quando o espírito é afetado, a carne também é afetada e vice-versa. O problema surge quando a Psicologia, especialmente a Psicoterapia, constrói suas convicções sobre conceitos antropológicos improváveis ou sobre os que estão longe do humanismo cristão.  Nesse caso, podem surgir dicotomias perigosas – ou, pelo menos, inconvenientes.

Quais os critérios usados para diferenciar casos psicológicos dos espirituais?

A sabedoria da Igreja, desenvolvida ao longo de milhares de anos através da formação de livros litúrgicos – que, entre outras coisas, faz parte do magistério oficial para nós católicos – estabelece um procedimento através do qual um sacerdote exorcista pode reconhecer o trabalho e a presença do diabo. Penso que é útil mencionar que, na última versão do rito, o exorcista é convidado a utilizar a ciência médica e psicológica para discernir melhor. Além disso, o rito indica como critério para reconhecera presença do maligno: falar línguas desconhecidas, saber ou revelar coisas escondidas e demonstrar força desproporcional à idade e ao estado natural do sujeito. Esses não são critérios absolutos; são sinais que, se identificados dentro de um quadro geral com atenção aos detalhes, podem ajudar muito um exorcista. É necessário dedicar muito tempo a ouvir a pessoa e fazer uma análise atenta do comportamento e hábitos de vida do sujeito. É importante concentrar-se mais na sua vida moral do que nos sinais, embora este último possa ser sempre uma grande ajuda.

Quais são os principais canais através dos quais a obsessão demoníaca ou a possessão podem surgir?

O canal principal é, definitivamente, o pecado – em particular, um estado de pecado grave, vivido deliberadamente e sem arrependimento. Essa condição geralmente expõe a alma à ação do diabo.

Além disso, os principais canais de ação de Satanás são: o esoterismo, a feitiçaria, o seguimento mais ou menos consciente de práticas filosóficas inspiradas nas religiões orientais ou, de alguma forma, incompatíveis com uma visão antropológica cristã e, finalmente, participação em grupos abertamente satânicos.

Frequentemente, essas realidades estão escondidas por ideologias aparentemente inócuas. Devemos ser cautelosos. Satanás nos seduz com falsa beleza, fazendo com que as coisas contrárias a Deus pareçam boas e inofensivas.

Ainda assim, no centro do processo de discernimento está sempre a ação moral de uma pessoa. Se uma pessoa age com retidão moral e permanece em estado de graça, buscando a verdade, é improvável que ele ou ela seja objeto de ação extraordinária do maligno. Obviamente, a vida de certos santos é uma exceção. Em alguns casos, devido à permissão especial de Deus, eles até experimentaram o combate com o diabo de maneira sangrenta.

O que o senhor aprendeu de positivo ao exercer este ministério que poderia deixar como lição e conselhos para nossos leitores?

Que o amor de Jesus Cristo por nossas almas é algo sério e que a alma deve ser protegida em um estado de graça, como o presente mais belo e sublime que Deus nos deu. Hoje, a sensação de pecado está desaparecendo cada vez mais, devido a uma compreensão profundamente equivocada da misericórdia. Neste ministério, entendi claramente que a Eucaristia, o sacramento da Confissão e o nosso amor por Maria Santíssima são os meios mais confiáveis para caminharmos sempre na graça e na verdade – e para sempre podermos apreciar a doce presença de Jesus em nossas almas.

Chega de “Senhor” e “Ele”. A palavra “Deus” pode ser suficiente, até porque é a única que é neutra do ponto de vista do gênero sexual. A Igreja da Suécia baniu da linguagem da liturgia os termos masculinos referidos a Deus, porque Deus não tem sexo. Não é um “Ele”, nem mesmo uma “Ela”, obviamente.

A medida da Igreja Nacional Evangélica Luterana chega ao término de uma reunião de oito dias da qual participaram 251 membros. Uma espécie de pequeno ‘Concílio Vaticano II’ em nível nacional, que também se ocupou de atualizar a linguagem de um livro de 31 anos, do qual eram tiradas as frases da liturgia, dos hinos e outros aspectos linguísticos. Isso entrará em vigor a partir do dia 20 de maio, dia de Pentecostes.

A Igreja da Suécia é a referência religiosa para 6,1 milhões de batizados em um país de 10 milhões. E talvez, não por acaso, tem à sua frente uma mulher, a arcebispa Antje Jackelén (foto) que lembrou que o debate sobre a linguagem começou ainda em 1986. “Teologicamente”, explica, “Deus está além dos gêneros. Ele não é humano.”

Algumas críticas foram feitas à escolha. Christer Pahlmblad, professor de teologia da Universidade de Lund, declarou que, assim, “subestima-se a doutrina da Trindade. Não é uma medida inteligente. A Igreja da Suécia será conhecida como a Igreja que não respeita a herança teológica comum”.

La Repubblica, 25-11-2017.

As 13 folhas escondidas debaixo da terra foram reencontradas e “limpas” graças às novas tecnologias. Marcel Nadjari, no campo de concentração, estava no Sonderkommando: era forçado a lidar com os deportados destinados às câmaras de gás.

“Como eu poderia temer a morte, depois de tudo o que eu vi aqui?” Nas suas cartas do inferno na terra, o campo de concentração de Auschwitz, Marcel Nadjari conta. Ele, um judeu grego, estava no campo de concentração como deportado, junto com seus pais e a irmã Nelli, que morreram logo depois do seu ingresso. Os seus textos, por mais de 70 anos, nunca foram lidos por ninguém.

Treze folhas arrancadas de um caderno, escritas na urgência de contar o horror que ele estava vivendo e do qual havia sido forçado a se tornar também parte ativa. Os nazistas o colocaram no Sonderkommando, aquele grupo de prisioneiros que geriam a “eliminação” dos deportados nas câmaras de gás. Uma tarefa terrível: acompanhá-los à morte, depois mover os corpos, cortar os cabelos, recolher os dentes de ouro e, por fim, queimar os restos.

A pior parte é a primeira, quando os prisioneiros destinados à solução final lhe perguntam aonde estão indo e o que acontece naqueles edifícios. “Para as pessoas cujo destino estava marcado, eu disse a verdade.”

Uma vez nus, os prisioneiros iam para a câmara de morte, com os chuveiros falsos de onde saía o gás. “Eles eram forçados a entrar às chicotadas, e depois as portas eram fechadas.”

Marcel torna-se, de perto, a testemunha da loucura nazista. Ele não tem medo de morrer, ao contrário, está convencido de que isso aconteceria em breve. E, por isso, decide confiar seus pensamentos a folhas de papel que, depois, esconde debaixo da terra. Uma recordação da sua presença e uma advertência para a humanidade que viria depois dele.

Um testemunho importante encontrado por acaso em 1980 por um estudante polonês que participava de uma escavação. O documento, que havia ficado nada menos do que 36 anos debaixo da terra, estava muito arruinado, quase ilegível.

Somente hoje, graças às novas tecnologias e ao avanço da informática, os escritos de Marcel foram finalmente traduzidos, contando uma das páginas mais atrozes do campo de extermínio.

“Todas as vezes que matam, eu me pergunto se Deus existe”, afirma ele em uma das folhas. Em outra, Marcel escreve que se arrepende de duas coisas: não ter conseguido se vingar e não ter podido dar aos outros prisioneiros uma morte mais digna e “humana”.

O historiador russo Pavel Polian, que trabalhou na tradução do documento, fez outra descoberta inesperada: Marcel sobreviveu graças ao caos provocado pela chegada do exército russo, que obrigou os responsáveis pelo campo de concentração a transferir os prisioneiros para outros campos.

Transferido para a Áustria, depois da vitória dos aliados, Nadjari foi libertado. Ele se refugiou nos Estados Unidos, onde se casou e trabalhou como alfaiate em Nova York. Morreu em 1971. Deixou uma filha, a quem foram entregues as folhas escritas pelo pai.

Agora, o precioso testemunho viajará pelas sinagogas – ele já foi lido na de Tessalônica, cidade natal da família Nadjari – para falar daquilo que Marcel queria transmitir: um pensamento de fraternidade e de solidariedade, sobretudo na dor.

La Repubblica

Foto de como foram encontrados os manuscritos.

O canal Disney XD apresentou a primeira “princesa travesti” na mesma série de animação que já gerou controvérsia por apresentar pessoas do mesmo sexo se beijando. Segundo o site especializado EW, o mais novo episódio de “Star vs. as Forças do Mal” mostra o personagem Marco Diaz assumindo a identidade de uma princesa chamada Turdina. 

“Marco está prestes a revelar a verdade aos outros alunos quando a diretora do Reformatório, Srta. Heinous, o desmascara, puxando a camisa dele para revelar os pelos em seu peito. Mas as outras princesas ficam ao lado de Marco”, detalhou o EW.

“Isso não prova nada. As princesas podem ser peludas”, grita uma das princesas. “O que importa se ela é um menino? Nada que ela disse estava errado”, exclama outra.

Ouve-se o argumento e outra das princesas: “Turdina é um estado de espírito. Ele pode ser uma princesa se ele quiser!”

A editoria LGBT do influente site Huffington Post classificou a cena de “um momento bonito, que poderia ser extremamente influente para as crianças que estão absorvendo as ideias sobre o que significa ser um menino ou uma menina – ou qualquer outro gênero – e o que alguém pode ou não fazer dependendo de como ele se identifica”.

No início do ano, essa mesma série da Disney XD apresentou uma cena com vários casais gays se beijando.

Grupos conservadores, como a Associação de Famílias da América (AFA), advertiram que a Disney apresentar personagens homossexuais para crianças é algo perigoso e pode ter “consequências graves e eternas”.

“Não é certo a Disney querer assumir o papel dos pais e decidir quando exibir a nossas crianças esses ‘estilos de vida alternativos’. Não estou dizendo que é errado que as crianças saibam que gays e lésbicas existem, mas são os pais que deveriam explicar isso a elas. A Disney não deveria impor esse assunto”, disse Ed Vitagliano, vice-presidente executivo da AFA.

Outro canal do grupo, o Disney Channel recentemente apresentou o primeiro personagem gay adolescente na série infantil “Andi Mack”. A nova temporada do programa vai mostrar a “trajetória de autodescoberta” do personagem Cyrus (Joshua Rush), um menino de 13 anos que possui “sentimentos românticos” por Jonah (Asher Angel).

A criadora do show, Terri Minsky, explicou que seu objetivo era fazer de Andi Mack um programa “apropriado para todos os públicos” e, ao mesmo tempo, enviar uma “mensagem poderosa sobre inclusão e respeito pela humanidade”.

Via G Prime

Fonte:  Christian Post 

Escrevo esta coluna no Dia de Ação de Graças, o feriado mais importante do ano aqui nos Estados Unidos. Nesse dia, milhões de americanos cruzam o país por terra ou pelo ar para passar alguns dias com suas famílias. É o momento de avós reverem filhos e netos, de irmãos se reencontrarem, de amigos de infância se reunindo mais uma vez. Mas é, principalmente, dia de agradecer.

A história mais difundida sobre esse feriado diz que o primeiro Dia de Ação de Graças foi comemorado em 1621, quando colonizadores e índios americanos celebraram juntos a festa da colheita de outono em Plymouth. No entanto, há registros anteriores a essa data de celebrações semelhantes, como a do espanhol Pedro Menéndez de Avilé, que convidou os membros de uma tribo indígena local para celebrar uma missa seguida de um jantar, agradecendo a Deus pela chegada segura de sua tripulação à Flórida. Esse encontro se deu em Saint Augustine, cidade mais antiga dos Estados Unidos, no ano de 1565.

Sem deixar de lado a relevância dos registros históricos, o que realmente importa nesse feriado tão querido aos americanos é o seu caráter de agradecimento. Em um mundo em que homens se gabam por seus feitos, em que as pessoas enchem as mídias sociais com evidências fotográficas e filmográficas de suas realizações, e em que o humanismo tem sido levado ao extremo e soterrado a cultura de adoração e prostração ao divino, o ato de agradecer a Deus pelas bênçãos conquistadas chega a parecer algo impróprio, digno apenas dos fracos e fracassados. Além disso, o homem contemporâneo é marcado pela crença de que cada pessoa é capaz de criar seu próprio destino, e que cada dia que amanhece é um novo ponto inédito na linha infinita do tempo.

Essa noção linear de tempo não é, de forma alguma, a noção que prevaleceu no decorrer da história humana. Os antigos entendiam que tudo é cíclico, entendimento esse que tem muito mais respaldo no mundo real que a noção de tempo linear. Que o digam as estações do ano, as órbitas dos planetas e da lua, as repetições infindáveis dos fenômenos naturais, os batimentos cardíacos de cada um de nós e assim por diante. Nesse contexto, cada colheita de outono era recebida com muito agradecimento a Deus, pois seria a garantia de um inverno com comida e mantimentos.

Hoje, celebramos a “vitória” sobre os ciclos. Não importa se está nevando ou se o sol derrete o asfalto lá fora, os supermercados estão sempre cheios de tudo o que precisamos. Nossos sistemas de aquecimento e resfriamento mantêm a temperatura de casa e de locais públicos sempre no ponto ideal. O sujeito que sente fome no meio do dia pode parar em qualquer lanchonete ou restaurante e suprir suas necessidades até mesmo com pouco dinheiro no bolso. O mundo do século 21 é definitivamente menos convidativo ao agradecimento que o mundo dos séculos anteriores. E é justamente por isso que é tão importante entender a debilidade do ser humano e como isso se traduz na necessidade de sermos gratos.

Mas, infelizmente, parece que somente quando somos confrontados de forma traumática por essa realidade é que a compreendemos mesmo. Pessoas que passam por experiências como perder alguém querido por conta de um acidente, sofrer uma devastação por causa de uma tragédia da natureza ou ser acometido por uma doença grave ou incurável, só para citar três exemplos, têm muito mais facilidade de entender o que essa debilidade significa. Somos fracos, pequenos e incapazes de controlar nosso destino, mas trezentos anos de iluminismo nos fizeram crer no contrário.

A você, leitor ou leitora que acompanha este colunista, deixo um convite à reflexão. Não o deixo como alguém que fala sem experiência própria; muito pelo contrário. Desde muito cedo, me identifiquei com a noção do homem que cria seu destino. Sempre acreditei que poderia moldar meu futuro exatamente do jeito que eu determinasse. Quando conquistava algo, em vez de agradecer eu usava a conquista mesma para turbinar minha autoestima e minha certeza de competência profissional. Até que vieram a morte de meu pai num acidente de motocicleta, a falência do primeiro casamento, o declínio financeiro, a pedra no rim, a mudança de país, além de tantas outras experiências menores mas igualmente esclarecedoras de minha debilidade e fraqueza. Hoje, em vez de me vangloriar quando algo vai bem, agradeço a Deus; em vez de crer na sorte, creio na providência; em vez de me sentir competente, me sinto abençoado. Só assim sou capaz de enfraquecer as partes baixas da minha alma e fortalecer as partes altas, aquelas que se conectam diretamente ao divino; só assim posso dizer que sou feliz.

Feliz Dia de Ação de Graças.

Flávio Quintela

Susanne Pelger é uma ativista LGBT com muito reconhecimento na Suécia. Ela tem doutorado em genética e é professora de biologia e matemática na Universidade de Lund. Nas últimas semanas ela ficou no centro de um debate sobre a sexualização precoce de crianças.

O motivo foi seu polêmico livro sobre transexualidade direcionado para a primeira infância. Com o título de Hästen & Husse [O Cavalo e seu Pai], a obra de 31 páginas conta a história de um cavalo que deseja ser um cachorro e se comporta como tal. O dono do cavalo é um homem que se veste de mulher e usa maquiagem.

A autora diz que o objetivo do livro é ensinar às crianças o mais cedo possível que elas podem ser “o que elas quiserem”. Assim como um homem pode chegar do trabalho, tirar o terno, colocar um vestido e maquiagem, o cavalo pode se comportar como um cachorro, roendo ossos e perseguindo gatos.

Com a ampla distribuição nas pré-escolas do país, Pelger comemora o interesse de editoras europeias em traduzir a obra para outras línguas.

A Suécia é um país conhecido pela sua posição liberal sobre a ideologia de gênero. A posição de Pelger é que o tema deve ser tratado na pré-escola pois ela teria conhecido vários alunos que passaram por um “realinhamento sexual” com idade muito baixa. Ela diz que a maioria tinha vergonha por não se sentirem “ajustados à norma, o que cria um sentimento de solidão e insegurança”.

Cavalo quer ser cachorro – Hästen & Husse

Com o discurso militante afiado, a autora afirma que a orientação sexual não se limita à opção binária de “menino ou menina”. Para ela, não se trata de sexualização infantil pois ela não fala sobre a relação sexual em si. “O tema ainda há um grande tabu, é um campo minado”, avalia.

Aprovado pelo ministério da educação da Suécia, Pelger diz que somente as imagens normalmente já servem para uma discussão animada em sala de aula.

Ela leu o livro para algumas crianças e fazia perguntas do tipo “Um homem pode usar um vestido e pintar seus lábios?”, ao que as crianças geralmente respondiam “Sim”, afirma.

Conforme reportou recentemente a rede CNN, há um forte movimento na Suécia para se usar nas escolas o pronome neutro “hen” para todos os alunos, independentemente do seu sexo.

“Hen” é um novo pronome, que seria um meio-termo entre “han” (ele) e “hon” (ela). Ele é utilizado para fazer referência a uma pessoa sem revelar seu gênero, seja porque é desconhecido, porque a pessoa é transgênero ou porque quem fala ou escreve considera supérfluo referir-se ao gênero.

No Brasil já existem movimento que tentam popularizar o “e” em substituição aos tradicionais “o” para palavras masculinas e “a” para palavras femininas. Não é incomum encontrar-se textos que se referem a “todes”, “menines”, “queride”, “bonite” nas redes sociais e em textos que pretendem apresentar uma linguagem “inclusiva” por aqui também.

 Sputnik News   Via G Prime

Uma declaração conjunta de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), classificou de “retrocesso” a provável aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 181, mais conhecida como “PEC da Vida”. Caso passe pelo plenário da Câmara dos Deputados, poderá barrar o aborto no país, agenda que vem sendo empurrada pela esquerda desde o primeiro governo Dilma Rousseff.

Dizer que o aborto já é legal no Brasil é um exagero, uma vez que não há lei específica sobre isso. O que existe é uma decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que não viu crime a interrupção voluntária da gestação durante o primeiro trimestre. Para ter força de lei, a decisão precisaria ser tomada pelo plenário do STF como um todo, o que nunca aconteceu.

No comunicado, a ONU alega que a proibição do aborto colocaria em risco a saúde física e mental de mulheres e meninas, o que pode constituir “tortura, e/ou tratamento cruel, desumano ou degradante.”

O executivo vem mantendo silêncio sobre a discussão. Mas chama atenção que o tema tenha mobilizado organismos internacionais. A agenda abortista das Nações Unidas é antiga. A organização promove anualmente o Dia de Ação Global para o Acesso ao Aborto Seguro e Legal.

texto da PEC 181 aprovado na Comissão especial, pede uma mudança na Constituição para que a vida seja considerada inviolável desde a concepção e não mais como é hoje, somente após o nascimento. A proposta ainda precisa seguir para o Plenário. Para sua aprovação são necessários 308 votos, em dois turnos.

Diferentes juristas vêm debatendo os efeitos da aprovação da PEC, já que essa mudança poderia redefinir as situações em que uma interrupção da gravidez seria permitida. Pelas atuais regras, o aborto não é punido em três casos: gravidez resultante de estupro; quando há risco de a mãe morrer se levar adiante a gravidez; ou quando o feto sofre de anencefalia.

Os especialistas acreditam ainda que a palavra final poderia ficar com o STF, pois devem ser impetradas ações que questionariam a constitucionalidade da emenda.

Fonte: Estadão e G1   Via G prime