“Eu passei dois anos com o Papa Francisco. E isso me mudou para sempre.”

Wim Wenders aos 40 anos contava sobre os anjos de Berlim e aos 72 apresenta para Cannes e para o mundo seu filme sobre as palavras e o pensamento de Bergoglio, “Papa Francisco – Um homem de palavra”.

Wenders, de que forma esse encontro mudou você?

Suas palavras tiveram um impacto direto sobre a minha vida. Ele pergunta: podemos viver com menos? A resposta é sim. Eu senti que eu não teria o direito de fazer este filme se eu não tivesse seguido o seu exemplo. Eu e minha esposa Donata mudamos nossa vida e foi um grande alívio. Ele diz: para a saúde mental, é preciso descansar um dia por semana. Eu percebi que eu não parava há anos. O que eu não estava passado tempo suficiente com a minha família, brincando com meus quatro netos. Ele fala coisas simples que todos nós sabemos, mas temos a tendência de esquecer.

Como foi o vosso encontro?

Nós nos conhecemos em seu escritório no Vaticano. Eu tinha estudado, eu achava que sabia muito sobre ele, mas mesmo assim ainda estava nervoso. Ele chegou sozinho, olhou para nós de forma franca, apertou as mãos de todos. Isso aliviou bastante a pressão.

O que mais lhe impressionou nele?

A coragem, a energia positiva que você percebe fisicamente quando entra na sala. E o senso de humor. Ele ria do meu espanhol estropiado e muitas vezes se percebe um sorriso no fundo de seus olhos. Tem a propensão para se divertir. Quando você olha em seus olhos, vê o velho garotinho que ele foi.

As palavras do Papa, no filme, são mais sobre os homens do que sobre Deus.

Não é um teólogo, em primeiro lugar está interessado nas pessoas, em se comunicar com os outros, nas suas necessidades. Com ele, a Igreja não é um instrumento de poder, mas da comunidade, como era na origem.

Não é um filme só para os católicos.

Eu não queria fazer um filme para aqueles que já o conhecem. O Papa Francisco quer falar com todas as pessoas de boa vontade. Não para convertê-las, mas para torná-las conscientes que precisamos remover a superfície e chegar à essência da igualdade.

Há uma cena em que ele desembarca nos EUA a bordo de um carro popular.

Desde o início de suas viagens, ele chocou a todos ao rejeitar a limusine. Quando se encontrou conosco para filmar nos jardins do Vaticano, saiu de um Fiat Panda.

Nestes anos com Francisco, você testemunhou momentos de fraqueza ou desconforto?

Eu vi nele uma esperança sem fim. Mas também a raiva, quando retornou do campo de refugiados em Lesbos. E quando fala de pedofilia, quando diz “Tolerância zero”, você entende que ele gostaria de fazer tudo e imediatamente, mas não pode. Você percebe a sua frustração.

Porque o Vaticano escolheu você para o documentário?

Por minha habilidade de desaparecer, deixando que seja o assunto do filme a brilhar. Vale para os músicos do Buena Vista Social Club, para a arte de Pina Bausch e Sebastião Salgado. Alguns fazem documentários de denúncia, eu os faço para compartilhar o que eu amo. A única regra que eu coloquei foi que o filme não poderia ser uma produção do Vaticano, eu tinha que fazer isso sozinho.

Por que optou por inserções ficcionais em preto e branco sobre São Francisco?

Quando ele foi eleito eu fiquei imediatamente impressionado com a escolha de se chamar Francisco. Esse nome traz uma grande obrigação, ninguém teve a coragem de escolhê-lo antes. A ideia de vincular o meu filme ao santo já estava lá desde o início. São Francisco é um grande herói da humanidade, visionário e revolucionário. Mas nem todos o conhecem. E nenhum filme sobre ele me impressionou, exceto aquele de Rossellini. Com pouco dinheiro rodei as cenas, usando uma filmadora da década de 1920 que eu sabia teria proporcionado um retorno ao passado. Muitos, depois da projeção, me perguntaram: “Onde você conseguiu aquelas imagens de arquivo?.

Qual é a sua relação com a religião?

Eu tive uma criação católica. Meu pai era médico, a sua missão era, como cristão, estar ao serviço de seus pacientes. Antes de cursar medicina ele tinha pensado em teologia. Aconteceu isso também comigo, até os dezesseis anos, depois vieram o rock and roll, o cinema… Em 1967 eu era um estudante, obviamente socialista. Nos anos 1970 eu voltei para minha crença, mas dessa vez como protestante. Hoje, não importa, sou um cristão e acredito no movimento ecumênico, tenho amigos católicos, frequento igrejas católicas e protestantes.

O Papa Francisco viu o filme?

Quando o conheci, ele nunca tinha visto um dos meus filmes, nem vai ver esse. Ele me chamou: “Eles me disseram que você fez um bom trabalho. Eu tenho muito respeito, mas o cinema não é uma coisa para mim.

Fonte: La Repubblica

Veja o Trailler

Paulo é um personagem difícil de entender. A Escritura contém seus pensamentos sobre muitos temas, mas diz relativamente pouco sobre as motivações por trás deles. Nisso, Paulo difere de outros personagens bíblicos, cuja vida interior faz parte de sua história.

O comentário é do jesuíta estadunidense Michael Simone, professor assistente de Escritura no Boston College, em artigo publicado por America, 23-03-2018

Por exemplo, os Evangelhos retratam Pedro – indubitavelmente o único apóstolo igual a Paulo em importância – como alguém cuja fé mal superou sua insegurança. Com o encorajamento de Jesus, ele caminhou sobre as águas, mas apenas por um momento antes que seu medo da tempestade o dominasse. A fraqueza de personagens como Pedro tem um valor espiritual. Ela dá aos leitores um ponto de identificação com alguém que superou seu tumulto interior e desenvolveu uma confiança mais profunda na graça.

Paulo admite essas fraquezas, mas sua extraordinária autoconfiança pode obscurecê-las. Isso pode se dever a seu ambiente intelectual grego, que enfatizava a importância do sōphrōn, a virtude do autocontrole. Indivíduos maduros projetavam autocontrole e não falavam de suas fraquezas.

Assim, embora Paulo falasse de seu “espinho na carne”, ele não dava detalhes específicos. Do mesmo modo, quando Paulo enfrentou sua própria tempestade no mar, ele disse a seus companheiros de tripulação: “Aconselho que vocês sejam corajosos, porque ninguém de vocês vai morrer: só perderão o navio. Esta noite me apareceu um anjo do Deus ao qual pertenço e a quem adoro. O anjo me disse: ‘Não tenha medo, Paulo’” (At 27, 22-24; trad. Bíblia Pastoral). Este é um forte contraste com Pedro, e pode ser desafiador se identificar com uma pessoa com um autocontrole tão destemido.

A grande conquista do filme Paul, Apostle of Christ [Paulo, Apóstolo de Cristo] é seu esforço de explorar a vida interior do homem que podia falar tais palavras. Quaisquer que sejam os méritos cinematográficos do filme, trata-se de um estudo fascinante do encontro de Paulo com a graça.

A obra é uma produção da Affirm Films, uma divisão da Sony que produz filmes com temáticas que atraem o público cristão. Os cineastas imaginam a prisão de Paulo durante a perseguição de Nero (64-68 d.C.), retratando-a com todos os terríveis detalhes encontrados nos Anais de Tácito. As conversas entre Paulo e os outros personagens permitem aos cineastas explorar aspectos do caráter do apóstolo que são difíceis de ver de outro modo. Essas explorações revelam um homem que, embora destemido, também era profundamente humilde, que inspirava os outros com sua confiança, e cuja vida foi irrevogavelmente transformada pelo amor de Cristo. “Todavia, esse tesouro nós o levamos em vasos de barro, para que todos reconheçam que esse incomparável poder pertence a Deus e não é propriedade nossa” (2 Co 4, 7).

A humildade de Paulo aparece com mais clareza em suas conversas com Maurício, o soldado que dirigia a prisão de Mamertina. Maurício encarna a cultura romana; é orgulhoso, severo, supersticioso e cínico. A filha de Maurício está morrendo de uma doença misteriosa, e suas orações à deusa Bona Dea ficaram sem resposta.

Ao ouvir a reputação de Paulo como ‘curador’, Maurício o convoca, mas, quando Paulo explica que não tem nenhum poder exceto aquele que Cristo confere, Maurício hesita, temendo que a confiança em Cristo pudesse enfurecer os deuses de Roma e exacerbar a condição de sua filha.

Enquanto Maurício reúne mais evidências de que Paulo é um milagreiro, Paulo intensifica sua reivindicação de impotência, até mesmo se orgulhando de sua fraqueza. Maurício não tem paciência para isso: “Muito poucos homens admitem fraqueza; certamente nenhum deles se orgulha disso!” No entanto, Paulo o faz, evitando qualquer crédito pelo bem que vem de seus esforços.

Os cineastas também traçam a maneira pela qual a própria confiança de Paulo na graça inspira uma confiança semelhante em toda a comunidade cristã. O filme destaca o serviço que uns oferecem aos outros com confiança simples, mas contagiante, no amor de Deus. Paulo acreditava no infinito poder de Deus, e outros encontravam forças para acreditar também. “Deus, por meio do seu poder que age em nós, pode realizar muito mais do que pedimos ou imaginamos; a ele seja dada a glória na Igreja e em Jesus Cristo por todas as gerações, para sempre. Amém!” (Ef 3, 20-21).

Alguns dos momentos mais marcantes do filme surgem quando Paulo tenta explicar a fonte de seu zelo. Ele descreve sua conversão como um momento em que foi “completamente conhecido e completamente amado”. O filme revela que seu “espinho na carne” seria a culpa que ele continua experimentando sobre suas antigas perseguições. Seu papel na morte de uma criança pesa especialmente sobre ele e o torna desconfortavelmente semelhante com os romanos que matam um órfão cristão no início do filme.

O caminho para Damasco colocou Paulo em uma estrada diferente. Receber a misericórdia de Cristo e ser amado por aqueles que ele mesmo odiava o abalou profundamente. Com o passar do tempo, isso evocou um amor semelhante por parte dele. Esse amor crescente aquietou seus medos e o atraiu para o serviço vitalício a Cristo e à Igreja. Perto do auge do filme, o amor destemido de Paulo inspira um amor semelhante nos cristãos de Roma, que correm o risco de serem presos no esforço de salvar a filha de Maurício.

Assim, o filme revela que a motivação de Paulo era o seu espanto pelo fato de Cristo poder amá-lo, apesar de seus crimes. Sua transformação não ocorreu a partir de uma humilhação punitiva, mas sim a partir do poder dos sonhos de Cristo. Seu zelo destemido foi sua resposta a esse ato de graça.

No filme, vemos Paulo viver a transformação descrita em Coríntios: “Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança. Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor” (1Co 13, 11-13).

O comentário é do jesuíta estadunidense Michael Simone, professor assistente de Escritura no Boston College, em artigo publicado pela revista America

Logo no início da pré-estreia em Nova York do novo filme Paul, Apostle of Christ[Paulo, apóstolo de Cristo], perto da primeira fileira do cinema, um bebê começou a chorar. E chorou por cerca de um minuto durante a cena de abertura – em que Lucas atravessa secretamente passagens iluminadas por tochas, em busca dos cristãos escondidos de Roma – e continuou intermitentemente ao longo do filme. Os responsáveis pela criança não se levantaram e não a levaram para fora. Você podia sentir que todo o público não podia acreditar nisso. Alguém levou seu recém-nascido para ver um filme, e esse recém-nascido chorou e não foi levado para fora do cinema.

Mas o que se podia fazer? A exibição aconteceu no Sheen Center, um ministério católico de artes no centro de Manhattan. Paul, Apostle of Christ não é apenas sobre Paulo que passa seu tempo em uma prisão romana, mas também sobre um grupo de cristãos que enfrenta pagãos que abandonam cruelmente seus órfãos recém-nascidos. Qual empregado de uma entidade de arte católica que exibe um filme sobre cristãos lutando por crianças pequenas se levantaria diante de todos e diria a uma mãe e a um bebê que eles devem sair?

E para melhorar um pouco mais: em três quartos do filme, quando o bebê começou a chorar de novo, uma freira pegou a criança, levou-a para um corredor lateral e balançou-a em seus braços. Uma irmã religiosa em um hábito branco e azul nina ternamente uma criança, enquanto, diretamente em cima das nossas cabeças, o apóstolo Paulo nos diz que o amor é paciente, o amor é gentil. Que gerente de cinema contemplaria essa cena e diria: “Chega. Fora”? Isso não aconteceria.

E para melhorar ainda mais: o prédio que abriga o Sheen Center fica perto, dentre todas as outras possibilidades, da Planned Parenthood [ONG conhecida por realizar abortos]. Um dos serviços da Planned Parenthood ocorre a cerca de 35 segundos de caminhada daquilo que acontece dentro do Sheen Center. Quem no mundo paulino gostaria de ver o espetáculo de uma mãe, que tenta ver um filme sobre o amor paciente de cristãos oprimidos, forçada a sair de um cinema cristão porque seu bebê está agindo de forma inconveniente e que, com terrível ironia, deve passar na frente da Planned Parenthood para fazer isso?

Então, todos nós aguentamos o garoto. O filme foi exibido. O bebê não chorou nos últimos 20 minutos. Paulo foi decapitado. O resto dos cristãos romanos seguiu em frente.

A exibição de Paul, Apostle of Christ foi realizada em grande parte para “líderes da fé” católicos e cristãos, como a equipe de publicidade do filme afirmou. Produzido por uma divisão da Sony chamada Affirm, a estratégia de relações públicas da empresa era promover exibições em igrejas em todo o país  antes de sua estreia. Todos que compareceram à exibição receberam uma sacola de tecido com cartazes e postais do filme, uma caneta com a inscrição “Paulo, Apóstolo de Cristo” e uma pulseira de couro com as palavras: “O amor é o único caminho. paulmovie.com”.

Antes da pré-estreia no Sheen Center, a Affirm já havia feito 60 desse tipo de eventos (o filme “Quarto de Guerra”, também da Affirm, que teve uma distribuição semelhante, foi um sucesso, arrecadando um total de 67 milhões de dólares de bilheteria).

Antes do filme, meu colega José Dueño e eu gravamos entrevistas com o ator James Faulkner (Paulo), com o produtor do filme, T. J. Berden, e com o diretor, Andrew Hyatt. […]

As entrevistas centram-se principalmente em Faulkner e nos encontros dos cineastas com a fé, a esperança e o amor durante as filmagens de “Paul…”. Durante nossa conversa, esses homens se mostrariam ávidos, humildes e espiritualmente arraigados. Possivelmente tão arraigados a ponto de poderem achar que um bebê chorando durante seu filme grave e trágico não é algo irritante, mas sim até apropriado.

O comentário é de Joe Hoover, S.J., em artigo publicado por America, 23-03-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Assista ao trailer:

O filme “Paulo: Apóstolo de Cristo” foi aclamado por bispos de todo o Brasil durante a 56ª Assembleia Geral da CNBB, realizada de 11 a 20 de abril, em Aparecida (SP). A pré-estreia aconteceu no auditório da TV Aparecida. Em seção exclusiva, o episcopado teve a oportunidade de assistir o longa e se emocionar com a história. É o caso do bispo da diocese de Bom Jesus da Lapa (BA), dom João Santos Cardoso, que classificou o filme como “fantástico”.

“Eu considero que o filme fez uma interpretação dos escritos paulinos e também de fatos narrados pelos Atos dos Apóstolos. Ele retrata a prisão, num ambiente sombrio e vários outros momentos sombrios que mostram o contexto difícil numa época em que os cristãos eram trucidados, porém testemunhavam a fé e o amor. Depois, num ambiente de luz do filme, são os momentos de saída, que é Cristo”, afirmou o bispo.

Outros dois bispos concordaram que o longa é destinado tanto para cristãos, como para pessoas de outras religiões, ou até mesmo aos que não têm crença. Dom Eduardo Pinheiro, bispo de Jaboticabal (SP), afirmou que este “é um filme que não só os cristãos, mas todas as pessoas que têm uma noção do que significa entregar a própria vida por um ideal vão se sentir tocadas”.

“A vida de São Paulo toca a vida de cada um de nós. Diante dos sofrimentos dele e dos outros, num mundo em que quer mostrar a vida no imediato, esse filme acaba provocando em nós um pensamento naquilo também que vem depois da vida”, disse. “Se não há um ideal, um sonho, uma esperança na eternidade, o sofrimento e a vida não tem sentido. Acredito que esse filme pode ajudar muita gente”, complementou o bispo.

Dom Giuliano Frigeni, da diocese de Parintins (AM), também destacou que o longa vale para pessoas de várias crenças. “Eu acho que vale para cristãos, padres, bispos, ateus, agnósticos, porque o filme não descarta nenhuma pessoa, todas elas reagem segundo aquilo que acreditam. Seja o imperador, sejam os soldados a serviço do império, como os próprios cristãos que perderam suas casas, mas que conseguem descobrir o valor da vida com o testemunho de Paulo”.

Para o bispo foi genial Paulo ser representado já no fim da vida, mas ao mesmo tempo rever sua história, enquanto comunica suas experiências a Lucas, que por sua vez, não faz um papel apenas de escrivão, mas entra de vez na vida do apóstolo. “Agora quem ler o Evangelho de Lucas e o Atos dos Apóstolos, depois desse filme, lerá com um gosto e um proveito muito maior”, destaca dom Giuliano.

O filme

O longa retrata a história de Paulo, conhecido como um dos perseguidores de cristãos mais cruel de seu tempo. Mas, tudo muda quando ele tem um encontro com o próprio Jesus e, a partir desse momento, o jovem se torna um dos apóstolos mais influentes do cristianismo.

CNBB

Por Dylan Hintz

Na época do desbravamento do oeste americano, principalmente entre 1860 até o fim do século, um herói poderia surgir de uma pequena história que percorre grandes distâncias. Um homem podia se tornar uma lenda atirando em outro homem pelas costas, apenas para ser reconhecido como “o gatilho mais rápido” porque um bêbado viu o ocorrido de um ângulo errado, ainda assim seria referido como um homem bravo ou poderoso por causa de boatos.

O surgimento das “lendas” é um tema bem influente e bastante usado em filmes de faroeste, até os dias de hoje com o lançamento de 3:10 to Yuma, dirigido por James Mangold, um filme sobre um homem que está tentando provar seu valor para sua família e para si mesmo. Essa fórmula atua como uma trama central em diversos filmes de faroeste, com homens “construindo a sua própria reputação” e então a discussão do quanto de verdade há em suas histórias, o quanto suas vidas eram honestas, e o que garantiu seu lugar na memória dos outros que conviveram com eles.

No entanto, isso também é uma demonstração em potencial do que é ser homem em tal situação — o que é respeitado e o que é temido na época da história é sempre usado como pano de fundo de um personagem nesses contos. Servindo ao propósito da discussão do que caracteriza um homem, os filmes de faroeste são o parâmetro perfeito para revisar o que um homem da sociedade moderna, da época de lançamento do filme, é ou foi.

Roger Ebert, um conceituado crítico de filmes do Chicago Sun Times, escreveu uma resenha para o remake do clássico do faroeste de 1957, 3:10 to Yuma (esse feito em 2007), elogiando-o muito e lhe deu quatro estrelas. Ele afirma que “em tempos difíceis, os americanos sempre se voltam para o faroeste para acertar o compasso. Tempos dificílimos, pedem um ótimo filme de faroeste.”

Devido ao fato da maioria dos filmes de faroeste focarem em protagonistas masculinos, essa bússola moral pode ser um norte para jovens e idosos que os assistem, e ser a fonte das idéias de masculinidade predominantes de seu tempo. Essa afirmativa fornece a ideia de que os filmes de faroeste passam valores morais, e ajudam a estabelecer um protótipo para um homem basear sua ideia de masculinidade, a ideia de quais são as obrigações de um homem, quais são as suas responsabilidades como homem, e o que ele deve fazer em termos de violência para proteger os mais fracos que ele, exceto em momentos de dilema moral.

Os filmes seguintes são usados para demonstrar a idéia do faroeste no imaginário popular da masculinidade durante certos períodos nos Estados Unidos e sua relevância histórica. Muitos dos melhores filmes de faroeste funcionavam como contos de moralidade [e virtude] para homens de todas as idades, estrelado por grandes heróis do cinema como Gary Cooper, Jimmy Stewart, John Wayne e Clint Eastwood. Os 3 filmes utilizados nesse ensaio que foram estrelados por esses homens são High NoonThe Man Who Shot Liberty Valance, e The Outlaw Josey Wales. Estes filmes serão utilizados como modelos para o arquétipo, e para fomentar a discussão sobre a forma como a imagem masculina se aplica a época em que foi feito o filme.

Matar ou Morrer (1952)

Contrário as denotações óbvias de que “o que usa o chapéu branco é o mocinho, o que usa o chapéu preto é o vilão,” os homens dos filmes de faroeste tendem a ser personagens relativamente complexos os quais amadureceram enquanto o seu tempo na indústria cinematográfica prosseguiu — anos mais tarde o uso do chapéu preto pelo mocinho ajudava a ressaltar a sua natureza de anti-herói. Normalmente há três variações de herói e de sua situação. A primeira seria um homem com o mesmo nível de habilidade que seus antagonistas, protegendo as pessoas do seu vilarejo de seus inimigos, como em High Noon, um filme feito em 1952. Esse primeiro homem seria o de “chapéu branco.”

Situado em uma pequena cidade no Sudoeste à beira da guerra civil, o xerife Kane, interpretado por Gary Cooper, é um homem de muita responsabilidade. O que lhe falta em covardia ele compensa em idade, ele está ficando velho demais para esse negócio e sua nova esposa, uma jovem Quaker, quer que ele largue suas armas por bem e deixe a cidade com ela para viverem uma vida pacífica. Ele volta à cidade [quando estava quase livre das responsabilidades como xerife] na véspera de sua lua de mel para proteger os civis covardes de uma gangue de bandidos arruaceiros e violentos empenhados em obter vingança. Há um conflito pessoal entre Kane e o chefe da quadrilha, um bandido [chamado Frank Miller] que retornou a cidade após ter sido expulso , mas o foco principal é sobre a dedicação de Kane pela lei e “seu povo.”

Este filme é uma definição clara do arquétipo do homem da lei – um enfoque raramente explorado nos filmes ocidentais após a década de 1950. Estes filmes de faroeste foram produzidos quando o próprio país era um lugar de conformidade, fortes valores familiares, e um consenso de “excepcionalismo moral.” Este último objetivo moral deve ser destacado neste filme especificamente, pois Kane não iria fugir da responsabilidade, como ele expressa veementemente no filme, até mesmo quando as pessoas que ele desejava proteger o mandam ir embora da cidade, especificamente a cena em que Kane está tentando recrutar muitos dos habitantes de uma só vez na Igreja da cidade. Há um argumento entre os habitantes sobre a necessidade de que cada um se preocupe consigo mesmo e ignore os problemas atuais crescentes em sua própria cidade. Kane se recusa a aceitar que é assim que as coisas devem ser, e mantém sua palavra de proteger a cidade. O desejo de se manter em seu posto em nome da honra e da justiça é o tema principal nesse filme, levado até o limite com o abandono que o xerife sofre quando o resto da cidade se recusa a aderir sua causa. High Noon é um aviso dos perigos de ser permissivo com os crimes, sejam eles domésticos ou internacionais. Em um dado momento, há poucas pessoas dispostas a fazer o que é correto — a força da alegoria reside no internacionalismo, nos Estados Unidos como uma espécie de polícia mundial de última instância.

Will Kane é como os Estados Unidos que vai até ONU suplicar por ajuda para deter o avanço do comunismo, tem seu pedido negado, e acaba tendo que se virar sozinho para resolver a questão por ser a coisa certa a se fazer. O xerife Kane retrata sua masculinidade, a sua necessidade de ser um homem de convicções, de forma clara e objetiva neste filme, que termina com ele enfrentando os bandidos sozinho, e derrotando todos eles praticamente sozinho. É claro que este filme deve ter demonstrado alguma forma de liderança e dominação masculina, como era o filme mais assistido na Casa Branca, entre 1954 a 1986. Para esclarecer sua proeminência dessa declaração, o filme ganhou quatro Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator (para Gary Cooper). Isso mostrou o poder da propriedade como uma forma de comunicar a sua mensagem para o público alvo, o que claramente teria sido muito mais ineficaz se o herói principal fosse desagradável em sua necessidade masculina de ser dominante e no controle de seu próprio destino.

Outro fator extremamente notável em termos de masculinidade em High Noon não é a batalha de Kane com seu antagonista, mas com as duas mulheres do filme que tentam convencê-lo a ficar ou sair da cidade. Tem sido documentado que há duas contrapartes femininas específicas para um herói masculino em um faroeste: a mulher loira, uma gentia que deseja a paz, requer uma grande quantidade de proteção e que representa a civilização, e a mulher morena que é a ligação do herói a uma natureza mais selvagem. Em High Noon, esta dualidade feminina é representada com precisão pela nova esposa de Kane, Amy, a qual os habitantes da cidade lhe dizem para “considerar” em sua decisão de ficar e lutar ou sair e viver, e sua ex-amante, a mulher mexicana Helen. Amy implora para ele deixar a cidade e fugir com ela, e desistir de qualquer forma violenta, mesmo que os seus fins sejam para a proteção ou a resolução de problemas. Ela ameaça deixar a cidade no trem do meio-dia, com ou sem ele, caso ele não a procure. Helen, seu antigo caso amoroso, explica em uma conversa com o assistente de Kane, e mais tarde a Amy, como Will Kane é mais homem do que qualquer um na cidade para cumprir seu dever e recusar-se a deixar a cidade por vontade própria, e que além disso, se ele morrer, a cidade morre com ele. Enquanto suas tentativas de reunir outros moradores em um destacamento para proteger a cidade, em um nível mais alegórico para definí-lo como um herói abandonado, seu conflito com sua nova esposa e o contraste dado por Helen Ramirez ajuda a definir o que o coloca no molde de um “homem.” Seu heroísmo é fortemente sentido o suficiente ainda para que, com a ajuda das palavras de Ramirez, Amy decidisse ajudá-lo na batalha final, auxiliando-o brevemente no tiroteio e indo contra seu próprio dogma. Os dois personagens terminam por sair da cidade, em um ato de desprezo.

O faroeste continuou a evoluir, e em 1962 estavam sendo explorados outros tipos de “heróis.” The Man Who Shot Liberty Valance, que estreou no mesmo ano, é um sólido ponto de ruptura entre o representante da lei, seus impulsos violentos e sua necessidade de se fazer cumprir a lei.

O Homem que Matou o Facínora (1962)

Estrelado por dois dos principais atores mais famosos da época, The Man Who Shot Liberty Valance se trata de dois tipos muito diferentes de heróis. Neste filme, uma outra variação do herói de filme de faroeste pode ser visto não especificamente em qualquer personagem, mas ao longo das interações entre os dois personagens principais. Esta variação é composta por um homem que tenta proteger a cidade, apenas para enfrentar sua própria destruição através de sua perda de conexão com a civilização em evolução, semelhante ao Kane em High Noon, ou morte. O que o torna mais relevante neste filme é que há uma noção do “fim de uma era,” com o personagem violento cuja habilidade selvagem é rejeitada pelas pessoas da cidade no final, e o personagem que é contra a violência em geral, acaba recorrendo a ela para se salvar. Este filme apresenta-se como uma exaltação as tradições culturais, estabelece as bases para a necessidade de glorificar o passado da história dos Estados Unidos, em vez de embarcar nos delírios da contracultura dos anos 60.

Marcando o final dos filmes de faroeste do pós-guerra, este filme dirigido por John Ford foi o último do gênero que fez até sua aposentadoria, pendurar as chuteiras e tentar aceitar que as pessoas discordavam das idéias de uma guerra violenta para resolver os seus problemas, ainda que estivessem sob a ameaça de um conflito armado inevitável e o medo resultante disso.

O personagem de John Wayne, Tom Doniphon, é parte de uma raça de herói em extinção, o homem armado da fronteira. Ele não chega a impedir o progresso, mas ele espera que com o uso de uma arma para resolver problemas não terá de se juntar ao modernismo da sociedade, refletindo precisamente sobre o fim dos heróis da Segunda Guerra Mundial e a visão deles sobre o “progresso.” O outro personagem é um advogado iniciante chamado Ranson Stoddard, interpretado com naturalidade por James Stewart, que demonstra a necessidade de ser civilizado e afastar-se da violência para resolver problemas, mas no final das contas continua “corrompido” ao usar uma arma para salvar a própria pele. Apesar de recorrer a violência no final, ele pertence a um grupo conhecido como “pioneiros,” homens que buscam transformar o ambiente selvagem — ao invés de se integrar a ele — em uma nova ordem social. Stoddard maravilhou a cidade com a criação de um curso de alfabetização, chegando ao ponto de educar um negro chamado Pompey que era o braço direito de Tom Doniphon. Sua finalidade em relação ao progresso neste filme contém um ângulo pró-direitos civis, com uma citação feita no filme fazendo referência ao movimento dos direitos civis da época, quando Stoddard reage ao constrangimento de Pompey por ter se esquecido da Proclamação de Emancipação, afirmando tranquilamente que muitos outros também se esqueceram. Este personagem é um arquétipo do homem ocidental, que ocorre raramente, trazendo a civilização com ele para as regiões remotas do país, domando a fronteira com um livro ao invés de uma arma.

Esses dois personagens possuem um forte contraste em suas visões de mundo, um vilão implacável chamado Liberty Valance [situado na cidade de Shinbone], um bêbado raivoso interpretado por Lee Marvin, está assassinando os agricultores para o bem dos fazendeiros em uma tentativa pessoal de atrasar o progresso. Enquanto ele obstrui o “progresso” de Ranson Stoddard, seus métodos excessivamente violentos e malignos não fazem dele um amigo de Tom Doniphon. Ambos querem livrar a cidade de Valance, mas eles têm métodos completamente contraditórios: para Stoddard o ideal é processar, para Doniphon a idéia é resolver o problema na bala. O filme tem um tom cômico e quase auto-satírico, exibindo um estilo negligente, que enfatiza as reações entre os dois protagonistas principais e como seus personagens diferem em opinião.

Uma cena hilária mostra o fazendeiro rústico interpretado por Wayne humilhar completamente o personagem de Stewart por sua incapacidade de usar uma arma. Ele o leva para sua fazenda e, em uma tentativa de simulação para treiná-lo, assusta Stoddard com truques extravagantes [porém inúteis] com a arma, simplesmente para mostrar o que ele está enfrentando.

Josey Wales – O Fora da Lei (1976)

No entanto, há um lado heróico em Doniphon, como ele é um dos últimos “mocinhos durões” remanescentes, e tem muitas batalhas com Valance que não resultam em trocas de tiro, mas causam um conflito de egos que ilumina a tela com a exuberância do que significa ser homem. Este filme marcou o surgimento desse tipo de personagem defensor da lei e da ordem, com The Man Who Shot Liberty Valance proporcionando o canto do cisne, permitindo que este arquétipo de personagem não caisse no ostracismo com o declínio do gênero do faroeste. O filme termina com a revelação de que Tom Doniphon tinha atirado em Valance para proteger Stoddard, mas não recebeu nenhum crédito por isso. Stoddard usa o seu crédito para se tornar um senador estadual, e mobiliza tempos de mudança e de progresso dentro da cidade de Shinbone. Não havia mais para onde desenvolver o arquétipo do defensor da lei e da ordem nos filmes de faroeste, então um terceiro arquétipo de herói entra em cena; mais corajoso, mais cruel, e com motivações atípicas ao gênero.

Doze anos após a saudação de despedida de John Ford, o faroeste americano tinha começado a diminuir em popularidade, com The Man Who Shot Liberty Valance em 1962 sendo apenas um dos cerca de 11 filmes de faroeste feitos.

Os faroestes com renegados foras-da-lei elevou novamente a popularidade do gênero em 1967 com os filmes de Sergio Leone — personagens violentos, ambíguos, conhecidos por matar à primeira vista e que só se importam com seu próprio ganho material, em grande parte como simples formas de entretenimento.

No entanto, de volta nos Estados Unidos, alguns filmes ainda tentam encontrar um contexto social com o qual trabalhar. The Outlaw Josey Wales é um filme que o próprio Clint Eastwood classifica como uma reação ao ponto de vista social da fase final da Guerra do Vietnã, usando a era de Reconstrução da América do pós-Guerra Civil e da insatisfação dos sulistas como alegoria para a hostilidade do público americano para com os veteranos do pós-Guerra do Vietnã [que não receberam boas vindas e nem sequer um obrigado pelos serviços prestados]. Nascido fora desta desconfiança social e política havia o anti-herói americano, encontrado principalmente em Filmes Noir, mas uma presença constante nos faroestes da época, como The Wild Bunch, dirigido em 1969 por Sam Peckinpah. E popuarizado em todo o mundo por Sergio Leone na “Trilogia dos Dólares.” Semelhante a um personagem criado com competência no primeiro grande filme de Eastwood, A Fistful of Dollars, dirigido por Sergio Leone, ele eleva o arquétipo do anti-herói em busca de vingança a outro patamar, Josey Wales foi concebido em uma história que mostra os maus-tratos a soldados em uma guerra que não foi acordada, usando o Oeste americano como um cenário de guerra a la Vietnã. Este herói era um homem feito, de poucas palavras, habilidades admiráveis, e relutante em fazer amizade com aqueles ao seu redor, pouco importando o quanto queiram sua companhia.

Isso traz a tona a revelação de um terceiro arquétipo masculino principal dos filmes de faroeste: o vingador que busca vingança contra alguém que o ofendeu — neste caso, os soldados ianques conhecido como pés vermelhos que massacraram sua família. O herói vai passar por muitos contratempos para alcançar seu objetivo, mas no final terá completado alguns feitos que inicialmente não se esperariam dele: como descobrir que ele está do mesmo lado das pessoas da cidade ou de pacifistas errantes que não têm a sede selvagem de sangue em seus próprios corações.

Nesse filme, o personagem de Eastwood, se associa a um punhado de personagens complexos, incluindo um Chefe indígena “reformado” interpretado por Chef Dan George, uma jovem índia que acidentalmente se vê em débito por ter sua vida salva por ele, e uma família de viajantes com que ele compartilha uma conexão silenciosa por ter matado um de seus parentes. Escoltando relutantemente, e cuspindo constantemente, Josey acolhe esse “bando” ao longo do caminho enquanto persegue sua vingança. O filme segue a tradição de sucessos como Butch Cassidy and the Sundance Kid, de 1969, que dava um destaque notório a inversão do padrão típico de filmes de faroeste, fazendo dos foras-da-lei os protagonistas principais. Transformando os homens ressentidos e desapontados de seu vínculo com o governo, e que procuravam se livrar disso, nos protagonistas a partir desse ponto em diante.

Ao longo do filme a uma transformação do personagem principal de um solitário singular e letal em um protetor da família e dos ideais, salvando a família no final do filme, que também ajuda-o em sua luta pela vingança. Ironicamente, isso leva ao início desta pesquisa. Josey Wales tem usado suas habilidades selvagens para reunir-se não só com a natureza, mas também com aqueles que o rodeiam, que necessitam de sua proteção, e que não temem a sua autoridade, porque ele é um indivíduo livre na grandiosa tradição ocidental. Os aspectos históricos deste trabalho cinematográfico como alegoria a uma desconfiança em relação ao governo da época, misturado com a necessidade de se fortalecer o núcleo familiar e se proteger das autoridades abusivas, como proclama Eastwood em uma introdução que ele criou, especialmente, para os telespectadores que fossem assistir o filme em DVD. Há um lado anti-autoritário em Wales que é implicitamente visível — ele quer ser conhecido como o personagem que se volta contra o governo, o qual ele não pode mais confiar.

Ao longo dos 55 anos de existência do faroeste, entre seus altos e baixos de popularidade, sua variedade de personagens e as diferentes fórmulas em suas tramas, este gênero de filme sempre foi uma fonte primária para a visão americana da masculinidade. Mesmo que se trate de um retorno à natureza, uma necessidade da violência, o desejo de talhar o próprio nome nas memórias daqueles ao seu redor como um protetor, aproveitador ou um assassino em série, esses filmes têm mostrado como os homens desses tempos estavam aptos a ser. A declaração de Ebert em 3:10 to Yuma prova ser exata: quando em tempos de um dilema moral, os homens jovens e velhos, das mais variadas profissões e cargos, vão olhar mais provavelmente para um personagem de virtuosismo austero para definir a sua própria atitude em relação a sua época. Fora isso, como demonstrado por esses filmes será criado um personagem que reflete esse período de tempo, que se realiza em um ambiente que se tornou a marca registrada dos ídolos americanos.

Os filmes de ação dos anos 80, um legado da Era Reagan, se inspiram bastante nos personagens e tramas de filmes de faroeste, geralmente enfatizando a importância do indivíduo e seu papel crucial no mundo. O indivíduo tomar as rédeas de seu destino é uma mensagem poderosa e inspiradora, servir a um propósito e optar por seguir as próprias aspirações o leva a grandes feitos.

Em filmes como Rambo, Máquina Mortífera, Comando para Matar vemos nitidamente a importância do indivíduo e o que ele pode fazer pelo seu país. Indivíduos que superaram suas próprias dificuldades como pessoa e perseveraram como heróis. Os protagonistas geralmente têm como características mais marcantes o vigor, a virilidade, a perseverança e a assertividade.

Hoje as feministas movidas pelo delírio da ideologia de gênero atacam não só os referenciais de masculinidade dos filmes de faroeste [seja em artigos ou na promoção de filmes como Brockback Mountain] como também os de filmes de ação dos anos 80 não apenas por serem referência de masculinidade mas por representarem os ideais da Era Reagan, coisa que desejam apagar da história a qualquer custo.

Tradução: Fonte original do artigo

Os sonhos sempre foram bons para Paul McCartney. Em uma manhã de 1965, ele acordou com a melodia de Yesterday completamente formada, com sua música melancólica contrastando com sua alegre reputação de “o Beatle mais bonito”.

Os problemas pareciam muito distantes naqueles dias embriagados pela obsessão do sucesso. Porém, três anos mais tarde, o sonho dividido com seus companheiros de grupo se transformou em um pesadelo recheado com desacordos criativos, disputas empresariais e choques de caráter.

“Perto do outono de 1968, eu estava passando por um momento realmente difícil”, recordaria mais tarde McCartney no livro The Right Words at the Right Time, de Marlo Thomas.

“A carreira dos Beatles já estava muito avançada e tínhamos começado a fazer um álbum novo, uma continuação do White Album. Como grupo, começávamos a ter problemas. Eu tinha a sensação de que os Beatles iam se separar. Por isso, eu passava madrugadas acordado, bebendo, usando drogas, indo a bares, como era comum para as pessoas naquela época. Eu vivia e me divertia intensamente”.

Foi durante um dos episódios de sono irregular que McCartney, mais uma vez, recebeu uma visita em sonho. Desta vez, era uma presença reconfortante de fé e fortaleza. Ele acordou na manhã seguinte com as forças reestabelecidas, pegou papel e caneta e escreveu uma canção nova, que evocava essa experiência emocionante:

Quando eu estou em momentos difíceis

A Mãe Maria vem até mim

Dizendo palavras de sabedoria: Deixe estar.

Nos anos seguintes, fãs de todo o mundo entenderam que essa figura era a Virgem Maria, Mãe de Jesus. Mas a verdade era muito mais literal para o compositor. Ele sentiu o cálido conforto de sua própria mãe, Mary Mohin McCartney, que não resistiu a um câncer de mama e morreu quando ele tinha 14 anos.

“Em um sonho, vi minha mãe, que já estava morta há 10 anos”, contou ao escritor Barry Miles na biografia autorizada, Many Years from Now. 

Foi fantástico vê-la. É isso que os sonhos têm de maravilhoso: te reúnem de verdade com a pessoa;  durante um segundo vocês parecem estar fisicamente juntos novamente. Foi maravilhoso para mim e ela foi muito tranquilizadora. No sonho, ela me disse: ‘Tudo vai ficar bem’. Não estou certo se ela usou as palavras ‘deixe estar’ [let it be], mas essa era a essência do seu conselho. Era: ‘não se preocupe demasiadamente, tudo vai dar certo’. Foi um sonho tão agradável que eu acordei pensando: ‘Foi muito bom poder ter falado com ela novamente’. Eu me senti muito abençoado por ter tido aquele sonho. Isso me fez escrever a canção Let it be”.

As palavras saíram da mesma fonte subconsciente que fez brotar a sofrida letra de Yesterday. A morte repentina de Mary deixou a família de McCartney devastada. Era ela a fortaleza e o apoio para todos. “Minha mãe foi enfermeira. Era muito trabalhadora, porque queria o melhor para nós. Não éramos uma família rica – não tínhamos carro, apenas nos permitimos ter uma TV. Meus pais trabalhavam e mamãe contribuía com uma boa fatia das receitas familiares. À noite, quando ela voltava para casa, costumava cozinhar. Não tínhamos muito tempo para ficarmos juntos. Mas simplesmente ela era uma presença muito reconfortante em minha vida”.

Como não sabia nada sobre a doença, Paul McCartney ficou tão impactado com a morte da mãe que sua primeira reação foi: “O que vamos fazer sem dinheiro?”. E essa foi uma frase que o atormentaria durante anos.

McCartney lidou com sua dor entregando-se ao domínio da guitarra. O dramático fato também serviu como cimento para sua amizade com John Lennon, que perderia sua mãe menos de dois anos depois, em um acidente de trânsito. “Aquilo se transformou em um vínculo muito grande entre John e eu”, disse McCartney no documentário The Beatles Antology.“Ambos tínhamos esta turbulência emocional para enfrentar e, como éramos adolescentes, tínhamos que resolver isso rápido”. Juntos, eles se dedicaram à composição.

Apesar de o primeiro trabalho de composição de McCartney – I lost my little girl –  ter sido diretamente inspirado no trauma familiar, Yesterdayse tornou ainda mais especialmente emocionante quando se pensa a partir da perspectiva de um jovem desorientado, que reagiu mal à abrupta morte da mãe:

Por que ela

Teve que ir eu não sei

Ela não me disse

Eu disse

Algo de errado e agora eu sinto falta

Do ontem

Enquanto Yesterday dificultava seus despreocupados dias de fama, fortuna e admiração com lembranças de um profundo arrependimento, Let it be era a imagem da mãe no espelho, oferecendo esperança em meio à escuridão. “Eu acordei com uma sensação muito boa. Era como se ela tivesse me visitado de verdade neste momento tão difícil da minha vida e me deixado a seguinte mensagem: ‘Seja doce, não lute contra as coisas, simplesmente tente seguir a corrente e tudo vai dar certo’”.

A canção tomaria forma pela primeira vez em janeiro de 1969, durante as tortuosas sessões do que ficou conhecido como Get Back, um projeto multimídia que combinava um especial de TV com um álbum ao vivo. As relações entre os Beatles estavam mais tensas. McCartney sentia que o grupo se desmoronava irremediavelmente. Por sorte, seu ânimo foi reforçado pela nova mulher de sua vida: sua esposa Linda Eastman. “Não muito depois do sonho, eu me casei com Linda, que foi minha salvação. Poderia dizer que era como se minha mãe a tivesse enviado”, lembrou.

A experiência Get Back foi tão desagradável que as fitas ficaram encaixotadas durante um ano, durante o qual os Beatles conseguiram gravar um último álbum: Abbey Road (em homenagem ao lar criativo de sempre).

Let it be seria o último single da banda antes do anúncio da separação e também seria o tema que daria nome ao LP lançado um mês depois. Desde então, alcançou o status de um hino moderno e amado por todos, que traz alegria e inspiração a milhões de pessoas.

Em 1986, a música foi escolhida para coroar o show Live Aid em Londres, transmitindo a todo o mundo a mensagem celestial da fé de Maria. A canção traria, mais uma vez, o consolo ao seu autor, quando, em 1998, as pessoas cantaram-na no funeral de Linda, que também perdeu a batalha contra o câncer de mama. Para McCartney, a canção foi um eco comovedor da tragédia que ele viveu na infância. Mas continuava ajudando-o.

Apesar do seu intenso significado pessoal, McCartney manteve uma atitude bondosa em relação às interpretações mais piedosas da canção. “‘Mãe Maria’ se transformou em algo quase religioso, então você pode entender dessa forma, não me importo”, disse ele a Miles. “Eu fico feliz que as pessoas queiram usá-la para reforçar a fé. Não tenho problemas com isso. Acho maravilhoso ter qualquer tipo de fé, principalmente no mundo em que vivemos”.

Aleteia

 

Estive em Jerusalém numa peregrinação com a minha família e fui ao Gólgota. Fiquei um momento a sós, lá onde a morte morreu. E pensava isso mesmo: ‘Aqui a morte morreu”, declarou o vocalista Bono Vox, da banda irlandesa U2, durante uma série de entrevistas em que falou dos salmos e da fé cristã.

O cantor afirma:

“A morte não tem mais poder sobre mim, como tinha aos meus 14 anos, quando a minha mãe morreu. Uma parte da nossa psicologia se assenta no medo da morte. A Escritura diz que agora vemos como num espelho, mas depois veremos cara a cara. Se você sabe disso, então a vida fica mais fácil. Mal posso esperar para ver tudo claro!”.

Bono participou da série de vídeos “Bono & David Taylor: Beyond the Psalms”, produzida pelo Fuller Theological Seminary, uma instituição evangélica sediada na Califórnia.

Ele reconhece que

“o mais difícil que os salmos nos pedem é a honestidade. Eu leio a Sagrada Escritura e encontro adúlteros, assassinos, egomaníacos… como muitos dos meus amigos (risos)! O que Davi faz contra o marido de Betsabé é incrível… Há tanta escuridão ali! Mas a graça e a redenção se refletem depois nos seus salmos. Eles são marcados pela honestidade. Não precisamos comprazer a Deus de outra maneira que não seja essa: sendo brutalmente honestos. Esta é a raiz da nossa relação com Deus. O único problema que Deus não pode resolver é o problema que você tenta esconder”.

Bono diz ainda que se há algo que os salmos lhe ensinaram é que “Deus escuta”.

Para quem quer começar a conhecer esse livro da Bíblia, o cantor recomenda o Salmo 82:

“É um bom começo. Ele diz: ‘Defendei o fraco e o órfão. Fazei justiça ao humilde e ao indigente. Libertai o fraco e o pobre’. Isto não é caridade: isto é justiça”.

E prossegue:

“É incrível que, quando Jesus começa a sua missão, quando abre o tempo da graça do Senhor, quando diz que veio para dar a vista aos cegos etc., isso na verdade é justiça. Não é caridade. Eu gosto de recordar aqui o Salmo 9: ‘O Senhor é o refúgio do oprimido, o seu refúgio em tempos de perigo’; e o Salmo 12: ‘Eu me levantarei pela opressão do necessitado, pelo gemido do pobre’. Este é Cristo. Esta é a razão de Cristo. É o seu manifesto. E deve ser também o nosso manifesto”.

https://youtu.be/WXjEiy_5qQQ

Com relação à La Bête, recentemente encenada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a Associação Médica Brasileira (AMB) vem a público fazer um alerta:

Não consideramos a performance adequada, pois expõe nudez de um adulto frente a crianças, cuja intimidade com o corpo humano adulto, de um estranho, pode não ser suficiente para absorver de forma positiva ou neutra essa experiência.

– Evidências científicas comprovam que situações de nudez, contato físico e intimidade com o corpo são próprias do desenvolvimento humano, mas positivas , desde que ocorram entre pessoas com perfis equivalentes, quanto à idade, maturidade e cultura. Ou entre adultos e crianças cujo vínculo e convivência cotidiana definem esta experiência, de forma natural e sem caráter exploratório previamente determinado.

– Do ponto de vista do adulto (que se apresenta nu e disponível para contatos físicos com crianças) não se consegue alcançar o mérito dessa proposta e/ou sentido artístico, educativo desse roteiro teatral.

Recomendamos que pais e educadores se disponham a trabalhar a sexualidade de seus filhos e alunos, para lhes oferecer a melhor educação sexual, e os prevenir de situações inadequadas, as quais podem ter repercussões imprevisíveis, dependendo da vulnerabilidade emocional de cada criança ou púbere, mais até do que da intensidade da experiência.

Associação Médica Brasileira

Nossas Crianças, por Alexandre Garcia  (Jornalista da Globo)

O volante Gabriel, do Corinthians, foi suspenso por dois jogos por causa de gesto obceno feito para a torcida do São Paulo. Ele pusera a mão sobre a parte da frente do calção, entre as pernas. Fico me perguntando se seria arte, na mesma cidade, quando aquela mãe induziu a filhinha a tocar num homem nu, deitado no chão. Em Jundiaí, a alguns quilômetros dali, um pai de 24 anos foi preso por estar fumando maconha no carro de vidros fechados, com seu bebê de uma semana deitado ao lado. Fico me perguntando porque estava aberta para crianças uma exposição em Porto Alegre que mostra um negro com o pênis de um branco na boca, enquanto outro branco o assedia por trás. A mesma exposição tem uma ovelha sendo violentada por duas pessoas, enquanto uma mulher pratica sexo com um cachorro. Não entendi porque isso estava num museu, aberto a crianças, e não numa casa noturna de shows de esquisitices sexuais e restrito a adultos.

Tampouco entendi a performance de um homem nu que esfrega num ralador uma imagem de Nossa Senhora. Em São Paulo, alguém que pensa que somos idiotas explicou que o homem nu é arte interativa com o corpo humano. Ora, arte com o corpo humano é o que a gente vê, e aplaude, no Cirque du Soleil. E a Veja, de que sou assinante, deve pensar que abandono meus neurônios ao abrir a revista. Comparou as garatujas da exposição de Porto Alegre a Leda e o Cisne, de Leonardo. Como piada, eu poderia acrescentar, no mesmo tom, que deveriam convidar o tarado ejaculador em ônibus para mandar uma foto a ser exposta entre as semelhantes manifestações de “arte”. As pinturas murais artesanais eróticas em Pompéia, têm um significado histórico que o mau-gosto do tal museu não tem.

Tudo bem, eu não gosto mas há milhões de gostam. Respeito. Só não aprovo, como cidadão, que abram as portas para as crianças se chocarem com essas agressões. Que limitem a adultos. Aprendi que arte é beleza, tem padrão estético, tem perfeição técnica, dá prazer intelectual. Há quem pense que arte é escatologia, agressão, garatujas ou até uma tela pintada de branco. Como disse Affonso Romano de Sant’Anna: “arte não é qualquer coisa que qualquer um diga que é arte, nem é crítico qualquer um que escreva sobre arte”.

No Peru, o povo encheu as ruas de Lima para exigir a retirada de doutrinação de crianças em assuntos sexuais no ensino público. E ganhou. Nas ruas, defenderam que as crianças são educadas pelos pais e parentes. No Senado brasileiro, excelentes senadores, como Ana Amélia (RS) e Magno Malta(ES) estão convocando os responsáveis por tais exposições a explicarem em CPI onde não estão agredindo o Estatuto da Criança e do Adolescente e qual o objetivo de envolverem crianças nos seus estranhos experimentos.

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Todos os anos, a Capela Sistina encanta milhares de turistas com a sua beleza. O que muitos não esperam encontrar, porém, é o grande número de corpos nus retratados em suas paredes.

Porém, a Capela Sistina não é a única que apresenta peças marcadas pela nudez. Inúmeros artistas ao longo dos séculos usaram homens e mulheres nus para povoar suas obras de arte, e essas peças estão espalhadas em igrejas católicas do mundo todo.

Mas por que muitos pintores e escultores usaram o nu na arte cristã?

Os corpos nus têm uma longa história na arte sacra. Os artistas renascentistas usaram quatro tipos diferentes de nudez para simbolizar quatro estados da humanidade.

Primeiro, foi o nuditas naturalis, que representou o estado natural da humanidade antes da “Queda”, muitas vezes retratado em cenas ligadas ao Éden ou ao Paraíso.

Depois, o nuditas temporalis, que representou a pobreza, às vezes de natureza voluntária, e a confiança da humanidade em Deus por tudo o que recebemos.

O terceiro estado foi o nuditas virtualis, simbolizando pureza e inocência. A “Madalena Arrependida”, por exemplo, muitas vezes aparece nua, vestida apenas com o cabelo, como símbolo do retorno da alma à inocência após o arrependimento.

Por fim, o nuditas criminalis, que representou o horror das paixões e da vaidade.

São João Paulo II explicou, em sua Teologia do Corpo, como “no grande período da arte clássica grega  há obras de arte cujo sujeito é o corpo humano em sua nudez … Isso leva o espectador, através do corpo, ao Mistério pessoal do homem. Em contato com essas obras … nós não [naturalmente] sentimos atraídos por seu conteúdo”.

Dessa maneira, conclui-se que a representação da nudez [na arte cristã] é clara e completamente diferente do uso da nudez na pornografia.

João Paulo II lembra como as produções pornográficas têm a intenção explícita de despertar a luxúria; eles apresentam o corpo humano como um objeto a ser usado. A pornografia não respeita a dignidade da pessoa humana e o ato sexual é explorado para satisfação pessoal em detrimento do outro.

Por outro lado, a nudez na arte cristã é usada para revelar a beleza da humanidade e o maravilhoso trabalho do criador. Possui simbolismo profundo e não pretende ser uma pedra de tropeço, mas uma entrada para uma maior apreciação do “mistério pessoal” do ser humano.

Aleteia

PureFlixBest

Já anda circulando por aí o trailer do filme Em Defesa de Cristo, produção que estreia em setembro e conta a história de um jornalista investigativo e ateu convicto que se propõe a refutar a existência de Deus depois que sua esposa virou cristã. O filme é da mesma produtora de sucessos no meio cristão como Deus Não Está Morto, de 2014. O que ainda pouca gente no Brasil sabe, porém, é que a produtora, a Pure Flix, mantém desde 2015 um serviço de streaming semelhante à Netflix, apenas com filmes voltados para a família e a fé.

“O sonho que Deus nos deu é oferecer conteúdo de forma constante, de forma a ser uma alternativa ao que Hollywood oferece”, disse David A. R. White, um dos fundadores da empresa, ao The New York Times. Há uma enorme variedade de conteúdo na plataforma. Assim como a gigante do streaming, a Pure Flix mantém no cardápio tanto produções originais quanto de outras produtoras

São mais de 7,5 mil títulos, que englobam diversos outros gêneros além dos filmes e séries com histórias de fé, superação e união do casal e da família. Se na Netflix você pode ver shows de stand-up com comediantes como Marco Luque e Dave Chappelle, no Pure Flix você conta com os episódios do Pure Flix Comedy All-Stars, com estrelas do stand-up norte-americano como Sinbad e Louie Anderson.

Mas se prefere documentários, a opção são séries apresentando a história da Medalha de Honra norte-americana e seus condecorados, um dossiê que tenta provar a verdade do criacionismo e os erros da teoria da evolução, a história da consagradíssima versão inglesa da Bíblia King James, a biografia da ex-secretária de Estado do governo Bush, Condoleezza Rice, ou a explanação dos salmos com o famoso autor Max Lucado

E a Pure Flix ainda oferece uma programação especial para a criançada, com desenhos animados como How Can I Celebrate Halloween?, a história de Digger, um garoto que quer festejar o Halloween, mas é cristão; Theo, um simpático senhor que ensina teologia para crianças; uma versão animada do clássico livro O peregrino, de John Bunyan; e até Ursinhos Carinhosos.

Brasil

O serviço já tem 250 mil assinantes e ainda é restrito aos Estados Unidos e ao Canadá, mas tem pretensões de se expandir para outros países. “Estamos sendo abençoados com um crescimento muito grande”, disse o diretor da empresa, Greg Gudorf, ao jornal nova-iorquino.

Vale lembrar que a companhia ficou entusiasmada com a recepção de Deus não Está Morto e de sua sequência no Brasil, onde, somados, os filmes arrecadaram mais de 2,6 milhões de dólares. Para se ter uma ideia, o Brasil foi a maior bilheteria estrangeira de Deus Não Está Morto 2, com quase 1,5 milhão de dólares – a segunda maior, o México, arrecadou apenas 431 mil dólares.

Para saber mais, acesse o site oficial do Pure Flix.

Felipe Sérgio Koller via Sempre Família

O programa “Terra da Padroeira“, transmitido pela TV Aparecida aos domingos, recebeu na edição de 17 de julho de 2016 a jovem dupla sertaneja Hugo e Tiago, que impactou e levou o público às lágrimas com um testemunho de fé de arrepiar.

Com a dupla, estava presente o padre Alcides Piquilo, que é irmão de Tiago. Os dois irmãos compartilharam a sua dramática vivência recente da enfermidade do pai, que também se chama Alcides e que enfrentou uma severa pneumonia, agravada pelo fato de só ter um pulmão.

A culminação do drama familiar veio no dia em que, mesmo depois que a família tinha se unido com grande fervor na oração do rosário, “seu” Alcides ficou à beira da morte.

Naquele dia, Tiago entrou no quarto do pai e sentiu um forte odor de flores e rosas. Ele imediatamente associou o cheiro ao de um velório e, em desespero, pensou que o pai tivesse falecido. Chamou a mãe e a irmã e, todos juntos, correram para o hospital na tentativa de salvar a vida do pai.

Três horas depois que o pai tinha praticamente morrido, os médicos chamaram a família e fizeram uma declaração surpreendente, que o próprio Tiago relata aos prantos de emoção.

Fonte: Aleteia

Confira neste vídeo o arrepiante testemunho:

Há várias semanas, durante as audições às cegas do programa “The Voice”, na Ucrânia, todos os jurados viraram a cadeira para conhecer quem estava por trás daquela voz angelical. Para surpresa de todos, descobriram um homem de batina!

O padre Alexandre Klimenjo escolheu o time da cantora ucraniana Tina Karol. “A missão de um sacerdote é transmitir alegria a todo o mundo”, comentou Klimenjo, associando o programa de entretenimento com a nova evangelização.

No dia 23 de abril passado, depois de várias semanas de competição, o sacerdote ortodoxo conquistou o grande prêmio do programa. Agora, terá a oportunidade de gravar seu primeiro single e seu primeiro videoclipe.