Já imaginou um pastor e quase toda sua congregação se convertendo à fé católica?

Esta é a história de Alex C. Jones, um homem nascido em 1914 e que em um momento de sua vida decidiu congregar-se em uma igreja Pentecostal e posteriormente chegou a ser pastor de sua própria congregação em Detroit, a igreja Maranatha.

Naquele tempo, ele não se definia como um homem anticatólico; era apenas indiferente. O que lhe parecia era que os católicos amavam a Deus, mas que tinham práticas estranhas como fazer o sinal da cruz ou inclinar-se muitas vezes durante seus cultos.

O começo de sua conversão ao catolicismo

Mas tudo mudou no ano de 1998. Enquanto se encontrava pregando sobre a primeira carta de São Paulo à Timóteo, em sua Igreja em Detroit, teve uma ideia que mudaria sua vida completamente. Alex achou que seria genial se tivesse em sua igreja um culto ao estilo Novo Testamento. “Eu só queria ser criativo e inovador”, comentou Alex C. Jones.
Logo depois de ter a aprovação de sua congregação, ele fez a promessa de que estudaria com profundidade o culto do Novo Testamento e que o realizaria em um prazo de 30 dias: “Vamos fazer como faziam os primeiros cristãos!”.

Nesse tempo ele estudou os Padres da Igrejas e se chocou com um cristianismo muito diferente ao que conhecia e vivia. Aquela Igreja primitiva não era a mesma que ele tinha. Essa Igreja dos primeiros apóstolos era litúrgica, com um sistema de adoração prescrita e seguida de maneira uniforme. Descobriu que a pregação não era o aspecto central de suas reuniões e nem as experiências com o Espírito Santo, e sim a Eucaristia.

Imagine quão estranho foi para um pastor pentecostal descobrir isso?

Sua surpresa foi maior quando descobriu que aqueles primeiros cristãos também afirmavam que naquela Eucaristia estava realmente o Corpo e o Sangue de Jesus. O pastor Alex simplesmente não conseguia acreditar! Porque até então ele achava que tudo isso era uma invenção católica na Idade Média.

Junto a maravilhosa realidade da Eucaristia, naqueles 30 dias também descobriu que a Igreja do Novo Testamento também era hierárquica (formada por diáconos, presbíteros e bispos), que honravam a Tradição apostólica tanto quanto as Sagradas Escrituras e consideram o batismo como necessário para a salvação. Todas as verdades que não pregava em sua congregação. E isso o fez se sentir em “apuros”. O que fazer com tudo o que havia descoberto? Já tinha prometido um culto como o dos primeiros cristãos e o grande dia se aproximava!

A reação de seu rebanho

Chegado o dia do culto que havia prometido, tentou fazer algo parecido com o que havia aprendido, uma tentativa de Missa com “eucaristia” incluída. Dividiu assim o culto dominical em liturgia da palavra e liturgia Eucaristica. Como era esperado, muitos começaram a abandonar sua Igreja acusando-lhe de ser “muito católico”, embora naquele momento não pensasse em converter-se. Só estava aplicando o que tinha aprendido e estava tratando de “ressuscitar” a Igreja dos Apóstolos.

No entanto, outros membros de sua congregação achavam as explicações que Alex dava muito interessantes e logo a maioria se deu conta de que Deus as chamava para a Igreja Católica. E no ano de 2001 fizeram uma votação em que 39 pessoas votaram a favor e 19 contra a opção de converter-se ao catolicismo. Em 10 de setembro do mesmo ano, todos os que estiveram à favor , junto a Alex, começaram a receber catequese na Igreja Católica de Santa Susana, em Detroit, e foram aceitos todos formalmente como fiéis católicos.

Outro dado interessante é que Alex C. Jones sentiu em seu coração o desejo de ser sacerdote, mas em obediência as normas da Igreja, por já ser casado e ter filhos, aceitou o diaconato, trabalho que desenvolveu até seu falecimento em 14 de janeiro de 2017.

Fonte Original: Editor ChurchPOP

NÃO IMPORTA A DISTÂNCIA QUE VOCÊ ESTEJA DE DEUS, POIS ELE PODE TE ALCANÇAR E TRAZER DE VOLTA

Aquele calor que aquecia seu coração se foi. Os olhos que antes choravam ao ouvir certas canções não lacrimejam mais. Agora evita pensar em Deus e não quer ouvir nada relacionado a Ele. Não consegue mais olhar para Jesus e se sentir bem, pois quando o vê se sente mal por mais que Ele não te condene e nem julgue, mas algo em você sente um desconforto e por isso prefere se manter longe.

Porém, seu mundo desabou e atualmente você dança sobre as ruínas do castelo onde se abrigava quando a chuva vinha. E não há mais esconderijo, não há mais âncora que te prenda ao chão, não há mais lugar secreto para ser quem você é sem máscaras. É apenas você e sua vontade de mostrar a todos que está bem. Você e seu instinto de sobrevivência que te leva para onde deve ir enquanto um vazio vai consumindo sua vida aos poucos.

E conforme vai se afastando, uma estrada sem fim se abre entre você e Deus. Uma estrada onde a dor corre solta, onde não há abraço e nem beijo na testa, mas um caminho solitário, pois você escolheu andar só para mostrar sua independência e que não precisa de Deus, que só precisa de si e de mais ninguém.

Porém, suas pernas estão cansadas de tanto andar, está se cansando de perseguir objetivos e consumir aquilo que o mundo oferece, pois a paz que você ganha vai embora em pouco tempo. Você está se fatigando à toa, pois não aceita que Deus te leve no colo, não quer que Ele te sustente, pois acha que sem Ele conseguirá chegar ao outro lado e que lá tudo será diferente. Mas é ilusão. Tudo isso que consola seu coração é ilusão.

Não há como satisfazer uma alma que pertence ao céu com aquilo que o mundo dá e, por mais que você não aceite, sua alma não é daqui, ela é de lá.

Sua alma sente saudade de louvar a Deus e chorar aos seus pés. Sua alma sente saudade de sentar nos bancos da igreja e ouvir uma palavra que fala sobre você e que te ajude a ser alguém melhor. Sua alma sente falta de orar ajoelhada ao lado de sua cama e falar sobre seu dia, seus medos infantis, seus sonhos considerados impossíveis.

Sua alma sente saudade do amor que recebia sem merecer, dos cuidados e consolos que o Espirito Santo te dava quando você dizia que não havia ninguém disposto a te estender a mão. Sua alma quer abraçar o Pai, quer ser carregada por Ele, quer receber cura para essas feridas que o mundo causou. Sua alma sente saudade, mas você a está sufocando, dizendo que isso é imaginação, é perda de tempo e não faz sentido.

Mas sua alma quer voltar a acreditar, quer voltar a ter esperança de que o amanhã será melhor porque Cristo vive.

Seu orgulho não quer confessar nada disso e sua imagem não quer transmitir que precisa de Deus, mas você sabe que precisa, você acredita que Ele existe e que é o seu Criador. Porém, você está lutando para se convencer de que não precisa Dele, que ficará bem sem as regras que Ele te dava, sem os mandamentos que precisava obedecer e sem a luta constante que havia entre a carne e o Espirito.

Você parece tão feliz com a sua liberdade onde pode fazer o que quiser e ser alguém diferente para assim surpreender os outros, para novamente mostrar que aquilo que dizem sobre seu coração é mentira, que você está bem sim e que nunca esteve numa fase melhor. Mas você não convence o Espirito de Deus.

Você pode enganar a si e aos outros, mas você não mentir para Aquele que sabe e fez todas as coisas.

Ele conhece aquelas partes que você não sabe que existem dentro do teu corpo. Ele que te formou no ventre da tua mãe, Ele que te chamou com um propósito e deu à sua vida um sentido. Eu sei que a dor, decepções, críticas que recebeu de pessoas cristãs, além de as pessoas que te machucaram, os relacionamentos que não deram certo, as portas que se fecharam, os amores que foram embora, tudo isso te esfriou e levou embora a sua fé.

Eu sei que é difícil acreditar que existe mesmo um Deus que é Amor quando você precisa de algo e nada acontece. Quando você ora e o milagre não vem, e você chora e não se sente consolada. Mas eu também sei que há coisas ruins que nos acontecem que não poderemos entender aqui e sim só no céu, e que por sermos criaturas pequenas precisamos nos humilhar e confiar no Criador. Pedir para ter fé quando é impossível acreditar Nele e pedir também para Ele não te deixar desistir.

Você consegue abrir um pouco o coração, pode ser qualquer brecha, mas abrir um pouco para deixá-lo entrar? Deus quer voltar a morar no seu peito. Ele quer que você permaneça na presença Dele e que não saia do centro do seu amor. Ele sabe que há uma distância considerável entre vocês e que no meio desse caminho há muita dor, feridas, perguntas, dúvidas, mágoas e até raiva. Ele sabe que você tem medo de ser machucada de novo e Dele permitir mais um sofrimento na sua vida.

Ele não garante que a vida ao lado Dele será livre de dor e que será só alegria, pois enquanto estivermos no mundo estamos sujeitos a sofrer aflições, mas que Ele estará conosco em cada uma dessas tribulações, nos fortalecendo e curando. Ele sabe que você já tentou voltar e não conseguiu, mas é que você tentou sozinha, você não O chamou, agora Ele quer tentar contigo.

Arrependa-se dos seus maus caminhos, confesse o que fez de errado, busque um sacerdote e clame pelo sangue de Jesus que te purificará de tudo. Deixe agora de se preencher com os vazios desse mundo, pois você pode sentir paz, felicidade e amor sem precisar disso que está fazendo agora. Deus quer que, através do relacionamento com Ele, você O conheça, se conheça e entenda o que deve ser e fazer. Ele quer te mostrar o que há no íntimo do coração Dele.

Ele quer te encontrar no secreto do seu quarto e lá falar ao seu coração tudo que você precisa saber para perdoar a si e aos outros, para voltar a acreditar e a amar o Deus que nunca deixou de te esperar. Não se encha mais de desculpas, medos ou vergonha. Ele te perdoa, aceita e cura. Não importa a distância, Ele vai correr para te encontrar e, se você permitir, Ele te pegará no colo para te levar de volta para o centro do seu amor e graça.

E se neste momento o Espírito Santo te convenceu a voltar aos braços do Pai e se reconciliar com Ele através de Jesus Cristo, faça uma oração e aqui estão algumas palavras que podem te ajudar a começar a sua prece:

“Senhor, eu me arrependo de tudo, estou aqui para pedir perdão por meus erros, pecados e defeitos. Para pedir que o sangue de Jesus me limpe e purifique de todo o pecado que cometi, e que esse sangue leve embora numa enxurrada as barreiras que me afastam de Ti. Eu quero voltar para os teus braços, eu quero outra vez ter comunhão contigo, eu quero me reaproximar e novamente ser filho (a), servo (a) e adorador (a). Me ensine a andar no teu caminho, pois eu sei que o único caminho até Deus é Jesus Cristo. Por isso aceito Jesus como meu único e verdadeiro Salvador. Me fortaleça para eu abrir mão do pecado, me ajuda a dizer não a voz do inimigo e dizer sim para a voz do Espírito Santo. E a partir de agora quero começar um relacionamento contigo, que se torne meu Pai e Melhor Amigo. Quero ir além daquilo que terei na Igreja, quero que o Senhor me mostre o meu dom, fale qual o meu chamado e me prepare para sua boa obra. Não me deixe afastar de novo do teu caminho, me prenda em Ti, me afasta do mal e me livre do que o mundo quer me fazer. Peço e agradeço com fé, amém.”

Anônimo.

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São muitos os atletas profissionais que, aposentados após o auge do sucesso nos gramados, quadras e piscinas, se mantêm ligados ao mundo do esporte: vários trocam a camisa de jogo pela prancheta de técnicos, por exemplo.

Mas um astro do futebol europeu decidiu trilhar uma estrada bem menos percorrida. Uma estrada que talvez o tenha levado a fazer o gol mais bonito de sua vida: Philip Mulryne, ex-meio-campista do Manchester United e da seleção da Irlanda do Norte, foi ordenado sacerdote da Ordem Dominicana no dia 9 de julho de 2017, aos 39 anos de idade.

O atleta protagonizou uma carreira de sucesso no futebol profissional, jogando ao lado de David Beckham e namorando a modelo Nicola Chapman no auge do estrelato. Philip jogou 161 partidas entre 1999 e 2005. De acordo com o Irish Central, ele estava na lista dos favoritos dos torcedores, mesmo que também tenha tido, segundo o Catholic Herald, os seus momentos de rebeldia: em 2005, por exemplo, ele foi cortado da seleção da Irlanda do Norte porque fugiu da concentração e saiu para beber.

Seu ex-colega Paul McVeigh ficou surpreso ao saber que Philip estava se preparando para ser sacerdote após mais de dez anos de atuação profissional em campo:

Para meu espanto, e provavelmente de todo o resto da fraternidade futebolística, o Phil decidiu treinar para ser padre católico… Eu ainda mantinha contato com ele e sabia que ele tinha dado uma guinada na vida, que estava envolvido em muitas iniciativas de caridade, ajudando pessoas sem-teto toda semana. Mesmo assim, foi um choque completo que ele tenha sentido que o chamado dele era esse… Eu tenho certeza de que isso não é uma coisa que ele levou na superficialidade“.

Pouco depois de se aposentar do futebol, aos 31 anos de idade, Philip realmente se dedicou a uma série de obras de caridade. Seus amigos consideram que o bispo de Down e Connor, dom Noel Treanor, pode ter tido influência na vida do jovem, encorajando-o a pensar na vocação ao sacerdócio.

Quando fez a sua profissão simples dos votos religiosos, em 2013, Philip falou brevemente sobre a sua vocação e as razões que o levaram à ordem dominicana:

Esta, para mim, é uma das principais razões que me atraíram à vida religiosa: me entregar totalmente a Deus na profissão dos conselhos evangélicos, tomá-lo como nosso exemplo e, apesar das nossas fraquezas e defeitos, confiar nele, que vai nos transformar pela sua graça; e assim, ser transformado para comunicar a todos com quem nos encontrarmos a alegria de conhecer a Deus… Este é, para mim, o ideal da vida dominicana e uma das principais razões que me atraíram a esta ordem“.

De acordo com a ACI Digital, a ordenação sacerdotal do agora Padre Mulryne aconteceu na Igreja de St. Saviour, em Dublin, e foi presidida pelo Arcebispo dominicano Augustine Di Noia, secretário assistente da Congregação da Doutrina da Fé, que viajou à Irlanda especialmente para esta cerimônia.

Mulryne ingressou no Seminário Diocesano de Belfast, estudou durante dois anos Filosofia na ‘Queens University’ e no ‘Maryvale Institute’. Em seguida, foi para o Pontifício Colégio Irlandês, em Roma, para estudar Teologia por um ano na Universidade Gregoriana, antes de discernir o chamado à vida religiosa.

Philip entrou para a Casa do Noviciado Dominicano em Cork, na Irlanda, em 2012. Em 2013, quando recebeu o hábito dominicano, Philip Mulryne disse que seu objetivo na vida religiosa é “ser completamente de Deus com a profissão dos conselhos evangélicos”.

“Apesar de nossas faltas, sabemos que Ele nos transforma com a sua graça e, ao sermos transformados, podemos comunicar a alegria aos outros”, ressaltou.

Com informações de Aci Digital

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Elisabeth Arrighi Leseur (* 16 de outubro de 1866 – + 3 de maio de 1914), nome de batismo Paulina Elisabeth Arrighi, foi uma mística francesa mais conhecida por seu diário espiritual e pela conversão de seu marido, Félix Leseur (1861-1950), um médico e conhecido líder do movimento anticlerical e ateísta francês. A causa para a beatificação de Elisabeth Leseur foi iniciada em 1934.

Elisabeth nasceu em Paris numa abastada família francesa de origem corsa. Ela tinha tido hepatite quando criança, que retornou ao longo de sua vida com ataques de gravidade variável.

Em 1887, ela conheceu o médico Félix Leseur (1861-1950), também oriundo de uma rica família católica. Pouco antes de se casarem em 31 de julho de 1889, Elisabeth descobriu que Félix havia deixado de ser um católico praticante. O Dr. Félix Leseur logo se tornou conhecido como materialista e colaborador de jornais anticlericais em Paris.

Abastada pelo nascimento e pelo casamento, Elisabeth fazia parte de um grupo social cultivado, educado, e geralmente antirreligioso. A ligação do casal era forte, embora ofuscada pela falta de filhos e por seu sempre crescente desacordo religioso. Dr. Leseur tudo fez para extinguir a fé da esposa; coagiu-a a ler obras de autores racionalistas, como “Les Origines du Christianisme” e “La Vie de Jésus” de Ernest Renan.

Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de Renan e quis confrontar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de São Tomás de Aquino.

De uma religiosidade convencional em sua juventude, Elisabeth Leseur foi motivada, pelos ataques de seu marido contra o Cristianismo e a religião, a sondar mais profundamente a sua fé. Assim, ela teve uma conversão religiosa com a idade de trinta e dois. Desse momento em diante, ela considerou sua principal tarefa rezar pela conversão de seu marido, mantendo-se paciente diante de seus ataques constantes sobre a sua fé.

Quando podia, ela trabalhava em projetos de caridade para as famílias pobres e fundou outras atividades de caridade. Sua vasta correspondência espiritual por muitos anos não foi do conhecimento de seu marido. Ela se preocupava com os “pobres” ou os “menos”, mas sua saúde se deteriorando restringia sua capacidade de responder a esta preocupação.

Em 1907 sua saúde deteriorou-se de tal forma, que ela foi forçada a levar uma vida sedentária, recebendo visitantes e dirigindo sua casa a partir de uma chaise-longue. Em 1911 ela sofreu uma cirurgia e a radioterapia por causa de um tumor maligno, recuperado, e depois ficou acamada até julho de 1913. Ela morreu de câncer generalizado em 3 de maio de 1914.

Espiritualidade

Desde o início, ela organizou a sua vida espiritual em torno de um padrão de disciplina de oração, meditação, leitura, prática sacramental, e escrita. Caridade era o princípio organizador de seu ascetismo. Em sua abordagem à mortificação, ela seguia São Francisco de Sales, que recomendava moderação e estratégias internas ocultas em vez de práticas externas.

Legado

Após sua morte, seu marido encontrou uma nota dirigida a ele em que ela profetizava sobre sua conversão e que ele se tornaria padre. A fim de se livrar de tais “superstições”, Dr. Félix foi ao santuário mariano de Lourdes, querendo expor os relatos de curas lá como falsos. Na gruta de Lourdes, no entanto, ele passou por uma conversão religiosa.]

65564-elisabeth2bleseur2b2bseu2besposo2bcomo2bdominicanoPadre Leseur

Posteriormente, Dr. Felix publicou o diário de sua esposa, “Journal et pensées pour chaque jour” (Diário e Pensamentos para cada dia). Devido à sua recepção favorável, um ano mais tarde publicou algumas das cartas de sua esposa sob o título de “Lettres sur la Souffrance” (Cartas a respeito do Sofrimento), Paris 1918; “La Vie Spirituelle” (A Vida Espiritual) Paris 1918; “Lettres à des Incroyants” (Cartas aos Incrédulos) Paris 1922.

No outono de 1919 ele tornou-se noviço dominicano e foi ordenado sacerdote em 1923. Pe. Leseur passou a maior parte de seus restantes vinte e sete anos de vida falando publicamente sobre os escritos espirituais de sua esposa. Ele colaborou na abertura da causa de beatificação de Elisabeth em 1934.

No ano de 1924, Fulton J. Sheen, que mais tarde se tornaria arcebispo e uma figura popular de televisão e de rádio americanos, fez um retiro sob a direção de Pe. Leseur. Durante muitas horas de direção espiritual, Sheen teve conhecimento da vida de Elisabeth e da conversão de Félix. Sheen posteriormente repetiu essa história de conversão em muitas de suas apresentações.

Referências:
Leseur O.P., Fr. Felix, “In Memoriam”, Journal et pensees de chaque jour, Paris, 2005;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Physical Illness: A Mystically Transformative Element in the Life of Elizabeth Leseur”, Spiritual Life, Vol.40, Number 4, Winter 1994;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Elizabeth Laseur: A Strangely Forgotten Modern Saint”, in Lay Sanctity, Medieval and Modern, Ann W. Astrell, ed.
* Sheen, Fulton J. “Marriage Problems” (part 40 of a recorded catechism, available online)

 Família Católica

odulio

A família Odulio, de origem filipina, vive hoje em uma cidade norte-americana onde a maioria da população é mórmon: Salt Lake City, no Estado de Utah.

No Sábado Santo deste ano, porém, a família recebeu os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Comunhão durante a Vigília Pascal: eles tinham se convertido à Igreja católica graças à Virgem Maria e à Santíssima Eucaristia.

Rico Odulio, o pai, nasceu nas Filipinas. Sua família, que era católica, aderiu à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujos membros são mais conhecidos mundo afora como mórmons. Mas ele continuou frequentando uma escola católica devido à sua boa qualidade, embora reconhecesse que “é muito difícil crescer em meio a duas igrejas”.

Foi na igreja mórmon que Rico conheceu a mulher que se tornaria sua esposa, Heidi. Durante o namoro, viajaram como missionários à cidade filipina de Cebu e lá permaneceram dois anos, mas separados. Ao se reencontrarem, casaram-se conforme o rito mórmon. Tiveram dois filhos que, desde pequenos, aprenderam dos pais o hábito da oração e da partilha em família.

Em 1998, Rico deixou os mórmons, mas manteve o hábito de ler sobre teologia. Em 2001, a família se mudou para Salt Lake City e Heidi continuou frequentando a igreja mórmon com seus dois filhos.

Tanto a cidade quanto o Estado de Utah são de maioria mórmon. Apesar disso, foi justamente nesse meio que a família Odulio começou a se aproximar da Igreja católica.

Rico tinha lido sobre a Batalha de Lepanto, de 7 de outubro de 1571: naquele combate naval, a frota da coalizão católica havia derrotado os turcos otomanos num triunfo dramático e crucial para a manutenção do catolicismo na Europa. A conquista foi atribuída pelo Papa Pio V à intercessão da Virgem Maria, a quem os fiéis tinham rezado o rosário em intenção da vitória cristã.

Até então, Rico não acreditava na Virgem Maria, considerando-a “mais uma das superstições católicas”. Ao ler sobre este milagre, porém, ele sentiu vontade de entrar em uma igreja e começou a participar da Missa. Quando convidou os filhos Amoz e Omri, eles se surpreenderam: “Nunca imaginei o meu pai como um homem religioso”, disse Omri. Mas quando Rico teve de voltar às Filipinas a trabalho, os filhos se afastaram da Igreja.

O segundo momento que aproximou a família da conversão veio em 2014, quando Omri sofreu um acidente de carro do qual quase não escapou. “Pensei que nunca mais acordaria”, relata ele mesmo, completando que, quando se recuperou, viu no YouTube o vídeo de um guitarrista na catedral de Salt Lake City. Impressionado com a beleza da igreja, pediu que o irmão, Amoz, o levasse até lá para a Missa. “Foi a primeira vez que atravessei as portas da catedral. A liturgia me impressionou. Desde então, fiquei atraído”, conta Omri.

Em 2015, já de volta aos Estados Unidos, Rico pediu que os filhos o acompanhassem numa procissão. Foi naquele dia que Omri tomou a decisão de ser batizado na Igreja católica – e, para ele, essa decisão aconteceu graças à intercessão da Virgem Maria.

Amoz também viveu uma conversão profunda à medida que aprendia mais sobre a história da Igreja. Os dois irmãos começaram a se preparar juntos para receber o Batismo.

Heidi, no entanto, continuava com os mórmons. Mesmo assim, começou a ler o material que Rico lhe dava sobre a Igreja Católica. Até que…

Eu rezava muitíssimo, queria a unidade da família e queria encontrar a verdade”. Foram muitas dúvidas e orações para, finalmente, poder dizer: “Eu senti o Espírito e, depois de rezar muito, recebi as respostas”.

Foi assim que também ela se juntou ao marido e aos filhos nas aulas de formação católica.

Ao se aproximar o dia em que finalmente seriam batizados, os Odulio ficavam cada vez mais ansiosos para receber pela primeira vez a Eucaristia: “Estando tão perto e tão exposto à Eucaristia, o meu desejo por ela aumentou”, confessou Omri, alguns dias antes do aguardado Sábado Santo.

Em 15 de abril de 2017, a família Odulio, agora batizada e crismada, recebeu enfim o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo na Eucaristia.

Louvado seja Jesus Cristo.

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Fonte:  ACI Digital

Convertidos
De cima para baixo e da direita para a esquerda: Cardeal Arinze, Dorothy Day, Gary Cooper, John Wayne, Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) e Robert Bork

A IGREJA EM TODO o mundo acolhe milhares de novos católicos na Vigília de Páscoa todos os anos: em média, somente nos EUA mais de 100 mil adultos entram para a Igreja Católica. São pessoas de diferentes faixas etárias, que chegam com experiências de vida também muito diversas. Alguns chegam à Igreja depois de longos anos de luta pessoal; alguns vêm já no final de suas vidas; outros, ainda, são levados à conversão por causa dos exemplos de santos, dignos sacerdotes, religiosos e leigos exemplares e/ou membros da família que dão testemunho de Jesus Cristo.

No final, é claro, eles chegam à mesma conclusão que um outro famoso convertido, o Cardeal John Henry Newman: “Em relação ao cristianismo, 10 mil dificuldades não fazem duvidar”. Com certeza, muitos são encorajados em suas viagens pessoais ao catolicismo pelos modelos dos conversos famosos. Estrelas de cinema, poetas, romancistas, músicos, filósofos, cientistas e até rainhas estavam convencidos, em suas consciências, de que deveriam se tornar católicos. Eram pecadores (como todos nós) e, como um grupo tão diverso, tinham temperamentos, personalidades e fraquezas muito diferentes.
A variedade deslumbrante dos filhos da Igreja é em si mesma uma lembrança útil de que todos são chamados por Cristo, e que nenhum passado, por mais sombrio e perturbador que seja, nos torna indesejáveis ao amoroso Abraço de misericórdia e amor do Deus que é Amor e tem Misericórdia infinita.
Listamos abaixo 50 nomes dentre alguns dos mais notáveis que se converteram ao longo do século passado – e que pelo seu exemplo certamente levaram à conversão de muitos outros:
 
1. Mortimer Adler (1902-2001): Filósofo e educador norte-americano, descobriu Santo Tomás de Aquino aos seus 20 anos de idade e tornou-se uma figura importante do Movimento Neo-Tomista.
2. Cardeal Francis Arinze (1932): convertido nigeriano batizado aos 9 anos pelo Beato Cipriano Tansi. Ele tornou-se o mais jovem bispo do mundo, aos 32 anos, e mais tarde foi nomeado cardeal e prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
3. Francis Beckwith (1960): Filósofo e teólogo, foi eleito presidente da Sociedade Teológica Evangélica, mas convertido ao Catolicismo em 2007.
4. Tony Blair (1953): Líder do Partido Trabalhista britânico e primeiro-ministro de 1997 a 2007, foi o primeiro-ministro mais jovem desde 1812. Sua esposa, Cherie, também é católica.
5. Cherry Boone (1954): Filha do famoso cantor “evangélico” Pat Boone. Casada em 1975 com o escritor Dan O’Neill, ela e seu marido se converteram ao catolicismo.
6. Robert Bork (1927-2012): juiz e jurista conservador americano mais conhecido pela viciosa luta política que bloqueou sua nomeação para a Suprema Corte dos EUA em 1987. Ele e sua esposa se converteram ao catolicismo em 2003.
7. Louis Bouyer (1913-2004): teólogo francês e um dos membros fundadores da Comissão Teológica Internacional e da revista teológica internacional Communio .
8. Dave Brubeck (1920-2012): Um dos mais renomados músicos de jazz americanos. Converteu-se em 1980 e foi encarregado de compor a Missa para Esperança .
9. Tim Conway (1933): Comediante americano mais conhecido por seu papel nos programas de televisão “McHale’s Navy” e “The Carol Burnett Show”.
10. Gary Cooper (1901-1961): Ator americano que ganhou três prêmios da Academia, incluindo “Melhor Ator” para Sargento York e High Noon . Ele teve um poderoso encontro com o Papa Pio XII em 1953 e entrou formalmente na Igreja em 1959.
11. Frederick Copleston (1907-1994): Inglês jesuíta e historiador da filosofia, ele se converteu à Igreja aos 18 anos e entrou na Companhia de Jesus em 1930.
12. Dorothy Day (1897-1980): Escritora , ativista social e co- fundadora do movimento do Trabalhador Católico com Peter Maurin. Sua causa para a canonização foi aberta em Nova York em 2000.
13. Catherine de Hueck Doherty (1896-1985): Líder canadense de justiça social e fundadora do apostolado da Casa das Madonas. Convertida da Igreja Ortodoxa Russa, sua causa de canonização foi aberta em 2000.
14. Diana Dors (1931-1984): atriz inglesa considerada uma clássica “blonde bombshell” nos filmes.
15. Cardeal Avery Dulles (1918-2008): jesuíta americano, teólogo e cardeal, filho do ex-secretário de Estado John Foster Dulles.
16. Newt Gingrich (1943): Presidente da Câmara dos Deputados dos EUA de 1995 a 1999, bem como autor, candidato presidencial e historiador.
17. Rumer Godden (1907-1998): romancista inglês mais conhecido como o autor dos romances Black Narcissus e In This House of Brede .
18. Graham Greene (1904-1991): escritor britânico mais conhecido em círculos católicos por seus romances Brighton Rock , O Poder ea Glória , O Coração da Matéria eo Fim do Caso .
19. Sir Alec Guinness (1914-2000): Ator britânico ganhador do Oscar de Melhor Ator em 1957 pela The Bridge on the River Kwai .
20. Scott Hahn (1957): Teólogo bíblico, apologista e prolífico escritor e orador. Sua esposa, Kimberly, também é um converso.
21. Susan Hayward (1917-1975): Atriz ganhadora do Oscar, que ganhou o Oscar por seu papel na prisão de morte Barbara Graham em I Want to Live! (1958).
22. Elisabeth Hesselblad (1870-1957): Sueca convertida do luteranismo e fundadora das irmãs Bridgettine, foi canonizada pelo Papa Francis em 2015.
23. Dietrich von Hildebrand (1889-1977): filósofo e teólogo alemão honrado por numerosos papas por suas imensas contribuições ao pensamento católico.
24. Katharine, duquesa de Kent (1933): A esposa do príncipe Edward, duque de Kent (um neto do rei George V e Queen Mary e primo-irmão da Rainha Elizabeth II), o primeiro membro da família real para converter desde 1701 .
25. Joyce Kilmer (1886-1918): poeta, jornalista e editor americano, mais conhecido por seu poema curto Trees (1913). Ele foi morto em 1918 no final da Primeira Guerra Mundial.
26. Russell Kirk (1918-1994): Teórico político americano e uma das figuras as mais influentes no movimento conservador americano.
27. Dean Koontz (1945): romancista prolífico que vendeu mais de 450 milhões de cópias de seus livros.
28. Clare Boothe Luce (1903-1987): A primeira mulher americana nomeada para um grande cargo de embaixador no exterior, membro da Câmara dos Deputados dos EUA de 1943 a 1947, escritora e dramaturga.
29. Cardeal Jean-Marie Lustiger (1926-2007): Arcebispo de Paris de 1981 a 2005, cardeal de 1983 e promotor do diálogo católico-judaico. Converteu-se do judaísmo.
30. Gabriel Marcel (1889-1973): filósofo francês, dramaturgo e existencialista cristão mais conhecido por seu trabalho O Mistério do Ser .
31. Jacques Maritain (1882-1973): filósofo francês, autor de mais de 60 livros e uma das figuras-chave no renascimento do tomismo nos tempos modernos. Ele e sua esposa, Raïssa, se converteram ao catolicismo em 1906.
32. Norma McCorvey (1947-2017): O autor do infame processo de 1973 Roe v. Wade que legalizou o aborto que posteriormente se tornou pró-vida.
33. Marshall McLuhan (1911-1980): Professor canadense, filósofo e teórico da mídia mais conhecido por cunhar as expressões “o meio é a mensagem” e “aldeia global”.
34. Thomas Merton (1915-1968): monge e padre trapista americano , bem como poeta, ativista social e um dos mais famosos e controversos convertidos católicos do século XX.
35. Vittorio Messori (1941): jornalista italiano mais conhecido por suas entrevistas em livro “O Relatório Ratzinger: Uma Entrevista Exclusiva sobre o Estado da Igreja” (1985) e “Cruzando o Limiar de Esperança pelo Papa João Paulo II” (1994).
36. Malcolm Muggeridge (1903-1990): jornalista, satirista e escritor britânico. Ele se tornou um católico em 1982 com sua esposa, Kitty, em grande parte pela influência de Santa Teresa de Calcutá.
37. Bernard Nathanson (1926-2011): Médico americano e membro fundador da NARAL Pro-Choice America, que se juntou ao movimento pró-vida na década de 1970.
38. Rainha Nazli (1894-1978): Rainha do Egito de 1919 a 1936 como a segunda esposa do rei Fuad e mãe do rei Farouk do Egito. Ela e sua filha, Fathia, se converteram do Islã em 1950.
39. Patricia Neal (1926-2010): Atriz vencedora do Oscar pela sua performance em Hud ( 1963). Ela se converteu ao catolicismo alguns meses antes de sua morte.
40. Richard John Neuhaus (1936-2009): Antigo pastor luterano, escritor, teólogo e fundador e editor da revista First Things .
41. Robert Novak (1931-2009): jornalista americano, colunista e comentarista político conservador.
42. Joseph Pearce (1961): escritor e biógrafo literário inglês.
43. Walker Percy (1916 -1990): escritor americano amado por seus romances que confrontam a luta do homem com a modernidade.
44. Knute Rockne (1888-1931): Treinador norueguês da equipe de futebol Notre Dame de 1918 a 1930 e considerado um dos maiores treinadores da história do esporte.
45. Adrienne von Speyr (1902-1967): Médico suíço, escritor espiritual e místico, autor de mais de 60 livros de espiritualidade e teologia.
46. Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) (1891-1942): filósofo judeu-alemão e freira carmelita descalça que morreu em Auschwitz. Foi canonizada por São João Paulo II em 1998.
47. Sigrid Undset (1882-1949): romancista norueguês que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1928.
48. Evelyn Waugh (1903-1966): Escritor inglês famoso por seu romance Brideshead Revisited (1945).
49. John Wayne (1907-1979): Ator premiado pela Academia, amado por seus papéis em westerns e filmes de guerra.
50. Israel Zolli (1881-1956): estudioso judeu italiano e rabino-chefe em Roma de 1940 a 1945. Amigo do Papa Pio XII, converteu-se do judaísmo ao catolicismo em 1945.
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* Matthew Bunson é editor-sénior e contribuinte sênior da EWTN News. Via ” o Fiel Católico”
Fonte:
National Catholic Register, ’50 Catholic Converts: Notable Churchgoers of the Last Century’, disp. em:
http://ncregister.com/daily-news/50-catholic-converts-notable-new-church-members-over-the-last-century

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“Eu sou cristão (isso pode ser deduzido a partir de minhas histórias ), e, de fato, católico romano”

Nascido 03 de janeiro de 1892 , na África do Sul , John Ronald Reuel Tolkien é mais conhecido como o autor dos romances de fantasia “O Senhor dos Anéis” ( 1954-1955 ) e “Hobbit” (1937), no qual ele criou um mundo com uma nova linguagem, personagens estranhos e uma cultura imaginada. Ele se converteu ao catolicismo em 1900. Educado em Oxford , Tolkien finalmente retorno à universidade como professor de Inglês especializado em Antigo e Médio Inglês. Casou-se com Edith Bratt , depois que ela se converteu ao catolicismo. Eles tiveram quatro filhos. Tolkien morreu em 2 de setembro de 1973.

J.R.R. Tolkien tinha apenas três anos de idade e seu irmão, Hilary, um ano quando eles deixaram a África do Sul e voltaram para a Inglaterra com sua mãe, Mabel. Seu pai, Arthur, um banqueiro de Inglês, planejou sua saída, mas morreu inesperadamente de febre reumática em fevereiro de 1896. Mergulhado na tristeza, a mãe de Tolkien levou os dois meninos para a igreja anglicana “alta” , todos os domingos.

Sua rotina mudou drasticamente sem aviso num domingo, quando eles foram para a Igreja Católica de Santa Ana nas favelas de Birmingham. A mãe decidiu se converter ao catolicismo por razões que nunca explicadas. Na primavera de 1900, quando Tolkien tinha oito anos de idade, a jovem família foi recebida na fé católica.

Sua conversão desencadeou a ira dos membros da família que se opuseram fortemente ao catolicismo. Os parentes do lado de sua mãe eram unitários. Os Tolkiens eram batistas. Ambos os lados imediatamente cortaram o apoio financeiro. No entanto, a mãe de Tolkien permaneceu firme em sua fé e tomou para si a responsabilidade para si de incutir em seus jovens filhos seu amor ao catolicismo.

Padre Francis Xavier Morgan foi o pastor de sua paróquia. Um homem de bondade e humor, que interessou na luta da família. Ele visitou-os muitas vezes e serviu como uma figura paterna para os meninos.

Não demorou muito, no entanto, para que a tensão financeira familiar influenciasse Mabel Tolkien . Em abril de 1904, quando Tolkien tinha doze anos, sua mãe foi internada com diabetes e os meninos foram enviados para viver com parentes. Em junho, sua condição se estabilizou . Determinado a manter sua família unida , a mãe de Tolkien perguntou ao padre Morgan se poderia encontrar uma família com quem pudesse viver e compartilhar as refeições. Ele fez arranjos com o carteiro local e sua esposa.

Naquele outono sua condição piorou. No início de novembro, a mãe de Tolkien entra colapso e em um coma diabético, morrendo em 14 de novembro. A sua morte fortaleceu a fé de Tolkien na Igreja Católica. “Minha querida mãe era uma mártir de fato”, escreveu, “e não é para todos que Deus concede tão fácil seus grandes dons como fez a Hilary e eu, dando-nos uma mãe que se matou com mão de obra e problemas para assegurar -nos manter a fé”.

Seus parentes queriam mandar os meninos para uma escola protestante onde os seus laços com o catolicismo seriam cortados, mas a mãe de Tolkien tinha nomeado Padre Morgan em seu testamento como guardião de seus filhos e protetor de sua fé católica.

Nos anos que se seguiram, o padre Morgan usou sua renda familiar privada para ajudar os dois meninos. Ele encontrou um lugar para eles viverem e pagou seus estudos. Todo verão, levava-os de férias. “Eu aprendi a caridade e o perdão com ele”, lembrou Tolkien.

Quando Tolkien tinha dezesseis anos, ele se apaixonou por Edith Bratt que então tinha 19 anos e também era órfã. Seu guardião tinha providenciado sua convivência na mesma casa em que Tolkien e seu irmão embarcaram porque a dona da casa amava a música e permitiria que a jovem praticasse piano. Quando o Padre Morgan percebeu o inicio do romance, tentou fazê-lo mudar de idéia, e então mudou os meninos para uma nova casa proibindo Tolkien de falar ou escrever para Edith até que ele tinha vinte e um anos.

Em 1911, Tolkien se mudou para Oxford, onde se concentrou em seus estudos. À meia-noite do dia em que completou vinte e um anos , escreveu a Edith . Em poucos dias, eles estavam prestes a se casar.

Edith Tolkien tinha certeza de que queria se tornar um católica, mas ela sabia que seu responsável ficaria indignado. Tolkien descreveu como sua própria mãe tinha sido perseguida por sua família por causa de sua conversão. “Eu acredito ternamente”, disse Edith , “que nenhuma tibieza e medo mundano deve impedir-nos de seguir a luz com firmeza”.
Quando Edith disse a seu tio que ela planejava se converter, ele a deserdou. Em 8 de janeiro de 1914 ela foi recebida na Igreja Católica.

Tolkien se formou em Oxford no ano seguinte e se alistou como segundo tenente na Primeira Guerra Mundial. Em 22 de março de 1916, antes de partir para a França, ele se casou com Edith em uma cerimônia católica oficializada pelo Padre Morgan.

Tolkien permaneceu devotamente católico ao longo de sua vida e assumiu a responsabilidade de criar seus filhos como católicos durante os períodos em que Edith diminuiu o interesse no catolicismo. Seu filho mais velho tornou-se padre.

A obra de Tolkien tem fortes conotações religiosas. Ele usou suas histórias como uma forma de transmitir aos seus filhos sua fé em Deus e sua compreensão do bem e do mal.

“O Senhor dos Anéis é, naturalmente, uma obra fundamentalmente religiosa e católica”, admitiu Tolkien a um amigo jesuíta, ” inconsciente no início, mas consciente na revisão”.


Para outras leituras:

Humphrey Carpenter, J.R.R. Tolkien: The Authorized Biography (Boston: Houghton Mifflin Co., 1977).
Katheryn F. Crabbe, J.R.R. Tolkien (New York: Frederick Ungar Publishing Co., 1981).

Fonte: “A Century of Catholic Converts”, de Lourene Hanley Duquin

Tradução: Jonadabe Rios

 

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Em 1970, uma jovem norte-americana do Estado do Texas entrou na justiça pedindo autorização legal para abortar com base na alegação de que a sua gravidez era indesejada. Até então, a maioria dos Estados do país permitia o aborto somente em casos de risco de morte para a gestante.

Naquela ocasião, porém, a Suprema Corte acabaria abrindo as portas para a legalização do aborto nos EUA, opinando que a mulher, juntamente com uma equipe médica, pode abortar sem impedimentos legais nos primeiros meses de gravidez, mas com restrições quando a gestação já está mais avançada. O que a decisão indicou é que é inconstitucional a interferência do Estado na decisão de uma mulher sobre a sua gravidez.

Com as apelações interpostas pelo Texas, a decisão definitiva que autorizaria o aborto só veio em 1973, quando a jovem já tinha dado à luz – e deixado a filha para adoção.

A jovem texana manteve sua identidade anônima nos primeiros anos. Só o que se conhecia dela era o pseudônimo “Jane Roe“, que deu nome ao célebre processo “Roe versus Wade”, marco histórico da legalização do aborto nos Estados Unidos. Seu nome verdadeiro, Norma Mccorvey, só veio a público na década de 1980, quando ela se tornou ativista pró-aborto e defensora dos assim chamados “direitos reprodutivos”, ao mesmo tempo em que trabalhava em clínicas abortistas.

No entanto, em 1995, uma guinada: Norma reconheceu que o processo a que tinha dado início foi um erro. Ela passou a se declarar publicamente contrária ao aborto, se converteu e foi batizada como católica por um padre que liderava um grupo de defesa da vida. A mulher que tinha sido o estopim da aprovação do aborto em seu país trocava assim o ativismo pró-aborto pelo movimento pró-vida.

Os defensores da vida humana desde a concepção formam uma parcela que cresce constantemente nos EUA. O grupo realiza anualmente, em 22 de janeiro, aniversário da histórica sentença “Roe versus Wade“, a multitudinária “Marcha pela Vida“, manifestação que reúne centenas de milhares de pessoas nas ruas de Washington para pedir a revogação daquela decisão judicial.

Na edição deste ano, a Marcha contou com a participação de Mike Pence, o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos a participar da manifestação anti-aborto em Washington.

Norma Mccorvey, que passou do ativismo pró-aborto à defesa da vida humana desde a concepção, morreu em 18 de fevereiro, aos 69 anos, em sua casa no Texas.

Elevemos a Deus uma prece pela sua alma, pela conversão de todas as pessoas à cultura da vida e pelo fim do aborto, que, muito longe de ser um “direito” de qualquer ponto de vista, é sempre o assassinato evitável de um ser humano inocente e indefeso.

Aleteia

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Notícias vindas dos Estados Unidos dizem que um milhão de pessoas se converteram ao Catolicismo em apenas oito anos.(*)

Com efeito, de 2005 a 2012 a Igreja Católica incorporou, pelo batismo ou por sua adesão à fé os que já eram batizados em outras comunidades cristãs, um milhão de adultos.

Em 2012 — último ano do qual se tem dados concretos —, dos que ingressaram na Igreja pelo batismo 13% eram adultos e 87% crianças.

Alguns números

Felizmente isso vem aumentando. Por exemplo, em 2016 forão batizados na Diocese de Galveston-Houston 2.300 catecúmenos, somados aos que já o eram, mas que serão recebidos agora na plena comunhão católica. Eles são 1.913 em Atlanta, 1.666 em Los Angeles e 1.350 em Nova York.

Já a Arquidiocese de Washington batizou na última Páscoa mais de 650 catecúmenos adultos.

         “Além dos catecúmenos, nos Estados Unidos são frequentes os ‘candidatos’: são cristãos batizados principalmente em igrejas protestantes que entram agora na Igreja Católica com uma cerimônia de acolhida, recebendo depois a Confirmação, a Confissão e a Primeira Comunhão”.

Por outro lado, é grande o número dos que retornam com convicção à fé da qual se afastaram por fraqueza. No total dos católicos adultos, eles representam 9%. Ou seja, mais de 5 milhões num total de 78 milhões de católicos.

Conversões nos bolsões protestantes

 

Mesmo nos bolsões protestantes do sul dos Estados Unidos, onde predominam os protestantes, particularmente batistas, continua a haver conversões ao Catolicismo.

Por exemplo, em Louisville, Kentucky, onde os católicos são apenas 17% da população, a recepção de adultos na Igreja se mantém estável, em torno de 450 por ano. Seu arcebispo, Dom Joseph Kurtz, foi eleito presidente da Conferência Episcopal, sendo conhecido por rezar o Rosário de joelhos em frente às clínicas de aborto.

Para dar um exemplo de conversão ao Catolicismo nessas regiões predominantemente protestantes, citemos o caso de Débora Kerr, que de metodista se tornou católica na Vigília Pascal de 2013. Na Páscoa deste ano, seu exemplo atraiu para a Igreja, sua mãe e seu padrasto, juntamente com outros 109 catecúmenos e 239 ‘candidatos’ da diocese de Kansas City. Convém notar que nessa diocese os católicos formam apenas 16% da população.

A mãe de Débora, que foi educada desde pequena como metodista, afirmou sobre sua conversão: “Vi minha filha tornar-se católica, e simplesmente senti pela primeira vez em minha vida que estava na casa de Deus.”

Outros exemplos de novos convertidos

 

A título de amostragem, a Conferência Episcopal Americana apresenta dois exemplos dos novos catecúmenos que pedem o batismo. Um é o estudante de engenharia Jian Wang, nascido na China, que perdeu o pai quando era adolescente e foi abandonado pela mãe, levando vida muito dura.

Morando no país do norte, viu há alguns meses na Internet a oração da Ave Maria. Ficou tão comovido, que desejou conhecer mais. Entrou então em contato com o centro católico de sua universidade, e começou a estudar a nossa Religião. Ele se batizará em breve, juntamente com outros 113 catecúmenos da Diocese de Metuchen, Nova Jersey.

O segundo exemplo é de David Cupp, em Detroit. Casado por 40 anos com uma devota católica, não se interessara até então por religião. Depois do falecimento da esposa, mudou sua forma de pensar e quis ser recebido na Igreja Católica. Como havia sido batizado quando pequeno numa Igreja protestante, cujo batismo era válido, agora fará a profissão de fé católica e receberá o sacramento da Confirmação, “convencido de que há um Deus verdadeiro, e que isso te mantém lúcido”.

Fatores que ajudam a conversão


Importa notar que a maioria dos novos conversos acredita que a entrada na Igreja não é um final, mas sim um princípio de nova vida.

As causas de uma conversão à fé católica são muito diversas e dependem especialmente de uma graça do Divino Espírito Santo. Mas elas têm, em sua maioria, relação com um ente querido católico, como uma noiva, esposo, família católica acolhedora etc.

Interessante estudo publicado por um blog especializado em estatística sócio-religiosa (Nineteensixty-four.blogspot.co.uk) revela que nos Estados Unidos apenas 30% dos que foram educados como ateus na infância se mantêm como tais quando adultos, pois o ateísmo tem baixa taxa de adesão no país.

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(*) Utilizamos para este artigo os dados dos sites  http://www.rcia.org.uk/blog/wp-content/uploads/2016/05/1-Non-Church-going-neophytes.pdf, e http://www.religionenlibertad.com/crece-el-numero-de-adultos-que-se-haran-catolicos-esta-pascua-34867.htm e http://www.religionenlibertad.com/en-8-anos-un-millon-de-adultos-se-han-hecho-catolicos-34975.htm

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O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que não é mais ateu, mas de fato vê a religião como “muito importante”.

No dia 25 de dezembro de 2016, Zuckerberg postou uma mensagem “Feliz Natal e Feliz Hanukkah” de sua família aos seus seguidores no Facebook, e nos comentários respondeu a uma pergunta sobre suas crenças pessoais.

Depois que ele postou o comentário, um usuário perguntou: “Mas você não é ateu?” Em resposta, o bilionário de 32 anos respondeu: “Não. Eu fui criado judeu e depois passei por um período em que questionei as coisas, mas agora acredito que a religião é muito importante“.
Quando outro usuário perguntou: “Mas por que o Facebook não notifica que é o aniversário de Jesus hoje ???” Zuckerberg brincou: “Você não é amigo de Jesus no Facebook?“, adicionando um emoji sorrindo com uma auréola.
Desde aquele dia, a resposta de Zuckerberg ao comentário ganhou milhares de likes.

De acordo com o The Atlantic , Zuckerberg foi criado em um lar judeu, mas já se identificou como um ateu em sua página no Facebook. No passado, ele também manifestou interesse no budismo.

No início deste ano, Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, encontraram-se com o Papa Francisco para discutir maneiras pelas quais a tecnologia poderia ajudar os pobres. Após a visita, Zuckerberg compartilhou nas mídias sociais sua admiração pela capacidade do Pontífice de se conectar com pessoas de diferentes fés, permanecendo fiel ao seu.

“Priscilla e eu tivemos a honra de encontrar o Papa Francisco no Vaticano. Nós dissemos a ele o quanto admiramos sua mensagem de misericórdia e ternura, e como ele encontrou novas maneiras de se comunicar com pessoas de toda a fé ao redor do mundo”, postou Zuckerberg no Facebook.

“Nós também discutimos a importância de conectar pessoas, especialmente em partes do mundo sem acesso à internet. Nós lhe mostramos um modelo de Aquila, nosso avião movido a energia solar que vai transmitir conectividade à internet para lugares que não têm. E nós compartilhamos nosso trabalho com a Iniciativa Chan Zuckerberg para ajudar pessoas de todo o mundo “, acrescentou.

“Foi uma reunião que nunca esqueceremos, você pode sentir seu calor e bondade, e como ele se importa muito em ajudar as pessoas”.

Apesar de suas opiniões religiosas diferentes, Zuckerberg elogiou Francisco em ocasiões precedentes também.

“Não importa a fé que você pratica, todos nós podemos ser inspirados pela humildade e compaixão do Papa Francisco. Estou ansioso por seguir o Papa – e vê-lo continuar a compartilhar sua mensagem de misericórdia, igualdade e justiça com o mundo”, escreveu Zuckerberg em março.

(via LigadoG)

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Quando eu era um rapaz, a minha educação Cristã estava a ser constantemente alvo de resistência por parte dos meus entusiasmos. Primeiro, foram os dinossauros. Lembro-me vivamente do meu choque quando abri uma Bíblia para crianças e deparei-me, logo na primeira página, com ilustrações de Adão e Eva lado a lado com um braquiossauro. Eu poderia ter seis anos, mas havia uma coisa – para arrependimento meu – que eu estava certo: nenhum ser humano havia visto um saurópode.

O fato do professor não se importar com este erro apenas aumentou o meu sentido de raiva e de espanto.  Pela primeira vez uma sombra de dúvida começou a pairar sobre a minha fé Cristã. Com o passar do tempo, esta sombra foi escurecendo cada vez mais. A minha obsessão com os dinossauros – glamorosos, ferozes e extintos – evoluiu de forma gradual para uma obsessão pelos antigos impérios. Quando eu lia a Bíblia, o meu fascínio não era tanto pelos filhos de Israel ou por Jesus e os Seus Discípulos, mas sim pelos seus adversários: os Egípcios, os Assírios, os Romanos.

Semelhantemente, embora eu continuasse a acreditar em Deus duma forma vaga, eu considerava-O infinitamente menos carismático que os meus Olimpianos favoritos: Apolo, Atena, Dionísio. Em vez de estipularem regras e classificarem os outros deuses de demónios, eles preferiam a diversão. E quando eles se comportavam de forma vaidosa, egoísta e cruel, isso apenas servia para lhes conferir o fascínio de estrelas de rock.

Quando comecei a ler Edward Gibbon e os outros grandes escritores do Iluminismo, estava mais do que pronto para aceitar a sua interpretação da História: nomeadamente, de que o triunfo do Cristianismo havia dado início a uma era de “superstição e de credulidade”, e que a modernidade havia sido fundada após o renascimento dos há muito esquecidos valores clássicos.

O meu instinto infantil de pensar no Deus da Bíblia como inimigo da liberdade e da diversão foi racionalizado. A derrota do paganismo havia gerado o reinado do Ninguém, e o reinado de todos os cruzados, inquisidores e puritanos de chapéu preto que haviam servido de acólitos. O colorido e a excitação haviam sido retirados do mundo. “Venceste, Ó Galileu pálido”, escreveu  Swinburne, ecoando a lamentação apócrifa de Juliano o Apóstata, o último imperador pagão de Roma. “O mundo acinzentou-se devido à Tua respiração.” Instintivamente, concordei.

Devido a isto, não é surpresa alguma que tenha continuado a apreciar a antiquidade clássica como o período que mais me motivou e mais me inspirou. Quando me sentei para escrever a minha primeira obra de História, “Rubicon”, escolhi um tema que havia sido particularmente apreciado pelos filósofos: a era de Cícero.

O tema da minha segunda obra, “Persian Fire”, foi um que até no século 21 serviu para Hollywood, tal como havia servido para Montaigne e Byron, como um arquétipo do triunfo da liberdade sobre o despotismo: as invasões Persas à Grécia.

Os anos que passei a escrever estes estudos sobre o mundo clássico – vivendo de maneira íntima na companhia de Leónidas e de Júlio César, dos Hoplitas que haviam morrido em Termopilas, e dos legionários que haviam triunfado em Alesia – serviu apenas para confirmar o meu fascínio: porque Esparta e Roma, mesmo quando sujeitas à investigação histórica mais minuciosa, não pararam de parecer possuídas pelas qualidades dum predador de topo. Elas continuaram a perseguir o meu imaginário tal como haviam feito no passado – como um tiranossauro o faz.

Mas até os carnívoros gigantescos, por mais maravilhosos que fossem, eram por natureza aterrorizadores. Quanto mais tempo eu passava imerso no estudo da antiquidade clássica, mais estranha e perturbadora eu a considerava. Os valores morais de Leónidas, cujo povo practicava uma forma de eugenia particularmente assassina, e que treinava os mais jovens a matar pela calada da noite os Untermenschen atrevidos, não eram em nada aquilo que eu considerava os meus; nem o eram os de César, que alegadamente matou 1 milhão de Gauleses e escravizou mais um milhão.

Não foram só os extremos de insensibilidade que considerei chocantes, mas também a ausência de qualquer sentido de que os pobres ou os fracos poderiam ter algum valor intrínseco. Devido a isto, o fundamento basilar do Iluminismo – que em nada devia à Fé dentro da qual a maioria das grandes figuras haviam nascido – tornou-se gradualmente indefensável.

“Todo o homem sensível,” escreveu Voltaire, “todo o homem honrado, tem que ter horror à seita Cristã.” Em vez de reconhecer que os seus princípios éticos poderiam dever algo ao Cristianismo, ele preferiu derivá-los duma vasta gama de fontes – não só a literatura clássica, mas também da filosofia Chinesa e dos próprios poderes racionais.

No entanto Voltaire, na sua preocupação para com os fracos e para com os oprimidos, estava marcado de forma duradoura com o selo da ética Bíblica mais do que ele se preocupava em admitir. O seu desprezo pelo Deus Cristão, e num paradoxo que certamente não existia só nele, dependia de motivações que eram, em parte, reconhecidamente Cristãs.

“Nós pregamos Cristo Crucificado”, declarou São Paulo, “escândalo para os judeus e loucura para os gentios.” E ele estava certo. Nada estava mais contra as mais profundas pressuposições dos contemporâneos de Paulo – Judeus, Gregos e Romanos. A noção de que um deus havia sofrido tortura e morte numa cruz era tão chocante como era repulsiva.

A familiaridade com a narrativa da Crucificação atenuou os nossos sentidos de forma a não vermos como a Divindade de Cristo era novidade. No mundo antigo, era papel dos deuses que alegavam governar o universo manter a ordem infligindo o castigo – e não sofrendo eles mesmos.

Hoje em dia, mesmo quando a fé em Deus esmorece por todo o Ocidente, os países que foram no passado conhecidos como Cristandade continuam a ter o selo da revolução com dois mil anos que o Cristianismo representa.

É por esse motivo que, de forma geral, a maior parte de nós que vive em sociedades pós-Cristãs, continua a aceitar sem questionar que é mais nobre sofrer do que infligir sofrimento.

É também por isso que assumimos de forma geral que toda a vida humana é igual em valor.

Nos meus valores morais e na minha ética, aprendi que não sou nem Grego nem Romano, mas totalmente e orgulhosamente Cristão.

Tom Holland

Fonte: ~ http://bit.ly/2i5vUfA

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Centenas de milhares de refugiados muçulmanos converteram-se ao cristianismo nos últimos meses. Embora em alguns dos seus países de origem a conversão seja vista como um delito que pode ser punido até com a pena de morte, as igrejas alemãs, protestantes e católicas, voltaram a celebrar missas com bancos lotados. Em algumas, como na da Trindade, no bairro berlinense de Steglitz, cerca de 80% dos fiéis são ex-muçulmanos.

Para o pastor Gottfried Martens, que já batizou 1.200 convertidos, os refugiados desejam romper definitivamente com o passado e aumentar suas chances de integração na sociedade alemã. Mas Daniel Ottenberg, da ONG Open Doors, encontra outra explicação. Com o debate sobre o terrorismo islâmico, muitos muçulmanos começaram a sentir um alto grau de insegurança em relação à própria religião.

— Eles cresceram na crença de pertencer à melhor religião do mundo, mas começaram a questionar isso depois que, em nome da religião, foram cometidos tantos atos de violência — sustenta Ottenberg.

Enquanto as duas grandes igrejas oficiais, católica e luterana protestante, veem os novos fiéis como uma chance de compensar as perdas dramáticas de membros nos últimos dez anos, as organizações muçulmanas reagem com cautela.

— Cada um deve agir de acordo com os seus próprios interesses — disse um representante do Conselho dos Muçulmanos na Alemanha.

Por outro lado, islamistas e fundamentalistas bombardeiam os novos cristãos com ameaças. Um estudo da Open Doors revela que muitos convertidos desistem do batismo na última hora com medo de pôr em risco os parentes que ficaram em seus países.

Mesmo em alguns locais que passaram pela Primavera Árabe, como o Egito, a conversão ao cristianismo é vista como um delito na sociedade muçulmana. Parentes dos convertidos podem ser alvo de represálias.

— Para os refugiados, o problema não é apenas os conflitos naturais que podem surgir entre os vindos das regiões de crise, traumatizados pela guerra e pela fuga, que vivem com frequência em abrigos lotados. O mais alarmante é o fato de que os fugitivos cristãos e de outras minorias religiosas cada vez mais são alvo da mesma perseguição e discriminação das quais eram vítimas nos seus países de origem — diz Daniel Ottenberg.

Praticamente todos os participantes da missa de domingo passado na Igreja da Trindade já passaram pelo trauma da perseguição religiosa, mas a maioria vê a nova religião como a perspectiva de uma vida melhor.

Evangelho em farsi e árabe

Na opinião do afegão Ali Mirzace, o fundamentalismo, as guerras religiosas e a brutalidade do Estado Islâmico ou dos talibãs dividem os jovens muçulmanos. Enquanto uns adotam a doutrina do Islã político, outros desenvolvem uma aversão contra a própria identidade cultural, da qual se julgam vítimas.

— Tudo continua difícil, mas acreditar em Jesus nos ajuda a enfrentar as adversidades — sustenta.

O amigo Mohamed Hakime, de 17 anos, também é afegão. Os dois se conheceram durante a fuga através do Mar Mediterrâneo, no ano passado, em um momento no qual o barco parecia que ia afundar. Hakime confessa que decidiu se batizar para provar que tinha um enorme interesse em se integrar à sociedade alemã.

O batismo é para eles a conclusão de um processo de abandono definitivo do passado. Há um clima de entusiasmo. Todos os frequentadores da Igreja da Trindade de Steglitz acompanham a missa com o manual que oferece o texto e os cantos em alemão, com tradução para farsi e árabe. E todos cantam juntos.

Embora a missa dure quase duas horas, ninguém vai embora quando termina. A festa da eucaristia continua no salão paroquial, onde os alimentos trazidos pelos visitantes e preparados pela paróquia são divididos.

Nesses momentos, lembra Ali Mirzace, eles conseguem esquecer as dificuldades que nunca acabam. Como os refugiados não têm muita privacidade nos abrigos coletivos, onde precisam dividir quartos uns com outros, logo que um aparece com um terço, uma Bíblia ou começa a frequentar uma igreja cristã torna-se alvo da hostilidade.

O curdo sírio Sava Soheili, de 27 anos, está desde o ano passado em Berlim. Desde o início do ano, é um luterano fervoroso que gosta de mostrar o crucifixo pendurado em um cordão de ouro. Soheili afirma que os convertidos são, na opinião dos fundamentalistas, “verdadeiros criminosos que merecem a pena de morte”.

— Nós somos considerados kuffars, palavra que para os muçulmanos fundamentalistas significa um descrente que cometeu um grave crime religioso. Os kuffars são vistos como criminosos religiosos que merecem a pena de morte — explica.

Segundo o pastor Gottfried Martens, a igreja e o Estado tentam proteger os refugiados cristãos, mas é difícil uma solução porque trata-se de um problema bastante complexo.

— Uma possível solução seria criar abrigos para refugiados cristãos, mas a separação dos convertidos ofereceria um outro risco — disse.

A prefeitura de Berlim também recusou a criação de abrigos para convertidos alegando que, separados, esses refugiados ostentariam abertamente a sua condição como um estigma e assim poderiam tornar-se um alvo fácil de terroristas.

Mostafa, um iraniano de 23 anos, diz que a opção pelo cristianismo é também pela liberdade individual.

— Há também casos de cristãos que se convertem ao Islã, mas não há com certeza nenhum que por isso tenha sido perseguido — desabafa.

Luteranismo e catolicismo são as opções

O iraniano Ali, de 29 anos, lembra, porém, que muitos não são culpados pela imagem deturpada que têm de outras religiões.

— Em muitos países muçulmanos, há um processo de lavagem cerebral. E o pior é que acreditamos mesmo em tudo o que dizem. Só quando chegamos a um país livre temos a chance de abrir os olhos e ver que os muçulmanos não são melhores do que pessoas de outras religiões.

Ali e Mostafa foram batizados antes de aprenderem o idioma alemão. O curso de catecismo foi feito em farsi. Dependendo do lugar onde moram, os refugiados interessados no cristianismo optam pela igreja luterana — em Berlim, a religião da maioria — ou pelo catolicismo — dominante na região da Renânia, como na cidade de Colônia, que tem a famosa catedral.

Mas as pessoas nessas igrejas, pastores, padres e fiéis, convivem com o medo. A proteção é discreta. Na entrada da Igreja da Trindade, três homens cuidam da segurança. Com a desculpa de distribuir os manuais de orações e cantos, eles avaliam todos os que chegam. Durante toda a missa, ficam atentos para qualquer eventualidade com o número da emergência da polícia gravado nos celulares.

Fonte: O Globo

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Neste dia, 26 de julho, todos nos comovemos com a notícia do assassinato do padre Jacques Hamel, um sacerdote de 84 anos, em sua Igreja em Rouen, França, pelas mãos de dois membros do Estado Islâmico.

Diante deste triste contexto, Sohrab Ahmarí, escritor do editorial de Wall Street Journal com sede em Londres, acaba de anunciar no Twitter sua conversão ao catolicismo.

Em seu Twitter lemos: “#IAmJacquesHamel: De fato, este é o momento certo para anunciar minha conversão ao Catolicismo Romano.”

A hashtag “IAmJacquesHamel” está sendo utilizada por muitos no Twitter para mostrar seu protesto diante deste brutal assassinato.

Ahmari nasceu em Teerã, Irã e se mudou para os EUA quando tinha 13 anos de idade. Apesar de ter obtido o título de advogado na Universidade Northeastern em Boston, começou a trabalhar como jornalista depois das disputadas eleições iranianas e os protestos de 2009. Em seu cargo atual, Ahmari escreve editoriais e artigos de opinião para a edição européia do Wall Street Journal.

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