Há várias semanas, durante as audições às cegas do programa “The Voice”, na Ucrânia, todos os jurados viraram a cadeira para conhecer quem estava por trás daquela voz angelical. Para surpresa de todos, descobriram um homem de batina!

O padre Alexandre Klimenjo escolheu o time da cantora ucraniana Tina Karol. “A missão de um sacerdote é transmitir alegria a todo o mundo”, comentou Klimenjo, associando o programa de entretenimento com a nova evangelização.

No dia 23 de abril passado, depois de várias semanas de competição, o sacerdote ortodoxo conquistou o grande prêmio do programa. Agora, terá a oportunidade de gravar seu primeiro single e seu primeiro videoclipe.

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Penn Jillette começou sua fama como parte do duo de mágicos Penn e Teller (Penn é o cara que fala). Ultimamente, porém, ele tem sido no centro das atenções como um apaixonado defensor do ateísmo, entre outras coisas.

O que torna essa história sincera tão intrigante.

Alguns anos atrás, Jillette registrou um pequeno vídeo sobre alguém que veio para falar com ele após um de seus shows de mágica. Disse que o indivíduo tinha sua idade e tinha participado em um dos atos como um membro da audiência.

O homem elogiou Jillette no show, então disse: “Eu trouxe isso para você”. O homem deu-lhe um pequeno livro. Era um Novo Testamento com os Salmos, algo que poderia caber no bolso de uma pessoa.

“Eu escrevi na frente”, disse o homem, “e eu queria que você tivesse isso”. O homem explicou que ele era um homem de negócios e não louco.

Jillette, movido pelo gesto do homem, lembrou: “Ele foi gentil, simpático e são, olhou-me nos olhos, falou comigo e depois me deu esta Bíblia”.

“Eu sempre disse,” Jillette explicou, “que não respeito as pessoas que não fazem proselitismo. Eu não respeito. Se você acredita que existe um céu e um inferno, e as pessoas poderiam ir para o inferno ou não ter a vida eterna ou o que quer que seja, e você acha que não vale a pena dizer isso porque isso lhe tornaria socialmente estranho.

“Quanto você tem que odiar alguém por não fazer proselitismo? Quanto você tem que odiar alguém por acreditar que a vida eterna é possível e não dizer isso às pessoas?”

Jillette, em seguida, ofereceu este exemplo para ilustrar o seu ponto: “Se eu acreditasse, sem dúvida, que um caminhão estava vindo em sua direção, e você não acreditasse que o caminhão estava indo para lhe atropelar, há um certo ponto que eu o abordo, e isso é mais importante do que isso. “

“Esse cara era muito bom. Ele era educado, honesto e sã, e se importava o suficiente comigo para fazer proselitismo e me dar uma Bíblia.”

Agora, Jillette ainda é um ateu, e ele queria deixar isso claro: “Eu sei que não há Deus, e uma pessoa educada que vive bem sua vida não muda isso.

“Mas eu vou te dizer, ele era um homem muito, muito, muito bom. E isso é realmente importante. E com esse tipo de bondade, é bom ter essa certa dose de desacordo.

“Eu ainda acho que a religião faz um monte de coisas ruins mas, cara, esse foi um bom homem que me deu esse livro. Era tudo o que eu queria dizer.

Naturalmente, Jillette tem toda a razão sobre a evangelização. Acreditamos realmente no Evangelho? E se crermos, nós amamos aqueles que nos rodeiam o suficiente para compartilhá-los com eles, mesmo que seja socialmente difícil?

Aqui está o vídeo completo de Jillette contando a história:

oratory-autumnA maioria das pessoas tende a concordar com isto: a maneira de se decorar uma casa pode revelar muito sobre as pessoas que vivem nela.

Existem casas alegres e casas carrancudas; casas modernas, casas neoclássicas, casas mediterrâneas; casas joviais e casas envelhecidas, quase agonizantes; casas limpas e casas sujas…

E existem casas budistas, judaicas, muçulmanas, ateias, sincretistas… Ou católicas.

Mas como é uma casa católica?

Evidentemente, nada pode e deve ser mais católico dentro da sua casa do que você mesmo e a sua família. De pouco adianta “enfeitar” a sua sala e os quartos com imagens e símbolos da Igreja se a sua vida não reflete na prática a fé que você diz abraçar. Revista-se você de Cristo – e o mais virá em consequência.

Feita esta premissa fundamental, não deixa de ser importante que também o ambiente ao seu redor seja coerente com a visão de mundo católica.

Uma casa católica é aconchegante e humanamente calorosa. De novo, o principal fator que lhe atribui essas características é o comportamento da sua família, que fique claro. Mas também é relevante que o “estilo” da sua casa católica transmita esse aconchego e calor humano. Entre os elementos que transmitem o “espírito católico” estão coisas prosaicamente singelas, como a boa luminosidade natural, a boa ventilação, a existência de plantas e, se possível, um jardim. Tudo limpo e bem cuidado. A virtude da ordem deve transparecer vitoriosamente sobre o vício da preguiça – e não há decoração mais bonita que a limpeza.

Em termos de estilo, o restante fica a seu critério. Nada impede que a sua casa seja moderna, tecnológica, adornada por obras de arte – ou que seja simples, igual às demais da vizinhança, com nada de luxo. Tudo isso é secundário – é meio, não fim. A relevância desses aspectos aparentes está na intenção e na mensagem que transmitem: se eles servem para transmitir vaidade, apego material, arrogância, então não somente não serão católicos, como sequer serão elegantes. No outro extremo, a falta de recursos materiais tampouco pode ser desculpa para uma casa desleixada, “largada”, descuidada: a mensagem desse outro “estilo” também passa longe de ser católica.

Até aqui, não saímos do básico – mas “básico”, neste caso, é sinônimo de “imprescindível”. Aconchego, simplicidade e limpeza, afinal, são irrenunciáveis.

Bem recebidos por esse ambiente humanamente sadio da sua residência, agora podem (e devem) vir também os elementos mais “especificamente” católicos.

Que tal, para começar, uma imagem de Nossa Senhora ou do Sagrado Coração no jardim da sua casa? Esta seria uma forma, além do mais, de testemunhar aos seus vizinhos que você professa seriamente a fé católica e não precisa escondê-la na sua própria casa.

Passando para os ambientes internos, há um elemento visual essencial em toda casa católica: o crucifixo. De preferência, um em cada cômodo. E não estamos falando apenas da cruz: o crucifixo é o Crucificado, é Jesus pregado à cruz, e não a cruz sozinha. Não é a cruz, como tal, que nos salva: é Cristo, que enfrenta e derrota a morte de cruz, iluminando as nossas próprias pequenas cruzes do dia-a-dia e transformando-as, com o nosso assentimento, em penhor de salvação.

Também são recomendáveis ícones ou imagens de Jesus, de Maria, de São José e do seu santo padroeiro. Mais ainda: é particularmente recomendado entronizar na sua casa o Sagrado Coração de Jesus, consagrando a Ele tanto a sua residência quanto, principalmente, a sua família que nela vive.

É interessante constatar, aqui, que “o mundo” considera todos esses elementos como “cafonas“. Ótimo ponto: serve como teste para a sua coerência. A sua casa prefere agradar ao mundo ou refletir autenticamente aquilo em que você acredita? É claro que não há necessidade de espalhar imagens por todos os cômodos e transformar a sua residência em um museu de peças sacras – além de resvalar em uma espécie de falta de temperança, isto poderia até raiar em falta de confiança filial: “Ah, se eu não encher a minha casa de imagens é porque estou cedendo à vergonha do que vão dizer, e, portanto, estou negando ou escondendo a minha fé”. Cuidado com essas ideias: não seja “católico” por medo. Ser católico não é nada disso. Seja espontâneo, seja simples. Você por acaso acha que uma pessoa que não espalha fotos dos pais, irmãos e filhos em abundância pela casa inteira é porque não gosta deles? Não é isso o que define o nosso amor. Saiba discernir entre a autenticidade e a artificialidade. Esclarecido isto, você encontrará maneiras de ser elegante sem renunciar à sua fé – ou de demonstrar a sua fé sem ser “cafona”.

Com a riquíssima história da arte católica, aliás, você vai facilmente encontrar elementos sacros que se harmonizem também com o seu gosto pessoal.

Pense, ainda, num altar doméstico ou num ícone instalado na parte da casa em que você costuma se recolher para rezar com mais frequência. Afinal, é este o sentido das imagens dentro da fé católica: recursos visuais que só têm razão de ser como meios para nos ajudar no recolhimento e no fervor. As imagens em si não são o alvo da nossa adoração – o que seria, pura e simplesmente, idolatria.

E não se esqueça do carro! Que tal um rosário e uma medalha de São Cristóvão no espelho retrovisor? Lembre-se, antes, de pedir a um sacerdote que os abençoe.

Por fim, você mesmo pode se revestir não só espiritual, mas também “externamente” de Cristo: passe a usar um crucifixo; conheça e adote uma medalha devocional e, principalmente, peça que um sacerdote lhe imponha o escapulário. Mais que lembretes visuais de que você é católico, eles são sacramentais: sinais visíveis da nossa fé e recursos auxiliares para nos estimular na união cada vez mais intensa com Jesus (nada de confundi-los com amuletos!).

Todos esses são recursos a ser adotados – mas há também os elementos a ser abandonados.

Há certos “adornos” que contradizem a fé católica: objetos ditos “místicos” em sentido esotérico ou ocultista, símbolos e ritos pagãos ou de crenças incompatíveis com a fé em Cristo, superstições, imagens e elementos mundanos que não condizem com as virtudes e valores cristãos…

E, mais importante, existem as atitudes a ser abandonadas em uma casa católica. Não só os pecados graves, o que sequer precisaria dizer, mas também aquelas posturas que, de tão comuns e “humanas” que são consideradas em algumas casas, parecem quase fazer parte da “paisagem natural” ali dentro: excesso de televisão ou internet, isolamento e falta de comunicação pessoal e construtiva, hábitos de preguiça e hedonismo, mau humor e irritabilidade, falta de educação e de caridade, falta de higiene e de cuidados consigo e com o próximo, excesso de foco nos prazeres da mesa…

Essas posturas devem ceder espaço ao respeito, ao serviço, ao cuidado, à atenção… Em suma: ao amor. Afinal, se o amor não estiver presente na sua casa, não existe mais nada que possa torná-la católica. Nem o próprio Deus, que só entra na sua vida se o seu amor O autorizar.

Aleteia

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Preocupava enormemente aos Pontífices contemporâneos a avalanche de secularismo que, passo a passo, ia estendendo-se em todos os ambientes. Ao mesmo tempo, não deixavam de ressaltar que percebiam sinais de um desejo interior, nas almas, de voltar ao espiritual; uma sede das coisas transcendentais e divinas.

João Paulo II definia o secularismo como “um movimento de ideias e costumes que faz total abstração de Deus”, que embriaga “pelo consumo e o prazer, sem preocupar-se pelo perigo de perder a própria alma” (Reconciliatio et Penitencia, 18).

Neste distanciar-se de Deus, acaba acontecendo na sociedade, o que Bento XVI qualificava como um “processo contínuo de descristianização” (10-12-2000). A instituição da família era -entre outras- uma das que mais sofria os embates deste penetrante fenômeno. Esta atmosfera de secularização foi se difundindo, em diversas partes do mundo, envolvendo especialmente aos jovens e submetendo-os à pressão de um ambiente no qual se termina por perder o sentido de Deus e, em consequência, se perde inclusive o sentido profundo do amor conjugal e da família, até o sentido mesmo do namoro, advertia o Pontifício Conselho para a Família (13-5-1996).
A sociedade em que vivemos, não compartilha, geralmente, os ensinamentos de Cristo Nosso Senhor, e não apenas tenta ridicularizá-las, mas também busca marginalizá-las na esfera privada. Pretendendo, em concreto, excluir a Deus da vida das pessoas.
A crise do mundo moderno levou os homens a perderem os pontos de referência do mistério de nossa Fé, o espiritual parece ter-se diluído; intoxicados pelos ritmos modernos que os rodeiam, estão sob o efeito do adormecimento que se produziu nas almas.

Fica assim manifestado o motivo pelo qual Paulo VI, entre os discursos de encerramento do Concílio (8-12-1965), incentivava aos artistas sobre o caminho a seguir, o da beleza, ao dizer-lhes: “Este mundo em que vivemos tem a necessidade da beleza para não cair na desesperança. A beleza, como a verdade é quem põem alegria no coração dos homens; é o fruto precioso que resiste à usura do tempo, que une as gerações e as faz comunicar-se na admiração”.

Quando escutamos ao salmista nas Missas cantando o Salmo 18: “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”, compreendemos o manifestar-se de Deus através da beleza da Criação. Assim também, as obras de um homem virtuoso manifestam a beleza da virtude. Esta essencial relação fundamenta a chamada “via pulcritudinis” -a via ou o caminho da beleza- que é, a presença do belo em suas mais variadas representações como meio para levar as almas até Deus, Beleza em essência. Pois todas as formas de beleza existentes refletem, de algum modo esse atributo dEle, como uma participação na beleza divina. Amar a beleza, encantar-se com ela, é um meio de crescer no amor de Deus, autor de toda beleza. Em sua manifestação leva a um abrir de horizontes nos corações, a um caminho até Deus, “eleva ao homem a adoração, a oração e ao amor de Deus Criador”, como nos ensina o Catecismo da Igreja (2502).

O viver aturdidos pelos ruídos da modernidade, o acelerado da vida, as novidades, o gozo das comodidades, acaba enfeitiçando, e portanto dominando, os homens de hoje. Não conseguem sair do pântano em que se encontram.

Todo ser humano recebe informação através de seus sentidos; pois é através deles que penetram os efeitos exteriores. É o meio de comunicação, que Deus colocou, para relacionar-se com o que o rodeia. Um fato histórico, de uma antiga crônica, nos ajudará a compreender. Relata que o príncipe Vladimir de Kiev (Rússia, 979-1015), enviou a distintos países da Europa dez de seus cavaleiros para buscar a verdadeira religião que devia difundir em seu principado. Os legados foram aos búlgaros, muçulmanos, e voltaram desiludidos. Foram depois aos alemães, cristãos latinos, e encontraram um culto frio, sem sentimento. Finalmente se dirigiram a Constantinopla, onde foram recebidos pelo Imperador, que os colocou em contato com o Patriarca. Convocado um ofício festivo, os legados tiveram a oportunidade de ver a beleza de uma solene celebração litúrgica, com o canto de seus hinos e o perfume do incenso, o majestoso edifício e a festiva veneração dos celebrantes. Tudo isso os deixou profundamente assombrados e maravilhados.

Em seu retorno a Vladimir “não podiam expressar-se facilmente em palavras pois, durante a celebração litúrgica, não sabiam se se encontravam na terra ou no céu”. Vemos que o evento ao qual assistiram comunicava, na alma destes legados, a alegria de estar diante da verdadeira Religião. Relato histórico? Lenda? Pois, seja como seja, sempre as lendas refletem em algo a verdade.

Bem podemos dizer que viveram uma experiência diante do nobre, belo e esplendoroso que penetrou neles. Não foram argumentos que os impactaram, foi como um dardo que estremeceu suas almas, sentiram o toque do belo em seu coração, abrindo-lhes os olhos.

O Papa Emérito Bento XVI comentava, em um dos tradicionais discursos do Papa aos artistas (21-11-2009): “A expressão de Dostoievski (que foi um dos principais escritores da Rússia do século XIX), que irei citar, é sem dúvida audaz e paradoxal, mas convida a refletir: ‘A humanidade pode viver -dizia- sem a ciência, pode viver sem pão, mas sem a beleza não poderia seguir vivendo, porque não haveria nada para fazer no mundo. Todo o segredo está aqui, toda história está aqui'”. Em sua conhecida afirmação “a beleza salvará o mundo”, este mesmo autor, via na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, a beleza da Verdade redentora.

Assim, portanto, será a beleza, impactando nos corações, a fórmula para enfrentar o secularismo reinante.

Por Padre Fernando Gioia, EP.

(Publicado originalmente em ‘La Prensa Gráfica’ de El Salvador)

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

Trent Nelson | The Salt Lake Tribune Motivational speaker Nick Vujicic speaks to students at Bryant Middle School and beyond about the dangers of bullying. The assembly was simulcast and streamed to some schools across Utah Thursday March 7, 2013 in Salt Lake City

OBS: A percepção católica de evangelização é mais ampla do que apenas “ficar de pé e aceitar Jesus”, embora acreditemos sim na necessidade de sinalização explicita e pública da fé que se manifestará através das obras. O ” confessar com a boca” é bíblico mas o contexto neotestamentário deixa claro qual o sentido amplo dessa confissão.

O famoso evangelista Nick Vujicic, que inspira milhões de pessoas em todo o mundo com sua história de esperança esteve pregando na Europa este mês.

Nascido sem braços e sem pernas, Vujicic é autor de vários livros e dá palestras motivacionais. Ao falar sobre sua passagem pela Ucrânia, ele postou nas redes sociais vários vídeo e fotos dos eventos de que participou.

Em um deles, comemora: “A noite passada foi incrível, 60% das 5.000 pessoas que estavam no auditório ficaram de pé para aceitar o Senhor Jesus Cristo. Estou aqui no canal da televisão nacional para fazer uma entrevista. Depois, vamos falar com membros do Parlamento e líderes do governo da Ucrânia”.

Em outro vídeo, contou sobre as cruzadas na Eslovênia, onde se encontrou com o presidente Borut Pahor. “Acabei de ter uma reunião com o presidente da Eslovênia, foi um incentivo maravilhoso e um momento enriquecedor. Amanhã vou falar com estudantes aqui na Eslovênia, por favor, orem por nós, e obrigado por seu amor, orações e apoio”, escreveu o evangelista.

Vujicic também contou que esteve em um famoso talk show esloveno, onde pôde compartilhar o Evangelho, orar pela apresentadora e por toda aquela nação.

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Nick vem ao Brasil este ano

Nick Vujicic virá ao Brasil em dezembro, quando fará apresentações em cinco capitais. Ele já esteve no país em 2013 e vários de seus livros estão disponíveis em português.

A trajetória de vida de Nick é um verdadeiro milagre. Nascido em 1982, com uma doença rara, conhecida como Síndrome de Tetra-Amelia, ele não tem braços nem pernas. Desde o início, seus pais ouviram que ele tinha pouca esperança de viver uma vida normal.

Filho de imigrantes sérvios que viviam na Austrália, Nick nasceu em Brisbaine, onde seu pai servia como pastor evangélico. Desde 2007 sua família vive na Califórnia.

Autor do best-seller “Uma vida sem limites”, ele conta que sofria de depressão quando criança, mas depois de alguns anos ele foi entendendo a sua condição e com uma fé exemplar, passou a rir de sua própria deficiência.

Aos 17 anos começou a dar palestras em um grupo da igreja que frequentava e fundou uma organização sem fins lucrativos para usar sua experiência e ajudar pessoas com deficiências.  Formado em comércio Exterior e Planejamento Financeiro, ele tem uma empresa de investimentos no mercado imobiliário e em ações.

Ele é casado e tem dois filhos. Seus vídeos são bastante populares na internet. Além de ser um palestrante motivacional, ele também faz cruzadas evangelísticas.

“Sei que existem pessoas que sentem-se incentivados ao ver como Deus pode usar um homem sem braços e pernas. Mas quero que todos saibam que não sou um super-herói, não se trata do que eu faço ou do que eu falo. É tudo pelo Espírito de Deus, pois tenho uma relação viva com ele “, afirma Vujicic.

Com informações de Christian Post

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O templo de São Patrício no centro de Londres, Inglaterra, realizou no dia 17 de setembro a Vigília ‘Nightfever’. A vigília, em seu segundo ano na capital inglesa, ocorreu no templo localizado no ‘Soho Square’ e os jovens convidaram aos transeuntes a ingressar para fazer um pouco de Adoração Eucarística.

“Todos estão convidados a unir-se a nós”, comentaram os organizadores em sua apresentação oficial. “Os transeuntes são convidados no templo belamente adornado à luz das velas para acender uma, oferecer pedidos e estar um tempo na presença do Senhor”. Durante a vigília, vários sacerdotes estiveram disponíveis, de forma que os adoradores também tiveram a oportunidade de aproximar-se do sacramento da Penitência e passar pela Porta Santa do Templo para ganhar a indulgência do Ano da Misericórdia.
A vigília ‘Nightfever’ começa com uma Missa às 18h, após a qual começa a Adoração Eucarística que se estende até às 22h30. Nesse momento os presentes entoam a oração litúrgica de Completas (que é a oração antes do descanso noturno) e recebem a bênção com o Santíssimo Sacramento. Em seu segundo ano em Londres, se celebraram neste mesmo templo vigílias em cada um dos meses de verão.

As ‘Nightfever’ começaram em 2005 após a Jornada Mundial da Juventude em Colônia, Alemanha e se estenderam a mais de 90 cidades na Europa e América do Norte.

As catedrais de Chicago e Nova York, nos Estados Unidos, as celebram com certa regularidade e são coordenadas por diversos departamentos de pastoral juvenil nos Estados Unidos. “A ideia por trás da ‘Nightfever’ é simples: Abrir a Igreja, convidar as pessoas e entrar e deixar a Cristo trabalhar”, comentaram os organizadores da ‘Nightfever Chicago’. “E o efeito é notável”. (GPE/EPC)

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Mel Gibson divulgou em uma recente entrevista o nome que terá a sequência do filme de 2004 “A Paixão de Cristo”, que levou às telonas as últimas 12 horas de vida do Senhor Jesus.

“Que fique claro que o seu nome não será ‘A Paixão de Cristo 2’, mas sim ‘A ressurreição’”, afirmou o ator, roteirista e diretor durante o festival religioso evangélico So Cal Harvest.

“É um tema muito importante e precisamos tratá-lo com cuidado, porque não queremos fazer apenas uma versão com imagens. Podemos ler o que aconteceu, mas experimentá-lo de verdade, explorar seu significado mais profundo, vai dar muito trabalho, e (o roteirista) Randall Wallace está disposto a fazê-lo”, explicou Gibson.

“Além de ser um escritor brilhante, é um grande diretor”, disse a respeito de Wallace, nomeado ao Oscar pelo filme Braveheart e que recentemente dirigiu e co-escreveu o drama baseado na fé “O céu é de verdade”.

O roteiro do filme “A Paixão de Cristo” foi baseado nos diários da mística Ana Catarina Emmerich (1774-1824) apresentados no livro “A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo” e foi traduzido para o latim, hebreu e aramaico por linguistas jesuítas em Los Angeles.

Além disso, custou 30 milhões de dólares e arrecadou mais de 611 milhões em todo o mundo.

Fonte: ACIdigital

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Aos 25 anos, Orzú Saidshoev se tornou o primeiro sacerdote nascido no Tajiquistão, um novo país de maioria muçulmana, onde segundo cifras oficiais há pouco mais de 300 habitantes católicos.

O Padre Orzú foi ordenado sacerdote no último dia 25 de junho na pequena cidade de Montefiascone, na Itália, e nas próximas semanas viajará como missionário à Rússia com a sua congregação, Instituto do Verbo Encarnado, uma das poucas organizações católicas que existem no país.

A República do Tajiquistão é um pequeno país da Ásia Central que tem uma população de 8 milhões de habitantes, dos quais 95% professam o islamismo. Em 1991, tornou-se independente da União Soviética. Seu território fez limite com o Afeganistão, Uzbequistão, Quirguistão e China.

“Sinto um pouco de temor, pois tenho uma responsabilidade muito grande de ser o primeiro (sacerdote nascido no Tajiquistão) e também muita alegria porque é um caminho muito alegre, um caminho de santidade para salvar as almas. É muito importante, como fizeram os missionários da Argentina que estavam no Tajiquistão, evangelizaram a missão e graças a eles eu estou aqui”, disse o presbítero ao Grupo ACI durante uma visita a Roma.

A pequena população católica do Tajiquistão tem “duas paróquias, uma delas na capital Duchambe, também temos três sacerdotes missionários da Argentina, três irmãs de nosso Instituto e quatro irmãs da congregação da Madre Teresa de Calcutá”.

Para o jovem sacerdote, a convivência com os muçulmanos sempre foi “mais ou menos boa porque nós somos muito poucos”.

“Não temos muitos problemas com isso. Eles nos respeitam e nós também os respeitamos”, embora reconheça que apesar desta boa relação, “não posso evangelizar em lugares públicos, nem posso usar a batina”, explicou.

“Peço a graça de perseverar neste caminho que não é fácil, é muito difícil, e também peço a graça de poder salvar muitas almas, para ganhar as almas e levá-las ao céu. Isso é a principal missão do ministério sacerdotal e assim também peço a graça de que no Tajiquistão possa haver muitos cristãos e possam se converter”, assegurou o sacerdote.

Na sua ordenação, esteve presente a sua mãe, que viajou do Tajiquistão para acompanhar o seu filho durante a celebração. “Estou muito feliz, tudo saiu bem. Quando voltar para a casa, compartilharei a minha alegria com meus amigos e minhas irmãs”, indicou.

Fonte: Rádio Vaticano

Brazil's forward Neymar celebrate on the podium during the medal presentation following the Rio 2016 Olympic Games men's football gold medal match between Brazil and Germany at the Maracana stadium in Rio de Janeiro on August 20, 2016.  Neymar struck the winning penalty as Brazil claimed a first ever Olympic football gold medal with victory over Germany at the Maracana on Saturday. / AFP PHOTO / Juan Mabromata

Na festa após a conquista da inédita e tão esperada medalha de ouro pelo futebol brasileiro, uma coisa chamou mais a atenção de dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) do que a felicidade da torcida e dos jogadores da Seleção: a faixa religiosa que Neymar ostentava na cabeça durante a cerimônia de premiação.

O adereço com os dizeres “100% Jesus” fere o regulamento do COI, que não permite manifestações de cunho comercial, político ou religioso nos pódios olímpicos. Em virtude disso, o Comitê prometeu enviar uma carta de reclamação à missão brasileira, segundo o Estadão. Apesar disso, nenhuma punição está prevista tanto para o atleta como para a delegação nacional.

Para a entidade, a atitude de Neymar ao usar a faixa foi apenas um deslize cometido pelo jogador e demais membros da seleção que não o alertaram para o descumprimento da regra. Ainda segundo o jornal, o COI também acredita que uma sanção mancharia a medalha de ouro conquistada pela Seleção, o que não é a intenção do Comitê.

A “vista grossa” feita pelo COI no caso de Neymar é mais um momento em que a entidade abriu mão de seu rigor contra mensagens consideradas alheias ao esporte durante os Jogos do Rio. Desde o início das Olimpíadas, a organização vem aceitando as mensagens políticas e religiosas de torcedores nas arenas olímpicas, algo comumente proibido pelo Comitê em suas competições. A Justiça brasileira foi responsável pela decisão de permitir o pleno exercício da liberdade de expressão pelo público nas praças esportivas.

Fonte: Jornal O Povo.

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Os responsáveis pela comunidade “Papa Giovanni”, do padre Oreste Benzi, tinham dito às jovens que havia uma surpresa, que um cantor famoso iria encontrá-las. No condomínio anônimo na periferia norte de Roma, ninguém percebeu a chegada do Papa Francisco. O carro entrou na garagem subterrânea, e o fizeram passar pelas escadas internas.

Na saída, porém, Francisco passou pela entrada principal, deixando atônitos os poucos transeuntes na rodovia anônima, entre um posto de gasolina e um supermercado. “Mas esse é o papa!”, disse uma senhora com as sacolas de compras; outra lhe ecoou, incrédula: “É o papa bom!”; e uma criança, que acompanhava a escolta do pontífice, repetiu: “O papa me deu cinco beijos”.

No apartamento que abriga as ex-prostitutas, algumas pouco mais do que meninas, assim que o papa saiu, começou a festa. Na pequena cozinha, há duas caixas de pizzas e um suco de laranja. As voluntárias e as jovens se abraçam. Do outro quarto, ainda se ouvem as palmas. Stefania, 22 anos, um nome falso para protegê-la, tem os olhos brilhantes e leva uma das mãos ao coração. No corpo, ela tem as marcas da sua história: o casal que a atraiu na Romênia, com a promessa de um emprego na Itália, cortou-lhe parte das orelhas, arrancou-lhe os cabelos e feriu os seus joelhos para forçá-la a se prostituir.

Quando você soube que o papa viria?

Os responsáveis só tinham nos avisado que viria uma pessoa importante, um cantor. Depois, vimos o papa, com o seu hábito branco! Eu não consigo acreditar que, hoje, eu o abracei e cantei com ele.

Ele falou com cada uma de vocês?

Sim, ele nos abraçou a todas e nos pediu perdão. Disse que se desculpava no lugar de todos os homens que nos fizeram mal, e nos agradeceu, porque nós o ajudamos.

Ele lhe perguntou a sua história?

Eu contei a ele como eu cheguei à Itália. Eu lhe disse que não queria ser prostituta. Eu acreditei naquele casal porque eram pessoas do meu país, tinham me assegurado que eu trabalharia como empregada doméstica ou como babá. Em vez disso, me bateram para ficar nas ruas.

Como o papa reagiu ao seu relato?

Ele me escutou. Eu também lhe mostrei as feridas que ainda tenho. Você vê as minhas orelhas? (Desloca os cabelos que estão crescendo novamente e mostra as orelhas mutiladas.) Depois, ele me abraçou e me deu um terço e um envelope.

O que tinha no envelope?

Nós ainda não os abrimos, não sei, mas não quero dizer, porque é um presente nosso, algo que o papa nos deu, a cada uma de nós.

Como você chegou à comunidade do padre Benzi?

Eles me ajudaram a denunciar os exploradores e, depois de ter sido hospitalizada por um mês, eles me perguntaram se eu queria ficar em uma das casas deles, porque eu precisava de um lugar seguro. Eu tinha muito medo, temia que alguém fizesse mal à minha família. Agora, também encontraram um trabalho para mim. Sou uma pessoa renascida, recomecei a viver como se fosse uma criança.

Você disse isso ao papa?

Sim, e ele me disse para ter confiança, para seguir em frente. Ele me disse que eu fui corajosa e devo continuar.

Você é religiosa? Vai à igreja?

Isso não tem nada a ver. Aqui, há cristãs evangélicas, católicas e pessoas que não falam da sua religião. Nas comunidades “Papa Giovanni XXIII” não nos perguntam se somos fiéis. Todas nós tivemos a mesma emoção, porque esse papa é uma pessoa especial. Quando ele nos abraçou, pensamos que, finalmente, tínhamos voltado a ser mulheres normais, esquecemos por que estamos aqui.

jornal La Repubblica

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Após uma acidentada rodagem, o diretor de formação católica, apresentará em dezembro o drama de dois jovens jesuítas que vão ao Japão em busca de um missionário que perdeu sua fé após sofrer inúmeras torturas.

O diretor de cinema Martin Scorsese, finalmente irá estrear, em dezembro, seu aguardado filme Silêncio. Um filme que está na mente do cineasta desde 2004 e que contará o drama dos cristãos perseguidos no Japão dos samurais

Scorsese, de formação católica, explica que a história será protagonizada por Liam Neeson, Adam Driver e Andrew Garfield, e tratará de dois jovens jesuítas que vão ao Japão em busca de um missionário que perdeu sua fé após sofrer inúmeras torturas. Ali viverão a experiência da perseguição.

O filme, produzido pela Paramount, viveu uma rodagem muito acidentada durante as 14 semanas de filmagens em Taiwan. Segundo conta Religión en Libertad, em janeiro de 2015, um teto caiu, causando a morte de um funcionário e ferindo outros três.

O diretor baseou o roteiro do seu filme no romance Silêncio, do escritor católico japonês Shusaku Endo (1913-1997). Uma história ambientada no Japão dos séculos XVI e XVII, e que se centra principalmente no choque de mentalidades entre a espiritualidade dos jesuítas espanhóis e portugueses e o pragmatismo materialista dos japoneses.

O autor escreveu este romance após anos de estudos da literatura cristã francesa e de autores como Paul Claudel ouEmmanuel Mounier.

A perseguição de cristãos no Japão

As primeiras perseguições de convertidos japoneses aconteceram em nível local, provocadas principalmente pelos protestantes ingleses e holandeses, pelo clero budista e a nobreza. Os ataques aconteceram até 1873, chegando a se expandir por todo o império

O romance conta como os jesuítas começam a pregar no país sob o assédio das autoridades. A perseguição fez os religiosos e o padre Sebastián Rodríguez, enviado ao Japão para consolar os que ali se encontravam e julgar um padre apóstata, se colocarem a questão de se realmente valia a pena sofrer tantas desgraças, inclusive quem é verdadeiramente Jesus e o papel de Deus.

Os missionários católicos chegaram ao Japão em 1549 e embora, em um princípio, a fé cristã parecesse não tocar a comunidade nipônica, finalmente se estabeleceu no país. Em 1600, já havia 95 jesuítas estrangeiros no país (57 portugueses, 20 espanhóis, 18 italianos) e ao menos 70 jesuítas nativos do Japão.

O auge do cristianismo provocou, em 1614, o início de uma perseguição sistemática contra os cristãos e que se proibisse os padres de continuarem sua pregação. Desse momento em diante, o cristianismo entrou na clandestinidade e, segundo os historiadores, pelo menos 18 jesuítas, sete franciscanos, sete dominicanos, um agostiniano, cinco sacerdotes seculares e um número desconhecido de jesuítas nativos foram descobertos e executados.

A perseguição provocou mil mártires diretos e milhares de cristãos leigos morreram por causa de doenças e da pobreza aos sofrerem o confisco dos seus bens.

Durante 240 anos o Japão permaneceu fechado ao mundo e embora algumas comunidades tenham tentado manter o cristianismo sem contato com o exterior e sem sacerdotes, o número de católicos diminuía e iam se afastando do cristianismo.

Fonte: Actuall

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O Deus dos millennials morreu ou está mal. É o que dizem as últimas pesquisas sobre a fé das novas gerações. São cada vez mais os jovens que se declaram ateus, agnósticos ou indiferentes, mesmo que provenham não de um histórico laico, mas de uma educação católica (e nunca de uma má educação).

Quase três em cada dez jovens, entre os 18 e os 29 anos de idade, “parecem ter removido da sua carteira de identidade uma referência última e transcendental”. E, entre os muitos que continuam se professando crentes, prevalece um substancial desinteresse pela fé e pela oração: mais do que na dimensão espiritual, o catolicismo sobrevive como herança cultural ou laço social, sem muitos envolvimentos interiores.

Embora com ênfases diferentes, o aumento dos não crentes no mundo juvenil é registrado por livros e revistas que se interrogam sobre o porte do fenômeno. Mais interno à Igreja, é o livro Dio a modo mio [Deus a meu modo], que apareceu no último número da revista La Civiltà Cattolica, que faz referência a 150 testemunhos recolhidos por Rita Bichi e Paola Bignardi.  

De marca laica é a nova e articulada pesquisa publicada pela editora Mulino, organizada por Franco Garelli, o sociólogo católico aluno de Luciano Gallino, que entrevistou quase 1.500 jovens representativos das várias áreas da Itália (Piccoli atei crescono [Pequenos ateus crescem]).

Para além do método diferente e da inspiração diferente, não muda a fotografia de uma paisagem juvenil cada vez mais secularizada, em que a fé, mesmo quando existe, se torna cada vez mais subjetiva e evanescente.

“Uma geração sem Deus?” O ponto de interrogação é obrigatório – como está no subtítulo da investigação da editora Mulino – porque a busca do sagrado é uma característica irrenunciável entre os jovens, até mesmo sob formas imprevisíveis.

Quem mais desaparece entre os mais jovens é o Deus com letra maiúscula, o Senhor aterrorizante do Antigo Testamento, substituído por outro mais modesto, o deus minúsculo das pequenas coisas, que não é mais uma entidade repleta de mistério, mas tem a ver com a busca de uma harmonia pessoal.

No lugar da dimensão da transcendência e da eternidade, entra a da imanência e a temporalidade. E o Deus do temor dá lugar à figura do amor. No fundo, aconteceu com Deus aquilo que aconteceu com o pai, defende uma das jovens entrevistadas por Garelli. “Antigamente, eles eram mais pais e chefes. Agora, são mais permissivos e se deixam submeter pelos próprios filhos. Porque, se pensamos em Deus como nosso pai, sabemos que Ele nos quer bem mesmo que nós nem Lhe demos bola”.

Mas é preciso ter cuidado para não ceder ao lugar-comum sobre a superficialidade e sobre a apatia moral dos mais jovens: muitos deles rejeitam a primazia da não crença, que eles devolvem de bom grado àqueles que vieram antes deles. Nós, “a primeira geração incrédula”?

Não brinquemos, responde a maioria dos jovens entrevistados. A idade de ouro da fé – cultivada pelos avós, conservada pelos pais e dissipada pelos filhos – é uma representação enganosa que toma um caminho equivocado. Porque quem rompeu o pacto religioso, com os seus comportamentos oscilantes e marcados pelo conformismo social, foram a mãe e o pai.

E, também no campo da religiosidade, repropõe-se a aliança geracional com os avós, que, muitas vezes, se verifica na política ou em outras áreas da existência: o modelo dos avós é julgado como criticável e culturalmente distante, mas nítido e coerente. Enquanto o comportamento dos pais e das mães é incerto, desfocado, intermitente. Em uma palavra, decepcionante no plano do testemunho.

“Nós levamos a bom termo aquilo que foi semeado no passado”, diz um jovem não crente. A ruptura da tradição é uma herança, não uma elaboração original. “A minha geração não é incrédula, mas sim irritada por causa do senso de abandono profundo e visceral”, responde outro millennial.

E a síntese chega de uma jovem da sua idade: a religião é mistério e confiança, e nós não podemos nos permitir nem o mistério nem a confiança. Nada de geração superficial, acostumada a surfar na onda do digital. Nada de desorientação ética. É proibido confundir a fuga de Deus com a perda de uma demanda espiritual.

A busca de sentido e do “além da imanência” ocorre através de modalidades e rituais diversos. A oração, por exemplo. A pesquisa de Garelli nos mostra que, se é verdade que 30% dos jovens não rezam nunca, a pulsão ao Pai Eterno também pode mover uma parte dos jovens não crentes, que, talvez, renunciam ao Pater Noster, mas não ao silêncio, à meditação, à leitura da Bíblia ou ao atravessamento dos meandros desconhecidos da própria interioridade. E o modo de rezar também muda entre os católicos mais convictos.

Entre crentes e não crentes, podem existir zonas de contiguidade impensáveis há algumas décadas. E essa é outra figura original dos millennials, que derrubam muros e perímetros do passado, substituídos por fluxos contínuos entre um campo e outro.

“É uma geração pós-ideológica”, diz Garelli. “Esses jovens se livraram dos pesos da história. E se abrem às razões dos outros, embora não as compartilhem”. O anticlericalismo à moda antiga parece ser uma moda decaída; os profissionais do ateísmo, figuras militantes ultrapassadas e um pouco indigestas.

“Embora bem convencidos de não terem um céu acima deles, muitos jovens não crentes consideram legítimo crer em Deus, mesmo na sociedade contemporânea, negando, portanto, a ideia de que a modernidade avançada é o túmulo da religião. E, vice-versa, muitos crentes estão conscientes de como é difícil professar uma fé religiosa nas atuais condições de vida.”

O que leva um jovem a se afastar de Deus? O agnosticismo se aninha, especialmente, entre os filhos dos separados, “entre aqueles que viveram a ruptura dos laços familiares ou a perda da certeza afetiva”, explica Garelli.

O que racha a fé podem ser as fraturas existenciais, como a perda do trabalho ou uma condição precária. Mas também a estranheza em relação a uma Igreja percebida como hierarquia pomposa e injusta, reino do privilégio e da riqueza, e não dos últimos. E isso apesar da revolução de Francisco, o papa das periferias e dos simples.

Ou, melhor, um fato que surpreende é que há bolsões de resistência em relação a uma figura como Bergoglio, mas que é criticado não tanto pelos ateus, mas sim por uma pequena parte da minoria dos crentes convictos. E é assim que o papa argentino parece estar mais à frente de algumas áreas da sociedade italiana que o criticam por “privilegiar o social em comparação com o sagrado”, por “colocar crentes e não crentes no mesmo plano” e por “encorajar uma presença estrangeira cada vez mais pesada”. Contradições internas àqueles que se professam católicos praticantes.

O Deus dos millennials não está muito bem, mas a Itália ainda é o país onde “até mesmo os ateus são católicos”, casam-se na igreja e preferem o funeral religioso. O núcleo duro dos jovens italianos não crentes (28%) ainda é pequeno em comparação com países como Suécia, Alemanha, Holanda, Bélgica e França, onde “o vento da morte de Deus já sopra com força”, chegando, entre os mais jovens, a percentuais ao redor dos 50/65% (enquanto nos fervorosos Estados Unidos os céticos não chegam a 18%).

O que chama a atenção na Itália é o ritmo de crescimento dos agnósticos (não chegavam a 10% na virada do século), talvez favorecido pelo clima cultural em mudança. Hoje, os jovens italianos se sentem mais livres para negar a Deus, advertindo “que desapareceu o estigma que, antes, tocava incrédulos e descrentes”.

Além disso, a religiosidade, entretanto, continua nos bastidores, “embora seja um pano de fundo cada vez mais distante do palco da vida”.

Neste momento, substancialmente, não se registram sobressaltos. Esperemos para ver como serão os próximos capítulos.

A reportagem é de Simonetta Fiori, publicada no jornal La Repubblica