Estive em Jerusalém numa peregrinação com a minha família e fui ao Gólgota. Fiquei um momento a sós, lá onde a morte morreu. E pensava isso mesmo: ‘Aqui a morte morreu”, declarou o vocalista Bono Vox, da banda irlandesa U2, durante uma série de entrevistas em que falou dos salmos e da fé cristã.

O cantor afirma:

“A morte não tem mais poder sobre mim, como tinha aos meus 14 anos, quando a minha mãe morreu. Uma parte da nossa psicologia se assenta no medo da morte. A Escritura diz que agora vemos como num espelho, mas depois veremos cara a cara. Se você sabe disso, então a vida fica mais fácil. Mal posso esperar para ver tudo claro!”.

Bono participou da série de vídeos “Bono & David Taylor: Beyond the Psalms”, produzida pelo Fuller Theological Seminary, uma instituição evangélica sediada na Califórnia.

Ele reconhece que

“o mais difícil que os salmos nos pedem é a honestidade. Eu leio a Sagrada Escritura e encontro adúlteros, assassinos, egomaníacos… como muitos dos meus amigos (risos)! O que Davi faz contra o marido de Betsabé é incrível… Há tanta escuridão ali! Mas a graça e a redenção se refletem depois nos seus salmos. Eles são marcados pela honestidade. Não precisamos comprazer a Deus de outra maneira que não seja essa: sendo brutalmente honestos. Esta é a raiz da nossa relação com Deus. O único problema que Deus não pode resolver é o problema que você tenta esconder”.

Bono diz ainda que se há algo que os salmos lhe ensinaram é que “Deus escuta”.

Para quem quer começar a conhecer esse livro da Bíblia, o cantor recomenda o Salmo 82:

“É um bom começo. Ele diz: ‘Defendei o fraco e o órfão. Fazei justiça ao humilde e ao indigente. Libertai o fraco e o pobre’. Isto não é caridade: isto é justiça”.

E prossegue:

“É incrível que, quando Jesus começa a sua missão, quando abre o tempo da graça do Senhor, quando diz que veio para dar a vista aos cegos etc., isso na verdade é justiça. Não é caridade. Eu gosto de recordar aqui o Salmo 9: ‘O Senhor é o refúgio do oprimido, o seu refúgio em tempos de perigo’; e o Salmo 12: ‘Eu me levantarei pela opressão do necessitado, pelo gemido do pobre’. Este é Cristo. Esta é a razão de Cristo. É o seu manifesto. E deve ser também o nosso manifesto”.

https://youtu.be/WXjEiy_5qQQ

Com relação à La Bête, recentemente encenada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a Associação Médica Brasileira (AMB) vem a público fazer um alerta:

Não consideramos a performance adequada, pois expõe nudez de um adulto frente a crianças, cuja intimidade com o corpo humano adulto, de um estranho, pode não ser suficiente para absorver de forma positiva ou neutra essa experiência.

– Evidências científicas comprovam que situações de nudez, contato físico e intimidade com o corpo são próprias do desenvolvimento humano, mas positivas , desde que ocorram entre pessoas com perfis equivalentes, quanto à idade, maturidade e cultura. Ou entre adultos e crianças cujo vínculo e convivência cotidiana definem esta experiência, de forma natural e sem caráter exploratório previamente determinado.

– Do ponto de vista do adulto (que se apresenta nu e disponível para contatos físicos com crianças) não se consegue alcançar o mérito dessa proposta e/ou sentido artístico, educativo desse roteiro teatral.

Recomendamos que pais e educadores se disponham a trabalhar a sexualidade de seus filhos e alunos, para lhes oferecer a melhor educação sexual, e os prevenir de situações inadequadas, as quais podem ter repercussões imprevisíveis, dependendo da vulnerabilidade emocional de cada criança ou púbere, mais até do que da intensidade da experiência.

Associação Médica Brasileira

Nossas Crianças, por Alexandre Garcia  (Jornalista da Globo)

O volante Gabriel, do Corinthians, foi suspenso por dois jogos por causa de gesto obceno feito para a torcida do São Paulo. Ele pusera a mão sobre a parte da frente do calção, entre as pernas. Fico me perguntando se seria arte, na mesma cidade, quando aquela mãe induziu a filhinha a tocar num homem nu, deitado no chão. Em Jundiaí, a alguns quilômetros dali, um pai de 24 anos foi preso por estar fumando maconha no carro de vidros fechados, com seu bebê de uma semana deitado ao lado. Fico me perguntando porque estava aberta para crianças uma exposição em Porto Alegre que mostra um negro com o pênis de um branco na boca, enquanto outro branco o assedia por trás. A mesma exposição tem uma ovelha sendo violentada por duas pessoas, enquanto uma mulher pratica sexo com um cachorro. Não entendi porque isso estava num museu, aberto a crianças, e não numa casa noturna de shows de esquisitices sexuais e restrito a adultos.

Tampouco entendi a performance de um homem nu que esfrega num ralador uma imagem de Nossa Senhora. Em São Paulo, alguém que pensa que somos idiotas explicou que o homem nu é arte interativa com o corpo humano. Ora, arte com o corpo humano é o que a gente vê, e aplaude, no Cirque du Soleil. E a Veja, de que sou assinante, deve pensar que abandono meus neurônios ao abrir a revista. Comparou as garatujas da exposição de Porto Alegre a Leda e o Cisne, de Leonardo. Como piada, eu poderia acrescentar, no mesmo tom, que deveriam convidar o tarado ejaculador em ônibus para mandar uma foto a ser exposta entre as semelhantes manifestações de “arte”. As pinturas murais artesanais eróticas em Pompéia, têm um significado histórico que o mau-gosto do tal museu não tem.

Tudo bem, eu não gosto mas há milhões de gostam. Respeito. Só não aprovo, como cidadão, que abram as portas para as crianças se chocarem com essas agressões. Que limitem a adultos. Aprendi que arte é beleza, tem padrão estético, tem perfeição técnica, dá prazer intelectual. Há quem pense que arte é escatologia, agressão, garatujas ou até uma tela pintada de branco. Como disse Affonso Romano de Sant’Anna: “arte não é qualquer coisa que qualquer um diga que é arte, nem é crítico qualquer um que escreva sobre arte”.

No Peru, o povo encheu as ruas de Lima para exigir a retirada de doutrinação de crianças em assuntos sexuais no ensino público. E ganhou. Nas ruas, defenderam que as crianças são educadas pelos pais e parentes. No Senado brasileiro, excelentes senadores, como Ana Amélia (RS) e Magno Malta(ES) estão convocando os responsáveis por tais exposições a explicarem em CPI onde não estão agredindo o Estatuto da Criança e do Adolescente e qual o objetivo de envolverem crianças nos seus estranhos experimentos.

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Todos os anos, a Capela Sistina encanta milhares de turistas com a sua beleza. O que muitos não esperam encontrar, porém, é o grande número de corpos nus retratados em suas paredes.

Porém, a Capela Sistina não é a única que apresenta peças marcadas pela nudez. Inúmeros artistas ao longo dos séculos usaram homens e mulheres nus para povoar suas obras de arte, e essas peças estão espalhadas em igrejas católicas do mundo todo.

Mas por que muitos pintores e escultores usaram o nu na arte cristã?

Os corpos nus têm uma longa história na arte sacra. Os artistas renascentistas usaram quatro tipos diferentes de nudez para simbolizar quatro estados da humanidade.

Primeiro, foi o nuditas naturalis, que representou o estado natural da humanidade antes da “Queda”, muitas vezes retratado em cenas ligadas ao Éden ou ao Paraíso.

Depois, o nuditas temporalis, que representou a pobreza, às vezes de natureza voluntária, e a confiança da humanidade em Deus por tudo o que recebemos.

O terceiro estado foi o nuditas virtualis, simbolizando pureza e inocência. A “Madalena Arrependida”, por exemplo, muitas vezes aparece nua, vestida apenas com o cabelo, como símbolo do retorno da alma à inocência após o arrependimento.

Por fim, o nuditas criminalis, que representou o horror das paixões e da vaidade.

São João Paulo II explicou, em sua Teologia do Corpo, como “no grande período da arte clássica grega  há obras de arte cujo sujeito é o corpo humano em sua nudez … Isso leva o espectador, através do corpo, ao Mistério pessoal do homem. Em contato com essas obras … nós não [naturalmente] sentimos atraídos por seu conteúdo”.

Dessa maneira, conclui-se que a representação da nudez [na arte cristã] é clara e completamente diferente do uso da nudez na pornografia.

João Paulo II lembra como as produções pornográficas têm a intenção explícita de despertar a luxúria; eles apresentam o corpo humano como um objeto a ser usado. A pornografia não respeita a dignidade da pessoa humana e o ato sexual é explorado para satisfação pessoal em detrimento do outro.

Por outro lado, a nudez na arte cristã é usada para revelar a beleza da humanidade e o maravilhoso trabalho do criador. Possui simbolismo profundo e não pretende ser uma pedra de tropeço, mas uma entrada para uma maior apreciação do “mistério pessoal” do ser humano.

Aleteia

PureFlixBest

Já anda circulando por aí o trailer do filme Em Defesa de Cristo, produção que estreia em setembro e conta a história de um jornalista investigativo e ateu convicto que se propõe a refutar a existência de Deus depois que sua esposa virou cristã. O filme é da mesma produtora de sucessos no meio cristão como Deus Não Está Morto, de 2014. O que ainda pouca gente no Brasil sabe, porém, é que a produtora, a Pure Flix, mantém desde 2015 um serviço de streaming semelhante à Netflix, apenas com filmes voltados para a família e a fé.

“O sonho que Deus nos deu é oferecer conteúdo de forma constante, de forma a ser uma alternativa ao que Hollywood oferece”, disse David A. R. White, um dos fundadores da empresa, ao The New York Times. Há uma enorme variedade de conteúdo na plataforma. Assim como a gigante do streaming, a Pure Flix mantém no cardápio tanto produções originais quanto de outras produtoras

São mais de 7,5 mil títulos, que englobam diversos outros gêneros além dos filmes e séries com histórias de fé, superação e união do casal e da família. Se na Netflix você pode ver shows de stand-up com comediantes como Marco Luque e Dave Chappelle, no Pure Flix você conta com os episódios do Pure Flix Comedy All-Stars, com estrelas do stand-up norte-americano como Sinbad e Louie Anderson.

Mas se prefere documentários, a opção são séries apresentando a história da Medalha de Honra norte-americana e seus condecorados, um dossiê que tenta provar a verdade do criacionismo e os erros da teoria da evolução, a história da consagradíssima versão inglesa da Bíblia King James, a biografia da ex-secretária de Estado do governo Bush, Condoleezza Rice, ou a explanação dos salmos com o famoso autor Max Lucado

E a Pure Flix ainda oferece uma programação especial para a criançada, com desenhos animados como How Can I Celebrate Halloween?, a história de Digger, um garoto que quer festejar o Halloween, mas é cristão; Theo, um simpático senhor que ensina teologia para crianças; uma versão animada do clássico livro O peregrino, de John Bunyan; e até Ursinhos Carinhosos.

Brasil

O serviço já tem 250 mil assinantes e ainda é restrito aos Estados Unidos e ao Canadá, mas tem pretensões de se expandir para outros países. “Estamos sendo abençoados com um crescimento muito grande”, disse o diretor da empresa, Greg Gudorf, ao jornal nova-iorquino.

Vale lembrar que a companhia ficou entusiasmada com a recepção de Deus não Está Morto e de sua sequência no Brasil, onde, somados, os filmes arrecadaram mais de 2,6 milhões de dólares. Para se ter uma ideia, o Brasil foi a maior bilheteria estrangeira de Deus Não Está Morto 2, com quase 1,5 milhão de dólares – a segunda maior, o México, arrecadou apenas 431 mil dólares.

Para saber mais, acesse o site oficial do Pure Flix.

Felipe Sérgio Koller via Sempre Família

O programa “Terra da Padroeira“, transmitido pela TV Aparecida aos domingos, recebeu na edição de 17 de julho de 2016 a jovem dupla sertaneja Hugo e Tiago, que impactou e levou o público às lágrimas com um testemunho de fé de arrepiar.

Com a dupla, estava presente o padre Alcides Piquilo, que é irmão de Tiago. Os dois irmãos compartilharam a sua dramática vivência recente da enfermidade do pai, que também se chama Alcides e que enfrentou uma severa pneumonia, agravada pelo fato de só ter um pulmão.

A culminação do drama familiar veio no dia em que, mesmo depois que a família tinha se unido com grande fervor na oração do rosário, “seu” Alcides ficou à beira da morte.

Naquele dia, Tiago entrou no quarto do pai e sentiu um forte odor de flores e rosas. Ele imediatamente associou o cheiro ao de um velório e, em desespero, pensou que o pai tivesse falecido. Chamou a mãe e a irmã e, todos juntos, correram para o hospital na tentativa de salvar a vida do pai.

Três horas depois que o pai tinha praticamente morrido, os médicos chamaram a família e fizeram uma declaração surpreendente, que o próprio Tiago relata aos prantos de emoção.

Fonte: Aleteia

Confira neste vídeo o arrepiante testemunho:

Há várias semanas, durante as audições às cegas do programa “The Voice”, na Ucrânia, todos os jurados viraram a cadeira para conhecer quem estava por trás daquela voz angelical. Para surpresa de todos, descobriram um homem de batina!

O padre Alexandre Klimenjo escolheu o time da cantora ucraniana Tina Karol. “A missão de um sacerdote é transmitir alegria a todo o mundo”, comentou Klimenjo, associando o programa de entretenimento com a nova evangelização.

No dia 23 de abril passado, depois de várias semanas de competição, o sacerdote ortodoxo conquistou o grande prêmio do programa. Agora, terá a oportunidade de gravar seu primeiro single e seu primeiro videoclipe.

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Você quer começar a ler os documentos da Igreja sobre música mas não sabe por onde começar? Aqui você vai encontrar um guia rápido e objetivo do que você não pode deixar de ler.

Separei alguns dos principais pronunciamentos da Igreja sobre música e fiz um pequeno resumo do conteúdo de cada um para te ajudar. Se você quiser baixar um e-book com os textos compilados acesse aqui: http://www.augustocezarcornelius.com.br/ebooks

Tra le sollicitudini – Papa Pio X (1903)

Publicado em 22 de novembro de 1903, primeiro ano do pontificado Papa Pio X e em forma de “motu próprio”, foi o documento mais importante sobre música no início do século XX.l, chamado frequentemente de “código jurídico da música sacra”. O mesmo estabelece os princípios e normas que devem nortear à utilização da Música nas funções do culto da Igreja Católica. Tentando conter os desvios acerca da utilização não criteriosa e abusos no canto e nos instrumentos utilizados bem como na incursão de certa música com cores operísticas, Pio X – chamado de Papa dos artistas, produziu um documento profundo e objetivo. Estabelece ele:

“(…) a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas, donde resulta espontaneamente outra característica, a universalidade.

Musicae sacrae disciplina – Papa Pio XII (1955)

No dia 25 de dezembro de 1955, num dia de natal, o Papa Pio XII publicou esta carta encíclica sobre música sacra. Logo na introdução faz sentir a importância do documento de Pio X e ao mesmo tempo que destaca a necessidade de atualizar e enriquecer as palavras daquele Motu Próprio.

Com uma primeira parte em que faz uma breve narrativa da presença da música desde o antigo testamento, as primeiras comunidades cristãs e o canto gregoriano, logo Pio XII aludi aos esforços da Igreja de conter e adequar os abusos e equívocos musicais cometidos em outras épocas.

A segunda parte traz um avanço no pensamento da música sacra como expressão artística e experiência religiosa. Pio XII crítica explicitamente o conceito de “arte pela arte”, ideia de que a arte não tem outras leis senão aquelas que procedem da sua própria natureza.

Tão importante quanto a arte é o artista que a produz e suas motivações e vida:

“(…)o artista sem fé, ou arredio de Deus com a sua alma e com a sua conduta, de maneira alguma deve ocupar-se de arte religiosa; realmente, não possui ele aquele olho interior que lhe permite perceber o que é requerido pela majestade de Deus e pelo seu culto. Nem se pode esperar que as suas obras, destituídas de inspiração religiosa – mesmo se revelam a perícia e uma certa habilidade exterior do autor -, possam inspirar aquela fé e aquela piedade que convêm à majestade da casa de Deus; e, portanto, nunca serão dignas de ser admitidas no templo da igreja, que é a guardiã e o árbitro da vida religiosa.”

Musical Sacram – a Sagrada Congregação para os Ritos e o Concílio Vaticano II sobre a música na sagrada Liturgia (1967)

Musicam Sacram é o título de uma instrução sobre a Música Sacra Católica Romana, emitida pela Sagrada Congregação para o Culto Divino em 5 de março de 1967, em conjunto com o Concílio Vaticano II A instrução trata da forma e natureza da música de adoração dentro da estrutura de Sacrosanctum Concilium.

Sacrossanctum Concilium – Vaticano II (1967)

Inteiramente dedicado a liturgia católica, sendo o primeiro a ser emitido pelo concílio e e recebendo quase a unanimidade dos votos dos padres conciliares. “Para muitas pessoas, a mensagem do Concílio Ecuménico Vaticano II foi compreendida em primeiro lugar mediante a reforma litúrgica”, afirma o Papa João Paulo II, no n. 12 da Carta Apostólica Vicesimus  quintus annus. A Sacrosanctum Concilium manifesta como norma geral o desejo de “dar-se a maior atenção a esta plena e ativa participação de todo o povo” na sagrada liturgia, destacando para tanto em primeiro lugar a boa formação de professores de liturgia nos seminários, sacerdotes e fiéis. Em seguida, apresenta reformas a serem aplicadas em larga escala e de forma organizará e prudente. Apesar de afirmar que se “deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular”, a língua vernácula passa a ser uma possibilidade e abre espaço para maior participação do povo:

“Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes.”

IGMR – instrução geral do missal romano

Instrução Geral sobre o Missal Romano (em latim: Institutio Generalis Missalis Romani).  Diz respeito ao documento, publicado pelo papa com o objetivo de informar aos celebrantes (bispo, padre, diácono e de um modo geral todos que se envolvem no desenvolvimento das celebrações eucarísticas) sobre como celebrar a missa no rito latino.

Diz o documento:

“A natureza sacrifical da Missa, que o Concílio de Trento solenemente afirmou1, em concordância com a universal tradição da Igreja, foi de novo proclamada pelo Concílio Vaticano II que proferiu sobre a Missa estas significativas palavras: “O nosso Salvador na última Ceia instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e Sangue para perpetuar o sacrifício da cruz através dos séculos até a sua volta, e para confiar à Igreja, sua esposa muito amada, o memorial de usa morte e ressurreição”

CARTA AOS ARTISTAS – Papa João Paulo II (1999)

Lançada às portas do novo milênio, em 4 de abril de 1999, este documento de João Paulo II se posiciona como o mais direto texto emitido sobre a arte, sua função social, seus impactos na história da humanidade e a vocação do artista no projeto de construção do Reino de Deus. Inicia-se de forma convocatória:

“A todos aqueles que apaixonadamente   procuram novas « epifanias » da beleza  para oferecê-las ao mundo como criação artística.”

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS PARTICIPANTES NO CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÚSICA SACRA – Papa Francisco (2017)

Em março de 2017, papa Francisco discursou para membros do congresso internacional organizado pelo Pontifício Conselho da Cultura e a Congregação para a Educação Católica em Roma. “Música e Igreja: culto e cultura, há 50 anos da Musicam sacram”.

Segundo a rádio Vaticana: O objetivo do congresso foi aprofundar, do ponto de vista interdisciplinar e ecumênico, a relação atual entre a música sacra e a cultura contemporânea; entre o repertório usado pela comunidade cristã e as atuais tendências musicais. Foi analisada ainda a formação estética e musical do clero e dos leigos engajados na vida pastoral.

Nas palavras do papa:

“A participação ativa e consciente consiste em saber penetrar profundamente neste mistério, em saber contemplar, adorar e acolher; em sentir o seu significado, graças especialmente ao religioso silêncio e à ‘musicalidade da linguagem com que o Senhor nos fala’”.

“A música sacra e o canto litúrgico devem ser plenamente inculturados nas linguagens artísticas e musicais da atualidade, encarnando e traduzindo a Palavra de Deus em cantos, sons e harmonias que façam vibrar o coração de nossos contemporâneos, criando um oportuno clima emotivo, que disponha à fé e suscite o acolhimento e a plena participação no mistério que se celebra”.

Fonte Original

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“Eu sou cristão (isso pode ser deduzido a partir de minhas histórias ), e, de fato, católico romano”

Nascido 03 de janeiro de 1892 , na África do Sul , John Ronald Reuel Tolkien é mais conhecido como o autor dos romances de fantasia “O Senhor dos Anéis” ( 1954-1955 ) e “Hobbit” (1937), no qual ele criou um mundo com uma nova linguagem, personagens estranhos e uma cultura imaginada. Ele se converteu ao catolicismo em 1900. Educado em Oxford , Tolkien finalmente retorno à universidade como professor de Inglês especializado em Antigo e Médio Inglês. Casou-se com Edith Bratt , depois que ela se converteu ao catolicismo. Eles tiveram quatro filhos. Tolkien morreu em 2 de setembro de 1973.

J.R.R. Tolkien tinha apenas três anos de idade e seu irmão, Hilary, um ano quando eles deixaram a África do Sul e voltaram para a Inglaterra com sua mãe, Mabel. Seu pai, Arthur, um banqueiro de Inglês, planejou sua saída, mas morreu inesperadamente de febre reumática em fevereiro de 1896. Mergulhado na tristeza, a mãe de Tolkien levou os dois meninos para a igreja anglicana “alta” , todos os domingos.

Sua rotina mudou drasticamente sem aviso num domingo, quando eles foram para a Igreja Católica de Santa Ana nas favelas de Birmingham. A mãe decidiu se converter ao catolicismo por razões que nunca explicadas. Na primavera de 1900, quando Tolkien tinha oito anos de idade, a jovem família foi recebida na fé católica.

Sua conversão desencadeou a ira dos membros da família que se opuseram fortemente ao catolicismo. Os parentes do lado de sua mãe eram unitários. Os Tolkiens eram batistas. Ambos os lados imediatamente cortaram o apoio financeiro. No entanto, a mãe de Tolkien permaneceu firme em sua fé e tomou para si a responsabilidade para si de incutir em seus jovens filhos seu amor ao catolicismo.

Padre Francis Xavier Morgan foi o pastor de sua paróquia. Um homem de bondade e humor, que interessou na luta da família. Ele visitou-os muitas vezes e serviu como uma figura paterna para os meninos.

Não demorou muito, no entanto, para que a tensão financeira familiar influenciasse Mabel Tolkien . Em abril de 1904, quando Tolkien tinha doze anos, sua mãe foi internada com diabetes e os meninos foram enviados para viver com parentes. Em junho, sua condição se estabilizou . Determinado a manter sua família unida , a mãe de Tolkien perguntou ao padre Morgan se poderia encontrar uma família com quem pudesse viver e compartilhar as refeições. Ele fez arranjos com o carteiro local e sua esposa.

Naquele outono sua condição piorou. No início de novembro, a mãe de Tolkien entra colapso e em um coma diabético, morrendo em 14 de novembro. A sua morte fortaleceu a fé de Tolkien na Igreja Católica. “Minha querida mãe era uma mártir de fato”, escreveu, “e não é para todos que Deus concede tão fácil seus grandes dons como fez a Hilary e eu, dando-nos uma mãe que se matou com mão de obra e problemas para assegurar -nos manter a fé”.

Seus parentes queriam mandar os meninos para uma escola protestante onde os seus laços com o catolicismo seriam cortados, mas a mãe de Tolkien tinha nomeado Padre Morgan em seu testamento como guardião de seus filhos e protetor de sua fé católica.

Nos anos que se seguiram, o padre Morgan usou sua renda familiar privada para ajudar os dois meninos. Ele encontrou um lugar para eles viverem e pagou seus estudos. Todo verão, levava-os de férias. “Eu aprendi a caridade e o perdão com ele”, lembrou Tolkien.

Quando Tolkien tinha dezesseis anos, ele se apaixonou por Edith Bratt que então tinha 19 anos e também era órfã. Seu guardião tinha providenciado sua convivência na mesma casa em que Tolkien e seu irmão embarcaram porque a dona da casa amava a música e permitiria que a jovem praticasse piano. Quando o Padre Morgan percebeu o inicio do romance, tentou fazê-lo mudar de idéia, e então mudou os meninos para uma nova casa proibindo Tolkien de falar ou escrever para Edith até que ele tinha vinte e um anos.

Em 1911, Tolkien se mudou para Oxford, onde se concentrou em seus estudos. À meia-noite do dia em que completou vinte e um anos , escreveu a Edith . Em poucos dias, eles estavam prestes a se casar.

Edith Tolkien tinha certeza de que queria se tornar um católica, mas ela sabia que seu responsável ficaria indignado. Tolkien descreveu como sua própria mãe tinha sido perseguida por sua família por causa de sua conversão. “Eu acredito ternamente”, disse Edith , “que nenhuma tibieza e medo mundano deve impedir-nos de seguir a luz com firmeza”.
Quando Edith disse a seu tio que ela planejava se converter, ele a deserdou. Em 8 de janeiro de 1914 ela foi recebida na Igreja Católica.

Tolkien se formou em Oxford no ano seguinte e se alistou como segundo tenente na Primeira Guerra Mundial. Em 22 de março de 1916, antes de partir para a França, ele se casou com Edith em uma cerimônia católica oficializada pelo Padre Morgan.

Tolkien permaneceu devotamente católico ao longo de sua vida e assumiu a responsabilidade de criar seus filhos como católicos durante os períodos em que Edith diminuiu o interesse no catolicismo. Seu filho mais velho tornou-se padre.

A obra de Tolkien tem fortes conotações religiosas. Ele usou suas histórias como uma forma de transmitir aos seus filhos sua fé em Deus e sua compreensão do bem e do mal.

“O Senhor dos Anéis é, naturalmente, uma obra fundamentalmente religiosa e católica”, admitiu Tolkien a um amigo jesuíta, ” inconsciente no início, mas consciente na revisão”.


Para outras leituras:

Humphrey Carpenter, J.R.R. Tolkien: The Authorized Biography (Boston: Houghton Mifflin Co., 1977).
Katheryn F. Crabbe, J.R.R. Tolkien (New York: Frederick Ungar Publishing Co., 1981).

Fonte: “A Century of Catholic Converts”, de Lourene Hanley Duquin

Tradução: Jonadabe Rios

 

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Um artista foi multado em 700 euros pelo tribunal da cidade alemã de Saarbrücken depois de publicar um vídeo no YouTube no qual aparece fazendo 27 flexões sobre o altar da Basílica de São João.

Alexander Karle, de 38 anos, que estudou arte em uma universidade de Saarbrücken, publicou o vídeo no YouTube intitulado: “Pressure to Perform” (Pressão para executar).

Assegurou que queria “estudar os vínculos entre a religião e a necessidade de se ajustar aos altos padrões atuais”, segundo relatórios de fontes de notícias russas e alemãs.

O vídeo chamou a atenção dos funcionários da Igreja pela primeira vez quando foi exibido em um centro de arte em fevereiro do ano passado. A paróquia apresentou denúncias contra Karle, acusando-o de profanar um lugar de culto.

O sacerdote local, Pe. Eugen Vogt, afirmou ao ‘Saarbrücker Zeitung’ que “a fé cristã espera ser tratada com respeito” e chamou o ato profano de “provocação e delito”.

A Procuradoria Geral infligiu inicialmente a Karle uma reparação de 1.500 euros devido à perturbação de atividades religiosas e entrada ilegal em uma propriedade fechada ao público.

O Procurador disse que utilizar o altar para algo distinto da sua intenção original não era uma “condição necessária para outorgar o direito à liberdade de expressão e à autoexpressão criativa do artista”.

Entretanto, Karle insistiu que o ato não era um ataque contra a Igreja, mas uma atuação artística, por isso o caso foi remetido a um tribunal local.

Além disso, declarou aos meios de comunicação que esperava que o seu ato causasse uma conversa sobre o “materialismo na Igreja” e “a grande pressão para cumprir com os padrões da Igreja”, entre outras coisas.

O julgamento foi no dia 17 de janeiro frente a um tribunal local de Saarbrücken, que multou Karle em 700 euros (aproximadamente 746 dólares).

oratory-autumnA maioria das pessoas tende a concordar com isto: a maneira de se decorar uma casa pode revelar muito sobre as pessoas que vivem nela.

Existem casas alegres e casas carrancudas; casas modernas, casas neoclássicas, casas mediterrâneas; casas joviais e casas envelhecidas, quase agonizantes; casas limpas e casas sujas…

E existem casas budistas, judaicas, muçulmanas, ateias, sincretistas… Ou católicas.

Mas como é uma casa católica?

Evidentemente, nada pode e deve ser mais católico dentro da sua casa do que você mesmo e a sua família. De pouco adianta “enfeitar” a sua sala e os quartos com imagens e símbolos da Igreja se a sua vida não reflete na prática a fé que você diz abraçar. Revista-se você de Cristo – e o mais virá em consequência.

Feita esta premissa fundamental, não deixa de ser importante que também o ambiente ao seu redor seja coerente com a visão de mundo católica.

Uma casa católica é aconchegante e humanamente calorosa. De novo, o principal fator que lhe atribui essas características é o comportamento da sua família, que fique claro. Mas também é relevante que o “estilo” da sua casa católica transmita esse aconchego e calor humano. Entre os elementos que transmitem o “espírito católico” estão coisas prosaicamente singelas, como a boa luminosidade natural, a boa ventilação, a existência de plantas e, se possível, um jardim. Tudo limpo e bem cuidado. A virtude da ordem deve transparecer vitoriosamente sobre o vício da preguiça – e não há decoração mais bonita que a limpeza.

Em termos de estilo, o restante fica a seu critério. Nada impede que a sua casa seja moderna, tecnológica, adornada por obras de arte – ou que seja simples, igual às demais da vizinhança, com nada de luxo. Tudo isso é secundário – é meio, não fim. A relevância desses aspectos aparentes está na intenção e na mensagem que transmitem: se eles servem para transmitir vaidade, apego material, arrogância, então não somente não serão católicos, como sequer serão elegantes. No outro extremo, a falta de recursos materiais tampouco pode ser desculpa para uma casa desleixada, “largada”, descuidada: a mensagem desse outro “estilo” também passa longe de ser católica.

Até aqui, não saímos do básico – mas “básico”, neste caso, é sinônimo de “imprescindível”. Aconchego, simplicidade e limpeza, afinal, são irrenunciáveis.

Bem recebidos por esse ambiente humanamente sadio da sua residência, agora podem (e devem) vir também os elementos mais “especificamente” católicos.

Que tal, para começar, uma imagem de Nossa Senhora ou do Sagrado Coração no jardim da sua casa? Esta seria uma forma, além do mais, de testemunhar aos seus vizinhos que você professa seriamente a fé católica e não precisa escondê-la na sua própria casa.

Passando para os ambientes internos, há um elemento visual essencial em toda casa católica: o crucifixo. De preferência, um em cada cômodo. E não estamos falando apenas da cruz: o crucifixo é o Crucificado, é Jesus pregado à cruz, e não a cruz sozinha. Não é a cruz, como tal, que nos salva: é Cristo, que enfrenta e derrota a morte de cruz, iluminando as nossas próprias pequenas cruzes do dia-a-dia e transformando-as, com o nosso assentimento, em penhor de salvação.

Também são recomendáveis ícones ou imagens de Jesus, de Maria, de São José e do seu santo padroeiro. Mais ainda: é particularmente recomendado entronizar na sua casa o Sagrado Coração de Jesus, consagrando a Ele tanto a sua residência quanto, principalmente, a sua família que nela vive.

É interessante constatar, aqui, que “o mundo” considera todos esses elementos como “cafonas“. Ótimo ponto: serve como teste para a sua coerência. A sua casa prefere agradar ao mundo ou refletir autenticamente aquilo em que você acredita? É claro que não há necessidade de espalhar imagens por todos os cômodos e transformar a sua residência em um museu de peças sacras – além de resvalar em uma espécie de falta de temperança, isto poderia até raiar em falta de confiança filial: “Ah, se eu não encher a minha casa de imagens é porque estou cedendo à vergonha do que vão dizer, e, portanto, estou negando ou escondendo a minha fé”. Cuidado com essas ideias: não seja “católico” por medo. Ser católico não é nada disso. Seja espontâneo, seja simples. Você por acaso acha que uma pessoa que não espalha fotos dos pais, irmãos e filhos em abundância pela casa inteira é porque não gosta deles? Não é isso o que define o nosso amor. Saiba discernir entre a autenticidade e a artificialidade. Esclarecido isto, você encontrará maneiras de ser elegante sem renunciar à sua fé – ou de demonstrar a sua fé sem ser “cafona”.

Com a riquíssima história da arte católica, aliás, você vai facilmente encontrar elementos sacros que se harmonizem também com o seu gosto pessoal.

Pense, ainda, num altar doméstico ou num ícone instalado na parte da casa em que você costuma se recolher para rezar com mais frequência. Afinal, é este o sentido das imagens dentro da fé católica: recursos visuais que só têm razão de ser como meios para nos ajudar no recolhimento e no fervor. As imagens em si não são o alvo da nossa adoração – o que seria, pura e simplesmente, idolatria.

E não se esqueça do carro! Que tal um rosário e uma medalha de São Cristóvão no espelho retrovisor? Lembre-se, antes, de pedir a um sacerdote que os abençoe.

Por fim, você mesmo pode se revestir não só espiritual, mas também “externamente” de Cristo: passe a usar um crucifixo; conheça e adote uma medalha devocional e, principalmente, peça que um sacerdote lhe imponha o escapulário. Mais que lembretes visuais de que você é católico, eles são sacramentais: sinais visíveis da nossa fé e recursos auxiliares para nos estimular na união cada vez mais intensa com Jesus (nada de confundi-los com amuletos!).

Todos esses são recursos a ser adotados – mas há também os elementos a ser abandonados.

Há certos “adornos” que contradizem a fé católica: objetos ditos “místicos” em sentido esotérico ou ocultista, símbolos e ritos pagãos ou de crenças incompatíveis com a fé em Cristo, superstições, imagens e elementos mundanos que não condizem com as virtudes e valores cristãos…

E, mais importante, existem as atitudes a ser abandonadas em uma casa católica. Não só os pecados graves, o que sequer precisaria dizer, mas também aquelas posturas que, de tão comuns e “humanas” que são consideradas em algumas casas, parecem quase fazer parte da “paisagem natural” ali dentro: excesso de televisão ou internet, isolamento e falta de comunicação pessoal e construtiva, hábitos de preguiça e hedonismo, mau humor e irritabilidade, falta de educação e de caridade, falta de higiene e de cuidados consigo e com o próximo, excesso de foco nos prazeres da mesa…

Essas posturas devem ceder espaço ao respeito, ao serviço, ao cuidado, à atenção… Em suma: ao amor. Afinal, se o amor não estiver presente na sua casa, não existe mais nada que possa torná-la católica. Nem o próprio Deus, que só entra na sua vida se o seu amor O autorizar.

Aleteia

pastro_na_cupulaFoto: Thiago Leon

Faleceu na madrugada desta quarta-feira, 19 de outubro, no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP), o artista sacro Cláudio Pastro. O corpo será velado no Mosteiro Nossa Senhora da Paz, em Itapecerica da Serra. Seu sepultamento acontecerá às 16h, no cemitério do Mosteiro, precedido da Eucaristia em ação de graças por sua vida e ressurreição.

“Rezemos ao bom Deus que acolha em sua casa este servo bom e fiel!”, declarou o arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, Dom Darci José Nicioli, ao divulgar a notícia nas redes sociais. “Este irmão, com quem pude ter boa amizade, e que serviu a Igreja no Brasil e em outras partes do mundo, com seu dom extraordinário na área litúrgica. Na ressurreição, vai cantar as maravilhas de Deus eternamente”, declarou Dom Gil Antonio Moreira, responsável pelos bens culturais no Regional Leste 2 da CNBB.

Neste momento de tristeza o Santuário Nacional expressa seus sentimentos aos familiares e amigos, e oferece todo apoio. Rezamos por este devoto de Nossa Senhora Aparecida que partiu para o céu e enviamos o nosso abraço aos familiares de Pastro.

O artista sacro de Aparecida

Cláudio Pastro era considerado por especialistas de arte sacra como o brasileiro mais expressivo da atualidade nesta área. Paulistano, nascido em 16 de outubro de 1948 em uma família católica, é especializado em arte sacra e tem suas obras baseadas no Concílio Ecumênico Vaticano II.

Grande devoto da espiritualidade beneditina recebeu o título de oblato. Já reformou centenas de igrejas no Brasil e no exterior.

Formado em Ciências Sociais pela PUC, em 1972, se dedicava à arte sacra desde 1975, tendo cursado teoria e técnicas de arte na Abbaye Notre Dame de Tournay (França), no Museu de Arte Sacra da Catalunha (Espanha), na Academia de Belas Artes Lorenzo de Viterbo (Itália), na Abadia Beneditina de Tepeyac (México) e no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Entre diversos trabalhos realizados em diversos lugares do mundo, se destaca o acabamento do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, onde atuam os Redentoristas de São Paulo, além de trabalhos realizados nos conventos da Província.

Infância

Pintando desde os cinco anos de idade, Pastro usava os papéis de pão que a mãe Aloísia, chamada por todos de Luizita, guardava para ele desenhar e rabiscar.

No campo artístico recebeu influência do pai, que o presenteou com um Long Play, um vinil, com o Lago do Cisne, de Tchaicowky, e das Irmãzinhas da Assunção, cujo mosteiro localizava-se na Alameda Lorena, bem em frente à casa em que a família morava.

Suas primeiras obras foram na capela do Mosteiro Nossa Senhora da Paz em São Paulo. Vieram então as criações para o Colégio Santo Américo e para outras igrejas. Aos poucos foi se tornando conhecido.a.

O Santuário Nacional de Aparecida

Responsável pela preparação do maior Santuário mariano do mundo, Claudio Pastro está à frente da concepção artística, criação de painéis, vitrais e tantas obras da Basílica de Aparecida desde 1999. Entre tantas obras é autor do Nicho que abriga a imagem de Nossa Senhora Aparecida, da Medalha dos 300 anos e da Cúpula Central, em fase de finalização na Basílica de Aparecida.

Eu fico muito feliz pelo privilégio de ter sido escolhido e por ouvir que as pessoas mais simples e as mais sofisticadas tem o mesmo sentimento: ao entrar na Basílica não querem sair.

Ao caminhar pelos corredores do Santuário Nacional, nota-se a grandiosidade da Basílica dedicada a Padroeira do Brasil e observa-se o colorido e os traços marcados pelas obras de Pastro.

Também é autor do monumento em homenagem aos 300 anos do encontro de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba, inaugurado recentemente nos jardins do Vaticano, em Roma, no Santuário Nacional, em Aparecida (SP) e futuramente em Brasília (DF) na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Cláudio Pastro ainda falou sobre a catequese de suas obras sacras e do privilégio de conceber tantas obras.

Esta igreja é única! Temos uma Basílica, onde a manifestação de Deus, a verdade e a gratuidade resultam em beleza, luz, esplendor. Eu fico muito feliz pelo privilégio de ter sido escolhido e por ouvir que as pessoas mais simples e as mais sofisticadas tem o mesmo sentimento: ao entrar na Basílica não querem sair. Isso basta. Nem todo mundo entende, pois a fé é um crescimento interno e essas obras são um convite para isso”, afirmou.

Fonte: http: www.a12.com

melgibson

Mel Gibson divulgou em uma recente entrevista o nome que terá a sequência do filme de 2004 “A Paixão de Cristo”, que levou às telonas as últimas 12 horas de vida do Senhor Jesus.

“Que fique claro que o seu nome não será ‘A Paixão de Cristo 2’, mas sim ‘A ressurreição’”, afirmou o ator, roteirista e diretor durante o festival religioso evangélico So Cal Harvest.

“É um tema muito importante e precisamos tratá-lo com cuidado, porque não queremos fazer apenas uma versão com imagens. Podemos ler o que aconteceu, mas experimentá-lo de verdade, explorar seu significado mais profundo, vai dar muito trabalho, e (o roteirista) Randall Wallace está disposto a fazê-lo”, explicou Gibson.

“Além de ser um escritor brilhante, é um grande diretor”, disse a respeito de Wallace, nomeado ao Oscar pelo filme Braveheart e que recentemente dirigiu e co-escreveu o drama baseado na fé “O céu é de verdade”.

O roteiro do filme “A Paixão de Cristo” foi baseado nos diários da mística Ana Catarina Emmerich (1774-1824) apresentados no livro “A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo” e foi traduzido para o latim, hebreu e aramaico por linguistas jesuítas em Los Angeles.

Além disso, custou 30 milhões de dólares e arrecadou mais de 611 milhões em todo o mundo.

Fonte: ACIdigital