O Parlamento Português aprovou no dia 13 de abril uma lei que permite a mudança de sexo no registo civil aos 16 anos apenas mediante requerimento e sem necessidade de recorrer a qualquer relatório médico, o que desencadeou uma resposta enérgica da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), que considera que a dispensa de um parecer médico se reveste de uma enorme gravidade em termos de saúde pública e afirma que a lei tem mais fundamento na ideologia de gênero que na ciência ou na medicina.

Segundo um recente comunicado da Associação, “a lei aprovada exclui a medicina, não tem qualquer base científica, já que não se apoia em qualquer diagnóstico médico de disforia de género, e dispensa o tratamento médico necessário para estes casos”.

“A história ensina-nos que sempre que a medicina se subjugou à ideologia, os resultados foram desastrosos para a humanidade, pelo que a AMCP apela ao Sr. Presidente da República para que vete esta lei”, asseveram os médicos católicos.

Além disto, a AMCP diz que é estranho que seja permitida a mudança de sexo “numa idade em que se considera que os cidadãos não têm ainda maturidade para votar, conduzir um automóvel ou ingerir bebidas alcoólicas”.

“Nesta idade o córtex pré-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decisões) ainda não atingiu o desenvolvimento completo, pelo que não existem condições neurobiológicas de maturidade para uma tomada de decisão desta natureza”, diz o comunicado da ACMP.

“Esta lei, agora aprovada, não é baseada propriamente em novas descobertas científicas, nem tão-pouco foi pedida pelos médicos portugueses, mas é suportada por uma ideologia: a ideologia de gênero. Esta teoria assenta na ideia radical de que os sexos masculinos e femininos não passam de uma construção mental, cabendo à pessoa escolher a sua própria identidade de gênero”, asseveram os médicos católicos de Portugal.

“A ideologia de gênero é uma construção cultural, um produto da cultura e do pensamento humano, sendo totalmente desvinculada da biologia. A ciência — e a medicina em particular — não aceita a supremacia absoluta da dimensão psicológica/sociocultural sobre a identidade sexual. O ideal é que haja uma harmonia entre ambas, não sendo ético provocar desordens psicopatológicas artificiais, através da difusão de uma ideologia radical destinada a criar um “homem novo””, conclui o texto.

ACI

[Nota de Crux: O Irmão Jesuíta Guy Consolmagno é diretor do Observatório do Vaticano, fundado no século XVIII e refundado em sua forma atual em 1891. Consolmagno é visto por muitos como uma referência em como o Vaticano, discute regularmente a relação entre fé e razão. A Fundação do Observatório do Vaticano também tem um blog. Recentemente, Consolmagno fez uma palestra no Sheen Center, em Nova York, chamada ‘Jesuítas e Jedi: ciência e espiritualidade na era de Star Wars’]

 

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No evento no Sheen Center, aprendi um pouco sobre sua história e descobri como o senhor acabou se tornando o “astrônomo do Papa”. Poderia contar um pouco desse background aos leitores do Crux?

Daria um livro! (O nome do livro é “Brother Astronomer”…)

Cresci em uma família católica comum dos anos 50 e aprendi ciência e religião com as Irmãs de Caridade de Nossa Senhora Rainha dos Mártires. Fui para o colégio jesuíta da Universidade de Detroit, pensei em ser padre, mas percebi que não tinha a personalidade certa para isso e acabei no MIT, principalmente por causa da biblioteca de ficção científica!

Aos trinta, minha fé entrou em crise; não a fé na minha religião, mas na ciência. Então, em vez de “perder tempo” estudando as luas de Júpiter, entrei no Corpo de Paz. Mas meus alunos no Quênia eram fascinados por ciência, e o entusiasmo deles me lembrava que a astronomia é um alimento para a alma.

Depois de lecionar numa pequena universidade – uma delícia – entrei para os jesuítas como irmão, pensando que poderia lecionar em algum colégio jesuíta. Mas me mandaram para Roma para continuar na astronomia… e em 2015 o Papa Francisco me nomeou diretor do Observatório.

O senhor disse que estudar o cosmos é um ato de adoração. Poderia dizer mais sobre o que quer dizer com isso?

Adoração é uma maneira de chegarmos mais perto de Deus; e é isso que fazemos quando estudamos o cosmos. Não preciso que a Bíblia me dê as respostas às minhas perguntas científicas, mas dependo da autoridade das Escrituras para ter certeza que essas respostas podem ser encontradas e que vale a pena buscá-las.

Me inspiro, em particular, no salmista que escreveu que “Os céus manifestam a glória de Deus” e por São Paulo, que nos lembra de que “as coisas invisíveis, desde a criação do mundo, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas”. Conhecemos a personalidade de Deus ao nos familiarizarmos com seu modo de criação… um modo elegante, racional e cheio de alegria!

Há muitos mal-entendidos sobre a relação da ciência e da Igreja Católica, sobretudo historicamente. Quais mal-entendidos acha que é particularmente importante corrigir?

Quando as pessoas dizem que a Igreja vai contra a ciência, respondo “cite três”, pedindo três exemplos. Elas sempre começam com Galileu, que normalmente significa que não sabem nada sobre Galileu… sua vida e sua época, seus argumentos ou a natureza da oposição contra ele. Nunca leram o que ele escreveu nem o que seus companheiros e inimigos escreveram. Alguns podem mencionar Giordano Bruno. Uma olhada rápida na página da Wikipédia sobre ele geralmente já abre um pouco seus olhos. E não conseguem pensar num terceiro exemplo. (A Igreja nunca condenou a evolução, por exemplo; e dois papas, Pio XII e João Paulo II, especificamente, endossaram a ideia).

Enquanto isso, a lista de cientistas importantes que eram católicos vai de Alberto Magno a Roger Bacon, Ampere, Volta, Pasteur, Mendel e Lemaître… e também Copérnico e Galileu! Novamente, é possível ver na Wikipédia uma lista de ganhadores católicos do Prêmio Nobel.

Uma das partes de que mais gostei no evento no Sheen Center foi a exposição de seus pensamentos sobre inteligência artificial. O senhor acha que é possível que tal máquina chegue a ser considerada uma pessoa?

 Na prática, temos muito tempo pela frente antes de que algo que produzimos com metal e semicondutores possa dar conta do recado. Minha suspeita – e posso estar errado! – é que os computadores digitais em si nunca serão capazes de replicar o cérebro humano; pelo estilo errado, acredito. Lembro da piada que diz que o cérebro humano ainda é o computador mais sofisticado a que temos acesso e, além disso, é o único que pode ser produzido por trabalhadores não qualificados.

O senhor escreveu um livro entitulado Você batizaria um extraterrestre? (em inglês, Would You Baptize an Extraterrestrial?). O senhor batizaria?

Só se ele pedisse.

Fonte: Crux

Estamos diante de uma reconstituição do corpo real de Jesus Cristo!

“Esta estátua é a representação tridimensional do Homem do Sudário, em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.

Quem explica é Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua e estudioso da relíquia, uma das mais enigmáticas e apaixonantes do mundo cristão (e também do mundo incrédulo). Com base em suas medições, o professor fez a reconstituição em 3D que, a seu ver, permite afirmar que essas são as reais características do Cristo crucificado.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra. A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”.

O professor concedeu à revista italiana Chi a conversa exclusiva em que afirmou:

“Segundo os nossos estudos, Jesus era um homem de extraordinária beleza. Longilíneo, mas muito robusto, tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão real e majestosa” (cf. Vatican Insider).

Mediante os estudos e a projeção tridimensional, Fanti pôde também computar as numerosas feridas no corpo do Homem do Sudário:

“No Sudário eu contei 370 feridas de açoites, sem considerar as laterais, que o pano não revela porque envolveu apenas a parte anterior e a posterior do corpo. Mas podemos supor pelo menos 600 golpes. Além disso, a reconstrução tridimensional permitiu observar que, na hora da morte, o Homem do Sudário pendeu para a direita, porque o ombro direito foi deslocado de modo tão grave que lesou os nervos” (cf. Il Mattino di Padova).

É notório que, nesse homem torturado, vemos sinais inquestionáveis de sofrimento. Os olhos da fé enxergam nele o homem por excelência, aquele que foi apresentado pela arrepiante frase “Ecce Homo”, “Eis o homem”; aquele que foi visto manso e majestoso diante de Pilatos, mas que sofreu terrível flagelação, espancamentos, coroação de espinhos, subida ao Calvário carregando aos ombros a própria cruz, crucificação como inocente e morte pela nossa redenção.

Acreditar na autenticidade do Sudário não é obrigatório para nenhum cristão. Mas o carácter excepcional daquele pano fúnebre e seus séculos e séculos de mistério fascinante e desafiador provoca o nosso entendimento e as nossas certezas, tal como fez aquele Nazareno que desafiou as nossas certezas ao amar os seus perseguidores, a perdoá-los do alto da cruz e derrotar a morte para sempre.

Aleteia

Embora o Santo Sudário de Turim (Itália) seja o objeto mais importante relacionado a Jesus que permanece até hoje, a Espanha também tem entre os seus tesouros duas relíquias importantes de Cristo.

Estas relíquias são o Sudário de Oviedo, pano que cobriu o rosto de Jesus e o Lignum Crucis, um pedaço da cruz do Senhor.

Estas relíquias foram estudadas em profundidade e permitem aproximar-se um pouco mais da Paixão de Cristo.

O Sudário de Oviedo

Segundo a tradição, o sudário que cobria o rosto de Jesus está guardado na Catedral de Oviedo e é exposto ao público apenas três vezes por ano: na Sexta-feira Santa; no dia 14 de setembro, dia da Santa Cruz; e em 21 de setembro, festa do Apóstolo São Mateus, padroeiro da cidade espanhola.

Os apóstolos veneraram em Jerusalém as relíquias da Paixão, incluindo o Sudário, durante os primeiros anos do cristianismo. Com a invasão dos persas no século VII, conseguiram salvá-lo e foi levado à Espanha.

Jorge Manuel Rodríguez Almenar, presidente do Centro Espanhol de Sindonologia, explicou em diversas ocasiões que os estudos mostram que todos os elementos do Sudário de Oviedo coincidem com os do Santo Sudário.

O último estudo realizado pela Universidade Católica de Murcia, na Espanha, concluiu que ambos os panos envolveram a mesma pessoa. Também precisou que o homem do Santo Sudário e do Sudário de Oviedo sofreu a mesma ferida no lado.

Algo que está de acordo com o que foi relatado no Evangelho de João, quando diz: “Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”.

Lignum Crucis: Uma relíquia da Cruz de Cristo

O mosteiro franciscano de Santo Toribio de Liébana, na Cantábria, guarda há mais de 1200 anos um grande pedaço da Cruz de Jesus.

Esta relíquia é conhecia pelo seu nome em latim Lignum Crucis, que significa lenho ou madeira da Cruz. Este objeto sagrado corresponde à madeira horizontal do lado esquerdo.

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, decidiu conservar as relíquias da Paixão do Senhor. Uma delas foi a Cruz, que chegou à Espanha no século XVI, com os restos de Santo Toribio, que tinha sido custódio dos lugares santos em Jerusalém.

Em 1958, realizaram alguns testes para comprovar a sua autenticidade e “confirmaram que a madeira é de uma árvore que existe na Terra Santa e que tem uma idade superior a 2000 anos”, assegurou ao Grupo ACI o Pe. Juan Manuel Núñez, superior do convento de Santo Toribio de Liébana.

Além disso, o DNA da relíquia coincide com o de outros pedaços menores da cruz conservados em diferentes lugares do mundo.

“A maior prova de veracidade das Lignum Crucis são todas as conversões que ocorrem no sacramento da confissão no mosteiro”, afirma o sacerdote.

Segundo o Pe. Nunez, o Lignum Crucis fala, “através de uma linguagem silenciosa, do amor de Deus que se entrega ao coração de todos os homens. Um amor que ficou marcado para sempre na Cruz e que diz a todos: ‘Embora não saibam lê-lo aqui diz como e quanto os amo’”.

Desde o século XVI se celebra o Ano Jubilar Lebaniego Santo Toribio de Liébana. Este Ano Santo ocorre cada vez que o dia 16 de abril (festa de Santo Toribio) cai em um domingo. Como o dia 16 de abril de 2017 coincide com o Domingo de Ressurreição, o início deste Ano Santo começará no dia 23 de abril.

Fonte: ACI Digital

Não creio que percebemos as implicações. Não creio que percebemos para onde isso tudo está se dirigindo, ou o que diz sobre os costumes dos países chamados desenvolvidos.” afirmou Phyllis Zagano, pesquisadora da Hofstra University. Costumava custar 100 mil dólares para clonar um cachorro. Hoje, somente 50 mil. Oferta e procura.

Num passado distante – na verdade, 2015 –, era preciso clonar o nosso cão na Coreia do Sul. Hoje, os ViaGen, “especialistas em clonagem de pets e preservação genética da América”, sediados em Cedar Park, no Texas, estão aqui para nos atender – o que nos remete aos cães de Barbra Streisand.

Em maio de 2017, Streisand teve a perda de sua Coton de Tulear chamada Samantha. Streisand clonou Samantha. Em fins de fevereiro, duas filhotes, Violet e Scarlet, juntaram-se à prima distante de Samantha, a Fanny, vivendo com Streisand.

Eu entendo como é perder um animal de estimação. Só não compreendo gastar 50 mil dólares para recriar este animal. (Se o cliente não estiver decidido ainda ou não tiver o dinheiro todo no momento, a empresa ViaGen estoca o material genético para o futuro. Isso custa 1.600 dólares. Se o animal morrer antes da biópsia, certifique-se de mantê-lo refrigerado, mas não congelado. Sugere-se fazer a coleta dentro de cinco dias.)

A ironia dos cães de 50 mil dólares de Streisand – cães da raça Coton de Tulear custam entre 1.800 e 3.500 dólares cada – é que a raça teve origem em Madagascar, um dos países mais pobres do mundo. Madagascar, situado no Oceano Índico, na África, está também no meio de uma epidemia de peste bubônica e pneumônica. O país tem cerca de 1,5 médico e dois leitos hospitalares para cada 10 mil pessoas.

Cheguei a mencionar que Madagascar é um país pobre? O salário bruto mensal é de US$ 63,30. Em Madagascar, 50 mil dólares podem comprar um pedaço de pão para aproximadamente 100 mil pessoas.

De volta ao Texas: a tecnologia de clonagem da ViaGen é moderna e atualizada. No começo de 2018, a empresa registrou várias centenas de clonagens bem-sucedidas. Um veterinário coleta material genético de um animal por meio de uma biópsia de pele. Os cientistas da ViaGen removem o núcleo dos óvulos do cão doador e inserem o material genético coletado. Em lugar de esperma, que introduziria genes diferentes, o embrião reconstituído é iniciado no processo divisório com um choque elétrico. Então, o embrião ou os embriões são implantados cirurgicamente na mãe de aluguel e, depois de aproximadamente nove semanas, os cães clonados nascem. Como a maioria das partenogêneses na natureza, o embrião é sempre feminino. Por isso, Srta. Violet e Srta. Scarlet.

Os mamíferos feitos sob encomenda não são novidade. Lembremos da Dolly, ovelha que ficou famosa em 1996. As células doadoras da Dolly vieram da glândula mamária de uma outra ovelha. 

Ian Wilmut, cientista do Roslin Institute (Escócia) que liderou o experimento, disse: “Dolly é derivada de uma célula da glândula mamária e não poderíamos pensar em glândulas mamárias mais impressionantes do que as de Dolly Parton”. Dolly, a ovelha, contraiu câncer de pulmão; ela foi sacrificada quando estava aproximadamente com seis anos e meio de idade.

Em algum lugar, algum cientista está clonando algo. Já clonaram gado, gatos, veados, cavalos, mulas, bois, coelhos e ratos. Recentemente, clonaram macacos na China. A clonagem humana está muito distante?

Houve um escândalo anos atrás quando dois cientistas coreanos falsamente alegaram que haviam tido sucesso com uma forma de clonagem humana. Desde então, cientistas americanos criaram linhagens de células-tronco que mais tarde destruíram no estágio de blastocisto, cerca de cinco dias de idade. Ordinariamente, este é o momento em que um embrião encontra o seu lar gestacional no útero.

Eles matam embriões clonados para “colher” células-tronco, mas quanto tempo antes de um embrião humano clonado ser levado a termo?

Os múltiplos escândalos aqui residem todos numa placa de Petri. A sociedade hoje autoriza, até mesmo aprova, todo o tipo de experimentação. Material genético e óvulos são commodities, prontos para serem usados, comprados e vendidos pelo maior lance. E não são só animais.

Não creio que percebemos as implicações. Não creio que percebemos para onde isso tudo está se dirigindo, ou o que diz sobre os costumes dos países chamados desenvolvidos. Ouvimos que uma celebridade americana cujo patrimônio líquido é de 400 milhões tirou 50 mil dólares para clonar o seu animal de estimação, ou que Madagascar está sendo devastado por uma epidemia de peste bubônica e pneumônica, e viramos a página para ver os resultados na seção de esportes. Isso não é bom.

National Catholic Reporter

O Dr. Francis Collins, coordenador do maior projeto de biotecnologia, que decodificou o genoma humano, e também Diretor do Instituto Nacional Americano de Pesquisa do Genoma Humano, considera que os milagres são uma “possibilidade real” e descartou que a ciência seja usada para refutar a existência de Deus, porque está confinada a seu mundo “natural”.

Segundo informações do site Caminayven.com, o cientista explicou que em seu livro “A linguagem de Deus”, aponta que “uma das grandes tragédias de nosso tempo é esta impressão que foi criada de que a ciência e a religião têm de estar em guerra” e precisa que o descobrimento do genoma humano lhe permitiu “vislumbrar o trabalho de Deus”.

“Quando dá um grande passo adiante é um momento de regozijo científico porque você esteve nesta busca e parece que encontrou. Mas é também um momento onde, ao menos, sinto proximidade com o Criador no sentido de estar percebendo algo que nenhum humano sabia antes, mas que Deus sempre soube”, indica Collins e explica que as descobertas científicas levam o homem a aproximar-se do Senhor.

“Quando você tem pela primeira vez diante de si estes 3,1 trilhões de letras do ‘livro de instruções’ que transmite todo tipo de informação e todo tipo de mistérios sobre a humanidade, é incapaz de contemplar página após página sem se sentir sobressaltado. Não posso ajudar, mas sim admirar estas páginas e ter uma vaga sensação de que isso está me proporcionando uma visão da mente de Deus”, diz o Dr. Francis Collins.

Ele foi ateu até os 27 anos, quando como jovem médico lhe chamou a atenção a força de seus pacientes mais delicados. “Tinham terríveis doenças das quais com toda probabilidade não escapariam, e ainda, em vez de se queixarem a Deus, pareciam apoiar-se em sua fé como uma fonte de consolo. Foi interessante, estranho e inquietante”.

Em seguida ele leu “Mere Christianity” (Cristianismo Puro e Simples) de C. S. Lewis, que o ajudou a se converter. Dr. Collins explica que o argumento de Lewis, que Deus é uma possibilidade racional era algo “que não estava preparado para ouvir. Estava muito feliz com a ideia de que Deus não existia e de que não tinha interesse em mim. Mas mesmo assim, não podia me afastar”.

Este é mais um belo testemunho de um cientista de nossos dias, que vem comprovar que não existe antagonismo entre a Ciência e a fé, uma vez que ambas vem de Deus.

O Papa João Paulo II começou a Encíclica “Fé e razão” dizendo que: “A fé e a razão são as duas asas com as quais o espírito humano alça voo para contemplar a verdade”. Isto mostra a importância que ambas têm uma para a outra. O grande cientista francês Louis Pasteur, da Sorbonne, pai da microbiologia, dizia que “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus”.

Muitos gigantes da ciência, em todos os tempos, se curvaram humildemente diante do Criador. Entre eles podemos citar homens profundamente religiosos como Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johann Keppler, Isaac Newton, Louis Pasteur, Blaise Pascal, André Marie Ampère; Max Planck (1858-1947), prêmio Nobel de Física em 1918, pela descoberta do “quantum” de energia; Andrews Millikan (1868-1953), prêmio Nobel de Física, em 1923, pela descoberta da carga elétrica elementar; Antoine Henri Becquerel (1852-1908), Nobel de Física em 1903, descobridor da radioatividade; Erwin Schorödinger (1887-1961), prêmio Nobel de Física em 1933, pelo descobrimento de novas fórmulas da energia atômica.

A Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II mostrou bem claro a harmonia entre a fé e a ciência:

“Se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente científica e segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quanto as da fé originam-se do mesmo Deus. Mais ainda: Aquele que tenta perscrutar com humildade e perseverança os segredos das coisas, ainda que disto não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todas as coisas, fazendo que elas sejam o que são” (GS,36).

S. Agostinho diz no Sermão, 126,3: “Eleva o olhar racional, usa os olhos como homem, contempla o céu e a terra, os ornamentos do céu, a fecundidade da terra, o voar das aves, o nadar dos peixes, a força das sementes, a sucessão das estações. Considera bem os seres criados e busca o seu Criador. Presta atenção no que vês e procura quem não vês. Crê naquele que não vês, por causa das realidades que vês. E não julgues que é pelo meu sermão que és assim exortado. Ouve o Apóstolo que diz: “As perfeições invisíveis de Deus tornaram-se visíveis, desde a criação do mundo, pelos seres por ele criados” (Rom 1,20).”

O Concilio Vaticano I (1870) afirmou o conhecimento natural de Deus, contra a agnosticismo, o fideismo e o tradicionalismo absoluto:

“A mesma santa Mãe Igreja sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas, “pois sua realidade invisível tornou-se inteligível desde a criação do mundo, através das criaturas”‘ (Rm 1,20).

Prof. Felipe Aquino

No dia 12 de fevereiro, completou-se 209 anos do nascimento de Charles Darwin, o reconhecido cientista que propôs a teoria da evolução através da seleção natural, um processo de transformação das espécies por meio de mudanças produzidas em gerações sucessivas.

O trabalho de Darwin, que foi divulgado em 1859, é aceito hoje por praticamente todos os cientistas. Entretanto, esta teoria é compatível com a fé católica?

Pe. Jorge Loring, em seu livro ‘Para Salvar-te’, afirmou sobre a teoria de Darwin que, embora “o corpo possa vir por evolução”, não ocorreria o mesmo com a alma de uma pessoa, porque esta “é espiritual”.

“Há muitos teólogos católicos que defendem esta teoria, que não é condenada pela Igreja. A partir da fé e da filosofia, não há inconveniente em admitir a teoria da evolução”, acrescentou.

Por sua parte, Pe. Mariano Artigas, doutor em filosofia, física e teologia, adverte em seu livro ‘As fronteiras do evolucionismo’ que o fato da evolução “é uma hipótese e não há algo cientificamente indiscutível. Afirma-se, mas não se prova”.

Em 1950, o Papa Pio XII afirmou na encíclica Humani Generis que o Magistério da Igreja não proíbe “que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente”. Porém, enfatizou que “a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus”.

O próprio Darwin disse ao final de seu livro ‘A origem das espécies’ que “é grandioso o espetáculo das forças variadas da vida que Deus infundiu nos seres criados, fazendo-os se desenvolver em formas cada vez mais belas e admiráveis”.

Pew Research Center reuniu 6 fatos sobre o que as pessoas pensam em relação à evolução.

Segundo o estudo Religious Landscape Study, aproximadamente 6 de cada 10 adultos norte-americanos (62%) dizem que os seres humanos evoluíram com o tempo. Entretanto, 33% do total expressa a crença de que os seres humanos e outros seres vivos evoluíram exclusivamente devido aos processos naturais.

Um quarto dos adultos norte-americanos (25%) diz que a evolução foi guiada por um ser supremo.

A mesma pesquisa indicou que 34% dos norte-americanos rejeitam completamente a evolução.

2. A maioria dos cientistas acredita que os seres humanos evoluíram com o tempo

De acordo com uma pesquisa de 2014 sobre ciência e sociedade, enquanto 98% dos cientistas da ‘Associação Norte-americana para o Avanço da Ciência’ acreditam que os seres humanos evoluíram com o tempo, apenas dois terços (66%) dos norte-americanos, em geral, acreditam que os cientistas estejam de acordo sobre a evolução.

O público em geral que rechaça a evolução está dividido sobre se existe um consenso científico a respeito do tema: ‘47% diz que os cientistas estão de acordo com a evolução e 46% diz que não.

3. Decisões judiciais proíbem o ensinamento do Design Inteligente em escolas públicas

A teoria do Design Inteligente aponta a uma inteligência superior que deve ter criado a complexidade do sistema da criação.

Apesar dos esforços de muitos estados e cidades norte-americanas por proibir o ensino da evolução em escolas públicas e ensinar alternativas à evolução, os tribunais negaram nas últimas décadas os planos de estudo que se desviam da teoria evolutiva.

4. As igrejas protestantes são mais propensas a rechaçar a evolução nos EUA

Segundo o estudo Religious Landscape Study, uma sólida maioria (57%) de protestantes assegura que os seres humanos e outros seres vivos sempre existiram em sua forma atual.

Estas opiniões se refletem em grande medida nas posições das grandes igrejas protestantes, assim como, em muitos casos, na maioria de seus membros.

5. A maioria dos norte-americanos afirma que ciência e religião costumam estar em conflito

Segundo uma pesquisa de 2015, a maioria dos norte-americanos (59%) afirma que a ciência e a religião estão frequentemente em conflito. Entretanto, os que são mais praticantes de sua religião são menos propensos que outros a ver este “choque”.

Entre os que vão à igreja ao menos uma vez por semana, a metade (50%) considera que a religião e a ciência estão em conflito, em comparação aos que raramente ou nunca vão à igreja (73%).

Ao mesmo tempo, a maioria das pessoas (68%) diz que suas próprias crenças religiosas pessoais não chocam com a doutrina científica aceita.

6. Comparado aos Estados Unidos, em outros países a evolução é mais rejeitada

Na América Latina, aproximadamente 4 de cada 10 habitantes de vários países – incluindo Equador, Nicarágua e República Dominicana – dizem que os seres humanos e outros seres vivos sempre existiram em sua forma atual.

Isso ocorre mesmo quando os ensinamentos oficiais do catolicismo, que é a religião majoritária na região, não rejeitem a evolução.

Por outro lado, os muçulmanos em muitas nações estão divididos. Entretanto, a maioria dos países, como Afeganistão, Indonésia e Iraque, rejeitam a evolução.

ACI

A cura da irmã Bernadette Moriau, em 2008, aos 69 anos, vítima de uma doença grave, foi reconhecida como um milagre pelo bispo de Beauvais, no norte da França. Este é o 70° milagre em Lourdes admitido pela Igreja Católica.

A cura foi “repentina, instantânea, completa, duradoura e inexplicada no atual estado de nossos conhecimentos científicos”, segundo o Monsenhor Jacques Benoît-Gonnin em um comunicado divulgado pela igreja.

Bernadette Moriau nasceu em 1939 e entrou aos 19 anos para o convento em uma congregração de franciscanas na França, tornando-se enfermeira em 1965. Em 1966, aos 27 anos, ela começou sentir dores na coluna lombar e no nervo ciático. A freira passou por quatro operações sem sucesso. Ela foi obrigada a deixar a profissão e se movimentava com a ajuda de aparelhos.

Em julho de 2008, a irmã Moriau participou da peregrinação de sua diocese em Lourdes e recebeu a bênção dos enfermos. Ao voltar para o convento na Picardia, onde mora, Bernadette sentiu uma sensação “diferente” de relaxamento e calor em todo o corpo, “e ouviu uma voz pedindo para que ela retirasse todos os seus aparelhos”.

A irmã Moriau decidiu então interromper todos os seus tratamentos. Vários exames médicos, consultas e reuniões de religiosos em Lourdes levaram o departamento da igreja que analisa esse tipo de caso a afirmar que a cura não tinha explicação científica.

“Advogado do diabo”

Em novembro de 2016 em Lourdes, durante uma reunião anual, o comitê médico internacional de Lourdes confirmou o milagre. Atualmente, a freira leva uma vida normal e tem uma saúde perfeita, segundo o médico Alessandro de Franciscis, presidente do comitê.

De acordo com ele, que se descreve como “o advogado do diabo”, seu trabalho é buscar pistas no dossiê dos doentes que possam descartar a cura milagrosa. Um trabalho longo e rígido, diz, que explica porque das 7200 curas registradas em Lourdes, apenas 69 foram reconhecidas como milagre.

RFI em Português

Visto como acabou a história da ovelha Dolly, que envelheceu prematuramente depois de poucos meses e, em seguida, foi morta para não a fazer sofrer, pobrezinha, esperava-se que ninguém voltasse a tentar uma coisa dessas.”

O cardeal Elio Sgreccia tem a voz trêmula daqueles que tentam, em vão, conter a perplexidade.

Presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida, ele é um dos maiores bioeticistas da Igreja, autor de um “Manual de bioética”, que se tornou um clássico do pensamento católico. Foi ele quem liderou a pesquisa para a redação da Dignitas personae, a instrução de referência em tema de bioética da Congregação para a Doutrina da Fé. Um documento assinado em 2008 pelo prefeito William Levada e pelo secretário Luis Ladaria, nomeado no ano passado por Francisco à frente do Santo Ofício.

Eminência, o que lhe preocupa?

A vontade que está por trás de tal pesquisa. Vejo nela uma ameaça para o futuro da humanidade. Primeiro a ovelha, depois, o macaco. Parece ser a tentativa de se aproximar do homem, como se fosse um penúltimo passo. Uma perspectiva que a Igreja, naturalmente, nunca poderá aprovar.

O Homúnculo do “Fausto”, de Goethe, fala disso…

Sim, justamente. Se quiserem brincar com a criação devastando os níveis metafísicos… Por que querer clonar um macaco? Qual é o motivo? Querem reproduzir carne? Seres humanos falsos? Isso me faz suspeitar…

O que o senhor quer dizer com “devastar os níveis metafísicos?

A tentativa de apagar a diferença ontológica entre o ser humano e os animais. Por trás da vontade de clonar um macaco, pode-se esconder uma tendência que já surgiu em outros setores de pesquisa, a de levar o ser humano na direção do macaco, e o macaco na direção do ser humano, e, por fim, considerar o macaco igual ao ser humano.

Mas não poderia ser, mais simplesmente, um extraordinário passo do ponto de vista médico?

Se se quiser fazer pesquisa biológica ou médica, não há a necessidade de abalar a ordem natural. Além disso, também na instrução da Congregação para a Doutrina da Fé, explica-se que a distinção entre clonagem reprodutiva e clonagem terapêutica é insustentável.

O que a Igreja pensa sobre a clonagem animal?

Ao contrário da hipótese da clonagem humana, sobre a qual a Igreja só pode expressar sua condenação mais total e firme, sobre a clonagem animal o magistério ainda não expressou uma condenação explícita, oficial. Deixou-se o tema à avaliação dos cientistas responsáveis. No entanto, essa tendência não deve ser apenas um problema da Igreja.

Em que sentido?

Para um fiel, é inaceitável. Mas tal manipulação profunda deveria ser sentida por todos como uma ameaça à pessoa humana, a tentativa de degradar sua dignidade.

Jornal Corriere della Sera via IHU

O padre Sumeth Perera começou seus estudos lidando com os tumores da boca muito disseminados entre os pobres do sul da Ásia por causa do abuso na mastigação de folhas de betel. Agora, ele obteve um doutorado em Oxford com conceito máximo e se prepara para partir para os Estados Unidos

Ele acabou de obter um doutorado com conceito máximo na Universidade de Oxford. E se prepara para partir para um cargo de pesquisador associado no National Cancer Institute, em Frederick, Maryland, a mais importante instituição de pesquisa sobre o câncer nos Estados Unidos.

Essas são as credenciais científicas do padre Sumeth Perera, um jesuíta do Sri Lanka que é considerado hoje, no mundo científico, como um dos pesquisadores de vanguarda no estudo dos tumores.

O que torna a sua história ainda mais significativa é a origem das suas pesquisas: como informa o site dos jesuítas britânicos, o padre Sumeth começou os seus estudos no Sri Lanka, lidando com uma forma de tumor na boca muito disseminada nas áreas mais pobres, por estar ligada ao abuso na mastigação de folhas de betel, muitas vezes utilizada para não sentir o estímulo da fome. Uma doença que afeta desproporcionalmente as populações pobres e para a qual, portanto, não há um interesse por parte da pesquisa farmacêutica no Ocidente.

Na Peradeniya University, no Sri Lanka, o padre Perera elaborou o primeiro modelo absoluto de terapia para esse tumor através da experimentação animal.

Em 2012, ele se mudou para Londres, onde concluiu, primeiro, um mestrado em bioquímica no Imperial College e depois – passando a fazer parte da Campion Hall, a comunidade dos jesuítas da Universidade de Oxford – um doutorado específico sobre a pesquisa sobre o câncer. Por causa dos seus estudos, em 2014, ele obteve o segundo lugar no Prêmio Peter Beaconsfield, prestigiado reconhecimento da Medical Sciences Division de Oxford.

“Os métodos para o tratamento do câncer estão se tornando cada vez mais sofisticados”, explica, “mas ainda há grandes lacunas na nossa compreensão de como funcionam as terapias e sobre por que elas nem sempre impedem a evolução do câncer. Uma dessas lacunas diz respeito aos mecanismos dos exossomos, das nanovesículas produzidas pelo tumor. O fenômeno que eu descobri, chamado de ‘comutação do exossomo’, poderá influenciar o modo como tratamos os pacientes com câncer e nos ajudar a entender se as terapias estão realmente funcionando.”

Fonte: site Mondo e Missione

O físico teórico Michio Kaku afirmou que ele encontrou evidências de que Deus existe em 2016, e seu raciocínio causou uma agitação na comunidade científica.

Ao responder a uma pergunta sobre o significado da vida e de Deus, Kaku disse que a maioria dos físicos acredita em um deus por causa do design do universo. O nosso é um universo de ordem, beleza, elegância e simplicidade.

Ele explicou que o universo não tinha que ser assim – poderia ter sido feio e caótico. Em suma, a ordem que vemos no universo é evidência de um Criador.
“Eu concluí que estamos em um mundo feito por regras criadas por uma inteligência”, disse o físico, de acordo com a Science World Report . “Acredite, tudo o que chamamos de acaso hoje não mais faz sentido. Para mim, é claro que existimos em um plano que é governado por regras que foram criadas, moldadas por uma inteligência universal e não por acaso “.

Kaku, um dos criadores e desenvolvedores da revolucionária Teoria das Cordas, chegou às suas conclusões com o que ele chama de semi raio primitivo de táquions, que são partículas teóricas que têm a capacidade de “desencadear” a matéria ou o espaço de vácuo entre as partículas, deixando tudo no universo livre de qualquer influência do universo circundante.

O físico explicou que Deus é como um matemático, que é semelhante ao que Albert Einstein acreditava.

Essa idéia não é nova para o Kaku. Em um artigo para Big Think , ele escreveu que sua Teoria das Cordas se baseava na idéia de que estamos “lendo a mente de Deus”.

Essas idéias, sem dúvida, farão explodir as cabeças ateias, porque as pessoas mais inteligentes aceitam que há um Deus, mas os ateístas parecerão tolos.!

Fonte: https://conservativetribune.com/physicist-bombshell-god-like/

A. J. Clishem trabalha a cerca de 10 quilômetros de um santuário dedicado a Nossa Senhora de Guadalupe em Des Plaines, no Estado norte-americano de Illinois. Ele nos relata a seguinte e surpreendente constatação que fez ao visitar o santuário num gélido dia do inverno passado: 

(…) Cheguei às 12:45. A temperatura era de -3°C e o céu estava azulíssimo (…) O templo era iluminado pelo sol e o ar se aquecia. Os peregrinos entregavam buquês de flores coloridas para serem postos diante da réplica da tilma, o tipo de manto indígena sobre o qual tinha ficado estampada a imagem de Nossa Senhora em sua aparição no México.

No santuário reinava um grande silêncio. De repente, me lembrei do porquê da minha visita. Olhei para cima, em direção à réplica da tilma, e abri meu coração à Virgem Maria (…) Depois eu olhei em volta. Milhares de peregrinos faziam a mesma coisa, abrindo o coração para a mesma e única Mãe do Céu. Éramos todos filhos reunidos para estar com ela.

Olhei de novo para a tilma. O revestimento de vidro refletia o sol justamente sobre a cabeça de Maria. Em vez de ver o seu rosto suavemente inclinado para um lado, eu só via o brilho intenso do reflexo. Notei que o brilho da luz que irradiava do alto do sol refletido tinha a mesma inclinação que a cabeça de Nossa Senhora. Tirei uma foto, relembrando um elemento básico da astrofísica: o eixo da Terra tem uma inclinação de 23,5° em relação ao sol.

Voltando ao estacionamento, olhei para o sol e vi o mesmo brilho vertical inclinado em direção à Terra. Fiz outra foto, perguntando-me quantos graus se inclinaria a cabeça de Nossa Senhorana tilma guadalupana.

No dia seguinte, resolvi verificar. Usando uma imagem digital de Nossa Senhora de Guadalupe tal como vista na tilma original, tracei uma linha reta vertical que parte do topo da cabeça e outra que passa pelo ângulo da inclinação da cabeça. Coloquei um transferidor no ponto onde as duas linhas se cruzavam. 23,5°!

O meu desenho era rudimentar e os meus conhecimentos de astronomia são básicos, mas logo descobri que outra pessoa, o Dr. Juan Hernández Illescas, já tinha feito essa descoberta em 1981. E me perguntei o que isto significaria.

Já ouvi muitos comentários sobre a inclinação da cabeça de Mariacomo símbolo da sua humildade, o que é perfeitamente coerente, mas agora tenho uma nova ideia sobre a questão: da sua posição no céu e vestida de sol, Nossa Senhora de Guadalupe direciona o seu olhar de 23,5° a toda a humanidade “inclinada” para longe de Deus. Com todos os seus filhos à sua vista, ela chama cada um e nos convida a lhe abrirmos o coração!

Se Nossa Senhora de Guadalupe tem uma mensagem central, é a de que o mundo inteiro tem uma mãe e que o Filho que ela deu à luz vem a nós neste período como o Salvador do mundo inteiro. A Encarnação! Deus que se faz homem! O que pode ser mais esperançador do que isto?

De agora em diante, vou sempre me lembrar de Nossa Senhora de Guadalupe como os meus 23,5 graus de esperança!

Pesquisas mostram que bebês têm senso moral e que a moralidade não é fruto apenas de’ imposição’ cultural.

Novos testes psicológicos confirmaram: bebês de poucos meses já evidenciam possuir senso moral e noção instintiva do bem e do mal, informou a “Folha de S.Paulo

O psicólogo canadense Paul Bloom, de Yale, em seu mais recente livro, intitulado Just Babies (“Bebês Justos” ou “Apenas Bebês”), resume décadas de pesquisas que apontam nesse sentido.

Bloom, sua colega (e mulher) Karen Wynn e outros pesquisadores reuniram evidências em favor da ideia de que os seres humanos já vêm equipados com um “senso moral” desde o berço.

Eles citam diversos testes, inclusive no laboratório de psicologia da Universidade Yale, nos EUA.

Num deles, crianças de apenas um ano assistiam a um show de marionetes no qual um dos bonecos jogava uma bola para dois companheiros.

O primeiro deles, com a devida cortesia, devolvia a bola para o primeiro boneco; o segundo agarrava a bolinha e saía correndo. Um dos meninos que assistiam ao espetáculo não teve dúvidas: deu um peteleco na cabeça do personagem “malvado”.

No experimento das marionetes, bebês de apenas três meses (os quais não têm coordenação motora suficiente para agarrar coisas, quanto mais para dar bordoadas no boneco malvado) já mostram sua aparente preferência pelo personagem bonzinho, dirigindo seu olhar preferencialmente para ele.

Crianças um pouco mais velhas, embora nem sempre recorram ao expediente de fazer justiça com as próprias mãos, em geral costumam “recompensar” o boneco gentil e punir o malvado quando têm essa oportunidade.

Por exemplo, se os pesquisadores fingem que cada boneco ganhou um doce depois do show, as crianças decidem tirar o doce do personagem que não devolveu a bola.

Boa parte dos avanços nessa área de pesquisa tem acontecido porque os cientistas descobriram maneiras engenhosas de medir as reações (o grau de surpresa ou interesse, por exemplo) de seres humanos que ainda não conseguem se expressar ou mesmo se mexer de forma controlada.

Além da direção do olhar e do tempo que os bebês passam olhando para algo (que costuma denotar surpresa, interesse e preferência), os pesquisadores também usam medidas como o ritmo dos coraçõezinhos de seus “voluntários” e a intensidade com que eles chupam chupetas com sensores, entre outros truques.

Os resultados mostram que, antes de um ano de idade, as crianças costumam preferir personagens de desenho animado que ajudam os outros aos que atrapalham ou simplesmente ficam de braços cruzados.

Com pouco mais de um ano, oferecem espontaneamente ajuda (para carregar coisas ou abrir portas, por exemplo) a adultos desconhecidos.

Outros estudos também mostram que o preconceito racial demora muito mais para se desenvolver – embora, desde cedo, os bebês prefiram pessoas que falam a mesma língua de seus pais.

Para Bloom, o conjunto dessas descobertas sugere que a maioria das crianças nasce com noções incipientes do certo e do errado, provavelmente para facilitar o aprendizado das interações sociais da nossa espécie.

Dessa maneira fica cada vez mais claro que a moral não é fruto de uma mera imposição cultural desta ou daquela religião. Pelo contrário, o senso moral, a distinção entre o Bem e o mal, a Verdade e o erro, o Belo e o feio, está inscrito no mais profundo da natureza humana.

As religiões apenas oferecem uma formulação a esse instinto moral fundamental, mais ou menos perfeita, ou até errada segundo os casos.

Precisamente, a perfeição da moral e da religião católica se evidencia também na feliz promoção e estímulo do desenvolvimento natural dessa noção anterior a qualquer conceito ou teoria.

A chamada “ideologia do gênero”, baseada no desconhecimento desse instinto moral fundamental, mostra-se mais uma vez como uma violência contra a natureza humana.