Blog do Carmadélio

* Pode-se usar “mantras” na meditação cristã?


D. Estevão Bettencourt, Osb.

Em síntese: Tem-se propagado no Brasil a Meditação Cristã, corrente de espiritualidade de fundo panteísta. Ensina a pessoa a sentar-se comodamente e repetir um mantra (Maranatha, por exemplo) durante cerca de vinte minutos duas vezes ao dia; fazendo-o, o orante “descobrirá a unidade de que faz parte, a unidade de todos em tudo” (John Main, fundador da Meditação Cristã). O panteísmo subjacente a estas  palavras talvez fique despercebido a muitos cristãos.

A corrente de espiritualidade chamada “Meditação Cristã” foi fundada pelo monge beneditino John Main, que no Oriente assimilou as técnicas de meditação hinduísta; procurou integrá-las numa concepção geral de fé cristã, donde resultou a Meditação Cristã. Entre os fiéis católicos que fazem a experiência de tal espiritualidade, há os que se comprazem como também há os que se decepcionam por não encontrarem o específico cristão em tal prática.

Vejamos, pois, em que consiste a Meditação Cristã e como a avaliar.

  1. 1. Em que consiste?

a) O Boletim da Meditação Cristã do Rio de Janeiro nº 24 oferece as seguintes instruções:

“Como Meditar

(adaptado de textos de Dom John Main)

Quando meditamos, não estamos imaginando Deus nem pensando nele, como fazemos, legitimamente, em outras ocasiões. Na meditação procuramos fazer algo muito maior: estar com Deus, discernir sua presença em nosso coração. A meditação não é relacionada com o ato de pensar, mas  com a naturalidade de ser. O objetivo de toda oração cristã é levar-nos à comunhão com o Deus Trinitário, permitindo-lhe tornar-se dentro de nós a realidade que dará sentido, propósito e forma a tudo aquilo que fizermos, a tudo  o que fomos. A tarefa da meditação, portanto, é conduzir nossa mente a  um estado de quietude, silêncio e concentração que envolva todo o nosso ser em clima de oração, aberto à Presença silenciosa e misteriosa de Deus.

Para meditar, convém procurar um lugar quieto e sentar-se confortavelmente, mas  com a coluna ereta. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Embora outras palavras possam ser usadas, nós costumamos recomendar a palavra-oração “Maranatha”, que é uma aglutinação de duas  palavras de aramaico, a mesma língua que Jesus falava. Significa “Vinde, Senhor” e é, provavelmente, a mais antiga oração cristã. São Paulo usou-a para encerrar Coríntios 1, e São João para encerrar o Apocalipse.

Esta é uma palavra radicalmente  simples. Mas não pense em seu sentido – limite-se a pronunciar, mentalmente, cada uma de suas sílabas: Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Muitas pessoas associam essa repetição ao ritmo calmo e regular de sua respiração. Se pensamentos ou imagens aparecem, trate-os como distrações e simplesmente retorne à repetição da palavra. Medite todos os dias, cada manhã e à noite, por um período de vinte a trinta minutos”.

A palavra-oração a ser repetida é este mantra.

b) E que é o mantra?

O mantra quer dizer etimologicamente instrumento para pensar. É, segundo a filosofia religiosa hinduísta, uma palavra sagrada que representa a essência sutil e concreta de todas as coisas; tem poder divino como o tem a Divindade que o mantra exprime; materializa o poder da divindade invocada.

De todos os mantras o mais usual é o fonema OM, que pode ser decomposto em A-UM, símbolo do Absoluto, O guru, pronunciando mantras, desperta as energias latentes  do seu discípulo. Com outras palavras: o mantra põe o indivíduo em contato com a energia dispersa pelo universo; produz efeitos de sintonia com o cosmo. A  concepção subjacente é que o homem, o mundo e a Divindade constituem uma grande rede de energia: a pessoa deve procurar sintonizar ou colocar-se na onde de Deus para se encontrar com Deus e atingir o seu grande centro: Deus (a divindade), eixo do universo e centro da pessoa humana. – São palavras de  John Main no citado Boletim:

“Ser bastante generosos para procurar a coisa única necessária. Naquele mesmo ato de procura descobriremos a unidade de que fazemos parte, a unidade de todos em tudo”.

“O chamado da oração profunda é nada menos que o chamado para ser, para ser você mesmo, para ser no amor, na confiança, em total abertura para o que é”.

“Você se descobre em unidade com Deus e com toda a criação por estar, finalmente, em união consigo mesmo. Sua consciência estará simplificada, integrada em Deus”.

Note-se a ênfase na palavra unidade, que significa mais do que união. O cristão tende não à unidade com Deus (pois sabe que Ele é transcendente), mas à união com Deus, respeitada a diferença entre Criador e criatura.

É, pois, evidente o fundo panteísta da Meditação Cristã, fundo este que pode passar despercebido a um católico de pouco senso crítico (alguns textos do Evangelho pretendem ilustrar os dizeres de John Main), mas bem perceptível a quem tenha clara noção do que é meditar no sentido católico.

  1. 2. E a Meditação Católica?

A meditação católica é a reflexão sobre algum ponto do patrimônio da fé, reflexão que mobiliza em certo grau a inteligência (e pode valer-se da memória e da imaginação); tem por objetivo avaliar mais profundamente o significado preciso das verdades reveladas, a fim de que o fiel chegue à oração e à mais íntima união com Deus.

Para obter este resultado, o cristão conta com a graça do Senhor, que lhe é concedida sem especiais artifícios de ordem física; compreende-se, porém, que o silêncio exterior e o silêncio inferior (no íntimo do orante) sejam condições oportunas para que possa haver reflexão ou meditação e oração. Não há postura física recomendada em particular no roteiro da meditação.

O exercício assim concebido é dito no Antigo Testamento “ruminar”; cf. Sl 1, 2. Entre os cristãos, este “ruminar” é praticado de preferência sobre o Evangelho e os feitos da Redenção. S. Agostinho (+ 430) o expõe nos seguintes termos:

“Quando tu ouves ou lês, tu comes; quando meditas  o que acabas de ouvir ou ler, tu ruminas a fim de ser um animal puro e não  um impuro” Enarratio in Psalmum 36, sermo 3).

Este texto supõe que Jesus Cristo seja o alimento da alma, alimento oferecido não só pela Eucaristia, mas também pela palavra bíblica. A reflexão assídua sobre essa Palavra é tida como “ruminação”, ruminação que caracteriza os animais puros conforme Lv 11, 3 e Dt 14, 6. O cristão, tendo lido ou ouvido a Palavra de Deus, quer saboreá-la e assimilá-la interiormente para que frutifique em sua vida.

A tradição dos monges desenvolveu esta prática, (Lectio Divina) assinalando quatro etapas para a  oração cristã:

1) a leitura do texto sagrado, leitura pausada, feita na presença de Deus, até que o leitor encontre uma frase ou um versículo  que o impressione por sua densidade; pare então e passe para

2) a meditação, procurando aprofundar o que o texto quer dizer; pode usar todas as faculdades da mente (intelecto, imaginação, memória…) para ir ao âmago do que o texto quer dizer; considere quem é Deus que fala e age…, quem é a criatura, objeto da ação de Deus, … quais as circunstâncias em que tal ação ocorre segundo o texto sagrado…

3) oração ou colóquio com Deus … a fim de adorá-lo, agradecer-Lhe, pedir-Lhe perdão e suplicar-Lhe as graças necessárias para  corresponder exatamente à mensagem do Senhor. Por último, o orante se entre à

4) contemplação: deixa-se ficar tranqüilo, em silêncio interior, na presença de Deus, saboreando espiritualmente as verdades recordadas e procurando ouvir o que o Senhor tenha a lhe dizer…

Estas quatro etapas de oração constituem o que também se chama lectio divina; foram e são muito usuais em ambientes monásticos católicos. Do século XVI em diante, novos métodos de oração, inspirados por escolas de espiritualidade modernas, têm-se propagado entre os fiéis católicos; guardam todos a mesma atitude de pobreza interior, humildade. Confiança na graça de Deus, expansão da vida sacramental… São, entre outras,

– a escola inaciana, de S. Inácio de Loiola (+ 1556); os “Exercícios Espirituais” propõem o método das três faculdades da alma, a aplicação dos sentidos, a contemplação dos mistérios (ou da vida terrestre) de Cristo;

– a escola carmelitana e sua prática de meditação;

– a escola dominicana e seus exercícios de oração;

– a escola de S. Francisco de Sales e seu estilo de meditação adaptada à vida do cristão no mundo;

– a escola oratoriana, com seus mestres J. J. Olier e São João Eudes;

– a escola de São João Batista de La Salle, voltada para Religiosos não sacerdotes.

Tal é a riqueza da meditação cristã católica, fiel aos grandes princípios da fé e isenta de concepções panteístas.


Comentários

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  1. Sei não, mas eu achei ESTRANHÍSSIMO o conteúdo do site da tal “Comunidade para Meditação Cristã”… E, coincidência ou NÃO, quem apareceu logo de cara quando entrei no site? Nada mais, nada menos que o “teólogo” Leonardo Boff…
    Pareceu-me mais um sincretismo com doutrinas orientais do que algo de puramente cristão. Prefiro o exemplo de Santa Teresa e São João da Cruz…

  2. a avaliação do D.Estevão não abordou em nenhum momento a realidade de que as comunidades cristãs dos padres do deserto constituem uma tradição nesta oração do coração – não se trata de fugir, de isolar-se e individualizar-se, mas de estar com, em comunhão com Deus.
    minha vivência, há mais de 3 anos nesta tradição, com 20 a 30 minutos de meditação pela manhã e pela tarde, transformaram minha então espiritualidade católica de tradição desde minha infãncia, com oração do terço, e outras, sem deixar a missa dominical, numa oração integrada, orando o terço participando da missa…. sigo o mesmo, com o acréscimo de perceber menos medo, mais esperança e confiança da presença de Deus – procuro trabalhar, estudar, orar, sempre sintonizado ao Senhor, a partir desta oração do coração – muitas pessoas, católicas e não católicas têm encontrado um sentido verdadeiro na sua espiritualidade, até então materializada apenas.

  3. Senhores responsáveis por este Blog
    Tendo em vista uma percepção fiel da Meditação Cristã—oração contemplativa resgatada pelo monge beneditino Dom John Main – OSB, da tradição dos Padres do Deserto nos primeiros tempos do cristianismo — segue o texto de Dom Laurence Freeman- OSB, diretor da Comunidade Mundial para Meditação Cristã (WCCM) sobre o significado e uso do mantra ( ou jaculatória) durante a meditação.
    PAX!
    Jader Britto e Hileana Carneiro
    (Coordenadores da Comunidade de Meditação Cristã no Rio de Janeiro)

    Por que Meditantes Cristãos chamam a palavra-oração de “mantra”?
    Levando-nos ao momento presente para além do ego, o mantra atravessa a estreita porta que nos leva à cidade de Deus. (John Main, Word Made Flesh)
    I
    A Tradição da oração de uma palavra (prece que emprega a fiel recitação continuada de uma palavra sagrada na mente e no coração) é uma venerável tradição do Cristianismo. É possível que tenha se iniciado com a reverência pelo nome de Jesus (ao qual todo joelho se dobrará Fl 2, 10). Mais tarde, essa utilização do Santo Nome também se estabeleceu nas várias formas do hesicasmo e na Prece de Jesus da Igreja Ortodoxa. Dessa oração, o primeiro mestre da Igreja no Ocidente foi João Cassiano.
    Encontramos a primeira descrição detalhada dessa forma de oração, na tradição do Deserto, na conferência de número X de Cassiano. Ali ele recomenda o verso (Salmo 69, 2) “Vinde, ó Deus em meu auxílio! Socorrei-me sem demora!” Mil anos depois, na Inglaterra, o anônimo autor da Nuvem do Não Saber recomenda a mesma forma de prece, sugerindo porém, o uso de uma única palavra monossilábica, tal como “Deus”.
    No século vinte, John Main herdou e transmitiu a mesma tradição, recomendando a oração cristã aramaica primitiva “maranatha”. Trata-se de uma frase da escritura que signica “Vinde Senhor” (1Cor 16, 22), na língua usada por Jesus, o Aramaico, e que é uma frase sagrada das primeiras liturgias cristãs. Há muitos outros exemplos de sugestões de preces-palavras na história das orações cristãs, que refletem a especificidade das épocas ou da personalidade dos mestres de oração que conduziam outras pessoas para o silêncio contemplativo e a quietude (hesychia) do coração. Um ponto comum dessa tradição é a ênfase na repetição continuada da palavra, com aprofundamento da fé e da fidelidade a uma mesma palavra, à medida que ela lança raízes no coração e se abre para a graça da contemplação (nossa entrada para a prece do próprio Jesus no Espírito Santo).
    Aqueles que se utilizavam do nome de Jesus, se referiam à palavra simplesmente como “o Nome”, ou o “Santo Nome”. Cassiano, não recomenda o nome e se refere ao verso que ele sugere como uma “fórmula”. Esse têrmo significava “regra ou princípio”. Ou seja, a “fórmula” não possuía um significado especificamente sagrado, mas se referia a um modelo, ou a utilização padrão da mesma palavra ou frase, recitada fielmente, em toda e qualquer condição da mente, conduzindo a pessoa que ora à pobreza de espírito.
    John Main se refere à palavra-oração como “a palavra” ou o “mantra”. Por que é que ele se utiliza do termo “mantra”, ainda mais que esse termo está associado às formas orientais de meditação?
    Para entendermos isso, precisamos relembrar o ambiente religioso que cercava John Main quando ele pessoalmente recuperou e começou a ensinar a meditação na tradição cristã. Antes de abraçar a vida monástica, John Main havia feito um primeiro contato com essa prática no Oriente, ainda que ele sempre a tivesse praticado como uma forma de prece cristã. Foi ali que ele fez seu primeiro contato com o termo “mantra”, que carregava o sentido de uma “palavra ou fórmula, recitada ou cantada como um encantamento ou oração”. Vinte anos depois, ao fazer uma releitura de Cassiano e encontrar essa forma de prece na tradição cristã, ele retomou sua própria prática, sendo levado a vislumbrar sua relevância universal para a espiritualidade cristã contemporânea.
    Por volta de 1975 variadas formas de meditação oriental haviam se tornado populares no Ocidente, particularmente a Meditação Transcendental. Desse modo, a palavra “mantra” já era do linguajar popular. Atualmente a palavra se encontra no Dicionário Oxford da língua inglesa, ali definida como um “texto ou passagem sagrada”, tendo sido pela primeira vez utilizada em inglês em 1801 . Atualmente, essa palavra tem sido frequentemente utilizada num contexto secular para se referir às repetidas promessas dos políticos!

    II
    Algumas pessoas podem se sentir incertas ou confusas, ao ouvir a palavra “mantra” em conexão com a prece cristã, em função da associação da mesma com o Oriente. Entretanto, desde 1975, desde que John Main usou-a como um termo cristão sem nenhuma dívida específica para com o Oriente, ela se tornou familiar para muitos cristãos. Podemos hoje dizer que ela se tornou parte do vocabulário da espiritualidade cristã.
    Da mesma maneira, a mais completa importância da palavra “meditação” que, é claro, remonta às raízes da tradição cristã, também precisa ser recuperada para ser entendida em seu sentido original, mais contemplativo. A meditação, para muitos cristãos, se tornou restrita à oração mental, com o emprego do pensamento e da imaginação, especialmente na reflexão sobre as escrituras. Esta é uma forma de oração de muito valor, que também é, algumas vezes, melhor descrita como “lectio”. Em seu sentido original de conduzir à prece não discursiva, silenciosa, sem imagens, a meditação também se popularizou em passado recente no Ocidente através de métodos e espiritualidades orientais. O desafio ao qual John Main se propos, foi o de restaurar e reafirmar o mais completo significado da “meditação” no mundo cristão.
    Há, então, dois motivos que justificam o uso do termo “mantra”. Primeiramente, por ele ter adquirido uma utilização universal sendo largamente compreendido num contexto cristão. Em segundo lugar, porque para que algumas pessoas aprendam a dimensão contemplativa da prece pela primeira vez, isso pode demandar uma determinada discussão e reflexão cuidadosa. O incentivo para se pensar acerca do significado de “mantra” e “meditação”, pode ser um estímulo para que o cristão moderno entenda e recupere a dimensão contemplativa de sua fé e de sua vivência da prece.
    Um público mais tradicional poderá demandar o auxílio sensível da pessoa que esteja apresentando a meditação cristã. Assim, a palavra mantra pode demandar explicação quando for utilizada pela primeira vez em uma aula introdutória. Por exemplo, ao apresentar a meditação cristã para um público novo, especialmente para um público que não entende o inglês, será de bom alvitre utilizar antes os termos palavra ou palavra-prece. Então, ao ponto em que a apresentação recomenda uma palavra específica, por exemplo, Jesus, ou Abba ou maranatha, o conferencista poderá se referir a elas como sendo “palavras sagradas ou mantras cristãos primitivos”.
    A atenção a essas sensibilidades e a esse pano de fundo tem sido a experiência da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã, hoje presente em mais de cem países, a de que o termo “mantra” não é de modo algum impedimento para a transmissão desse ensinamento. O maior desafio é o de auxiliar as pessoas, que já oram de maneiras sacramentais ou devocionais, a compreender, por experiência própria, o mais completo significado da contemplação e da prece do coração. Ainda que, para algumas pessoas, o termo “mantra” possa causar uma confusão inicial, ao receberem o auxílio para a compreensão de seu significado, isso as ajudará a captar melhor o que a própria meditação significa, como um caminho que vai além das palavras, pensamentos e imagens, na direção do silêncio de Cristo. Isto está expresso na prece de abertura que John Main compôs para a meditação cristã:
    Pai Celeste, abre meu coração para a silenciosa presença do espírito de Seu Filho. E guia-nos neste silencio misterioso onde Seu amor é revelado a todos os que clamam maranatha, vinde Senhor Jesus.

    Laurence Freeman OSB
    Diretor da Comunidade Mundial para a Meditação Cristã – “ The World Community for Christian Meditation “ – WCCM

  4. Meus caros irmãos recomendo a vós um livro (bem pequeno, mas perfeito) sobre a meditação do Teologo Hans Urs Von Balthasar chamado: Meditar como cristão.

    Lembrem-se que meditar como cristão consiste em não apenas esvaziar-se, mas no esvaziamento e preenchimento de “Alguem” e não de uma “energia cósmica ou transcendental qualquer”

    Deus os proteja!!!