Representantes de Deus e do Diabo na Terra estão disputando a atenção de alunos de escolas públicas nos Estados Unidos.

Desde 2001, a Suprema Corte americana permite que grupos religiosos ofereçam cursos extracurriculares a alunos da rede pública. Graças à regra, igrejas católicas e evangélicas espalharam os chamados “Clubes de Boas Notícias” por colégios de todo o país, com a missão de “evangelizar meninos e meninas com o Evangelho do Senhor, para estabelecê-los como discípulos da Palavra de Deus”.

Com a imagem de um lápis escolar de três pontas, simulando um tridente, membros do Templo Satanista dos EUA decidiram aproveitar a legislação para “oferecer uma alternativa a crianças e pais” e questionar a legitimidade dos cursos cristãos na rede de ensino infantil.

Se cursos religiosos são permitidos nas escolas, nós queremos espalhar nossos clubes por toda a nação para garantir que múltiplos pontos de vista estejam representados”, disse à BBC Brasil Chalice Blythe, diretora nacional do programa “Satã Depois da Escola” (After School Satan Program, no original), do Templo Satânico dos EUA.

A estratégia inclui um convite em vídeo, com áudio invertido e imagens de crianças intercaladas com aranhas, bodes com longos chifres e outros símbolos satânicos, em que o grupo convoca estudantes para “aprenderem e se divertirem” com o satanismo.

Vídeo promocional do curso tem sons invertidos e imagens de crianças intercaladas com aranhas, bodes com longos chifres e outros símbolos satânicos, em que o grupo convoca estudantes para ‘aprender e se divertir’ com satanismo

Um livro de colorir chamado O grande livro de atividades das crianças satanistas, vendido por 10 dólares (aproximadamente R$ 33), estimula os pequenos a brincarem de “ligar os pontos para formarem um pentagrama invertido”, símbolo clássico associado ao reino de Satanás.

Em coro com diversos grupos religiosos, a conservadora TFP (Tradição, Família e Propriedade) americana reagiu, classificando o projeto como “sacrilégio” e convocando fiéis a protestarem “pelo retorno da moral cristã”.

“Precisamos frear a popularidade do satanismo”, destacou a entidade, endossando uma onda de abaixo-assinados criados por igrejas para proibir cursos satânicos para crianças.

Ativismo x Religião

Com um discurso fortemente político, o Templo Satânico foi criado em 2014 como um novo ramo do Satanismo americano tradicional. O templo tem forte atuação em redes sociais, onde reúne mais de 100 mil seguidores – especialmente jovens. Em menos de três anos, o templo inaugurou “capítulos” (ou escritórios) em 13 Estados americanos.

Mais do que devotos do Diabo, entretanto, o projeto satanista vem ganhando popularidade entre ateus e ativistas políticos nos Estados Unidos e outros países.

Fundador do Templo Satânico e ex-aluno de neurociência da Universidade de Harvard, o americano Lucien Greaves tem como bandeiras a defesa do conhecimento científico, das liberdades individuais e direitos humanos, da legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo e, acima de tudo, da separação entre religião e Estado.

O posicionamento gera ceticismo – estes satanistas seriam mesmo religiosos ou são um grupo político que se aproveita das leis ligada a religiões?

“O Templo Satânico é uma religião igual a qualquer outra, na medida em que nós (membros) temos um senso de identidade, comunidade, estrutura narrativa, cultura e valores compartilhados”, responde a satanista Blythe, em entrevista à BBC Brasil.

“Não ter crenças ou fundamentos supersticiosos não nos torna menos sinceros em nossas ações e convicções do que aqueles que mantêm a crença em uma divindade”, completa.

Mas, se o foco é científico e distante de misticismos, por que a opção pela imagem do diabo?

“Satanás é um símbolo do eterno rebelde em oposição à autoridade arbitrária”, responde. “O Nosso é Satanás! ele é o herege que questiona as leis sagradas e rejeita todas as imposições tirânicas”.

‘Disfarce’

Para o advogado constitucionalista John Eidsmoe, “a principal questão constitucional ligada a proposta de curso infantil satanista é entender se o Satanismo é uma religião”.

“Não consigo prever como uma corte decidirá em relação a isso”, afirmou Eidsmoe ao jornal religioso The Christian Post.

Além dos cursos infantis, a estratégia do templo Satânico inclui a instalação de monumentos dedicados a Satanás ao lado de estátuas cristãs em locais públicos e intervenções em procissões religiosas.

Para a maioria dos grupos cristãos tradicionais, estes satanistas seriam “ativistas políticos travestidos de religiosos”.

“Este grupo não é legítimo. A única razão para ele existir é se opor aos Clubes de Boas Notícias, onde ensinam a moral, o desenvolvimento do caráter, patriotismo e respeito, de um ponto de vista cristão”, afirmou, em nota, Mat Staver, fundador do grupo evangélico Liberty Counsel.

“O chamado grupo satanista não tem nada de bom para oferecer aos alunos. As escolas não precisam tolerar grupos que perturbem o ambiente e visam (prejudicar) outros clubes legítimos. Nenhum pai em sã consciência permitiria que seus filhos participem desse grupo”, completou.

Para o pastor presbiteriano Jerry Newcobe, “um dos grandes problemas com a América contemporânea é o multiculturalismo, que abrange todos e todos sem discernimento”.

“O cursos satanistas para crianças desrespeitam a lei porque querem proteger as crianças de qualquer forma de cristianismo”, diz.

Programa

A proposta “Satã Depois da Escola” prevê encontros mensais de uma hora em salas alugadas por escolas públicas, nos mesmos moldes dos clubes cristãos. As reuniões incluem “uma refeição saudável, aulas de literatura, atividades de aprendizado criativo, ciências e artes”.

“Todas as crianças são bem-vindas, independente de seu histórico religioso”, ressaltam os satanistas na carta de apresentação do projeto a escolas.

À BBC Brasil, a porta-voz do Templo Satânico afirma que os cursos infantis não se propõem à devoção do Diabo, mas “a um currículo que enfatiza uma visão de mundo científica, racionalista e não supersticiosa”, como alternativa aos dogmas do ensino cristão.

Questionada se preferiria que as aulas cristãs fossem canceladas, em vez de ter seus cursos satânicos em atividade nas escolas do país, Blythe mostra preferência pela primeira opção.

“Se o medo de os satanistas chegarem às escolas públicas for suficiente para justificar que todos os clubes religiosos sejam proibidos, veremos isso como um resultado positivo”, diz a representante do grupo.

À reportagem, ela diz afirma que “os Clubes de Boas Notícias não deveriam ser permitidos em escolas públicas porque são uma ferramenta usada por fanáticos evangélicos para fazer proselitismo e doutrinar crianças jovens em sua visão extremista de mundo”.

A porta-voz do Templo Satânico diz que o grupo está “trabalhando na criação de um programa de voluntariado para os cursos infantis para o ano letivo 2017-2018, que permitirá que os voluntários estabeleçam os clubes em suas escolas”.

Questionado, o grupo não confirmou se obteve permissão oficial de alguma escola para a criação dos grupos no próximo ano letivo, que começa em setembro.

BBC Brasil

O próximo 31 de outubro se completarão 500 anos desde que Lutero afixou suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg. Era o início da Reforma Protestante que mudou o curso da história ocidental: do ponto de vista religioso, social, cultural e político. Seguiram-se décadas de guerras e séculos de divisões dentro do mundo cristão. Hoje, um estudo duplo – um na América e outro na Europa – do Pew Research Center registra que católicos e protestantes veem as suas crenças mais semelhantes do que diferentes. Em um mundo onde as divisões religiosas voltaram a se manifestar com toda a ênfase, é interessante notar que cinco séculos depois do cisma de Martinho Lutero diferenças permanecem, mas a tendência é por uma visão da religião e da vida convergentes.

Nos Estados Unidos, entre os protestantes, 57% considera que os dois credos são semelhantes, contra 41% que os considera diferentes. Entre os católicos, as percentagens são, respectivamente, 65 e 32.

Na Europa, a situação é mais complexa, mas não se desvia da tendência. Entre os protestantes europeus, os alemães caracterizam-se por serem aqueles que menos percebem a diferença: para 78% as duas religiões são semelhantes e apenas 19% as considera claramente diferentes.

Na Holanda, as opiniões dividem-se em 65% contra 28%, na Grã-Bretanha, 58 contra 37 e assim por diante, com uma predominância em todo lugar de quem vê mais pontos de compartilhamento do que de discordância. O mesmo vale para os católicos do Velho Continente, com exceção dos britânicos, onde 45 contra 41 veem mais divisão do que unidade.

Na Holanda, Áustria, Suíça e Alemanha, entre os católicos a percepção de semelhança é bastante evidente.

Na Itália, menos: 47% veem mais proximidades contra 41% que ressalta as divergências.

Ainda mais interessante é observar as opiniões sobre como obter a salvação eterna. De acordo com Lutero, somente por meio da fé. A maioria dos protestantes de hoje (com exceção dos noruegueses) considera que é alcançada através da combinação de fé e boas ações, que é substancialmente a posição tradicional da Igreja Católica.

Mas deve-se notar que na Europa, tanto entre os protestantes como entre os católicos, as pessoas praticantes são uma minoria: apenas 14% dos primeiros e o 8% dos segundos afirmam participar dos serviços religiosos pelo menos uma vez por semana. Cinco séculos depois, podemos dizer que, no Ocidente, as guerras religiosas acabaram.

Fonte: Corriere della Sera.

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“Os Estados Unidos continuam sendo o maior país cristão do mundo e devem manter este posto ao longo das próximas décadas. Mas tende a ser um país cada vez mais secularizado, desencantado (na expressão de Max Weber) e com alto grau de pluralidade religiosa. Mas caminha para ter um percentual de população “descrente” semelhante a outros grandes países, como China, Japão, Suécia, Suíça e Reino Unidos – todos com elevado número de pessoas que se declaram sem religião”, escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado por EcoDebate, 12-06-2017.

Não apenas a América Latina e o Brasil estão passando por uma transição religiosa e por um processo de aumento da pluralidade. Os Estados Unidos (EUA), de maneira diferente dos seus vizinhos continentais do Sul, também estão passando por uma reconfiguração no seu panorama religioso.

Os EUA são o terceiro maior país do mundo em tamanho de população (estão atrás apenas da China e da Índia) e são o maior país cristão do mundo. De origem WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant), os cristãos norte-americanos se dividem em três grandes ramos: protestantes tradicionais, protestantes pentecostais e católicos.

O gráfico do “The Public Religion Research Institute” (PRRI), (links abaixo) mostra que, em 1974, os protestantes (tradicionais e pentecostais) representavam 63% da população, os católicos 26%, os sem religião (unaffiliated) 7% e as outras religiões 4%.

Quarenta anos depois, em 2014, os protestantes caíram para 46%, os católicos caíram para 21% e os sem religião subiram para 23%. As outras religiões se mantiveram no mesmo patamar.

O mesmo gráfico do PRRI apresenta uma projeção linear para meados do atual século. A novidade seria a posição majoritária do grupo sem religião que ultrapassaria os protestantes em 2050 e seria o grupo majoritário (embora sem maioria absoluta).

Os católicos ficariam abaixo de 20% em 2050 e as outras religiões manteriam a mesma proporção de 4%. Ou seja, os EUA passariam por um forte processo de secularização e podendo chegar a mais de 40% de pessoas sem afiliação religiosa (aproximadamente o mesmo percentual que existe hoje no Uruguai).

Pesquisa do Instituto PEW mostra, com pequenas diferenças e maior desagregação, o quadro religioso nos EUA entre 2007 e 2014. Nota-se que a maior queda ocorreu entre os protestantes tradicionais que passaram de 18,1% para 14,7% entre 2007 e 2014. No mesmo período, a queda dos protestantes pentecostais foi de 26,3% para 25,4% e dos católicos de 23,9% para 20,8%. O maior aumento aconteceu entre os sem religião (unaffiliated) que passou de 16,1% em 2007 para 22,8% em 2014.

As outras religiões também subiram, passando de 4,7% para 5,9%, no mesmo período.

Pesquisa do Instituto Gallup mostra que o percentual de americanos que acreditam em Deus diminuiu de 90% no início do atual século para 79% em 2016. As pessoas que não estão certos da existência de Deus (aproximadamente equivalente a agnósticos) passou de algo em torno de 7% para 10% e os ateus passaram de2% para 11% no mesmo período.

O gráfico abaixo,no link, também do Instituto Gallup, mostra que o pertencimento a alguma igreja, sinagoga ou mesquita nos Estados Unidos tem diminuído desde a época da Segunda Guerra Mundial até 2016, passando de aproximadamente dois terços para pouco mais da metade.

Se o quadro geral é de aumento do percentual de pessoas sem religião e de redução da frequência religiosa, no caso dos jovens esta tendência é mais acirrada. O número de estudantes universitários sem afiliação religiosa triplicou nos últimos 30 anos, de 10% em 1986 para 31% em 2016, de acordo com dados do CIRP Freshman Survey, mostrado em matéria Scientific American (25/05/2017).

No mesmo período, o número de pessoas que frequentavam serviços religiosos caiu de 85% para 69%. O gráfico abaixo mostra como o número de alunos cuja preferência religiosa é “Nenhum” mudou ao longo do tempo. O recuo da religião começa por volta de 1990 e acelera, com uma média de quase 1 ponto percentual por ano. Essas tendências fornecem um retrato da atual geração de jovens adultos e fornecem um quadro da rápida secularização nos EUA.

Outro estudo do “The Public Religion Research Institute” (PRRI), denominado “EXODUS. Why Americans are Leaving Religion, and Why They’re Unlikely to Come Back” (2016) mostra que o crescimento no número de pessoas sem religião cresce em todas as idades, mas principalmente entre os jovens. Este estudo considera que o número de pessoas sem religião é maior do que o comumente mostrado nas pesquisas tradicionais.

Os Estados Unidos continuam sendo o maior país cristão do mundo e devem manter este posto ao longo das próximas décadas. Mas tende a ser um país cada vez mais secularizado, desencantado (na expressão de Max Weber) e com alto grau de pluralidade religiosa. Mas caminha para ter um percentual de população “descrente” semelhante a outros grandes países, como China, Japão, Suécia, Suíça e Reino Unidos – todos com elevado número de pessoas que se declaram sem religião.

Provavelmente, o crescimento da parcela da população sem religião deve ter influência sobre o conjunto da América Latina e do Brasil. O debate sobre “desencantamento”, “reencantamento” “ressacralização e secularização deve ganhar volume, especialmente se consideramos que todo o continente americano está ficando mais diverso e plural.

Referências:

– Robert P. Jones THE CHANGING AMERICAN LANDSCAPE, PRRI, 2015

Pew Research Center’s new Religious Landscape Study, 2015

– GALLUP. Most Americans Still Believe in God Gallup, Social Issues, June 29, 2016

– GALLUP. Five Key Findings on Religion in the US Gallup, December 23, 2016

– Allen Downey. Data from a nationwide survey shows students who list their affiliation as “none” has skyrocketed, May 25, 2017

– Robert P. Jones, Daniel Cox, Betsy Cooper, and Rachel Lienesch, EXODUS. “Why Americans are Leaving Religion, and Why They’re Unlikely to Come Back,The Public Religion Research Institute” (PRRI), September 22, 2016

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Recentemente, foi anunciado o fechamento de um número considerável de paróquias católicas no estado de Connecticut, Estados Unidos. Isso é somente uma parte do problema que está vivendo a Igreja na nação americana, especialmente nas dioceses do norte.

Sobre este aspecto, o monsenhor Charles Pope propôs, na revista Community in Mision, seis pontos para a reflexão, oferecendo aos fiéis americanos um guia para saber quais são as raízes do fenômeno e, portanto, para ajudá-los a enfrentar o problema com mais conhecimento.

  1. Os bispos não fecham as paróquias; são as pessoas que o fazem. É certo, entretanto, que, juridicamente, os bispos são os responsáveis por dar o certificado de reconhecimento de abertura, fechamento ou fusão das paróquias. Em última instância, é o povo de Deus que cria ou retira a necessidade de ter uma paróquia. A dura verdade é que, a cada dia, há mais católicos a favor dos anticoncepcionais e do aborto. O número de fiéis só cai. Nas áreas urbanas do noroeste dos Estados Unidos, somente 15% frequentam regularmente as missas dominicais. Houve uma falha na evangelização, mas as feridas mais profundas estão na diminuição da frequência nas missas e nossa incapacidade de transmitir a fé. Atualmente, estamos enterrando a última geração que ensinou que a missa do domingo é uma obrigação, que deveria ser cumprida – sob a pena de pecado mortal.
  2. Existe uma responsabilidade compartilhada. É fácil ficar zangado com os bispos e padres quando eles fecham as paróquias. Anos de má catequese, falta de pregação efetiva e liturgias mal celebradas estão na conta. E o clero deve ficar com a primeira responsabilidade sobre isso. No entanto, a divisão dos fiéis e o desvio da prática da fé também são fatores importantes. Há muitos padres que não pregam com firmeza nem insistem em uma doutrina clara. O preço disso é alto, sim, mas no final do dia, o clero não pode assumir a responsabilidade completa do problema nem abordá-lo por si só. A evangelização não pode ser só um problema da reitoria; em última instância, é um problema familiar. Os pais e avós devem se esforçar mais para reunir seus filhos em casa e serem testemunhos da força transformadora da liturgia e dos sacramentos.
  3. A liturgia tem culpa? Muitos culpam a liturgia da Igreja Católica por ser “enfadonha”, “monótona” e até “banal”. As soluções para este tema são, muitas vezes, desconcertantes e não cumprem com o objetivo, atraindo somente porções muito pequenas de fiéis. Por exemplo, alguns são a favor da reintrodução da missa tradicional, em latim. Com todo o encanto que isso possa ter, não há uma só diocese nos Estados Unidos em que essa forma de expressar a liturgia atraia mais de um por cento dos frequentadores da missa. Portanto, o problema parece ser mais profundo.
  4. O coração do problema é um mal-estar geral. Há pouca urgência; poucas pessoas parecem sentir a necessidade da fé, da Igreja, dos sacramentos ou da palavra de Deus. O universalismo (todos se salvarão) e o relativismo (tudo é verdade) dentro e fora da Igreja representaram o papel mais importante do problema. O que a Igreja oferece “não é necessário”. Os problemas dela “não são os problemas da modernidade”. A opinião comum em nossa cultura é que a religião é um pouco menos do que um acessório agradável para a vida. Quem se importa com isso?
  5. Como controlar a erosão da prática da fé católica? Como disse Ralph Martin, o primeiro passo deve ser reviver uma visão mais bíblica – com urgência – da salvação. O fato de muitas pessoas, inclusive entre o clero, dizerem que a salvação “não é um problema” não significa que não seja. Jesus dedicou muitas horas de pregação e muitas parábolas para nos alertar sobre a necessidade de merecer a salvação que Ele oferece. Mas muita gente não considera a confissão dos pecados, a frequência na missa e o recebimento da Eucaristia como caminhos para a salvação de nossas almas.
  6. Não cair na ilusão do chamado “discurso do medo”. Muitos temem o juízo de Deus. De algumas coisas temos que ter medo, incluindo nossa tendência a sermos de coração duro e tolo em relação à Graça e a preferir as coisas do mundo às verdades eternas. O pânico, com efeito não é útil. Mas a sobriedade, a necessidade vital dos sacramentos, a Palavra proclamada, a comunhão e o poder transformador da liturgia são.

É triste perder edifícios, muitos deles verdadeiras obras de arte. Mas é ainda mais triste refletir sobre a perda humana que os edifícios vazios representam.

Aleteia

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Poucas horas depois de ser divulgada a vitória eleitoral do candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, o Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), Dom Joseph E. Kurtz, publicou um comunicado pedindo “unir-nos como cidadãos fiéis pelo bem comum”.

Em sua mensagem, Dom Kurtz felicitou Trump e assinalou que “agora é o momento para avançar a crescer na responsabilidade de governar para o bem comum de todos os cidadãos” e fez cinco pedidos importantes para o presidente eleito, cujo governo começará às 12h do dia 20 de janeiro de 2017.

1. Escutar o povo americano

“Ontem, milhões de norte-americanos, que estão lutando para encontrar uma oportunidade econômica para suas famílias, votaram para serem escutados. A nossa resposta deveria ser simples: escutamo-los”, disse o Prelado.

“A responsabilidade de ajudar a fortalecer as famílias pertence a cada um de nós”, assegurou.

2. Proteger a vida humana desde a concepção até à morte natural

Dom Kurtz assegurou que os bispos americanos esperam “trabalhar com o Presidente eleito, Trump, para proteger a vida humana desde seu início mais vulnerável até à morte natural”.

Além disso, os bispos advogarão “por políticas que ofereçam oportunidades para todas as pessoas, de todos os credos, em todos os ofícios”.

3. Acolhida humanitária aos imigrantes e refugiados

O Presidente da USCCB assinalou que o episcopado americano se manterá “firme em nossa determinação de que nossos irmãos e irmãs que são migrantes e refugiados podem ser humanamente bem-vindos sem sacrificar a nossa segurança”.

4. Proteção aos cristãos perseguidos no Oriente Médio

O Prelado sublinhou também que os bispos “chamaremos a atenção sobre a violenta perseguição que ameaça os nossos irmãos cristãos e as pessoas de outros credos no mundo inteiro, especialmente no Oriente Médio”.

5. Defender a liberdade religiosa nos Estados Unidos

“Buscaremos o compromisso do novo governo pela liberdade religiosa, assegurando que as pessoas de fé sigamos sendo livres para proclamar e formar nossas vidas sobre a verdade de um homem e uma mulher, e o laço único do matrimônio que eles podem formar”, assegurou.

Dom Kurtz exortou os norte-americanos a não ver uns aos outros “sob a divisora luz de Democrata ou Republicano, ou qualquer outro partido”. Pelo contrário, encorajou: “Vejamos o rosto de Cristo em nossos vizinhos, especialmente naqueles que sofrem ou com quem poderíamos ter discrepâncias”.

“Rezemos pelos líderes na vida pública, para que possam estar à altura das responsabilidades confiadas a eles, com graça e valentia. E que possamos todos nós, católicos, ajudar uns aos outros a ser testemunhas fiéis e alegres do amor curador de Jesus”, pediu.

ACI

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Uma chamativa análise da importância da religião na sociedade norte-americana foi publicada no ‘Interdisciplinary Journal of Research on Religion’ e replicada nos meios de comunicação: ao contar a atividade das instituições religiosas, com enormes contribuições em matéria de saúde, educação, assistência social e outras muitas facetas da vivência da Fé. A Religião contribui para a economia do país mais do que as gigantescas empresas de tecnologia Facebook, Google e Apple juntas.

As instituições caritativas são cristãs quase na totalidade e representam organizações com pressupostos de operação anuais de até 21 mil milhões de dólares, com 17 organizações caritativas com operações de mais de 6,6 mil milhões. Às obras de caridade deve-se somar numerosas instituições educativas em todos os níveis e indústrias como a produção de livros e música de inspiração religiosa. Ao somar todas as contribuições da religião, os investidores Brian Grim da Universidade de Georgetown e Melissa Grim de Newseum calcularam um total de mais de 378.000 milhões de dólares. O setor de maior impacto econômico é o dos sistemas de saúde de inspiração religiosa. Somente a Igreja Católica representa 1 de cada 6 camas de hospital do país. Outra das linhas notáveis é o das instituições religiosas que recebem contribuições dos crentes e um terceiro nível as obras de caridade de inspiração religiosa.

Os pesquisadores sugeriram que existem outras muitas formas pelas quais a economia norte-americana é beneficiada pela religião, tais como os negócios seculares com uma clara identidade religiosa por parte de seus proprietários e os êxitos de bilheteria de filmes com conteúdos claramente religiosos. Contando estas surpreendentes cifras, e somando outras possíveis estatísticas de grande importância, como o número de empregos gerados pelas instituições de inspiração religiosa ou o impacto que supõem a formação moral dos crentes em temas como prevenção do crime e o fomento da solidariedade ficam poucos argumentos àqueles que subestimam a importância da Fé na dimensão pública da sociedade.

Fonte: Gaudium Pres

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Madre Maria Angélica da Anunciação, fundadora do grupo Eternal World Television Network (EWTN), faleceu aos 92 anos, na noite de 27 de março, Domingo de Páscoa.

O funeral da religiosa foi  realizado dia 1º de abril, no Alabama (Estados Unidos), onde ela morava.

Seu canal televisivo teve início no dia 15 de agosto de 1981 a partir da garagem de seu mosteiro. Hoje em dia ele transmite 24 horas de programação por dia, chegando a 258 milhões de lares em 144 países, tendo se tornado a maior televisão católica do mundo.

Segundo Dom Charles Chaput, Arcebispo de Filadélfia, “a Madre Angélica conseguiu algo que os próprios bispos norte-americanos não conseguiram. Ela fundou e expandiu uma rede que apela aos Católicos do cotidiano, entendeu suas necessidades e alimentou suas almas”.

Gaudium Press

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Uma igreja do Kentucky anunciou que voltará a investir em um presépio drive-thru. São 15 anos desde que a Igreja Batista Green River, na cidade de Cromwell, iniciou essa tradição. A exibição permite que os motoristas passem pelo estacionamento do templo e vejam diferentes cenas representando a natividade. Cada cenário inclui atores, alguns animais e músicas com o tema natalino.

Kelly Harris, o pastor da igreja disse ao The Christian Times, que o objetivo sempre foi “compartilhar a boa notícia de Natal com todos os que estão envolvidos na correria desta época do ano”.

“Nós queremos espalhar a boa notícia de Jesus Cristo para a nossa comunidade… pois parece que prenomina a visão secular de Natal, onde só se fala em dinheiro e coisas materiais”, disse Harris.

A igreja batista da cidade vizinha de Grapevine decidiu fazer algo similar este ano. “Nós sentimos que as pessoas estão sempre tão ocupadas nesses dias que se esquecem da verdadeira razão para o Natal, afirmou o pastor Pete Youmans. “Pensamos que isto daria às pessoas, especialmente crianças, uma oportunidade de ouvir a verdadeira história de Natal.”

Após a Green River, uma série de igrejas começaram a fazer presépios drive-thru. Uma pesquisa no Google mostra que dezenas de congregações estão fazendo essa opção para atrair visitantes, que são convidados para participarem do culto dentro da igreja.

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Na esteira da visita do Papa Francisco aos Estados Unidos, uma nova pesquisa do Centro de Pesquisas Pew (Pew Research Center), publicada no dia 19-11-2015, diz que o papa gerou uma boa vontade para com a Igreja Católica de Roma entre as pessoas ao longo de todo o espectro político. Os progressistas e moderados, juntamente com os democratas, estão especialmente propensos a dizer que Francisco ajudou-lhes a ter uma visão mais positiva sobre a Igreja Católica.

Ao mesmo tempo, o índice de favorabilidade do papa permanece próximo de onde se encontrava no começo de 2015. E a maioria dos americanos dizem que o que pensam da Igreja Católica não mudou por causa do Papa Francisco.

PF_15.10.05_PostPapal_310px 11 O gráfico mostra que o efeito do Papa Francisco nas opiniões sobre a Igreja Católica é mais positivo do que negativo.

No geral, 28% dos católicos adultos americanos dizem ter uma visão mais positiva da Igreja Católica por causa do Papa Francisco. Um número bem menor – somente 6% – diz ter uma visão mais negativa da Igreja por causa de Francisco. Quase seis em dez americanos (58%) dizem que a sua opinião sobre a Igreja não mudou muito.

Tanto os católicos como os não católicos estão mais propensos a dizer que Francisco teve um impacto positivo, em vez de negativo, em suas opiniões a respeito da Igreja: o mesmo é verdadeiro dos americanos nos dois principais partidos políticos e em todo o espectro ideológico.

Porém, opiniões melhoradas sobre a Igreja Católica ficam especialmente claras entre os autoidentificados progressistas e moderados bem como entre os democratas. Quase quatro em cada dez progressistas (39%), por exemplo, dizem ter uma visão mais positiva da Igreja Católica por causa do Papa Francisco, superando de longe os 4% que dizem ter uma visão mais negativa da Igreja por uma margem de 10 a 1.

E entre os moderados, 31% dizem que a opinião deles sobre a Igreja melhorou por causa do Papa Francisco, enquanto que 5% dizem que a sua opinião sobre a Igreja se tornou mais negativa, uma proporção de 6 por 1. Entre os conservadores, por outro lado, a proporção daqueles com uma opinião mais positiva da Igreja (22%) com aqueles com uma visão mais negativa (10%) está mais próxima: 2 por 1.

Uma divisão parecida é vista entre os democratas e republicanos. Enquanto 27% dos republicanos dizem que Francisco teve um impacto positivo na visão deles sobre a Igreja Católica e somente 10% dizem ter uma visão mais negativa (uma proporção de quase 3 por 1), a proporção de sentimentos negativos para sentimentos positivos é ainda mais desigual entre os democratas. 35% dos democratas dizem ter uma visão mais positiva da Igreja Católica por causa do Papa Francisco, enquanto que somente 2% dizem que Francisco conduziu a opinião deles sobre a Igreja na outra direção – uma proporção de aproximadamente 17 por 1.

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As opiniões dos não católicos sobre o Papa Francisco são mais positivas após a sua visita aos EUA.

O índice de positividade do Papa Francisco agora encontra-se na casa dos 68%, um pouco acima em comparação ao mês de junho, quando 64% dos adultos americanos diziam ter uma visão favorável do papa, quase o equivalente aos 70% dos americanos que manifestaram uma visão positiva do pontífice em fevereiro de 2015. A melhora recente (entre junho e outubro) no índice de favorabilidade de Francisco concentra-se entre os não católicos.

Quase dois terços dos não católicos (65%) agora manifestam uma visão favorável do Papa Francisco, o que está a par com o mês de fevereiro (quando 64% dos não católicos manifestavam uma opinião favorável do papa na medida em que ele se aproximava da marca de dois anos de papado) e 7 pontos percentuais acima desde junho.

Oito em 10 dez católicos pesquisados (81%) agora dizem ter uma visão favorável do Papa Francisco. Em comparação, 86% dos católicos manifestaram uma visão favorável do Papa Francisco em junho, e 9 em cada 10 católicos (90%) manifestaram uma visão favorável do pontífice em fevereiro. O índice de favorabilidade do Papa Francisco entre os católicos dos EUA quase equivale, hoje, ao índice que os católicos deram ao Papa Bento XVI na sequência de sua visita ao país em abril de 2008.

Estes estão entre os achados centrais de uma nova pesquisa do Centro Pew, conduzida entre os dias 1 e 4 de outubro de 2015, via telefones fixos e celulares com uma amostragem nacional de 1 mil adultos. Ainda que a pesquisa forneça uma retrato inicial útil do impacto da visita de Francisco sobre as opiniões dos americanos a respeito do papa e da Igreja Católica, o seu tamanho limitado (ela incluiu entrevistas com apenas 218 católicos autoidentificados) e a sua duração (as entrevistas foram conduzidas no curso de quatro dias apenas) fazem ser difícil discernir claramente o “por que motivo” os católicos podem estar admirando um pouco menos o Papa Francisco agora do que o admiravam no começo do ano.

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Um número um pouco menor de católicos manifesta uma opinião favorável sobre o Papa Francisco.

Os dados sugerem, no entanto, que o declínio no índice de favorabilidade de Francisco entre os católicos deve-se, principalmente, às opiniões cambiantes dos católicos que estão indo à missa regularmente. Entre os 97 católicos entrevistados que dizem ir à missa pelo menos uma vez na semana, 84% têm uma visão favorável do Papa Francisco– abaixo em comparação com fevereiro, quando 95% dos católicos que vão regularmente à missa manifestaram uma visão favorável do pontífice. Os católicos praticantes não se tornaram significativamente mais favoráveis a manifestar opiniões “desfavoráveis” sobre o papa; em vez disso, eles estão agora mais propensos a dizer que não têm opinião.

Durante o mesmo período, não houve essencialmente nenhuma mudança de opinião sobre o papa na parcela dos católicos que vão menos de uma vez por semana à missa.

Os dados também mostram que, entre o público como um todo, incluindo os católicos e não católicos, Francisco é mais querido entre os democratas do que entre os republicanos ou independentes. As diferenças partidárias nas opiniões sobre o Papa Francisco eram menores em fevereiro deste ano. Os progressistas e democratas também veem o papa de maneira mais positiva do que os conservadores.

Respostas à pergunta “Qual a palavra que melhor descreve a sua impressão do Papa Francisco?”

Destaque para as palavras “Bom/boa pessoa” e “humilde”, com grande número de menções (60 e 38, respectivamente). Obs.: Somente as palavras que foram mencionadas por, no mínimo, quatro vezes foram codificadas como positivas, neutras ou negativas. As palavras mencionadas por menos de quatro participantes não estão incluídas nesta contagem.

Além de perguntar sobre as opiniões a respeito do Papa Francisco e o seu impacto nas impressões que as pessoas têm da Igreja Católica, a pesquisa pediu aos participantes que dissessem “qual a palavra” que melhor descreve a impressão que possuem do pontífice. Entre as mais mencionadas estão “bom”, “humilde”, “legal” e “compassivo”. Palavras positivas como estas foram mencionadas muito mais vezes do que palavras neutras ou negativas (como “religioso”, “progressista” ou “socialista”). Na verdade, das palavras que puderam ser codificadas como descrições positivas ou neutras/negativas sobre o papa, três quartos (76%) eram positivas, enquanto que 24% eram neutras ou negativas.

Tendências nos índices de favorabilidade papal

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Opiniões favoráveis do Papa, na relação entre Bento e Francisco.

A nova pesquisa, conduzida durante a semana após a visita do Papa Francisco aos Estados Unidos, dá a oportunidade de fazer comparações com a reação do público à visita do Papa Bento XVI ao país em 2008. Ao longo de seu papado, o Papa Francisco tem sido, em geral, visto de forma mais positiva pelos americanos do que foi o Papa Bento. E se comparados com as leituras feitas logo antes de eles visitarem, os dois papas receberam um “salto” em seus índices de favorabilidade imediatamente após as suas respectivas viagens ao país. Se comparado com uma pesquisa feita no mês passado, a parcela dos adultos americanos que manifestavam uma opinião favorável sobre o Papa Bento cresceu 9 pontos (52% para 61%) imediatamente após a sua visita em abril de 2008. As opiniões favoráveis sobre o Papa Francisco assinalaram 4 pontos em comparação com uma pesquisa conduzida em maio e junho de 2015.

O salto que recebeu o Papa Bento após a sua visita foi vista tanto entre os católicos como entre o público como um todo: 83% dos católicos manifestaram uma visão favorável do Papa Bento imediatamente após a sua visita, acima dos 74% do mês anterior. Por outro lado, não houve aumento algum na parcela dos católicos que manifestavam uma visão favorável a respeito do Papa Francisco na sequência de sua viagem.

E, embora no geral Francisco venha sendo mais positivamente considerado pelos católicos do que Bento, o atual índice de favorabilidade de Francisco entre os católicos está próximo do mesmo índice de Bento medido imediatamente após a sua visita aos EUA. Francisco é, no entanto, visto “muito favorável” por mais católicos do que Bento XVI, mesmo imediatamente após a sua visita de 2008; 62% dos católicos agora dizem ter uma visão “muito favorável” do Papa Francisco, juntamente com os 20% que têm uma visão “muitíssimo favorável”. Em abril de 2008, 49% dos católicos manifestavam uma visão “muito favorável” do Papa Bento, enquanto 34% manifestava uma visão “muitíssimo favorável”.

Visita papal acompanhada pela maioria dos católicos e por quase a metade dos não católicos

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Metade do público acompanhou a visita papal de perto, conforme mostra a tabela.

A metade dos adultos americanos diz que seguiram o noticiário em torno da visita papal “de perto” (22%) ou “muito de perto” (28%). Entre os católicos, cerca de 6 em cada 10 dizem ter seguido o noticiário sobre a visita papal aos EUA pelo menos de perto, incluindo 35% que seguiram a visita “muito de perto”. Um terço dos católicos diz ter acompanhado a visita “não muito de perto” (19%) ou “não acompanhou absolutamente nada” (14%).

Para colocar estes números em contexto, uma pesquisa conduzida em maio deste ano descobriu que dois terços dos adultos americanos (66%) diziam ter seguido “de perto” ou “muito de perto” o noticiário acerca da agitação emBaltimore que se seguiu à morte de Freddie Gray, e uma pesquisa conduzida em janeiro de 2015 descobriu que 43% dos adultos acompanharam “de perto” ou “muito de perto” o noticiário em torno do discurso sobre o Estado da União, do presidente Obama.

A visita papal deste ano foi acompanhada muito de perto por quase 6 em cada 10 pessoas morando na região Nordeste do país (57%), juntamente com quase a metade dos americanos vivendo no Centro-Oeste (52%) e no Sul (50%). Em comparação com o Nordeste, um número um tanto menor de residentes na região Leste (42%) diz ter seguido de perto a visita do Papa Francisco.

Fonte: IHU

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A recusa de um hospital católico em realizar uma ligadura de trompas em uma paciente é o mais novo episódio na polêmica sobre liberdade religiosa nos Estados Unidos.

A paciente, Jessica Mann, de 33 anos, está grávida de 37 semanas de seu terceiro filho e tem um tumor no cérebro.(foto)

Por causa da gravidade do tumor, sua médica recomendou que ela não fique grávida novamente e que se submeta a uma laqueadura no momento da cesárea, agendada inicialmente para o dia 24 deste mês no hospital Genesys Regional Medical Center, em Grand Blanc, no Estado de Michigan.

Mas o hospital, que pertence a uma rede católica, se recusou a permitir o procedimento, alegando motivos religiosos.

O caso chamou a atenção da organização de direitos civis União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês).

Depois de tentar, sem sucesso, fazer com que o hospital mudasse de posição, a ACLU apresentou nesta semana uma queixa ao departamento responsável por licenciamento e regulação de instituições médicas no Estado exigindo que o episódio seja investigado.

O departamento tem poder de impor sanções ou até mesmo revogar a licença do hospital.

“Estamos levando a luta à agência estadual responsável pelo hospital porque é obrigação deles garantir que mulheres como Jessica obtenham os cuidados de que precisam”, diz a advogada da ACLU em Michigan, Brooke Tucker.

O hospital disse em nota que segue as diretivas da Igreja e que não iria comentar o caso.

Regras

O episódio ocorre um mês depois que a tabeliã Kim Davis, do Estado de Kentucky, ganhou notoriedade ao se recusar a emitir licenças para casamentos entre pessoas do mesmo sexo alegando que isso ia contra sua fé cristã.

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Episódio ocorre um mês depois de a americana Kim Davis, que é tabeliã, ganhou notoriedade ao se recusar a emitir licenças para casamentos entre pessoas do mesmo sexo alegando que isso ia contra sua fé cristã

Davis chegou a ser presa (e posteriormente libertada) por sua recusa e inflamou o debate em torno de liberdade religiosa e direitos civis nos Estados Unidos, em um momento em que surgem casos de pessoas ou organizações que se negam a prestar determinados serviços com base em razões religiosas.

O hospital em Michigan pertence à Ascension Health, maior rede de saúde católica do país, e segue um conjunto de regras estabelecidas pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.

Essas regras, denominadas “Diretivas Éticas e Religiosas”, proíbem hospitais católicos de realizar procedimentos de esterilização, como a laqueadura.

A ACLU argumenta, no entanto, que o hospital Genesys indicava a possibilidade de abrir exceções para casos em que o procedimento possa curar ou aliviar sintomas de doenças graves e que o hospital já havia garantido essas exceções para outras mulheres no passado.

Os médicos de Jessica encaminharam em maio um pedido para que o hospital abrisse uma exceção em seu caso.

No mês passado, porém, ela foi informada de que seu pedido havia sido negado.

Mudança de última hora

A médica que acompanha a gravidez e faria o parto de Jessica só tem autorização para operar no Genesys e não teria como fazer a cesárea e a laqueadura em outro hospital.

A sugestão de que Jessica fizesse a cesárea no Genesys e a laqueadura em outro hospital, posteriormente, não se aplica neste caso, segundo sua médica, já que se submeter a um segundo procedimento, com nova anestesia geral (necessária nos dois casos, devido ao tumor), representaria o mesmo risco que uma nova gravidez.

Segundo a ACLU, no caso de Jessica o recomendável é que a laqueadura seja feita ao mesmo tempo que o parto, o que é o procedimento comum e evitaria uma segunda cirurgia.

Número crescente

O caso chama a atenção para o número crescente de hospitais ligados à Igreja Católica nos Estado Unidos, fazendo com que cada vez mais pacientes dependam dessas instituições e fiquem sujeitos às suas regras com bases religiosas.

De acordo com a ACLU, 10 dos 25 maiores sistemas hospitalares no país são financiados pela Igreja Católica e um em cada nove leitos estão em uma instituição católica.

BBC Brasil

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Vocês se lembram da expressão embaraçada do Papa Francisco quando, em julho passado, recebeu das mãos de um comprazido presidente da Bolívia, Evo Morales, o presente de um crucifixo em forma de foice e martelo?No Vaticano, escreve Francis X. Rocca em uma reportagem do The Wall Street Journal, é forte a preocupação de que esses momentos de desconforto possam se repetir mais vezes durante a cerimônia de boas-vindas na Casa Branca para a visita do pontífice.

É verdade que os convidados são diversos milhares, mas não é por acaso que entre eles figura Mateo Williamson, líder de um grupo transgênero, a Ir. Simone Campbell, à frente de uma organização que não segue as indicações da Igreja sobre aborto e contracepção, e, por fim, Gene Robinson, ex-bispo da Igreja Episcopal de New Hampshire, abertamente gay, além de um dos primeiros homens a ter se casado com outro homem.

Não há dúvida de que Francisco é o papa que, mais do que qualquer outro, levou a Igreja a entender as razões dos “outros”, dos divorciados, das mulheres que fizeram a escolha sofrida do aborto, dos homossexuais (o seu “Quem sou eu para julgar?” é um marco na história dos direitos).Mas, justamente por isso, para evitar protagonismos, tentativas de selfie e polêmicas desnecessárias, era preferível uma maior atenção para o credo católico na escolha dos convidados à Casa Branca (e ao Congresso, onde o papa falará).

Diz-se que o presidente Obama quer enfatizar os pontos de vista comuns sobre os temas do respeito ao ambiente e da abertura a Cuba, mas também quer marcar uma diferença sobre aborto, eutanásia, direitos dos gays. mas que também não tem nada a ver com o respeito pelas regras de um cerimonial. As mesmas que se observam durante a visita de um líder muçulmano ou de outra religião.

Fonte: Corriere della Sera

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Recentemente, cinco vídeos pavorosos flagraram diretoras da organização abortista norte-americana Planned Parenthood negociando a venda de órgãos e tecidos de bebês abortados (veja aqui). Ainda houve quem tentasse defender a organização afirmando que essa prática contribui para “pesquisas científicas que salvam vidas”.
 
Como se já não fosse questionável a experimentação científica feita com vítimas de assassinato, é o caso de questionarmos também se essas tais “pesquisas científicas que salvam vidas” realmente existem. Afinal, bebês abortados e comercializados foram usados ​​em testes de empresas de cosméticos para desenvolver cremes antienvelhecimento e de empresas de alimentos para “intensificar sabores”.

Realçando sabores com… bebês abortados
 
Três anos atrás, a fundação pró-vida Children of God for Life denunciou que a empresa Senomyx desenvolve produtos para intensificar o sabor de alimentos a partir de tecidos fetais. O site da própria Senomyx afirma que a empresa descobriu “inovadores ingredientes que potencializam as sensações do gosto” e que seus produtos são “um caminho mais saudável para o sabor”.
 
O que a Senomyx não menciona é que “eles usaram células embrionárias humanas dos rins (HEK 293) de um bebê abortado em seus testes de produtos”, explica Debi Vinnedge, da Children of God for Life. O nome HEK 293 (de “Human Embrionic Kidney”) significa que houve 293 experimentos até que a empresa conseguisse o resultado pretendido. Vinnedge reconhece que a Senomyx utiliza partes de bebês abortados em pesquisa e desenvolvimento, mas não no produto final. Ainda assim, a prática é moralmente questionável.
 
Quando começou a investigar a Senomyx, Vinnedge descobriu que a empresa tinha 77 patentes que incluíam células de bebês abortados. “Eles listaram todos os outros tipos de células que poderiam usar, mas escolheram usar as células fetais”. A Children of God for Life contatou a Senomyx e pediu que a empresa parasse de usar células de fetos abortados. Diante da recusa, Debi Vinnedge organizou um boicote para que os consumidores deixassem de comprar itens alimentícios de quaisquer fabricantes que empregavam produtos da Senomyx, entre as quais havia gigantes como a Campbell e a Kraft. Todas as empresas alvo do boicote encerraram seus contratos com a Senomyx.

Creme para a pele, com células de um bebê de 14 semanas
 
No caso de fabricantes de produtos não-alimentícios, a legislação norte-americana não exige a divulgação completa dos ingredientes utilizados; por isso, não há como saber quais empresas usam tecidos de bebês abortados, a não ser que a própria empresa admita abertamente essa prática. Inacreditavelmente, a Neocutis Cosmetics anuncia com orgulho que os utiliza no desenvolvimento de seu creme antienvelhecimento!
 
O principal ingrediente da marca, as “proteínas da pele processadas”, foi desenvolvido a partir de um bebê do sexo masculino abortado com 14 semanas de gestação. A Neocutis afirma em seu site: “Um banco de células especialmente dedicado foi criado para o desenvolvimento de novos tratamentos para a pele mediante uma única biópsia de pele fetal”. Afirmando que “nenhuma outra biópsia fetal será necessária”, o presidente da Neocutis, Mark J. Lemko, disse a Debi Vinnedge por e-mail: “Nós nos sentimos em total conformidade com as leis de Deus e com as leis do homem”. O creme foi desenvolvido inicialmente para tratar problemas dermatológicos, mas acabou gerando uma linha de cosméticos. O creme é caro, explica Vinnedge, porque também é custoso conservar as células refrigeradas e funcionais.

A caixa de Pandora está aberta

A Alemanha nazista fazia pesquisas científicas matando uma parte da humanidade em suposto benefício de outra parte. Esse tipo de “ciência” só é possível quando se dá mais valor a um ser humano morto do que vivo, seja ele adulto ou bebê em gestação.
 
Theresa Deisher, doutora em Fisiologia Molecular e Celular pela Universidade de Stanford, observou em recente entrevista ao jornal National Catholic Register que o cerne do problema é a crença de que o uso de material fetal é “necessário” para o avanço da pesquisa científica. “Quando fechamos os olhos para o fato de que o bebê é uma pessoa ou dizemos que só precisamos fazer esse tipo de experiência uma vez, a caixa de Pandora já está aberta”.

“O que há de avançado em trucidar um bebê para fazer vacinas ou pesquisas?”, questiona a doutora, que trabalhou durante mais de 20 anos na indústria biomédica comercial. Ela parou de trabalhar em empresas de pesquisa biomédica que faziam experimentos com tecidos de bebês abortados e fundou o Sound Choice Pharmaceutical Institute e a AVM Biotechnology, duas empresas cuja missão é acabar com o uso de bebês abortados em pesquisas e no desenvolvimento de vacinas.

Quem não respeita os direitos humanos vai respeitar, por acaso, o direito à informação?
 
A Planned Parenthood está agora gastando boa parte do seu dinheiro ilícito em uma estratégia de relações públicas que vem sutilmente ameaçando os meios de comunicação para que parem de divulgar os seus crimes. Além disso, a Federação Nacional do Aborto e a StemExpress, uma empresa que intermedia a venda de partes de bebês para a “pesquisa”, entraram com uma liminar para proibir a divulgação de quaisquer vídeos envolvendo o escândalo da Planned Parenthood.

David Daleiden, fundador do Centro para o Progresso Médico, que filmou e divulgou as negociações criminosas da Planned Parenthood, emitiu esta declaração:

A StemExpress, empresa com fins lucrativos que obtém e vende órgãos e tecidos de bebês abortados em parceria com mais de 30 clínicas de aborto, incluindo a rede Planned Parenthood, está tentando contenciosamente encobrir este comércio ilegal, suprimir a liberdade de expressão e silenciar a imprensa que procura informar o cidadão sobre questões de pleno interesse público. Mas eles não estão conseguindo. Sua petição inicial foi rejeitada pela Justiça. O Centro para o Progresso Médico segue todas as leis aplicáveis ​​no decurso do trabalho de jornalismo investigativo e combaterá todas as tentativas da Planned Parenthood e dos seus aliados de silenciar os nossos direitos constitucionais e de suprimir o jornalismo investigativo.

Todos nós, que respeitamos e defendemos a vida humana em todos os seus estágios, também temos o dever moral de fazer o que pudermos para impedir o avanço dessa cultura da morte e do descarte. O sangue inocente pode estar em nossas mãos.

Aleteia

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A Conferência dos Bispos dos Estados Unidos anunciou que lançará no dia 15 de agosto um aplicativo para celulares e tablets com conteúdo em espanhol e em inglês, que transmitirá ao vivo a visita que o Papa Francisco realizará em setembro.

Helen Osman, chefe de imprensa do organismo, disse durante conferência organizada pela National Press Foundationque a conferência convidará as paróquias, escolas e dioceses para organizarem festas para o Papa em setembro através do aplicado em qualquer ponto dos Estados Unidos.

Matthew Kilmurry, diretor de mercado da conferência, disse à AP que a ferramenta incluirá o mesmo conteúdo em ambos os idiomas, que consistirá em notícias, vídeos e fotos atualizados.

O Papa argentino chegará a Washington na tarde do dia 22 de setembro procedente de Cuba. No dia seguinte, reunir-se-á com Obama e presidirá uma missa em espanhol na canonização do frei espanhol Junípero Serra na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição.

No dia 24, pronunciará um discurso em uma sessão conjunta do Congresso e visitará a sede da organização Caridades Católicas para seguir, à tarde, para Nova York, onde, no dia 25, se dirigirá à Assembleia Geral da ONU, visitará uma escola em Harlem e presidirá uma missa no Madison Square Garden.

Após sua estadia em Nova York, participará, nos dias 26 e 27, do Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia, antes de retornar para Roma.

Fonte: Terra