Blog do Carmadélio

* ‘Lei da Palmada’, o Estado NÃO deve se intrometer no modo como os pais educam os filhos!

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A tal “lei da palmada”, recente obra do Congresso Nacional, representa uma invasão abstrusa do Estado no recesso do lar.

Com efeito, reza a Constituição Federal: “A casa é asilo inviolável, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.” (Art. 5.º, XI). Pois é! O Estado quer penetrar à chucha calada nas residências brasileiras, determinando como os pais devem educar os filhos.

Ninguém, em sã consciência, aprova qualquer medida física, violenta, a ser infligida contra crianças. No entanto, para coibir o excesso, já existem o Código Penal Brasileiro e leis esparsas. Um amigo me contou que num restaurante presenciou a cena na qual uma criança, completamente fora de si, desobediente e agressiva, desferiu um tapa no rosto da mãe. O que fazer nessa situação? Segurar o referido infante energicamente pelos braços e levá-lo à força para fora do recinto seria um comportamento que se subsome ao tipo da novel lei?

No fundo, a “lei da palmada” é inconstitucional. Demais, trata-se de um precedente gravíssimo de inserção de ideologias totalitárias no seio da família, pois, atrás dessa lei demagógica poderão vir outros regramentos de cunho doutrinário. As entidades que tutelam os direitos das crianças deveriam ser as primeiras a propor ações judiciais com vistas em extirpar a aludida norma legal do ordenamento jurídico.

Em casa mando eu! A frase, tão comum nas conversas entre nossos patrícios, denota um princípio elementar do Estado laico. Quem decide acerca da religião e dos valores éticos ensinados em domicílio são os pais, e nunca o Estado. Quem delibera a propósito do modo de educar os filhos, tornando-os pessoas solidárias e não criaturas egoístas e despóticas, são os pais, e jamais o Estado!

Por Edson Sampel, Zenit


Comentários

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  1. Fácil falar, acha mesmo q bater traz educação, eu vejo cenas de espancamento e tenho que ficar calada, eu como filha digo que este tipo de coisa, não dá educação nenhuma, mais sim ódio, ensina as crianças ódio e ser agressiva, conto os dias para isso para, isso doi, quero sair ir embora, sempre que acontece isso, imagino que vai chegar em um ponto que não vai ter volta, bater ( espancar) não vai ajudar ninguém !

  2. sempre o artifício do exagero…pais agressores, filhos espancados, o estado-herói que “salva” as pobre e inocentes crianças dos pais vilões e violentos… ora vamos parar com essa hipocrisia! Essa lei é um autêntico absurdo! Claro que ninguém é a favor de espancamentos! Quem manda na minha casa sou eu, minha cara Ana. E não me venha com esse argumento falacioso de conivência com o abuso dos filhos por parte dos pais (outro típico exagero). Informe-se mais sobre o que houve na Suécia sobre a lei da palmada… Outra artimanha maquiavélica é dar o nome de “lei menino Bernardo” para a lei da palmada. Esta pobre criança foi assassinada recentemente e para maior comoção do povo, deram seu nome à lei. Propositalmente querem nos fazer acreditar que até o castigo moderados ou não, ainda que tenha propósitos pedagógicos é proibido. Os professores já não podiam fazer nada, agora nem em casa os pais podem fazer. Mais uma lei importada, ou melhor, imposta via ONU para o Brasil. A coitada da Super Nani vai ficar sem emprego… o “cantinho da disciplina” já era porque é um castigo e “constrange” a pobre da criança que agora pode continuar livremente a quebrar a casa, a bater nos pais, a desrespeitá-los e os pais devem pedir educadamente que, por obséquio, lhe obedeçam… Será que estão mensurando o impacto social que essa lei terá ao longo dos anos? Eu só vejo estragos e toda uma geração deformada e sem respeito aos pais, professores ou quaisquer autoridades constituídas.

  3. Em casa mando eu coisa nenhuma! É para isso que existem as leis! Daqui a pouco vão dizer que proibir o pai de abusar do filho é inconstitucional!

  4. A questão não é dá uma surra. Há um limite nessas “palmadinhas” que os pais dão nos filhos e, por isso, não são chamados de agressores. Eu, por exemplo, fui ensinado muitas vezes através das palmadas e nem morri, muito pelo contrário, aprendi várias coisas e algumas (muitas delas) palmadas hoje eu agradeço. Considero que faz parte do amor; sou contra essa lei.

  5. Sou a favor dessa lei, vai coibir os pais agressores, os pais só gridem os filhos porque são pequenos e é cultura, porque se fossem maiores e os filhos podessem revidar não fariam isso, surras não!!! educar de forma coerente sim.