Sabendo que cada criança é única e tem o seu próprio ritmo, você pode (e deve) fazer a sua parte para incentivá-la em seu pleno desenvolvimento

Por volta do terceiro aniversário, o mundo de seu filho está repleto de fantasia e vívida imaginação. São anos de tremendo crescimento!

Mas quais são os marcos de desenvolvimento que a criança costuma atingir entre os 3 e 4 anos de idade?

Seguindo critérios da Academia Americana de Pediatria no livro “Caring for Your Baby and Young Child: Birth to Age 5”, vamos considerar algumas conquistas específicas que são próprias dessa idade:

Habilidades motoras gerais

  • Pular e se apoiar em apenas um pé durante até 5 segundos
  • Subir e descer escadas sem apoio
  • Chutar uma bola para frente
  • Lançar uma bola com a mão
  • Conseguir agarrar, na maioria das vezes, uma bola quicando
  • Mover-se para frente e para trás com agilidade

Habilidades motoras finas (mãos e dedos)

  • Copiar formas quadradas
  • Desenhar pessoas com 2 a 4 partes do corpo
  • Usar tesouras
  • Desenhar círculos e quadrados
  • Começar a copiar algumas letras maiúsculas

Conquistas na fala

  • Dominar algumas regras básicas da gramática
  • Construir frases de 5 a 6 palavras
  • Falar com clareza suficiente para ser entendido por estranhos
  • Contar histórias

Conquistas cognitivas

  • Saber o nome correto de algumas cores
  • Entender o conceito de contar e reconhecer alguns números
  • Lidar com problemas de um ponto de vista individual
  • Começar a ter clara noção do tempo
  • Seguir ordens de três partes
  • Lembrar partes de uma história
  • Entender os conceitos de “igual” e “diferente”
  • Participar de brincadeiras de imaginação e fantasia

Marcos sociais e emocionais nessa fase

  • A criança se interessa por experiências novas
  • Colabora com outras crianças
  • Torna-se cada vez mais criativa nas brincadeiras de imaginação e fantasia
  • Consegue se vestir e se despir
  • Negocia soluções para dilemas e problemas
  • É mais independente
  • Considera a si mesma como uma pessoa com corpo, mente e sentimentos
  • Frequentemente, não consegue distinguir entre fantasia e realidade

Lembre-se: cada criança se desenvolve no seu próprio ritmo!

Como cada criança se desenvolve à sua maneira, é impossível dizer exatamente quando ou como cada um deve aperfeiçoar certa habilidade específica. Esses marcos de desenvolvimento dão uma ideia geral das mudanças que podem ser esperadas à medida que as crianças crescem, mas você não precisa ficar alarmado se levar um pouco mais ou um pouco menos de tempo para que o seu filho os alcance. Cada criança é única!

A melhor maneira de apoiar as crianças no seu crescimento é estar perto delas, dedicar tempo a elas, estimulá-las entrando no seu próprio mundo e, acima de tudo, dar-lhes muito amor. Não é apenas a quantidade de tempo que passamos com elas: é também e principalmente a qualidade do tempo. As crianças se sentem estimuladas quando se sentem amadas e protegidas.

Fonte original: Aleteia

Conheci muitos casamentos felizes, mas nunca um compatível. O objetivo do casamento é lutar contra o instante em que a incompatibilidade torna-se inquestionável, e sobreviver a ele. Pois um homem e uma mulher, tais como são, são incompatíveis.” (G.K. Chesterton. O que há de errado com o mundo)

Os conflitos conjugais são uma realidade séria. De simples desacordos a grandes conflitos, todo casal tem discussões. Não se deixe enganar pelos “casais perfeitos” do Facebook e do Instagram. As pessoas não vão postar aspectos negativos de suas vidas. Alguns casais afirmam que nunca tiveram uma diferença de opinião durante toda a sua vida conjugal. Isso é realmente possível? É difícil acreditar que Deus já fez duas pessoas tão parecidas em todos os sentidos que suas opiniões coincidiram em tudo!

Um conflito deve ser resolvido antes que fique fora de controle. Mesmo as pequenas divergências, se não forem resolvidas, podem infeccionar por anos e um dia explodir como um vulcão.

Algumas brigas nunca terminam, elas duram anos, enquanto outras parecem desaparecer sem chegar a uma conclusão, aprofundando assim o ressentimento.

O primeiro choque geralmente ocorre algumas semanas ou meses após o casamento, quando percebemos que nosso cônjuge “perfeito” não é tão perfeito assim, e começamos a nos irritar com pequenas “imperfeições” em sua personalidade. Isso é perfeitamente normal e deve ser trabalhado.

Esta lista ajudará você a trabalhar algumas situações de conflito em seu casamento.

1. Desentenda, mas supere 

  • Não evite brigas a qualquer custo. Desentendimentos são uma parte saudável do relacionamento e todo casal os tem. O que é mais importante é como você briga. Quando houver um conflito, supere-o, para não permitir que uma briga destrua seu amor. Sempre tendo em mente que seu cônjuge não é seu inimigo. Trabalhar seus desentendimentos fará de vocês um casal mais forte. 

 2. Não fique em silêncio 
  • Quando há uma briga, é importante se comunicar e falar sobre isso. Recusar-se a falar com a outra pessoa só vai piorar a situação. É claro que, no começo, você pode ficar em silêncio para mostrar que está com raiva, mas não prolongue esse silêncio por muito tempo. Quando seu cônjuge vier até você depois de algum tempo e disser que quer falar sobre isso, não recuse. Não importa o que aconteça, não vá dormir com raiva. “Não deixe o sol se pôr em sua raiva. Ir para a cama com raiva fará você pensar mais e desenterrar ainda mais problemas. Você não estará feliz automaticamente na manhã seguinte.

3. Lembre-se você mesmo: “eu não sou perfeito(a)”

  • Muitos conflitos surgem quando um cônjuge constantemente culpa a outra pessoa por tudo que está errado. Nenhum marido e nenhuma esposa são perfeitos. Estar ciente de que os dois não são perfeitos irá ajudá-los a encontrar uma solução. O casamento implica ser flexível e abrir espaço para a personalidade do seu cônjuge. No coração de todo conflito está o eu, o ego. O verdadeiro problema é que, mesmo dentro do casamento, quero que minha liberdade irrestrita faça o que me agrada, esperando, ao mesmo tempo, a aprovação incondicional do meu cônjuge. Em outras palavras, quero ser o sol com meu cônjuge orbitando a minha volta como um planeta dedicado.

  • Nos casos em que a questão se tornar séria, peçam a um amigo(a) em comum (uma pessoa em quem ambos confiam e que seja objetiva e neutra) para mediar entre os dois. Pode ser um amigo confidente da família, um membro da família ou até mesmo um padre. Pode haver momentos em que ir juntos para aconselhamento matrimonial seja, talvez, inevitável. Não se recuse a ir mesmo se você acha que o outro é que tem culpa. O objetivo da mediação é ajudar os dois a resolver seus problemas, não para determinar quem foi o culpado. Lembre-se de que, afinal, você ama seu cônjuge, quer permanecer casado(a) e a outra pessoa provavelmente sente o mesmo por você. 

5. Não faça ameaças 

  • Não diga coisas ofensivas quando estiver zangada(o), o que pode causar uma divisão permanente entre você e seu cônjuge. Não ameace o divórcio, nem saia de casa ou qualquer outra coisa. Faça um acordo para nem mesmo mencionar essa palavra em seu casamento, não importa o quão ruim seja a discussão ou a situação (supondo que não haja abuso ou infidelidade). Quando você está se sentindo completamente furiosa(o), apenas se afaste por um momento, e dê à sua mente e coração tempo para soltar o vapor

6. Não traga o passado  

  • Mantenha sua conversa fixa no problema atual. Não tente expor todas as outras circunstâncias quando estiver insatisfeita(o) com seu cônjuge. Muitas coisas no passado são apenas isso, história, e nada pode ser feito sobre isso. Manter uma lista de erros do passado não ajuda seu relacionamento. Você pode ficar para sempre infeliz no passado ou pode decidir ser feliz no futuro.

7. Não lave sua roupa suja em público 

  • Lembre-se de que, por mais que você esteja chateada(o), seu cônjuge merece seu respeito e proteção em público. Não fale sobre seus problemas na frente dos outros, e, pior ainda, não reclame do seu cônjuge com seus parentes e amigos. E nunca brigue na frente de seus filhos. Seja a fortaleza de seu cônjuge em público, não importa se você tiver desentendimentos em casa

8. Peça desculpas

  • Quando você sabe que cometeu um erro, não deixe que o orgulho atrapalhe você a pedir desculpas. Muitas vezes, as palavras mais amorosas em um casamento não são “eu te amo”, mas “por favor, desculpe-me”. Ter a humildade de admitir que você estava errada(o) e pedir perdão quebra barreiras entre você e seu cônjuge e ajuda a reconstruir seu relacionamento. Alguns pensam que pedir desculpas é um sinal de fraqueza. Algumas pessoas têm medo de perder o contato com as pessoas que amam se admitirem suas falhas. Mas o oposto é verdadeiro; ser honesto sobre si mesmo, realmente fará você ganhar mais respeito do outro.

9. Tire um tempo para você 

  • Em casos extremos, onde há abuso emocional ou físico, ou infidelidade contínua, não é errado tirar um tempo e se separar do seu cônjuge por um período de tempo. Na verdade, é provavelmente a coisa certa a fazer. Muitas vezes, o cônjuge que errou só chega a uma profunda compreensão de seus defeitos quando o outro sai de casa. No entanto, este passo deve ser tomado com extrema prudência. Geralmente é um último recurso. Também não pense em “divórcio” imediatamente. Muitos conflitos são curados com o tempo. Separação, não divórcio, é o melhor passo nessas circunstâncias.

O amor não é um mero sentimento, pois amar exige uma firme decisão. Você tem que trabalhar a si mesma(o) ao invés de ficar tentando mudar o outro. Mas esse trabalho deve ser feito em conjunto, com a graça de Deus e através da oração

Penso muitas vezes nas bodas de Caná. O primeiro vinho deixou-os felicíssimos: é o enamoramento. Mas não dura até ao fim: deve aparecer um segundo vinho, isto é, deve ferver e crescer, amadurecer. Um amor definitivo que se torne realmente «segundo vinho» é mais lindo, é melhor do que o primeiro vinho. E é isto que devemos procurar”. – Papa Bento XVI

Fr Joshan Rodrigues

O Papa Francisco atualizou os estatutos do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, acrescentando, entre outras coisas, uma referência específica à sua responsabilidade de promover uma reflexão mais aprofundada sobre o papel das mulheres na Igreja e na sociedade.

“O organismo trabalha para aprofundar a reflexão sobre a relação entre homem e mulher em suas respectivas especificidade, reciprocidade, complementaridade e igual dignidade”, diz o novo estatuto. “Valorizando o “gênio” feminino, dá a sua contribuição na reflexão eclesial sobre a identidade e missão da mulher na Igreja e na sociedade, promovendo sua participação”.

Os novos estatutos, aprovados pelo Papa a título experimental, foram lançados pelo Vaticano no dia 8 de maio e entrariam em vigor no dia 13 de maio. Eles substituem os estatutos publicados em junho de 2016, pouco antes de o novo escritório começar a operar sob a liderança do cardeal dos EUA, Kevin Farrell.

Embora grande parte dos artigos dos estatutos tenha sido alterada, o novo conjunto eliminou o requisito de o escritório ter três seções separadas — para leigos, para a família e para a vida —, cada uma presidida por um subsecretário. No entanto, segundo os novos estatutos o escritório terá “pelo menos dois subsecretários leigos”.

O artigo introdutório acrescentou uma referência para como, “segundo os princípios da colegialidade, sinodalidade e subsidiariedade”, o dicastério deve manter relações com as Conferências Episcopais, Igrejas locais e outros órgãos eclesiais, promovendo a colaboração entre eles.

E, em resposta ao chamado do Papa Francisco em “Amoris Laetitia” para melhorar os programas de preparação para o matrimônio, os novos estatutos exigem que o dicastério ofereça “diretrizes para programas de treinamento para preparar para o matrimônio e para jovens casais”.

Os estatutos também dão uma maior responsabilidade ao dicastério de expressar “o cuidado pastoral da Igreja também em relação a situações chamadas ‘irregulares'”, como casais que vivem juntos e casais que se divorciaram e casaram novamente no civil.

O novo documento também expandiu as referências aos cuidados do escritório com jovens e jovens adultos, promovendo seu envolvimento na Igreja e defendendo suas necessidades na sociedade.

O dicastério, segundo o estatuto, “expressa a preocupação específica da Igreja com os jovens, promovendo seu protagonismo em meio aos desafios do mundo atual. Ele apoia as iniciativas do Santo Padre no campo do ministério juvenil e está a serviço das conferências episcopais, dos movimentos e das associações juvenis internacionais, promovendo sua colaboração e organizando reuniões em nível internacional”.

Fonte: Catholic News Service

Engole… Engole! É só água. Tua boca tá cheia d’água. Engole. Então cospe. Aqui, cospe. Cospe!

Ouvi de dentro de meu apartamento. Logo acima do play. Só poderia ser uma cuidadora de idoso ou uma babá de criança. Fui à varanda. Vi uma senhora numa cadeira de rodas, bem vestida e elegante, com um chapéu para proteger do sol. E a cuidadora uniformizada. Não havia agressão física. A cuidadora apenas dava ordens impacientes.

Pensei no que pode ter sido a vida daquela mulher. Cresceu, estudou, amou, trabalhou, teve filhos, viajou, discutiu, chorou, riu. Como todos nós, uns mais, outros menos. E agora estava ali, à mercê de alguém sem preparo e sem sensibilidade para perceber que ela não fazia de propósito. Simplesmente desaprendera ou não conseguia mais deglutir. Por falta de coordenação central e motora. (…) 

Hoje, grande parte de minha geração tem pais muito idosos. Mais ou menos lúcidos. Mais ou menos dependentes. Com frequência, nas famílias, apenas um filho se responsabiliza de verdade pelo pai ou pela mãe, os outros são figurantes. Essa função nos obriga a tomar atitudes para as quais nunca nos preparamos. Não há curso nem manual. Somos testados em nossa generosidade e compaixão.

A primeira-ministra britânica Theresa May criou em janeiro o Ministério da Solidão para enfrentar “a epidemia oculta da sociedade moderna”: idosos que não têm ninguém ou, pior, que são ignorados por seus filhos. Não recebem visitas, não ganham presentes nem beijinhos. Irritam os filhos por dar trabalho, por ficar doentes, por não escutar direito, por esquecer, por desaprender de conversar ou até de deglutir. Os velhos percebem quando os filhos não desejam mais sua companhia. Uns se envergonham de pedir atenção. Outros protestam, carentes. E muitos desejam, nesse momento, morrer. Não conseguem engolir a solidão.

A psicóloga Ana Fraiman é dura com o egoísmo de filhos e netos convictos de que bastam algumas poucas visitas, rápidas e ocasionais, para ajudar no bem-estar dos mais velhos. Muitas vezes, “os abandonos e as distâncias não ocupam mais que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas.” Ana percebe que nasceu uma geração de pais órfãos de filhos vivos. “Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão, talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo, mas da crença de que seus pais se bastam”.

Uma providência para quem deseja morrer com dignidade é viver com dignidade. Uma das formas de viver com dignidade é amar quem se dedicou a nós. Demonstrar em pequenos gestos. Você já comprou um ovo de Páscoa para seu pai ou sua mãe neste domingo?

Ruth de Aquino, jornalista

O Arcebispo de Braga, Portugal, Dom Jorge Ortiga, apresentou na quarta-feira, 17 de janeiro, um serviço de acompanhamento de divorciados em segunda união, a fim de ajudá-los em processos de nulidade ou, na impossibilidade destes, promover uma maior integração destes casais na vida eclesial, ressaltando que não se está oferecendo a estas famílias uma “autorização geral” para voltar a receber aos sacramentos.

“A primeira ajuda a oferecer aos fiéis divorciados que vivem em nova união é o disponibilizar de um serviço de informação e aconselhamento para averiguar a existência de algum fundamento que possa introduzir a causa de declaração de nulidade do matrimônio no Tribunal Eclesiástico”, afirmou o Arcebispo Primaz, Dom Jorge Ortiga em coletiva de imprensa.

O Prelado acrescentou que, “aos que não podem obter a declaração de nulidade mas querem viver a fé cristã numa boa relação com Deus e com a Igreja, é proposto um ‘itinerário de responsável discernimento pessoal e pastoral’, com o objetivo de uma maior integração”, com base no capítulo VIII da exortação apostólica Amoris Laetitia, intitulado “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”.

As indicações a respeito desse novo serviço de acompanhamento das famílias está na Carta Pastoral “Construir a Casa sobre a Rocha”, documento que “procura apenas sublinhar resumidamente algumas orientações para esta renovação pastoral, nomeadamente no que respeita à preparação para o matrimônio, ao acompanhamento de casais jovens e à integração eclesial dos divorciados que vivem em nova união”, como resumido em sua introdução.

Segundo Dom Jorge Ortiga, o “Serviço Arquidiocese de Acolhimento e Apoio à Família” pretende “disponibilizar um acompanhamento integral e multidisciplinar” dos desafios e problemas que as famílias enfrentam, “com seriedade e sempre de forma fiel à doutrina da Igreja”.

Nesse sentido, o novo serviço tratará de diversas questões como a violência doméstica, dependências, vida matrimonial e sexual, questões de foro espiritual, além da situação dos divorciados recasados. Conta ainda com uma “equipe estável”, composta por uma jurista em Direito Canônico e Civil, um psicólogo, um psiquiatra, uma médica de Medicina Geral e Familiar e três sacerdotes jesuítas.

Em relação aos divorciados recasados, além de apresentar “critérios de orientação pastoral para a aplicação do capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris Laetitia”, o documento apresenta ainda um anexo com “Proposta de elementos práticos para um processo de acompanhamento, discernimento e integração de pessoas divorciadas em nova união civil”.

Ao ressaltar que “a primeira ajuda” a oferecer a esses casais em nova união é averiguar a possibilidade de “introduzir a causa de declaração de nulidade”, o Arcebispo explicou que pretendem “agilizar o acesso ao Tribunal eliminando, entre outros aspectos, a ideia de que é um processo demasiado longo e caro”.

Entretanto, para os casos em que o processo de nulidade não seja uma opção, a Arquidiocese passa a oferecer um serviço que, conforme explica, envolve a oração, o acompanhamento de um diretor espiritual, exercícios e atividades várias em um itinerário que visa a “procura da vontade de Deus” e pode levar vários meses, podendo resultar em diferentes respostas.

“Os casais têm de estar prontos, por exemplo, para aceitar que não existem respostas pré-concebidas nem metas previamente definidas. Se assim não fosse, nada haveria a discernir”, afirmou o Arcebispo na coletiva de imprensa.

Sobre a possibilidade de o casal ter acesso aos sacramentos, nomeadamente à reconciliação e à comunhão, a Arquidiocese ressalta que isto “não está previamente garantido e que dependerá de várias etapas”.

O Prelado ressaltou ainda que o documento não deve ser visto como uma “autorização geral” para o acesso aos sacramentos por parte de divorciados em nova união e que o processo de discernimento pode culminar em outras formas de integração na vida da Igreja.

Como exemplos, citou uma “maior presença na comunidade, participação em grupos de oração ou reflexão ou compromisso nos diversos serviços eclesiais”.

“Este itinerário de discernimento, feito de oração, revisão de vida e abertura à vontade de Deus, tem um propósito: valorizar a importância da consciência pessoal na vida dos cristãos e da Igreja”, indicou.

Em resumo, o Arcebispo de Braga declarou que, “neste ministério do discernimento, deve evitar-se cair em dois extremos: o rigorismo e o laxismo”.

De acordo com o Prelado, este é um tema acerca do qual “todos os bisposestão sensíveis”. Além disso, ao admitir “uma resposta a nível nacional, de todos”, referiu que cada Bispo na sua Diocese está orientando este serviço “como melhor entender”.

Fonte original: ACI

Dom Jorge Ortiga durante apresentação do serviço de acompanhamento das famílias / Foto: Arquidiocese de Braga

Geração mimimi, ou geração “Metholate que não arde”. O fenômeno parece evidente: os millennials não parecem preparados para a vida, pois vivem em bolhas protegidos de tudo, até de ofensas e “microagressões”, em “locais seguros” inclusive nas universidades.

Crianças “brincam” em locais cada vez mais controlados, sem “riscos”, e com os pais no comando. Policiais são chamados para prender crianças que cortam galhos de árvore, rolam na grama ou tentam vender suco na esquina, sem licença estatal. A paranoia salta aos olhos: perigo, perigo por toda parte! É preciso fechar os pimpolhos numa redoma.

Os efeitos dessa postura super protetora podem ser observados facilmente. Os jovens de hoje estão hipersensíveis, despreparados para o mundo real, confundindo seus desejos com direitos inalienáveis. Eles estão mimados, em suma.

Jonathan Haidt, autor do excelente The Righteous Mind, que resenhei aqui, escreveu um importante ensaio sobre a “geração frágil” com Lenore Skenazy, para a reason.com. Os autores procuram mostrar como o excesso de zelo com a segurança dos filhos acabou tendo um efeito bumerangue, e hoje eles se encontram mais fragilizados e incapazes de vencer as batalhas da vida. Eles escrevem:

Tivemos as melhores intenções, é claro. Mas os esforços para proteger nossos filhos podem ter ricocheteado. Quando criamos crianças que não estão acostumadas a enfrentar qualquer coisa por conta própria, incluindo riscos, falhas e sentimentos feridos, nossa sociedade e até nossa economia estão ameaçadas. No entanto, as práticas e leis modernas de criação de filhos parecem quase todas concebidas para cultivar essa falta de preparação. Há o medo de que tudo o que as crianças vejam, façam, comam, ouçam e lambam possa machucá-las. E há uma crença mais nova que tem se espalhado através da educação superior de que palavras e ideias podem traumatizar.

O que pode ter levado a isso? Os autores apresentam algumas possibilidades:

A partir da década de 1980, a infância americana mudou. Por uma variedade de razões – incluindo mudanças nas normas parentais, novas expectativas acadêmicas, aumento da regulamentação, avanços tecnológicos e, especialmente, um maior medo do sequestro (as crianças desaparecidas em desenhos fizeram sentir como se esse crime extremamente raro fosse desenfreado) – os filhos em grande parte perderam a experiência de ter grandes intervalos de tempo sem supervisão para jogar, explorar e resolver conflitos por conta própria. Isso os deixou mais frágeis, mais facilmente ofendidos e mais dependentes de outros. Eles foram ensinados a buscar figuras de autoridade para resolver seus problemas e protegê-los de desconforto, uma condição que os sociólogos chamam de “dependência moral”.

E como essa situação pode prejudicar os próprios jovens?

Isso representa uma ameaça para o tipo de abertura e flexibilidade que os jovens precisam para prosperar na faculdade e além. Se eles chegam na escola ou começam carreiras desacostumados a frustração e mal-entendidos, podemos esperar que eles sejam hipersensíveis. E se eles não desenvolvem os recursos para trabalhar através de obstáculos, os montinhos parecem ser montanhas.

Esta ampliação do perigo e da dor é prevalente no campus hoje. Já não importa o que uma pessoa pretendia dizer, ou como um ouvinte razoável interpretaria uma declaração – o que importa é se alguém se sente ofendido por isso. Em caso afirmativo, o falante cometeu uma “microagressão”, e a reação puramente subjetiva da parte ofendida é uma base suficiente para enviar um email ao reitor ou abrir uma queixa à “equipe de resposta de viés” da universidade. O efeito líquido é que tanto professores como estudantes hoje relatam que estão caminhando em cascas de ovos. Isso interfere no processo de indagação gratuita e debate aberto – os ingredientes ativos em uma educação universitária.

A nova geração tem valorizado cada vez menos a Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão, e cada vez mais a “polícia do pensamento”, que controla o que cada um pensa e diz para não “ofender” ninguém (a menos, claro, que seja um homem branco heterossexual cristão ou judeu). Os autores resumem o ponto:

Pais e professores estão falando sobre a crescente fragilidade que eles vêem. É difícil evitar a conclusão de que a superproteção das crianças e a hipersensibilidade dos estudantes universitários podem ser dois lados da mesma moeda. Ao tentar tanto proteger nossos filhos, estamos fazendo com que eles fiquem muito seguros para ter sucesso.

Crianças aprendem fazendo, acima de tudo. Como diz o velho ditado, “prepare seu filho para o caminho, não o caminho para seu filho”. Os pais de hoje têm ignorado essa importante lição. Os autores depositam suas esperanças nas brincadeiras, mais soltas e livres. É como os demais mamíferos aprendem coisas importantes para eles. Eles dizem:

No jogo livre, idealmente com crianças de idades misturadas, as crianças decidem o que fazer e como fazê-lo. Isso é trabalho em equipe, literalmente. As crianças pequenas querem desesperadamente ser como as crianças maiores […]. Esta é a base da maturidade.

Um conhecido brincou outro dia: “No meu tempo, perdia aquele que chorasse primeiro diante das provocações; hoje ganha o que chora primeiro!” Ninguém precisa negar os perigos do bullying sistemático e agressivo para reconhecer que a paranoia com qualquer bullying foi longe demais, impedindo os garotos e garotas de criar cascas mais grossas e resistentes para a vida lá fora. Eles concluem:

Ao tentar manter as crianças a salvo de todos os riscos, obstáculos, sentimentos doloridos e medos, nossa cultura tirou as oportunidades que eles precisam para se tornarem adultos bem-sucedidos. Ao tratá-los como uma frágeis – emocional, social e fisicamente, a sociedade realmente os faz assim.

É hora de “tocar a real” para a garotada, permitir que vivam um pouco mais a vida, de forma mais solta e, sim “arriscada”, pois a alternativa é, além de sufocante, mais perigosa ainda, e vai acabar matando a coisa que mais importa: a liberdade.

Rodrigo Constantino

Autor do artigo: Pedro Henrique Alves

Nos últimos dias temos visto uma larga divulgação da notícia que uma comissão da câmara dos deputados havia, normativamente, definido como família a união entre homem e mulher. Isto causou uma grande comoção nas redes sociais, conservadores e cristãos receberam a tal notícia com uma certa euforia e contentamento; os mais modernistas, com pesar e indignação.

A família, independentemente de qualquer linha ideológica, é a instituição mais bem edificada da história. Por que digo isso? Parece-me que a família foi a estrutura basal da sociedade, aliás, faz-me crer que, somente existe uma sociedade moderna, pois houve antes um núcleo social chamado família. Muitas teorias foram feitas ao longo dos séculos para tentar explicar a origem da sociedade, destaca-se os Contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau), foram eles os mais aclamados entre aqueles que se tentaram explicar a estruturação social desde sua origem.

Destaco dois em especial: Rousseau, que em seu livro “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”[1] trata do tema: origem da família e desigualdades na sociedade; Marx, apesar de não ser um dos Contratualistas, também apresenta-nos sua teoria em uma de suas obras, “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”[2], obra esta que traduz suas ideias mais maduras, quem assina a sua obra é seu fiel escudeiro Engels, pelo advento da morte do dito autor. Bom, apenas citei alguns estudiosos do tema para contextualizar o debate, e democraticamente mostrar que não palpitarei por um mero deleite filosófico.

Algo me parece paradoxal quando tratamos do assunto: família. A sociedade moderna enxerga a estrutura tradicional de família como sendo uma dificuldade para o “avanço”, um entrave, uma engrenagem enferrujada que precisa ser substituída, todavia, a família é a base natural da humanidade, e ninguém em sã consciência há de discordar disto. É como colocar bombas-relógios nos firmamentos de nossos lares, e deitarmos tranquilamente em nossas camas como se nada tivesse por ocorrer. “Ora, pareceu-me injusto que a humanidade se ocupasse em chamar de más todas aquelas coisas que foram boas o suficiente para tornar outras coisas melhores, em eternamente chutar a escada pela qual subiu”[3].

Por mais que isto venha assustar a modernidade, me sinto inclinado a denunciar que, o ato sexual, um dia, foi visto como forma de reprodução e de união (laço) entre indivíduos, não como mero playground. Num belo dia, um homem percebeu que do coito com sua parceira surgia um novo ser semelhante a ele, e justamente por conta deste estranho e indefinível milagre, perceberam que seria bom eternizar esta união, pois, para o que parece ser divino o eterno é a melhor escolha. Instaura-se, então, a primeira e mais sólida célula social, a qual permitiu o surgimento de uma sociedade organizada, e isto não se trata de uma criação burguesa ou de uma espécie de conspiração macabra para se instaurar a propriedade privada, como quis Marx[4], buscar manter a união entre a sua amada e a sua prole é algo tão natural quanto respirar, não há maldições capitalista em torno disso, há apenas o desejo de tornar duradouro o que se apresentou como digno de durar.

O que uniu definitivamente o homem e mulher como único seio familiar possível, não foi nenhum documento normativo de qualquer sociedade em nosso espaço temporal. Quem os uniu foi o mistério da criação da vida, foi a constatação de que a união entre dois diferentes faz brotar um terceiro que carrega um pouco dos dois que o fizeram, aqui está todo o “porquê”, aqui está toda raiz da família tradicional, a capacidade magnifica de gerar mais um que é “carne da minha carne”(Gênisis 2, 23). Trata-se, por fim, deste magnifico mistério fecundo que mais tarde denominaríamos: “amor”. Não espantem-se com minha retórica a favor desta definição familiar, não se trata de discriminação sexual ou qualquer coisa que se assemelhe a isso, trata-se de uma constatação inevitável, a família é “uma necessidade da humanidade[…] um alçapão do qual a humanidade não tem como escapar”[5].

O mistério que envolve a fecundidade da união masculina e feminina ultrapassa qualquer limite de nossas vãs teorias causais, este medonho processo de prole urge dentro de nossas mentes sem uma resposta prévia, faz brotar um grande e infindável mistério, faz nascer em nós algo que não se explica com estatísticas, escavações arqueológicas ou teorias sociológicas. Existe um toque transcendente no ato de multiplicação da espécie humana, algo que me tenta a conversão, a vida surgindo de dois mortais tão limitados, algo que nem mesmo a mais rebuscada filosofia, nem as mais sapientíssimas mentes conseguiriam sintetizar em uma explicação racional, eis a trave que sustenta a família, uma trave que não é fincada no tempo.

Este big bang, este ato primeiro de luz acontece através de uma união hétero, e como não querer manter a salvo esta maravilhosa união chamada: família? Mantê-la fora do processo corrosivo do tempo é manter seguro algo que se mostrou digno de eternidade. “Basta dizer que pagãos e cristãos tomavam igualmente o casamento como um laço, como algo que, em circunstâncias normais, não deveria ser desfeito”[6]. A família é uma forma imanente de participar da eternidade, o único momento que Deus empresta ao ser humano o seu poder mais belo, o da criação. Quando uma família se forma, eu carrego um pouco de meu pai e de minha mãe que, por sua vez, carrega um pouco dos seus e assim por diante, talvez o termo “árvore genealógica” foi assim designada, pois, há arvores tão fortes parecem eternas.

Mesmo que muitas destas famílias mostram-se não cumpridoras de sua missão natural, isso não deve ser motivação para destituí-las ou redefini-las como se fossem produtos enlatados com data de validade ultrapassadas, algo que teve seu tempo, mas que hoje se faz pútrido. Esse mistério selou a união mais bela que se tem conhecimento. O que hoje a sociedade contesta como sendo uma definição retrograda de família, mostrou-se ao longo da existência humana ser algo tão bom que Deus não ousou colocar nela uma data de validade.

Referências:

[1] ROUSSEAU, Jean-Jaques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, 1ª Ed, L&PM POCKET: Porto Alegre RS, 2008. 173 p.

[2] ENGELS, Frederich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado, 1ª Ed, BestBolso: Rio de Janeiro, 2014. 223 p.

[3] CHESTERTON, G. K. O defensor Tipos variados, 1ª Ed, Ecclesiae: Campinas SP, 2015. p. 18

[4] ENGELS, op. Cit., p. 34 -101

[5] CHESTERTON, G. K. O que há de errado com o mundo, 1ª Ed, Ecclesiae: Campinas SP, 2013. P. 56

[6] Idem, p. 5

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Foi publicada nesta terça-feira (19/09) a Carta Apostólica “Summa Familiae Cura” do Papa Francisco em forma de Motu Proprio, com a qual é instituído o Pontificio Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimónio e da Família.

Com a “Summa familiae Cura”, o Papa institui o Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família que, ligado à Pontifícia Universidade Lateranense, substitui o Pontifício Instituto João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimônio e Família.

Portanto, o que era “Estudo” agora torna-se “Ciência”, pois, para Francisco, é importante prosseguir a intuição de João Paulo II, ampliando o raio de pesquisa sobre a família, seja no que diz respeito à sua dimensão pastoral e eclesial, seja no campo da cultura antropológica.

O Papa considera que a mudança antropológico-cultural da sociedade requer uma análise analítica e diversificada da questão familiar, que não se limite a práticas pastorais e missionárias que refletem formas e modelos do passado. “No límpido propósito de permanecer fiéis ao ensinamento de Cristo, devemos portanto olhar, com intelecto de amor e com sábio realismo, para a realidade da família hoje em toda a sua complexidade, nas suas luzes e sombras”, escreve o Pontífice.

O novo Instituto procurará ser, no âmbito das instituições pontifícias, um centro acadêmico de referência, ao serviço da missão da Igreja universal, no campo das ciências que dizem respeito ao matrimônio e à família e acerca dos temas relacionados com a fundamental aliança do homem e da mulher para o cuidado da geração e da criação.

O Instituto Teológico tem a faculdade de conferir “iure proprio” aos seus estudantes os seguintes graus acadêmicos: Doutorado, Licenciatura e Bacharelado em Ciências sobre o Matrimônio e a Família.

Fonte: Rádio Vaticana 

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Sobre o matrimônio e a família, é preciso repensar tudo a partir de uma nova elaboração teológica, e não é possível mais se limitar a ajustes pastorais mais ou menos precários. O Papa Francisco já havia explicado isso na Amoris laetitia, mas, evidentemente, os novos caminhos que Bergoglio havia indicado no texto elaborado com base nas reflexões de nada menos do que dois Sínodos dedicados à família custam a serem percorridos.

Assim, com um motu proprio intitulado Summa familiae cura, isto é, o máximo cuidado pela família, ele decidiu abolir o Pontifício Instituto João Paulo II para a Família e instituir o “Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família”, que deverá elaborar novas linhas teológicas, com base em um sistema jurídico diferente, em consonância com o que o papa escreveu na Amoris laetitia.

Na verdade, o motu proprio é uma carta pastoral na qual o papa escreve que a situação atual “não nos permite nos limitar a práticas da pastoral e da missão que refletem formas e modelos do passado”. Ele acrescenta que é preciso “uma abordagem analítica e diversificada”, e olhar “com sábio realismo para a realidade da família hoje, em toda a sua complexidade, nas suas luzes e nas suas sombras”. Portanto, é preciso explorar caminhos novos também do ponto de vista da teologia.

O antigo Instituto João Paulo II para a Família não tinha essa tarefa. Ele nascera em tempos nos quais a crise da família e os novos desafios abertos na sociedade à instituição do matrimônio não eram tão fortes e parecia suficiente ajustar um pouco as práticas pastorais.

Uma análise que indicava uma necessária expansão da sua reflexão havia sido feita em um seminário entre os dois Sínodos sobre a família, organizado por Dom Vicenzo Paglia e coordenado pelo teólogo Pierangelo Sequeri, no qual haviam sido antecipadas muitas reflexões presentes, depois, na Amoris laetitia.

As atas do seminário foram publicadas pela Livraria Editora Vaticana. Sequeri, no ano passado, em meados de agosto, havia sido nomeado para a cúpula do Instituto João Paulo II para a Família e, a partir de dentro, pôde se dar conta dos limites de ação e de elaboração, especialmente em relação aos novos desafios indicados pela Amoris laetitia.

Eis a razão da mudança de ritmo mais orientado para a teologia que o papa indicou no motu proprio.

A decisão de Bergoglio também seria, segundo alguns, uma resposta às “dubia” levantadas pelos quatro cardeais críticos do texto pontifício, Brandmüller, Burke, Caffarra e Meisner, os dois últimos recentemente falecidos. Eles levantavam uma série de questões de ordem mais teológica do que pastoral, e não só limitadas ao problema da comunhão aos divorciados em segunda união.

Em alguns setores da Igreja, há resistências e algum desconforto acerca da Amoris laetitia. A decisão do papa de confiar a uma nova instituição a elaboração de uma teologia do matrimônio e da família que possa dialogar melhor com as outras ciências humanas e com uma cultura antropológica que está mudando em todos os temas da vida não significa que Bergoglio queira uma mudança da doutrina, mas, ao contrário, ele quer entender como é possível permanecer mais fiel à doutrina em um mundo que muda.

E explica isso no texto do motu proprio: “Devemos ser intérpretes conscientes e apaixonados da sabedoria da fé em um contexto em que os indivíduos são menos sustentados do que no passado pelas estruturas sociais na sua vida afetiva e familiar”. É por isso que não adiantam respostas simples com um “sim” ou um “não”, como queriam os cardeais das “dubia”.

O novo instituto terá uma natureza decisivamente acadêmica. O papa estabeleceu que ele deverá trabalhar em estreito contato com o novo dicastério, recentemente constituído, para os Leigos e a Família, com o da Educação Católica e com a Pontifícia Academia para a Vida, e cooperar com a Pontifícia Universidade Lateranense.

A sua missão, enfatiza o papa no texto, será “científica” e “eclesial”, ampliada a toda a cultura da vida, incluindo o cuidado do ambiente.

O artigo 2 do motu proprio diz: “O novo instituto constituirá, no âmbito das instituições pontifícias, um centro acadêmico de referência, a serviço da missão da Igreja universal, no campo das ciências que se referem ao matrimônio e à família e aos temas conectados com a fundamental aliança do homem e da mulher para o cuidado da geração e da criação”.

Site da revista Famiglia Cristiana

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Uma empresa no noroeste da Itália decidiu autorizar a quem quiser ter filhos um salário de 1.500 euros (cerca de R$ 4.900,00) a mais do que os outros empregados.

Isso acontece na Brazzale, do proprietário Roberto Brazzale, que tem 54 anos e três filhos. Ele é o administrador do laticínio mais antigo do país. A família dele produz e comercializa queijos desde 1784. Os avós dele começaram na atividade no século XVII.

“Estamos em risco de extinção”

A história de Brazzale foi contada pelo jornal italiano La Repubblica. “Fiquei espantado porque os impressionantes números da queda da natalidade não movem nem o Estado nem a iniciativa privada. Milhões de trabalhadores ganham o suficiente para si próprios, mas não para realizar seus projetos familiares. Uma sociedade assim vai ser extinta. O atraso do nosso parlamento em regulamentar o direito de morrer com dignidade é um escândalo. Mas é ainda mais inaceitável a ausência de um apoio real para a vida”, disse Brazzale.

Os números

Os números a se que refere Brazzale são eloquentes: entre 2008 e 2015, os nascimentos caíram mais de 20%. De cada mil habitantes, 7,9 são recém-nascidos, contra os 10,1 de oito anos atrás. A média da União Europeia é de 10 recém-nascidos a cada mil habitantes.

Brazzale decidiu realizar um gesto simbólico, mas importantíssimo: dar um cheque como um salário extra para os empregados que assumirem a “responsabilidade de procriar”. E o primeiro cheque acaba de sair. A responsável pelas análises químicas da empresa tornou-se mãe na semana passada. A próxima será uma economista.

Este salário extra mensal também será pago aos pais ou a quem adotar uma criança. Entretanto, há um único requisito: ser empregado há pelo menos dois anos e garantir que ficará na empresa pelos próximos dois. “Sabemos que 1.500 euros a mais não bastam para convencer um casal a ter filho. Mas a mensagem cultural prevalece sobre a material e é uma aposta no futuro: queremos que os jovens invistam na vida, sintam-se felizes e que não tenham que se preocupar somente com o trabalho”, diz Brazzale.

Não há procedimentos burocráticos a seguir ou autorizações para ter direito ao bônus-bebê: os funcionários só precisam comunicar o nascimento ou a adoção para receberem o cheque antes mesmo do início da licença-maternidade ou paternidade.

Quando eu era criança, via as mães ao redor dos carrinhos. Hoje, vejo só cuidadores de idosos e cadeiras de rodas. Para os jovens, pensar em um filho é um problema enorme. E ainda não damos um valor adequado ao que pode ser uma tragédia transcendental”, afirma Brazzale.

Aleteia

PureFlixBest

Já anda circulando por aí o trailer do filme Em Defesa de Cristo, produção que estreia em setembro e conta a história de um jornalista investigativo e ateu convicto que se propõe a refutar a existência de Deus depois que sua esposa virou cristã. O filme é da mesma produtora de sucessos no meio cristão como Deus Não Está Morto, de 2014. O que ainda pouca gente no Brasil sabe, porém, é que a produtora, a Pure Flix, mantém desde 2015 um serviço de streaming semelhante à Netflix, apenas com filmes voltados para a família e a fé.

“O sonho que Deus nos deu é oferecer conteúdo de forma constante, de forma a ser uma alternativa ao que Hollywood oferece”, disse David A. R. White, um dos fundadores da empresa, ao The New York Times. Há uma enorme variedade de conteúdo na plataforma. Assim como a gigante do streaming, a Pure Flix mantém no cardápio tanto produções originais quanto de outras produtoras

São mais de 7,5 mil títulos, que englobam diversos outros gêneros além dos filmes e séries com histórias de fé, superação e união do casal e da família. Se na Netflix você pode ver shows de stand-up com comediantes como Marco Luque e Dave Chappelle, no Pure Flix você conta com os episódios do Pure Flix Comedy All-Stars, com estrelas do stand-up norte-americano como Sinbad e Louie Anderson.

Mas se prefere documentários, a opção são séries apresentando a história da Medalha de Honra norte-americana e seus condecorados, um dossiê que tenta provar a verdade do criacionismo e os erros da teoria da evolução, a história da consagradíssima versão inglesa da Bíblia King James, a biografia da ex-secretária de Estado do governo Bush, Condoleezza Rice, ou a explanação dos salmos com o famoso autor Max Lucado

E a Pure Flix ainda oferece uma programação especial para a criançada, com desenhos animados como How Can I Celebrate Halloween?, a história de Digger, um garoto que quer festejar o Halloween, mas é cristão; Theo, um simpático senhor que ensina teologia para crianças; uma versão animada do clássico livro O peregrino, de John Bunyan; e até Ursinhos Carinhosos.

Brasil

O serviço já tem 250 mil assinantes e ainda é restrito aos Estados Unidos e ao Canadá, mas tem pretensões de se expandir para outros países. “Estamos sendo abençoados com um crescimento muito grande”, disse o diretor da empresa, Greg Gudorf, ao jornal nova-iorquino.

Vale lembrar que a companhia ficou entusiasmada com a recepção de Deus não Está Morto e de sua sequência no Brasil, onde, somados, os filmes arrecadaram mais de 2,6 milhões de dólares. Para se ter uma ideia, o Brasil foi a maior bilheteria estrangeira de Deus Não Está Morto 2, com quase 1,5 milhão de dólares – a segunda maior, o México, arrecadou apenas 431 mil dólares.

Para saber mais, acesse o site oficial do Pure Flix.

Felipe Sérgio Koller via Sempre Família

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A oração é um poderoso elemento de vínculo entre homem e mulher. O cultivo de práticas religiosas pode ser determinante na longevidade do relacionamento de um casal, contanto que as façam juntos. É o que diz uma pesquisa recente do Institute for Family Studies (IFS), entidade norte-americana que trabalha com pesquisas comportamentais sobre temas de família.

Segundo o IFS, rezar unidos, lado a lado e com frequência diz muito sobre a qualidade do relacionamento. O doutor Bradford Wilcox, um dos responsáveis pelo estudo, diz que isso deve ao fato de que a fé compartilhada é um poderoso elemento de vínculo entre homem e mulher e a oração é, tradicionalmente, a melhor forma de manter viva a experiência religiosa. “Vimos que casais que vão à igreja juntos e que, ainda mais, rezam juntos alcançam níveis altos de qualidade do relacionamento, disse Wilcox, que é diretor do National Marriage Project,da Universidade da Virgínia, e autor de vários estudos envolvendo religião e casamento. A entrevista foi concedida ao site Deseret News.

De acordo com o estudo, casais que rezam juntos pelo menos uma vez por semana são 17% mais propensos a se considerarem “muitos felizes juntos”. Wilcox diz notar também um “poder ritualístico na oração que dá sentido de comunhão ao relacionamento, de estar unidos de uma maneira mais profunda e intensa”. Para os pesquisadores trata-se de “um símbolo de comprometimento mútuo”.

No entanto, se apenas um dos dois vai à igreja, isso não apresenta nem benefícios nem riscos para a relação, mas há grandes diferenças dependendo se é ele ou ela quem frequenta os cultos.

Os pesquisadores perceberam que são mais felizes os casais em que ambos frequentam a igreja ou aqueles em que apenas o homem frequenta. Quando apenas a mulher vai à igreja, o grau de felicidade cai, ficando abaixo até mesmo dos casais em que nenhum dos dois frequenta a igreja.

A sua pesquisa revelou ainda que:

– 78% dos casais que regularmente vão à igreja juntos, ou nos quais apenas o homem vai, consideram-se muito ou extremamente felizes.

– Dois terços dos homens e mulheres em relacionamentos nos quais nenhum vai à igreja dizem-se felizes.

– 59% dos casais em que a mulher vai sozinha à igreja se dizem muito felizes.

Os benefícios da prática religiosa regular vão ainda além do nível de satisfação com o próprio relacionamento. Os dados mostram que casais que vão regularmente à igreja são menos propensas a ter filhos fora do casamento ou envolverem-se em casos de infidelidade.

As redes de amizades, comuns nesses ambientes, também contribuem para o fortalecimento de modos de vida que respeitem determinados valores morais, além de se tornarem ambientes acolhedores em momentos difíceis. Os pesquisadores dizem que casais que frequentam esses círculos de amizade são mais propensos a estar disponíveis quando alguém perde o emprego, tem problemas no casamento ou perdem um ente querido. “Isso é verdade, seja você religioso ou não. Se os seus amigos conhecem a sua esposa e os amigos dela, você tende a permanecer fiel a ela.”

Quanto à constatação de que casais nos quais a mulher vai sozinha à igreja são menos felizes, Wilcox tem algumas teorias. Pode ser que mulheres com dificuldades no relacionamento costumem procurar alguma igreja, então elas já estariam menos felizes antes de ir à igreja. É também possível que as mulheres que vão à igreja vejam os seus amigos indo com os seus parceiros e percebam que isso beneficia o seu relacionamento e a sua vida, o que as faz se desapontar com a própria relação.

(Via Sempre Família. Colaborou Felipe Koller. Com informações de Deseret News)

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Quando um amigo ou membro da família ganha um bebê, nosso primeiro instinto é agradecer a Deus. O próximo é ir correndo para o hospital para dar banho de beijos na mãe, no pai e no recém-nascido. Mas nós nos esquecemos do quão frágil e suscetível aos germes é o novo ser, que ficou protegido no útero da mãe por nove meses.

Infelizmente, a morte da menininha de 18 dias, Mariana Sifrit, depois de um simples beijo nos lembrou de tudo o que pode acontecer quando deixamos nossas emoções falarem mais alto que o bom-senso e a  precaução.

Quando Mariana nasceu, no dia 1.º de julho de 2017, seus pais, Nicole e Shane, estavam cheios de esperança para um futuro maravilhoso como família. Os pais se casaram seis dias depois, mas durante a celebração, eles não conseguiam acordar Mariana e ela recusava o leite. Ansiosos, foram direto a um hospital infantil em, Iowa, Estados Unidos. Lá, receberam a notícia que a pequena bebê havia contraído meningite, doença transmitida por um vírus que, entre outros sintomas, causa herpes e feridas.

Os médicos informaram aos pais que ambos não possuíam o vírus, e que Mariana, provavelmente, havia contraído a doença depois de ter sido beijada por alguém infectado. Os profissionais disseram ainda que essa pessoa não precisava necessariamente apresentar uma ferida aberta para ser portadora do vírus. Eles explicaram que “a pessoa infectada toca na criança e ela, depois, leva a mão na boca”, o que é suficiente para passar no vírus.

Uma vez diagnosticada, Mariana foi direto para a UTI. O pai dela lembra que “depois de duas horas ela deixou de respirar e todos os seus órgãos simplesmente começaram a falhar.”

O que era para ser um dia de alegria terminou com Mariana lutando por sua vida.

Porém, apesar de seu espírito de luta e do dedicado time de profissionais médicos, a “princesa” Mariana sucumbiu ao vírus apenas 11 dias depois, em 18 de julho. A mãe dela postou no Facebook:

“Nossa princesa Mariana Reese Sifrit ganhou suas asinhas de anjo nesta manhã. Ela estava no colo do papai, com a mamãe ao seu lado. Em apenas 18 dias, ela transformou as nossas vidas. Esperamos agora que a história dela possa salvar outros bebês”.

Nicole também fez um alerta aos pais: “Mantenham seus bebês isolados. Não permitam que ninguém vá visitá-los, certifiquem-se de que as pessoas que estão por perto lavem as mãos constantemente. Não deixem que as pessoas beijem seus bebês e lembrem-se de perguntar [se a pessoa está saudável] antes de pegar seus bebês “.

É uma situação complicada. Ninguém quer ofender um visitante bem-intencionado. Porém, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 3,7 bilhões de pessoas no mundo estão infectadas pelo HSV-1, o vírus da meningite, sendo muitos os casos assintomáticos dessa doença altamente contagiosa. Na América, a OMS estima que de 40 a 50% da população têm o vírus, embora outras fontes coloquem esse valor muito acima: até 80 por cento. Isso é um risco potencial para qualquer recém-nascido.

Sandra Beltrán, pediatra da Associação Colombiana de Doenças Infecciosas, explica que o ato de “beijar nos lábios é um foco transmissor de doenças”. Ela explica que o fraco sistema imunológico do recém-nascido  – e até mesmo de crianças um pouco maiores  – faz com que seja imperativo evitar beijos diretamente na boca.

Embora tenha tido mais visibilidade, Mariana não é o primeiro recém-nascido a morrer em tais condições. Em 2009, uma mãe do Reino Unido passou o vírus para seu próprio bebê, que morreu com 11 dias de vida. Infelizmente, há outras histórias semelhantes a essas.

Então, ao visitar amigos e familiares que acabaram de ganhar bebê, considere que, embora possamos querer sufocar esses pequenos anjos lindos com abraços e beijos, é nosso dever levar apenas nosso amor para o hospital – e talvez um lindo presentinho!

Para os novos pais, a dica é: não se sintam desconfortáveis em passar essa mensagem de precaução para todos os seus entes queridos. Eles entenderão!

Cerith Gardiner

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Talvez você não esteja sabendo dar as ordens corretamente.

Esta é uma eterna pergunta, cuja resposta é muito simples e tem tudo a ver com a educação que estamos dando a nossos filhos e com o tempo que estamos passando com eles. Muitos dizem que a educação de antes era melhor e que os filhos obedeciam só com o olhar dos pais. Pode ser. Embora, na minha opinião, a educação de gerações passadas também tinha enormes pontos de melhoria, como a tirania que alguns pais exerciam, pois se sentiam donos dos filhos.

Mas em que se baseia a informação de que, antigamente, obedecíamos de primeira e agora não? Entre outras coisas, o fato de a maioria das pessoas terem tido pais presentes. Se não o pai e a mãe, pelo menos um dos dois. Os filhos, a educação e o bem-estar deles eram prioridades das famílias, que focavam mais no “ser” do que no “ter”. Hoje, estamos quase no outro extremo e muitos filhos estão crescendo sozinhos, abandonados física e emocionalmente. Quem os educa ou são terceiros ou a TV e a internet.

Recordemos Aristóteles e sua maravilhosa definição de amar: “Amar é buscar o bem do outro enquanto outro”. Educar é amar, sempre procurando o bem das pessoas que Deus nos confiou e emprestou por um período de tempo.

Amar é educar. Nossos filhos não nos obedecem porque nós, pais, não temos claro nem “o que” é educar nem “para que” educamos. Ou seja: qual é o objetivo da educação? Damos ordens, mas eles não nos obedecem. Por quê? Entre outras coisas – repito – porque não estamos presentes e, com isso, perdemos a chave da educação: a autoridade.

A autoridade deve ser exercida com sabedoria, procurando unicamente o bem dos filhos, de maneira ativa e pessoal, não à distância ou por tempos determinados.

A palavra “educação” vem do latim “educere”(que significa guiar, conduzir) ou “educare” (formar, instruir). Os pais são os principais educadores e devem procurar guiar e formar os filhos para que eles sejam “os melhores” em cada uma de suas dimensões pessoais: a afetiva, a intelectual e a social.

A educação não se limita ao conhecimento, mas a tudo o que compõe uma pessoa. E para que educamos? Para que os nossos filhos alcancem a plenitude, mediante o uso da liberdade, que tem que seguir juntamente com a responsabilidade.

Todas as pessoas têm uma maravilhosa qualidade que é a educabilidade. Essa educabilidade se transforma em educação com a participação ativa do educando (os filhos) e com a tarefa do educador (os pais).

Aqui, compartilho alguns pontos básicos para inculcar a virtude da obediência nos filhos. Como eu já disse, esses pontos têm muita relação com a sua capacidade de educar e a sua presença ativa junto aos filhos.

  • Aquele que tem um “por que” e um “para que” encontrará qualquer “como”.  Pergunte-se: para que educo? Faço isso só para cumprir os códigos de conduta e para que meus filhos sejam bem vistos e aceitos pelos outros? Repito: educação vem de “educere”, que significa, entre outras coisas, “tirar de dentro”. E isso é o que tem que ser feito: tirar o melhor dos filhos e moldar o que eles trazem. Nossos filhos já trazem um temperamento. Nós temos que moldar este temperamento para formar o caráter (o melhor caráter).
  • Não podemos educar à distância. A qualidade de tempo que você passa com seu filho é tão importante quanto a quantidade. Na medida do possível, temos que ser pais presentes. Mães modernas, a educação é um trabalho de tempo integral, onde não há descanso. Tudo é substituível. O que ninguém pode suprir é a sua presença em casa e seu lugar como mãe. Lembre-se de que nada vale mais do que seus filhos. Perdemos a autoridade quando também perdemos a presença junto a eles. Quando você dá seu tempo a seus filhos, eles se sentem valorizados (e precisam disso).
  • Semear. Uma vez que sabemos que vamos educar nossos filhos,  tirando o melhor deles, para que eles sejam cidadãos respeitáveis e responsáveis e homens e mulheres de bem, temos que semear valores e virtudes entre eles. Os vícios nunca podem ser uma opção, pois dessa forma eles não estariam fazendo bom uso da liberdade. O fato de deixarmos nossos filhos fazerem o que eles quiserem e não colocarmos limites é o a semeadura do vício. 
  • Evite ser pai e mãe burocratas. Sim, vamos dar ordens ou colocar regras, mas que sejam poucas. Importante: que o dia não seja repleto de ordens e mais ordens. Você pode dizer assim: “às sete da noite eu quero todas as bonecas na caixa azul. Vou avisar quando forem sete horas”. E isso é tudo o que tem que dizer. Sem mais palavras, sem enrolação. Só se repreende um filho por uma razão: se ele desobedecer a uma ordem dada para o bem dele.

Se você acredita, dê um passo a mais:

  • Oração. Antes de serem nossos filhos, eles são filhos de Deus. Portanto, pergunte a Ele em oração: “O que o Senhor quer que eu faça para educar este filho que me confiou?”. Ouça a resposta e mãos à obra. Lembre-se de que um filho deve ser educado de joelhos. Ou seja: fale mais a Deus de seu filho do que a seu filho de Deus.
  • Confiança. Como pai ou mãe desses filhos, você conta com todos os talentos e capacidades necessários para levá-los adiante, até o céu. Descubra seus dons e deixe-os andar a serviço dos filhos. Repito: antes de serem seus filhos, são filhos de Deus. Que coisas maravilhosas Deus viu em você para confiar seus filhos! Venha! Você pode!

Luz Ivonne Ream