Algumas pessoas são tão pobres que não têm nada além de dinheiro…

Não é de hoje que o luxo, a riqueza e o conforto são atrativos e valorizados nos meios sociais. Com o advento das mídias, incluindo-se a internet, a ostentação, por si só, tornou-se algo rentável, como que um meio de vida.

Existem pessoas que sobrevivem e ganham muito dinheiro, inclusive, apenas vivendo e se mostrando, estampando capas de revistas, programas de televisão, perfis que bombam nas redes sociais, por serem ricas e, consequentemente, famosas.

Nesse contexto, não raro se confundem os valores, deixando-se a essência de lado, enquanto se supervalorizam as aparências, ou seja, o que se tem sobrepõe-se ao que se é, porque o que se vê torna-se referência em quaisquer julgamentos sobre o outro.

Basta perceber que os cantores atuais também trabalham a imagem, seus corpos e cabelos, pois devem vender muito além de sua voz. Parece que qualquer talento necessariamente precise atrelar-se a um corpo esguio, uma vez que a mídia pede isso.

Nessa lógica materialista, as pessoas acabam sendo tomadas como objetos que podem ser comprados e usados. Infelizmente, tudo vem se tornando mercadoria: pessoas, sentimentos, casamento, empregos, como se o único meio de ocuparmos um lugar ao sol fosse pela sua compra.

Compram-se votos, cargos, vaga na faculdade, compram-se amizades, testemunhos, compra-se amor. Sobra pouco para quem não tem grana, mas o que sobra é, ao menos, real.

Nada substitui a satisfação e o contentamento proporcionados pelas conquistas que alcançamos com nossos próprios méritos, pelo que somos verdadeiramente e oferecemos afetivamente. Tudo o que chega com sinceridade e vontade fica e enriquece, pois soma e agrega valores nobres que dinheiro algum corrompe.

Quem fica junto pelo que temos dentro de nós traz intensidade, inteireza e completude. Serão os abraços reconfortantes, faça sol ou caia chuva torrencial, sem hesitações, sem meias verdades. Serão o corpo e a alma.

Tentar conquistar algo ou alguém por outros meios que não a nossa verdade nos igualará ao nível de quem se vende. Temos, portanto, que aprender a valorizar além das aparências, apreciando o melhor que cada um possui dentro de si.

É preciso cautela com o que brilha demais, afinal, lembremo-nos das mariposas: atraídas pela luz das lâmpadas, acabam antecipando o próprio fim.

(via Psiconlinews)

Estamos diante de uma reconstituição do corpo real de Jesus Cristo!

“Esta estátua é a representação tridimensional do Homem do Sudário, em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.

Quem explica é Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua e estudioso da relíquia, uma das mais enigmáticas e apaixonantes do mundo cristão (e também do mundo incrédulo). Com base em suas medições, o professor fez a reconstituição em 3D que, a seu ver, permite afirmar que essas são as reais características do Cristo crucificado.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra. A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”.

O professor concedeu à revista italiana Chi a conversa exclusiva em que afirmou:

“Segundo os nossos estudos, Jesus era um homem de extraordinária beleza. Longilíneo, mas muito robusto, tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão real e majestosa” (cf. Vatican Insider).

Mediante os estudos e a projeção tridimensional, Fanti pôde também computar as numerosas feridas no corpo do Homem do Sudário:

“No Sudário eu contei 370 feridas de açoites, sem considerar as laterais, que o pano não revela porque envolveu apenas a parte anterior e a posterior do corpo. Mas podemos supor pelo menos 600 golpes. Além disso, a reconstrução tridimensional permitiu observar que, na hora da morte, o Homem do Sudário pendeu para a direita, porque o ombro direito foi deslocado de modo tão grave que lesou os nervos” (cf. Il Mattino di Padova).

É notório que, nesse homem torturado, vemos sinais inquestionáveis de sofrimento. Os olhos da fé enxergam nele o homem por excelência, aquele que foi apresentado pela arrepiante frase “Ecce Homo”, “Eis o homem”; aquele que foi visto manso e majestoso diante de Pilatos, mas que sofreu terrível flagelação, espancamentos, coroação de espinhos, subida ao Calvário carregando aos ombros a própria cruz, crucificação como inocente e morte pela nossa redenção.

Acreditar na autenticidade do Sudário não é obrigatório para nenhum cristão. Mas o carácter excepcional daquele pano fúnebre e seus séculos e séculos de mistério fascinante e desafiador provoca o nosso entendimento e as nossas certezas, tal como fez aquele Nazareno que desafiou as nossas certezas ao amar os seus perseguidores, a perdoá-los do alto da cruz e derrotar a morte para sempre.

Aleteia

O jornalista italiano Eugenio Scalfari, do jornal ‘La Repubblica’, assegurou que, em um recente encontro, o Papa Francisco disse que “não existe um inferno” e que “é uma honra ser chamado de revolucionário”. Mas, o que realmente é verdade nesta publicação? O Vaticano se pronunciou.

Scalfari admitiu há algum tempo que as suas entrevistas são feitas sem um aparelho de gravação, mas “tento entender a pessoa que estou entrevistando”, e depois disso escrevo “suas respostas com minhas próprias palavras”.

Na entrevista publicada em 28 de março, Quarta-feira Santa, Scalfari assegurou que o Papa disse que as pessoas que se arrependem “obtêm o perdão de Deus, mas as pessoas que não se arrependem, e portanto, não podem ser perdoadas, desaparecem”. “Não existe um inferno, existe o desaparecimento das almas pecaminosas”, disse o Santo Padre, segundo o jornalista italiano.

Scalfari intitulou o seu artigo atribuindo ao Papa Francisco a frase: “É uma honra ser chamado de revolucionário”.

Entretanto, a Sala de Imprensa da Santa Sé explicou que a publicação de Scalfari “é o resultado de sua reconstrução” de uma reunião privada com o Papa, que não era uma entrevista, e que não se trata de “palavras textuais”.

Em seu comunicado divulgado 29 de março, a Sala de Imprensa do Vaticano indicou que “o Santo Padre recebeu recentemente, o fundador do jornal italiano ‘La Repubblica’, numa reunião privada por ocasião da Páscoa, mas sem lhe dar nenhuma entrevista”.

“O que é relatado pelo autor no artigo de hoje é o resultado de sua reconstrução, em que as palavras textuais pronunciadas pelo Papa não são citadas”, acrescenta.

“Portanto, nenhuma citação do artigo mencionado deve ser considerada como uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre”, disse o Vaticano.

De fato, as supostas declarações citadas por Scalfari se contradizem com repetidas exortações do Papa Francisco a não cair nas mentiras do diabo, e até mesmo explicações do que é o inferno.

Em março de 2015, o Papa Francisco se reuniu com um grupo de fiéis italianos e indicou: “O inferno é querer afastar-se de Deus porque não quero o amor dele”.

Assim “vai ao inferno somente aquele que diz a Deus: ‘Não preciso de você, eu me arranjo sozinho’, assim como fez o diabo que é o único que temos certeza que está no inferno”, disse o Santo Padre na ocasião.

ACI Digital

Embora o Santo Sudário de Turim (Itália) seja o objeto mais importante relacionado a Jesus que permanece até hoje, a Espanha também tem entre os seus tesouros duas relíquias importantes de Cristo.

Estas relíquias são o Sudário de Oviedo, pano que cobriu o rosto de Jesus e o Lignum Crucis, um pedaço da cruz do Senhor.

Estas relíquias foram estudadas em profundidade e permitem aproximar-se um pouco mais da Paixão de Cristo.

O Sudário de Oviedo

Segundo a tradição, o sudário que cobria o rosto de Jesus está guardado na Catedral de Oviedo e é exposto ao público apenas três vezes por ano: na Sexta-feira Santa; no dia 14 de setembro, dia da Santa Cruz; e em 21 de setembro, festa do Apóstolo São Mateus, padroeiro da cidade espanhola.

Os apóstolos veneraram em Jerusalém as relíquias da Paixão, incluindo o Sudário, durante os primeiros anos do cristianismo. Com a invasão dos persas no século VII, conseguiram salvá-lo e foi levado à Espanha.

Jorge Manuel Rodríguez Almenar, presidente do Centro Espanhol de Sindonologia, explicou em diversas ocasiões que os estudos mostram que todos os elementos do Sudário de Oviedo coincidem com os do Santo Sudário.

O último estudo realizado pela Universidade Católica de Murcia, na Espanha, concluiu que ambos os panos envolveram a mesma pessoa. Também precisou que o homem do Santo Sudário e do Sudário de Oviedo sofreu a mesma ferida no lado.

Algo que está de acordo com o que foi relatado no Evangelho de João, quando diz: “Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”.

Lignum Crucis: Uma relíquia da Cruz de Cristo

O mosteiro franciscano de Santo Toribio de Liébana, na Cantábria, guarda há mais de 1200 anos um grande pedaço da Cruz de Jesus.

Esta relíquia é conhecia pelo seu nome em latim Lignum Crucis, que significa lenho ou madeira da Cruz. Este objeto sagrado corresponde à madeira horizontal do lado esquerdo.

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, decidiu conservar as relíquias da Paixão do Senhor. Uma delas foi a Cruz, que chegou à Espanha no século XVI, com os restos de Santo Toribio, que tinha sido custódio dos lugares santos em Jerusalém.

Em 1958, realizaram alguns testes para comprovar a sua autenticidade e “confirmaram que a madeira é de uma árvore que existe na Terra Santa e que tem uma idade superior a 2000 anos”, assegurou ao Grupo ACI o Pe. Juan Manuel Núñez, superior do convento de Santo Toribio de Liébana.

Além disso, o DNA da relíquia coincide com o de outros pedaços menores da cruz conservados em diferentes lugares do mundo.

“A maior prova de veracidade das Lignum Crucis são todas as conversões que ocorrem no sacramento da confissão no mosteiro”, afirma o sacerdote.

Segundo o Pe. Nunez, o Lignum Crucis fala, “através de uma linguagem silenciosa, do amor de Deus que se entrega ao coração de todos os homens. Um amor que ficou marcado para sempre na Cruz e que diz a todos: ‘Embora não saibam lê-lo aqui diz como e quanto os amo’”.

Desde o século XVI se celebra o Ano Jubilar Lebaniego Santo Toribio de Liébana. Este Ano Santo ocorre cada vez que o dia 16 de abril (festa de Santo Toribio) cai em um domingo. Como o dia 16 de abril de 2017 coincide com o Domingo de Ressurreição, o início deste Ano Santo começará no dia 23 de abril.

Fonte: ACI Digital

O gesto do tenente coronel que tomou o lugar de um refém no supermercado de Trebeslembra aquele do franciscano que se sacrificou em Auschwitz. Na véspera do Domingo de Ramos, seu sacrifício tem um eco muito especial.

Ele arriscou a sua vida para salvar outra. O gesto do tenente-coronel Arnaud Beltrame, que voluntariamente substituiu um refém no supermercado de Trebes e ficou gravemente ferido* lembra outro igualmente heroico. Como não voltar em pensamento para São Maximiliano Kolbe (1894-1941)? Para salvar um pai de família, o franciscano polonês aceitou livremente enfrentar um trágico fim no campo de extermínio de Auschwitz. A cena, encarnação viva do Evangelho da Paixão, que foi lido neste Domingo de Ramos, ficou gravada na nossa memória.

Em 31 de julho de 1941, por volta das 15h, as sirenes soaram ao máximo no campo de concentração. Um homem escapou. Dez inocentes serão condenados. Um terror silencioso abate-se sobre os prisioneiros alinhados.

De repente, um dos designados à morte irrompe em soluços: “Minha esposa! Meus filhos!”. O desespero de Francisco Gajowniczek não atinge o coração da pedra dos SS. Mas chega ao coração do franciscano Padre Kolbe, que sai da fila e dá alguns passos à frente. Ele pára em frente do Kapó abismado.

“Herr Kommandant, eu gostaria de fazer um pedido”, declara com seu boné na mão. “O que você quer?”. “Eu gostaria de morrer no lugar deste prisioneiro”, ele responde indicando o pai de família em lágrimas. O torturador dá um passo para trás, em silêncio, então grita, “Quem é você?”. “Um padre católico”.

Depois de alguns segundos de um silêncio fúnebre, a resposta é como o estalo de um chicote: “Pedido aceito”

Com um pontapé, Francisco Gajowniczek é mandado de volta entre os prisioneiros alinhados. Ele não consegue entender o que aconteceu e que vai além do que poderíamos ter imaginado: ele, o condenado, vai viver, porque um homem ofereceu sua vida por ele. Uma vez que os prisioneiros haviam recebido a ordem de se dispersar, o “sobrevivente” só pode agradecer com seu olhar o salvador. E com aqueles olhos estarrecidos, seguir o grupo de condenados levados para o bloco 11, às masmorras onde seriam enterrados vivos.

“Dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez”, afirma São Paulo (Rm 5,7). Mas para um estranho? Assim como o tenente-coronel Arnaud Beltrame no supermercado de Trebes sacrificou-se para uma pessoa inocente, o Padre Kolbe não conhecia aquele Francisco Gajowniczek a não ser através de Jesus. Através de Deus é que nós somos todos irmãos.

” Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. ” (Jo 15:13), Cristo disse na véspera da sua paixão. E João insiste: ” Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. ” (1 Jo 3:16).

Esse mandamento do amor da redenção – desinteressado, gratuito, perfeito – Maximiliano Kolbe o vivenciou sangue por sangue. Em outubro de 1982, decidindo canonizar seu compatriota como um mártir, João Paulo II questionou: “Aquela morte enfrentada espontaneamente pelo amor ao homem, não representa uma realização específica das palavras de Cristo? Não torna Maximiliano extremamente semelhante a Cristo, modelo de todos os mártires que dá sua vida na cruz pelos seus irmãos?”.

O Ministro do interior Gérard Collomb definiu o comportamento do policial como “um ato heróico”.

Para os cristãos, na véspera do Domingo de Ramos, assume uma dimensão maior.

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Na Igreja Saint-Etienne de Trèbes, super lotada, três dias depois do atentado islamita, a missa do Domingo de Ramos se transformou em uma cerimônia de homenagem às vítimas.

 Ao grito de “Alá é grande”, sexta-feira o terrorista franco-marroquino de 25 anos, Radouane Lakdim, matou Jean Mazières, 60, que estava no banco do passageiro do Opel Corsa assaltado no início da operação em Carcassonne; Christian Medves, 50, um açougueiro do supermercado Trebes; o cliente do “Super U” Hervé Sosna, 65, e o tenente-coronel da gendarmerie Arnaud Beltrame, 44 anos que substituiu a única mulher que havia sido feita refém para salvar a sua vida.

A cerimônia

O bispo tomou a palavra, recordando em especial Arnaud Beltrame e sua fé católica. “Na sexta-feira um homem substituiu uma refém mulher pagando isso com a sua vida. Hoje sei que Arnaud Beltrame unia à dedicação de militar a fé do cristão que se prepara para entrar na Semana Santa. A vida doada não pode ser perdida: transcende a dor para nos unir. Chama-nos a acreditar na vida, que é mais forte do que a morte”.

O pároco Philippe Guitard acrescentou: “Para Arnaud, Jean, Christian, Hervé – os nomes dos mortos -, oramos ao Senhor”. Durante o sermão, o bispo comparou o ato de Beltrame ao de Padre Maximiliano Kolbe, franciscano polonês que em 1941 ofereceu-se para tomar o lugar do prisioneiro Franciszek Gajowniczek e morreu em Auschwitz. O tenente-coronel Arnaud Beltrame nasceu e cresceu em uma família não-praticante, mas dez anos atrás se converteu ao catolicismo, tomou a primeira comunhão e começou a frequentar assiduamente a abadia tradicionalista de Lagrasse, como relatou o sacerdote que na sexta-feira à noite ministrou-lhe a extrema unção, padre Jean-Baptiste.

 

“O italiano”

Junto com Hervé Sosna morreu Medves Christian, 50, funcionário do supermercado no setor do açougue. A Trebes era conhecido como o “italiano” porque de origem do Friuli. Seu pai tinha emigrado para França a partir de Savogna, onde Medves costumava ir muito frequentemente. Jacques, conhecido como Jacky, era seu subordinado no açougue Super U: “Éramos amigos, Christian era uma pessoa com um grande coração, e havíamos acabado de celebrar seus cinquenta anos. Ele morreu com um tiro na cabeça, um tiro à queima-roupa”

Corriere della Sera

Números estatísticos de um estudo conjunto do Instituto Católico de Paris e da St. Mary’s Catholic University, em Twickenham, região metropolitana de Londres, sobre a filiação religiosa de jovens com idade de 16 a 29 anos na Europa terão, sem dúvida, uma forte impressão nos participantes do encontro pré-sinodal que acontece nesta semana em Roma.

Em doze dos 21 países europeus estudados, mais Israel, a maioria dos jovens diz não ter religião. Este número sobe para 91% na República Tcheca.

Esta queda na filiação religiosa, que não deve ser confundida com a crença em Deus, forma uma das principais conclusões deste estudo estatístico.

O estudo baseou-se em informações coletadas pelas últimas duas sondagens feitas pela European Social Survey em 2014 e 2016.

Os autores fundamentam os resultados em subamostragens de várias centenas de jovensentre 16 e 29 anos de cada país, analisando suas crenças e práticas religiosas.

No entanto, estas amostras foram às vezes bastante limitadas em tamanho, o que significa que é preciso ter cautela na hora de considerar as conclusões alcançadas.

Assim, na França, 64% declararam-se viver sem uma religião em comparação com os 23% que se disseram católicos e os 10% que se identificaram como muçulmanos.

Todavia, uma outra pesquisa conduzida pela agência OpinionWay e encomendada pelo jornal La Croix em julho de 2016, com base numa amostragem muito maior e mais representativa, descobriu que 42% dos jovens entre 18 e 30 anos descreviam-se como católicos enquanto 47% diziam não ter religião.

Mas claro está que as referências religiosas estão em queda acentuada.

Crenças religiosas de jovens entre 16 e 29 anos na Europa e em Israel

“O que observamos é a situação de um declínio geral na prática religiosa”, disse o professor Stephen Bullivant, teólogo e sociólogo da religião da St. Mary’s University e um dos autores do estudo.

A frequência semanal à igreja está extremamente baixa com apenas quatro países – a saber: a Polônia (39%), Israel (26%), Portugal (20 %) e a Irlanda (15%) – tendo números de frequência acima dos 10% entre os jovens.

Por outro lado, há sete países em que mais da metade das pessoas envolvidas no estudo disse que nunca participar de cerimônias religiosas. (República Tcheca, Países Baixos, Reino Unido, Bélgica, França e Hungria).

Não obstante, os resultados não foram uniformes. Os bastiões católicos tradicionais resistiram à secularização de maneira mais forte do que as principais nações luteranase anglicanas.

Pondo de lado a Polônia, que é uma exceção com uma população de 82% de católicos, Portugal e Irlanda igualmente demonstraram um nível invejável de dinamismo. (A Itália não esteve entre os países pesquisados.)

“Muitas vezes se diz que a Irlanda está no processo de completa descristianização e que os jovens não vão mais à igreja”, afirmou Bullivant.

“Isso é verdade se olharmos para estes números ao longo do tempo, mas hoje, comparado com o restante da Europa, os jovens irlandeses ainda são extraordinariamente religiosos”, indicou.

A pesquisa também mostra que a religiosidade é mais forte entre pequenas minorias cristãs que não são afetadas por pressões sociais ou questões identitárias.

O exemplo mais notável aqui é a República Tcheca. Embora os católicos sejam um setor bastante pequeno da população (7%), os jovens católicos representam 24% dos que frequentam a missa pelo menos uma vez por semana e 48% dos que rezam semanalmente.

“O exemplo tcheco ilustra aquilo que Bento XVI chamou de ‘minorias criativas’”, disse Bullivant, que acha que o cenário tcheco prefigura os cenários da França e Espanha no médio prazo.

Este tipo de cristianismo de “pertença” em oposição a um cristianismo “cultural”, que está diminuindo, também aparece em menor grau no Reino Unido, nos Países Baixos e na França.

“As comunidades católicas são menores, mas, num reflexo majoritário, as pessoas estão mais comprometidas”, falou o teólogo François Moog, reitor da Faculdade de Educação no Instituo Católico de Paris.

“A pertença religiosa está se tornando cada vez mais existencial e engajadora. A transmissão pela família está mais forte assim como está o apoio entre os membros da comunidade”, explicou.

“Por outro lado”, segundo Moog, “estas minorias têm dúvidas sobre o modo deles de ser cristão hoje e sobre como se expressar no espaço público. Na França, vários livros recém-lançados abordam este tema”.

La Croix International

Não creio que percebemos as implicações. Não creio que percebemos para onde isso tudo está se dirigindo, ou o que diz sobre os costumes dos países chamados desenvolvidos.” afirmou Phyllis Zagano, pesquisadora da Hofstra University. Costumava custar 100 mil dólares para clonar um cachorro. Hoje, somente 50 mil. Oferta e procura.

Num passado distante – na verdade, 2015 –, era preciso clonar o nosso cão na Coreia do Sul. Hoje, os ViaGen, “especialistas em clonagem de pets e preservação genética da América”, sediados em Cedar Park, no Texas, estão aqui para nos atender – o que nos remete aos cães de Barbra Streisand.

Em maio de 2017, Streisand teve a perda de sua Coton de Tulear chamada Samantha. Streisand clonou Samantha. Em fins de fevereiro, duas filhotes, Violet e Scarlet, juntaram-se à prima distante de Samantha, a Fanny, vivendo com Streisand.

Eu entendo como é perder um animal de estimação. Só não compreendo gastar 50 mil dólares para recriar este animal. (Se o cliente não estiver decidido ainda ou não tiver o dinheiro todo no momento, a empresa ViaGen estoca o material genético para o futuro. Isso custa 1.600 dólares. Se o animal morrer antes da biópsia, certifique-se de mantê-lo refrigerado, mas não congelado. Sugere-se fazer a coleta dentro de cinco dias.)

A ironia dos cães de 50 mil dólares de Streisand – cães da raça Coton de Tulear custam entre 1.800 e 3.500 dólares cada – é que a raça teve origem em Madagascar, um dos países mais pobres do mundo. Madagascar, situado no Oceano Índico, na África, está também no meio de uma epidemia de peste bubônica e pneumônica. O país tem cerca de 1,5 médico e dois leitos hospitalares para cada 10 mil pessoas.

Cheguei a mencionar que Madagascar é um país pobre? O salário bruto mensal é de US$ 63,30. Em Madagascar, 50 mil dólares podem comprar um pedaço de pão para aproximadamente 100 mil pessoas.

De volta ao Texas: a tecnologia de clonagem da ViaGen é moderna e atualizada. No começo de 2018, a empresa registrou várias centenas de clonagens bem-sucedidas. Um veterinário coleta material genético de um animal por meio de uma biópsia de pele. Os cientistas da ViaGen removem o núcleo dos óvulos do cão doador e inserem o material genético coletado. Em lugar de esperma, que introduziria genes diferentes, o embrião reconstituído é iniciado no processo divisório com um choque elétrico. Então, o embrião ou os embriões são implantados cirurgicamente na mãe de aluguel e, depois de aproximadamente nove semanas, os cães clonados nascem. Como a maioria das partenogêneses na natureza, o embrião é sempre feminino. Por isso, Srta. Violet e Srta. Scarlet.

Os mamíferos feitos sob encomenda não são novidade. Lembremos da Dolly, ovelha que ficou famosa em 1996. As células doadoras da Dolly vieram da glândula mamária de uma outra ovelha. 

Ian Wilmut, cientista do Roslin Institute (Escócia) que liderou o experimento, disse: “Dolly é derivada de uma célula da glândula mamária e não poderíamos pensar em glândulas mamárias mais impressionantes do que as de Dolly Parton”. Dolly, a ovelha, contraiu câncer de pulmão; ela foi sacrificada quando estava aproximadamente com seis anos e meio de idade.

Em algum lugar, algum cientista está clonando algo. Já clonaram gado, gatos, veados, cavalos, mulas, bois, coelhos e ratos. Recentemente, clonaram macacos na China. A clonagem humana está muito distante?

Houve um escândalo anos atrás quando dois cientistas coreanos falsamente alegaram que haviam tido sucesso com uma forma de clonagem humana. Desde então, cientistas americanos criaram linhagens de células-tronco que mais tarde destruíram no estágio de blastocisto, cerca de cinco dias de idade. Ordinariamente, este é o momento em que um embrião encontra o seu lar gestacional no útero.

Eles matam embriões clonados para “colher” células-tronco, mas quanto tempo antes de um embrião humano clonado ser levado a termo?

Os múltiplos escândalos aqui residem todos numa placa de Petri. A sociedade hoje autoriza, até mesmo aprova, todo o tipo de experimentação. Material genético e óvulos são commodities, prontos para serem usados, comprados e vendidos pelo maior lance. E não são só animais.

Não creio que percebemos as implicações. Não creio que percebemos para onde isso tudo está se dirigindo, ou o que diz sobre os costumes dos países chamados desenvolvidos. Ouvimos que uma celebridade americana cujo patrimônio líquido é de 400 milhões tirou 50 mil dólares para clonar o seu animal de estimação, ou que Madagascar está sendo devastado por uma epidemia de peste bubônica e pneumônica, e viramos a página para ver os resultados na seção de esportes. Isso não é bom.

National Catholic Reporter

O retorno “forçado” a vida privada também para conter a diminuição dos nascimentos.

Contra workholics extremos, medidas extremas. E considerando que a dedicação ao trabalho dos sul-coreanos chega a níveis de patologia, a administração Seul decidiu aprovar uma terapia de choque.

A partir de abril, às 20 horas em ponto de todas as sextas-feiras, os computadores de todos os funcionários públicos serão desligados. Não importa que estejam escrevendo um e-mail, preenchendo uma tabela de Excel ou terminando de preparar uma apresentação importante, “o sistema será interrompido”, o PC irá travar. Nas semanas seguintes, o horário de sagrado descanso será gradualmente antecipado, chegando em maio às 19h. Tenham todos um ótimo fim de semana, e nos encontramos novamente na segunda-feira.

Um sonho para os funcionários públicos de todo o mundo. Mas que, no entanto, na Coreia do Sul corre o risco de ser experimentado como um pesadelo. Em Seul, de fato, trabalha-se em média 400 horas a mais por ano do que a média das economias desenvolvidas, ou seja, dez semanas a mais, e para algumas categorias de empregos públicos como os bombeiros ou agentes de alfândega o esforço adicional chega a mil horas. Uma ética profissional enraizada no boom dos anos 1980 e 1990, construído mais na quantidade do que na qualidade. Uma dependência do trabalho que não é fácil de superar: a administração de Seul previu permissões para necessidades especiais, e quase sete em cada dez trabalhadores apresentaram pedidos de liberação do bloqueio, temendo que essas horas tiradas do processo possam penalizá-los aos olhos dos chefes.

Uma prova das dificuldades que serão enfrentadas pelas autoridades, que já parecem ter finalmente percebido que os cidadãos devem se desligar para seu próprio bem e de seu país. A esse ritmo, de fato, em algumas décadas é provável que a Coreia do Sul não tenha mais futuro: no ano passado, a taxa de natalidade caiu para 1,07 filhos por mulher, a mais baixa de todos os tempos e de todas as economias avançadas do mundo. Seriam necessários pelo menos dois filhos por casal para equilibrar a população, que está envelhecendo em um ritmo alarmante.

Entre as causas desse impasse demográfico não é difícil identificar o “desumano”, palavra do governo, desequilíbrio entre trabalho e vida privada. Então, alguns dias atrás o Parlamento aprovou uma lei que irá reduzir a semana de trabalho a partir de junho de 68 para 52 horas. De qualquer forma interminável quando comparada, por exemplo, com as famosas 35 horas francesas, que na Coreia são o limite para os menores de idade. Mas demasiado curta para as empresas locais, já preocupadas com os custos extras que vão enfrentar para manter os mesmos níveis de produção.

Por causa dessa resistência, uma inédita aliança entre patrões e trabalhadores que querem jornadas mais longas, é que a cidade de Seul decidiu usar métodos radicais, orquestrando o encerramento emergencial dos computadores. Em certo sentido, uma admissão de impotência: se não consegue convencê-los, obriga-os. Mas isso não é novo na Coreia, quando o assunto é interromper manias prejudiciais. Em 2011, o governo de Seul aprovou a chamada lei Cinderela, outro grande “shutdown” organizado, o dos jogos online para todos os jovens abaixo dos 16 anos, da meia-noite às 6 da manhã. Naquele caso também se tratava de dependência.

Naquele caso também se levantaram protestos das empresas, os produtores de jogos digitais que chegaram a evocar o direito das crianças à busca pela felicidade. Obtendo depois de anos uma meia vitória, por solicitação dos pais o desligamento automático pode ser cancelado. Agora, é para esses mesmos pais que chega a proibição do seu passatempo favorito: trabalhar sem limites.

La Repubblica, 23-03-2018.

Uma imagem de São Inácio de Loyola de óculos Wayfarer traz a frase “São Ináciohipster/ canonizado a bala antes de ser Santo”. Para entender a piada, primeiro é preciso saber que hipsters têm a mania irritante de fazer as coisas “antes de todo mundo” e depois que São Inácio foi baleado na perna por um projétil antes de se converter. Por isso, a brincadeira com a bala.

Bem-vindo ao mundo dos memes católicos.

(Foto: Facebook.com/CatholicMemeBase)

Richard Dawkins cunhou o termo “meme” em seu livro de 1976 O Gene Egoísta, como forma abreviada da palavra memética (do grego “o que é imitado”). Memes expressam comportamentos, atitudes e ideias culturais de pessoa para pessoa através de imitação e da variação. Um meme da internet, basicamente, é qualquer coisa que possa ser transmitida de pessoa para pessoa na internet. Isso inclui vídeos, frases, links e, mais popularmente, imagens sobrepostas com texto escrito.

Ainda que quase tudo o que é compartilhado na internet possa ser considerado meme, o termo é mais usado para exemplos bem-sucedidos e duradouros. É difícil prever o que vai pegar, mas os memes que viralizam geralmente têm um equilíbrio perfeito entre humor absurdo e replicabilidade. Os memes virais funcionam na medida em que podem ser interpretados como piadas e também podem ser personalizados e aplicados a diferentes situações e públicos. Os memes mais populares podem ser reutilizados para piadas internas entre grupos de amigos.

(Foto: Brandon Ocampo/Catholic Memes)

É por aí que começam os memes católicos. Brandon Ocampo, ministro de campus da arquidiocese de Newark, lembra o nascimento dos memes católico no Catholic Memes on Tumblr, em uma entrevista à America. Tudo surgiu há oito ou nove anos, quando um grupo de amigos católicos começou a aplicar piadas religiosas a memes conhecidos como All the Things e Success Kid. Quando os memes compartilhados entre amigos cresceu ainda mais, Ocampo, 22 anos, pensou: “Seria fantástico ter nossa própria página. É uma forma muito boa de evangelizar as pessoas.” Ele começou com o Tumblr e depois criou uma página no Facebook e no Twitter. “Não precisamos falar sério da nossa fé o tempo todo”, explica Ocampo, e os memes nos permitem “provocar perguntas e conversas”.

A original página do Catholic Memes no Facebook tem mais de 38.000 seguidores. Ocampo observa que ficou mais difícil criar conteúdo novo depois de começar a faculdade e a trabalhar em período integral. Por isso, a página muitas vezes compartilha mensagens de outra página de memes católicos do Facebook, gerenciada pelo uCatholic.

“O objetivo do uCatholic é alcançar as pessoas onde estiverem”, disse Ryan Scheel à America. “O Catholic Memes é um carisma particular dessa missão”. Scheel, 37 anos, fundou tanto o portal uCatholic como a página Catholic Memes, que tem mais 359.000 seguidores. Com sede em Cleveland, Scheel e o sobrinho, Billy Ryan, um estudante da Universidade de Akron de 20 anos, são os administradores da página e, segundo eles, o conteúdo atinge mais de um milhão de usuários do Facebook por semana.

“Usamos a mesma linguagem que a internet usa”, explica Scheel, mas com o objetivo de promover o ministério da Igreja.

Na verdade, a evangelização é uma marca registrada da missão tanto do uCatholiccomo da Catholic Memes. A página de Ocampo exibe o seguinte slogan:

“Evangelização através de memes”. “Através de algo que faz rir é que se provoca os corações das pessoas a buscar Cristo de forma mais autêntica”, afirma.

Scheel e Ryan também veem sua página como parte da nova evangelização, trazendo a mensagem da Igreja para um universo cada vez mais secular. Segundo eles, 62% do público tem entre 18 e 24 anos. Para Scheel, a página no Facebook permite que jovens “conversem sobre coisas que talvez não conversariam” sem esse estímulo.

“A igreja está esquecendo o que diz São Paulo: primeiro se dá leite, depois alimento sólido”, argumenta Scheel. Referindo-se à 1ª Carta aos Coríntios e a Carta aos Hebreus, ele diz que a Catholic Memes permite que jovens católicos aprendam os princípios da fé. Em vez de discutir temas específicos de dentro da Igreja, como as traduções litúrgicas, os jovens que comentam no Facebook “estão interessados em relíquias, santos, liturgias, belas igrejas [e] abstinência”, afirma Scheel.

Apesar de a evangelização ser o cerne da Catholic Memes, Scheel não tem expectativas irreais de criar um meme perfeito para levar os jovens ao catolicismo. “Não convertemos ninguém”, diz Scheel, “mas plantamos sementes que mais tarde podem ser regadas na vida dessas pessoas”.

De acordo com o bispo auxiliar da diocese de Sydney, Richard Umbers, os memes católicos são “peculiares, têm um apelo imediato, mas também algum mistério”. Umbers, 46 anos, recentemente escreveu no The Washington Post: “Sou um bispo católico apostólico romano. E faço memes de Jesus”. Ele diz à America que os memes são como parábolas no evangelho, concebidos para uma cultura oral. É fácil lembrar os detalhes de uma parábola e aplicar diferentes significados com base em diferentes contextos. Da mesma forma, os memes trabalham para a nossa cultura visual, explica Umbers, “porque é possível aplicar diferentes significados à mesma imagem várias vezes”.

Para o bispo, os memes tem que ver com “ganhar o coração das pessoas, não discussões”. Ele acredita que as pessoas são atraídas para o conteúdo católico on-line por causa da explicação do Papa Francisco em “Laudato Si'” de que “tudo está conectado”. Para Umbers, a Catholic Memes pode apresentar uma visão de mundo fora do convencional, mas, ainda assim, racional.

Postar memes no Twitter e no Facebook é uma extensão do escritório episcopal do Bispo Umbers. “O que você vê no Twitter é a minha personalidade de verdade”, diz. Em seu próprio interesse pelo inusitado, o bispo interage com católicos e não católicos na internet, em um novo tipo de apostolado. “É um transbordamento da vida espiritual interior”, afirma.

Ainda que alguns memes possam levar os leitores a refletir sobre o catolicismo, os criadores dizem que o verdadeiro trabalho de evangelização acontece nos comentários. “É lindo ver uma piada virar perguntas e respostas de verdade nos comentários”, diz Ocampo. Scheel concorda com esse sentimento, dizendo que fica surpreso com o quão “tradicional e ortodoxo” o público-alvo é. Os comentários dão às pessoas “a oportunidade de atacar a Igreja e de defender a Igreja apologeticamente”.

Como muitas vezes acontece na internet, no entanto, conversas saudáveis entre pessoas respeitosas podem degringolar rápido. Os administradores de ambas as páginas leem os memes e os comentários e excluem os mais ofensivos. Ryan, que se identifica com o título curioso de memeólogo, também analisa todos os memes submetidos à página da comunidade Catholic Meme. Ele diz que “filtra tudo o que vise causar polêmica de forma descarada”, como memes com blasfêmia explícita. E quando vê encontros particularmente improdutivos nos comentários, tenta resolver a situação postando um GIF engraçado.

“Temos uma linha de respeito na página”, diz Scheel, “mas isso não significa que não sejamos espertinhos”. Ao filtrar vulgaridades e blasfêmias explícitas, os administradores dizem que não se intimidam por memes que causam discussão. Memes sobre não católicos, por exemplo, devem ser piadas leves em relação às diferentes visões de mundo. “É como se provocaria um amigo com quem saímos para beber”, disse.

Enquanto a ausência de conversa civilizada não é um problema exclusivo da página do Catholic Meme, há uma grande tensão nos comentários. A salvação das almas parece ser colocar um link em cada comentário para uma página apologética. Por mais prudentes que as pessoas sejam, os comentários dos memes controverso sobre os protestantes ou sobre a missa em latim não parecem um debate espirituoso entre semelhantes, mas sim um grito frustrado no vazio.

(Foto: Facebook.com/CatholicMemeBase)

Este meme relacionou uma cena do novo filme do Star Wars às diferenças entre as bíblias protestante e católica, despertando uma discussão que passou ilesa pelo crivo dos administradores da página. Um luterano comentou que dizer que “Martinho Lutero removeu livros da Bíblia” era uma leitura reducionista da história e os católicos responderam em bando, argumentando e corrigindo.

No final, a discussão ecumênica acabou numa competição para escrever o comentário derradeiro ao argumento dos outros, deixando ambos os lados frustrados. Houve acusações de heresia (ainda que em níveis variados de ironia) de ambos os lados, tentando encerrar a conversa. Mesmo os mais fiéis e ortodoxos acabam sendo vítimas das brigas nos comentário.

Mas para os criadores de meme, trolls e comentários depreciativos são casos isolados. “Talvez, no Juízo Final, olhem os memes que eu não fiz”, brinca o bispo, dizendo que é importante não cair na guerra da internet. “Assim como no sermão, é bom ser impactante, mas não é bom bater sempre na mesma tecla”.

Em vez disso, o bispo Umbers, que também é pároco, destaca o senso de comunidade que existe on-line. “São pessoas reais vivendo debates reais”, diz. Para ele, as pessoas mudam de ideia sobre várias questões com base nas relações que desenvolveram on-line. Afirma, ainda, que as comunidades on-line não substituem a paróquia, mas são “experiências complementares” da comunhão católica.

É impossível não se seduzir pelo idealismo de ser encontrado nas comunidades católicas de memes. Os memes são um novo tipo de linguagem, afirma o bispo, que a Igreja precisa falar. Enquanto a Igreja Católica nos Estados Unidos continua lidando com a queda do número de jovens na igreja, será que as comunidades on-line como a Catholic Memes vão ser suficientes para interligar Igreja e mundo? Será que as piadas internas dos que já falam a língua da Igreja são interessantes para o mundo externo? Os criadores de memes e seus ávidos seguidores certamente acreditam que sim.

Angelo Jesus Canta, SJ, publicada por ‘America’, 14-03-2018.

“Quando eu saí pela segunda vez, prometi a mim mesma que não repetiria mais. Mas então lá fora acabei sentindo muita saudade”. Assim N. entrou em uma loja e fez de novo. Roubou um leque, o terceiro furto de sua vida, uma reincidência que lhe custou uma sentença de três anos. Custou, ou talvez garantiu: “Eu prefiro a vida na prisão. Há sempre pessoas ao redor, não me sinto sozinha aqui”, contou à Bloomberg essa senhora de 80 anos de idade. Sim, mesmo com marido, dois filhos e seis netos, no Japão os idosos podem se sentir terrivelmente sozinhos. Principalmente as mulheres, por isso que para muitas delas a prisão é uma necessidade, senão mesmo uma escolha.

O encarceramento voluntário no país está crescendo, a ponto de inclusive preocupar o governo. Na nação mais idosa do mundo, um detento em cada cinco tem mais de 65 anos. E para muitos deles, nove em cada dez no caso de mulheres, os crimes são menores, quase sempre pequenos furtos em lojas. “Meu marido morreu no ano passado”, relata uma detenta. “Nós não tínhamos filhos e eu estava sozinha. Eu vi um pacote de carne no supermercado e eu o queria, mas pensei que seria um gasto de dinheiro exagerado. Então eu o peguei”. O resultado é que agora as prisões estão com dificuldades para acomodar tantos idosos. O custo das despesas médicas nas prisões aumentou 80% na última década.

Durante o dia, muitos detidos seniores recebem assistência de pessoal especializado, mas à noite são os guardas que precisam lidar com tudo.

O governo agora garante aos infratores idosos uma forma de assistência pública. E investigando o fenômeno, descobriu que 40% deles vivia sozinho antes de cometer um crime. Uma condição cada vez mais comum no Japão, onde o tradicional bem-estar familiar está rapidamente se dissolvendo e o governo luta para acompanhar a situação. Causando sofrimentos econômicos, mas também emocionais. “Meu marido teve um acidente vascular cerebral há seis anos, e a partir de então está paralisado na cama”, conta à Bloomberg T., 80 anos e dois filhos, agora na quarta condenação por pequenos furtos. “Foi muito difícil cuidar dele, eu não podia contar a ninguém porque eu tinha vergonha. Quando eu roubei, tinha o dinheiro no bolso, mas não queria voltar para casa e pedir ajuda na prisão foi a única maneira”.

Nessa reclusão pública esses idosos encontram, com os companheiros de cela, mas também com o pessoal das prisões, relações humanas que na prisão domiciliar tinham perdido. “Nem consigo contar como eu gosto de trabalhar no laboratório da prisão”, relata N., 79 anos. “No outro dia eles me parabenizaram pela minha eficiência e eu entendi a alegria do trabalho. Eu lamento nunca ter trabalhado. Minha vida teria sido diferente”.

La Repubblica, 20-03-2018

Uma entrevista com o cardeal Tarcisio Bertone, por ocasião da apresentação do seu livro I miei Papi [Os meus papas] (Ed. Elledici). 

Eminência, na noite de 11 de outubro de 1962, na Praça de São Pedro, depois do célebre “discurso da lua”, quais eram as suas sensações como estudante em Roma? E como descreve a Igreja hoje à luz daquela noite?

João XXIII tocou o coração de todos com aquele “façam uma carícia nos seus filhos”. Naquela noite, vibrávamos com as palavras do Papa Roncalli. Hoje, 56 anos depois, parece-me que a Igreja do Papa Francisco, que tenta ser “em saída”, que se empenha em estar perto das pessoas, se vincula novamente, se conecta diretamente com o coração palpitante, com o estilo do Papa João XXIII. A Igreja de Francisco tem um senso de compaixão, de misericórdia – pensemos na famosa expressão “hospital de campanha” – por essa humanidade de hoje que tanto precisa de compreensão, além de diretrizes e orientações de vida.

Para além dos milagres, por que, em sua opinião, Paulo VI é santo?

O Papa Montini merece ser proclamado santo porque, naquele momento tão complexo da história do mundo e da Igreja, ele sempre expressou seu amor por cada ser humano. Basta pensar na sua carta às Brigadas Vermelhas, ou no seu discurso comovente e muito humano nas exéquias de Moro em 1978. Certamente, não é por acaso que o Papa Francisco também se inspira nele. Ele era um homem particular. Desde criança, quando, nos bancos da escola fundamental, escreveu em uma folha “Eu amo”. Desde então, nunca deixou de “amar” a humanidade toda.

O segredo de Fátima foi revelado ou não? Por que, no prefácio de seu livro I miei Papo, o cardeal Gianfranco Ravasi fala de fake news?

Absolutamente sim, foi revelado. Há quem diga que existia um “envelope Capovilla” que revelava a presença de outro texto da terceira parte do Segredo, ou de uma parte escondida por mim, sabe-se lá por quais objetivos inconfessáveis. Mas o próprio cardeal Loris Capovilla me “inocentou” várias vezes, em particular escrevendo uma carta para esclarecer que não havia nenhuma contradição na minha exposição.

O pontificado polonês: o que o senhor escolhe como elemento, momento, acontecimento-símbolo dos 27 anos do Papa Wojtyla?

Primeiro de tudo, gosto de definir João Paulo II como combatente. Ele o foi desde sua juventude, desde suas batalhas ao lado dos operários de Cracóvia. E, com suas viagens, foi um grande comunicador do Evangelho, além de estar ao lado dos últimos. Além disso, ele transmitiu grandes emoções, mesmo quando não conseguia mais falar. E o seu maior presente para a Igreja foi inventar a Jornada Mundial da Juventude, que continua suscitando o entusiasmo de milhões de jovens. É um tesouro que ele nos deixou e que continua germinando.

Qual a importância que São João Bosco teve para o senhor, salesiano, nos anos em que ocupou cargos de responsabilidade na Igreja? Às vezes, o senhor não o “esqueceu” ou ignorou?

Eu nunca ignorei Dom Bosco! Eu sempre invoquei sua ajuda. E rezar as três Ave-Marias à noite ao pé da cama, como Dom Bosco recomendava, me pacificava e me fazia dormir mesmo nos momentos mais difíceis.

A renúncia ao pontificado de Bento XVI: como e quando o senhor soube da decisão de Ratzinger?

Ele fez uma menção fugaz a uma eventual possibilidade ainda em 30 de abril de 2012. Depois, falou novamente sobre isso em uma conversa confidencial no mês de agosto, enquanto estávamos em Castel Gandolfo.

E como o senhor reagiu? Qual foi o seu estado de ânimo naqueles meses que levaram ao 11 de fevereiro de 2013?

Eu estava incrédulo e inquieto. Posteriormente, apresentei-lhe uma série de raciocínios que eu considerava que eram fundamentados para o bem da Igreja e para impedir uma depressão geral do povo de Deus. Estávamos em pleno “Ano da Fé ”. Bento XVI estava escrevendo o terceiro volume sobre Jesus de Nazaré e prometera dar à Igreja uma encíclica sobre a fé, que completaria a trilogia das virtudes teologais, depois daquela sobre a caridade e a esperança. Comecei a minha resistência para obter pelo menos uma postergação na data do anúncio dessa decisão, que eu considerava tremenda e que eu carregava com grande sofrimento. Com o passar do tempo, o Santo Padre não só não recuava, mas se confirmava na decisão tomada com toda a consciência diante do Senhor. Primeiro, ele tinha a intenção de publicar a declaração de renúncia antes do Natal, mas eu lhe dizia que, para o Natal, ele devia nos dar o presente do seu livro sobre a infância de Jesus de Nazaré, e esse anúncio abalaria a opinião pública, perturbaria o clima natalício. Adiada a decisão para o Ano Novo, eu ainda tentava prorrogá-la de semana em semana. Mas em vão.

O senhor é amigo de Joseph Ratzinger e também foi secretário de Estado vaticano de Jorge Mario Bergoglio, além do próprio Bento XVI: como comenta as comparações que são feitas entre os pontificados, culminando com as polêmicas sobre a carta do Papa Emérito que veio à tona nos últimos dias?

Entre Bento XVI e Francisco, há continuidade na diversidade dos estilos e dos caráteres. É absurdo pô-los em contraposição, como se fossem, o primeiro, um intelectual abstrato que não entende os problemas das pessoas, e o outro, “apenas” o papa concreto, prático, amado por todos. Não corresponde à verdade. O impacto de Francisco com as pessoas é mais imediato, empático, enquanto o Papa Bento simplesmente tem outro caráter. Bergoglio tem uma enorme bagagem de estudos como jesuíta, uma formação intelectual robusta com um temperamento particular; Ratzinger sempre teve uma ótima comunicação com seus fiéis, basta pensar como ele falava com as crianças e nas suas visitas às prisões. Repito: entre eles, há continuidade na diversidade. Como é normal e bonito que seja. Não há mais nada a acrescentar. E as comparações não servem para nada. Ao contrário, são contraproducentes.

Como o senhor descreve os cinco anos do Papa Francisco?

Sobretudo, com o seu dom de si mesmo sem repouso! É incansável. É um pontífice que se doa totalmente aos outros, dos mais “altos” colaboradores a todas as crianças e os doentes que encontra nas audiências. Mesmo depois de algumas centenas de abraços e carícias, ele sempre sabe se doar e sorrir com intensidade. Para todos. É um milagre que ele resista a esses ritmos aos 81 anos de idade. Penso que o Papa Francisco, com esse espírito que estende a mão a quem tem necessidade, é um exemplo para toda a Igreja, particularmente para os eclesiásticos. Por isso, não tenho nenhum medo do futuro da Igreja. E, a propósito das reformas e dos desafios em curso, em particular a luta contra os abusos sexuais e o âmbito econômico, sublinho que Francisco os tomou nas mãos e os está levando adiante. E isso não é pouco. Ao contrário. Obviamente, existem dificuldades. Mas, na Cúria Romana – e eu a conheço bem –, não há uma hostilidade, uma oposição surda às iniciativas de Francisco, apenas problemas fisiológicos de uma estrutura tão complexa. Mas estou convencido de que Francisco seguirá bem em frente nas reformas. Digo isto: rezemos ao Senhor para que o conserve, o Papa Francisco. Rezemos por isso todos os dias!

O senhor não acha que exagerou ao atribuir a Francisco as decisões sobre seu apartamento?

No livro, eu considerei que devia citar o Papa Francisco para dar a entender que o pontífice não estava às escuras, mas sabia o que estava acontecendo. A verdade é essa. Mesmo que, especifico, o responsável pelos detalhes era o Governatorado. Aliás, há quem chame a minha residência de “cobertura”, enquanto é um apartamento com um grande terraço condominial. Foi o Papa Bergoglio quem me pediu para ficar no Vaticano e continuar cuidando do arquivo, e, naquele ponto, foi preciso procurar um apartamento. O papa acompanhou de perto todo esse processo. Os pagamentos são outra questão, sobre a qual não quero dizer nada, há um processo em curso no Vaticano, não cabe a mim dizer outra coisa agora. Como confirmação da minha boa-fé, sublinho que, até 2 de dezembro de 2018, quando vou completar 84 anos, continuarei trabalhando no Vaticano, também por um pedido expresso do Papa Francisco. E vou continuar com alegria e com grande proximidade com esse extraordinário papa. E, depois, pretendo permanecer no Vaticano: fiz tantas transferências na minha vida, espero estar em paz na minha velhice.

Por que muitos o definem, sobretudo, como “homem de poder e de intrigas”?

Eu sofri muitos ataques. A obstinação com que fui tornado alvo me parece impiedosa, exagerada. Nunca organizei intrigas ou complôs. Estou convencido de ter sido apenas um bode expiatório. Sempre me ative às indicações dos papas com quem colaborei. Sempre tentei desempenhar bem as minhas tarefas. Então, acho que o motivo é que, se tivessem atacado um cardeal desconhecido, isso talvez não teria virado notícia. Mas agora eu guardo esse rótulo, é como se estivesse expiando os pecados aqui na terra.

Qual é seu principal arrependimento ou remorso? E um mérito que o senhor atribui a si mesmo no governo da Igreja?

O maior erro é ter aceitado cargos demais. Se eu pudesse voltar atrás, não faria isso mais. Mas, agora, é tarde demais. Por exemplo, eu não aceitaria mais a presidência da Comissão Cardinalícia do IOR. Em vez disso, tenho orgulho de ter tentado ouvir e ajudar a todos, dedicar tempo a cada pessoa que pedia uma audiência. Muitos se lembram disso e me são gratos.

Fonte: Vatican Insider

Números mostram que uma maioria de jovens adultos em 12 países não tem religião, com os tchecos sendo os menos religiosos.

A marcha da Europa em direção a uma sociedade pós-cristã está nitidamente ilustrada numa pesquisa que mostrou que uma maioria de jovens em uma dezena de países não segue religião alguma.

Um estudo com os jovens de 16 a 29 anos descobriu que a República Tcheca é o país menos religioso na Europa, com 91% deste grupo etário dizendo não ter nenhuma filiação religiosa. Entre 70 e 80% dos jovens adultos na Estônia, Suécia e nos Países Baixos também se classificam como não religiosos.

O país mais religioso é a Polônia, onde 17% dos jovens adultos se definem como não religiosos, seguido pela Lituânia com 25%.

70% dos jovens do Reino Unido se identificam como sem religião. O gráfico mostra como os jovens de 16 a 29 anos se identificam em termos religiosos.

No Reino Unido, apenas 7% dos jovens adultos se identificam como anglicanos, número abaixo dos 10% que se categorizam como católicos. Os jovens muçulmanos, 6%, estão próximos de ultrapassar os que se consideram parte da Igreja estabelecida do país.

Estes números estão publicanos no relatório intitulado “Europe’s Young Adults and Religion” [Os jovens adultos da Europa e a religião], de Stephen Bullivant, professor de teologia e sociologia da religião na St Mary’s University, em Londres. Os números se baseiam em dados tirados da Pesquisa Social Europeia 2014-2016.

Segundo se lê no texto do relatório, a religião está “moribunda”. Com algumas “notáveis exceções, os jovens adultos estão cada vez mais deixando de se identificar como religiosos e de praticar a sua religião”.

A tendência é a de estes números ficarem mais acentuados no futuro. “O cristianismo como padrão, como norma, se foi, e é provável que se foi de modo permanente – ou pelo menos para os próximos 100 anos”, escreveu Bullivant.

Mas houve também variações significativas. “Os países que são próximos uns dos outros, com fundos culturais e histórias parecidos, têm perfis religiosos amplamente diferentes”.

59% dos jovens no Reino Unido nunca frequentaram cerimônias religiosas. O gráfico mostra a frequência a templos religiosos, fora de ocasiões especiais, entre os jovens de 16 e 29 anos.

Os dois países mais religiosos (a Polônia e a Lituânia) e os dois menos religiosos (a República Tcheca e a Estônia) são Estados pós-comunistas.

A tendência da filiação religiosa se repetiu quando se perguntou aos jovens sobre a prática religiosa. Somente na Polônia, em Portugal e na Irlanda mais de 10% dos jovens disseram frequentar cerimônias religiosas pelo menos uma vez por semana.

Na República Tcheca, 70% dizem que nunca foram à igreja ou a algum outro local de adoração, e 80% diz que nunca rezam. No Reino Unido, na França, Bélgica, Espanha e Países Baixos, entre 56 e 60% disseram nunca ir à igreja, e entre 63 e 66% falaram que nunca rezam.

Entre os que se identificam como católicos, houve uma grande variação nos níveis de comprometimento. Mais de 80% dos jovens poloneses dizem que são católicos, com cerca da metade indo à missa pelo menos uma vez por semana. Na Lituânia, onde 70% dos jovens adultos dizem ser católicos, somente 5% afirmam ir à missa semanalmente.

Quase dois terços dos jovens do Reino Unido nunca rezam. O gráfico mostra a frequência de oração, fora das cerimônias religiosas, entre os jovens de 16 e 29 anos.

Segundo Bullivant, muitos jovens europeus “serão batizados e, depois, nunca entrarão numa igreja novamente. As identidades religiosas culturais simplesmente não estão sendo passadas adiante de pais para filhos”.

Os números concernentes ao Reino Unido explicam-se parcialmente pelo alto índice de imigração, acrescentou o autor o relatório. “Um em cada 5 católicos no Reino Unidonão nasceu aqui”.

“E sabemos que o índice de natalidade dos muçulmanos é mais alto do que a população geral, e eles possuem índices de retenção [religiosa] muito mais elevados”.

Na Irlanda, houve um declínio significativo na religiosidade ao longo dos últimos 30 anos, mas comparado a qualquer outro lugar da Europa ocidental, ele ainda parece bastante religioso”, explicou Bullivant.

“O novo cenário padrão é ‘sem religião’, e os poucos que são religiosos se veem como nadando contra a maré”, completou.

“Em 20 ou 30 anos, as igrejas tradicionais/predominantes estarão menores, mas as poucas que restarem serão altamente comprometidas”.

Harriet Sherwood – The Guardian, 21-03-2018

Neste artigo, há histórias de três católicos, ex-satanistas, que agora compartilham suas vidas em vários fóruns católicos públicos depois de se tornarem palestrantes e escritores.

O ‘National Catholic Register’ apresenta a vida de Deborah Lipsky, David Arias e Zachary King, pessoas que no passado viveram no secretismo, satisfazendo as suas paixões e zombando de tudo o que é cristão, especialmente católico.

1. Deborah Lipsky

É autora de ‘A Message of Hope: Confessions of a Ex-Satanist’ (Uma mensagem de esperança: Confissões de um ex-satanista).

Deborah nasceu em Massachusetts, envolveu-se com o satanismo quando era adolescente e voltou para a Igreja Católica em 2009.

“Você ficaria surpreendido ao descobrir que os cidadãos aparentemente respeitáveis ??na tua comunidade são membros de clãs satânicos, pois são pessoas que conhece na rua: são médicos, advogados e chefes indígenas”, contou ao jornalista do ‘Register’, Jim Graves.

Deborah é autista, o que a levou a se isolar quando era criança. Ela frequentou escolas católicas durante 4 anos. O rechaço e abuso de outras crianças a levou a se comportar mal na sala de aula, o que a afastava das religiosas que administravam a escola “e sugeriram que eu merecia o tratamento que recebia”, disse.

“Eu estava com raiva das religiosas, então, como uma brincadeira e para compensar-me, comecei a frequentar a escola com o pentagrama. Eu também o desenhava nas minhas tarefas. Elas me pediram que deixasse de frequentar a escola. Agora, estes foram os dias prévios à Internet, então comecei a ler sobre o satanismo nos livros e logo depois comecei a falar com os satanistas”, relatou Deborah.

Mais tarde, ela se uniu a um culto satânico, mas o abandonou por causa da vulgaridade das suas missas negras. Recordou: “É a depravação na sua pior forma. O satanismo se trata da indulgência e da destruição da Igreja e da moralidade tradicional”.

Deborah continuou: “Você se sentiria desconfortável ao meu redor, pois eu poderia ter olhado para você com ódio e me considerava muito manipuladora. Você se surpreenderia que muito nova acumulasse uma riqueza enorme, embora trabalhasse a metade do tempo”.

As pessoas convidam o demoníaco às suas vidas através de “portais”, disse e acrescentou que isso pode ser feito através de “tabuleiros de Ouija, um psíquico, participar de uma sessão ou tentando comunicar-se com fantasmas”.

“Também podemos convidá-los quando nos deixamos levar pela ira e nos recusamos a perdoar. Os demônios têm a capacidade de alterar os nossos pensamentos e nos levar aos vícios”, acrescentou.

Por outro lado, disse que os demônios a aterrorizavam.

“Eles vieram pegar a minha alma ou queriam uma possessão total. Tive um sonho no qual um anjo veio me salvar. Levantei-me no dia seguinte e decidi: ‘Eu vou ser católica novamente’”, assegurou.

Um dia, Deborah rezou e disse: “‘Deus, eu não sei se você existe, mas se você existe, envia-me uma religiosa que me leve de volta à Igreja Católica’. Alguns meses depois isso aconteceu. Nossa Senhora me apresentou alguns sacerdotes com experiência em lidar com o demônio, entre eles havia um sacerdote que vivia em Maine. E voltei para a Igreja Católica. Eu amo a Igreja e dediquei a minha vida a Ela”.

Atualmente Deborah encoraja os fiéis a terem uma vida ativa na Igreja Católica, a irem à Missa, a se confessarem regularmente e a usarem sacramentais, especialmente a água benta.

Também recomenda que os fiéis tenham cuidado com os seus hobbies e entretenimentos.

“O estilo de vida com bebidas, festas e farras pode dar uma oportunidade para que o diabo entre. Também recomendo que as pessoas evitem os filmes de assassinato”, acrescentou.

2. David Arias

Ele nasceu na Cidade do México e chegou à Califórnia aos 16 anos. David cresceu, segundo descreveu, em uma família “culturalmente católica”, mas muitas vezes discutia com a sua família, pois ele se descreveu como um “perturbador”.

Os amigos do ensino médio mostraram para ele o jogo da Ouija e o convidaram a usá-lo em um cemitério. O grupo o levou a festas clandestinas, que incluíam a promiscuidade e o uso de drogas e álcool. Logo depois, foi convidado a fazer parte do que chamou “a igreja de Satanás”.

David disse que no seu grupo tinha pessoas de todas as idades (ele tinha 16 anos e era um dos mais jovens) e etnias. Muitos eram “góticos”, pessoas que se vestem de preto e pintam os cabelos, os lábios e os olhos de preto. Outros pareciam autoridades ??e eram médicos, advogados e engenheiros.

O grupo teve cuidado de evitar a polícia e ameaçou matar qualquer membro que publicasse as suas experiências.

Depois de quatro anos participando do culto, David “sentiu um vazio” interior e voltou para Deus e para a sua fé católica. Desde então, casou-se, teve filhos e participou ativamente da sua paróquia, compartilhando a história do seu passado, especialmente na comunidade hispânica.

Aconselhou os pais a vigiar os seus filhos, pois hoje as crianças “têm acesso facilmente a muitas coisas prejudiciais”.

Além disso, recomendou participar sempre da Missa, procurar a confissão e rezar o terço.

“O terço é poderoso. Quando alguém reza o terço, o mal fica irritado!”, expressou.

3. Zachary King

É um ex-satanista que atualmente é um pregador católico do apostolado “Ministério de Todos os Santos”.

Uniu-se a um grupo satânico quando era adolescente, atraído pelas atividades que achava divertidas.

“Queriam que as pessoas continuassem voltando. Tinham máquinas de pinball e videogames que podíamos jogar, havia um lago na propriedade onde podíamos nadar e pescar, e um lugar para fazer churrascos. Havia muita comida, festas e podíamos assistir filmes”, explicou.

Também havia drogas e pornografia. A pornografia, de fato, “tem um papel muito importante no satanismo”, afirmou.

Aos 33 anos, ele se afastou deste grupo. A sua conversão ao catolicismo começou em 2008, quando uma mulher lhe deu uma Medalha Milagrosa.

Hoje, adverte aos pais que evitem expor os seus filhos ao demoníaco. Isso inclui evitar o jogo da Ouija e jogos como Charlie Charlie.

Embora lamente a sua participação no satanismo, confessou os seus pecados e já não se culpa.

“Eu queria ser católico desde que eu era criança e teria desejado ser sacerdote o mais rápido possível. Mas, Deus me permitiu viver estas experiências. Ele quer que eu diga a todos: não façam isso”, concluiu.

ACI Digital