De Federico Piana e Jackson Erpen para o Vatican News

A notícia girou o mundo. Metade das manchas de sangue impressas no sudário não seria compatível com a postura de um homem crucificado e outras nem sequer encontrariam resposta de posição quer na cruz como no túmulo.

Aparentemente ‘uma bomba’, com um pedigree respeitável: a assinatura da Universidade de Liverpool, que publicou o estudo no Journal of Forensic Sciences. Os dois pesquisadores autores do trabalho, Matteo Borrini da mesma universidade e Luigi Garlaschelli, do Comitê Italiano para o Controle de pseudociências, tentaram simular a perda de sangue de um manequim colocado sobre uma toalha: os resultados não deram a mesma evidência do Sudário. A esse ponto, as manchetes da mídia em todo o mundo não hesitaram em afirmar: metade das manchas de sangue não são verdadeiras.

Investigação não crível: não há rigor científico

Chegando aos ouvidos da professora Emanuela Marinelli, estudiosa do Sudário de renome mundial, a ‘bomba’ não a fez saltar da cadeira, antes pelo contrário. Ao telefone, não parece abalada, mas questionada sim. “Você leu o resumo da pesquisa? Não há nada de científico.

Mas parece a você um critério científico pegar um manequim desses utilizados para expor roupas em vitrines de uma loja e com uma esponja embebida em sangue artificial fixada em um pedaço de madeira pressionar sobre o lado direito do boneco para ver onde caem os filetes de sangue?

Este material não tem o rigor científico de outras pesquisas como aquelas realizadas há quarenta anos sobre os cadáveres de homens mortos por hemopericárdio (presumivelmente como Jesus, ndr), posicionados verticalmente e pontos com um bisturi entre a quinta e a sexta costela, assim como fez com a lança o soldado romano. Provas que tiveram resultados diferentes dos de Borrini e Garlaschelli”, explica tudo de uma vez a professora.

Grupos ideológicos financiam pesquisas pseudocientíficas para dizer que o Sudário é falso

Então, alguém pode perguntar-se por que uma instituição do calibre da Universidade de Liverpool decidiu validar e publicar uma pesquisa que apresenta dúvidas em relação às metodologias fundamentais empregadas, capazes de minar sua credibilidade.

A resposta de Marinelli é espetacular. E abre a janela para um outro cenário, mais nebuloso:

para tentar valorizar a tese de que o  Sudário é falso, grupos ideológicos financiam, sem poupar esforços, pesquisas pré-concebidas, pré-construídas. “Basta pagar e as pesquisas são realizadas – explica Marinelli. E também há quem as publica para você. É inegável que por trás de algumas delas, se escondem grupos que querem fazer acreditar que o Sudário é uma falsidade histórica.

Um exemplo para todos: existe um belo documentário chamado “A Noite do Sudário”. Bem, este documentário nunca foi transmitido pela RAI, porque contém uma afirmação que talvez possa não agrada a alguém. E esta afirmação é representada por uma carta em papel timbrado da Cúria de Turim, que o cardeal Anastasio Ballestrero, na época custódio do Sudário, enviou ao seu consultor científico, o engenheiro Luigi Gonella, com a qual sustentava firmemente que em matéria de datação por carbono 14 (mais tarde refutada por várias pesquisas sucessivas, ndr), houve a mão da maçonaria que queria a todo custo provar que o Sudário era da época medieval”.

Em suma, há uma dificuldade em relação a um “verdadeiro Sudário da parte daqueles que querem negar não somente a Cristo, mas também a sua ressurreição”. Como dizia o cardeal Giacomo Biffi: para um católico, descobrir que o Sudário é falso, não muda nada. Tudo muda, no entanto, para um ateu. E talvez disto tenha medo quem procura a todo  custo demonstrar sua falsidade.

Custódio Pontifício do Sudário

Também o Custódio Pontifício do Sudário, Dom Cesare Nosiglia, ofereceu uma reflexão:

“No decorrer dos séculos, e com maior frequência nos últimos anos, existiram muitas tentativas de questionar a autenticidade do Sudário.

Tiveram seu momento de publicidade, com manchetes e artigos de jornais, que davam por válida sua pesquisa e suas conclusões, mas em muitos casos, demonstraram-se cientificamente duvidosas.

Os estudos e as pesquisas – quando conduzidas com critérios científicos e sem hipóteses pré-concebidas – estimulam um debate sereno e construtivo, confirmando o que afirmava São João Paulo II: “O Sudário é uma constante provocação para a ciência e a inteligência.”

Caberá também desta vez a outros cientistas e estudiosos promover um debate e eventualmente contestar no plano científico ou experimental a validade e solidez da pesquisa realizada. É, de qualquer forma, um debate que diz respeito aos estudiosos e cientistas que querem desafiar-se nesta empresa.

Acredito, todavia, que deve ser reiterado um princípio fundamental que deve guiar quem deseja tratar com método rigorosamente científico questões complexas como esta: é o princípio da neutralidade, porque se se parte de um preconceito e a pesquisa é orientada para demonstrá-lo, facilmente se chegará a confirmá-lo. Neste caso, não são mais os fatos que contam, mas as ideias pré-concebidas, frustrando assim aquela neutralidade própria da ciência em relação às convicções pessoais.

No entanto, tudo isso não afeta minimamente o significado espiritual e religioso do Sudário como um ícone da paixão e morte do Senhor, como o definiu o ensinamento dos Pontífices. Ninguém pode negar a evidência de que contemplar o Sudário é como ler as páginas do Evangelho que nos falam sobre a paixão e morte na cruz do Filho de Deus.

Portanto o Sudário, que mesmo não sendo objeto da fé, ajuda porém a própria fé, porque abre o coração daqueles que se aproximam dele e o contemplam, para se tornarem conscientes do que foi a paixão de Jesus na cruz e, portanto, daquele amor maior que Ele nos demostrou ao sofrer terrível violência física e moral pela salvação do mundo todo. Esta sempre foi e continua sendo a razão pela qual milhões e milhões de fiéis de todo o mundo veneram, rezam e contemplam o Sudário e dele obtém esperança para sua vida cotidiana”.

Centro Internacional de Sindonologia

Também pronunciou-se em mérito, o vice-diretor do Centro Internacional de Sindonologia de Turim, Prof. Paolo Di Lazzaro.

“O artigo publicado no Journal of forensic sciences refere-se aos experimentos realizados pelos professores Borini e Garlaschelli em 2014, sobre os quais já se havia discutido na época, com a integração de novas tentativas experimentais. Mesmo contendo vários elementos de interesse, acredito que as modalidades pelas quais esses experimentos foram conduzidos, exigiriam integrações e atenções específicas para serem considerados cientificamente válidas e com alguma autoridade.

As medições de dosagem de sangue no laboratório são realizadas usando um voluntário com boas condições de saúde, em cuja pele limpa o sangue foi derramado contendo um anticoagulante. Estas condições de contorno são muito diferentes daquelas contidas no Sudário. Não levam em consideração a presença na pele do homem do Sudário de poeira, sujeira, suor, hematomas da flagelação e tampouco a acentuada viscosidade do sangue devido à forte desidratação. Não é possível pensar em reproduzir condições realistas do gotejamento de sangue no corpo de um crucificado sem considerar todos esses fatores que afetam significativamente o caminho do sangue escorrendo”.

Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram ver mudanças nas estruturas neurais em áreas específicas do cérebro de pessoas que sofreram abuso infantil.

As dificuldades associadas ao abuso infantil incluem riscos acrescidos de transtornos psiquiátricos, como depressão, bem como altos níveis de impulsividade, agressividade, ansiedade, abuso mais frequente de substâncias e suicídio.

O abuso sexual infantil e não-aleatório afeta entre 5-15% de todas as crianças menores de 15 anos no mundo ocidental.

Pesquisadores do McGill Group for Suicide Studies, do Instituto de Saúde Mental de Douglas e do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, publicaram pesquisas no American Journal of Psychiatry sugerindo que os efeitos duradouros das experiências traumáticas da infância, como o abuso sexual, podem ser devido a uma estrutura [cerebral] afetada e ao funcionamento das células no córtex cingulado anterior.

Esta é uma parte do cérebro que desempenha um papel importante na regulação das emoções e do humor. Os pesquisadores acreditam que essas mudanças podem contribuir para o surgimento de transtornos depressivos e comportamentos suicidas.

O isolamento das fibras nervosas se acumula durante as duas primeiras décadas de vida

Para a função ideal e a organização do cérebro, os sinais elétricos utilizados pelos neurônios podem precisar viajar em longas distâncias para se comunicar com células em outras regiões. Os axônios mais longos deste tipo geralmente são cobertos por um revestimento chamado mielina. As bainhas de mielina protegem os axônios e os ajudam a conduzir sinais elétricos de forma mais eficiente. O mieloma aumenta progressivamente (em um processo conhecido como mielinização), principalmente durante a infância, e depois continua a amadurecer até o início da idade adulta.

Estudos anteriores mostraram anormalidades significativas na substância branca no cérebro de pessoas que sofreram abuso infantil. (A matéria branca é constituída principalmente por bilhões de fibras nervosas mielinizadas e empilhadas juntas). Mas, como essas observações foram feitas observando os cérebros de pessoas vivas usando MRI, era impossível obter uma imagem clara das células e moléculas de matéria branca que foram afetados.

Para obter uma imagem mais clara das mudanças microscópicas que ocorrem nos cérebros de adultos que sofreram abuso infantil, graças à disponibilidade de amostras de cérebro do Banco de Cérebro de Douglas-Bell, no Canada (onde, além do cérebro, é necessário muitas informações sobre a vida de seus doadores), os pesquisadores conseguiram comparar amostras de cérebro pós-morte de três grupos diferentes de adultos: pessoas que haviam cometido suicídio, que sofriam de depressão e tinham história de abuso na infância (27 indivíduos); pessoas com depressão que se suicidaram, mas que não tinham história de serem abusadas quando crianças (25 indivíduos); e tecido cerebral de um terceiro grupo de pessoas que não tinham doenças psiquiátricas nem história de abuso infantil (26 pessoas).

A conectividade neural prejudicada pode afetar a regulação das emoções

Os pesquisadores descobriram que a espessura do revestimento de mielina de uma proporção significativa das fibras nervosas foi reduzida apenas nos cérebros daqueles que sofreram abuso infantil.

Eles também encontraram alterações moleculares subjacentes que afetam seletivamente as células que são responsáveis ​​pela geração e manutenção de mielina. Finalmente, eles encontraram aumentos nos diâmetros de alguns dos maiores axônios entre esse grupo, e especulam que, em conjunto, essas alterações podem alterar o acoplamento funcional entre o córtex cingulado e as estruturas subcorticais, como a amígdala e o núcleo accumbens (áreas do cérebro ligadas respectivamente a regulação emocional, a recompensa e satisfação) e contribuem para o processamento emocional alterado em pessoas que foram abusadas durante a infância.

Os pesquisadores concluem que a adversidade no início da vida pode interromper de forma duradoura uma série de funções neurais no córtex cingulado anterior. E enquanto eles ainda não sabem onde no cérebro e quando, durante o desenvolvimento, e como, em um nível molecular esses efeitos são suficientes para ter um impacto na regulação das emoções e o apego, eles agora estão planejando explorar isso em pesquisas futuras.

Comentário:

Esse estudo é de grande importância, pois sugere o que no âmbito do comportamento é observado pela psicologia. Sabemos claramente que o abuso infantil gera consequências psicológicas, afetando o comportamento da vítima, mas comprovar isso também através da alteração de microestruturas no cérebro reforça essa noção.

Vale ressaltar que o estudo constata também a plasticidade neuronal. Isto significa que tais alterações podem não ser definitivas. As emoções influenciam a formação das conexões cerebrais e como algo “fluido” pode ser afetado também no decorrer da vida.

Por: Bruno Geoffroy – Universidade McGill
Comentário: Will R. Filho

Pode haver um conflito entre a má ciência e a boa teologia, ou entre a má teologia e a boa ciência, mas é impossível haver um conflito entre a boa ciência e a boa teologia, pela simples razão de que Deus é o autor de ambas.

Uma pesquisa genética extremamente importante confirmou que o melhor da ciência é perfeitamente coerente com o melhor da teologia. Amas tem sua origem no criador.

Neste artigo do site http://www.phys.org, uma pesquisa genética abrangente revela novos aspectos da evolução, relata o autor Marlowe Hood sobre um estudo de cinco milhões de imagens instantâneas de genes — chamados de “códigos de barras do DNA” — que estão depositados no banco de dados do GenBank, que é gerenciado pelo governo dos EUA.

Esses códigos de barras de DNA foram retirados de cerca de 100.000 espécies de animais por pesquisadores de todo o mundo. Os resultados foram publicados na semana passada por Mark Stoeckle, da Universidade Rockefeller, em Nova Iorque, e David Thaler, da Universidade de Basel, na Suíça. 

Praticamente todos os seres vivos vieram a existir mais ou menos ao mesmo tempo“O resultado mais surpreendente do estudo, talvez, é que nove entre dez espécies na Terra hoje, inclusive os seres humanos, vieram a existir entre 100.000 e 200.000 anos atrás. Essa conclusão é muito surpreendente, e eu lutei contra ela o mais que pude,” disse Thaler à AFP.

Essa reação é compreensível: Como alguém explica o fato de que 90% da vida animal, geneticamente falando, é mais ou menos da mesma idade?

“Surpreendente,” realmente. Mais como vulcanicamente explosivo. E a questão é absolutamente profunda: como a evolução pode ser verdadeira quando a evidência científica, baseada nas melhores pesquisas genéticas, revela que todos os seres vivos vieram à existência mais ou menos ao mesmo tempo?

Se esse estudo é válido, a evolução não pode ser verdade, porque a evolução procura nos convencer de que todos os seres vivos vieram a existir através de um processo tedioso que levou milhões e milhões de anos e consistiu de pequenos avanços incrementais na vida animal produzidos por mutações genéticas benéficas que são praticamente desconhecidas no mundo natural.

Os pesquisadores estão aos tropeços tentando encontrar uma explicação evolucionária remotamente plausível para o surpreendente fato de que todos os seres vivos têm a mesma idade. Os vírus, as eras glaciais, os novos competidores e a perda de fontes de alimentos são todos apresentados, de modo hábil, mas pouco convincente, para dar uma cobertura darwiniana a uma teoria que é, de modo óbvio, fatalmente falha.

Eis está a citação de proporções sísmicas: “Ao analisar os códigos de barras em 100.000 espécies, os pesquisadores descobriram um sinal revelador de que quase todos os animais surgiram mais ou menos na mesma época que os seres humanos.”

Como realmente explicamos o fato de que toda vida animal é da mesma idade?

O estudo revela outra descoberta chocante, que também é fatal para a teoria da evolução. Embora a evolução darwinista exija um número incontável de formas transicionais, formas que estão em algum lugar entre uma forma de vida e outra, o registro fóssil não possui fósseis transicionais para os quais uma posição confiável possa ser justificada, nem um só.

O próprio Darwin reconheceu o problema dos elos perdidos em sua própria época, e acreditava otimistamente que o tempo resolveria esse problema — ele imaginou que, à medida que mais e mais fósseis fossem descobertos, finalmente seriam encontrados elos perdidos. Infelizmente para Darwin, a verdade é que temos menos elos hoje do que na época dele, já que os avanços da ciência têm revelado que as formas outrora consideradas de transição não são de forma alguma formas de transição.

Como Stephen Jay Gould, um dos mais proeminentes paleontólogos do mundo, disse: “A extrema raridade das formas de transição no registro fóssil persiste como o segredo comercial da paleontologia.”

Isso prepara o terreno para a segunda citação absolutamente revolucionária do artigo. “E ainda — outra descoberta inesperada do estudo — espécies têm limites genéticos muito claros, e não há nada de interessante no espaço intermediário.” Em outras palavras, a razão pela qual nenhuma forma de transição foi encontrada é bem simples: não há nenhuma.

Existem limites genéticos fixos entre uma forma de vida e outra e entre uma espécie e outra, e absolutamente nenhuma evidência genética de quaisquer supostos “elos perdidos.”

 

Julio Severo , via  BarbWire: The Truth Prevails: Science Confirms Genesis AGAIN

 “Nós encontramos a marca de um selo do século VIII a.C. que deve ter sido feita pelo próprio profeta Isaías a apenas três metros de onde havíamos descoberto uma impressão de selo do rei Ezequias de Judá”

O profeta Isaías é um dos maiores profetas do Antigo Testamento. O nome Isaías significa “Deus ajuda” ou “Deus é auxílio” e viveu entre 765 a.C. e 681 a.C.

Numa visão do trono de Deus no Templo rodeado de serafins, um anjo lhe purificou os lábios com brasas ardentes enquanto a voz de Deus lhe ordenava levar Sua mensagem ao povo.

Em seu livro, incluído na Bíblia, Isaías é o profeta que mais fala sobre o Messias prometido, Nosso Senhor Jesus Cristo, descrevendo-o como “servo sofredor” que morreria pelos pecados da humanidade e como um príncipe soberano que governará com justiça.

O capítulo 53 profetiza nossa Redenção pelo Messias:

“Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas”. (Is 53:5)

Ele também profetizou que Nosso Senhor nasceria de Maria Virgem:

“o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco [Emanuel]” (Is 7,14).

No Novo Testamento há centenas de citações ou referências às suas predições, fato reconhecido até por não católicos:

“O Livro de Isaías contém muitas referências diretas e indiretas ao Messias, chamando-O de ‘Renovo do Senhor’” (Is 4.2), “rebento do tronco de Jessé” (Is 11.1), “meu servo [de Deus]” (Is 42.1), e “o meu escolhido [de Deus], em quem a minha alma se compraz” (Is 42.1).

“A Palavra declara que Ele é o herdeiro por direito ao trono de Davi (Is 9.7; cf. Lc 1.32-33) e diz que Ele autenticará Seu papel como Messias ao curar os cegos, os surdos e os aleijados (Is 29.18; Is 35.5-6; cf. Mt 11.3-5; Lc 7.22).

“Ele também estabelecerá a Nova Aliança (Is 55.3-4; cf. Lc 22.20) e um dia estabelecerá um Reino Messiânico sobre o qual reinará e no qual será adorado (Is 9.7; Is 66.22-23; cf. Lc 1.32-33; Lc 22.18,29-30; Jo 18.36)”. (apud O Evangelho Segundo Isaías”)

Ele viveu no reino de Judá entre os séculos VIII e VII a.C., durante os reinados de Ozias, Jotão, Acaz e Ezequias. Também participou na defesa de Jerusalém cercada pelo rei assírio Senaqueribe.
Mas, só até agora, comemorou Eilat Mazar, pesquisadora do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém:Mas, fora desta enorme contribuição registrada na Bíblia que constata documentalmente sua existência, não se tinha evidências arqueológicas, portanto materiais, da vida do profeta.

“Nós encontramos a marca de um selo do século VIII a.C. que deve ter sido feita pelo próprio profeta Isaías a apenas três metros de onde havíamos descoberto uma impressão de selo do rei Ezequias de Judá.”

A descoberta foi anunciada por Eliat em seu artigo “Esta é a assinatura do profeta Isaias?” (“Is This the Prophet Isaiah’s Signature?”) publicado na revista Biblical Archaeology Review.

O selo, ou mais propriamente “bula”, foi encontrado num sítio arqueológico em Ophel, área entre o Monte do Templo e a Cidade de Davi, usada na antiguidade como complexo residencial da família real em Jerusalém.

Os arqueólogos encontraram 34 pequenas peças de argila com impressões de “bulas”, com os nomes de seus donos.

Vista geral de Jerusalém com o campo arqueológico de Ophel, local do achado.

Os pedaços de argila tinham apenas um centímetro de diâmetro.

Entre as peças, uma traz o nome do rei Ezequias.

Mas o artefato mais interessante tinha a inscrição “Yesha’yah”, o nome de Isaías em hebraico antigo, acompanhado pelas letras “N”, “V” e “Y”, as três primeiras da palavra “profeta” em hebraico.

O nome de Isaías está claro, mas há discussão sobre uma letra que faltaria para ter certeza da palavra “profeta”.

Para a Dra. Mazar, o lugar exato da letra foi perdido junto com a metade faltante da “bula”.

A inscrição completa deveria dizer “Pertencente a Isaías profeta”.

A Dra. Mazar aponta casos semelhantes verificados em outras descobertas.

E se a interpretação for correta teríamos a primeira prova material extra bíblica da existência do profeta e de que era reconhecido como tal durante sua vida, de acordo com matéria publicada pela “National Geographic”.

O selo, ou bula, com o nome do profeta Isaías, desenterrado em Ophel.

O Antigo Testamento conta episódios em que Ezequias procurou Isaías, indicando que o profeta lhe era bastante próximo e que seria um dos principais conselheiros reais.

“Se for o caso de a peça ser realmente do profeta Isaías, então não seria surpresa encontrá-la perto de uma pertencente ao rei Ezequias dada à relação simbiótica entre o profeta Isaías e o rei Ezequias descrita na Bíblia”, acrescentou Mazar.

A Bíblia é o maior testemunho escrito da Antiguidade. Ela contém a palavra revelada e a ela devemos um assentimento de Fé, inclusive do ponto de vista histórico.

A veracidade inclusive histórica da Bíblia foi confirmada – e continua sendo-o – em inúmeras descobertas de valor científico que confortam às inteligências e corações de boa fé que possam ter dúvidas a respeito.

(via Ciência confirma Igreja)

Um grupo de arqueólogos acredita que a recente descoberta de um grande edifício nas colinas do vale de Hebron, em Israel, indica que o Rei Davi foi uma figura histórica real e que dirigiu um reino judeu.

Até agora, não havia prova arqueológica de que o Rei Davi (que aparece no Antigo Testamento) tivesse existido realmente, já que não havia indícios de prédios públicos relacionados à sua figura.

Porém, um artigo do Haaretz.com informa que os arqueólogos da Universidade Bar-llan afirmam que a estrutura monumental e o assentamento ao redor descobertos perto das colinas de Hebron, nas terras baixas centrais de Israel, representa uma possível prova da existência de edifícios públicos da era de Davi (século X a.C.).

Segundo o Haaretz, o edifício – que os arqueólogos chamaram de “casa do governador” – foi construído para uma longa duração, em estilo da arquitetura monumental:

 “Ele contém alvenaria e foi erguido sobre fundações profundas, usando materiais de construção de qualidade. Um investimento assim na construção seria algo específico de uma sociedade complexa e uma entidade política forte”.

As paredes eram de pedras talhadas com ferramentas que permitiam que elas se encaixassem. As provas de rádio-carbono da cerâmica encontrada nas fundações indicam que a casa foi construída entre os séculos XI e X a.C..

 “Isso é relevante para data em que houve uma evolução da complexidade social e para o debate sobre a historicidade do Reino de Davi e Salomão”, escrevem os arqueólogos Avraham Yair Faust e Sapir  em um artigo publicado no início de 2018 pela revista de arqueologia, Radiocarbon.

As descobertas se devem à ajuda de ratos-toupeira, que cavaram o subsolo, desenterrando vestígios de ocupação humana.

 “Os ratos nos alertaram que havia um pequeno assentamento onde ninguém nunca imaginou”, disse Faust ao Haaretz.

Segundo informa o Haaretz:

“Está claro que a casa do governador, a estrutura monumental no topo da colina, havia sido destruída pelos assírios. Ele [o arqueólogo] diz: eles encontraram pontas de flechas no pátio. Com base no local em que foram achadas essas pontas, os arqueólogos conseguiram deduzir de onde as flechas foram disparadas: mais precisamente, um lugar desprovido das atividades do rato-toupeira”, diz Fausto.

“No entanto, outros arqueólogos pediram cautela antes de afirmar que o local recentemente descoberto foi necessariamente da era de Davi”, afirma Haaretz.

O doutor Ido Koch, da Universidade de Tel Aviv afirma que a “casa do governador” não tem escritos para indicar que foi parte de um reino judeu.

“Nas descobertas do século X, não há nada com [a palavra] ‘Jerusalém’ escrito nelas, e enquanto [não houver] sinais de administração ou escrita no estilo judaico”, disse ele ao Haaretz, “ ligar o assentamento ao reino de Jerusalém seria pura especulação”.

Fonte: Aleteia

O Parlamento Português aprovou no dia 13 de abril uma lei que permite a mudança de sexo no registo civil aos 16 anos apenas mediante requerimento e sem necessidade de recorrer a qualquer relatório médico, o que desencadeou uma resposta enérgica da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), que considera que a dispensa de um parecer médico se reveste de uma enorme gravidade em termos de saúde pública e afirma que a lei tem mais fundamento na ideologia de gênero que na ciência ou na medicina.

Segundo um recente comunicado da Associação, “a lei aprovada exclui a medicina, não tem qualquer base científica, já que não se apoia em qualquer diagnóstico médico de disforia de género, e dispensa o tratamento médico necessário para estes casos”.

“A história ensina-nos que sempre que a medicina se subjugou à ideologia, os resultados foram desastrosos para a humanidade, pelo que a AMCP apela ao Sr. Presidente da República para que vete esta lei”, asseveram os médicos católicos.

Além disto, a AMCP diz que é estranho que seja permitida a mudança de sexo “numa idade em que se considera que os cidadãos não têm ainda maturidade para votar, conduzir um automóvel ou ingerir bebidas alcoólicas”.

“Nesta idade o córtex pré-frontal (envolvido nas respostas emocionais e na tomada de decisões) ainda não atingiu o desenvolvimento completo, pelo que não existem condições neurobiológicas de maturidade para uma tomada de decisão desta natureza”, diz o comunicado da ACMP.

“Esta lei, agora aprovada, não é baseada propriamente em novas descobertas científicas, nem tão-pouco foi pedida pelos médicos portugueses, mas é suportada por uma ideologia: a ideologia de gênero. Esta teoria assenta na ideia radical de que os sexos masculinos e femininos não passam de uma construção mental, cabendo à pessoa escolher a sua própria identidade de gênero”, asseveram os médicos católicos de Portugal.

“A ideologia de gênero é uma construção cultural, um produto da cultura e do pensamento humano, sendo totalmente desvinculada da biologia. A ciência — e a medicina em particular — não aceita a supremacia absoluta da dimensão psicológica/sociocultural sobre a identidade sexual. O ideal é que haja uma harmonia entre ambas, não sendo ético provocar desordens psicopatológicas artificiais, através da difusão de uma ideologia radical destinada a criar um “homem novo””, conclui o texto.

ACI

[Nota de Crux: O Irmão Jesuíta Guy Consolmagno é diretor do Observatório do Vaticano, fundado no século XVIII e refundado em sua forma atual em 1891. Consolmagno é visto por muitos como uma referência em como o Vaticano, discute regularmente a relação entre fé e razão. A Fundação do Observatório do Vaticano também tem um blog. Recentemente, Consolmagno fez uma palestra no Sheen Center, em Nova York, chamada ‘Jesuítas e Jedi: ciência e espiritualidade na era de Star Wars’]

 

***

No evento no Sheen Center, aprendi um pouco sobre sua história e descobri como o senhor acabou se tornando o “astrônomo do Papa”. Poderia contar um pouco desse background aos leitores do Crux?

Daria um livro! (O nome do livro é “Brother Astronomer”…)

Cresci em uma família católica comum dos anos 50 e aprendi ciência e religião com as Irmãs de Caridade de Nossa Senhora Rainha dos Mártires. Fui para o colégio jesuíta da Universidade de Detroit, pensei em ser padre, mas percebi que não tinha a personalidade certa para isso e acabei no MIT, principalmente por causa da biblioteca de ficção científica!

Aos trinta, minha fé entrou em crise; não a fé na minha religião, mas na ciência. Então, em vez de “perder tempo” estudando as luas de Júpiter, entrei no Corpo de Paz. Mas meus alunos no Quênia eram fascinados por ciência, e o entusiasmo deles me lembrava que a astronomia é um alimento para a alma.

Depois de lecionar numa pequena universidade – uma delícia – entrei para os jesuítas como irmão, pensando que poderia lecionar em algum colégio jesuíta. Mas me mandaram para Roma para continuar na astronomia… e em 2015 o Papa Francisco me nomeou diretor do Observatório.

O senhor disse que estudar o cosmos é um ato de adoração. Poderia dizer mais sobre o que quer dizer com isso?

Adoração é uma maneira de chegarmos mais perto de Deus; e é isso que fazemos quando estudamos o cosmos. Não preciso que a Bíblia me dê as respostas às minhas perguntas científicas, mas dependo da autoridade das Escrituras para ter certeza que essas respostas podem ser encontradas e que vale a pena buscá-las.

Me inspiro, em particular, no salmista que escreveu que “Os céus manifestam a glória de Deus” e por São Paulo, que nos lembra de que “as coisas invisíveis, desde a criação do mundo, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas”. Conhecemos a personalidade de Deus ao nos familiarizarmos com seu modo de criação… um modo elegante, racional e cheio de alegria!

Há muitos mal-entendidos sobre a relação da ciência e da Igreja Católica, sobretudo historicamente. Quais mal-entendidos acha que é particularmente importante corrigir?

Quando as pessoas dizem que a Igreja vai contra a ciência, respondo “cite três”, pedindo três exemplos. Elas sempre começam com Galileu, que normalmente significa que não sabem nada sobre Galileu… sua vida e sua época, seus argumentos ou a natureza da oposição contra ele. Nunca leram o que ele escreveu nem o que seus companheiros e inimigos escreveram. Alguns podem mencionar Giordano Bruno. Uma olhada rápida na página da Wikipédia sobre ele geralmente já abre um pouco seus olhos. E não conseguem pensar num terceiro exemplo. (A Igreja nunca condenou a evolução, por exemplo; e dois papas, Pio XII e João Paulo II, especificamente, endossaram a ideia).

Enquanto isso, a lista de cientistas importantes que eram católicos vai de Alberto Magno a Roger Bacon, Ampere, Volta, Pasteur, Mendel e Lemaître… e também Copérnico e Galileu! Novamente, é possível ver na Wikipédia uma lista de ganhadores católicos do Prêmio Nobel.

Uma das partes de que mais gostei no evento no Sheen Center foi a exposição de seus pensamentos sobre inteligência artificial. O senhor acha que é possível que tal máquina chegue a ser considerada uma pessoa?

 Na prática, temos muito tempo pela frente antes de que algo que produzimos com metal e semicondutores possa dar conta do recado. Minha suspeita – e posso estar errado! – é que os computadores digitais em si nunca serão capazes de replicar o cérebro humano; pelo estilo errado, acredito. Lembro da piada que diz que o cérebro humano ainda é o computador mais sofisticado a que temos acesso e, além disso, é o único que pode ser produzido por trabalhadores não qualificados.

O senhor escreveu um livro entitulado Você batizaria um extraterrestre? (em inglês, Would You Baptize an Extraterrestrial?). O senhor batizaria?

Só se ele pedisse.

Fonte: Crux

Estamos diante de uma reconstituição do corpo real de Jesus Cristo!

“Esta estátua é a representação tridimensional do Homem do Sudário, em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.

Quem explica é Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua e estudioso da relíquia, uma das mais enigmáticas e apaixonantes do mundo cristão (e também do mundo incrédulo). Com base em suas medições, o professor fez a reconstituição em 3D que, a seu ver, permite afirmar que essas são as reais características do Cristo crucificado.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra. A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”.

O professor concedeu à revista italiana Chi a conversa exclusiva em que afirmou:

“Segundo os nossos estudos, Jesus era um homem de extraordinária beleza. Longilíneo, mas muito robusto, tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão real e majestosa” (cf. Vatican Insider).

Mediante os estudos e a projeção tridimensional, Fanti pôde também computar as numerosas feridas no corpo do Homem do Sudário:

“No Sudário eu contei 370 feridas de açoites, sem considerar as laterais, que o pano não revela porque envolveu apenas a parte anterior e a posterior do corpo. Mas podemos supor pelo menos 600 golpes. Além disso, a reconstrução tridimensional permitiu observar que, na hora da morte, o Homem do Sudário pendeu para a direita, porque o ombro direito foi deslocado de modo tão grave que lesou os nervos” (cf. Il Mattino di Padova).

É notório que, nesse homem torturado, vemos sinais inquestionáveis de sofrimento. Os olhos da fé enxergam nele o homem por excelência, aquele que foi apresentado pela arrepiante frase “Ecce Homo”, “Eis o homem”; aquele que foi visto manso e majestoso diante de Pilatos, mas que sofreu terrível flagelação, espancamentos, coroação de espinhos, subida ao Calvário carregando aos ombros a própria cruz, crucificação como inocente e morte pela nossa redenção.

Acreditar na autenticidade do Sudário não é obrigatório para nenhum cristão. Mas o carácter excepcional daquele pano fúnebre e seus séculos e séculos de mistério fascinante e desafiador provoca o nosso entendimento e as nossas certezas, tal como fez aquele Nazareno que desafiou as nossas certezas ao amar os seus perseguidores, a perdoá-los do alto da cruz e derrotar a morte para sempre.

Aleteia

Embora o Santo Sudário de Turim (Itália) seja o objeto mais importante relacionado a Jesus que permanece até hoje, a Espanha também tem entre os seus tesouros duas relíquias importantes de Cristo.

Estas relíquias são o Sudário de Oviedo, pano que cobriu o rosto de Jesus e o Lignum Crucis, um pedaço da cruz do Senhor.

Estas relíquias foram estudadas em profundidade e permitem aproximar-se um pouco mais da Paixão de Cristo.

O Sudário de Oviedo

Segundo a tradição, o sudário que cobria o rosto de Jesus está guardado na Catedral de Oviedo e é exposto ao público apenas três vezes por ano: na Sexta-feira Santa; no dia 14 de setembro, dia da Santa Cruz; e em 21 de setembro, festa do Apóstolo São Mateus, padroeiro da cidade espanhola.

Os apóstolos veneraram em Jerusalém as relíquias da Paixão, incluindo o Sudário, durante os primeiros anos do cristianismo. Com a invasão dos persas no século VII, conseguiram salvá-lo e foi levado à Espanha.

Jorge Manuel Rodríguez Almenar, presidente do Centro Espanhol de Sindonologia, explicou em diversas ocasiões que os estudos mostram que todos os elementos do Sudário de Oviedo coincidem com os do Santo Sudário.

O último estudo realizado pela Universidade Católica de Murcia, na Espanha, concluiu que ambos os panos envolveram a mesma pessoa. Também precisou que o homem do Santo Sudário e do Sudário de Oviedo sofreu a mesma ferida no lado.

Algo que está de acordo com o que foi relatado no Evangelho de João, quando diz: “Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”.

Lignum Crucis: Uma relíquia da Cruz de Cristo

O mosteiro franciscano de Santo Toribio de Liébana, na Cantábria, guarda há mais de 1200 anos um grande pedaço da Cruz de Jesus.

Esta relíquia é conhecia pelo seu nome em latim Lignum Crucis, que significa lenho ou madeira da Cruz. Este objeto sagrado corresponde à madeira horizontal do lado esquerdo.

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, decidiu conservar as relíquias da Paixão do Senhor. Uma delas foi a Cruz, que chegou à Espanha no século XVI, com os restos de Santo Toribio, que tinha sido custódio dos lugares santos em Jerusalém.

Em 1958, realizaram alguns testes para comprovar a sua autenticidade e “confirmaram que a madeira é de uma árvore que existe na Terra Santa e que tem uma idade superior a 2000 anos”, assegurou ao Grupo ACI o Pe. Juan Manuel Núñez, superior do convento de Santo Toribio de Liébana.

Além disso, o DNA da relíquia coincide com o de outros pedaços menores da cruz conservados em diferentes lugares do mundo.

“A maior prova de veracidade das Lignum Crucis são todas as conversões que ocorrem no sacramento da confissão no mosteiro”, afirma o sacerdote.

Segundo o Pe. Nunez, o Lignum Crucis fala, “através de uma linguagem silenciosa, do amor de Deus que se entrega ao coração de todos os homens. Um amor que ficou marcado para sempre na Cruz e que diz a todos: ‘Embora não saibam lê-lo aqui diz como e quanto os amo’”.

Desde o século XVI se celebra o Ano Jubilar Lebaniego Santo Toribio de Liébana. Este Ano Santo ocorre cada vez que o dia 16 de abril (festa de Santo Toribio) cai em um domingo. Como o dia 16 de abril de 2017 coincide com o Domingo de Ressurreição, o início deste Ano Santo começará no dia 23 de abril.

Fonte: ACI Digital

Não creio que percebemos as implicações. Não creio que percebemos para onde isso tudo está se dirigindo, ou o que diz sobre os costumes dos países chamados desenvolvidos.” afirmou Phyllis Zagano, pesquisadora da Hofstra University. Costumava custar 100 mil dólares para clonar um cachorro. Hoje, somente 50 mil. Oferta e procura.

Num passado distante – na verdade, 2015 –, era preciso clonar o nosso cão na Coreia do Sul. Hoje, os ViaGen, “especialistas em clonagem de pets e preservação genética da América”, sediados em Cedar Park, no Texas, estão aqui para nos atender – o que nos remete aos cães de Barbra Streisand.

Em maio de 2017, Streisand teve a perda de sua Coton de Tulear chamada Samantha. Streisand clonou Samantha. Em fins de fevereiro, duas filhotes, Violet e Scarlet, juntaram-se à prima distante de Samantha, a Fanny, vivendo com Streisand.

Eu entendo como é perder um animal de estimação. Só não compreendo gastar 50 mil dólares para recriar este animal. (Se o cliente não estiver decidido ainda ou não tiver o dinheiro todo no momento, a empresa ViaGen estoca o material genético para o futuro. Isso custa 1.600 dólares. Se o animal morrer antes da biópsia, certifique-se de mantê-lo refrigerado, mas não congelado. Sugere-se fazer a coleta dentro de cinco dias.)

A ironia dos cães de 50 mil dólares de Streisand – cães da raça Coton de Tulear custam entre 1.800 e 3.500 dólares cada – é que a raça teve origem em Madagascar, um dos países mais pobres do mundo. Madagascar, situado no Oceano Índico, na África, está também no meio de uma epidemia de peste bubônica e pneumônica. O país tem cerca de 1,5 médico e dois leitos hospitalares para cada 10 mil pessoas.

Cheguei a mencionar que Madagascar é um país pobre? O salário bruto mensal é de US$ 63,30. Em Madagascar, 50 mil dólares podem comprar um pedaço de pão para aproximadamente 100 mil pessoas.

De volta ao Texas: a tecnologia de clonagem da ViaGen é moderna e atualizada. No começo de 2018, a empresa registrou várias centenas de clonagens bem-sucedidas. Um veterinário coleta material genético de um animal por meio de uma biópsia de pele. Os cientistas da ViaGen removem o núcleo dos óvulos do cão doador e inserem o material genético coletado. Em lugar de esperma, que introduziria genes diferentes, o embrião reconstituído é iniciado no processo divisório com um choque elétrico. Então, o embrião ou os embriões são implantados cirurgicamente na mãe de aluguel e, depois de aproximadamente nove semanas, os cães clonados nascem. Como a maioria das partenogêneses na natureza, o embrião é sempre feminino. Por isso, Srta. Violet e Srta. Scarlet.

Os mamíferos feitos sob encomenda não são novidade. Lembremos da Dolly, ovelha que ficou famosa em 1996. As células doadoras da Dolly vieram da glândula mamária de uma outra ovelha. 

Ian Wilmut, cientista do Roslin Institute (Escócia) que liderou o experimento, disse: “Dolly é derivada de uma célula da glândula mamária e não poderíamos pensar em glândulas mamárias mais impressionantes do que as de Dolly Parton”. Dolly, a ovelha, contraiu câncer de pulmão; ela foi sacrificada quando estava aproximadamente com seis anos e meio de idade.

Em algum lugar, algum cientista está clonando algo. Já clonaram gado, gatos, veados, cavalos, mulas, bois, coelhos e ratos. Recentemente, clonaram macacos na China. A clonagem humana está muito distante?

Houve um escândalo anos atrás quando dois cientistas coreanos falsamente alegaram que haviam tido sucesso com uma forma de clonagem humana. Desde então, cientistas americanos criaram linhagens de células-tronco que mais tarde destruíram no estágio de blastocisto, cerca de cinco dias de idade. Ordinariamente, este é o momento em que um embrião encontra o seu lar gestacional no útero.

Eles matam embriões clonados para “colher” células-tronco, mas quanto tempo antes de um embrião humano clonado ser levado a termo?

Os múltiplos escândalos aqui residem todos numa placa de Petri. A sociedade hoje autoriza, até mesmo aprova, todo o tipo de experimentação. Material genético e óvulos são commodities, prontos para serem usados, comprados e vendidos pelo maior lance. E não são só animais.

Não creio que percebemos as implicações. Não creio que percebemos para onde isso tudo está se dirigindo, ou o que diz sobre os costumes dos países chamados desenvolvidos. Ouvimos que uma celebridade americana cujo patrimônio líquido é de 400 milhões tirou 50 mil dólares para clonar o seu animal de estimação, ou que Madagascar está sendo devastado por uma epidemia de peste bubônica e pneumônica, e viramos a página para ver os resultados na seção de esportes. Isso não é bom.

National Catholic Reporter

O Dr. Francis Collins, coordenador do maior projeto de biotecnologia, que decodificou o genoma humano, e também Diretor do Instituto Nacional Americano de Pesquisa do Genoma Humano, considera que os milagres são uma “possibilidade real” e descartou que a ciência seja usada para refutar a existência de Deus, porque está confinada a seu mundo “natural”.

Segundo informações do site Caminayven.com, o cientista explicou que em seu livro “A linguagem de Deus”, aponta que “uma das grandes tragédias de nosso tempo é esta impressão que foi criada de que a ciência e a religião têm de estar em guerra” e precisa que o descobrimento do genoma humano lhe permitiu “vislumbrar o trabalho de Deus”.

“Quando dá um grande passo adiante é um momento de regozijo científico porque você esteve nesta busca e parece que encontrou. Mas é também um momento onde, ao menos, sinto proximidade com o Criador no sentido de estar percebendo algo que nenhum humano sabia antes, mas que Deus sempre soube”, indica Collins e explica que as descobertas científicas levam o homem a aproximar-se do Senhor.

“Quando você tem pela primeira vez diante de si estes 3,1 trilhões de letras do ‘livro de instruções’ que transmite todo tipo de informação e todo tipo de mistérios sobre a humanidade, é incapaz de contemplar página após página sem se sentir sobressaltado. Não posso ajudar, mas sim admirar estas páginas e ter uma vaga sensação de que isso está me proporcionando uma visão da mente de Deus”, diz o Dr. Francis Collins.

Ele foi ateu até os 27 anos, quando como jovem médico lhe chamou a atenção a força de seus pacientes mais delicados. “Tinham terríveis doenças das quais com toda probabilidade não escapariam, e ainda, em vez de se queixarem a Deus, pareciam apoiar-se em sua fé como uma fonte de consolo. Foi interessante, estranho e inquietante”.

Em seguida ele leu “Mere Christianity” (Cristianismo Puro e Simples) de C. S. Lewis, que o ajudou a se converter. Dr. Collins explica que o argumento de Lewis, que Deus é uma possibilidade racional era algo “que não estava preparado para ouvir. Estava muito feliz com a ideia de que Deus não existia e de que não tinha interesse em mim. Mas mesmo assim, não podia me afastar”.

Este é mais um belo testemunho de um cientista de nossos dias, que vem comprovar que não existe antagonismo entre a Ciência e a fé, uma vez que ambas vem de Deus.

O Papa João Paulo II começou a Encíclica “Fé e razão” dizendo que: “A fé e a razão são as duas asas com as quais o espírito humano alça voo para contemplar a verdade”. Isto mostra a importância que ambas têm uma para a outra. O grande cientista francês Louis Pasteur, da Sorbonne, pai da microbiologia, dizia que “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus”.

Muitos gigantes da ciência, em todos os tempos, se curvaram humildemente diante do Criador. Entre eles podemos citar homens profundamente religiosos como Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johann Keppler, Isaac Newton, Louis Pasteur, Blaise Pascal, André Marie Ampère; Max Planck (1858-1947), prêmio Nobel de Física em 1918, pela descoberta do “quantum” de energia; Andrews Millikan (1868-1953), prêmio Nobel de Física, em 1923, pela descoberta da carga elétrica elementar; Antoine Henri Becquerel (1852-1908), Nobel de Física em 1903, descobridor da radioatividade; Erwin Schorödinger (1887-1961), prêmio Nobel de Física em 1933, pelo descobrimento de novas fórmulas da energia atômica.

A Constituição Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II mostrou bem claro a harmonia entre a fé e a ciência:

“Se a pesquisa metódica, em todas as ciências, proceder de maneira verdadeiramente científica e segundo as leis morais, na realidade nunca será oposta à fé: tanto as realidades profanas quanto as da fé originam-se do mesmo Deus. Mais ainda: Aquele que tenta perscrutar com humildade e perseverança os segredos das coisas, ainda que disto não tome consciência, é como que conduzido pela mão de Deus, que sustenta todas as coisas, fazendo que elas sejam o que são” (GS,36).

S. Agostinho diz no Sermão, 126,3: “Eleva o olhar racional, usa os olhos como homem, contempla o céu e a terra, os ornamentos do céu, a fecundidade da terra, o voar das aves, o nadar dos peixes, a força das sementes, a sucessão das estações. Considera bem os seres criados e busca o seu Criador. Presta atenção no que vês e procura quem não vês. Crê naquele que não vês, por causa das realidades que vês. E não julgues que é pelo meu sermão que és assim exortado. Ouve o Apóstolo que diz: “As perfeições invisíveis de Deus tornaram-se visíveis, desde a criação do mundo, pelos seres por ele criados” (Rom 1,20).”

O Concilio Vaticano I (1870) afirmou o conhecimento natural de Deus, contra a agnosticismo, o fideismo e o tradicionalismo absoluto:

“A mesma santa Mãe Igreja sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas, “pois sua realidade invisível tornou-se inteligível desde a criação do mundo, através das criaturas”‘ (Rm 1,20).

Prof. Felipe Aquino

No dia 12 de fevereiro, completou-se 209 anos do nascimento de Charles Darwin, o reconhecido cientista que propôs a teoria da evolução através da seleção natural, um processo de transformação das espécies por meio de mudanças produzidas em gerações sucessivas.

O trabalho de Darwin, que foi divulgado em 1859, é aceito hoje por praticamente todos os cientistas. Entretanto, esta teoria é compatível com a fé católica?

Pe. Jorge Loring, em seu livro ‘Para Salvar-te’, afirmou sobre a teoria de Darwin que, embora “o corpo possa vir por evolução”, não ocorreria o mesmo com a alma de uma pessoa, porque esta “é espiritual”.

“Há muitos teólogos católicos que defendem esta teoria, que não é condenada pela Igreja. A partir da fé e da filosofia, não há inconveniente em admitir a teoria da evolução”, acrescentou.

Por sua parte, Pe. Mariano Artigas, doutor em filosofia, física e teologia, adverte em seu livro ‘As fronteiras do evolucionismo’ que o fato da evolução “é uma hipótese e não há algo cientificamente indiscutível. Afirma-se, mas não se prova”.

Em 1950, o Papa Pio XII afirmou na encíclica Humani Generis que o Magistério da Igreja não proíbe “que nas investigações e disputas entre homens doutos de ambos os campos se trate da doutrina do evolucionismo, que busca a origem do corpo humano em matéria viva preexistente”. Porém, enfatizou que “a fé nos obriga a reter que as almas são diretamente criadas por Deus”.

O próprio Darwin disse ao final de seu livro ‘A origem das espécies’ que “é grandioso o espetáculo das forças variadas da vida que Deus infundiu nos seres criados, fazendo-os se desenvolver em formas cada vez mais belas e admiráveis”.

Pew Research Center reuniu 6 fatos sobre o que as pessoas pensam em relação à evolução.

Segundo o estudo Religious Landscape Study, aproximadamente 6 de cada 10 adultos norte-americanos (62%) dizem que os seres humanos evoluíram com o tempo. Entretanto, 33% do total expressa a crença de que os seres humanos e outros seres vivos evoluíram exclusivamente devido aos processos naturais.

Um quarto dos adultos norte-americanos (25%) diz que a evolução foi guiada por um ser supremo.

A mesma pesquisa indicou que 34% dos norte-americanos rejeitam completamente a evolução.

2. A maioria dos cientistas acredita que os seres humanos evoluíram com o tempo

De acordo com uma pesquisa de 2014 sobre ciência e sociedade, enquanto 98% dos cientistas da ‘Associação Norte-americana para o Avanço da Ciência’ acreditam que os seres humanos evoluíram com o tempo, apenas dois terços (66%) dos norte-americanos, em geral, acreditam que os cientistas estejam de acordo sobre a evolução.

O público em geral que rechaça a evolução está dividido sobre se existe um consenso científico a respeito do tema: ‘47% diz que os cientistas estão de acordo com a evolução e 46% diz que não.

3. Decisões judiciais proíbem o ensinamento do Design Inteligente em escolas públicas

A teoria do Design Inteligente aponta a uma inteligência superior que deve ter criado a complexidade do sistema da criação.

Apesar dos esforços de muitos estados e cidades norte-americanas por proibir o ensino da evolução em escolas públicas e ensinar alternativas à evolução, os tribunais negaram nas últimas décadas os planos de estudo que se desviam da teoria evolutiva.

4. As igrejas protestantes são mais propensas a rechaçar a evolução nos EUA

Segundo o estudo Religious Landscape Study, uma sólida maioria (57%) de protestantes assegura que os seres humanos e outros seres vivos sempre existiram em sua forma atual.

Estas opiniões se refletem em grande medida nas posições das grandes igrejas protestantes, assim como, em muitos casos, na maioria de seus membros.

5. A maioria dos norte-americanos afirma que ciência e religião costumam estar em conflito

Segundo uma pesquisa de 2015, a maioria dos norte-americanos (59%) afirma que a ciência e a religião estão frequentemente em conflito. Entretanto, os que são mais praticantes de sua religião são menos propensos que outros a ver este “choque”.

Entre os que vão à igreja ao menos uma vez por semana, a metade (50%) considera que a religião e a ciência estão em conflito, em comparação aos que raramente ou nunca vão à igreja (73%).

Ao mesmo tempo, a maioria das pessoas (68%) diz que suas próprias crenças religiosas pessoais não chocam com a doutrina científica aceita.

6. Comparado aos Estados Unidos, em outros países a evolução é mais rejeitada

Na América Latina, aproximadamente 4 de cada 10 habitantes de vários países – incluindo Equador, Nicarágua e República Dominicana – dizem que os seres humanos e outros seres vivos sempre existiram em sua forma atual.

Isso ocorre mesmo quando os ensinamentos oficiais do catolicismo, que é a religião majoritária na região, não rejeitem a evolução.

Por outro lado, os muçulmanos em muitas nações estão divididos. Entretanto, a maioria dos países, como Afeganistão, Indonésia e Iraque, rejeitam a evolução.

ACI

A cura da irmã Bernadette Moriau, em 2008, aos 69 anos, vítima de uma doença grave, foi reconhecida como um milagre pelo bispo de Beauvais, no norte da França. Este é o 70° milagre em Lourdes admitido pela Igreja Católica.

A cura foi “repentina, instantânea, completa, duradoura e inexplicada no atual estado de nossos conhecimentos científicos”, segundo o Monsenhor Jacques Benoît-Gonnin em um comunicado divulgado pela igreja.

Bernadette Moriau nasceu em 1939 e entrou aos 19 anos para o convento em uma congregração de franciscanas na França, tornando-se enfermeira em 1965. Em 1966, aos 27 anos, ela começou sentir dores na coluna lombar e no nervo ciático. A freira passou por quatro operações sem sucesso. Ela foi obrigada a deixar a profissão e se movimentava com a ajuda de aparelhos.

Em julho de 2008, a irmã Moriau participou da peregrinação de sua diocese em Lourdes e recebeu a bênção dos enfermos. Ao voltar para o convento na Picardia, onde mora, Bernadette sentiu uma sensação “diferente” de relaxamento e calor em todo o corpo, “e ouviu uma voz pedindo para que ela retirasse todos os seus aparelhos”.

A irmã Moriau decidiu então interromper todos os seus tratamentos. Vários exames médicos, consultas e reuniões de religiosos em Lourdes levaram o departamento da igreja que analisa esse tipo de caso a afirmar que a cura não tinha explicação científica.

“Advogado do diabo”

Em novembro de 2016 em Lourdes, durante uma reunião anual, o comitê médico internacional de Lourdes confirmou o milagre. Atualmente, a freira leva uma vida normal e tem uma saúde perfeita, segundo o médico Alessandro de Franciscis, presidente do comitê.

De acordo com ele, que se descreve como “o advogado do diabo”, seu trabalho é buscar pistas no dossiê dos doentes que possam descartar a cura milagrosa. Um trabalho longo e rígido, diz, que explica porque das 7200 curas registradas em Lourdes, apenas 69 foram reconhecidas como milagre.

RFI em Português