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O jesuíta estadunidense Padre James Martin, da revista América, e Michael Warsaw, presidente do conselho e diretor da EWTN Global Catholic Network, foram nomeados pelo Papa Francisco para ajudar a assessorar a Secretaria de Comunicação do Vaticano.

O Vaticano divulgou as novas nomeações em 12 de abril.

Francisco nomeou seis padres, seis leigos e uma leiga para serem os novos consultores ou conselheiros da equipe de comunicação, liderada pelo Monsenhor Dario Vigano, que coordena as diversas operações de comunicação e mídia do Vaticano. Eles formam um grupo consultivo separado dos membros da secretaria – um grupo de 16 cardeais, bispos e leigos nomeados pelo Papa no ano passado.

Entre os novos consultores estão:

– Padre Martin, editor-geral da revista jesuíta América. Editor prolífico, ele também é graduado em Administração e trabalhou com finanças corporativas antes de entrar na Companhia de Jesus. Ele frequentemente colabora com alguns dos principais meios de comunicação nos Estados Unidos e é membro de uma companhia de teatro Off-Broadway em Nova York.

– Warsaw entrou na EWTN em 1991 e ocupou posições de alto nível na produção televisiva, em operações de satélites e serviços técnicos. A rede, que inclui rádio, publicações impressas e o National Catholic Register, atinge mais de 140 países no mundo.

– Ann Carter, co-fundadora da Rasky Baerlein Strategic Communications de Boston, agora lidera a ACcommunication Partners, dando consultoria sobre desafios administrativos e questões de comunicação. Ela foi CEO da Rasky Baerlein quando a empresa abandonou seu papel de relações públicas externas da arquidiocese de Boston, período em que surgiu a crise de abusos sexuais na igreja. A empresa retomou seu trabalho depois que o chefe da arquidiocese, o cardeal Bernard Law, renunciou.

– Michael Unland, diretor executivo do Conselho Católico de Meios de Comunicação (CAMECO), que auxilia os meios de comunicação do mundo todo e busca contribuir com a presença da igreja na mídia, bem como destacar a importância da mídia dentro da igreja.

– Graham Ellis, vice-diretor da BBC Radio e presidente da comissão Euroradio com a União Europeia de Radiodifusão.

Dino Cataldo Dell’Accio, especialista em tecnologia da informação e da comunicação e segurança e principal auditor de TICs da sede das Nações Unidas, em Nova York.

Catholic News Service.

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Motu proprio” do Pontífice para a criação de uma única estrutura para a comunicação vaticana. No plano da reorganização da cúria romana, no âmbito da revolução relacionada aos meios de comunicação de massa, foi criada a coordenação central seguindo o modelo da nova estrutura vaticana da Economia.

O novo dicastério será dirigido por dom Dario Viganò, desde há três anos diretor do Centro Televisivo Vaticano, após ter sido presidente do Organismo do Espetáculo e vice-diretor da Oficina Nacional das Comunicações Sociais da Conferência Episcopal da Itália. “Era necessário estabelecer uma maior unidade na ação comunicativa da Santa Sé antes de dois eventos de extraordinária relevância, como o Sínodo sobre a Família e o Jubileu da Misericórdia – explicam na cúria. Por isso, a rapidez com que foi instituída a nova estrutura de coordenação entre os meios vaticanos, para a cobertura destes dois importantes eventos eclesiais”.

Então, Francisco acelerou os tempos de um dos capítulos mais complicados e delicados da reforma da cúria romana, o dos meios de comunicação vaticanos. E criou a Secretaria para as Comunicações, o novo dicastério que coordenará a Sala de Imprensa, o jornal L’Osservatore Romano, o Centro Televisivo Vaticano, o Escritório da Internet e a Rádio Vaticano, com particular atenção na integração entre os diferentes meios e na gestão economicamente saudável e racional.

Dom Viganò, que nasceu de pais italianos no Brasil, é padre da Arquidiocese de Milão, especialista em pastoral (foi presidente do Instituto de Pastoral da Pontifícia Universidade Lateranense), mas é muito conhecido como crítico de cinema. Trabalhará com o padre argentino Lucio Ruiz, atual diretor do Escritório da Internet da Santa Sé, que o Papa nomeou como secretário do dicastério, e com o Dr. Paolo Nusiner, atual diretor administrativo do jornal Avvenire, que será o novo diretor-geral do organismo recém criado. O vice-diretor-geral será Giacomo Ghisani, encarregado do Escritório de Relações Internacionais e Assuntos Legais da Rádio Vaticano, além de membro do Conselho de Administração do Centro Televisivo Vaticano.

O Pontífice colocou em prática com o novo Motu proprio as indicações elaboradas pela comissão internacional presidida pelo ex-presidente da BBC, lord Patten, que no ano passado ouviu os pareceres dos dirigentes e dos operadores dos meios de comunicação para obter um marco geral de contribuições, informações e propostas. O projeto da Comissão Patten depois foi integrado e é viabilizado na realidade vaticana pela sucessiva comissão interna presidida por dom Viganò, cuja competência, concreção e lealdade são muito apreciadas por todos os que colaboraram com ele, e, evidentemente, também por Francisco.

O diretor do Centro Televisivo Vaticano, que completou 53 anos neste sábado, será, pois, o novo encarregado da Secretaria para as Comunicações. As competências (atualmente divididas entre os diferentes organismos curiais relacionados: a Sala de Imprensa, o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, o Centro Televisivo Vaticano, a Rádio Vaticano e o L’Osservatore Romano) estarão concentradas em um único órgão.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi e publicada por Vatican Insider, 27-06-2015. A tradução é de André Langer.

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As contas oficiais do Papa Francisco na rede social Twitter superaram os 16 milhões de seguidores, dos quais mais de 1 milhão (1,18) são seguidores de sua conta em português @Pontifex_pt e recebem atualizações, reflexões e mensagens do Santo Padre.

As nove contas do Pontífice em espanhol, italiano, inglês, alemão, polonês, francês, português, árabe e latim superaram os 16 milhões de seguidores e continuam batendo recordes.

As três com mais seguidores do pontífice são atualmente a conta em espanhol @Pontifex_es, com 6.961.158 seguidores (o que representa 43,51 por cento do total), a conta em inglês @Pontifex (com 4.581.960 seguidores, equivalente aos 28,64 por cento), e depois a conta em italiano @pontifex_it (2.033.261 seguidores e 12,71 por cento).

Por quantidade de seguidores, continuam as contas em português, francês, latim, polonês, alemão e árabe.

Em 12 de dezembro de 2012 foram abertas, durante o pontificado de Bento XVI, oito contas. Em 17 de janeiro de 2013 se acrescentou a conta em latim. Para motivar a interação com os usuários, em 3 de dezembro se lançou o hashtag #AskPontifex, com o qual os usuários podiam deixar perguntas e inquietações ao Papa.

Em janeiro de 2013, as contas do Pontífice somavam 2 milhões de seguidores. No mês seguinte, os seguidores já eram 3 milhões. Com a chegada de Francisco, sua frequência de publicações e suas mensagens, as contas do Twitter superaram rapidamente os 4 milhões em abril de 2013. Um ano depois se chegou aos 13 milhões.

ACI

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A Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais tem como título “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. O texto afirma alguns pontos centrais do modo próprio do Papa Francisco de viver e compreender a capacidade do homem de comunicar de maneira autêntica.

Colocando-se em continuidade com as mensagens de Bento XVI, escritas para a mesma ocasião, ele expressa também um profundo amadurecimento da consciência da Igreja sobre as questões que dizem respeito à comunicação no tempo das redes digitais.

Elenco aqui seis pontos centrais dessa mensagem…

1. A internet expressa a “profecia” de um mundo novo

O Papa Francisco inicia o seu discurso com uma espécie de contemplação do mundo em que vivemos. O mundo está se tornando um lugar menor, e nós estamos cada vez mais perto uns dos outros. Os meus amigos nas redes sociais, além do fato de viverem no Brasil ou na Itália, na Índia ou na Austrália, estão sempre à distância de um clique. Estamos todos mais conectados e interdependentes. Mas essa comunicação global não é suficiente para superar as divisões. Ao contrário: o mundo, hoje unido pelas redes, vive o paradoxo de ser dividido. Por isso, para o papa, a cultura da comunicação não pode conviver com a do descarte; essas duas culturas continuam sendo antitéticas.

As redes que nos unem e nos conectam devem nos levar à visão de um mundo diferente daquele cheio de divisões, que temos pela frente. Trata-se de uma espécie de apelo para que a gift culture, a cultura do dom, seja o centro para o qual as trocas convirjam, em uma rede na qual a partilha dos recursos seja cada vez mais fácil e espontânea (open sourcecreative commons…).

A rede, portanto, pode contribuir para moldar uma mentalidade de partilha aberta. Em certo sentido, portanto, a internet expressa a “profecia” de um mundo novo, porque pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade. Justamente aqui entra em jogo a “proximidade”: as mídias podem nos ajudar a ter um senso de solidariedade e o desejo de lutar pelos direitos humanos, despertando a nossa consciência a respeito, contra a lógica do “descarte”.

2. Internet: uma rede de pessoas, não de fios

A rede não é um mero conjunto de materiais e instrumentos elétricos e eletrônicos: “A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas”, escreve o papa. A rede, em suma, não é como a rede hidráulica, ou a do gás. Ao contrário, é verdade que a nossa vida já é uma rede, mesmo sem os computadores, os tablets e os smartphones.

No entanto, essas tecnologias da comunicação podem potencializar e ajudar a viver a nossa experiência de vida como rede; portanto, se elas não fossem capazes de nos levar a uma maior acolhida recíproca, ou de fazer amadurecer a nossa humanidade pessoal e a nossa compreensão recíproca, não responderiam à sua vocação. Porque, se a comunicação não nos torna mais “próximos” uns aos outros, se não nos faz viver a proximidade, então ela não responde à sua vocação humana e cristã.

O Papa Francisco escreve claramente: “A internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus”. O papa parece ler na rede o sinal de um dom e de uma vocação da humanidade a estar unida, conectada. Revive, graças às novas tecnologias da comunicação, “o desafio de descobrir e transmitir a ‘mística’ de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar nesta maré um pouco caótica que pode transformar-se numa verdadeira experiência de fraternidade, numa caravana solidária, numa peregrinação sagrada” (Evangelii gaudium, n. 87).

3. Quem é o meu “próximo” no ambiente digital? “As redes de proximidade”

Dado que a rede é uma rede de pessoas, todas as perguntas na internet e, em geral, na comunicação podem ser remetidas à única pergunta evangélica: “Quem é o meu próximo?” (Lc 10,29). É preciso compreender bem como o significado de “próximo” evolui precisamente por causa da rede, que derruba as barreiras do espaço e do tempo. Como se manifesta o estar próximo no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais?

Papa Francisco, falando aos comunicadores em 2002, tinha escolhido a parábola do Bom Samaritano, como imagem de referência do comunicador. O conceito de comunicação de que ele fala se centra não na mensagem nem, muito menos, nas técnicas, mas nas pessoas que comunicam. Comunicar, portanto, significa compartilhar uma mensagem dentro de redes de proximidade; significa envolver-se, testemunhar o que se comunica, encarregando-se de quem está ao redor. Significa tocar a outra pessoa, estando conscientes do contato. Significa, em suma, tomar consciência do significado substancial dos ser homens e filhos de Deus.

É verdade, por outro lado, que hoje a comunicação tende à manipulação e ao consumismo, agride como os bandidos que reduziram ao fim da vida o homem socorrido pelo bom samaritano. É a sensação que sentimos, muitas vezes, quando somos alvejados por rajadas de imagens sedutoras ou deprimentes. O bom samaritano hoje passa não só pelas ruas de cidades e vilarejos, mas também pelas “estradas” digitais.

A rede, portanto, também pode ser entendida como uma peculiar “periferia existencial”, repleta de uma humanidade que busca uma salvação ou uma esperança.

4. Uma Igreja “acidentada”, mas de portas abertas também em rede

Portanto, se nos perguntássemos por que, em última análise, a Igreja e os cristãos devem estar presentes no ambiente digital, a resposta seria simples: porque a Igreja é chamada a estar onde os homens estão. E hoje os homens vivem também no ambiente digital. A comunidade eclesial não pode, portanto, se isentar desse novo chamado, justamente por causa da sua vocação missionária fundamental: “Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de autorreferencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais”.

Se o papa fala muitas vezes de uma Igreja de portas abertas, na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, ele afirma claramente que abrir as portas das Igrejas também significa abri-las no ambiente digital.

5. Por uma comunicação não de “massa”, mas “popular”

O papa, propondo a imagem do bom samaritano, na realidade, propõe uma imagem da comunicação que remove a onipresença mediadora do mercado. A comunicação não é marketing persuasivo, muito menos expressão do mercado, mas instância fundamental do ser humano, que reconhece a si mesmo no momento em que se aproxima dos outros. Para o papa, ela tende a coincidir com a proximidade.

Por isso, no seu âmbito, é preciso “saber discernir e conseguir desmascarar a presença de interesses políticos e econômicos”. Como dito anteriormente, um dos objetivos da comunicação midiática é, ao contrário, dar voz a quem não a tem, “tornar visíveis rostos de outra forma invisíveis”.

Daí decorre uma radical distinção entre a comunicação e a cultura de massa e a comunicação e a cultura popular, que deveria ser mais aprofundada.

6. Diálogo e relação entre Ecclesia e Ágora

O papa concluiu a sua mensagem com um apelo: estamos diante não de problemas da informação, mas sim de um grande e apaixonante desafio, que requer energias renovadas e uma imaginação nova. “Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital”, escreve Francisco.

O termo não é novo, mas sabemos bem que o termo “cidadão” tem um significado relevante para ele. Ele escrevera há muito tempo que ser cidadão significa ser “convocado para se associar em vista do bem comum”, de um projeto comum. As novas tecnologias digitais deram origem a um verdadeiro espaço social novo, cujos laços são capazes de influenciar a sociedade e a cultura.

Por isso, o papa levanta o tema da relação entre ecclesia e ágora, que deve ser remodulado continuamente em vários níveis. A comunicação digital é um nível hoje muito sensível. O objetivo continua sendo o bem comum.

O papa traz no coração o diálogo cotidiano com todos aqueles que estão ao nosso redor, o diálogo da partilha prática. A atitude necessária para esse tipo de diálogo é, para o papa, “estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas”.

Tudo o que é “ideia” pessoal, opinião, adesão partidária ou tradição, linguagem, modo de fazer não pode ser considerado um absoluto, escreve o Papa FranciscoBento XVI já dissera (discurso à Cúria, 21-12-2012) que, para dialogar, é preciso “aprender a aceitar o outro no seu ser e pensar de modo diferente”. Essa é a premissa para um diálogo autêntico.

Os esforços de compreensão, assim, se tornam um processo em que, mediante a escuta do outro, ambas as partes podem encontrar purificação e enriquecimento. Mesmo quando as escolhas de fundo não devem ser mudadas – a fé, por exemplo – esses esforços têm “o significado de passos comuns rumo à única verdade” (ibid.). Portanto, escreve o Papa Francisco, é necessário “saber se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças”.

Fonte: Site Cyber Teologia


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A internet ama o Papa Francisco: as palavras, os gestos e a humanidade sorridente do papa atravessam a rede e chegam ao mundo inteiro, passando por cima de fronteiras e até de filiações religiosas. O papa que veio “quase do fim do mundo” é um “fenômeno global” em termos de comunicação, tanto “do ponto de vista geográfico quanto no alcance multicanal”.

Francisco foi capa da revista Time como personalidade do ano. Ele reuniu mais de 11 milhões de seguidores no Twitter. Agora,o estudo “A internetama o Papa Francisco” confirma a popularidade e a grande eficácia comunicativa do 266º bispo de Roma. A pesquisa foi encomendada pela Aleteia à consultoria 3rdPlace.

A 3rdPlace mediu o número de pesquisas e menções ao pontífice na internet o “grau de fidelidade” dos usuários que o seguem, além de identificar as principais temáticas e os assuntos mais frequentemente associados ao Papa Francisco em escala global.

Uma etapa seguinte da pesquisa se concentrou mais especificamente na Itália e no bloco EUA- Reino Unido.

O estudo mostrou que, globalmente, o Papa Francisco foi o personagem que gerou o maior volume de buscas mensais no Google (1.737.300) e o mais mencionado na rede (mais de 49 milhões de vezes) em comparação com alguns dos líderes mundiais mais influentes e populares em 2013, como Barack Obama, Vladimir Putin e Angela Merkel. As menções ao papa têm uma distribuição geográfica mais global e homogênea, sem apresentar uma concentração particular em determinada região, ao contrário de figuras públicas como Obama, que concentra 52% das referências nos EUA.

Embora o Papa Francisco tenha acabado de celebrar o seu 77º aniversário, ele concorre com força com alguns dos jovens ídolos do mundo do entretenimento e do esporte: em uma análise do número de menções globais, Francisco aparece em terceiro lugar geral, depois da banda OneDirection (78 milhões) e do cantor Justin Bieber (53 milhões). Na Itália, o papa domina a lista com folga: são 750.833 menções.O segundo lugar é da mesma OneDirection, que tem 596.464 referências.

Alguns líderes entenderam antes que outros a eficácia da internet para veicular a sua imagem e reforçar a sua influência política, mas o Papa Francisco bate todos eles em capacidade de interação. No Twitter, por exemplo, o estudo da 3rdPlace sobre as contas “Pontifex” em várias línguas observa que, com uma frequência de publicação média de 0,79 tuítes por dia, o papa alcançaum índice de engajamento médio de 6.637. A conta de Barack Obama atinge uma média de engajamento de 2.309, apesar de publicar em média 7,76 tuítes por dia.

A motivação para este nível de interação, dizem os autores da pesquisa, provavelmente deve ser procurada “no modo como o papa se relaciona com o meio digital: enquanto Obama e outros líderes usam o Twitter para ‘distribuir’ seu conteúdo, Francisco o usa para conversar e para se aproximar dos fiéis, conseguindo resultados melhores e mais eficazes”.

Um caso diferente é o do Facebook. O Papa Francisco não está presente nessa rede social. Mesmo assim, ele foi o “assunto” mais discutido de 2013 no Facebook. A página não oficial do papa no site de Mark Zuckerberg apresenta uma porcentagem de seguidores fidelizados mais ativa (com engajamento médio de 26%) que a de outros líderes (Obama tem 2% e o político italiano Beppe Grillo tem 22%, por exemplo).

O estudo sobre o papa Bergoglio foi apresentado em 28 de janeiro no Hotel Columbus, em Roma, durante a conferência social “O futuro da comunicação é responsável”, organizado pela Aleteia.org e pela rede de publicidade AdEthic.

Fonte: Aleteia

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O Papa que não tem medo de se molhar.

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O Papa Francisco convidou a Igreja Católica a promover um “testemunho cristão” no mundo digital para chegar, através da rede, às “periferias existenciais”.

“Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de autorreferencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada, penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efetiva e afetivamente, alcançar”, escreve o Papa na sua mensagem para o 48.º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

O texto, intitulado ‘Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro’, alarga a reflexão às “estradas digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança”.

“Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital”, apela aos cristãos.

Para o Papa, é necessário “abrir as portas das igrejas” para que as pessoas entrem, “independentemente da condição de vida em que se encontrem” e para que o Evangelho “possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos”.

“Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim?”, questiona.

Francisco sustenta que a presença da Igreja no mundo da comunicação deve ajudar todos a “apreciar melhor os grandes valores inspirados pelo Cristianismo”, como, por exemplo, “a visão do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade”, entre outros.

O Papa precisa que o testemunho cristão a que se refere “não se faz com o bombardeamento” de mensagens religiosas, mas com “a vontade de se doar aos outros”.

“É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo”, explica.

A mensagem sublinha que este diálogo é um desafio que “requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual”.

“Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas”, observa.

Francisco pede que a Igreja não recorra a “truques ou efeitos especiais” na sua comunicação e que aposta no contacto com o “próximo, com amor, com ternura”, e diz que a internet pode oferecer “maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos”.

“A revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus”, acrescenta.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, única celebração do gênero estabelecida pelo Concílio Vaticano II (decreto ‘Inter Mirifica’, 1963), é celebrado no domingo que antecede o Pentecostes (1 de junho, em 2014).

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O Papa Francisco recebeu um reconhecimento extraordinário como “Comunicador Global”, por ocasião da premiação dos vencedores da IV Edição do Prêmio Jornalístico Internacional “Argil: homem europeu”.

A cerimônia teve lugar no “Espaço Europa”, em Roma, local de uma Representação da Comissão Européia, onde a Juria do Prêmio quis prestar homenagem a uma “Personalidade de relevo Mundial”.

Eis o motivo apresentado pelos organizadores do Prêmia sobre o reconhecimento extraordinário do Papa como “Comunicador Global”:

“Em apenas dez meses, Papa Francisco revolucionou o estilo de comunicação do Pontificado: instantaneidade, espontaneidade, sinceridade, convicção. A sua comunicação é global: Papa Francisco fala a todos, não tem preferências, porque todos precisam da sua palavra, que se transforma em mensagem”.

Na sua comunicação, continuam os organizadores, o Papa não gosta de utilizar intermediários: ele mesmo se torna comunicação, de forma direta e mediante seus gestos e espontaneidade. A sua mensagem universal é dirigida sobretudo às periferias existenciais do mundo. As suas viagens nacionais e internacionais testemunham esta força comunicativa, que é mais extraordinária que ordinária”.

Em uma nota, os Organizadores do Prêmio Jornalístico Internacional afirmaram que “a Prefeitura da Casa Pontifícia diz que um representante dos organizadores, a título extraordinário, fará homenagem ao Santo Padre durante uma oportuna audiência particular. (MT)

Fonte: News.Va

A Igreja foi posta, mais uma vez, como espetáculo diante do mundo. Todos os olhos estão voltados para ela e proclama-se, especialmente quando vista de fora, uma grande crise. Aproveita-se a oportunidade para que as muitas bandeiras de uma parcela permissiva da sociedade sejam levantadas. Na cabeça de muitos, vale apostar tudo para ver o que se pode colher, como se a Igreja de Jesus Cristo fosse um balcão de informações turísticas, ou, quem sabe, um parlamento democrático aberto a todos ou as orientações morais viessem a ser decididas pelo voto da maioria. A grande renovação da Igreja, ou acontece a partir da ação do Espírito Santo que atua dentro do coração de cada cristão, com a força da permanente conversão, ou será indevida e mentirosa, pois ela não pode ser infiel ao seu Senhor.

Ser cristão incomoda e muito, começando mesmo por aqueles que desejam professar sua fé com coerência, em tempos nos quais a perseguição se volta furiosa, especialmente contra os católicos. Não estamos mais em época de cristandade! Com certeza os cristãos católicos devem tomar consciência de sua responsabilidade e se decidirem a ser sal, luz e fermento, com qualidade de vida e testemunho, indo além das valiosas e reconhecidas devoções, para serem presenças qualificadas, capazes de transparência da inigualável mensagem evangélica, dispostos a superar os próprios limites e pecados.

Sabemos que o mistério da iniquidade está presente onde quer que existam pessoas humanas. Falta muito para que todos os homens e mulheres, de qualquer religião ou fé, vejam vencidos em si ou na vida social a maldade que se espalha. Também para nós vale o chamado contínuo à conversão, tanto que, nos dias da Quaresma, a Igreja inteira, consciente de que foi resgatada pelo Sangue do Cordeiro imolado, canta em sua oração: “Humildes, ajoelhados na prece que a fé inspira, ao justo Juiz roguemos que abrande o rigor da ira. Ferimos por nossas culpas o vosso infinito amor. A vossa misericórdia  do alto infundi, Senhor. Nós somos, embora frágeis, a obra de vossa mão; a honra do vosso nome a outros não deis, em vão. Senhor, destruí o mal, fazei progredir o bem; possamos louvar-vos sempre, e dar-vos prazer também. Conceda o Deus Uno e Trino, que a terra e o céu sustém, que a graça da penitência dê frutos em nós. Amém” (Hino de Laudes para os Domingos da Quaresma). É bom que o mundo saiba que nos reconhecemos pecadores, suplicamos a misericórdia de Deus, somos continuamente chamados à conversão e nos empenhamos em buscar as formas de vida cristã e as estruturas necessárias ao testemunho autêntico de Jesus Cristo.

No terceiro domingo da Quaresma, a Igreja proclama e medita o Evangelho de São Lucas, no capítulo treze, versículos um a nove. Jesus forma seus discípulos e as pessoas que dele se aproximam. Cabe-lhes estar atentos aos acontecimentos. O primeiro deles é de ordem religiosa no qual alguns galileus são mortos por Pilatos, quando ofereciam sacrifícios. O segundo é um acidente, quando uma torre cai sobre algumas pessoas. É mais ou menos como as notícias novas ou requentadas, que correm pelo mundo afora e também no boca a boca das conversas.

Em nossos dias, pululam acusações de toda ordem contra a Igreja e os católicos. Os fatos negativos tenham sua devida apuração e, quando comprovados, as pessoas sejam devidamente responsabilizadas. Também os desastres públicos são passíveis de verificações e providências cabíveis. No entanto, envolvidos diretamente ou não nos dois tipos de eventos, todos sejam provocados a tirar as lições devidas. Trata-se de perguntar o que Deus quer nos dizer com os fatos.

Jesus propõe a conversão nos dois casos. Se existem cristãos que agem mal, que comecem uma vida nova, transformem sua mentalidade e suas práticas. Se qualquer um de nós se encontra distante dos fatos e responsabilidades, pergunte-se como pode ser melhor e viver melhor, mesmo em áreas totalmente diferentes. Quando na sociedade uma obra desaba, um incêndio se alastra, as ruas estão esburacadas ou os serviços são de baixa qualidade, mesmo quem não tem poder para mudar tudo, pode começar por si mesmo ou perto de sua casa. O lixo que cada um recolhe de forma adequada pode ser uma pequena, mas indispensável ajuda, como também a direção segura e defensiva no trânsito e outras práticas. Vale, como sempre, ouvir Jesus: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que qualquer outro galileu, por terem sofrido tal coisa? Digo-vos que não. Mas se vós não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que qualquer outro morador de Jerusalém? Eu vos digo que não” (Lc 13,2-5). Os frutos da conversão se manifestem em nova mentalidade e novas práticas de vida!

A Igreja tem a alegria de oferecer ao mundo, depois de oito anos de trabalho intenso, o exemplo luminoso  do até agora Papa Bento XVI, que acaba de renunciar. Certamente incomodou muita gente, mas edificou crianças, jovens e adultos, homens e mulheres de todos os quadrantes do mundo. Sua palavra e seu comportamento foram retilíneos, coerentes com o lema escolhido, “colaborador da verdade”, um cristão autêntico, apaixonado pela Verdade, que é Jesus Cristo. É a esta verdade que queremos converter-nos! É a esta verdade que estará a serviço o novo Papa a ser eleito!

Unindo-se às preces de todo o mundo, a Arquidiocese de Belém reza assim: “Senhor Jesus, Pastor eterno, fundastes a Igreja para ser no mundo o Sacramento da Salvação, na perfeita comunhão de amor, e destes a Pedro a tarefa de criar a unidade entre vossos filhos e filhas. Amparai, Senhor, a vossa Igreja que, sustentada pelo vosso Santo Espírito, espera confiante a escolha do Sucessor de Pedro, que nos sustentará na mesma fé que da mesma Igreja recebemos no Batismo. Não permitais, Senhor, que ventos de doutrinas contrárias venham a nos confundir. Sustentai a nossa fé e mandai, sem demora, aquele que conduzirá a Barca da Igreja pelos caminhos da história em nosso tempo, para a honra e glória do vosso nome, vós que sois caminho, verdade e vida. Amém!”

Dom Alberto Taveira Corrêa

Arcebispo Metropolitano de Belém


Bento XVI enviou na última quinta-feira, antes do fim de seu ministério petrino, o último tuíte na conta @ pontifex. “Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida”, escreveu o pontífice.

No dia 28 de fevereiro, às 20h locais, a conta que ultrapassou os três milhões de seguidores foi suspensa por causa do início da Sé Vacante. Sobre a reação do mundo digital no final do pontificado de Bento XVI, a Rádio Vaticano entrevistou o assessor do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Pe. Antonio Spadaro, diretor da revista “La Civiltà Cattolica”.

Segundo o jesuíta, “a rede reagiu bem a esta presença do Papa, nestes últimos dias do pontífice. A presença nas redes sociais foi uma presença muito importante, muito interessante, também de valor simbólico. O Papa entendeu como teólogo culto, mas também como teólogo de comunicação que a comunicação hoje está mudando, está radicalmente mudando em sua forma: de transmissão pura e simples está se tornando partilha de uma mensagem”.

“Então, se o Evangelho deve ser comunicado, não pode ser somente transmitido, mas deve ser partilhado e a Igreja não pode ser apenas uma emissora. O Papa aceitou estar presente nas redes sociais que reagiram fortemente à notícia de sua renúncia. Um exemplo seria o fato de que nasceu uma série de hashtags em várias línguas para agradecer Bento XVI”, concluiu Pe. Spadaro. (MJ)

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, é o novo presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. Escolhido por unanimidade pelos membros do colegiado, a posse aconteceu no último dia 8 de agosto, para um mandato de dois anos. Composto por 13 titulares e 13 suplentes, o Conselho atua como órgão auxiliar do Congresso Nacional, tendo como atribuição a elaboração de estudos, pareceres e recomendações sobre temas relacionados à comunicação e à liberdade de expressão.

Responsabilidade

De acordo com Dom Orani, cada segmento da sociedade brasileira é formado por cidadãos que têm o desejo e o direito de se comunicar, de se expressar e de fazer conhecer as próprias ideias. A presença de um bispo da Igreja Católica no Conselho expressa a postura favorável da sociedade ao direito que assiste a todos os cidadãos: o direito de expor o seu pensamento.

“A eleição como presidente para este mandato é um compromisso muito sério. Como escolhido, devo cuidar e zelar para que se respeite o direito de todos os conselheiros de fazer ouvir suas vozes, de se comunicar. Para mim é uma grande responsabilidade assumir este serviço ao Congresso Nacional”, disse.

Respeito à liberdade de todos

Quanto à questão do proselitismo religioso nas rádios e TVs brasileiras, Dom Orani recorda que todas as potencialidades humanas devem ser exercidas em favor do bem comum e para a promoção coletiva e de cada indivíduo.

Neste sentido, lembra o presidente, que a Constituição deve orientar qualquer questão, onde cada segmento da sociedade, sejam religiosos ou não, são chamados a exercer seu direito de comunicar seu pensamento, sempre respeitando aos demais segmentos e a liberdade de todos.

“Não podemos ter cidadãos de segunda classe sem algum direito apenas por ter ideias de algum segmento. As leis farão sua parte para que sejam respeitados os valores humanos e da liberdade”, pontua Dom Orani.

Programação de qualidade

Uma das preocupações do novo presidente e, consequentemente dos telespectadores, é a questão da qualidade dos programas veiculados pelas rádios e TVs.

Dom Orani assinala sobre os riscos das limitações, como exemplo é o caso da TV aberta, pelo fato que dependem de patrocínios e da classificação de audiência. Mas que o caminho, acrescentou, deve ser o aprimoramento, para oferecer ao povo brasileiro um serviço cada vez melhor.

“Como nada é perfeito, temos produções de qualidade duvidosa, mas também um número significativo de bons programas. Certamente, quanto mais programas promovendo valores como a família, a educação e pela promoção da saúde e dos valores éticos, melhor”, pontuou.

Marco Regulatório

A primeira reunião do Conselho está agendada para o dia 3 de setembro, em Brasília. Um dos assuntos da pauta, que está sendo cuidadosamente planejada, é referente ao Marco Regulatório, dada a sua importância e a carência da legislação brasileira nessa área.

“O Marco Regulatório deve ser um tema constante em nossos encontros, mas acredito que a pluralidade de ideias e experiências dos membros do Conselho poderá somar valiosas contribuições para a definição desse tão esperado instrumento de conduta para a nossa mídia”, lembrou Dom Orani.

Experiência em comunicação

Ainda como padre, na diocese paulista de São João da Boa Vista, Dom Orani já atuava na área de comunicação. Depois de ordenado ao episcopado, exerceu várias funções de relevância em âmbito nacional. Desde 1998, atua como membro do conselho superior do Instituto Brasileiro de Comunicação Cristã (Inbrac), mantenedor da RedeVida de Televisão e, por dois mandatos, como presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Enquanto arcebispo de Belém, no Pará, foi presidente da Fundação Nazaré de Comunicação, composta de rádio, jornal, portal e TV.

Dom Orani lembra que o seu trabalho junto à Pastoral da Comunicação certamente agregou conhecimento e experiência, seja do ponto de vista do avanço tecnológico, como das expectativas da sociedade plural.
“Mais do que conhecimento, os cargos exercidos deu-me consciência da grande importância do tema e suas potencialidades, tendo em vista a promoção do bem comum. Eles me ajudaram a ter uma visão global do assunto e das dificuldades que existem nessa disputa, que supõe disputa de poder e de influência na sociedade”, concluiu. (SP)

Nasce um novo cargo na Secretaria de Estado da Santa Sé – assessor para comunicação. Para exercê-lo foi nomeado o jornalista dos Estados Unidos, Gregory Burke, membro da Opus Dei, como foi Navarro-Valls, predecessor de Padre Lombardi na direção da Sala de Imprensa vaticana.

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Burke admite que a nomeação é um desafio

O assessor para a comunicação “terá a finalidade de contribuir para integrar a atenção nas questões da comunicação no trabalho da Secretaria de Estado e para cuidar da relação com o serviço da Sala de Imprensa e de outras instuições comunicativas da Santa Sé”, explicou Padre Federico Lombardi.

O próprio Burke, que ultimamente foi enviado pela “Fox News” e, antes correspondente pelo “Time”, admite que a nomeação é “um desafio” para ele. “Estou um pouco nervoso, mas muito emocionado”, disse. A nova função responde às necessidades e às faltas midiáticas no Vaticano. Burke, em entrevista a Luigi Accattoli do “Corriere della Sera”, observa que “a comunicação da Santa Sé é como um grande navio que manobra lentamente”. Ainda com prudência, explica sua nova função.

“Não tenho planos e nem ilusões – responde Burke a Accattoli – mas espero poder dar uma mão para que aquela antiga máquina comunicativa possa dar passos adiante. Considero a minha nomeação como um passo e o digo objetivamente, sem levar em conta a minha pessoa. A minha nomeação revela a advertência da necessidade de prestar atenção à mídia não somente no momento da comunicação, mas já naquele da preparação do que será comunicado”.

A sua função terá um caráter de dar conselhos, mas não de tomar decisões. A nomeação de um americano diz respeito ao fato do inglês ser a língua mais difundica na internet.

Maria Teresa Pontara Pederiva

O jesuíta e ciberteólogo Antonio Spadaro [diretor da revista Civiltà Catollica] indica que é possível conjugar “espiritualidade cristã” e ambiente digital. Com efeito, são muitos os que afirmam que, uma vez que a rede faz parte da nossa vida (mais, nos encontramos “on line” agora mesmo), devemos colocar mãos à obra para ver o que se está fazendo e o que se poderia fazer no futuro.


O que conta é reunir-se e discutir sobre o assunto. É exatamente esse o objetivo da XVII European Christian Internet Conference [ECIC], que começou em Roma, na Casa La Salle. Pretende-se manter ou colocar em movimento uma rede de cristãos (religiosos, agentes de pastoral, jornalistas, webmasters…) que se ocupam da informação e das novas tecnologias da comunicação, para que possam converter-se em um recurso para as próprias comunidades.


O tema do encontro: Reaching people in the Mobile World. O evento conta com a presença do presidente da ECICBarry Hudd, de dom Domenico Pompili (diretor doEscritório de Comunicações Sociais da CEI), do presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações SociaisClaudio Maria Celli, e de Giovani Silvestri, presidente da WECA, a associação católica dewebmasters.

Pe. Spadaro descreve brevemente em seu blog (Cyberteologia) o tema que abordará: de que forma o cyberespaço reflete o nosso desejo pelo divino, a decodificação de Deus a partir de todas as informações que provêm da rede, escutar a fé que chega a partir dali, a memória e o perdão, os “lugares” que formam comunidades, o dom da open source e do intercâmbio de arquivos, a espiritualidade como uma espécie de “hacker” a partir de dentro…