Em busca do tetracampeonato, a seleção portuguesa de futsal de sacerdotes católicos estreou na terça-feira, 6 de fevereiro, na 12ªedição do Campeonato da Europa de Futsal de Padres, que em Brescia, na Itália.

Antes de iniciar a competição, o grupo participou na segunda-feira, 5 de fevereiro, de uma Santa Missa.

Agora, a equipe enfrenta inicialmente em seu grupo a seleção da casa, a Itália, além do Cazaquistão e da Hungria. O campeonato, que vai até esta quinta-feira, conta com 16 times no total.

Em declarações à Agência Ecclesia do episcopado de Portugal, o capitão da seleção portuguesa, Padre Marco Gil, reforçou que a equipe está empenhada para alcançar o quatro título consecutivo e se esforçou na preparação.

O tricampeonato dos padres portugueses foi conquistado em 2017, na Croácia, após vitória de 3 a 0 contra a Bósnia-Herzegoviza.

A seleção portuguesa de futsal de padres católicos tem como treinador Pe. Manuel Fernando, da Paróquia de Alfena, na Diocese do Porto.

Fonte: ACI Digital

Após se encontrar nas quadras com a transexual Tiffany, do Vôlei Bauru, a jogadora do Nestlé-SP e da seleção brasileira, Tandara, se posicionou contra a presença da adversária na Superliga Feminina de Vôlei.

“É um assunto delicado. Muitas atletas se posicionaram e receberam críticas. Eu estava me resguardando, esperando esse jogo, porque sabia que seria questionada. Por isso, estudei, conversei com especialistas, como nosso fisiologista, preparador físico, fisioterapeuta, entre outros, e hoje posso dizer que não concordo com a participação da Tifanny na Superliga Feminina”, declarou Tandara após a partida da última sexta-feira, 2 de fevereiro.

Tandara sublinhou que, durante toda a puberdade, Tiffany se desenvolveu como sexo masculino. Por isso, “tem mais massa muscular, quadril mais fino, o que favorece a impulsão, tem pulmão maior e leva vantagem”.

“No início do jogo, ela segura um pouco o braço. Na hora da decisão, final de set, ela vem forte. Em alguns momentos, faz diferença sim”, afirmou a jogadora do Vôlei Nestlé-SP.

Ao “deixar claro” que respeita a atleta transexual, Tandara sublinhou que este “é um assunto delicado e merece mais estudos”. “Mas, quero deixar claro que não é homofobia, é fisiologia”.

Outras atletas já haviam se posicionado contrárias à participação de transexuais em categorias esportivas femininas.

Em janeiro, a ex-jogadora de vôlei católica Ana Paula Henkel expressou sua “preocupação” diante da “total desvirtuação das competições femininas que ocorre atualmente com a aceitação de atletas que nasceram homens, que desenvolveram musculatura, ossos, capacidade pulmonar e cardíaca como homens, em modalidades criadas e formatadas especificamente para mulheres”.

A verdade mais óbvia e respeitada por todos os envolvidos no esporte é a diferença biológica entre homens e mulheres. Se não houvesse, por que estabelecer categorias separadas entre os sexos?”, questionou em uma ‘Carta aberta ao Comitê Olímpico Internacional’, publicada no site do jornal ‘Estadão’.

Para Ana Paula, o que se assiste atualmente são “entidades esportivas fechando os olhos para a biologia humana na tentativa de ludibriar a ciência em nome de agendas político-ideológicas”.

Em um recente artigo no qual abordou o caso de Tiffany, que jogou na Superliga Masculina há alguns anos como Rodrigo Abreu, a equipe Christo Nihil Praeponere, do site do Padre Paulo Ricardo, ressaltou que “as regras do Comitê Olímpico Internacional, que permitem a participação de transgêneros nas Olimpíadas, são uma verdadeira violência ao bom senso e uma rendição à ideologia de gênero”.

Segundo estas regras, o atleta transgênero deve “declarar que sua identidade de gênero é feminina”, o que “não pode mudar, para fins esportivos, por um mínimo de quatro anos”.

Além disso, “o atleta deve demonstrar que seu nível total de testosterona no sangue está abaixo de 10 nmol/L há pelo menos 12 meses”, nível que deve se manter assim “por todo o período da elegibilidade desejada para competir na categoria feminina”.

Porém, o mesmo artigo recorda que o Comitê Olímpico Internacional “sempre foi extremamente rigoroso, punindo com severidade os atletas reprovados no exame antidoping”, sendo “a cobrança ainda mais rígida” nos esportes femininos, para os quais “até exames antigos” são “objetos de análise” para garantir o adequado nível de testosterona.

Entretanto, pontua, “tudo isso está ameaçado”, uma vez que “as regras do COI para a participação de transgêneros nos esportes são irresponsáveis e servem claramente à ideologia de gênero”.

E, alerta o artigo, “o objetivo da ‘teoria’ de gênero — atenção — é acabar com os conceitos de ‘homem’ e ‘mulher’, acabar com a noção metafísica de pessoa humana, a fim de que tudo se resuma aos interesses emocionais do indivíduo”.

“No fundo, os jogos olímpicos se transformaram em mais uma plataforma ideológica, que pretende anestesiar o bom senso e emudecer a lei natural do espírito humano. Não é só o legado esportivo que está em jogo, mas a sanidade de uma civilização que, aos poucos, vai transformando erros em verdades e verdades em erros”, acrescenta.

ACI Digital

Em breve, Paulo VI será santo. A reunião dos bispos e cardeais da Congregação dos Santos aprovou por unanimidade o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão de Giovanni Battista Montini. Estão faltando apenas a aprovação do Papa Francisco e o anúncio da data da canonização do Pontífice da Bréscia, que morreu em Castel Gandolfo há quarenta anos (no mês de agosto).

O milagre que servirá para sacramentar a canonização de Paulo VI tem a ver com a cura de uma menina que não tinha nascido – aconteceu no quinto mês da gestação. Um caso que foi estudado pela postulação da causa em 2014. A mãe, da província de Verona, na Itália, tinha uma gravidez difícil e corria o risco de abortar devido a uma patologia que poderia ter comprometido a vida do feto e da mãe. Poucos dias depois – a beatificação do Papa Montini, em 19 de outubro de 2014 –, a mulher foi rezar ao novo beato no Santuário das Graças. A menina nasceu saudável, e assim continua.

O milagre foi estudado pela Congregação para as Causas dos Santos. A impossibilidade de explicar a cura foi atestada no ano passado pela consulta médica do dicastério e depois analisada e aprovada pelos teólogos. O último passo foi o que ocorreu hoje durante a reunião dos cardeais. Agora, o cardeal prefeito, Angelo Amato, levará o voto dos bispos e cardeais ao Papa Francisco. A decisão final, obviamente, será sua. Bergoglio anunciará em um Consistório a data da canonização, que será celebrada em Roma, provavelmente em outubro, durante o Sínodo dos Jovens.

Em dezembro do ano passado, a revista diocesana da Brescia chegou a lançar a hipótese de uma possível data: “Neste ponto, a certeza é quase mais do que uma esperança. O mês de outubro pode ser o mais adequado. De 3 a 28 de outubro, será celebrada em Roma a 15ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre os jovens, e religiosos de todo o mundo estarão no Vaticano. Que melhor ocasião para canonizar, depois de São João Paulo II, diante de uma parcela tão consistente do colégio episcopal, o outro Pontífice do Concílio Ecumênico Vaticano II? Seria, provavelmente, em um dos três primeiros domingos de outubro, embora a data mais confiável possa ser a de 21” desse mês.

O Papa Montini, que nasceu em 1897 e morreu em 1978, foi o Pontífice que levou a termo o Concílio Ecumênico Vaticano II e conseguiu encerrá-lo com um consenso praticamente unânime sobre os documentos votados. Ele também inaugurou a era das viagens apostólicas pelo mundo e viveu os anos da crise pós-conciliar. Ao beatificá-lo, Francisco, que costuma citar o magistério montiniano, disse: “Neste dia da beatificação do Papa Paulo VI, voltam-me à mente as palavras com que ele instituiu o Sínodo dos Bispos: ‘Ao perscrutar atentamente os sinais dos tempos, procuramos adaptar os caminhos e os métodos às múltiplas necessidades dos nossos dias e às novas características da sociedade’”.

Bergoglio agradeceu a Paulo VI por seu “humilde e profético testemunho de amor a Cristo e sua Igreja” e recordou que “o grande timoneiro do Concílio, após o encerramento do encontro conciliar, deixou anotado: ‘Talvez o Senhor tenha me chamado e eu me mantenha nesse serviço não tanto por qualquer aptidão que eu possua ou para que eu governe e salve a Igreja das suas dificuldades atuais, mas para que eu sofra algo pela Igreja e fique claro que Ele, e mais ninguém, a guia e salva’”. Nesta humildade – concluiu Francisco nessa ocasião – “resplandece a grandeza do Beato Paulo VI, que soube, enquanto se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, reger com clarividente sabedoria (e, às vezes, em solidão) o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor”.

Fonte: Vatican Insider