Mais de 50% da população mundial tem acesso à internet. Quem atua como força motriz são principalmente as mídias sociais. Essa é a fotografia oferecida pelo Report Digital In 2018, lançado anualmente pelas organizações We Are Social e Hootsuite para analisar o cenário social e digital em nível global.

De uma população de 7,593 bilhões de pessoas, mais de quatro bilhões se conectam regularmente à internet, com crescimento de 7% em relação a janeiro de 2017.

As mídias sociais desempenham uma parte fundamental nesse crescimento, com quase 3,2 bilhões de pessoas ativas graças a elas (mais 13% em relação a 2017). Além disso, o uso das mídias sociais em dispositivos móveis aumentou 14% anualmente. A previsão para 2018 é que as pessoas passem online, no total, um bilhão de anos, dos quais 325 milhões serão apenas nas mídias sociais.

A distribuição do acesso à internet continua sendo desigual entre as várias áreas do planeta. Na África central, por exemplo, pouco mais de uma em cada dez pessoas usa a rede, enquanto a Europa do Norte lidera o ranking com 94% da população conectada. Na Europa meridional, a taxa cai para 77%, enquanto na América do Norte é de 88% e, na Ásia oriental, 57%.

Ao mesmo tempo, foram justamente alguns países africanos que registraram os aumentos mais acentuados no acesso à internet em 2017: o continente negro, no seu conjunto, deu um salto de 20%, arrastado pelo Mali (o número de usuários aumentou quase seis vezes), Benim, Serra Leoa, Níger e Moçambique (todos mais do que dobraram em comparação com 2016).

Jornal L’Osservatore Romano.

Dia desses acordei repetindo um trecho de uma das mais poderosas frases do psiquiatra Carl Jung, e fui procurar a frase completa na internet. Desde então, tenho me reconectado com seu sentido, tentando absorver sua essência e trazendo seu ensinamento para todos os setores da minha vida. A frase diz: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

Como eu disse, o sentido dessa frase pode ser aplicado a inúmeros setores da minha e da sua vida. Trabalhando como dentista no SUS, tenho que ter consciência que, além de toda técnica e conhecimento que tenho, além de toda responsabilidade e cumprimento de protocolos, além de todo profissionalismo e senso de dever, sou uma alma humana tocando outra alma humana.

E isso tem que ser maior que qualquer regra, filosofia, teoria, intenção ou sabedoria. Naquele momento, alguém cuida de alguém, mas acima de tudo tem que prevalecer a igualdade e a empatia. A compreensão e a sintonia. A humildade e muita humanidade.

Porém, de vez em quando estamos do lado oposto. Temos a tendência de imaginar que o outro é bem maior que nós, bem mais sucedido, bem mais feliz… só porque aparenta ter a vida mais cheia de filtros no Instagram, mais abarrotada de conhecimento e conquistas, mais repleta de afetos e possibilidades, mais adequada e notável.

O que ninguém nos conta é que todos nós estamos nus. Cada um de nós tenta, dia a dia, sobreviver às próprias batalhas, encontrar sentido, vencer as próprias prisões, superar os próprios obstáculos, afugentar as dores e tentar viver o presente da melhor maneira possível. Cada um de nós tenta se vestir, camuflar ou fantasiar da melhor maneira que pode, sem imaginar que somente se despindo estará mais próximo do que é de fato, e muito mais perto de Deus.

Você tem que entender que não é preciso impressionar ninguém. Tem que entender que quando tenta convencer alguém sobre sua felicidade, seus dons ou qualidades, está se afastando de quem é de fato. Está dando asas à vaidade, ao ego, e não à sua felicidade.

É preciso aprender a ser simples. Aprender que nessa vida não há homens ‘deuses’, nem superpoderosos, nem donos da verdade e muito menos gente isenta de defeitos. E que se alguém se apresenta dessa maneira, com arrogância, superioridade e prepotência, não cabe a você tentar fazer o mesmo para se igualar. Saiba que, assim como você, ele é “apenas” outra alma humana. Ao desconstruir esse mito, passamos a enxergar todos, sem exceção, como nossos semelhantes. E assim respiramos aliviados, pois descobrimos que ninguém é muita areia para o caminhão de ninguém.

Um relacionamento bem-sucedido requer mais do que beijos e declarações de amor. Requer entrega, e ao se entregar de verdade, você se torna um pouco vulnerável também. Porque no fim das contas, você estará nu, não somente por fora, mas (e talvez essa seja a parte mais difícil) por dentro também.

Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos medos, inseguranças e travas internas e assumir os riscos de ser quem é, com tudo de bom e ruim que existe por trás da sua necessidade de ser aceito e ser amado.

Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir da necessidade de comparar a sua vida com a dos outros, e do constrangimento de não ter todos os seus ideais alcançados. Precisará assumir que também fica triste, que dá preguiça ir à ginástica todos os dias, que chora em cerimônias de casamento, que não tem paciência para discutir a relação, e que se sente sozinho a maior parte do tempo.

Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos filtros e se despedir da necessidade de aprovação a todo custo. Terá que entender que é somente uma alma humana, e como tal não carrega passaporte, diplomas ou medalhas.

Terá que baixar a guarda, simplificar a aparência, ampliar o sorriso e abrir o coração. Só assim atrairá a “pessoa certa”, pois como já foi dito por alguém, “semelhante atrai semelhante”. E no final, você se sentirá recompensado, não somente pelos beijos, química e risadas, mas pela possibilidade de estar com alguém que conhece – e aceita – sua alma nua…

(via A soma de todos os afetos)