O “sentir” tende a se apoderar da nossa vida. E isto é gravíssimo, porque, se o “sentir” dirige a nossa vida, então estamos agindo de acordo com o nosso estado emocional e com as nossas variações de humor, que são instáveis e dependentes dos altos e baixos dos hormônios.

Faz pouco tempo, ouvi um comentário que me deixou de cabelo em pé. A pessoa disse que o casamento “até que a morte nos separe” não é mais possível, porque “o amor acaba e, nesse caso, a relação também tem que acabar”.

O amor acaba ou sou eu que acabo com o amor?

Esta pergunta foi outra coisa que ouvi recentemente e que me pareceu bem mais instigante do que reduzir o casamento a mero sentimento. Afinal, é verdade que os casamentos passam por etapas, inclusive algumas em que “não dá mais vontade” de continuar porque “sentimos” que o amor “acabou”. Nessas etapas mais difíceis, a monotonia se senta conosco no sofá para ver partidas de futebol e capítulos de novela. Não “vibramos” mais como nos primeiros anos.

Mas será que não é uma coisa muito boa “superar” aquele estado de “euforia” que a paixão traz consigo e que nos torna tão dependentes de fatores irracionais e sentimentais?

Eu, pessoalmente, acho fascinante que essas etapas de “cansaço” passem pelo casamento, porque elas são um convite para reinventarmos a relação e torná-la mais madura, com base na reflexão e no diálogo mais cheios de companheirismo e maturidade e menos motivados pelas simples “emoções”.

A reflexão sensata e calma sempre faz bem. As decisões tomadas por impulso, baseadas no que sentimos, não costumam ser as mais acertadas porque não surgem das nossas faculdades superiores da inteligência e da vontade, mas da emoção volúvel que muda ao sabor do acaso.

Muitas vezes, o amor não “se sente”: simplesmente se pratica. Isso quer dizer que temos que escolher amar. Não faz sentido alicerçar um compromisso da magnitude do casamento deixando-nos levar pelo “sentir”. O amor, diferente da paixão, é um ato da vontade, e não uma “emoção”.

Quando se decide amar, é mais fácil refletir e dialogar sobre os reais motivos que nos levam a querer estar juntos. É possível detectar com mais clareza quais são as carências atuais e, portanto, quais são os ajustes necessários para que a união matrimonial perdure a vida toda de modo pleno e realizador.

O amor “para sempre” existe, sim, mas alcançá-lo depende da vontade dos dois cônjuges. Ao contrário da paixão, que é um sentimento acionado por fatores externos, o amor é uma atitude que se aprende… amando.

Luz Ivonne Ream 

Autor do artigo: Pedro Henrique Alves

Nos últimos dias temos visto uma larga divulgação da notícia que uma comissão da câmara dos deputados havia, normativamente, definido como família a união entre homem e mulher. Isto causou uma grande comoção nas redes sociais, conservadores e cristãos receberam a tal notícia com uma certa euforia e contentamento; os mais modernistas, com pesar e indignação.

A família, independentemente de qualquer linha ideológica, é a instituição mais bem edificada da história. Por que digo isso? Parece-me que a família foi a estrutura basal da sociedade, aliás, faz-me crer que, somente existe uma sociedade moderna, pois houve antes um núcleo social chamado família. Muitas teorias foram feitas ao longo dos séculos para tentar explicar a origem da sociedade, destaca-se os Contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau), foram eles os mais aclamados entre aqueles que se tentaram explicar a estruturação social desde sua origem.

Destaco dois em especial: Rousseau, que em seu livro “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”[1] trata do tema: origem da família e desigualdades na sociedade; Marx, apesar de não ser um dos Contratualistas, também apresenta-nos sua teoria em uma de suas obras, “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”[2], obra esta que traduz suas ideias mais maduras, quem assina a sua obra é seu fiel escudeiro Engels, pelo advento da morte do dito autor. Bom, apenas citei alguns estudiosos do tema para contextualizar o debate, e democraticamente mostrar que não palpitarei por um mero deleite filosófico.

Algo me parece paradoxal quando tratamos do assunto: família. A sociedade moderna enxerga a estrutura tradicional de família como sendo uma dificuldade para o “avanço”, um entrave, uma engrenagem enferrujada que precisa ser substituída, todavia, a família é a base natural da humanidade, e ninguém em sã consciência há de discordar disto. É como colocar bombas-relógios nos firmamentos de nossos lares, e deitarmos tranquilamente em nossas camas como se nada tivesse por ocorrer. “Ora, pareceu-me injusto que a humanidade se ocupasse em chamar de más todas aquelas coisas que foram boas o suficiente para tornar outras coisas melhores, em eternamente chutar a escada pela qual subiu”[3].

Por mais que isto venha assustar a modernidade, me sinto inclinado a denunciar que, o ato sexual, um dia, foi visto como forma de reprodução e de união (laço) entre indivíduos, não como mero playground. Num belo dia, um homem percebeu que do coito com sua parceira surgia um novo ser semelhante a ele, e justamente por conta deste estranho e indefinível milagre, perceberam que seria bom eternizar esta união, pois, para o que parece ser divino o eterno é a melhor escolha. Instaura-se, então, a primeira e mais sólida célula social, a qual permitiu o surgimento de uma sociedade organizada, e isto não se trata de uma criação burguesa ou de uma espécie de conspiração macabra para se instaurar a propriedade privada, como quis Marx[4], buscar manter a união entre a sua amada e a sua prole é algo tão natural quanto respirar, não há maldições capitalista em torno disso, há apenas o desejo de tornar duradouro o que se apresentou como digno de durar.

O que uniu definitivamente o homem e mulher como único seio familiar possível, não foi nenhum documento normativo de qualquer sociedade em nosso espaço temporal. Quem os uniu foi o mistério da criação da vida, foi a constatação de que a união entre dois diferentes faz brotar um terceiro que carrega um pouco dos dois que o fizeram, aqui está todo o “porquê”, aqui está toda raiz da família tradicional, a capacidade magnifica de gerar mais um que é “carne da minha carne”(Gênisis 2, 23). Trata-se, por fim, deste magnifico mistério fecundo que mais tarde denominaríamos: “amor”. Não espantem-se com minha retórica a favor desta definição familiar, não se trata de discriminação sexual ou qualquer coisa que se assemelhe a isso, trata-se de uma constatação inevitável, a família é “uma necessidade da humanidade[…] um alçapão do qual a humanidade não tem como escapar”[5].

O mistério que envolve a fecundidade da união masculina e feminina ultrapassa qualquer limite de nossas vãs teorias causais, este medonho processo de prole urge dentro de nossas mentes sem uma resposta prévia, faz brotar um grande e infindável mistério, faz nascer em nós algo que não se explica com estatísticas, escavações arqueológicas ou teorias sociológicas. Existe um toque transcendente no ato de multiplicação da espécie humana, algo que me tenta a conversão, a vida surgindo de dois mortais tão limitados, algo que nem mesmo a mais rebuscada filosofia, nem as mais sapientíssimas mentes conseguiriam sintetizar em uma explicação racional, eis a trave que sustenta a família, uma trave que não é fincada no tempo.

Este big bang, este ato primeiro de luz acontece através de uma união hétero, e como não querer manter a salvo esta maravilhosa união chamada: família? Mantê-la fora do processo corrosivo do tempo é manter seguro algo que se mostrou digno de eternidade. “Basta dizer que pagãos e cristãos tomavam igualmente o casamento como um laço, como algo que, em circunstâncias normais, não deveria ser desfeito”[6]. A família é uma forma imanente de participar da eternidade, o único momento que Deus empresta ao ser humano o seu poder mais belo, o da criação. Quando uma família se forma, eu carrego um pouco de meu pai e de minha mãe que, por sua vez, carrega um pouco dos seus e assim por diante, talvez o termo “árvore genealógica” foi assim designada, pois, há arvores tão fortes parecem eternas.

Mesmo que muitas destas famílias mostram-se não cumpridoras de sua missão natural, isso não deve ser motivação para destituí-las ou redefini-las como se fossem produtos enlatados com data de validade ultrapassadas, algo que teve seu tempo, mas que hoje se faz pútrido. Esse mistério selou a união mais bela que se tem conhecimento. O que hoje a sociedade contesta como sendo uma definição retrograda de família, mostrou-se ao longo da existência humana ser algo tão bom que Deus não ousou colocar nela uma data de validade.

Referências:

[1] ROUSSEAU, Jean-Jaques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, 1ª Ed, L&PM POCKET: Porto Alegre RS, 2008. 173 p.

[2] ENGELS, Frederich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado, 1ª Ed, BestBolso: Rio de Janeiro, 2014. 223 p.

[3] CHESTERTON, G. K. O defensor Tipos variados, 1ª Ed, Ecclesiae: Campinas SP, 2015. p. 18

[4] ENGELS, op. Cit., p. 34 -101

[5] CHESTERTON, G. K. O que há de errado com o mundo, 1ª Ed, Ecclesiae: Campinas SP, 2013. P. 56

[6] Idem, p. 5

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O mundo carece de boas referências masculinas. A todo momento, a mídia nos propõe ideais de virilidade completamente desordenados. Ora é o “pegador”, ora é o frouxo efeminado e tíbio.

Hoje em dia, nossa educação não nos prepara para as coisas sólidas. Para o amor, para o compromisso e sacrifício. Mas ainda assim, o nosso coração anseia por essas coisas. É nossa natureza, fomos criados para o amor.

Se você anseia por doar sua vida na família, como pai e esposo, esse texto é uma humilde contribuição para sua caminhada. A família começa a ser construída no namoro.

O chamado ao matrimônio é uma nobre vocação. E como todo chamado de Deus, demanda que você escute e saia do seu lugar. Um namoro santo demanda sair de si mesmo, combater as próprias limitações, com oração, mortificação e prática das virtudes. Demanda autoconhecimento, discernimento, prudência. Demanda, enfim, uma busca pela conversão.

Façamos um pequeno itinerário.

AVISOS PRÉVIOS

São João Bosco disse uma vez que não se deve pedir uma mulher a Deus antes que Ele faça de você um homem. É uma verdade, mas como saber se sou um homem, e não um menino?

Há critérios bastante objetivos. O homem precisa ter disposição para sacrificar-se e doar-se. Olhe para sua rotina, seu dia a dia, as coisas que ocupam sua mente. Faça o exame de consciência: “Vivo para mim? Para meus hobbies e lazeres? Para o descanso? Busco fugir do trabalho e das responsabilidades?”.

Se sua maior preocupação é o futebol com a rapaziada, o novo filme da Marvel ou o bar, é hora de trabalhar um pouco o interior.

Outro conselho importante era dado por Santo Afonso Maria de Ligório. Ele dizia que namorar sem possibilidade de se casar a médio prazo, não convém. E aqui precisamos fazer algumas considerações.

Você tem condições de nos próximos anos estar pelo menos exercendo um ofício profissional, ainda que no começo? Não há necessidade de estar pronto para sustentar um lar, mas você poderá ter perspectivas de estar ao menos buscando isso, caminhando na vida profissional?

Você teria condição de catequizar uma criança, ou pelo menos estar trabalhando na própria formação pessoal? Reforçamos que você não precisa estar pronto, acabado (isso talvez nunca estejamos) mas você ao menos está trilhando esse caminho?

Rapazes de dezesseis anos, adolescentes que leem esse texto: não é o momento para namorar agora. Psicólogos afirmam que até os 18 anos nós nem ao menos podemos dizer que temos personalidade estruturada. Essa é a fase de se formar para o sacrifício e a virtude

Também é o momento de fazer um sério discernimento vocacional. É preciso saber quem você é aos olhos de Deus. Se perguntar: “Senhor, que queres de mim?”. Com direção espiritual. Retiros. Vida de oração cotidiana. Não faz sentido namorar sem indícios de que Deus talvez te chame a isso.

Fez um discernimento vocacional? Começou uma séria formação cristã? E uma séria formação humana, virtuosa, em uma profissão?

Agora podemos pensar em namorar.

A ESCOLHA DA NAMORADA

O namoro em si não faz sentido se não for colocado diante da possibilidade do matrimônio. O professor Carlos Ramalhete diz que namorar é procurar alguém para “ficar velhinho junto”. Então não namore uma moça que não permite essa perspectiva. Isso carrega muitos fatores subjetivos e particulares, mas há coisas que se aplicam a todo homem católico.

Por exemplo: não faz sentido namorar uma menina que não abrace a proposta do matrimônio católico. O sacramento pede três requisitos: indissolubilidade, abertura a vida e compromisso em criar os filhos na fé. Isso limita muitas coisas.

Uma menina virtuosa, que busca a castidade, é uma pessoa de boa vontade… mas é comprometida com uma igreja protestante. Você acha que ela aceitaria criar os filhos na fé? Não faz sentido começar um relacionamento.
É possível uma não católica estar sinceramente disposta a isso, e revelaria uma forte abertura de coração à conversão, mas é um caso de extrema exceção.

Por isso, ao procurar uma moça, comece pela Igreja. Na sua paróquia, em um movimento que você participa. Busque se cercar de boas amizades católicas, e certamente você irá se esbarrar com boas meninas.

Mas assim como o homem deve ter maturidade humana, a mulher em questão deve ter certa maturidade. Todos nós temos defeitos, e não dizemos para aguardar uma mulher perfeita, mas é bom saber se a menina tem noção do que é a vocação, tem desejo de buscar sinceramente as virtudes (apenas o esforço em buscá-las, não devemos esperar perfeição de ninguém), é pessoa comprometida com a Igreja e cultiva uma vida de piedade.

Essas coisas são visíveis durante um relacionamento de sincera amizade. Por isso, cultive amizades. Não tema a “friendzone”: não faz sentido namorar uma menina que você acabou de conhecer. Namore uma moça que no convívio com os amigos deu sinal de ter maturidade.

Há os fatores pessoais, que devem ser levados em consideração: se sua profissão te fará viajar por períodos longos, não é prudente namorar uma menina que não lida bem com ausências prolongadas. Ainda que gostos comuns não sejam fatores decisivos (no namoro, aprendemos a gostar de coisas novas, é natural) também não é inteligente namorar alguém com quem você não tenha nenhum gosto comum. É raro isso acontecer entre duas pessoas de Igreja, mas há personalidades que são muito díspares.

Um conselho é justamente pedir conselhos. Um amigo do convívio comum de ambos, que possui uma visão de fora, pode dar a opinião. É bom pedir essas opiniões (mas não muitas) de terceiros. Várias vezes vemos casais que não combinam em nada, no calor da paixão, perderem tempo tentando algo.

Faça boas amizades, conheça boas meninas, e uma vez que surja o momento, peça a opinião de um amigo próximo. Parece que vai dar certo entre você e a moça?

Então, como começo?

CORTEJANDO COMO HOMEM

A verdade é que existem muitas ótimas mulheres. Normalmente se você não consegue é porque não está procurando nos lugares certos (ou é um adolescente, e esse realmente não é o momento para isso).

Mas se você encontrou um ambiente saudável e mesmo assim não consegue, talvez esteja faltando um pouco de virtude.

Sim. Talvez falte paciência para ouvi-la (será que você não está sempre falando de si e do que te interessa, numa autopropaganda vaidosa?). Talvez falte prudência (você acabou de conhecer a menina! Não precisa forçar a barra na intimidade!). Talvez falte, mesmo, certa coragem (meu amigo, mulheres cristãs querem um homem de iniciativa. Com prudência, paciência, mas ainda assim, que “chegue” nela!).

Talvez te falte cavalheirismo. Não é uma ferramenta de conquista de mulheres, mas se você não reconhece a dignidade da mulher e lhe trata com respeito e reverência, não queira que elas te achem interessante.

Faça um discernimento. Discernimento humano: avalie a situação. Há um clima legal, de amizade natural (não force a barra!) entre vocês? Ela demonstrou interesse? (sim, precisamos ficar atentos aos sinais: elas NÃO são objetivas). Então um pouco de ousadia e criatividade cai bem.
Você é um homem de Deus. Suas intenções são retas. Você está buscando formar-se um bom marido e pai, capaz de proteger e prover sua casa, e criar seus filhos. Com obras. Com atos. Se segue esse caminho, e você tem boa amizade com a moça em questão, e ela já deu sinais de interesse, arrisque. Leve-a para um encontro a dois. Não espere a situação surgir: faça o convite. Tenha iniciativa. Dê alguma lembrancinha, mostre que se lembra dela, que é amável a presença dela. Você não está mentindo! Deixe-a saber que é querida. Que você se importa com ela e quer mesmo o Céu para ela.

As mulheres querem segurança. Dê segurança emocional mostrando a ela o que ela tem de bom, com elogios sinceros. Mostre segurança conduzindo o relacionamento: fale a verdade, diga os motivos que te levam a querer avançar em um relacionamento com ela. Mostre que é um homem que reflete sobre a vida, que tem seriedade.

E se ela simplesmente não quiser, paciência, meu amigo. Ela é livre para isso, e um homem precisa saber lidar com desapontamentos. Seja homem! Não a destrate por isso. Faz parte da vida, e isso irá moldar o seu caráter. Siga em frente.

Mas deu certo? Então vamos ao namoro, em si.

O NAMORO: O QUE É, COMO FUNCIONA

Se você seguiu esse roteiro tanto quanto pôde, não há grandes mistérios na condução de um namoro. Façamos apenas alguns apontamentos.

O namoro não é apenas “para se conhecer”. É verdade que é bom conhecer mais sobre o outro, e entre pessoas que dialogam (e diálogo sempre será fundamental) isso é inevitável. Mas o fim último do namoro não é se conhecer. As pessoas mudam! Quando vocês casarem, irão mudar. Quando vierem os filhos, irão mudar novamente.

O namoro é o momento de crescer junto. Lançar as bases da família. Se aqui falamos da importância de se crescer como homem antes de procurar uma namorada, agora o homem e a mulher amadurecidos devem crescer juntos e lançar as bases sólidas de uma futura família.

Você irá precisar se superar e “renunciar a si mesmo” dia após dia. O namoro é uma grande fonte de santificação. Você vai precisar aprender a abrir mão. A se desculpar. A ter paciência. A perdoar. Você vai precisar desenvolver uma delicadeza que nem sempre é natural para o homem. E há muita caridade em fazer as coisas com delicadeza.

Porque você precisará corrigir. Quem ama, corrige. Mas corrigir caridosamente, amavelmente, e sabendo que a mulher é outra pessoa.

O namoro não é lugar para você buscar amparo emocional. Muitas vezes, a mulher virtuosa é um amparo que nos leva a Deus, o Pai das consolações, fonte de todo amparo. Mas namoro não é feito para isso, é apenas uma graça que ele as vezes concede.

J. R. R. Tolkien bem disse em carta ao seu filho, Michael, que a Santíssima Eucaristia é a fonte de consolo, força e amparo. A mulher, segundo ele, é apenas nossa “companheira de naufrágio”, em um mundo ferido pelo pecado. Também ela é pecadora e limitada, e nós devemos todos os dias querer levar sua alma para Deus.

Isso demanda uma vida de oração. A vida de oração pessoal espera-se que você tenha desenvolvido antes do namoro (mas nunca é tarde para começar!), mas o namoro também pede a oração comum. Vocês estão querendo passar toda a vida juntos! Construir uma família! Aprendam a rezar juntos. Criem o compromisso com o santo terço. Participem de adorações eucarísticas. Meditem a Palavra e conversem com o outro sobre os frutos da própria meditação. Frequentem juntos a santa missa. Façam romarias e novenas pedindo as graças que precisam. Intercedam um pelo outro.

A castidade não será possível sem vida de oração. Pessoal e conjunta. Além disso, a fuga das ocasiões é fundamental. Mas sem oração, logo começamos a procurar ocasiões. Então não deixem de rezar juntos. E nas quedas, se levantem e procurem o santo remédio da confissão, que permite continuar de onde paramos. Sem desespero, pois isso é coisa do demônio.

Se são capazes de rezar juntos, e um leva o outro a Deus, é o melhor indicativo de um namoro santo. Se são capazes de se perdoar mutuamente, se são pacientes um com o outro, se o tempo passa e vocês conseguem ver frutos concretos de crescimento, então é sinal de que a coisa está bem encaminhada e o namoro caminha para o fim.
Pois o namoro não é fim em si mesmo. É o caminho para o altar.

QUANDO NOIVAR

Um piedoso sacerdote disse uma vez: “antigamente os casais queriam construir algo juntos. Hoje, as pessoas querem cada uma construir a vida sozinhas e depois pensam em casar”.

Se vocês têm o mínimo para começar a vida juntos, podem noivar. Mas não falamos somente do mínimo material.
Garantir um teto sobre a cabeça e comida na mesa é um desafio, sem dúvidas. Mas a verdade é que hoje em dia vivemos em um contexto materialmente muito mais favorável do que viveram nossos pais, avós, bisavós e toda a humanidade antes de nós.

As condições mínimas também abarcam uma perseverança na oração, uma paciência com as principais fraquezas do outro, capacidade de perdoar, propósito firme de educar os filhos na fé.

O namoro deve ser uma escola de tudo isso. Se tem isso, o material é secundário. Olhem o exemplo da Sagrada Família.

São José, tendo sua oficina em Nazaré, construído sua casa, havia garantido o material necessário para a família. Tão logo Jesus nasce, ele precisa deixar tudo isso para trás e ir morar em terra estrangeira para proteger Cristo de Herodes.

Se Maria e José não fossem santos completamente entregues nas mãos de Deus, não seriam amparados pela providência e não conseguiriam passar por essa missão.

Assim é a vida humana. Necessariamente há imprevistos. Todos estamos sujeitos à necessidade, e nessa hora, o que nos ampara é a providência, e o alimento para manter as virtudes heroicas que esses momentos pedem é o sacramento e a oração.

Não temam o noivado. O Papa pediu na exortação apostólica Amoris Laetitia que os jovens casais não temam uma cerimônia simples. Uma grande festa cara não é fundamental para o casamento. Ser gerente da empresa não é. Um salário de 15 mil e um mestrado também não.

Que Deus ajude todos os jovens casais a viverem essa santa vocação. Homens, olhem para Cristo e seu pai nutrício, São José. Eles serão seus guias nessa jornada!

 

(Por Daniel Alves, via Homem Católico)

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Catholic Herald trouxe nesta semana a história de Conor Gildea, um estudante escocês da Universidade Católica de Glasgow que pretende ser professor de religião. Conor, de 24 anos, resolveu celebrar a sua despedida de solteiro com uma Missa!

A celebração eucarística foi a sua primeira ideia quando começou a pensar na despedida – e não ficou apenas na intenção: a Missa aconteceu mesmo, em 8 de julho, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Assunção, situada na capital, Edimburgo.

A página da catedral no Facebook divulgou uma imagem e um comentário sobre a celebração:

“Recebemos muitas solicitações de vários grupos que desejam celebrar um Missa privada. O grupo de hoje, porém, foi muito incomum, porque era um grupo de solteiros! Isso mesmo: o noivo insistiu muito para que a sua despedida de solteiro começasse com a celebração da Santa Missa”.

Muitos internautas felicitaram o noivo e seus amigos pela iniciativa. Aliás, Conor já costumava participar da celebração eucarística com seus colegas. Em sua entrevista ao Catholic Herald, ele declarou:

“Ter todos os meus amigos rezando comigo e por mim foi incrível. Isso me deu muito incentivo na minha preparação para o matrimônio. Ir à Missa exatamente uma semana antes foi muito importante para me preparar espiritualmente”.

O jovem observou que alguns dos convidados ficaram “surpresos” com a sua inusitada despedida de solteiro, pois não participavam da Missa desde que saíram do colégio – e, mesmo no colégio, só iam por obrigação. Apesar do estranhamento inicial, eles “começaram a perguntar por que era tão importante para nós ir à Missa”, o que serviu a Conor como deixa para lhes testemunhar que “a fé se baseia no encontro pessoal com Cristo” e que visitar o Santíssimo Sacramento é “a forma mais profunda de se encontrar com Ele”. Os amigos, considera Conor, “podem até não concordar, mas tiveram a oportunidade de conhecer a razão por trás dessa iniciativa”.

Depois da Missa, o noivo e seus amigos foram comer e assistir a uma partida de futebol.

Conor Gildea e sua esposa Naomi, que estudou música, se casaram na capela da Universidade de Glasgow no dia 15 de julho e partiram para Roma em lua de mel.

A catedral de Edimburgo, também via Facebook, desejou “um longo, feliz e frutífero matrimônio” ao novo casal. E nós, que desejamos o mesmo, lhes agradecemos pelo belo testemunho de espontaneidade e coerência na prática da fé católica!

Aleteia

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Ao pensar em relacionamentos, um dos grandes riscos que corremos é reduzi-los ao que nos é mostrado pela mídia, que prioriza o prazer e convida a viver o momento presente evitando a reflexão sobre a transcendência que uma relação pode ter.

Algumas recomendações e perguntas que podem ser feitas para identificar se uma pessoa é o homem/mulher da sua vida são as seguintes:

1. Quais são as metas e objetivos da sua vida? Que lugar você ocupa entre tais objetivos?

Se todas as metas dele(a) giram apenas em torno de si mesmo e dos seus próprios projetos, demonstrando que um relacionamento estável não faz parte deles, pergunte-se se vale a pena manter esse namoro.

2. Como ele(a) lida com o “não”?

Como ele reage ao ver seus planos frustrados? Como manifesta sua irritabilidade? Observe se há traços de agressão verbal, de violência passiva (ficar quieto e distante para forçar um “sim”), de manipulação para conseguir o que quer etc.

3. Compare o que ele(a) diz com o que faz

Não basta dizer que te ama muito, se na prática ele não faz nada de concreto por você ou apresenta mil desculpas para não acompanhá-la em suas atividades.

4. Quais são suas crenças?

Observe se a pessoa se julga autossuficiente e acha que não precisa de ninguém (nem de Deus), se está muito apegada aos seus estudos, negócios, projetos, propriedades, ou se é alguém capaz de dobrar os joelhos diante de Deus e buscar fielmente cumprir sua vontade.

5. Como ele(a) lida com dinheiro?

Vive endividado? Desperdiça dinheiro? É avarento? É capaz de compartilhar o que tem e ajudar os mais necessitados? A forma como uma pessoa usa o seu dinheiro também fala muito da sua solidariedade.

6. Como ele(a) trata as pessoas mais importantes da sua vida?

Observe como ele trata seus pais, avós, irmãos, pois provavelmente é assim que tratará você no futuro – mesmo que neste momento a trate com todo carinho do mundo.

7. Como ele(a) lida com seus problemas e dificuldades?

Quando ele tem um problema, fica frustrado, calado, agressivo e não soluciona a questão? Ou, por outro lado, busca caminhos para enfrentar e superar as dificuldades? É uma pessoa determinada ou se deixa vencer diante do primeiro obstáculo?

Estas perguntas e reflexões podem ajudar você a descobrir se a pessoa que está ao seu lado neste momento tem capacidade ou está preparada para construir um casamento forte e uma família sólida.

Pildorasdefe.net

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A verdade é que grande parte das pessoas inicia uma família com uma mochila cheia de falsas esperanças, crenças irracionais, mitos e falácias que não correspondem à realidade

Vivemos um tempo em que a preparação acadêmica e para o mercado de trabalho caminha a passos largos, enquanto a orientação sobre relacionamentos, a organização do lar e a criação dos filhos ficam sem maiores explicações. O fato é que grande parte das pessoas inicia uma família com uma mochila cheia de falsas esperanças, crenças irracionais, mitos e falácias que não correspondem à realidade. De acordo com um artigo publicado no portal La Familia, se os casais recebessem orientação adequada, as taxas de divórcio e, consequentemente, o sofrimento humano que ele traz para o casal e os filhos seriam consideravelmente reduzidos.

Abaixo estão algumas verdades que ninguém conta sobre a vida de um casal, um pequeno manual que pode ajudar a entender o que é normal e até necessário para um relacionamento durar:

1. Amor e convivência se aprendem

Ninguém nasce sabendo. Precisamos aprender a pensar em fazer o outro feliz em vez de medir o que o outro faz para você, para renovar a ilusão, para se comunicar, sem ferir seus sentimentos, para discutir, negociar, para gerir as nossas emoções de forma construtiva. Apesar de ser extremamente importante, não aprendemos sobre isso. Pelo contrário, recebemos informação da televisão e da mídia com uma boa dose de sexo sem compromisso, infidelidade e todos os tipos de mitos e falácias sobre o que é amor autêntico e generoso.

2. Não confunda amor verdadeiro com a paixão e a insanidade temporária inicial. “Estar apaixonado é uma fase da relação e não dura para sempre.”

Esses incêndios podem durar entre dois e quatro anos. As pessoas que apenas querem viver esse tipo de relacionamento são forçadas a mudar constantemente de parceiros, experimentando a dor e a solidão em cada ruptura até que um novo parceiro reapareça no horizonte.

3. O amor cresce com tempo e esforço

Aprenda a construir e manter um amor. Nós compartilhamos a ideia errada de que, se as coisas correrem bem, é porque estamos apaixonados e, se temos dificuldades, significa que não estamos. Outro equívoco é que o amor é mensurável e você sempre tem que ter a medida máxima para que ele dure. A realidade é que o verdadeiro amor cresce com tempo e esforço. Seu relacionamento é como um jardim que precisa de atenção e cuidado e, se você fertilizá-lo, regá-lo e arrancar as ervas daninhas, ele vai florescer ao longo da vida. Quando você parar de cultivar seu relacionamento, ele começará a murchar.

4. Não espere que seu parceiro atenda a todas as suas necessidades

A única pessoa que pode fazer você feliz e encher a sua vida é você mesmo. Não finja que o outro faz isso por você. E somente se você for capaz de atender às suas necessidades e viver uma vida plena, você será capaz de fazer a outra pessoa feliz.

5. Não é a todo momento que você vai se sentir atraída por seu parceiro

Embora saibamos que a falta de atração no casamento possa aparecer em um momento ou outro, não significa que tudo acabou. A mídia constantemente nos bombardeia com mitos e falácias sobre o que é amor, e a maioria das pessoas não tem outra fonte de informação. Uma das falácias mais comuns que nos dão é que, se você não se sente tremendamente atraído pelo seu parceiro, isso significa que você está com a pessoa errada. Viver juntos nos faz ver o nosso parceiro em muitas situações diferentes.

6. Os períodos de indiferença são parte do verdadeiro amor

Um mito muito comum é pensar: “Nos conhecemos, nos apaixonamos e por isso vamos viver felizes para sempre”. Esse modelo esconde de nós uma parte essencial: desgosto. E, se você não experimentar esses momentos em uma fase de paixão, isso não significa que tudo está acabado. Isso significa que você pode dedicar tempo e energia para melhorar seu relacionamento: interesses comuns, fazendo coisas que vocês gostan juntos. Mesmo se você não tiver uma paixão, não significa que seu relacionamento está morto ou condenado. Algumas pessoas experimentam com mais frequência do que outros, e não há absolutamente nenhuma correlação entre experimentar uma fase de paixão com o sucesso de um relacionamento.

7. Tenha em mente que você vai passar por uma crise, mas ela pode ajudar a crescer e a fortalecer vocês como um casal

Sabendo que esta é a melhor maneira de se preparar para isso, você não levanta a guarda. Faz parte da vida. Não pense que tudo acabou, é hora de testar o amor e os pontos fortes.

8. Não espere sentir. Primeiro vem o comportamento e, em seguida, a emoção

O que não é usado é perdido, mas não espere sentir afeto ou desejo para se envolver em relacionamentos íntimos com seu parceiro ou para expressar seu amor. Comece a praticar ambos, e seu amor e saudade pelo outro se multiplicarão. Há momentos em que o estresse do trabalho e da vida cotidiana, o cuidado com as crianças ou sofrimento emocional decorrentes da educação de adolescentes afogam ambos os sentimentos. Mas não deixe morrer, procure tempo para estarem juntos e maneiras de reviver bons momentos.

9. O sexo é um ato sagrado de dar e receber

A falta de educação sexual adequada e emocional é outra falta do nosso currículo. Aprendemos com a mídia, os pares e, agora, cada vez mais, com a pornografia, que o sexo é algo usado para a autossatisfação, a aprovação ou a segurança. Sexualidade saudável não é nada disso. O sexo é uma expressão de amor, um ato de conexão, onde é praticada a arte e a habilidade de dar e receber.

10. O casamento é projetado para ajudá-lo a crescer

O casamento não é “felizes para sempre”, o lugar de descanso, de felicidade eterna. O casamento é uma das maneiras mais desafiadoras e gratificantes que podemos realizar como seres humanos. É a oportunidade diária para desenvolver a melhor versão de nós mesmos, o amor, a generosidade, senso de humor, inteligência emocional, compaixão, perdão e muitas outras virtudes com as quais nascemos. Infelizmente não nos ensinam, mas a grande notícia é que podemos aprender! É a melhor maneira de viver.

11. Os modelos que tivemos influenciam em nossa maneira de nos relacionar com o outro

Se você teve a sorte de crescer em um casamento saudável, é muito mais provável que naturalmente tenha aprendido os princípios e ações necessários para um casamento bem sucedido. Mas, se você testemunhou um casamento caracterizado pela crítica, disputas, raiva, ressentimento ou maus tratos físicos e verbais, você terá que lutar para deixar para trás esse modelo. Não é uma tarefa fácil, mas apenas porque requer esforço não significa que você esteja com a pessoa errada.

12. Vida com crianças pequenas é muito cansativa e estressante

Ter filhos é uma das coisas mais maravilhosas que você pode fazer. É um investimento para o futuro. Mas você tem que saber que é uma fonte de estresse e discórdia, mesmo no melhor dos casamentos. É importante encontrar tempo para cuidar do relacionamento do casal. Pertencer a um grupo de apoio a casais ou frequentar uma escola para pais pode ser maravilhoso para aprender como os outros estão enfrentando os mesmos problemas e ver que não estão sozinhos nisso.

Fonte original do post via ” Sempre família”

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No início deste ano, a cantora Céline Dion perdeu o seu marido, René Angélil. Ele morreu depois de lutar por três anos contra um severo câncer de garganta. Alguns dias depois, faleceu o irmão da cantora, Daniel Dion, aos 59 anos. Uma semana depois, uma multidão encheu a basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá, para a despedida dos familiares de Céline, presidida pelo arcebispo Christian Lépine.

Meses depois das tristes perdas, a cantora concedeu uma entrevista à QuebecTVA. A apresentadora, Marie Claude Barrete, lhe perguntou sobre como viveu aqueles momentos tão intensos do funeral, justamente na mesma igreja onde se casou. Céline aproveitou para manifestar quais são os seus valores. “Os funerais foram minha grande força, porque naquela basílica me comprometi para sempre com meu marido, para a vida e para a morte”, respondeu.

Segundo ela, o casamento “não é apenas os presentes, as viagens e as festas, mas também pensar em quem vai empurrar a cadeira de rodas ou saber o que fazer com um familiar que fica deficiente”. “Esse funeral foi a continuação do nosso matrimônio e serviu para demonstrar aos nossos filhos que seu pai continua a estar com eles”, afirmou a cantora, famosa por interpretar a música-tema do filme Titanic.

Segundo o site espanhol Alfa y Omega, Céline passou sete horas em pé, sem descansar, recebendo os pêsames das centenas de admiradores que vieram à despedida de Angélil. A cantora não tinha previsto ficar muito tempo, mas, segundo explica, “vendo René senti que me dizia: ‘Por que você vai cumprimentar os duzentos primeiros e não os cem seguintes?’ Então, decidi aceitar em seu nome as orações, desejos e a força de todas essas pessoas”.

Céline Dion sempre foi muito discreta com a sua espiritualidade, sem confirmar nem desmentir, por exemplo, se vai à missa aos domingos, mas seus valores não deixam lugar para dúvidas – como prova a sua fé no matrimônio e na sua estabilidade. A inspiração da cantora para esse modelo de vida e de família sempre foi a sua mãe Thérèse, que afirmou no programa La Victoire de l’Amourque não se sentia contrariada com Deus pela perda do filho e do genro.

 Céline Dion quase foi abortada

A cantora contou diversas vezes que deve a sua vida a um padre católico que convenceu a sua mãe a não abortar. Thérèse se sentiu arrasada quando descobriu que esperava o décimo-quarto filho e decidiu recorrer a um centro de abortos para se desfazer do bebê.

Porém, o padre que acompanhava a família disse à mãe de Céline que ela não podia acabar com uma vida que não lhe pertencia. “O sacerdote disse à minha mãe que ela não tinha o direito de ir contra a natureza”, contou certa vez a cantora, “razão pela qual tenho que admitir que devo a vida àquele sacerdote, em certo sentido”.

Aleteia

rainbowjournalOs defensores do matrimônio viveram anos de grande mobilização e manifestações massivas nas ruas da Itália para tentar garantir o claro reconhecimento do casamento como a instituição natural que une um homem e uma mulher fiéis um ao outro e abertos à vida e à criação dos filhos.

A pressão dos propulsores do chamado “casamento gay“, no entanto, ignorou as convicções da maioria da população italiana e levou o senado do país a aprovar, no mês passado, o projeto de lei Cirinnà, que equipara as uniões civis homossexuais ao casamento.

O nome do projeto vem da senadora italiana Monica Cirinnà, que, diante das manifestações dos defensores do matrimônio natural, declarou que os manifestantes pró-família são “retrógrados” e “têm orgulho em discriminar“. Confira aqui.

Agora que o projeto virou lei, o comissariado de Direitos Humanos do Conselho da Europa quer que a Itália “elimine outra discriminação perdurante”: a proibição da adoção de crianças por parte dos casais homossexuais.

Poucas horas após a aprovação da lei Cirinnà, o comissário da União Europeia Nils Muiznieks se manifestou pedindo que a Itália “se alinhe plenamente” à jurisprudência da Corte Europeia de Estrasburgo, que, segundo ele, “é taxativa: se os parceiros heterossexuais não casados podem adotar os filhos um do outro, o mesmo direito deve caber aos casais do mesmo sexo”.

Durante os debates prévios à aprovação do projeto de lei Cirinnà no senado italiano, Muiznieks já tinha afirmado que as discussões sobre o impacto negativo da adoção homossexual para a criança adotada eram “passionais” e “não baseadas em fatos“. Para ele, é “indiferente” que uma criança seja criada por mãe e pai ou por um casal homossexual.

No entanto, o próprio Muiznieks não embasou esta sua fala em “fatos“, limitando-se, ele mesmo, a repetir afirmações “passionais“, como se a ideologia que defende não precisasse de fundamentação alguma.

Ao contrário do que afirma o comissário europeu para os Direitos Humanos, existem, sim, estudos e pesquisas que indicam efeitos negativos da adoção por parceiros gays na psicologia da criança adotada. Além disso, também há registros de efeitos negativos para os próprios direitos humanos, que já estão sendo gravemente limitados em nome de ideologias laicistas em países como, por exemplo, o Canadá e a Noruega.

Confira estes 6 artigos a respeito do avanço da agenda ideológica LGBT e de como a intolerância a acompanha disfarçada de “direitos humanos”:

1 – Por que a família natural é melhor para os indivíduos e para a sociedade
351 estudos de 13 países ressaltam os benefícios das famílias formadas por um pai, uma mãe e os filhos
LEIA

2 – Crianças adotadas por casais gays: Sociedade Italiana de Pediatria alerta para impactos negativos
A privação das figuras do pai e da mãe pode ter repercussões psicológicas e relacionais, afirma presidente da associação
LEIA

3 – Crianças criadas por pares homossexuais: testemunho de sofrimento
“É estranho, mas sinto a falta dele. Falta-me este homem que nunca conhecerei”, afirma menina criada por lésbicas
LEIA

4 – Um alerta do Canadá: o casamento homossexual limitou os direitos de pensamento e expressão
O Estado policia severamente os cidadãos e reprime de modo ditatorial quem pensa diferente dele
LEIA

5 – Ideologia de gênero e poder financeiro: o que está por trás da campanha mundial contra a família?
Os “novos direitos” desintegram a família para parir um homem solitário e sem raízes: o consumidor e súdito perfeito
LEIA

6 – “Vocês são cristãos radicais”, disse-lhes a Justiça. E tirou deles os 5 filhos!
A incrível história de um casal da Noruega que tenta provar o absurdo de que foi vítima
LEIA

Fonte: Aleteia

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No rito do casamento, os noivos prometem se amar “até que a morte os separe”. Só que essa separação pode ocorrer muito antes se não houver preocupação alguma em proteger a relação de ameaças. Uma união duradoura não se faz só com sentimentos, mas também com determinação e sacrifícios.

Aqui descrevemos sete destruidores do casamento que você e o seu cônjuge precisam evitar para que a união de vocês dure a vida toda.

1. Ser o centro do mundo

Lembre-se, vocês são um casal. Sempre – sempre, mesmo – considere como as suas decisões e ações podem afetar o seu cônjuge. Não feche seu raciocínio entorno de si mesmo e dos seus sentimentos. As emoções do seu marido ou esposa precisam ser levados em conta. Portanto, peça a opinião dele(a) sobre decisões importantes que podem afetar a família e ouça-o com atenção antes de reagir. Vocês estão juntos nessa, de modo que as decisões não podem ser tomadas em uma só direção.

2. Controle total

Finanças, tarefas do lar, crianças, cozinha, viagens, etc. São elementos demais para que uma só pessoa controle tudo, sozinha. Se você quer manter um casamento saudável, precisa suavizar a vontade de controlar tudo e permitir que o seu cônjuge tenha voz. O casamento é uma parceria, e para que seja uma parceria feliz, você não pode ter a palavra final sempre. Dê ao seu cônjuge a oportunidade de fazer parte das decisões e aprenda a ceder.

3. Desprezo do afeto

Sem sexo, sem abraços, sem beijos, sem mãos dadas: eis os ingredientes para transformar o matrimônio numa rotina melancólica e fria. Vocês não precisam de sexo todas as noites para ser felizes, mas somos seres humanos e precisamos de afeição. Seja um beijo, um abraço ou assistir a um filme bem juntinhos. Preocupe-se em dar ao outro algum tipo de carinho todos os dias.

4. Abuso verbal

Xingamentos, comentários críticos o tempo todo ou julgamentos custam muito para a autoestima de uma pessoa. Não cause frustrações ao seu cônjuge. É natural se irritar às vezes, mas não permita que a raiva o domine, a ponto de dizer verdadeiras crueldades. Aprenda a dar voz às suas frustrações sem fazer uso de insultos. É questão de autocontrole.

5. Sem tempo juntos

É verdade que os filhos são importantes, mas também é importante ter momentos de qualidade como casal. O relacionamento de vocês é a base da sua família – que seja uma base firme. Os seus filhos vão olhar para você como um exemplo do que um casamento digno deve ser. Encontrem tempo para estar um com o outro sem as crianças. Aprenda a aproveitar a companhia do seu cônjuge.

6. Mentir em troca de tranquilidade

Para evitar discussões ou conversas difíceis, muitas pessoas escolhem o atalho da mentira e podem acabar se acostumando com esse venenoso vício. Nenhum casamento se sustenta tendo ilusões como alicerce. Seja honesto e construa o seu relacionamento na verdade. Ser fiel não tem a ver só com sexo, mas sim com ser emocionalmente honesto com o outro e preocupado com os seus sentimentos.

Fonte: Sempre Família

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São João Crisóstomo escreveu uma homilia intitulada “Como escolher uma Esposa”. Transcrevemos abaixo os principais trechos:

1) Portanto, quando fordes escolher uma esposa, não examineis somente as leis do Estado, mas, antes, examineis as leis da Igreja. Deus não vos julgará no último dia segundo as leis do Estado, mas segundo Suas leis.

2) Não é mesmo uma tolice? Quando estamos sob ameaça de perder dinheiro, tomamos todos os cuidados possíveis, mas quando nossa alma está sob risco de ser eternamente punida, nem ao menos prestamos atenção.

3) Tu sabes que tem duas escolhas. Se tu escolheres uma má esposa, terás de enfrentar aborrecimentos. Se não aceitares enfrentá-los, serás culpado de adultério por divorciar-te dela. Se tivesses investigado as leis do Senhor e as conhecesse bem antes de te casares, terias tomado muito cuidado e escolhido uma esposa decente e compatível com teu caráter desde o início . Se tivesses te casado com uma esposa assim, terias ganhado não apenas o benefício de não te divorciares dela como o benefício de amá-la intensamente, conforme Paulo ordenou. Pois quando ele diz Maridos, amem vossas esposas, ele não pára por aí, mas fornece a medida deste amor, como Cristo amou a Igreja.

4) Vejamos, porém, se a beleza e a virtude da alma da noiva atraiu o Noivo. Não, ela não era atraente nem pura, conforme estas palavras de Paulo: Ele se entregou por ela para a santificar, purificando-a com a lavagem da água (Efésios 5:25-26). […] Apesar disso, Ele não abominou sua feiúra, mas neutralizou sua repulsividade, remoldando-a, reformando-a e remitindo seus pecados. Tu deves imitá-Lo. Mesmo que tua esposa peque contra ti mais vezes do que podes contar, tu deves perdoá-la em tudo.

6) Uma esposa é como se fosse um membro nosso, e por causa disso devemos amá-la. É precisamente isto que ensina Paulo: Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos…Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Cristo à Igreja; porque somos membros do Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos (Efésios 5:28-30).

7) Devemos amar nossa esposa também porque Deus estabeleceu uma lei a esse respeito quando disse: Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão os dois numa carne (Gênesis 2:24; Efésios 5:31).

8) Assim como o noivo deixa a casa de seu pai e junta-se à noiva, assim também Cristo deixou o trono de Seu Pai e juntou-se à Sua noiva.

9) De maneira geral, a vida é composta de duas esferas de atividade: a pública e a privada. Quando Deus a diviviu assim, Ele designou a administração da vida doméstica à mulher, mas ao homem designou todas as tarefas relativas à cidade, às questões comerciais, judiciais, políticas, militares e assim por diante. […] De fato, o que quer que o marido pense sobre questões domésticas, a esposa o saberá melhor que ele. Ela é incapaz de administrar as questões públicas competentemente, mas ela é capaz de cuidar bem dos filhos, que é o maior dos tesouros. […] Se Deus tivesse dotado o homem para administrar ambas as esferas de atividade, teria sido fácil aos homens dispensar o gênero feminino. […] Por isso Deus não concedeu ambas as esferas a um sexo, para que nenhum deles pareça supérfluo. Mas Deus não designou ambas as esferas igualmente a cada sexo, para que a igualdade de honra não engendre rixas e conflitos. Deus preservou a paz reservando a cada um sua esfera adequada.

10) Assim sendo, eis o que tu deves buscar em uma esposa: virtude de alma e nobreza de caráter, para que desfrutes de tranquilidade, para que luxuries em harmonia e amor duradouro.

11) O homem que se casa com uma mulher rica se casa com um chefe, e não com uma esposa. Porém, o homem que se casa com uma esposa em iguais condições ou mais pobre se casa com uma ajudante e aliada, trazendo inúmeras bênçãos para dentro de casa. Sua pobreza a força a cuidar de seu marido com muito cuidado […] Portanto, o dinheiro é inútil quando se trata de encontrar um parceiro de boa alma.

12) Assim sendo, deixemos de lado as riquezas da esposa, mas examinenos seu caráter e sua piedade e recato. A esposa recatada, gentil e moderada, mesmo que seja pobre, irá transformar a pobreza em algo muito melhor do que a riqueza.

13) Antes de mais nada, tu deves aprender qual o propósito do casamento, e por que ele foi introduzido em nossas vidas. Não te perguntes mais nada. Qual seria, então, o objetivo do casamento, e por que Deus o criou? Ouve o que Paulo diz: Mas, por causa da tentação à imoralidade, cada um tenha a sua própria mulher (I Coríntios 7:2). […] Portanto, não despreza o maior nem busca o menor. A riqueza é muitíssimo inferior ao recato.

14) A beleza do corpo, se não estiver aliada à virtuda da alma, será capaz de atrair o marido somente por uns vinte ou trinta dias, mas não conseguirá ir além disto antes que a perversidade da esposa destrua toda sua atratividade. Quanto àquelas que irradiam beleza de alma, quanto mais o tempo passa e sua nobreza se evidencia, tanto mais aquecido será o amor do marido e tanto mais ele sentirá afeição por ela.

15) É por meio do recato que o marido conseguirá atrair à sua família a boa vontade e a proteção de Deus. É assim que os homens de bem dos velhos tempos se casavam: buscando nobreza de alma em vez de riqueza monetária.

16) Quando te decidires por uma esposa, não corre atrás de ajuda humana. Volta-te a Deus, pois Ele não se envergonhará de ser vosso casamenteiro. Foi Ele mesmo quem prometeu: Buscai primeiro o Reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33). Não te perguntes: “Como posso ver a Deus? Afinal, Ele não falará nem conversará comigo de maneira explícita, e portanto não conseguirei Lhe fazer perguntas”. Estas são palavras de uma alma de pouca fé. Deus pode facilmente organizar tudo da maneira que Ele quiser, sem o uso da voz.

17) A castidade é algo maravilhoso, mas é mais maravilhoso ainda quando está aliada à beleza física. As Escrituras nos falam sobre José e sua castidade, mas antes mencionam a beleza de seu corpo: José era formoso de porte, e de semblante (Gênesis 39:6). Em seguida, as Escrituras versam sobre sua castidade, deixando claro, assim, que a beleza não levou José a licenciosidade. Pois nem sempre a beleza causa imoralidade ou a feiura causa recato. Muitas mulheres que resplandecem em beleza física resplandecem ainda mais em recato. Outras que são feias em aparência são ainda mais feias de alma, manchada por inúmeras imoralidades. Não é a natureza do corpo mas a inclinação da alma que produz recato ou imoralidade.

Trechos da homilia “Como escolher uma esposa”, de São João Crisóstomo, publicada na seleção On Marriage & Family Life (pág. 89-114). A tradução para o inglês é de Catherine P. Roth e David Anderson e a editora é a St. Vladimir´s Seminary Press (Crestwood, Nova York, 2003).

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Explicar os ensinamentos da Igreja Católica sobre o casamento é uma ação que agora corre o risco de ser categorizada como contra a legislação Anti-Discriminação.Esta é a experiência do arcebispo Julian Porteous. Hobart, capital do estado australiano da Tasmânia, foi um dos lugares onde a Igreja distribuiu um panfleto intitulado “Não brinque com o Casamento”, produzido pela Conferência Episcopal Australiana. O panfleto apresenta o ensinamento tradicional sobre o casamento.

Dom Porteous foi acusado pelo candidato político Martine Delaney de violar a Lei Anti-Discriminação da Tasmânia fazendo circular o panfleto aos pais dos alunos de escolas católicas.

O comissário Anti-Discriminação Robin Banks disse que o assunto deve ser levado em consideração e que a conciliação era “improvável” para resolver o problema, porque “levanta questões de importância pública”, relatou um jornal australiano dia 13 de novembro.

Posteriormente, Delaney pediu uma conciliação sobre o assunto. Além disso, em um comunicado divulgado esta semana Delaney disse: “Apoio incondicionalmente o direito da Igreja Católica de se opor a igualdade no casamento, e tem por direito expressar sua oposição”.

A alternativa a um processo de conciliação é uma investigação, que pode durar vários meses, envolvendo observações por escrito e declarações.

O Arcebispo Porteous disse que seu objetivo na distribuição do folheto na Tasmânia era ajudar a comunidade católica a compreender a doutrina da Igreja Católica, “num período em que o debate [sobre o casamento] foi propagado dentro da comunidade”.
“Nunca foi a intenção do documento ou a minha causar de alguma forma desconforto para as pessoas”, disse ele em um comunicado divulgado pela Arquidiocese de Hobart.

O movimento para a conciliação segue fortes protestos contra a ação inicial feita por Delaney. Dom Anthony Fisher de Sydney disse que a tentativa de silenciar a Igreja sobre a questão do casamento foi “surpreendente e verdadeiramente alarmante”, em comunicado divulgado dia 13 de novembro.

“Leitores imparciais da declaração dos bispos sobre o casamento consideram que foi uma declaração cuidadosamente redigida e, na verdade compassiva, não foi concebida para provocar ou machucar ninguém. A campanha que tem seguido a publicação sugere que algumas pessoas simplesmente não toleram as crenças cristãs, realizadas por qualquer pessoa, faladas por qualquer pessoa, influenciando alguém”, explicou o Arcebispo Fisher.

O Australian Christian Lobby também defendeu o Arcebispo Porteous. “Tendo alcançado a igualdade completa dos casais ​​há alguns anos, ativistas políticos do mesmo sexo em sua busca para reivindicar a palavra “casamento” querem punir legalmente qualquer um que expresse uma opinião diferente”, disse Lyle Shelton, diretor do Lobby.

Zenit

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Durante o voo que o levou a Roma, o Papa Francisco explicou aos jornalistas as mudanças que introduziu sobre os processos de nulidade matrimonial na Igreja e fez uma reflexão a respeito dos casais que se casam porque a noiva está grávida.

“Por exemplo, agora não é comum, mas em alguns setores na sociedade ainda é comum, ao menos em Buenos Aires, quando a noiva estava grávida, eles deviam casar-se”.

“Quando estava em Buenos Aires, aconselhava aos sacerdotes e quase lhes proibia de celebrar o matrimônio caso houvesse esta condição. Mais conhecido como ‘casamento às pressas’, para ‘salvar as aparências’, e o bebê nasce, alguns deles vão bem, mas não há liberdade e logo vão mal e acabam se separando e se ‘eu estive forçado a fazer o matrimônio porque devia cobrir esta situação’, esta é uma causa de nulidade”, indicou o Papa.

Segundo o Pontífice, além destas situações, há um conjunto de novas questões, como a dos jovens que não se querem casar ou o tema da “maturidade afetiva”.

O Papa destacou a necessidade de uma boa preparação para o matrimônio e assegurou que o próximo Sínodo da Família que começará no próximo dia 4 de outubro e concluirá em 25 do mesmo mês, deve analisar essa problemática.

“Para ordenar um padre há uma preparação de oito anos, mas para casar-se por toda a vida fazem quatro encontros de preparação matrimonial”, exemplificou Francisco e disse que durante o Sínodo falarão a respeito de como deve ser feita a preparação para o matrimônio. “É uma das coisas difíceis, mas tudo indicado no Instrumentis Laboris”.

Em seguida, recordou aos jornalistas que existem muitas causas de nulidade. “Vocês podem buscá-las na internet, estão todas aí, são muitas”.

nulidade

O Papa Francisco assinou uma histórica reforma para simplificar e acelerar o processo de nulidade do matrimônio. De agora em diante, ele não deve durar mais que um ano, no máximo. A inovação foi apresentada em 8 de setembro no Vaticano por um grupo de quatro especialistas em direito canônico e um especialista em teologia.

Somente dois papas na história recente da Igreja haviam feito uma reforma sobre as causas de declaração de nulidade matrimonial: Bento XIV (1741) e Pio X (1908), segundo explicou o decano da Rota Romana e presidente da comissão encarregada, Dom Pio Vito.

De fato, 21 regras (cânones) foram modificadas no Código de Direito Canônico e no Código dos Cânones das Igrejas Orientais.

Outro aspecto importante é que esta reforma está centrada em dois aspectos: os pobres e a proximidade da Igreja dos que sofrem, tudo em sintonia com o Concílio Vaticano II.

Apresentamos, a seguir, os 7 pontos chaves dos dois documentos do Papa Francisco, “Mitis Iudex Dominus Iesus” e ”Mitis et misericors Iesus”, explicados também pelos especialistas da comissão encarregada de redigir os novos preceitos.

1. O julgamento da Igreja é gratuito

A “revolução franciscana” no processo de nulidade acata a gratuidade, requerida dentro das possibilidades das conferências episcopais, salvo a justiça e a dignidade salarial dos funcionários dos tribunais. O Papa quer demonstrar que a Igreja está ligada à salvação das almas, não a um negócio.

2. O bispo tem novos poderes

O bispo tem uma responsabilidade maior e deve garantir que os processos respeitem a ordem moral. O bispo diocesano, dentro da colegialidade, se une à força dos tribunais regionais, interdiocesanos e sinodais. Os bispos de cada diocese agora terão seus próprios tribunais e, se for o caso, poderão determinar a presença de apenas um juiz, sempre clérigo. Além disso, os bispos contarão com a ajuda dos tribunais regionais ou interdiocesanos, bem como da equipe do seu próprio tribunal.

3. O casamento é indissolúvel, não há nem uma vírgula de mudança nisso

A reforma diz respeito à declaração de nulidade do matrimônio, à sua validez. Nulidade é diferente de anulação. A anulação se dá quando se cancela algo que existe. A nulidade acontece quando não houve casamento, por não terem se dado as condições de sua validez; portanto, não existiu casamento. Não se pode anular o que não existiu; é por isso que se fala de nulidade, não de anulação.

4. O matrimônio é válido quando…

O matrimônio é válido quando há ausência de impedimentos, o que inclui sobretudo o consentimento livre dos cônjuges. A doutrina sobre o casamento não muda. Ele continua sendo indissolúvel.

5. Há nulidade matrimonial quando…

A nulidade acontece quando não se cumpre o ponto anterior. Neste caso, simplesmente não houve matrimônio válido, porque existiam impedimentos à união.

6. A duração dos processos

Os processos de nulidade serão mais curtos. É uma abertura às massas. O juiz agora é o bispo, que terá dois consultores, com os quais discutirá a certeza moral sobre os fatos para a nulidade. Se ele tiver certeza moral, pronunciará a decisão; do contrário, enviará o caso ao processo ordinário.

7. A sentença

Não há certeza dupla (conformidade), ou seja, a sentença afirmativa não recorrida ipso facto é executiva. Além disso, quando se entra com recurso depois de uma sentença afirmativa, este pode ser rejeitado in limine, pela evidente falta de argumentos. Isso costuma acontecer em caso de apelação instrumental, para prejudicar a outra parte; muitas vezes, o cônjuge não católico já voltou a se casar civilmente.

Detalhes sobre o trabalho da comissão

Dom Vito comentou que, no processo de realização da reforma, o Papa Francisco quis acompanhar tudo do começo ao fim. Ele buscou a lei máxima: a salvação das almas. A reforma foi votada por unanimidade. Além disso, o Papa conversou com especialistas internacionais externos à comissão.

O maior objetivo é socorrer os fiéis que se afastam da Igreja sob a sedução da chamada “mundanidade” da nossa época, concluiu Dom Vito.

Aleteia