Blog do Carmadélio

Espanha e Argentina reagem à Ideologia do gênero.

Centenas de pessoas se reuniram no centro de Pamplona (Espanha) para exigir a retirada do plano educacional “Skolae”, que pretende “crescer na igualdade” e através do qual promovem a ideologia de gênero

As famílias reunidas manifestaram que não estão de acordo com a “ideologia que pretende impor” este programa educacional que, segundo afirmaram, é “ilegal, injusto e imposto”.

Atualmente, o programa Skolae de coeducação e afetividade sexual já está implantado em aproximadamente 100 escolas públicas e em algum colégio concertado (centros de natureza privada, mas subvencionados pelo governo), segundo informa Europa Press.

Segundo os promotores de Skolae, o objetivo é “a prevenção das violências contra as mulheres e as meninas, a visibilidade das mulheres e suas contribuições, o respeito das identidades, das culturas, das sexualidades e sua diversidade, a participação social e o compromisso compartilhado de tornar realidade a igualdade”.

Uma parte do programa educacional inclui a descoberta da sexualidade em crianças de zero a seis anos através “da vivência da sexualidade na escola e na família (curiosidade sexual, jogos eróticos infantis)”.

Por isso, milhares de pessoas presentes pediram a liberdade de educar segundo as suas crenças e valores, assim como a liberdade acadêmica e o respeito pela autonomia dos centos para usar os materiais que considerem adequados em cada colégio para ensinar este programa.

Os manifestantes colocaram 12 lápides no centro da esplanada onde estava escrito: “Aqui jaz a liberdade de ensino” ou “aqui morre o senso comum substituído pela imposição do pensamento único”.

A plataforma ‘Libertad para Enseñar’ assinalou que estão “insubmissos ao programa” e declararam que pretendem comunicar “a todos os centros educativos” o pedido de que “antes de ensinar qualquer conteúdo na matéria afetiva-sexual ou relacionada com a Skolae, mostrem às famílias os conteúdos e os materiais e, se não estiverem de acordo com eles, os nossos filhos não terão acesso a esta formação”.

Segundo informações de ‘Europa Press’, a plataforma sublinhou: “Queremos que nos mostrem os materiais e os registros editados, que nos digam quem são os autores, que nos expliquem o conteúdo e, em seguida, se percebemos que atacam as nossas convicções, interferimos”.

Os representantes da plataforma asseguraram que não fazem parte de nenhum partido político, mas que são apenas famílias que, “com absoluta liberdade, queremos escolher a educação que queremos para os nossos filhos e que exigimos ao Departamento de Educação, que respeite este direito que está na Constituição”.

“Em Navarra, há vários anos estão educando em coeducação, entretanto, agora o governo de Barcos [Uxue Barcos, presidente do governo de Navarra e membro do Nafarroa Bai, partido de coalizão entre diferentes partidos nacionalistas bascos] promove o uso de alguns materiais cujo conteúdo pretende impor a ideologia de gênero e o pensamento único como verdade absoluta”, asseguraram durante a manifestação.

Além disso, destacaram que o programa Skolae é “ilegal, porque viola as leis orgânicas de educação e a norma própria deste governo de Navarra”. Também asseguraram que é “ilegítimo, porque pretende tirar das famílias os seus próprios direitos”.

“A educação é um direito das famílias, ainda mais a educação afetivo-sexual, e não é um direito deste governo nem de outro”, que “não tem legitimidade para usurpar os papéis e as responsabilidades das famílias”, insistiram durante a manifestação.

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Milhares marcham contra a ideologia de gênero na Argentina

No sábado, 15 de dezembro, milhares de pessoas participaram da 2ª Marcha Nacional contra a ideologia de gênero nas escolas em toda a Argentina.

A manifestação aconteceu em diferentes cidades do país, como Buenos Aires, Mendoza, Córdoba, Salta, Bahía Blanca, Santiago del Estero, entre outras. O evento foi organizado pelo grupo de pais ‘Con Mis Hijos No Te Metas Argentina’ (‘Não se meta com meus filhos

Na Argentina, existe a Lei de Educação Sexual Integral (ESI) desde outubro de 2006. Entretanto, após o rechaço à legalização do aborto pelo Senado da Argentina, as pressões para implementar uma educação sexual nas escolas foram aumentando com o pretexto de evitar gravidezes indesejadas, abortos clandestinos, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

Embora o debate sobre a reforma da ESI não prosperou, o Conselho Federal de Educação da Argentina elaborou o Decreto nº 340, a fim de aplicar a Lei ESI “em todos os níveis e modalidades educativas” de modo obrigatório para todas as províncias

O decreto exige abordar “sem exceção” cinco eixos conceituais nos diferentes níveis escolares, que são: “Cuidar do corpo e da saúde, valorizar a afetividade, garantir a equidade de gênero, respeitar a diversidade e exercer os nossos direitos”.

“Salta é uma trincheira de valores, por isso dizemos sim à vida, à família e não à ideologia de gênero, que acreditamos que está contra a soberania nacional. Eles querem que fiquemos pobres e endividados”, disse o deputado Andrés Suriani ao jornal ‘El Tribuno’ depois de participar da marcha nesta cidade.

“Queremos uma educação sexual em valores, respeitando a lei natural e a família como célula básica para incluir na sociedade e poder a todos, respeitando que é necessário ter valores humanos. A ideologia é perniciosa, divide o homem e a mulher e somos complementares”, explicou o legislador.

Em Mendoza, o deputado Gustavo Majstruk, indicou que “precisamos continuar lutando a fim de que as nossas escolas não eliminem os valores que suas famílias ensinam. E porque precisamos de políticos que nos representem”.

Os organizadores, conta o jornal mdz, explicaram que a marcha “foi uma nova manifestação pacífica a fim de que nos manifestemos em favor das duas vidas, da família e pedindo por uma educação sem ideologia de gênero”.

Em Buenos Aires, os participantes se reuniram no “Familiazo” em frente ao Congresso Nacional para expressar sua firme defesa da família e sua condenação à ideologia de gênero, uma abordagem que considera o sexo como algo que tem uma origem sociocultural e não natural ou biológica.


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