A batalha pela vida prossegue hoje: se a entubação foi desconectada como a “justiça” havia decretado, o que mais impede a transferência para Roma?

A “justiça” britânica se reconfirmou chocantemente, irracionalmente e teimosamente incomovível diante de todas as argumentações lógicas a respeito dos legítimos direitos de Alfie Evans e dos seus pais, Tom e Kate, tanto no sentido de não os impedir de procurarem um diagnóstico mais objetivo em outra instituição hospitalar quanto no sentido de não atropelar a sua liberdade supostamente garantida de transferirem o próprio filho para o hospital que bem entendessem.

Negando todos os recursos e mostrando-se endurecida também diante dos extraordinários esforços diplomáticos do Vaticano e da Itália, a “justiça” britânica, revelando-se digna do totalitarismo soviético, decretou o imediato desligamento dos aparelhos que ajudavam a manter vivo o bebê de 2 anos em Liverpool.

Ontem à noite, às 22h30 de Londres (18h30 de Brasília), os aparelhos foram desconectados.

MAS…
Alfie Evans de olhos abertos

Os seríssimos profissionais do hospital pediátrico inglês, a cuja palavra a “justiça” do país havia praticamente atribuído caráter de revelação divina, tinham profetizado que Alfie sobreviveria no máximo algumas dezenas de minutos a partir do desligamento do suporte vital.

Alfie sobreviveu a noite inteira sem os aparelhos. Alfie continua vivo até agora!
Seu bravo pai, Thomas, demonstrando da altura dos seus 21 anos de idade um grau de maturidade, hombridade e firmeza com que a maioria dos médicos e juízes envolvidos nesta sanha assassina parecem jamais ter sonhado na vida, peitou mais uma vez a equipe do hospital e a proibiu de aplicar ao filho as drogas que deveriam sedá-lo. A respeito de uma delas, o Fentanyl, Tom trovejou:

“Usam isso para os condenados à morte!”

E deixou bem claro, com toda a bravura de um pai que já desafiou a tudo e a todos para defender o seu filho:

“Vocês não vão drogar o meu filho até a morte. Isto é ilegal no Reino Unido”.

Tom conseguiu. Alfie não foi drogado e, por isso mesmo, não foi morto.

Alfie está vivo e seus pais terão hoje uma enésima audiência com a “justiça” britânica às 15h30 de Londres (11h30 de Brasília). Eles vão voltar a repetir o óbvio até que aconteça o milagre do entendimento: o bebê está vivo, está respirando sem estar entubado e tem direito a pelo menos receber hidratação e oxigênio.

Será possível que até isto vai ser negado pela “justiça” britânica, esta sim doente gravíssima de ideologia do descarte?

Continuemos orando por Alfie e pelos seus pais incansáveis. Oremos pela mente e pelo coração das autoridades envolvidas. Continuemos suplicando o milagre.

Fonte: Aleteia

Entenda o caso do bebê que esteve no centro de uma luta entre família e hospital

Quase dez meses após a morte de Charlie Gard, um bebê britânico com uma doença degenerativa que esteve no centro de uma batalha judicial entre seus pais e o hospital em que estava internado, a história se repete com Alfie Evans, de quase dois anos de idade, e seus pais Tom Evans e Kate James. A custódia do bebê, que está em estado semivegetativo, é objeto de disputa entre os pais e o Hospital Pediátrico Alder Hey, em um caso que está tomando grandes proporções e recebeu nos últimos dias a intervenção do governo italiano e do Papa Francisco.

O que se sabe sobre o estado de saúde de Alfie é que ele tem uma condição neurológica degenerativa. O diagnóstico preciso não é conhecido, mas o bebê já sofreu um dano neurológico severo e irreparável, que ainda prossegue. Alguns especialistas acreditam que ele tenha a mesma condição mitocondrial que Charlie Gard tinha – uma doença rara sem cura conhecida que provoca progressiva degeneração neuronal e enfraquecimento muscular.

A equipe médica do hospital considera que qualquer tratamento será “fútil” e “inumano”, devido ao fato de que os exames mostraram uma “degradação catastrófica do tecido neuronal”. Os pais, porém, lutaram em todas as instâncias do Judiciário para que o suporte artificial à vida de Alfie não fosse descontinuado e o bebê pudesse ser transferido para outro hospital, na esperança de ter sua condição diagnosticada com exatidão. Entenda como o caso de Alfie se desenrolou:

Maio de 2016

Alfie nasceu em 9 de maio de 2016. Em seus primeiros sete meses de vida, ele parecia ter dificuldades em seu desenvolvimento. Quando os seus pais perceberam que ele fazia movimentos parecidos com convulsões, procuraram os médicos, mas apenas ouviram que Alfie teria um desenvolvimento mais tardio.

Dezembro de 2016

Alfie foi internado no Hospital Pediátrico Alder Hey, em Liverpool, depois de uma infecção no peito que lhe causou convulsões. Sua respiração passou a ser mantida por aparelhos. Alfie superou em seguida a infecção no peito e voltou a respirar sozinho. Ele teve, porém, uma nova infecção e precisou novamente de ventilação artificial.

Junho de 2017

Na efervescência do caso de Charlie Gard, Tom Evans contou a um jornal de Liverpool que temia que o mesmo acontecesse com Alfie e o hospital iniciasse uma batalha legal para desligar os aparelhos que mantêm o bebê vivo.

Dezembro de 2017

A equipe do hospital comunicou aos pais de Alfie que todas as opções se esgotaram e deixou clara a sua oposição à transferência do bebê para outro local. O hospital pediu à Alta Corte de Justiça permissão para desligar a ventilação artificial de Alfie.

1º de fevereiro de 2018

A Alta Corte abriu o caso e começou a ouvir médicos, advogados e os pais de Alfie.

20 de fevereiro

O juiz Anthony Hayden emitiu a decisão de que o suporte artificial à vida de Alfie não deve ser continuado, argumentando que isso corresponde ao “melhor interesse” do bebê.

6 de março

A Corte de Apelação recusou um recurso dos pais de Alfie, que decidiram então remeter o caso à Suprema Corte.

20 de março

A Suprema Corte afirmou que se recusa a ouvir o caso.

28 de março

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos também recusou intervir no caso.

4 de abril

O Papa Francisco publicou um tuíte dizendo: “É minha sincera esperança que seja feito todo o possível para continuar acompanhando o pequeno Alfie Evans e que o profundo sofrimento de seus pais seja ouvido. Estou rezando por Alfie, por sua família e por todos os envolvidos”.

12 de abril

Depois de centenas de pessoas protestarem em frente ao hospital, a Corte de Apelação decidiu ouvir novamente o caso.

16 de abril

Os juízes da Corte de Apelação decidem novamente a favor da decisão do hospital. Tom Evans recorreu mais uma vez à Suprema Corte.

18 de abril

O Papa Francisco recebeu Tom Evans no Vaticano. Depois, na audiência geral costumeira das quartas-feiras na Praça de São Pedro, chamou a atenção para o caso do bebê. “Gostaria de repetir e confirmar, com força, que o único dono da vida, do início ao fim natural é Deus”, disse o pontífice. O Hospital Pediátrico Bambino Gesù, de Roma, que pertence ao Vaticano, reafirmou sua disponibilidade para receber Alfie.

No mesmo dia, a Conferência dos Bispos Católicos de Inglaterra e Gales publicou uma nota dizendo que reconhece a “integridade” de todos os envolvidos no caso. “O profissionalismo e o cuidado pela criança, severamente doente, mostrados pelo hospital precisam ser reconhecidos e afirmados”, disse o comunicado. “Com o Santo Padre, rezamos para que, com amor e realismo, tudo possa ser feito para acompanhar Alfie e seus pais em seu profundo sofrimento”.

20 de abril

A Suprema Corte britânica se posicionou em concordância com os médicos, rejeitando um recurso interposto pelos pais de Alfie. “O hospital deve ser livre para realizar aquilo que foi determinado como do melhor interesse de Alfie”, disse um comunicado dos três juízes que emitiram a decisão. No mesmo dia, os bispos do estado do Rio de Janeiro publicaram uma carta manifestando “incondicional apoio à família do pequeno Alfie Evans”.

22 de abril

Tom Evans enviou uma carta à rainha Elizabeth II, pedindo a sua intervenção no caso. Não houve resposta.

 23 de abril

A Corte Europeia dos Direitos Humanos se recusou novamente a intervir no caso. No mesmo dia, o governo italiano concedeu a cidadania de seu país a Alfie, na esperança de evitar a ventilação artificial e de transferi-lo para um hospital na Itália.

O papa voltou a tuitar sobre o caso. “Renovo meu apelo para que seja ouvido o sofrimento de seus pais e seja satisfeito seu desejo de tentar novas possibilidades de tratamento”, disse.

Por volta das 21:15 horas locais (17:15 no horário de Brasília), Alfie teve removida a ventilação artificial. Até o fechamento dessa matéria, ele ainda respirava sozinho.

Fonte: Sempre Família

Quando o padre estendeu a mão e tocou com ternura o rosto do menino, não consegui me controlar. E isso só se intensificou. Quando o Papa Francisco chamou o relutante Emanuele para perguntar baixinho onde estava seu amado pai depois da morte, eu chorava tanto que as outras pessoas na fila do Starbucks tiraram os olhos do celular. Eu pedi desculpas pela exposição, murmurando, e continuei vendo o resto das incríveis filmagens do Papa Francisco sendo pastoral: um bom pastor, com o menor cordeiro no colo, perto do coração. Emanuele queria saber: será que seu pai estava mesmo no céu, mesmo sendo descrente?

Por que eu chorava? Por que este videozinho de um senhor sendo simpático com um garotinho me tocou e tocou muitas outras pessoas tão profundamente? Acho que foi porque Francisco nos mostrou como arriscar ao simplesmente abraçar o mundo que sofre. Sem explicação, apenas amor. Assim é o amor em ação, ele fala conosco de uma forma que as palavras não conseguem. Francisco corta a distância entre o Papa e a criança, entre o crente e o incrédulo, e chega ao núcleo: somos humanos.

Francisco se recusa a não estar presente para um coração ferido.

Quando o Papa Francisco diz que “Deus é o único que diz quem vai para o céu”, ele evita se colocar acima de Deus ou idolatrar as nossas regras humanas e nossa compreensão limitada de Deus. Ele escolhe agir com base no que ele sabe de Deus, em vez de limitá-lo conjecturando sobre a vida após a morte. Sim, continua sendo verdade — de acordo com nosso melhor palpite e nossa tradição cuidadosamente pensada, com base no Evangelho e no consagrado Catecismo da Igreja Católica — que “os que morrerem na graça e na amizade de Deus e estiverem perfeitamente purificados, viverão para sempre com Cristo” (Nº 1023). E isso colocaria o pai de Emanuele, um ateu, fora da possibilidade de ir para o céu.

Mas “Deus é o único que pode dizer quem vai para o céu”. Não é o Papa, nem eu, nem você, mas Deus.

Assegurar a Emanuele que um Deus amoroso aceitaria seu pai no céu diz mais sobre Deus do que sobre o céu. A realidade é que não sabemos muita coisa sobre o céu. Mas sabemos muito sobre Deus. E espero que possamos concordar que Deus é amor. Não apenas porque encontramos essa afirmação de forma clara nas Escrituras, mas porque é assim que vivenciamos Deus em nossas vidas. E quase todas as especulações sobre a vida após a morte é estruturada pelo que pensamos sobre Deus. 

Estamos dispostos a deixar Deus ser Deus? E se acreditamos que Deus é amor, podemos seguir em frente e acreditar que Ele vai fazer a coisa certa. É muito difícil que o amor não seja amável. Sabemos se nossos entes queridos estão no céu? Lembre-se de que dizemos que são nossos entes queridos não só porque nós os amamos, mas porque Deus os amou primeiro e continua a amá-los. Então podemos continuar confiando no amor de Deus.

Às vezes é possível contrastar a verdade técnica da doutrina da Igreja com sua aplicação pastoral. Mesmo que o povo de Deus não possa lidar com a verdade, sendo melhor alimentado com banalidades fracas em termos do amor de Deus. E eu não acho que o Papa Francisco tenha feito isso com o jovem Emanuele. Ele não estava apenas sendo simpático, evitando dizer a um menino a verdade nua e crua de que seu pai não estava no céu. Não é assim que funciona.

Uma resposta pastoral é articular a doutrina da Igreja diante da vulnerabilidade humana. É destacar da doutrina os ingredientes básicos do amor e do acolhimento — na forma do convite permanente para seguir a Cristo em uma relação radical com o mundo. E isso nos move. Vemos nosso líder amando de uma forma que queremos amar, sendo vulnerável e confiando assim como queremos confiar. E se o Papa consegue resistir a incorporar o Deus Todo-Poderoso, será que nós não podemos tentar?

Jack Bentz, S.J., em artigo publicado pela revista América.

O filme “Paulo: Apóstolo de Cristo” foi aclamado por bispos de todo o Brasil durante a 56ª Assembleia Geral da CNBB, realizada de 11 a 20 de abril, em Aparecida (SP). A pré-estreia aconteceu no auditório da TV Aparecida. Em seção exclusiva, o episcopado teve a oportunidade de assistir o longa e se emocionar com a história. É o caso do bispo da diocese de Bom Jesus da Lapa (BA), dom João Santos Cardoso, que classificou o filme como “fantástico”.

“Eu considero que o filme fez uma interpretação dos escritos paulinos e também de fatos narrados pelos Atos dos Apóstolos. Ele retrata a prisão, num ambiente sombrio e vários outros momentos sombrios que mostram o contexto difícil numa época em que os cristãos eram trucidados, porém testemunhavam a fé e o amor. Depois, num ambiente de luz do filme, são os momentos de saída, que é Cristo”, afirmou o bispo.

Outros dois bispos concordaram que o longa é destinado tanto para cristãos, como para pessoas de outras religiões, ou até mesmo aos que não têm crença. Dom Eduardo Pinheiro, bispo de Jaboticabal (SP), afirmou que este “é um filme que não só os cristãos, mas todas as pessoas que têm uma noção do que significa entregar a própria vida por um ideal vão se sentir tocadas”.

“A vida de São Paulo toca a vida de cada um de nós. Diante dos sofrimentos dele e dos outros, num mundo em que quer mostrar a vida no imediato, esse filme acaba provocando em nós um pensamento naquilo também que vem depois da vida”, disse. “Se não há um ideal, um sonho, uma esperança na eternidade, o sofrimento e a vida não tem sentido. Acredito que esse filme pode ajudar muita gente”, complementou o bispo.

Dom Giuliano Frigeni, da diocese de Parintins (AM), também destacou que o longa vale para pessoas de várias crenças. “Eu acho que vale para cristãos, padres, bispos, ateus, agnósticos, porque o filme não descarta nenhuma pessoa, todas elas reagem segundo aquilo que acreditam. Seja o imperador, sejam os soldados a serviço do império, como os próprios cristãos que perderam suas casas, mas que conseguem descobrir o valor da vida com o testemunho de Paulo”.

Para o bispo foi genial Paulo ser representado já no fim da vida, mas ao mesmo tempo rever sua história, enquanto comunica suas experiências a Lucas, que por sua vez, não faz um papel apenas de escrivão, mas entra de vez na vida do apóstolo. “Agora quem ler o Evangelho de Lucas e o Atos dos Apóstolos, depois desse filme, lerá com um gosto e um proveito muito maior”, destaca dom Giuliano.

O filme

O longa retrata a história de Paulo, conhecido como um dos perseguidores de cristãos mais cruel de seu tempo. Mas, tudo muda quando ele tem um encontro com o próprio Jesus e, a partir desse momento, o jovem se torna um dos apóstolos mais influentes do cristianismo.

CNBB