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São muitos os atletas profissionais que, aposentados após o auge do sucesso nos gramados, quadras e piscinas, se mantêm ligados ao mundo do esporte: vários trocam a camisa de jogo pela prancheta de técnicos, por exemplo.

Mas um astro do futebol europeu decidiu trilhar uma estrada bem menos percorrida. Uma estrada que talvez o tenha levado a fazer o gol mais bonito de sua vida: Philip Mulryne, ex-meio-campista do Manchester United e da seleção da Irlanda do Norte, foi ordenado sacerdote da Ordem Dominicana no dia 9 de julho de 2017, aos 39 anos de idade.

O atleta protagonizou uma carreira de sucesso no futebol profissional, jogando ao lado de David Beckham e namorando a modelo Nicola Chapman no auge do estrelato. Philip jogou 161 partidas entre 1999 e 2005. De acordo com o Irish Central, ele estava na lista dos favoritos dos torcedores, mesmo que também tenha tido, segundo o Catholic Herald, os seus momentos de rebeldia: em 2005, por exemplo, ele foi cortado da seleção da Irlanda do Norte porque fugiu da concentração e saiu para beber.

Seu ex-colega Paul McVeigh ficou surpreso ao saber que Philip estava se preparando para ser sacerdote após mais de dez anos de atuação profissional em campo:

Para meu espanto, e provavelmente de todo o resto da fraternidade futebolística, o Phil decidiu treinar para ser padre católico… Eu ainda mantinha contato com ele e sabia que ele tinha dado uma guinada na vida, que estava envolvido em muitas iniciativas de caridade, ajudando pessoas sem-teto toda semana. Mesmo assim, foi um choque completo que ele tenha sentido que o chamado dele era esse… Eu tenho certeza de que isso não é uma coisa que ele levou na superficialidade“.

Pouco depois de se aposentar do futebol, aos 31 anos de idade, Philip realmente se dedicou a uma série de obras de caridade. Seus amigos consideram que o bispo de Down e Connor, dom Noel Treanor, pode ter tido influência na vida do jovem, encorajando-o a pensar na vocação ao sacerdócio.

Quando fez a sua profissão simples dos votos religiosos, em 2013, Philip falou brevemente sobre a sua vocação e as razões que o levaram à ordem dominicana:

Esta, para mim, é uma das principais razões que me atraíram à vida religiosa: me entregar totalmente a Deus na profissão dos conselhos evangélicos, tomá-lo como nosso exemplo e, apesar das nossas fraquezas e defeitos, confiar nele, que vai nos transformar pela sua graça; e assim, ser transformado para comunicar a todos com quem nos encontrarmos a alegria de conhecer a Deus… Este é, para mim, o ideal da vida dominicana e uma das principais razões que me atraíram a esta ordem“.

De acordo com a ACI Digital, a ordenação sacerdotal do agora Padre Mulryne aconteceu na Igreja de St. Saviour, em Dublin, e foi presidida pelo Arcebispo dominicano Augustine Di Noia, secretário assistente da Congregação da Doutrina da Fé, que viajou à Irlanda especialmente para esta cerimônia.

Mulryne ingressou no Seminário Diocesano de Belfast, estudou durante dois anos Filosofia na ‘Queens University’ e no ‘Maryvale Institute’. Em seguida, foi para o Pontifício Colégio Irlandês, em Roma, para estudar Teologia por um ano na Universidade Gregoriana, antes de discernir o chamado à vida religiosa.

Philip entrou para a Casa do Noviciado Dominicano em Cork, na Irlanda, em 2012. Em 2013, quando recebeu o hábito dominicano, Philip Mulryne disse que seu objetivo na vida religiosa é “ser completamente de Deus com a profissão dos conselhos evangélicos”.

“Apesar de nossas faltas, sabemos que Ele nos transforma com a sua graça e, ao sermos transformados, podemos comunicar a alegria aos outros”, ressaltou.

Com informações de Aci Digital

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Elisabeth Arrighi Leseur (* 16 de outubro de 1866 – + 3 de maio de 1914), nome de batismo Paulina Elisabeth Arrighi, foi uma mística francesa mais conhecida por seu diário espiritual e pela conversão de seu marido, Félix Leseur (1861-1950), um médico e conhecido líder do movimento anticlerical e ateísta francês. A causa para a beatificação de Elisabeth Leseur foi iniciada em 1934.

Elisabeth nasceu em Paris numa abastada família francesa de origem corsa. Ela tinha tido hepatite quando criança, que retornou ao longo de sua vida com ataques de gravidade variável.

Em 1887, ela conheceu o médico Félix Leseur (1861-1950), também oriundo de uma rica família católica. Pouco antes de se casarem em 31 de julho de 1889, Elisabeth descobriu que Félix havia deixado de ser um católico praticante. O Dr. Félix Leseur logo se tornou conhecido como materialista e colaborador de jornais anticlericais em Paris.

Abastada pelo nascimento e pelo casamento, Elisabeth fazia parte de um grupo social cultivado, educado, e geralmente antirreligioso. A ligação do casal era forte, embora ofuscada pela falta de filhos e por seu sempre crescente desacordo religioso. Dr. Leseur tudo fez para extinguir a fé da esposa; coagiu-a a ler obras de autores racionalistas, como “Les Origines du Christianisme” e “La Vie de Jésus” de Ernest Renan.

Elisabeth, porém, percebeu a fragilidade das hipóteses de Renan e quis confrontar a validade dos seus argumentos, dedicando-se intensamente ao estudo da Religião, do Evangelho e de São Tomás de Aquino.

De uma religiosidade convencional em sua juventude, Elisabeth Leseur foi motivada, pelos ataques de seu marido contra o Cristianismo e a religião, a sondar mais profundamente a sua fé. Assim, ela teve uma conversão religiosa com a idade de trinta e dois. Desse momento em diante, ela considerou sua principal tarefa rezar pela conversão de seu marido, mantendo-se paciente diante de seus ataques constantes sobre a sua fé.

Quando podia, ela trabalhava em projetos de caridade para as famílias pobres e fundou outras atividades de caridade. Sua vasta correspondência espiritual por muitos anos não foi do conhecimento de seu marido. Ela se preocupava com os “pobres” ou os “menos”, mas sua saúde se deteriorando restringia sua capacidade de responder a esta preocupação.

Em 1907 sua saúde deteriorou-se de tal forma, que ela foi forçada a levar uma vida sedentária, recebendo visitantes e dirigindo sua casa a partir de uma chaise-longue. Em 1911 ela sofreu uma cirurgia e a radioterapia por causa de um tumor maligno, recuperado, e depois ficou acamada até julho de 1913. Ela morreu de câncer generalizado em 3 de maio de 1914.

Espiritualidade

Desde o início, ela organizou a sua vida espiritual em torno de um padrão de disciplina de oração, meditação, leitura, prática sacramental, e escrita. Caridade era o princípio organizador de seu ascetismo. Em sua abordagem à mortificação, ela seguia São Francisco de Sales, que recomendava moderação e estratégias internas ocultas em vez de práticas externas.

Legado

Após sua morte, seu marido encontrou uma nota dirigida a ele em que ela profetizava sobre sua conversão e que ele se tornaria padre. A fim de se livrar de tais “superstições”, Dr. Félix foi ao santuário mariano de Lourdes, querendo expor os relatos de curas lá como falsos. Na gruta de Lourdes, no entanto, ele passou por uma conversão religiosa.]

65564-elisabeth2bleseur2b2bseu2besposo2bcomo2bdominicanoPadre Leseur

Posteriormente, Dr. Felix publicou o diário de sua esposa, “Journal et pensées pour chaque jour” (Diário e Pensamentos para cada dia). Devido à sua recepção favorável, um ano mais tarde publicou algumas das cartas de sua esposa sob o título de “Lettres sur la Souffrance” (Cartas a respeito do Sofrimento), Paris 1918; “La Vie Spirituelle” (A Vida Espiritual) Paris 1918; “Lettres à des Incroyants” (Cartas aos Incrédulos) Paris 1922.

No outono de 1919 ele tornou-se noviço dominicano e foi ordenado sacerdote em 1923. Pe. Leseur passou a maior parte de seus restantes vinte e sete anos de vida falando publicamente sobre os escritos espirituais de sua esposa. Ele colaborou na abertura da causa de beatificação de Elisabeth em 1934.

No ano de 1924, Fulton J. Sheen, que mais tarde se tornaria arcebispo e uma figura popular de televisão e de rádio americanos, fez um retiro sob a direção de Pe. Leseur. Durante muitas horas de direção espiritual, Sheen teve conhecimento da vida de Elisabeth e da conversão de Félix. Sheen posteriormente repetiu essa história de conversão em muitas de suas apresentações.

Referências:
Leseur O.P., Fr. Felix, “In Memoriam”, Journal et pensees de chaque jour, Paris, 2005;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Physical Illness: A Mystically Transformative Element in the Life of Elizabeth Leseur”, Spiritual Life, Vol.40, Number 4, Winter 1994;
Ruffing R.S.M., Janet K., “Elizabeth Laseur: A Strangely Forgotten Modern Saint”, in Lay Sanctity, Medieval and Modern, Ann W. Astrell, ed.
* Sheen, Fulton J. “Marriage Problems” (part 40 of a recorded catechism, available online)

 Família Católica

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A família Odulio, de origem filipina, vive hoje em uma cidade norte-americana onde a maioria da população é mórmon: Salt Lake City, no Estado de Utah.

No Sábado Santo deste ano, porém, a família recebeu os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Comunhão durante a Vigília Pascal: eles tinham se convertido à Igreja católica graças à Virgem Maria e à Santíssima Eucaristia.

Rico Odulio, o pai, nasceu nas Filipinas. Sua família, que era católica, aderiu à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, cujos membros são mais conhecidos mundo afora como mórmons. Mas ele continuou frequentando uma escola católica devido à sua boa qualidade, embora reconhecesse que “é muito difícil crescer em meio a duas igrejas”.

Foi na igreja mórmon que Rico conheceu a mulher que se tornaria sua esposa, Heidi. Durante o namoro, viajaram como missionários à cidade filipina de Cebu e lá permaneceram dois anos, mas separados. Ao se reencontrarem, casaram-se conforme o rito mórmon. Tiveram dois filhos que, desde pequenos, aprenderam dos pais o hábito da oração e da partilha em família.

Em 1998, Rico deixou os mórmons, mas manteve o hábito de ler sobre teologia. Em 2001, a família se mudou para Salt Lake City e Heidi continuou frequentando a igreja mórmon com seus dois filhos.

Tanto a cidade quanto o Estado de Utah são de maioria mórmon. Apesar disso, foi justamente nesse meio que a família Odulio começou a se aproximar da Igreja católica.

Rico tinha lido sobre a Batalha de Lepanto, de 7 de outubro de 1571: naquele combate naval, a frota da coalizão católica havia derrotado os turcos otomanos num triunfo dramático e crucial para a manutenção do catolicismo na Europa. A conquista foi atribuída pelo Papa Pio V à intercessão da Virgem Maria, a quem os fiéis tinham rezado o rosário em intenção da vitória cristã.

Até então, Rico não acreditava na Virgem Maria, considerando-a “mais uma das superstições católicas”. Ao ler sobre este milagre, porém, ele sentiu vontade de entrar em uma igreja e começou a participar da Missa. Quando convidou os filhos Amoz e Omri, eles se surpreenderam: “Nunca imaginei o meu pai como um homem religioso”, disse Omri. Mas quando Rico teve de voltar às Filipinas a trabalho, os filhos se afastaram da Igreja.

O segundo momento que aproximou a família da conversão veio em 2014, quando Omri sofreu um acidente de carro do qual quase não escapou. “Pensei que nunca mais acordaria”, relata ele mesmo, completando que, quando se recuperou, viu no YouTube o vídeo de um guitarrista na catedral de Salt Lake City. Impressionado com a beleza da igreja, pediu que o irmão, Amoz, o levasse até lá para a Missa. “Foi a primeira vez que atravessei as portas da catedral. A liturgia me impressionou. Desde então, fiquei atraído”, conta Omri.

Em 2015, já de volta aos Estados Unidos, Rico pediu que os filhos o acompanhassem numa procissão. Foi naquele dia que Omri tomou a decisão de ser batizado na Igreja católica – e, para ele, essa decisão aconteceu graças à intercessão da Virgem Maria.

Amoz também viveu uma conversão profunda à medida que aprendia mais sobre a história da Igreja. Os dois irmãos começaram a se preparar juntos para receber o Batismo.

Heidi, no entanto, continuava com os mórmons. Mesmo assim, começou a ler o material que Rico lhe dava sobre a Igreja Católica. Até que…

Eu rezava muitíssimo, queria a unidade da família e queria encontrar a verdade”. Foram muitas dúvidas e orações para, finalmente, poder dizer: “Eu senti o Espírito e, depois de rezar muito, recebi as respostas”.

Foi assim que também ela se juntou ao marido e aos filhos nas aulas de formação católica.

Ao se aproximar o dia em que finalmente seriam batizados, os Odulio ficavam cada vez mais ansiosos para receber pela primeira vez a Eucaristia: “Estando tão perto e tão exposto à Eucaristia, o meu desejo por ela aumentou”, confessou Omri, alguns dias antes do aguardado Sábado Santo.

Em 15 de abril de 2017, a família Odulio, agora batizada e crismada, recebeu enfim o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo na Eucaristia.

Louvado seja Jesus Cristo.

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Fonte:  ACI Digital

Convertidos
De cima para baixo e da direita para a esquerda: Cardeal Arinze, Dorothy Day, Gary Cooper, John Wayne, Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) e Robert Bork

A IGREJA EM TODO o mundo acolhe milhares de novos católicos na Vigília de Páscoa todos os anos: em média, somente nos EUA mais de 100 mil adultos entram para a Igreja Católica. São pessoas de diferentes faixas etárias, que chegam com experiências de vida também muito diversas. Alguns chegam à Igreja depois de longos anos de luta pessoal; alguns vêm já no final de suas vidas; outros, ainda, são levados à conversão por causa dos exemplos de santos, dignos sacerdotes, religiosos e leigos exemplares e/ou membros da família que dão testemunho de Jesus Cristo.

No final, é claro, eles chegam à mesma conclusão que um outro famoso convertido, o Cardeal John Henry Newman: “Em relação ao cristianismo, 10 mil dificuldades não fazem duvidar”. Com certeza, muitos são encorajados em suas viagens pessoais ao catolicismo pelos modelos dos conversos famosos. Estrelas de cinema, poetas, romancistas, músicos, filósofos, cientistas e até rainhas estavam convencidos, em suas consciências, de que deveriam se tornar católicos. Eram pecadores (como todos nós) e, como um grupo tão diverso, tinham temperamentos, personalidades e fraquezas muito diferentes.
A variedade deslumbrante dos filhos da Igreja é em si mesma uma lembrança útil de que todos são chamados por Cristo, e que nenhum passado, por mais sombrio e perturbador que seja, nos torna indesejáveis ao amoroso Abraço de misericórdia e amor do Deus que é Amor e tem Misericórdia infinita.
Listamos abaixo 50 nomes dentre alguns dos mais notáveis que se converteram ao longo do século passado – e que pelo seu exemplo certamente levaram à conversão de muitos outros:
 
1. Mortimer Adler (1902-2001): Filósofo e educador norte-americano, descobriu Santo Tomás de Aquino aos seus 20 anos de idade e tornou-se uma figura importante do Movimento Neo-Tomista.
2. Cardeal Francis Arinze (1932): convertido nigeriano batizado aos 9 anos pelo Beato Cipriano Tansi. Ele tornou-se o mais jovem bispo do mundo, aos 32 anos, e mais tarde foi nomeado cardeal e prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
3. Francis Beckwith (1960): Filósofo e teólogo, foi eleito presidente da Sociedade Teológica Evangélica, mas convertido ao Catolicismo em 2007.
4. Tony Blair (1953): Líder do Partido Trabalhista britânico e primeiro-ministro de 1997 a 2007, foi o primeiro-ministro mais jovem desde 1812. Sua esposa, Cherie, também é católica.
5. Cherry Boone (1954): Filha do famoso cantor “evangélico” Pat Boone. Casada em 1975 com o escritor Dan O’Neill, ela e seu marido se converteram ao catolicismo.
6. Robert Bork (1927-2012): juiz e jurista conservador americano mais conhecido pela viciosa luta política que bloqueou sua nomeação para a Suprema Corte dos EUA em 1987. Ele e sua esposa se converteram ao catolicismo em 2003.
7. Louis Bouyer (1913-2004): teólogo francês e um dos membros fundadores da Comissão Teológica Internacional e da revista teológica internacional Communio .
8. Dave Brubeck (1920-2012): Um dos mais renomados músicos de jazz americanos. Converteu-se em 1980 e foi encarregado de compor a Missa para Esperança .
9. Tim Conway (1933): Comediante americano mais conhecido por seu papel nos programas de televisão “McHale’s Navy” e “The Carol Burnett Show”.
10. Gary Cooper (1901-1961): Ator americano que ganhou três prêmios da Academia, incluindo “Melhor Ator” para Sargento York e High Noon . Ele teve um poderoso encontro com o Papa Pio XII em 1953 e entrou formalmente na Igreja em 1959.
11. Frederick Copleston (1907-1994): Inglês jesuíta e historiador da filosofia, ele se converteu à Igreja aos 18 anos e entrou na Companhia de Jesus em 1930.
12. Dorothy Day (1897-1980): Escritora , ativista social e co- fundadora do movimento do Trabalhador Católico com Peter Maurin. Sua causa para a canonização foi aberta em Nova York em 2000.
13. Catherine de Hueck Doherty (1896-1985): Líder canadense de justiça social e fundadora do apostolado da Casa das Madonas. Convertida da Igreja Ortodoxa Russa, sua causa de canonização foi aberta em 2000.
14. Diana Dors (1931-1984): atriz inglesa considerada uma clássica “blonde bombshell” nos filmes.
15. Cardeal Avery Dulles (1918-2008): jesuíta americano, teólogo e cardeal, filho do ex-secretário de Estado John Foster Dulles.
16. Newt Gingrich (1943): Presidente da Câmara dos Deputados dos EUA de 1995 a 1999, bem como autor, candidato presidencial e historiador.
17. Rumer Godden (1907-1998): romancista inglês mais conhecido como o autor dos romances Black Narcissus e In This House of Brede .
18. Graham Greene (1904-1991): escritor britânico mais conhecido em círculos católicos por seus romances Brighton Rock , O Poder ea Glória , O Coração da Matéria eo Fim do Caso .
19. Sir Alec Guinness (1914-2000): Ator britânico ganhador do Oscar de Melhor Ator em 1957 pela The Bridge on the River Kwai .
20. Scott Hahn (1957): Teólogo bíblico, apologista e prolífico escritor e orador. Sua esposa, Kimberly, também é um converso.
21. Susan Hayward (1917-1975): Atriz ganhadora do Oscar, que ganhou o Oscar por seu papel na prisão de morte Barbara Graham em I Want to Live! (1958).
22. Elisabeth Hesselblad (1870-1957): Sueca convertida do luteranismo e fundadora das irmãs Bridgettine, foi canonizada pelo Papa Francis em 2015.
23. Dietrich von Hildebrand (1889-1977): filósofo e teólogo alemão honrado por numerosos papas por suas imensas contribuições ao pensamento católico.
24. Katharine, duquesa de Kent (1933): A esposa do príncipe Edward, duque de Kent (um neto do rei George V e Queen Mary e primo-irmão da Rainha Elizabeth II), o primeiro membro da família real para converter desde 1701 .
25. Joyce Kilmer (1886-1918): poeta, jornalista e editor americano, mais conhecido por seu poema curto Trees (1913). Ele foi morto em 1918 no final da Primeira Guerra Mundial.
26. Russell Kirk (1918-1994): Teórico político americano e uma das figuras as mais influentes no movimento conservador americano.
27. Dean Koontz (1945): romancista prolífico que vendeu mais de 450 milhões de cópias de seus livros.
28. Clare Boothe Luce (1903-1987): A primeira mulher americana nomeada para um grande cargo de embaixador no exterior, membro da Câmara dos Deputados dos EUA de 1943 a 1947, escritora e dramaturga.
29. Cardeal Jean-Marie Lustiger (1926-2007): Arcebispo de Paris de 1981 a 2005, cardeal de 1983 e promotor do diálogo católico-judaico. Converteu-se do judaísmo.
30. Gabriel Marcel (1889-1973): filósofo francês, dramaturgo e existencialista cristão mais conhecido por seu trabalho O Mistério do Ser .
31. Jacques Maritain (1882-1973): filósofo francês, autor de mais de 60 livros e uma das figuras-chave no renascimento do tomismo nos tempos modernos. Ele e sua esposa, Raïssa, se converteram ao catolicismo em 1906.
32. Norma McCorvey (1947-2017): O autor do infame processo de 1973 Roe v. Wade que legalizou o aborto que posteriormente se tornou pró-vida.
33. Marshall McLuhan (1911-1980): Professor canadense, filósofo e teórico da mídia mais conhecido por cunhar as expressões “o meio é a mensagem” e “aldeia global”.
34. Thomas Merton (1915-1968): monge e padre trapista americano , bem como poeta, ativista social e um dos mais famosos e controversos convertidos católicos do século XX.
35. Vittorio Messori (1941): jornalista italiano mais conhecido por suas entrevistas em livro “O Relatório Ratzinger: Uma Entrevista Exclusiva sobre o Estado da Igreja” (1985) e “Cruzando o Limiar de Esperança pelo Papa João Paulo II” (1994).
36. Malcolm Muggeridge (1903-1990): jornalista, satirista e escritor britânico. Ele se tornou um católico em 1982 com sua esposa, Kitty, em grande parte pela influência de Santa Teresa de Calcutá.
37. Bernard Nathanson (1926-2011): Médico americano e membro fundador da NARAL Pro-Choice America, que se juntou ao movimento pró-vida na década de 1970.
38. Rainha Nazli (1894-1978): Rainha do Egito de 1919 a 1936 como a segunda esposa do rei Fuad e mãe do rei Farouk do Egito. Ela e sua filha, Fathia, se converteram do Islã em 1950.
39. Patricia Neal (1926-2010): Atriz vencedora do Oscar pela sua performance em Hud ( 1963). Ela se converteu ao catolicismo alguns meses antes de sua morte.
40. Richard John Neuhaus (1936-2009): Antigo pastor luterano, escritor, teólogo e fundador e editor da revista First Things .
41. Robert Novak (1931-2009): jornalista americano, colunista e comentarista político conservador.
42. Joseph Pearce (1961): escritor e biógrafo literário inglês.
43. Walker Percy (1916 -1990): escritor americano amado por seus romances que confrontam a luta do homem com a modernidade.
44. Knute Rockne (1888-1931): Treinador norueguês da equipe de futebol Notre Dame de 1918 a 1930 e considerado um dos maiores treinadores da história do esporte.
45. Adrienne von Speyr (1902-1967): Médico suíço, escritor espiritual e místico, autor de mais de 60 livros de espiritualidade e teologia.
46. Santa Teresa Benedicta da Cruz (Edith Stein) (1891-1942): filósofo judeu-alemão e freira carmelita descalça que morreu em Auschwitz. Foi canonizada por São João Paulo II em 1998.
47. Sigrid Undset (1882-1949): romancista norueguês que recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1928.
48. Evelyn Waugh (1903-1966): Escritor inglês famoso por seu romance Brideshead Revisited (1945).
49. John Wayne (1907-1979): Ator premiado pela Academia, amado por seus papéis em westerns e filmes de guerra.
50. Israel Zolli (1881-1956): estudioso judeu italiano e rabino-chefe em Roma de 1940 a 1945. Amigo do Papa Pio XII, converteu-se do judaísmo ao catolicismo em 1945.
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* Matthew Bunson é editor-sénior e contribuinte sênior da EWTN News. Via ” o Fiel Católico”
Fonte:
National Catholic Register, ’50 Catholic Converts: Notable Churchgoers of the Last Century’, disp. em:
http://ncregister.com/daily-news/50-catholic-converts-notable-new-church-members-over-the-last-century

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“Eu sou cristão (isso pode ser deduzido a partir de minhas histórias ), e, de fato, católico romano”

Nascido 03 de janeiro de 1892 , na África do Sul , John Ronald Reuel Tolkien é mais conhecido como o autor dos romances de fantasia “O Senhor dos Anéis” ( 1954-1955 ) e “Hobbit” (1937), no qual ele criou um mundo com uma nova linguagem, personagens estranhos e uma cultura imaginada. Ele se converteu ao catolicismo em 1900. Educado em Oxford , Tolkien finalmente retorno à universidade como professor de Inglês especializado em Antigo e Médio Inglês. Casou-se com Edith Bratt , depois que ela se converteu ao catolicismo. Eles tiveram quatro filhos. Tolkien morreu em 2 de setembro de 1973.

J.R.R. Tolkien tinha apenas três anos de idade e seu irmão, Hilary, um ano quando eles deixaram a África do Sul e voltaram para a Inglaterra com sua mãe, Mabel. Seu pai, Arthur, um banqueiro de Inglês, planejou sua saída, mas morreu inesperadamente de febre reumática em fevereiro de 1896. Mergulhado na tristeza, a mãe de Tolkien levou os dois meninos para a igreja anglicana “alta” , todos os domingos.

Sua rotina mudou drasticamente sem aviso num domingo, quando eles foram para a Igreja Católica de Santa Ana nas favelas de Birmingham. A mãe decidiu se converter ao catolicismo por razões que nunca explicadas. Na primavera de 1900, quando Tolkien tinha oito anos de idade, a jovem família foi recebida na fé católica.

Sua conversão desencadeou a ira dos membros da família que se opuseram fortemente ao catolicismo. Os parentes do lado de sua mãe eram unitários. Os Tolkiens eram batistas. Ambos os lados imediatamente cortaram o apoio financeiro. No entanto, a mãe de Tolkien permaneceu firme em sua fé e tomou para si a responsabilidade para si de incutir em seus jovens filhos seu amor ao catolicismo.

Padre Francis Xavier Morgan foi o pastor de sua paróquia. Um homem de bondade e humor, que interessou na luta da família. Ele visitou-os muitas vezes e serviu como uma figura paterna para os meninos.

Não demorou muito, no entanto, para que a tensão financeira familiar influenciasse Mabel Tolkien . Em abril de 1904, quando Tolkien tinha doze anos, sua mãe foi internada com diabetes e os meninos foram enviados para viver com parentes. Em junho, sua condição se estabilizou . Determinado a manter sua família unida , a mãe de Tolkien perguntou ao padre Morgan se poderia encontrar uma família com quem pudesse viver e compartilhar as refeições. Ele fez arranjos com o carteiro local e sua esposa.

Naquele outono sua condição piorou. No início de novembro, a mãe de Tolkien entra colapso e em um coma diabético, morrendo em 14 de novembro. A sua morte fortaleceu a fé de Tolkien na Igreja Católica. “Minha querida mãe era uma mártir de fato”, escreveu, “e não é para todos que Deus concede tão fácil seus grandes dons como fez a Hilary e eu, dando-nos uma mãe que se matou com mão de obra e problemas para assegurar -nos manter a fé”.

Seus parentes queriam mandar os meninos para uma escola protestante onde os seus laços com o catolicismo seriam cortados, mas a mãe de Tolkien tinha nomeado Padre Morgan em seu testamento como guardião de seus filhos e protetor de sua fé católica.

Nos anos que se seguiram, o padre Morgan usou sua renda familiar privada para ajudar os dois meninos. Ele encontrou um lugar para eles viverem e pagou seus estudos. Todo verão, levava-os de férias. “Eu aprendi a caridade e o perdão com ele”, lembrou Tolkien.

Quando Tolkien tinha dezesseis anos, ele se apaixonou por Edith Bratt que então tinha 19 anos e também era órfã. Seu guardião tinha providenciado sua convivência na mesma casa em que Tolkien e seu irmão embarcaram porque a dona da casa amava a música e permitiria que a jovem praticasse piano. Quando o Padre Morgan percebeu o inicio do romance, tentou fazê-lo mudar de idéia, e então mudou os meninos para uma nova casa proibindo Tolkien de falar ou escrever para Edith até que ele tinha vinte e um anos.

Em 1911, Tolkien se mudou para Oxford, onde se concentrou em seus estudos. À meia-noite do dia em que completou vinte e um anos , escreveu a Edith . Em poucos dias, eles estavam prestes a se casar.

Edith Tolkien tinha certeza de que queria se tornar um católica, mas ela sabia que seu responsável ficaria indignado. Tolkien descreveu como sua própria mãe tinha sido perseguida por sua família por causa de sua conversão. “Eu acredito ternamente”, disse Edith , “que nenhuma tibieza e medo mundano deve impedir-nos de seguir a luz com firmeza”.
Quando Edith disse a seu tio que ela planejava se converter, ele a deserdou. Em 8 de janeiro de 1914 ela foi recebida na Igreja Católica.

Tolkien se formou em Oxford no ano seguinte e se alistou como segundo tenente na Primeira Guerra Mundial. Em 22 de março de 1916, antes de partir para a França, ele se casou com Edith em uma cerimônia católica oficializada pelo Padre Morgan.

Tolkien permaneceu devotamente católico ao longo de sua vida e assumiu a responsabilidade de criar seus filhos como católicos durante os períodos em que Edith diminuiu o interesse no catolicismo. Seu filho mais velho tornou-se padre.

A obra de Tolkien tem fortes conotações religiosas. Ele usou suas histórias como uma forma de transmitir aos seus filhos sua fé em Deus e sua compreensão do bem e do mal.

“O Senhor dos Anéis é, naturalmente, uma obra fundamentalmente religiosa e católica”, admitiu Tolkien a um amigo jesuíta, ” inconsciente no início, mas consciente na revisão”.


Para outras leituras:

Humphrey Carpenter, J.R.R. Tolkien: The Authorized Biography (Boston: Houghton Mifflin Co., 1977).
Katheryn F. Crabbe, J.R.R. Tolkien (New York: Frederick Ungar Publishing Co., 1981).

Fonte: “A Century of Catholic Converts”, de Lourene Hanley Duquin

Tradução: Jonadabe Rios

 

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Em 1970, uma jovem norte-americana do Estado do Texas entrou na justiça pedindo autorização legal para abortar com base na alegação de que a sua gravidez era indesejada. Até então, a maioria dos Estados do país permitia o aborto somente em casos de risco de morte para a gestante.

Naquela ocasião, porém, a Suprema Corte acabaria abrindo as portas para a legalização do aborto nos EUA, opinando que a mulher, juntamente com uma equipe médica, pode abortar sem impedimentos legais nos primeiros meses de gravidez, mas com restrições quando a gestação já está mais avançada. O que a decisão indicou é que é inconstitucional a interferência do Estado na decisão de uma mulher sobre a sua gravidez.

Com as apelações interpostas pelo Texas, a decisão definitiva que autorizaria o aborto só veio em 1973, quando a jovem já tinha dado à luz – e deixado a filha para adoção.

A jovem texana manteve sua identidade anônima nos primeiros anos. Só o que se conhecia dela era o pseudônimo “Jane Roe“, que deu nome ao célebre processo “Roe versus Wade”, marco histórico da legalização do aborto nos Estados Unidos. Seu nome verdadeiro, Norma Mccorvey, só veio a público na década de 1980, quando ela se tornou ativista pró-aborto e defensora dos assim chamados “direitos reprodutivos”, ao mesmo tempo em que trabalhava em clínicas abortistas.

No entanto, em 1995, uma guinada: Norma reconheceu que o processo a que tinha dado início foi um erro. Ela passou a se declarar publicamente contrária ao aborto, se converteu e foi batizada como católica por um padre que liderava um grupo de defesa da vida. A mulher que tinha sido o estopim da aprovação do aborto em seu país trocava assim o ativismo pró-aborto pelo movimento pró-vida.

Os defensores da vida humana desde a concepção formam uma parcela que cresce constantemente nos EUA. O grupo realiza anualmente, em 22 de janeiro, aniversário da histórica sentença “Roe versus Wade“, a multitudinária “Marcha pela Vida“, manifestação que reúne centenas de milhares de pessoas nas ruas de Washington para pedir a revogação daquela decisão judicial.

Na edição deste ano, a Marcha contou com a participação de Mike Pence, o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos a participar da manifestação anti-aborto em Washington.

Norma Mccorvey, que passou do ativismo pró-aborto à defesa da vida humana desde a concepção, morreu em 18 de fevereiro, aos 69 anos, em sua casa no Texas.

Elevemos a Deus uma prece pela sua alma, pela conversão de todas as pessoas à cultura da vida e pelo fim do aborto, que, muito longe de ser um “direito” de qualquer ponto de vista, é sempre o assassinato evitável de um ser humano inocente e indefeso.

Aleteia

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Notícias vindas dos Estados Unidos dizem que um milhão de pessoas se converteram ao Catolicismo em apenas oito anos.(*)

Com efeito, de 2005 a 2012 a Igreja Católica incorporou, pelo batismo ou por sua adesão à fé os que já eram batizados em outras comunidades cristãs, um milhão de adultos.

Em 2012 — último ano do qual se tem dados concretos —, dos que ingressaram na Igreja pelo batismo 13% eram adultos e 87% crianças.

Alguns números

Felizmente isso vem aumentando. Por exemplo, em 2016 forão batizados na Diocese de Galveston-Houston 2.300 catecúmenos, somados aos que já o eram, mas que serão recebidos agora na plena comunhão católica. Eles são 1.913 em Atlanta, 1.666 em Los Angeles e 1.350 em Nova York.

Já a Arquidiocese de Washington batizou na última Páscoa mais de 650 catecúmenos adultos.

         “Além dos catecúmenos, nos Estados Unidos são frequentes os ‘candidatos’: são cristãos batizados principalmente em igrejas protestantes que entram agora na Igreja Católica com uma cerimônia de acolhida, recebendo depois a Confirmação, a Confissão e a Primeira Comunhão”.

Por outro lado, é grande o número dos que retornam com convicção à fé da qual se afastaram por fraqueza. No total dos católicos adultos, eles representam 9%. Ou seja, mais de 5 milhões num total de 78 milhões de católicos.

Conversões nos bolsões protestantes

 

Mesmo nos bolsões protestantes do sul dos Estados Unidos, onde predominam os protestantes, particularmente batistas, continua a haver conversões ao Catolicismo.

Por exemplo, em Louisville, Kentucky, onde os católicos são apenas 17% da população, a recepção de adultos na Igreja se mantém estável, em torno de 450 por ano. Seu arcebispo, Dom Joseph Kurtz, foi eleito presidente da Conferência Episcopal, sendo conhecido por rezar o Rosário de joelhos em frente às clínicas de aborto.

Para dar um exemplo de conversão ao Catolicismo nessas regiões predominantemente protestantes, citemos o caso de Débora Kerr, que de metodista se tornou católica na Vigília Pascal de 2013. Na Páscoa deste ano, seu exemplo atraiu para a Igreja, sua mãe e seu padrasto, juntamente com outros 109 catecúmenos e 239 ‘candidatos’ da diocese de Kansas City. Convém notar que nessa diocese os católicos formam apenas 16% da população.

A mãe de Débora, que foi educada desde pequena como metodista, afirmou sobre sua conversão: “Vi minha filha tornar-se católica, e simplesmente senti pela primeira vez em minha vida que estava na casa de Deus.”

Outros exemplos de novos convertidos

 

A título de amostragem, a Conferência Episcopal Americana apresenta dois exemplos dos novos catecúmenos que pedem o batismo. Um é o estudante de engenharia Jian Wang, nascido na China, que perdeu o pai quando era adolescente e foi abandonado pela mãe, levando vida muito dura.

Morando no país do norte, viu há alguns meses na Internet a oração da Ave Maria. Ficou tão comovido, que desejou conhecer mais. Entrou então em contato com o centro católico de sua universidade, e começou a estudar a nossa Religião. Ele se batizará em breve, juntamente com outros 113 catecúmenos da Diocese de Metuchen, Nova Jersey.

O segundo exemplo é de David Cupp, em Detroit. Casado por 40 anos com uma devota católica, não se interessara até então por religião. Depois do falecimento da esposa, mudou sua forma de pensar e quis ser recebido na Igreja Católica. Como havia sido batizado quando pequeno numa Igreja protestante, cujo batismo era válido, agora fará a profissão de fé católica e receberá o sacramento da Confirmação, “convencido de que há um Deus verdadeiro, e que isso te mantém lúcido”.

Fatores que ajudam a conversão


Importa notar que a maioria dos novos conversos acredita que a entrada na Igreja não é um final, mas sim um princípio de nova vida.

As causas de uma conversão à fé católica são muito diversas e dependem especialmente de uma graça do Divino Espírito Santo. Mas elas têm, em sua maioria, relação com um ente querido católico, como uma noiva, esposo, família católica acolhedora etc.

Interessante estudo publicado por um blog especializado em estatística sócio-religiosa (Nineteensixty-four.blogspot.co.uk) revela que nos Estados Unidos apenas 30% dos que foram educados como ateus na infância se mantêm como tais quando adultos, pois o ateísmo tem baixa taxa de adesão no país.

____________

(*) Utilizamos para este artigo os dados dos sites  http://www.rcia.org.uk/blog/wp-content/uploads/2016/05/1-Non-Church-going-neophytes.pdf, e http://www.religionenlibertad.com/crece-el-numero-de-adultos-que-se-haran-catolicos-esta-pascua-34867.htm e http://www.religionenlibertad.com/en-8-anos-un-millon-de-adultos-se-han-hecho-catolicos-34975.htm

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O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que não é mais ateu, mas de fato vê a religião como “muito importante”.

No dia 25 de dezembro de 2016, Zuckerberg postou uma mensagem “Feliz Natal e Feliz Hanukkah” de sua família aos seus seguidores no Facebook, e nos comentários respondeu a uma pergunta sobre suas crenças pessoais.

Depois que ele postou o comentário, um usuário perguntou: “Mas você não é ateu?” Em resposta, o bilionário de 32 anos respondeu: “Não. Eu fui criado judeu e depois passei por um período em que questionei as coisas, mas agora acredito que a religião é muito importante“.
Quando outro usuário perguntou: “Mas por que o Facebook não notifica que é o aniversário de Jesus hoje ???” Zuckerberg brincou: “Você não é amigo de Jesus no Facebook?“, adicionando um emoji sorrindo com uma auréola.
Desde aquele dia, a resposta de Zuckerberg ao comentário ganhou milhares de likes.

De acordo com o The Atlantic , Zuckerberg foi criado em um lar judeu, mas já se identificou como um ateu em sua página no Facebook. No passado, ele também manifestou interesse no budismo.

No início deste ano, Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, encontraram-se com o Papa Francisco para discutir maneiras pelas quais a tecnologia poderia ajudar os pobres. Após a visita, Zuckerberg compartilhou nas mídias sociais sua admiração pela capacidade do Pontífice de se conectar com pessoas de diferentes fés, permanecendo fiel ao seu.

“Priscilla e eu tivemos a honra de encontrar o Papa Francisco no Vaticano. Nós dissemos a ele o quanto admiramos sua mensagem de misericórdia e ternura, e como ele encontrou novas maneiras de se comunicar com pessoas de toda a fé ao redor do mundo”, postou Zuckerberg no Facebook.

“Nós também discutimos a importância de conectar pessoas, especialmente em partes do mundo sem acesso à internet. Nós lhe mostramos um modelo de Aquila, nosso avião movido a energia solar que vai transmitir conectividade à internet para lugares que não têm. E nós compartilhamos nosso trabalho com a Iniciativa Chan Zuckerberg para ajudar pessoas de todo o mundo “, acrescentou.

“Foi uma reunião que nunca esqueceremos, você pode sentir seu calor e bondade, e como ele se importa muito em ajudar as pessoas”.

Apesar de suas opiniões religiosas diferentes, Zuckerberg elogiou Francisco em ocasiões precedentes também.

“Não importa a fé que você pratica, todos nós podemos ser inspirados pela humildade e compaixão do Papa Francisco. Estou ansioso por seguir o Papa – e vê-lo continuar a compartilhar sua mensagem de misericórdia, igualdade e justiça com o mundo”, escreveu Zuckerberg em março.

(via LigadoG)

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Quando eu era um rapaz, a minha educação Cristã estava a ser constantemente alvo de resistência por parte dos meus entusiasmos. Primeiro, foram os dinossauros. Lembro-me vivamente do meu choque quando abri uma Bíblia para crianças e deparei-me, logo na primeira página, com ilustrações de Adão e Eva lado a lado com um braquiossauro. Eu poderia ter seis anos, mas havia uma coisa – para arrependimento meu – que eu estava certo: nenhum ser humano havia visto um saurópode.

O fato do professor não se importar com este erro apenas aumentou o meu sentido de raiva e de espanto.  Pela primeira vez uma sombra de dúvida começou a pairar sobre a minha fé Cristã. Com o passar do tempo, esta sombra foi escurecendo cada vez mais. A minha obsessão com os dinossauros – glamorosos, ferozes e extintos – evoluiu de forma gradual para uma obsessão pelos antigos impérios. Quando eu lia a Bíblia, o meu fascínio não era tanto pelos filhos de Israel ou por Jesus e os Seus Discípulos, mas sim pelos seus adversários: os Egípcios, os Assírios, os Romanos.

Semelhantemente, embora eu continuasse a acreditar em Deus duma forma vaga, eu considerava-O infinitamente menos carismático que os meus Olimpianos favoritos: Apolo, Atena, Dionísio. Em vez de estipularem regras e classificarem os outros deuses de demónios, eles preferiam a diversão. E quando eles se comportavam de forma vaidosa, egoísta e cruel, isso apenas servia para lhes conferir o fascínio de estrelas de rock.

Quando comecei a ler Edward Gibbon e os outros grandes escritores do Iluminismo, estava mais do que pronto para aceitar a sua interpretação da História: nomeadamente, de que o triunfo do Cristianismo havia dado início a uma era de “superstição e de credulidade”, e que a modernidade havia sido fundada após o renascimento dos há muito esquecidos valores clássicos.

O meu instinto infantil de pensar no Deus da Bíblia como inimigo da liberdade e da diversão foi racionalizado. A derrota do paganismo havia gerado o reinado do Ninguém, e o reinado de todos os cruzados, inquisidores e puritanos de chapéu preto que haviam servido de acólitos. O colorido e a excitação haviam sido retirados do mundo. “Venceste, Ó Galileu pálido”, escreveu  Swinburne, ecoando a lamentação apócrifa de Juliano o Apóstata, o último imperador pagão de Roma. “O mundo acinzentou-se devido à Tua respiração.” Instintivamente, concordei.

Devido a isto, não é surpresa alguma que tenha continuado a apreciar a antiquidade clássica como o período que mais me motivou e mais me inspirou. Quando me sentei para escrever a minha primeira obra de História, “Rubicon”, escolhi um tema que havia sido particularmente apreciado pelos filósofos: a era de Cícero.

O tema da minha segunda obra, “Persian Fire”, foi um que até no século 21 serviu para Hollywood, tal como havia servido para Montaigne e Byron, como um arquétipo do triunfo da liberdade sobre o despotismo: as invasões Persas à Grécia.

Os anos que passei a escrever estes estudos sobre o mundo clássico – vivendo de maneira íntima na companhia de Leónidas e de Júlio César, dos Hoplitas que haviam morrido em Termopilas, e dos legionários que haviam triunfado em Alesia – serviu apenas para confirmar o meu fascínio: porque Esparta e Roma, mesmo quando sujeitas à investigação histórica mais minuciosa, não pararam de parecer possuídas pelas qualidades dum predador de topo. Elas continuaram a perseguir o meu imaginário tal como haviam feito no passado – como um tiranossauro o faz.

Mas até os carnívoros gigantescos, por mais maravilhosos que fossem, eram por natureza aterrorizadores. Quanto mais tempo eu passava imerso no estudo da antiquidade clássica, mais estranha e perturbadora eu a considerava. Os valores morais de Leónidas, cujo povo practicava uma forma de eugenia particularmente assassina, e que treinava os mais jovens a matar pela calada da noite os Untermenschen atrevidos, não eram em nada aquilo que eu considerava os meus; nem o eram os de César, que alegadamente matou 1 milhão de Gauleses e escravizou mais um milhão.

Não foram só os extremos de insensibilidade que considerei chocantes, mas também a ausência de qualquer sentido de que os pobres ou os fracos poderiam ter algum valor intrínseco. Devido a isto, o fundamento basilar do Iluminismo – que em nada devia à Fé dentro da qual a maioria das grandes figuras haviam nascido – tornou-se gradualmente indefensável.

“Todo o homem sensível,” escreveu Voltaire, “todo o homem honrado, tem que ter horror à seita Cristã.” Em vez de reconhecer que os seus princípios éticos poderiam dever algo ao Cristianismo, ele preferiu derivá-los duma vasta gama de fontes – não só a literatura clássica, mas também da filosofia Chinesa e dos próprios poderes racionais.

No entanto Voltaire, na sua preocupação para com os fracos e para com os oprimidos, estava marcado de forma duradoura com o selo da ética Bíblica mais do que ele se preocupava em admitir. O seu desprezo pelo Deus Cristão, e num paradoxo que certamente não existia só nele, dependia de motivações que eram, em parte, reconhecidamente Cristãs.

“Nós pregamos Cristo Crucificado”, declarou São Paulo, “escândalo para os judeus e loucura para os gentios.” E ele estava certo. Nada estava mais contra as mais profundas pressuposições dos contemporâneos de Paulo – Judeus, Gregos e Romanos. A noção de que um deus havia sofrido tortura e morte numa cruz era tão chocante como era repulsiva.

A familiaridade com a narrativa da Crucificação atenuou os nossos sentidos de forma a não vermos como a Divindade de Cristo era novidade. No mundo antigo, era papel dos deuses que alegavam governar o universo manter a ordem infligindo o castigo – e não sofrendo eles mesmos.

Hoje em dia, mesmo quando a fé em Deus esmorece por todo o Ocidente, os países que foram no passado conhecidos como Cristandade continuam a ter o selo da revolução com dois mil anos que o Cristianismo representa.

É por esse motivo que, de forma geral, a maior parte de nós que vive em sociedades pós-Cristãs, continua a aceitar sem questionar que é mais nobre sofrer do que infligir sofrimento.

É também por isso que assumimos de forma geral que toda a vida humana é igual em valor.

Nos meus valores morais e na minha ética, aprendi que não sou nem Grego nem Romano, mas totalmente e orgulhosamente Cristão.

Tom Holland

Fonte: ~ http://bit.ly/2i5vUfA

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Centenas de milhares de refugiados muçulmanos converteram-se ao cristianismo nos últimos meses. Embora em alguns dos seus países de origem a conversão seja vista como um delito que pode ser punido até com a pena de morte, as igrejas alemãs, protestantes e católicas, voltaram a celebrar missas com bancos lotados. Em algumas, como na da Trindade, no bairro berlinense de Steglitz, cerca de 80% dos fiéis são ex-muçulmanos.

Para o pastor Gottfried Martens, que já batizou 1.200 convertidos, os refugiados desejam romper definitivamente com o passado e aumentar suas chances de integração na sociedade alemã. Mas Daniel Ottenberg, da ONG Open Doors, encontra outra explicação. Com o debate sobre o terrorismo islâmico, muitos muçulmanos começaram a sentir um alto grau de insegurança em relação à própria religião.

— Eles cresceram na crença de pertencer à melhor religião do mundo, mas começaram a questionar isso depois que, em nome da religião, foram cometidos tantos atos de violência — sustenta Ottenberg.

Enquanto as duas grandes igrejas oficiais, católica e luterana protestante, veem os novos fiéis como uma chance de compensar as perdas dramáticas de membros nos últimos dez anos, as organizações muçulmanas reagem com cautela.

— Cada um deve agir de acordo com os seus próprios interesses — disse um representante do Conselho dos Muçulmanos na Alemanha.

Por outro lado, islamistas e fundamentalistas bombardeiam os novos cristãos com ameaças. Um estudo da Open Doors revela que muitos convertidos desistem do batismo na última hora com medo de pôr em risco os parentes que ficaram em seus países.

Mesmo em alguns locais que passaram pela Primavera Árabe, como o Egito, a conversão ao cristianismo é vista como um delito na sociedade muçulmana. Parentes dos convertidos podem ser alvo de represálias.

— Para os refugiados, o problema não é apenas os conflitos naturais que podem surgir entre os vindos das regiões de crise, traumatizados pela guerra e pela fuga, que vivem com frequência em abrigos lotados. O mais alarmante é o fato de que os fugitivos cristãos e de outras minorias religiosas cada vez mais são alvo da mesma perseguição e discriminação das quais eram vítimas nos seus países de origem — diz Daniel Ottenberg.

Praticamente todos os participantes da missa de domingo passado na Igreja da Trindade já passaram pelo trauma da perseguição religiosa, mas a maioria vê a nova religião como a perspectiva de uma vida melhor.

Evangelho em farsi e árabe

Na opinião do afegão Ali Mirzace, o fundamentalismo, as guerras religiosas e a brutalidade do Estado Islâmico ou dos talibãs dividem os jovens muçulmanos. Enquanto uns adotam a doutrina do Islã político, outros desenvolvem uma aversão contra a própria identidade cultural, da qual se julgam vítimas.

— Tudo continua difícil, mas acreditar em Jesus nos ajuda a enfrentar as adversidades — sustenta.

O amigo Mohamed Hakime, de 17 anos, também é afegão. Os dois se conheceram durante a fuga através do Mar Mediterrâneo, no ano passado, em um momento no qual o barco parecia que ia afundar. Hakime confessa que decidiu se batizar para provar que tinha um enorme interesse em se integrar à sociedade alemã.

O batismo é para eles a conclusão de um processo de abandono definitivo do passado. Há um clima de entusiasmo. Todos os frequentadores da Igreja da Trindade de Steglitz acompanham a missa com o manual que oferece o texto e os cantos em alemão, com tradução para farsi e árabe. E todos cantam juntos.

Embora a missa dure quase duas horas, ninguém vai embora quando termina. A festa da eucaristia continua no salão paroquial, onde os alimentos trazidos pelos visitantes e preparados pela paróquia são divididos.

Nesses momentos, lembra Ali Mirzace, eles conseguem esquecer as dificuldades que nunca acabam. Como os refugiados não têm muita privacidade nos abrigos coletivos, onde precisam dividir quartos uns com outros, logo que um aparece com um terço, uma Bíblia ou começa a frequentar uma igreja cristã torna-se alvo da hostilidade.

O curdo sírio Sava Soheili, de 27 anos, está desde o ano passado em Berlim. Desde o início do ano, é um luterano fervoroso que gosta de mostrar o crucifixo pendurado em um cordão de ouro. Soheili afirma que os convertidos são, na opinião dos fundamentalistas, “verdadeiros criminosos que merecem a pena de morte”.

— Nós somos considerados kuffars, palavra que para os muçulmanos fundamentalistas significa um descrente que cometeu um grave crime religioso. Os kuffars são vistos como criminosos religiosos que merecem a pena de morte — explica.

Segundo o pastor Gottfried Martens, a igreja e o Estado tentam proteger os refugiados cristãos, mas é difícil uma solução porque trata-se de um problema bastante complexo.

— Uma possível solução seria criar abrigos para refugiados cristãos, mas a separação dos convertidos ofereceria um outro risco — disse.

A prefeitura de Berlim também recusou a criação de abrigos para convertidos alegando que, separados, esses refugiados ostentariam abertamente a sua condição como um estigma e assim poderiam tornar-se um alvo fácil de terroristas.

Mostafa, um iraniano de 23 anos, diz que a opção pelo cristianismo é também pela liberdade individual.

— Há também casos de cristãos que se convertem ao Islã, mas não há com certeza nenhum que por isso tenha sido perseguido — desabafa.

Luteranismo e catolicismo são as opções

O iraniano Ali, de 29 anos, lembra, porém, que muitos não são culpados pela imagem deturpada que têm de outras religiões.

— Em muitos países muçulmanos, há um processo de lavagem cerebral. E o pior é que acreditamos mesmo em tudo o que dizem. Só quando chegamos a um país livre temos a chance de abrir os olhos e ver que os muçulmanos não são melhores do que pessoas de outras religiões.

Ali e Mostafa foram batizados antes de aprenderem o idioma alemão. O curso de catecismo foi feito em farsi. Dependendo do lugar onde moram, os refugiados interessados no cristianismo optam pela igreja luterana — em Berlim, a religião da maioria — ou pelo catolicismo — dominante na região da Renânia, como na cidade de Colônia, que tem a famosa catedral.

Mas as pessoas nessas igrejas, pastores, padres e fiéis, convivem com o medo. A proteção é discreta. Na entrada da Igreja da Trindade, três homens cuidam da segurança. Com a desculpa de distribuir os manuais de orações e cantos, eles avaliam todos os que chegam. Durante toda a missa, ficam atentos para qualquer eventualidade com o número da emergência da polícia gravado nos celulares.

Fonte: O Globo

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Neste dia, 26 de julho, todos nos comovemos com a notícia do assassinato do padre Jacques Hamel, um sacerdote de 84 anos, em sua Igreja em Rouen, França, pelas mãos de dois membros do Estado Islâmico.

Diante deste triste contexto, Sohrab Ahmarí, escritor do editorial de Wall Street Journal com sede em Londres, acaba de anunciar no Twitter sua conversão ao catolicismo.

Em seu Twitter lemos: “#IAmJacquesHamel: De fato, este é o momento certo para anunciar minha conversão ao Catolicismo Romano.”

A hashtag “IAmJacquesHamel” está sendo utilizada por muitos no Twitter para mostrar seu protesto diante deste brutal assassinato.

Ahmari nasceu em Teerã, Irã e se mudou para os EUA quando tinha 13 anos de idade. Apesar de ter obtido o título de advogado na Universidade Northeastern em Boston, começou a trabalhar como jornalista depois das disputadas eleições iranianas e os protestos de 2009. Em seu cargo atual, Ahmari escreve editoriais e artigos de opinião para a edição européia do Wall Street Journal.

Fonte original

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No Instituto Gregoriano do Colégio Beneditino, nós consideramos que está na hora de os católicos promoverem imaginativa e vigorosamente a confissão. E não somos nós que estamos dizendo isso: “A renovação da Igreja depende da renovação da prática da penitência”. (Papa Bento XVI no National Stadium, em Washington)
 
O papa João Paulo II passou os últimos anos da sua vida na terra pedindo que os católicos retornassem à confissão, inclusive mediante um documento “motu proprio” urgente e através da encíclica sobre a Eucaristia.
 
Ele chamou a crise na Igreja de “crise da confissão” e escreveu aos sacerdotes: “Sinto a necessidade premente de exortá-los, como fiz no ano passado, a redescobrir para si mesmos e ajudar os outros a redescobrirem a beleza do sacramento da reconciliação”.
 
Por que toda essa importância dedicada à confissão?
 
Porque quando fugimos dela, nós perdemos o senso do pecado. E a perda do senso do pecado é a raiz de muitos males do nosso tempo, do abuso de crianças à desonestidade financeira, do aborto ao ateísmo.
 
Como, então, promover novamente a confissão?
Sugiro 7 motivos, tanto naturais quanto sobrenaturais, para voltarmos à confissão:
 
1. Porque o pecado impõe um fardo sobre as nossas costas.
 
Um terapeuta conta a história de um paciente que passava por um ciclo terrível de depressão e de repulsa por si mesmo desde o ensino médio. Nada parecia ajudá-lo. Um dia, o terapeuta encontrou o paciente na frente de uma igreja católica. Eles entraram na igreja porque tinha começado a chover e viram uma fila de pessoas indo ao confessionário.
 
“Será que eu não devia ir também?”, perguntou o paciente, que tinha recebido o sacramento quando criança. “Não!”, respondeu o terapeuta.
 
O paciente foi assim mesmo. Saiu do confessionário com seu primeiro sorriso em anos e começou um processo de melhora que se prolongou durante as semanas seguintes. O terapeuta começou a estudar mais sobre a confissão, se converteu ao catolicismo e hoje aconselha a confissão regular a todos os seus pacientes católicos.
 
O pecado nos leva à depressão porque não é apenas uma violação arbitrária de regras: é uma violação da finalidade proposta por Deus ao nosso próprio ser. A confissão elimina a culpa e a ansiedade causadas pelo pecado e nos traz a cura.
 
2. Porque o pecado nos vicia.
 
Aristóteles disse: “Nós somos o que fazemos repetidamente”. O Catecismo diz: “O pecado cria uma propensão ao pecado”. As pessoas não apenas mentem: elas se tornam mentirosas. Nós não apenas roubamos: nós nos tornamos ladrões. O pecado vicia. A ruptura com o pecado nos redefine, permitindo que iniciemos novos hábitos de virtude.
 
“Deus está determinado a libertar os seus filhos da escravidão e conduzi-los à liberdade”, disse o papa Bento XVI. “E a escravidão pior e mais profunda é a do pecado”.
 
3. Porque precisamos desabafar.
 
Se você quebra um objeto de grande valor afetivo pertencente a um amigo, você nunca ficará satisfeito só com o fato de sentir remorso. Você se sentiria obrigado a explicar a ele o que fez, expressar a sua tristeza e fazer o que for necessário para consertar o estrago.
 
Acontece o mesmo quando “quebramos” algo em nosso relacionamento com Deus. Precisamos dizer a Ele que sentimos muito e tentar corrigir o erro.
 
O papa Bento XVI nos lembrou que nós temos que sentir a necessidade de confessar os nossos pecados, mesmo que eles não sejam graves. “Nós limpamos as nossas casas, os nossos quartos, pelo menos uma vez por semana, embora a sujeira seja sempre a mesma, para vivermos na limpeza, para começarmos de novo”, disse ele. “Podemos dizer algo semelhante quanto à nossa alma”.

4. Porque a confissão nos ajuda a nos conhecer.

Nós nos enxergamos, normalmente, de um jeito errado. A nossa opinião sobre nós mesmos é como uma série de espelhos distorcidos. Às vezes, vemos uma versão maravilhosa e imponente de nós mesmos. Às vezes, vemos uma versão grotesca.
 
A confissão nos obriga a olhar para as nossas vidas objetivamente, a separar os verdadeiros pecados dos sentimentos ruins e a nos vermos como realmente somos.
 
O papa Bento XVI afirmou: “A confissão nos ajuda a ter uma consciência mais alerta, mais aberta e, portanto, também nos ajuda a amadurecer espiritualmente e como pessoas humanas”.
 
5. Porque a confissão ajuda as crianças.
 
As crianças também precisam se confessar. Alguns autores têm enfatizado os aspectos negativos da confissão na infância: segundo eles, a confissão as “forçaria a pensar em coisas que geram culpa”.
 
Mas não precisa ser desse jeito.
 
Danielle Bean, da Catholic Digest, explicou certa vez que os seus irmãos e irmãs se confessavam e depois rasgavam o papel em que tinham escrito a confissão, jogando-o na lixeira da igreja. “Que libertação! Jogar os meus pecados de volta ao lixo de onde eles vieram! ‘Bati na minha irmã seis vezes’ e ‘respondi quatro vezes para a minha mãe’ não eram mais um fardo que eu tinha que carregar!”.
 
A confissão pode ajudar as crianças a desabafar sem medo, a receber o aconselhamento gentil de um adulto quando elas estão preocupadas ou com medo de falar com os pais. Um bom exame de consciência pode orientar as crianças a pensar nas coisas apropriadas para confessar. Muitas famílias fazem da confissão um passeio seguido de um sorvete!
 
6. Porque confessar os pecados mortais é necessário.
 
O Catecismo diz que o pecado mortal não confessado nos exclui do Reino de Cristo e nos causa a morte eterna no inferno, porque a nossa liberdade tem o poder de fazer escolhas definitivas. A Igreja nos lembra reiteradamente que os católicos em pecado mortal não podem receber a comunhão sem antes se confessarem.
 
O pecado é mortal quando reúne simultaneamente três condições: matéria grave, pleno conhecimento e consentimento deliberado, explica o Catecismo.
 
Os pecados que implicam matéria grave incluem, por exemplo, o aborto e a eutanásia, qualquer atividade sexual extraconjugal, o roubo, a pornografia, a calúnia, o ódio, a inveja, a não participação da missa aos domingos e nos dias de preceito, entre outros.
 
7. Porque a confissão é um encontro pessoal com Cristo.
 
Na confissão, é Cristo quem nos cura e nos perdoa através do ministério do sacerdote. Temos um encontro pessoal com Cristo no confessionário. Assim como os pastores e os magos na gruta de Belém, nós encontramos reverência e humildade. E, assim como os santos na crucificação, nós encontramos gratidão, arrependimento e paz.
 
Não há maior realização na vida do que ajudar outra pessoa a voltar à confissão.
 
Temos que estar dispostos a falar da confissão do jeito que falamos de todos os outros eventos significativos da nossa vida. O comentário espontâneo “Não vou poder nesse horário porque vou me confessar” pode ser mais convincente do que um discurso teológico. E se a confissão é um evento significativo em nossas vidas, ela é também uma resposta apropriada para a pergunta “O que você vai fazer neste fim de semana?”. Além disso, muitos de nós têm histórias engraçadas ou interessantes para compartilhar sobre a confissão: por que não contá-las com naturalidade aos amigos?
 
Ajude a tornar a confissão normal de novo! Ajude o máximo possível de pessoas a descobrir a beleza deste sacramento libertador!

Aleteia

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Muito tem sido escrito sobre o sacramento da Reconciliação – a teologia por trás dele, a evidência bíblica, o poder e os benefícios para os penitentes. Mas como é, realmente, para um padre, ouvir os pecados semana após semana e mês após mês? Isso pode ser um fardo? Afeta a vida espiritual de um sacerdote? A editora de lifestyle da Aleteia, Zoe Romanowsky, conversou com Mons. Charles Pope sobre como tem sido ouvir confissões durante seus 24 anos de sacerdócio.

Mons. Charles Pope é o pastor da Holy Comforter-St. Cipriano, em Washington DC. Ele é graduado no Seminário de Mount Saint Mary, onde fez mestrado em teologia moral. Ordenado sacerdote em 1989, ele serviu na Arquidiocese de Washington desde então. Mons. Pope conduziu estudos bíblicos no Congresso dos EUA e na Casa Branca e é atualmente coordenador arquidiocesano para a celebração da Missa em Latim. Um professor, diretor espiritual e escritor renomado, ele é colunista semanal para Our Sunday Visitor e modera um blog diário para a Arquidiocese de Washington.

Mons. Pope, você se lembra de ouvir a sua primeira confissão? Como foi?

Eu me lembro. Sentar no confessionário pela primeira vez foi memorável, porque havia alguns problemas com o confessionário. Eu já me sentia um pouco nervoso e alguém entrou e ajoelhou-se e, em seguida, caiu a grade e de repente lá estava o rosto de uma pessoa olhando para o meu. Ela estava envergonhada, já que esperava uma confissão anônima, e eu fiquei tão nervoso que me atrapalhei ao tentar encontrar a fórmula de absolvição, mesmo tendo memorizado. Então, certamente foi memorável nesse sentido!

Estava com meros 27 anos de idade quando isso aconteceu, e algumas das coisas que eu ouvia durante os sábados de confissões eram bastante complicadas. Quer dizer, qual possível sábio conselho que eu poderia dar a um homem de 70 anos sobre questões conjugais, por exemplo? É incrível a confiança das pessoas depositada nos sacerdotes quando elas vêm até nós. Temos de confiar que Deus irá trabalhar através de nós.

O que mudou sobre como ouvir as confissões no início de seu sacerdócio e como ouvi-los agora?

A principal coisa é que eu aprendi a encorajar as pessoas a ir mais fundo com as suas confissões. O que tende a acontecer é que as pessoas dizem o que fizeram e não fizeram, e isso é bom; mas a questão mais profunda é por quê? Quais são as motivações mais profundas? Acho que estou mais qualificado agora em ser capaz de ouvir as coisas que as pessoas me dizem e como elas estão relacionados.

Há uma longa lista de coisas para as pessoas refletirem quando estão se preparando para a confissão, ou depois, como os pecados capitais, as atitudes, a arrogância, a ira. Fazer isso ajuda a tornar a confissão viva. Muitas pessoas ficam frustradas porque confessam as mesmas coisas o tempo todo… mas olhar mais profundamente para si mesmo é a chave.

O que ouvir os pecados das pessoas lhe ensinou sobre a natureza humana?

Ensinou-me a ter paciência com a condição humana. Todos temos as nossas fraquezas; nossas lutas. Há um chamado para tomar a sério o pecado, mas a maioria das confissões são de pessoas que lidam com as suas lutas, e eu descobri que as lutas das pessoas e seus pontos fortes estão intimamente relacionados. Talvez uma pessoa é ótima em se dar bem com as pessoas, mas ela não se engaja em nada, por exemplo; ou talvez elas são realmente apaixonadas e façam a diferença, mas lutam com a castidade. Nossas lutas e pontos fortes estão muitas vezes relacionados.

Como ouvir confissões por tantos anos o afetou emocional e psicologicamente?

Minha primeira experiência quando alguém vem à confissão é alívio. Eles ouviram o Evangelho, que os trouxe ao arrependimento, mas também à esperança e graça. Fico feliz que estejam aqui, e é um momento para ser gentil e para ouvir.

Um dos perigos para os sacerdotes é que nós somos um pouco como os médicos. Eu me lembro de anos atrás, fui a um médico da família. Eu não sabia, mas tinha quebrado uma costela. A atitude do médico era muito parecida com: “Você deve ter quebrado alguma costela, que é muito chato”. Ele tinha visto coisas como essa um milhão de vezes, mas para mim, era novo e assustador.

Como sacerdotes, nós já ouvimos tudo e pode ser um pouco questão de fato ou ir no piloto automático. Temos de lutar contra isso. É sobre a tentativa de estar com a pessoa naquele momento. Pode ser a confissão número 30 para você naquele dia, mas não é para a pessoa na sua frente. Eu tento ficar atento como São João Vianney, que disse ser resistente no púlpito, mas amável no confessionário.

Como você se prepara espiritualmente para ouvir confissões? 

Eu vou à minha confissão semanal. Os padres devem ir muito, caso contrário, não serão confessores eficazes. Eu tomo isso como importante preparação. O resto é principalmente o que eu chamo de preparação “remota”. Eu sou um blogueiro e um escritor e muito do meu trabalho é sobre o espiritual e a vida moral, então eu faço muita leitura espiritual. Para mim, esta é uma condição necessária para os padres, e, certamente, muito importante para mim. Normalmente estou lendo alguns livros a qualquer momento. E eu faço uma Hora Santa todos os dias. Existem até momentos no confessionário que gasto para agradecer pela misericórdia de Deus. Quando as pessoas me perguntam como eu sou, eu gostaria de dizer: “Até que sou bem abençoado para um pecador”.

Sabemos que a confissão é totalmente confidencial. Mas já imaginou que tivesse de falar sobre o que ouviu alguma vez?

A proibição não é tão absoluta que você nunca possa falar sobre isso; você simplesmente não pode nunca compartilhar informações, ou qualquer informação que possa permitir que alguém seja identificado. Mas eu posso ir a um padre irmão e contar algo geral a ele, desde que não seja específico. De vez em quando eu posso usar algo em uma homilia também – mas, novamente, de uma forma muito geral.

Eu acho que todos os padres experimentam isso, mas quando fui ordenado, Deus me abençoou com uma memória fraca. Como sacerdote, você ouve tanto que é realmente difícil lembrar o que as pessoas lhe dizem. E há tanta coisa que você tem que manter em sigilo – o aconselhamento que você dá, ajudando as pessoas em crises, etc. Dentro de alguns anos como um padre, em geral, você não pode, possivelmente, lembrar o que já ouviu em confissão até o final do dia. Memória ruim é uma graça que Deus nos dá nesse aspecto.

Como ser um confessor mudou sua vida espiritual?

Para mim, é apenas o imenso dom de fazê-lo. A palavra que vem à mente é a humildade. É uma coisa notável, que estou sentado lá fazendo o que São Paulo chamou de “ministério da reconciliação”. Eu não estou fazendo isso; é realmente o Senhor. E é uma coisa extremamente humilde. Jesus retoma a pessoa do sacerdote; a humanidade do sacerdote é o pão material do Sacramento da Ordem. Jesus nos leva para cima e faz uso de nós. Por isso, faz-me pensar, Uau, o que é isso sobre mim que fui escolhido para fazer isso? É quase assustador.

Fazer confissões afeta a forma como você se aproxima do sacramento em si e vice-versa?

Com certeza. Por exemplo, se eu sou rápido para interromper alguém e lembro-me que não gosto de ser interrompido em confissão. Às vezes você tem que fazer, é claro, mas eu tento escutar bem. Eu costumo ir a um confessor regular, mas às vezes posso estar em um ambiente diferente e estou consciente da beleza de ter alguém para ouvir. Há algo tão poderoso sobre ouvir; permite que alguém desabafe. O que eu digo como confessor é uma parte menor – o fato de que alguém pode falar em voz alta é poderoso. Eu aprendi isso como um diretor espiritual também. Em deixar a pessoa conversar sobre isso, eles conduzirem a si mesmos; há uma cura que se passa. Em última análise, espero transmitir que eu estou muito feliz que estejam aqui. Eu quero que eles se sintam confortáveis para falar.

O que faz um grande confessor?

Boa audição. Eu digo a um sacerdote mais jovem que eu trabalho que 90 por cento está na ação de escutar – você não tem que ter um conselho sábio a todo momento; esse não é o propósito da confissão. No final do dia, o dom de ouvir com compaixão é suficiente.