Após meses de preparação, finalmente chega o grande dia. É um monte de coisas para checar. E, geralmente, no topo da lista, está a escolha do profissional que vai fotografar o seu casamento.

Representando uma parte bastante pesada do orçamento, o fotógrafo tem a importante missão de capturar as emoções desse dia, para que você compartilhá-lo com seus entes queridos nas próximas décadas. E se você der a sorte de encontrar um fotógrafo realmente bom, ele poderá ir muito além do registro da beleza física para mostrar a verdadeira essência desse dia: a beleza bruta, que é o amor. E o casamento não é sobre isso?

Recentemente, o fotógrafo James Day nos fez lembrar disso com suas imagens emocionantes do casal australiano Adrian e Roslyn. A atitude do fotógrafo levou os noivos às lágrimas no dia do casamento. Ele queria fazer fotos do casal na frente de um lindíssimo pôr do sol. Porém, enquanto ele preparava a câmera, a luz e o enquadramento, ele sentiu que tudo aquilo “não era o suficiente”. No Facebook, James explicou: “Quando a luz ficou incrível, eu abandonei tudo o que eu sabia, fui até eles e disse: ‘Pessoal, pare de posar. Apenas aproveite seu primeiro pôr do sol juntos, como marido e mulher.”

É verdade! No dia do casamento os noivos ficam tão estressados com tanta coisa para organizar que, às vezes, se esquecem de que esse dia marca o início da vida a dois. Por isso, faz sentido que os novos cônjuges demorem algum tempo para admirar a Mãe Natureza.

Mas o fotógrafo foi ainda mais longe e fez uma pergunta ao noivo. Uma pergunta que todas as noivas e todos os noivos deveriam se fazer ao assumir o compromisso do Matrimônio: “Com bilhões de pessoas no planeta, você escolheu passar o resto da sua vida com Roslyn. Você pode dizer-lhe o motivo?”

James conta que fez o noivo sussurrar a resposta no ouvido da noiva “porque aquilo só interessava aos dois. Eu queria que eles compartilhassem aquele momento privativamente.”

E enquanto Adrian contava para que sua noiva o que o fez escolhê-la, Day se afastou e conseguiu o registrar o lindo momento em que as lágrimas escorriam pelo rosto de Roslyn.

Embora nunca saibamos o motivo pelo qual ela foi a escolhida entre bilhões de outras mulheres, a foto demonstra o amor puro que uniu estes dois em matrimônio.

Enfim, a pergunta de Day é propícia para o início da vida do casal. Mas também pode ser feita por todos os maridos e mulheres ao longo da vida conjugal. Imagine acordar no dia de seu aniversário de casamento com um pequeno bilhete, explicando o motivo pelo qual você foi o escolhido ou a escolhida entre bilhões de pessoas. Ao longo dos anos, as razões podem mudar do superficial “porque você faz o melhor café” para o mais significativo “porque você acende meu dia, mesmo quando está escuro lá fora”.

#FicaAdica

Além de ser o país mais violento da América Latina, o México é o local onde mais se matam padres. Nos últimos quatro anos, 18 sacerdotes foram assassinados no país – a lista quintuplicou na última década. O aumento de assassinatos coincide com um pico de violência que atinge a todos e que até o momento deixou mais de 21 mil mortos apenas em 2017 até o momento – um dos anos mais violentos dentre os últimos.

Nos últimos quatro anos, foram denunciadas pelo menos 520 ameaças a padres, 17 assassinatos e 25 atentados contra seminaristas, segundo o Centro Católico Multimeios (CCM). O relatório ainda aponta que dois padres estão desaparecidos e dois foram vítimas de sequestros frustrados.

De acordo com Centro, pelo nono ano consecutivo, o México é considerado o país mais perigoso para exercer o sacerdócio. Ainda segundo o CCM, essa onda de violência é marcada pela falta de investimentos na segurança pública.

O texto do órgão ligado à Igreja diz que “os agentes pastorais no México são cada vez mais vulneráveis à crescente onda de agressões, assassinatos e sequestros, posto que as autoridades lhe entregam pouca ou nenhuma proteção contra atentados, sobretudo em zonas de alto risco onde prolifera a insegurança e operam grupos do crime organizado”.

Matéria publicada esta semana no jornal El País, atualiza os dados e relata que no último ano, os religiosos mexicanos receberam 800 ameaças de morte – 50% a mais em relação a 2016. Mas, entre os especialistas que há anos analisam a violência religiosa, chamam a atenção a crueldade e a brutalidade dos crimes.

Segundo Omar Sotelo, fundador do centro, que tem o aval da Igreja e se dedica a estudar o assunto, “os sacerdotes se somam às estatísticas porque são pessoas que incomodam o crime organizado, já que denunciam os políticos, ajudam os imigrantes, socorrem osferidos e conhecem bem as pessoas de seus vilarejos”. Ele diz ainda que “a figura do sacerdote se dessacralizou como o guia e o pastor da comunidade. Com o assassinato de um sacerdote, manda-se uma mensagem clara de que se eu mato um padre posso matar qualquer pessoa”, resume o religioso.

“Antes éramos intocáveis, diz Solalinde”

padre Alejando Solalinde é provavelmente o sacerdote mais ameaçado do México. “Nós, padres, antes éramos intocáveis, mas a violência se tornou mais democrática e se romperam todos os limites”. Um dos sacerdotes que corre risco de vida, o mexicano que ganhou Prêmio Nacional de Direitos Humanos de 2012, afirma que tem repetidamente denunciado as ameaças recebidas aos meios de comunicação, e agora com o livro I narcos mi vogliono morto (Os narcos me querem morto), também publicado na Espanha, com o título “Uma vida em risco”, quer mostrar ao mundo o que acontece com os migrantes, a conivência do crime organizado com o “crime autorizado”.

Na entrevista, ele explica que os padres são incômodos para o governo e os cartéis porque entram no meio negócios e dinheiro. “Os migrantes são mercadoria para eles. Se você defende os direitos humanos, apresenta denúncias e protege as vítimas, atrapalha os negócios. Eu tenho a sorte de ainda estar vivo, mas existem 106 ativistas de direitos humanos vítimas de assassinato, assim como muitos jornalistas, que no México foram assassinados. Estamos em perigo, mas quem tem consciência vai lutar enquanto estiver vivo”, declarou.