Blog do Carmadélio

* Sangue de São Januário se liquefaz durante visita do Papa Francisco a Nápoles.

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O sangue de São Januário [San Gennaro] se liquefez na presença de um papa no sábado, pela primeira vez desde 1848.

O sangue do santo padroeiro de Nápoles, normalmente sólido, se liquefez parcialmente após o Papa beijar a relíquia durante sua viagem de um dia à cidade do sul da Itália.

De acordo com a AFP, o Cardeal Crescenzio Sepe, de Nápoles, mostrou a ampola aos fiéis na catedral da cidade, afirmando: “O sangue se liquefez pela metade, o que mostra que São Januário ama o nosso Papa e Nápoles”.

Ao que o Papa Francisco respondeu: “O bispo acaba de anunciar que o sangue se liquefez pela metade. Podemos ver que o santo só nos ama pela metade. Devemos difundir a palavra, para que ele nos ame mais!”

O sangue se liquefez para um papa pela última vez na presença de Pio IX. O fenômeno não ocorreu quando São João Paulo II visitou Nápoles em 1979, nem quando Bento XVI visitou a cidade em 2007.

São Januário foi um bispo de Nápoles que se acredita ter sido martirizado por volta do ano 305, durante a perseguição de Diocleciano.

Seu sangue é mantido em uma ampola de vidro selada e tradicionalmente se liquefaz três vezes ao ano: em 19 de setembro, festa do santo, em 16 de dezembro e no sábado que antecede o primeiro domingo de maio.


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  1. Após falar espontaneamente aos sacerdotes, religiosos e seminaristas da Arquidiocese de Nápoles, o Pontífice recebeu o relicário com a relíquia do sangue de São Januário que, surpreendente e extraordinariamente, liquefez-se na metade da porção sanguínea que se mantém coagulada.

    Este milagre acontece somente 3 vezes durante o ano, mas em dias determinados: 1º sábado de maio, 19 de setembro (dia litúrgico do Santo) e durante uma semana em dezembro. O sangue foi recolhido por fiéis após o martírio do Santo e, há 1700 anos, o povo de Nápoles e curiosos aguardam a liquefação nesses dias, que a experiência provou como marcados para o milagre.

    O fato já foi objeto de estudo científico, ao passo que muitos acusavam de que o sangue, na verdade, era mercúrio. As acusações foram comprovadas falsas e sempre o milagre contínuo atrai a atenção de milhares de pessoas, que ligam a liquefação ao bom estado da cidade.

    É a segunda vez que o milagre acontece nas mãos de um Papa: antes, em 1848, o Beato Pio IX fugiu de Roma por perseguições de seus inimigos e se refugiou em Nápoles. Lá, quis ir à catedral e, então, ocorreu este milagre da liquefação. Como agradecimento, o então Papa doou à Arquidiocese um cálice de ouro puro, que figura entre as 10 maravilhas do Tesouro de São Januário, o mais valioso e rico do mundo.

    Ninguém esperava que isso aconteceria hoje: quando o Cardeal-Arcebispo Crescenzio Sepe deu-se conta, mostrou ao Papa Francisco, que se intimidou por ter acontecido em suas mãos. O Cardeal disse a todos que era um sinal que São Januário quer bem ao povo napolitano e ao Pontífice. Este, por sua vez, brincou que só a metade da coagulação sanguínea se liquefez em suas mãos: “Vemos que o Santo quis até a metade. Devemos todos nos convertermos para que ele queira mais”.