PureFlixBest

Já anda circulando por aí o trailer do filme Em Defesa de Cristo, produção que estreia em setembro e conta a história de um jornalista investigativo e ateu convicto que se propõe a refutar a existência de Deus depois que sua esposa virou cristã. O filme é da mesma produtora de sucessos no meio cristão como Deus Não Está Morto, de 2014. O que ainda pouca gente no Brasil sabe, porém, é que a produtora, a Pure Flix, mantém desde 2015 um serviço de streaming semelhante à Netflix, apenas com filmes voltados para a família e a fé.

“O sonho que Deus nos deu é oferecer conteúdo de forma constante, de forma a ser uma alternativa ao que Hollywood oferece”, disse David A. R. White, um dos fundadores da empresa, ao The New York Times. Há uma enorme variedade de conteúdo na plataforma. Assim como a gigante do streaming, a Pure Flix mantém no cardápio tanto produções originais quanto de outras produtoras

São mais de 7,5 mil títulos, que englobam diversos outros gêneros além dos filmes e séries com histórias de fé, superação e união do casal e da família. Se na Netflix você pode ver shows de stand-up com comediantes como Marco Luque e Dave Chappelle, no Pure Flix você conta com os episódios do Pure Flix Comedy All-Stars, com estrelas do stand-up norte-americano como Sinbad e Louie Anderson.

Mas se prefere documentários, a opção são séries apresentando a história da Medalha de Honra norte-americana e seus condecorados, um dossiê que tenta provar a verdade do criacionismo e os erros da teoria da evolução, a história da consagradíssima versão inglesa da Bíblia King James, a biografia da ex-secretária de Estado do governo Bush, Condoleezza Rice, ou a explanação dos salmos com o famoso autor Max Lucado

E a Pure Flix ainda oferece uma programação especial para a criançada, com desenhos animados como How Can I Celebrate Halloween?, a história de Digger, um garoto que quer festejar o Halloween, mas é cristão; Theo, um simpático senhor que ensina teologia para crianças; uma versão animada do clássico livro O peregrino, de John Bunyan; e até Ursinhos Carinhosos.

Brasil

O serviço já tem 250 mil assinantes e ainda é restrito aos Estados Unidos e ao Canadá, mas tem pretensões de se expandir para outros países. “Estamos sendo abençoados com um crescimento muito grande”, disse o diretor da empresa, Greg Gudorf, ao jornal nova-iorquino.

Vale lembrar que a companhia ficou entusiasmada com a recepção de Deus não Está Morto e de sua sequência no Brasil, onde, somados, os filmes arrecadaram mais de 2,6 milhões de dólares. Para se ter uma ideia, o Brasil foi a maior bilheteria estrangeira de Deus Não Está Morto 2, com quase 1,5 milhão de dólares – a segunda maior, o México, arrecadou apenas 431 mil dólares.

Para saber mais, acesse o site oficial do Pure Flix.

Felipe Sérgio Koller via Sempre Família

horror-game-agony-xbox-one-740x480

Videogames situados no inferno não são novidade. Popularizados na década de 1990 com as séries Diablo e Doom, voltaram a ser cenário em God of War I e III. Mais recentemente foi o tema central de Dante’s Inferno, sua premissa sempre foi enfrentar demônios e o próprio Satanás.

Contudo, o novo Agony, que só deve ser lançado ano que vem, deseja apresentar uma proposta nova. O personagem principal está preso no inferno, sem memória, sem saber como foi parar lá e seu único objetivo é fugir. Mas seu corpo foi completamente carbonizado.

De acordo com o PC Gamer, para cumprir seu objetivo e sobreviver, o jogador precisa entrar nos “corpos” de demônios e nas almas condenadas. A habilidade do protagonista de controlar outras almas e demônios também será útil na jornada para encontrar a Rainha Vermelha, única moradora que pode libertá-lo.

É o primeiro jogo do estúdio polonês Madmind, formado por nove veteranos da indústria de games.  Serão lançadas ao mesmo tempo versões para PC, Xbox One e PlayStation 4. Segundo analistas da indústria, deverá ser um sucesso de vendas

Embora se pareça mais com um filme de terror, esse tipo de produto apenas reflete o interesse crescente das pessoas sobre o assunto. A indústria de entretenimento parece acreditar que o assunto é rentável.

Depois de colocar Lúcifer como protagonista em um seriado e o Anticristo em outra, a indústria cinematográfica voltou-se para os quadrinhos com o tema.

No mês passado, estreou Preacher, cujo personagem principal é um pastor, filho de um demônio. Este mês chegou as telas Outcast, que mostrará como é a vida de uma pessoa endemoninhadaOutcast, que pode ser traduzido como “expulso” baseia-se nos quadrinhos de mesmo nome.  Ela estreou no Brasil pelo canal de TV Fox.

O roteiro mostra como um homem chamado Kyle (Patrick Fugit) precisou lidar com demônios a vida inteira. Ele se junta ao pastor Anderson (Philip Glenister) para uma espécie de ministério de libertação numa pequena cidade no sul dos EUA.

Em entrevista à Rolling Stone, Kirkman explica que a inspiração para a nova série veio da igreja pentecostal que ele costumava frequentar com sua mãe quando era pequeno. Embora não se considere uma pessoa religiosa, afirma acreditar em demônios.

“Eu testemunhei exorcismos enquanto estava naquela igreja. Não gosto muito de falar sobre isso. Aquela pessoa estava cuspindo, mordendo e rosnando e fazendo todo tipo de coisa louca. Eu não estava com medo, parecia algo quase normal para mim”, conta.

Agora, como roteirista de Outcast, ele quer mostrar o que acontece quando um demônio sai de uma pessoa e entre em outra. O primeiro possuído é um menino de 10 anos, que possui uma força sobre humana.

Veja o Trailer

G Prime

pokemon-go bbbbbbbbbbbbbbbbb

 

O videogame Pokémon já vendeu mais de 200 milhões de itens da marca e até março deste ano faturou US$ 46,2 bilhões. O jogo consiste na captura dos Pokémons – pequenas criaturas imaginárias – por seres humanos, que os treinam para lutar entre si. Seu mais recente produto, o Pokémon Go, foi lançado nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, e tem alcançado enorme sucesso. Graças ao uso da realidade aumentada, os Pokémons se escondem não mais no espaço interno do próprio jogo, e sim em inesperados lugares das cidades – ruas, praças, logradouros públicos, etc. – onde os jogadores os localizam por meio de seus celulares.

Desde o recente lançamento, foram relatadas várias ocorrências que mostram a intensidade da imersão dos jogadores na realidade virtual. Em suas andanças pela cidade em busca dos Pokémons, eles se esquecem da realidade factual e seus perigos, e assim se expõem a sérios riscos – como o trânsito e ladrões oportunistas.

São incidentes que tendem a se multiplicar, na medida em que o jogo seja lançado nos demais países, incluindo o Brasil. Eles retomam a antinomia entre realidade virtual e realidade factual. Seriam elas antagônicas e inconciliáveis? Antes de tirar conclusões, talvez devêssemos enfocar uma questão prévia, e nos perguntar sobre o que é mesmo isso que chamamos de realidade. Veríamos então que equivocadamente a tomamos como um dado autoevidente, sem notar que essa é uma noção complexa, nada fácil de apreender e que tem largas implicações filosóficas.

De forma ingênua, a primeira ideia que nos ocorre sobre a realidade é que ela é aquilo que captamos diretamente através de nossos órgãos de percepção ou das próteses que para eles construímos com o objetivo de lhes aumentar a potência, como microscópios, telescópios e apetrechos correlatos.

Mas a mente humana não funciona como um instrumento que registra exata e imparcialmente o que está à sua frente, como faria uma máquina fotográfica ou cinematográfica. Nossa percepção passa por filtros afetivos conscientes e inconscientes que podem distorcer bastante o que se nos apresenta. Nossa memória também é pouco confiável, alterando o passado com frequência em função de vivências do presente.

Ao mesmo tempo em que dispomos de recursos poderosos para reconhecer a realidade e nela intervir, transformando-a em nosso benefício, como mostram as conquistas nos mais variados campos que nos têm proporcionado uma vida mais segura, saudável e confortável, temos também idêntica capacidade de negá-la, com consequências as mais desastrosas.

Há diferentes níveis de negação da realidade. A forma mais radical é a psicótica, que a substitui por um delírio que satisfaz sem restrições os desejos e fantasias que se recusam a abandonar o princípio do prazer. Na neurose, a negação da realidade é mais branda, ocorre parcialmente, sendo os fragmentos negados substituídos por fantasias, devaneios, mini delírios que conciliam as exigências da realidade e as pressões narcísicas.

As variações no manejo da realidade descritas pela psicanálise rompem com a rigidez da divisão entre realidade virtual e factual. Mostram que não estão tão distantes uma da outra, e que o próprio conceito de realidade virtualpopularizado pela tecnologia e informática tem um substrato mais arcaico e universal.

Sempre vivemos, cada um de nós, em “realidades virtuais” próprias, singulares, secretas, privadas, íntimas, na medida em que fazemos recortes muito precisos apagando alguns aspectos da realidade, de modo a adequar suas restrições a nossos desejos inconscientes infantis, dos quais não queremos ou podemos abrir mão.

Enquanto cada um de nós cria uma realidade virtual singular fantasmática, que atende às especificidades únicas do próprio desejo inconsciente, a tecnologia, pelo contrário, produz uma realidade virtual padronizada e massificada, materializada num programa de computador a ser processado num gadget, como ocorre com o Pokémon Go.

A tendência a negar os fatos e mergulhar em realidades virtuais é tão antiga quanto o próprio homem e evidencia a dinâmica entre o princípio do prazer e o princípio da realidade. Freud dizia que não toleramos um contato ininterrupto com a realidade. Precisamos diariamente cortar o contato com ela e nos refugiar no mundo dos sonhos. O sonho é a “realidade virtual” onde realizamos de forma disfarçada e simbólica os desejos que a realidade nos obriga a abandonar. Não é de hoje que se usam substâncias que criam estados alterados de consciência, afastando-nos da realidade e nos levando para paraísos artificiais (virtuais).

As artes e, especialmente as narrativas, como a literatura e o cinema, também criam realidades virtuais. Tais estruturas narrativas, ainda que ficcionais, ou seja, “não reais”, “virtuais”, mesmo assim possibilitam o acesso a importantes verdades humanas que sem elas nos seriam inacessíveis.

Ao reconhecer esse fato, recuperamos o aspecto positivo desses construtos. Eles não se prestam apenas à fuga da realidade através do entretenimento, como faz o Pokémon Go.

A realidade virtual produzida pela tecnologia pode ser usada para fins terapêuticos, como mostram relatos recentes de tratamentos experimentais de fobia de avião realizados na França. O paciente, usando óculos especiais que recriam a experiência de voo, é acompanhado por um psicanalista que segue o desenvolvimento de sua angústia no processo e procura usar dos recursos analíticos e cognitivos para ajudá-lo a superar o sintoma.

É um campo promissor. Se as condições de voo podem ser recriadas virtualmente, permitindo que o fóbico as vivencie de forma assistida e controlada junto a seu analista, outras situações traumáticas semelhantes ou mais complexas poderiam ser também recriadas, ampliando o arsenal terapêutico.

Aplicada no entretenimento, como o Pokemon Go, ou na terapêutica, como no tratamento de fóbicos, a tecnologia mostra a versatilidade desse mais recente exemplar de uma longa e rica tradição.

Sérgio Telles, psicanalista e escritor, em artigo publicado por O Estado de S. Paulo, 24-07-2016.

17683169

Das 249 comemorações de gols marcados na Série A do Campeonato Brasileiro, 27% foram menções religiosas, segundo um levantamento feito pela Band.

Dos atletas que marcaram esses gols, 68 deles aproveitaram o momento para agradecer à Deus, pelo desempenho no jogo. Entre as ações identificadas pela emissora estão: apontar com o dedo para o céu, se ajoelhar no gramado, fazer o sinal da cruz e outros.

Comemorações religiosas são algo comum entre os atletas brasileiros, mais comum que as declarações de amor que os atletas fazem para suas esposas como fazer um coração com as mãos ou beijar a aliança.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) já chegou a ser notificada pela Fifa sobre essas comemorações em 2010 por conta da Copa do Mundo. (veja foto abaixo) Na época, além de gestos religiosos, alguns atletas comemoravam também mostrando mensagens na camiseta, algo duramente criticado pela Fifa.

reza

Mas os demais gestos continuam sendo realizados pelos jogadores que, no calor da emoção, se mostram gratos à Deus por marcarem gols. E isso não acontece apenas na série A, no jogo entre Macaé e Portuguesa, pela Série C do campeonato, os atletas do Macaé se ajoelharam e falavam “glória a Deus” depois que Magnum marcou o segundo gol e garantiu a vitória do time.

the_passion_of_the_christ_still

O ator e diretor australiano Mel Gibson fez história em 2004 com “A paixão de Cristo”. Apesar de muitas polêmicas por causa da violência intensa e suas declarações consideradas antissemitas, tornou-se a produção independente mais lucrativa da história de Hollywood. Com um custo de US$ 30 milhões, arrecadou 612 milhões de dólares.

Agora, Gibson trabalha com o roteirista Randall Wallace para produzir uma espécie de continuação, que trataria da ressurreição de Jesus. A revelação do site especializado The Hollywood Reporter segue informações de Wallace, que já trabalhou com Gibson no sucesso Coração Valente (1995).

A ideia de um novo longa sobre Jesus surgiu enquanto os dois cineastas trabalharam juntos em Hacksaw Ridge. Dirigido por Gibson e co-escrito por Wallace, ele já encerrou a produção e ambos estão trabalhando no novo roteiro.

Segundo o The Hollywood Reporter, Wallace estudou teologia na Duke University e a ressurreição de Cristo foi uma de suas especialidades enquanto acadêmico. “Eu sempre quis contar essa história”, afirmou ao site. “A Paixão de Cristo é o início. Há muito mais a ser contado”. Admitiu ainda que seria difícil manter a nova parceria em segredo.

Mês passado, quando Gibson esteve na Liberty University, para fazer uma sessão prévia de Hacksaw Ridge, foi questionado sobre uma continuação de “A Paixão de Cristo”. Ele afirmou que tem interesse no projeto, mas não confirmou seu envolvimento.

Já Wallace afirmou que há uma expectativa de grupos cristãos. “A comunidade cristã considera A Paixão o melhor filme sobre Jesus feito por Hollywood. Eles continuam dizendo acreditar que uma sequência será ainda maior”, asseverou.

Em fevereiro deste ano, a Sony lançou um filme sobre o tema, “Ressurreição”, que conta a história do ponto de vista de um soldado romano. O filme arrecadou US$ 46 milhões nos cinemas do mundo inteiro.

Fonte: G Prime

Sean_Bean_Game_of_Thrones_810_500_55_s_c1

O Centro Nacional de Exploração Sexual nos EUA lançou uma campanha condenando a série Game of Thrones da HBO por “tornar normal a violência sexual” e por fazer de representações explícitas de estupros e tortura sexual um “entretenimento de massa”.

A iniciativa, que recebeu o nome de Shame of Thrones (algo como “Vergonha dos tronos”), inclui uma petição, lançada na plataforma LifePetitions, que critica que “ao invés de escolher lidar com temas como o estupro com sensibilidade e seriedade, a série Game of Thrones retratou essas cenas com um nível de detalhe obsceno.”

Os defensores da série dizem que as representações de violência sexual do programa “destinam-se a retratar a dura realidade,” mas, como lembra o texto da petição, “não há nada de educativo em alimentar o público com imagens obscenas e degradantes de abuso ou em oferecer uma implacável exposição das mulheres como objetos sexuais.”

De acordo com Dawn Hawkins, diretora executivo da NCSE, Game of Thronestem insistido em ultrapassar os limites da decência com representações grotescas de estupros, incesto, prostituição e violência sexual, de um modo que converte seus espectadores em participantes vicários. Com seus incessantes temas de violência sexual, seria mais apropriado chamar a série de Shame of Thrones.”

Não é a primeira vez que Game of Thrones sofre uma ameaça de boicote em razão da violência sexual explícita. Em 2015, o programa mostrou uma cena envolvendo o estupro de Sansa Stark, personagem popular da série. Depois que o episódio foi ao ar, a senadora norte-americano Claire McCaskill convocou um boicote à série.

“Ok, estou farta de Game of Thrones,” twitou ela na época. “Cena gratuita de estupro asquerosa e inaceitável. Foi uma viagem turbulenta que finalmente acabou.”

A série também é conhecida por suas cenas de batalha repulsivas e cenas demasiado explícitas de combates.

A sexta temporada de Game of Thrones estreou no último domingo. Hawkins reconheceu que a première não teve cenas explícitas de violência sexual (“Um único episódio não representa uma tendência”, observou), mas disse que os criadores da série precisam se empenhar  para garantir que Game of Thrones deixe de apresentar a violência sexual como algo normal.

A petição busca diminuir a audiência da série dissuadindo as pessoas de a assistirem.

Fonte: http://notifam.com/pt/2016/lancado-boicote-contra-game-of-thrones-em-razao-de-violencia-sexual-explicita/

os-sinais-da-volta-de-jesus-cristo1

Após ter sofrido com um boicote no seu principal produto, a novela que vai ao ar entre 21h15 e 22h20, e experimentado os piores índices de audiência da história, a Rede Globo poderá produzir pela primeira vez um folhetim para o público cristão.

A emissora pretende produzir uma novela falando sobre a volta de Jesus Cristo, o autor escolhido para produzir o projeto é Benedito Ruy Barbosa, e a novela recebeu o título provisório de “E Se Ele Voltar?”.

De acordo com Flávio Ricco, o autor escolhido pela emissora é considerado um dos escritores de teledramaturgia mais bem-sucedidos na carreira, segundo os especialistas. A sinopse já foi entregue por Ruy Barbosa e já existem seis capítulos escritos.
O diretor indicado pelo autor é Luiz Fernando Carvalho, ambos fizeram dobradinha no trabalho “Meu Pedacinho de Chão”. A dupla terá o desafio de convencer o público cristão de que também sabe produzir temas relacionados com a Bíblia.

Na tentativa de se reaproximar do público evangélico a Rede Globo chegou a receber no último mês alguns deputados da Frente Parlamentar Evangélica, mas o deputado Marco Feliciano que promoveu a campanha contra a novela Babilônia não compareceu ao Projac, a fábrica de entretenimento da Rede Globo.

Com a queda da audiência a novela Babilônia sofreu mudanças para tentar recuperar os pontos perdidos, mas não surtiu efeito, sendo obrigada a encurtar em três semanas a telenovela por conta dos baixos índices de audiência que a trama vem marcando.

Fonte: http://televisao.uol.com.br/colunas/flavio-ricco/2015/06/10/e-se-ele-voltar-nova-novela-da-tv-globo-vai-falar-de-jesus-cristo.htm

4022107_x360

A Rede Globo de Televisão vem exibindo, às 19h, a novela “Sete Vidas” que pode despertar curiosidades no grande público pela temática tratada: a inseminação artificial. Sim, na trama, o personagem Miguel, desgostoso com problemas da vida, viaja para os Estados Unidos e faz uma doação de sêmen – registrada sob o número 251 – a um laboratório norte americano, mas depois se ausenta da vida social até se apaixonar por uma mulher (Lígia) desejosa de ter um filho dele.

Seu sêmen doado nos EUA é, no entanto, implantado em diversas senhoras, gerando seis de seus sete filhos (um nasceu do consórcio carnal com Lígia, conforme ela desejara). Daí o nome “Sete vidas”. Júlia, uma de suas filhas, ao saber, contudo, que é fruto de inseminação artificial passa a buscar, via internet, seus meio-irmãos até que descobre um deles (Pedro). Eles pensam em se ver, porém acabam se desencontrando.

Um dia, no entanto, de modo fortuito, se encontram, mas como dois estranhos (não se reconhecem, uma vez que os contatos anteriores se davam apenas via internet). Júlia acaba se apaixonando por Pedro que não corresponde aos anseios dela e a deixa. Os demais irmãos vão aparecendo no desenrolar da trama novelesca.

Em suma, o pano de fundo da novela é a chamada fecundação artificial heteróloga (hétero = diferente), ou seja, o uso de técnicas que têm por finalidade produzir um ser humano por meio da intervenção de um homem (Miguel) estranho ao casal ou à mulher que deseja – erroneamente ante a moral – sozinha ter um(a) filho(a).

Essa técnica pode ser aplicada de dois modos: a) pela simples implantação da semente vital masculina (o espermatozoide) nas vias genitais da mulher ou b) por recurso à proveta ou à fecundação in vitro (no vidro, literalmente) com o encontro do espermatozoide com o óvulo em ambiente próprio e, consequentemente, a transferência do embrião para o organismo feminino. Daí o nome inglês FIVET (fertilization in vitro and embryo transfer). Tal técnica, diga-se logo, é imoral por três principais razões.

1) Via de regra, o espermatozoide é conseguido por meio da masturbação (…) que é um ato intrinsecamente desordenado; ofende também um princípio básico da moral: um fim bom (o filho, sempre dom de Deus e não fruto do mero capricho humano) não pode ser justificado por um meio mau (a masturbação), conforme a Instrução Persona Humana(Pessoa Humana), n. 9, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 29/12/1975, e o Catecismo da Igreja Católica n. 2352.

2) Esse tipo de fecundação rompe o significado unitivo e procriativo do ato conjugal e faz da procriação algo privado de sua própria perfeição, ou seja, de ser fruto da ação conjugal específica dos esposos. Isso o ensina, brilhantemente, o Beato Papa Paulo VI ao escrever, em 25 de julho de 1968, que “esta doutrina, muitas vezes exposta pelo Magistério, está fundada sobre a conexão inseparável que Deus quis e que o homem não pode alterar por sua iniciativa, entre os dois significados do ato conjugal: o significado unitivo e o significado procriador” (Encíclica Humanae Vitaen. 12).

3) Quebra a importância da família para a pessoa.Sim, o ser humano deve ser gerado e educado em uma família natural, conforme o Compêndio da Doutrina Social da Igreja. 7ª ed. São Paulo: Loyola, 2011, n. 212, p. 130-131. Por tudo isso, se percebe que para a Ética cristã o filho é um dom de Deus a ser acolhido em uma família capaz de educá-lo e dentro da qual ele possa se desenvolver em suas potencialidades sabendo, de fato e de direito, quem são seus pais; ou seja, mantenha-se a preservação filial que não rompe, de modo algum, a relação genética e parental, especialmente de gestação e de responsabilidade educativa, conforme exige a dignidade humana.

Caso, ainda, os meio-irmãos (Júlia e Pedro) venham a se relacionar, teremos ainda o incesto, prática que corrompe as relações familiares e indica como que uma regressão à animalidade (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 2388), por isso recebe rejeições não só da Moral, mas também da Biologia.

Vanderlei de Lima* é filósofo e escritor. Autor do livro “Obedecer antes a Deus que aos homens” (Ed. Própria, 2013, 96p) Contato: toppaz1@gmail.com

304642.jpg-c_640_360_x-f_jpg-q_x-xxyxx

O filme “Êxodo: Deuses e Reis” estreou no Brasil no dia 25 de dezembro e no primeiro final de semana se tornou o campeão de bilheteria, atraindo uma multidão de espectadores para as salas de cinema.

A obra dirigida por Ridley Scott conta a história de Moisés, mostrando toda a história bíblica do profeta que tirou os judeus da opressão do Egito, fazendo-os atravessar o Mar Vermelho e a vagar pelo deserto em busca da terra prometida.

O longa tem Christian Bale no papel principal e outros nomes como Joel Edgerton, John Turturro, Sigourney Weaver, María Valverde, Ben Kingsley, Ben Mendelsohn e outros.

A história de Moisés atraiu 919.088 espectadores brasileiros até os cinemas entre a quinta-feira (25) e o domingo (28), segundo dados da Rentrak. Em segundo lugar entre os mais vistos está o desenho da Disney “Operação Big Hero” que atraiu 452.643 pessoas.

“Êxodo: Deuses e Reis” faz parte da série de filmes bíblicos que estão sendo produzidos em Hollywood. No começo do ano o filme “Noé” estreou atraindo mais de 1,3 milhões de pessoas aos cinemas encerrando a série de exibições em maio com 4.882.842 ingressos vendidos em todas as regiões do país.

***

O filme “Êxodo: Deuses e Reis” teve sua exibição proibida no Egito depois que o departamento de censura assistiu uma cópia do longa que estreou na última semana em diversos países do mundo.

Para o chefe da censura, Abdel Sattar Fathi, o longa que narra a vida de Moisés “tenta transferir informação distorcida de cenas religiosas e históricas”.

Em entrevista ao jornal Al Watan Fathi explicou que a obra cinematográfica tem alguns erros como mostrar que “os judeus estiveram envolvidos na construção das pirâmides de Guiza como povo eleito por Deus”. Ele também lamentou que o filme passe uma imagem errada sobre os egípcios mostrando-os como “demagogos” e torturadores de judeus.

Êxodo: Deuses e Reis tem a direção de Ridley Scott tento o ator Christian Bale como protagonista. Apesar das críticas positivas, o longa enfrenta essa condenação por parte dos muçulmanos que reclamam, além dos assuntos acima citados, da parte onde Deus aparece encarnado na foto de um bebê.

Quando uma obra vai contra o que o islã prega o Egito veta sua exibição, em março deste ano o filme “Noé” foi considerado contrário à lei islâmica e por conta disto a instituição religiosa Al-Azhar solicitou a proibição do longa no país.

Fonte: G Prime

topic

Talvez você já tenha ouvido falar de Koko. Ela é uma adorável gorila de 43 anos de idade. Seus treinadores garantem que ela aprendeu a entender e a se comunicar com os humanos mediante a linguagem americana de sinais. É claro que, na comunidade científica, existem céticos que questionam o quanto Koko realmente entende os gestos que faz, já que as suas ações poderiam ser resultado apenas de condicionamento, não de verdadeira compreensão.
 
Independentemente de qual lado esteja certo, o fato é que, quando Koko quer um pouco de atenção, ela faz gestos em vez de arremessar o seu cocô. Este, sem dúvida, é um passo à frente na comunicação entre espécies.
 
Uma das conversas mais interessantes mantidas entre seres humanos e Koko foi documentada no livro “Inside the Animal Mind: A Groundbreaking Exploration of Animal Intelligence”, de George Page [Por dentro da mente animal: uma inovadora investigação da inteligência animal]. Quando perguntada por que os gorilas morrem, Koko gesticulou: “Problemas. Velhos”. E quando perguntada para onde os gorilas vão quando morrem, ela respondeu: “Buraco confortável. Tchau”. Faça com esta resposta o que você bem entender.
 
Algo importante a notar é que a pergunta foi feita para a gorila, não pela gorila. Jamais houve caso documentado algum, que eu saiba, de qualquer animal que tenha perguntado a um ser humano “Por que estou aqui, o que acontece depois que eu morro, o que significa tudo isso?”. Estas são questões que simplesmente não ocupam a mente de um animal. Não me interprete mal: não estou menosprezando a capacidade da Koko de pedir uma banana quando ela quer, mas é bom mantermos as coisas dentro da sua real perspectiva.
 
O que aconteceria se os macacos pudessem ter esse tipo de introspecção? Se, de repente, eles se vissem dotados da mesma inteligência e autoconsciência dos seres humanos? Que tipo de criaturas eles se tornariam?
 
Pois bem, estas são algumas das perguntas propostas pelos realizadores de “Dawn of the Planet of the Apes” [Planeta dos Macacos – O Confronto], a continuação do filme surpreendentemente bom “Rise of the Planet of the Apes” [Planeta dos Macacos – A Origem], que retomou, em 2011, a série quase cinquentenária. E eles não apenas fazem as perguntas, como tentam respondê-las de forma inteligente e séria.
 
O novo filme começa cerca de dez anos depois dos eventos retratados em “Planeta dos Macacos – A Origem”. A praga incurável agora chamada de “febre símia” devastou o mundo, reduzindo os remanescentes da população humana a um bando assustado que rouba para sobreviver, em cidades arruinadas e impotentes. Já os macacos geneticamente alterados estão prosperando. Eles estabeleceram uma cidade própria nas florestas dos arredores de San Francisco, chegaram a milhares de indivíduos e vivem uma existência relativamente pacífica, sob o governo do sábio e compassivo chimpanzé César.
 
Mas nem tudo é felicidade. Não demora muito para percebermos que, além da inteligência semelhante à humana, os macacos também têm agora problemas semelhantes aos nossos. Junto com as dificuldades de estabelecer uma nova lei símia (começando, é claro, por “macaco não mata macaco”), César tem que lidar com um filho adolescente rebelde e ressentido. Olhos Azuis, ao que parece, prefere a perspectiva bestial de Koba, que odeia os humanos, à visão mais ponderada e reservada do seu pai.
 
Essas tensões tribais vêm à tona quando um pequeno bando de humanos, liderado pelo pacífico Malcolm, invade o território dos macacos na esperança de reparar uma usina hidrelétrica das proximidades e restaurar a energia em partes de San Francisco. Infelizmente, depois que um dos humanos entra em pânico e atira num jovem chimpanzé, César ordena que os homens retornem à sua cidade e nunca mais voltem. Temendo que o desespero dos humanos acabe por fazê-los tentar uma nova incursão, e incentivado por Koba a realizar uma demonstração de força, César marcha com o seu exército rumo a San Francisco para mostrar aos humanos o que eles terão de enfrentar se desobedecerem às suas diretrizes.

Como você pode imaginar, pouca coisa infunde tanto medo num bando de seres humanos em decadência quanto uma cavalaria de macacos armados de lanças que aparecem às suas portas e começam a falar duro em inglês. Aterrado com o que acaba de ver e convencido de que a comunidade que estiveram reconstruindo ruirá se a energia não for restabelecida, o líder humano Dreyfus prepara seus homens para pegar em armas contra os macacos. Antes que a guerra comece, porém, Malcolm convence o amigo a lhe dar três dias para fazer as pazes com César e para pôr a hidrelétrica em funcionamento.
 
No início, as coisas parecem ir bem: César e Malcolm conseguem implantar uma trégua inquieta e o trabalho na represa é iniciado. Mas Koba, ainda marcado pelo ódio e pelas cicatrizes de quando sofria abusos na jaula de um laboratório, não confia nos homens. Com alguns macacos leais, ele volta para a cidade e descobre Dreyfus preparando seus homens para a guerra caso as negociações corram mal. Interpretando a cena como um sinal de que os humanos pretendem trair os macacos, Koba corre de volta para convencer César a atacar primeiro ou para convencer os outros macacos a atacarem se César se recusar.
 
Se você já assistiu a qualquer filme da franquia “Planeta dos Macacos” desde que ela surgiu nos cinemas em 1968, já pode imaginar que as coisas ficarão feias a partir deste ponto. Quando Charlton Heston apareceu pela primeira vez em cima dos fragmentos explodidos da Estátua da Liberdade, estava claro que a série seria pessimista quanto à capacidade humana de sobreviver às próprias deficiências e de se manter como a espécie dominante no planeta. “O Confronto” não é uma exceção.

Mas não se preocupe. É verdade que o filme começa com visões contrastantes: uma idílica cidade símia, cheia de amor familiar e harmonizada com o seu meio ambiente, e uma cidade humana dilapidada, esmagada pelo medo e pelo desejo de obter do planeta mais do que ele oferece. Mas os realizadores não cometem o erro de cair em apenas outra daquelas tediosas histórias do tipo “os humanos são maus, a natureza é boa”. Não. “Planeta dos Macacos – O Confronto” é bem mais inteligente do que isso.
 
Para grande desgosto de César, ele descobre que a droga experimental proporcionou muito mais aos seus macacos do que apenas o aumento da capacidade mental. Junto com a inteligência e com a autoconsciência, eles desenvolveram o livre arbítrio. E, assim como os seres humanos, que, antes deles, também teriam vivido algum tempo num idílico jardim paradisíaco, os macacos aprendem que o livre arbítrio traz consigo a capacidade de pecar. E, tal como no Éden, não demora muito para que a capacidade de pecar leve alguns deles à desobediência e, pouco depois, ao assassinato.
 
César fica compreensivelmente abalado ao enxergar tudo isso. No primeiro filme, ele era o Adão dos macacos. Agora, ele é o seu Moisés. Ele trouxe o seu povo para a terra prometida, mas já não pode fazer muito mais do que vê-los escolher o mesmo caminho autodestrutivo que os humanos tinham seguido antes deles. Ao trilhar essa rota, “Planeta dos Macacos – O Confronto” se torna não mais um filme sobre humanos versus natureza, e sim uma reflexão sobre o confronto entre seres inteligentes e as suas próprias naturezas caídas. É uma experiência cinematográfica muito mais rica.
 
Nada disso funcionaria, é claro, se os macacos não fossem personagens críveis. É raro o momento em que você se lembra de que César, Koba, Olhos Azuis e os outros macacos não são seres vivos reais. O impacto visual que a combinação do movimento de atores humanos com o trabalho de artistas digitais conseguiu neste filme é nada menos que impressionante. Quando você vê na tela atores do calibre de Gary Oldman e mesmo assim os personagens emocionalmente mais convincentes são os macacos digitais, você pode pular a cerimônia do Oscar e entregar o prêmio de melhores efeitos especiais diretamente à Weta Digital, a agência responsável pelos deste filme.
 
Estou exagerando? Talvez. Mas não tenho como evitar. Numa temporada de filmes que começava a parecer fadada ao fracasso, é um alívio ver Hollywood finalmente entregando um blockbuster que funciona tanto como entretenimento escapista quanto como instigante obra de arte.
 
Sim, eu também gostei de outros filmes desta temporada, mas precisando de certa vista grossa. “Planeta dos Macacos – O Confronto”, porém, não precisou de condescendência alguma.

Davi Ives

“Sabemos”que as cegonhas trazem os bebês. Crianças rosadas ou rechonchudas, e também filhotes de cachorros e gatos. É fácil acolhê-los sem problemas, com um sorriso nos lábios. Também para as cegonhas. Mas… e se o filhote for um réptil? Um peixe-elétrico? Um porco-espinho?

Apesar da dor, seria mais fácil deixá-los onde estão, sem levá-los ao seu destino? Ou amá-los assim como são e, com um esforço extra, levá-los à vida?

https://www.youtube.com/watch?v=-a6Pe1ovKHg

Deus-nãop

A dupla de compositores Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez é responsável por uma série de composições de sucesso. Eles são casados e juntos escreveram uma das músicas mais populares para o cinema nos últimos anos, parte da trilha sonora da animação “Frozen: Uma Aventura Congelante”.

A mais recente produção da Disney teve enorme sucesso no mundo todo. Trata-se da animação com a maior arrecadação na história do cinema, cujo faturamento passou de 1 bilhão de dólares. A música “Let It Go” ganhou o Oscar e ajudou a trilha de “Frozen” a chegar ao topo das paradas dos EUA.

Os compositores, que são cristãos, deram uma entrevista para a rede NPR recentemente e afirmaram que o grupo Disney não só evita temas religiosos em seus filmes, mas a própria palavra “Deus” é proibida.

“É engraçado”, disse Kristen. “Um das únicas coisas que você tem que evitar na Disney são temas religiosos, a palavra Deus.” Robert e Kristen afirmaram que empresa não proíbe as pessoas de serem religiosas. “Você pode falar sobre Deus dentro da empresa, mas não pode colocar [a palavra] nos filmes.” Mesmo em filmes do estúdio que se passam no Natal, não existem referências a Jesus ou seu nascimento.

Uma das únicas exceções é a trilha sonora do filme o Corcunda de Notre Dame (1996), que incluiu a balada “God Help The Outcasts” [Deus ajude os excluídos]. O que não é de se estranhar já que Notre Dame é uma igreja. Segundo a maioria das biografia sobre Walt Disney, o desenhista foi criando em uma família evangélica, membro da Igreja Congregacional, mas ele não era um cristão ativo.

Mesmo assim, em uma matéria da revista Guideposts de 1949, Walt Disney declarou: “Acredito firmemente na eficácia da religião e sua forte influência sobre toda a vida de uma pessoa. Tudo que eu peço de mim mesmo é ‘viva uma boa vida cristã’”.  Com informações The Blaze e Christianity Today

O-Hobbit

 

As histórias de J.R.R. Tolkien podem ser uma galinha dos ovos de ouro para a indústria do cinema, mas também podem ser uma ferramenta das mais eficazes para a evangelização.

Acaba de ser lançada a segunda parte da trilogia O Hobbit, filmada por Peter Jackson e intitulada A Desolação de Smaug. O filme é o quinto de uma linha extremamente bem-sucedida de filmes baseados nos livros que J.R.R. Tolkien ambientou no seu mundo ficcional, a Terra Média. Eles atraem grandes públicos, têm efeitos especiais espetaculares e conquistam o entusiasmo de quase todo o mundo. Mas a coisa mais incrível a respeito deles talvez seja o fato de que eles são absoluta, integral e completamente permeados de catolicismo.

J.R.R. Tolkien era um católico devoto e, apesar de seus livros não serem alegorias, são um reflexo da maneira como ele via o mundo.

“Tolkien sempre afirmou que a sua imaginação se alimentava na fonte da fé católica”, diz Paul Gondreau, professor de Teologia no Providence College. “Não é de surpreender que muitos temas dominantes em O Hobbit (e em O Senhor dos Anéis, já que O Hobbit é uma espécie de prefácio à posterior trilogia) sejam profundamente cristãos”.

Esses temas incluem a realidade do bem e do mal e de que o bem sempre triunfa sobre o mal; a lei natural (num famoso escrito, Tolkien afirma que as leis da ‘segunda criação’, ou seja, da mitologia literária, devem imitar as leis da natureza do mundo real); o caos moral e físico que o desrespeito à lei natural provoca; o sentido paulino da ‘loucura da cruz’, em que os instrumentos escolhidos por Deus para a salvação são sempre um tapa na cara da ‘sabedoria’ humana (como os hobbits, e em particular Bilbo Bolseiro); a vida como uma jornada de passagem e o fato de que ‘não temos aqui nenhuma cidade permanente’ (Hb 13,14); os temas joaninos da luz e da escuridão (a Floresta de Mirkwood); o tema bíblico da administração do mundo pelo homem, incluindo o cuidado do meio ambiente, dos nossos corpos e do reino animal de forma responsável; e assim por diante”.

O premiado jornalista Tim Drake concorda: são os temas cristãos que fundamentam a história. “O escritor e professor católico Joseph Pearce afirma que O Hobbit aborda a jornada cristã do sacrifício pessoal por amor aos outros e o abandono confiante nas mãos da providência e da graça, que é um tema retratado nas ações de Bilbo ao longo de toda a história. Eu concordo com Pearce”.

O conforto é chato

Então por que a nossa cultura laica o abraça? Professor no Thomas Aquinas College, Andrew Seeley opina: porque o laicismo é monótono diante do mundo dramático que Tolkien imaginou.

“A nossa sociedade fez da obtenção do conforto uma grande arte. Não queremos aventuras; não, pelo menos, aventuras reais que envolvam perigo, estranheza e incerteza. O Hobbit desperta em nós, especialmente nos jovens, o desejo de deixar para trás uma vida segura, confortável, para encontrar o incrivelmente bonito, para sermos ferozes contra o mal terrível”. E acrescenta: “Eu acho que o papa Francisco iria aprovar isso”.

O sacerdote e escritor pe. John Bartunek diz que leu pela primeira vez a história pouco antes de se tornar cristão. “Eu li O Hobbit pela primeira vez na minha adolescência, no mesmo ano em que virei cristão. O que me moveu no livro tem uma ligação real com aquilo que me fez querer ser cristão”.

“Em O Hobbit, um sujeito comum (Bilbo Bolseiro) se envolve numa história extraordinária, numa aventura (…) Ele descobre que existe uma grande história acontecendo, uma batalha milenar entre o bem e o mal, e se sente chamado a fazer parte dessa história, ou melhor, a desempenhar um papel dentro dessa história. Ao correr esse risco generosamente, ele descobre um significado mais profundo para a sua vida. Isso é exatamente o que eu descobri quando me encontrei com Cristo. De repente, os horizontes de uma história muito maior –nada menos que a história da salvação- se abriram diante de mim. Eu vi que, ao me chamar para segui-lo, Jesus estava me convidando a fazer parte da grande aventura de construir o seu Reino. E esse apelo ressoou na minha alma com mais profundidade do que qualquer outra coisa que eu já tivesse sentido antes”.

Lições importantes para hoje

“A maior lição”, escreve John Zmirak, “é a de encontrar grandeza no ‘pequeno caminho’ que Deus preparou para você, é a de viver a vocação e servir os outros, é agir com justiça, trabalhar duro e amar com fidelidade”.

Edward Mulholland, professor de Línguas Modernas e Clássicas no Benedictine College, nos EUA, destaca a batalha entre o bem e o mal que fica evidente em O Hobbit. “As pessoas têm a necessidade de acreditar que existem coisas pelas quais vale a pena lutar, mesmo quando as chances parecem mínimas. Esse conflito é a verdadeira fonte da aventura (…) Cada geração tem que lutar pela vitória da justiça. Ela nunca é garantida num mundo decaído”.

Historiador da Igreja, o pe. John McCloskey concorda com Mulholland: “Há guerras que valem a pena. Existem o bem e o mal e existem criaturas sobrenaturais maiores do que nós. A virtude da esperança nunca é jogada fora quando a luta é entre o bem e o mal”.

Fonte: Aleteia