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Educar exige liberdade e autoridade, mas qual o limite e diferença entre eles?

Em todas as etapas da vida dos filhos os pais têm novos desafios. À medida que eles crescem, algumas adaptações no exercício parental precisam ser feitas, principalmente em relação ao equilíbrio entre autoridade e liberdade. E nessa construção da relação familiar, autoridade nunca pode ser confundida com autoritarismo. E o contrário também exige atenção, já que a liberdade em excesso também é nociva.

Dentro da família todos são convidados a participar e ouvir uns aos outros, mas são os pais que têm a responsabilidade de impor limites aos filhos. Entretanto, não é bem isso que acontece na prática em algumas famílias. Por um lado, existem pais muito severos e por outro há também aqueles que dão liberdade em excesso e erram ao não impor os limites necessários aos filhos, em cada etapa do desenvolvimento da criança.

É que naturalmente os pais exercem autoridade sobre os filhos, mas esse fator na educação de uma criança não pode ser confundido com o autoritarismo – que é um tipo de liderança em que só um fala e que tem razão sobre tudo. “Essa é uma maneira negativa de construção de relacionamentos. Não é desse jeito que se estabelece uma relação de confiança com os filhos”, afirma Maristela Gripp, psicopedagoga e professo do Centro Universitário Internacional Uninter.

Portanto, a autoridade dos pais sobre os filhos não deve ser restritiva, para não cair no autoritarismo. “O autoritarismo não deve ter lugar em nenhuma família, porque todas as pessoas gostam de participar, mesmo as crianças menores. A liberdade na dose certa gera crescimento e confiança”,diz ela. Exercer autoridade é ser influência positiva na vida dos filhos, sendo um modelo a ser seguido por suas ações e palavras.

“O autoritarismo não deve ter lugar em nenhuma família. A liberdade na dose certa gera crescimento e confiança”

O que acontece é que ao tentarem não ser autoritários, alguns pais oferecem liberdade em excesso também.  Para dosar esses limites, antes de mais nada é preciso o diálogo entre pais e filhos, e a liberdade pode ser exercida com limites havendo uma troca. Deixar que as crianças opinem e façam perguntas, não faz dos pais menos do que os filhos. “Tudo isso ajuda na construção dessa liberdade em relação ao indivíduo. E é diferente de deixar que façam tudo o que querem e como querem”, sinaliza Maristela.

“O tiro pode sair pela culatra”

De acordo com a especialista, especialmente quando os filhos chegam à fase adulta, essa autoridade precisa ser trocada pela orientação, se não o exagero pode resultar na rebeldia dos filhos.

“Nessa fase os pais precisam entender que não são mais autoridade e sim ajudadores na vida deles”, diz. Ao serem rígidos demais, o tiro pode sair pela culatra, porque aquele indivíduo é tão exigido que ela desmonta de vez ou parte para o oposto daquilo que é esperado, porque não houve um equilíbrio nessa relação”, alerta a psicopedagoga.

É necessário, portanto, que os pais se lembrem sempre de os filhos não são copias suas, mas, sim, pessoas diferentes em sua personalidade e na maneira de enxergar o mundo.

Claro que o adulto pode contribuir no desenvolvimento do jovem, mas a visão de mundo dele é bastante diferenciada e os pais precisam respeitar isso. “Em muitas vezes os pais são rígidos por uma questão pessoal, porque vieram de um lar que acha que faltava disciplina”, aponta ela.

Fonte: Sempre Família


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