Governo francês estuda prolongar a licença paternidade na França, Hoje os homens podem tirar até 14 dias corridos nos quatro primeiros meses de vida do bebê. O Ministério do Trabalho pretende dilatar esse prazo para aproximar a França de países mais avançados, como a Alemanha ou a Suécia.

Em novembro do ano passado, o presidente Emmanuel Macron havia anunciado que a igualdade entre homens e mulheres seria a principal “causa nacional” de seu mandato. O projeto de ampliação da licença paternidade será uma das ações.

Atualmente, os homens franceses têm direito a três dias de folga no nascimento do bebê, mais 11 dias corridos que podem ser solicitados até o quarto mês de vida da criança a título de licença paternidade. Um outro benefício chamado “licença parental” pode ser acumulado.

Até o terceiro ano de vida da criança, o pai pode pedir à empresa para se afastar do trabalho por seis meses, com a garantia de que retomará seu emprego no final desse processo. Neste caso, a remuneração prevista é, no entanto, tão baixa que apenas 4% dos homens franceses se afastam do trabalho para participar da criação dos filhos pequenos. O afastamento da vida profissional até que a criança atinja a idade escolar acaba uma opção das mulheres, mas esta é uma das razões de desigualdade.

Na sociedade civil, a discussão borbulha. No ano passado, um engenheiro em informática parisiense – sem filhos – lançou um abaixo-assinado pedindo às autoridades para ampliar de 14 para 30 dias a licença paternidade. Até agora, a petição recebeu 80 mil assinaturas.

Muitos homens consideram os 14 dias de licença paternidade insuficientes para conhecer os filhos e ajudar as mulheres após o parto. A França não é um país que conte com empregadas domésticas, cabendo realmente aos pais a tarefa de cuidar dos filhos.

O psiquiatra francês Serge Hefez, citado pela revista L’Obs, diz que é muito interessante estabelecer desde cedo a ligação entre o pai e o bebê.

A Islândia, com seus 334 mil habitantes, lidera o ranking mundial de igualdade entre homens e mulheres. Há 18 anos, os casais islandeses têm direito a nove meses de licença após o nascimento ou a adoção de uma criança. A mãe tem três meses para ela, o pai também e os três meses restantes, eles dividem de acordo com a conveniência.

Em termos de remuneração, os islandeses recebem até 80% dos salários e são pagos por um fundo alimentado pelos empregadores. Esse sistema flexível, que dá ao casal a liberdade de se organizar como quiser, levou 90% dos homens islandeses a aproveitar a licença paternidade de três meses. Segundo um estudo da Universidade de Reykjavik, as mães islandesas costumam pegar 180 dias de licença e os pais, 100 dias.

O sistema islandês inspirou a Suécia, que oferece 480 dias de licença neonatal a serem divididos entre o pai e a mãe. A Alemanha é bem generosa também, com 420 dias entre os dois genitores. Na lista de países que estão próximos à média da França, Portugal oferece 20 dias para os homens e a Espanha, 28 dias. Na Europa, os países menos avançados nessa área são a Grécia, com apenas dois dias de licença paternidade e a Itália, com quatro dias.

Radio France Internationale Via C. Capital

Recentemente, eu entrevistei uma pessoa cuja experiência com cirurgias de mudança de gênero foi tão extrema que o levou a entrar no livro Guinness dos recordes mundiais como o maior número de cirurgias de redesignação de sexo feitas por apenas uma pessoa.

A história de Blair Logsdon é um alerta para qualquer pessoa que esteja considerando atualmente o uso de hormônios e a cirurgia de mudança de sexo para se sentir melhor consigo mesmo. 

Logsdon passou por 167 cirurgias entre 1987 e 2005 em sua busca para resolver sua disforia de gênero.

Em uma manhã fria e nevada de dezembro em um café de Maryland, ele partilhou comigo a sua história. 

Em 1987, aos 26 anos, ele passou pela primeira de muitas cirurgias cosméticas para mudar a aparência de seu sexo/gênero masculino para o transgênero feminino. Em alguns meses, ele disse ter se arrependido profundamente de se tornar uma mulher trans. 

Nos cinco anos seguintes, ele sofreu em sua vida como mulher antes de passar por uma cirurgia de mudança genital para restaurar o seu eu masculino. 

Mas ele ainda não estava em paz com seu gênero. 

Com a disforia de gênero ainda presente e se sentindo inseguro, Logsdon passou por outra cirurgia de mudança de sexo e voltou a se identificar como uma mulher trans. 

Os médicos, aparentemente com total e completa desconsideração do bem-estar emocional, psicológico e sexual de Logsdon, ignoraram a sua óbvia angústia com as cirurgias cosméticas anteriores e foram adiante com os seus pedidos por mais. 

Logsdon disse que continuava a ter arrependimentos sobre as cirurgias feminizantes, mesmo sentindo que precisava de mais, preso em um ciclo de esperança seguido por decepção. 

Até 2005, sete cirurgiões plásticos haviam realizado 167 cirurgias de afirmação de sexo em seu corpo, enchendo suas contas bancárias com a soma de mais de 220 mil dólares e o deixando, em suas palavras, “desfigurado”. 

Logsdon disse se arrepender de todas as 167 cirurgias. Não mais se voltando a cirurgiões para descobrir o seu “verdadeiro eu”, ele encontrou o seu verdadeiro eu masculino ao seguir Jesus Cristo. 

Eu não culpo Logsdon nem um pouco neste caso. Os médicos e cirurgiões falharam em sua responsabilidade de “primeiro, não causar dano” – como o Juramento de Hipócrates diz – e lucraram indevidamente com as 167 cirurgias desfigurantes. Ainda assim, eles não serão responsabilizados por má conduta médica ou negligência contra este bom homem. 

Em algum momento, esses cirurgiões deveriam ter recusado os pedidos por mais cirurgias e protegido Logsdon de se machucar ainda mais. Ao invés disso, eles escolheram tirar vantagem de sua psique emocional, psicológica, sexualmente não saudável e instável. 

Nós, enquanto sociedade, também falhamos com pessoas transgênero ao ocultar a verdade deles na crença de que dizer a verdade é de alguma forma ofensivo e odioso. Não – seguir evidências não é discurso de ódio, mas a fundação da pesquisa científica. 

Diversas verdades centrais têm sido relegadas à categoria de discurso de ódio. Por exemplo: 

Não há nenhuma evidência objetiva que mostre que pessoas transgênero existem além das sensações da pessoa e a sua imaginação disfórica de gênero. 

Sentimentos fortes e persistentes de ser do sexo oposto não são baseados na biologia (“ter nascido assim”), mas são originados de fatores emocionais, psicológicos ou sexuais. 

Ignorar os protocolos de efetivo diagnóstico psicológico prejudica pessoas trans porque garante que eles não terão um tratamento efetivo para distúrbios coexistentes. 

A verdade: Psicoterapia é importante 

Nos últimos 50 anos, a ideologia transgênero cresceu progressivamente mais mortal e destrutivamente enquanto ceifa vidas através do suicídio, destrói casamentos e relações familiares (incluindo a minha) e agora espera que toda a sociedade rejeite a verdade física sobre sexo e gênero em locais públicos e interações sociais, sob a ameaça de ostracização e processo legal. 

Às pessoas trans é fornecido apenas um remédio: aceitar totalmente uma ideologia alternativa de gênero/sexo que tenta redefinir o seu gênero/sexo e promete a cura. 

Quando os protocolos de terapias hormonais e cirúrgicas e as mudanças de estilo de vida falham em trazer alívio àqueles que experienciam a disforia de gênero, como Logsdon descobriu, frequentemente o que resta é a depressão, desespero e arrependimento, levando alguns a tentar suicídio. 

Médicos deveriam focar em descobrir os distúrbios paralelos que frequentemente se colocam como a raiz da identidade distorcida de pessoas transgênero. Esses normalmente incluem alcoolismo, uso de drogas, depressão crônica e distúrbios de personalidade

Encontrar essas disfunções é o resultado do engajamento em uma psicoterapia efetiva, não cirurgia. 

Fornecer primeiro a psicoterapia no tratamento de disforia de gênero poderia ser um fator chave em reverter os chocantes 41% na taxa de suicídios entre pessoas transgênero. 

Isso poderia também reduzir o número de pessoas que buscam a automutilação em uma tentativa de encontrar paz interior, e assim prevenir essas pessoas de se afundarem em arrependimento. 

Eu tenho certeza que irei gerar polêmica ao compartilhar a verdade publicamente aqui. Mas salvar uma vida vale a pena. 

Se você viu o filme de 1992, “A Few Good Men” (“Questão de Honra” em versão brasileira), vai se lembrar da importante cena do tribunal onde o Cel. Nathan Jessup (interpretado por Jack Nicholson) grita ao advogado de interrogatório (interpretado por Tom Cruise) a famosa frase, “Você não consegue aguentar a verdade!” 

O mesmo pode ser dito àqueles que declaram que o único tratamento para a disforia de gênero é afirmá-la, colocar os pacientes em terapia hormonal e realizar cirurgias de mudança de sexo: “Vocês não conseguem aguentar a verdade!”

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Walt Heyer é um autor e palestrante. Através de seu site,SexChangeRegret.com, e seu blog, WaltHeyer.com, Heyer aumenta a consciência pública sobre aqueles que se arrependem da mudança de gênero e as conseqüências trágicas sofridas como resultado.

Artigo publicado originalmente no site Daily Signal. Republicado em português com autorização, via Gazeta do Povo