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Imagine que, por absurdo, você pudesse viajar no tempo e encontrar Adolf Hitler quando ele ainda era bebê.

Você saberia que, quando crescesse, aquele bebê se tornaria um dos monstros mais cruéis e doentios de todos os tempos, responsável pela tortura e pelo extermínio de milhões de pessoas na pior de todas as guerras já causadas em toda a história da humanidade.

Você teria, diante dos seus olhos e ao alcance das suas mãos, uma chance de impedir uma das mais devastadoras ondas de sofrimento e destruição imagináveis.

Você mataria aquele bebê?

Esta foi a terrível pergunta que o jornal The New York Times lançou aos seus leitores em outubro de 2015, embalado pelo frenesi que havia na época em torno ao filme “De Volta para o Futuro”, com seu enredo de viagens no tempo.

O resultado da pesquisa foi anunciado pelo jornal via Twitter: 42% dos leitores responderam que matariam, sim, aquele garotinho de olhos sonhadores que viria a se tornar o Führer nazista. 30% disseram que não o matariam e 28% não souberam o que decidir.

É importante recordar que as pesquisas via Twitter não têm valor científico, mas este caso, em concreto, sugere uma possível concepção geral de que cada pessoa está de alguma forma “predestinada” a fazer o que faz – e que nada poderia alterar o seu “destino”, exceto, talvez, soluções radicais como o assassinato.

A partir desta concepção, veio uma consequência preocupante: a maioria dos participantes da enquete se declarou disposta a matar um inocente (o menino Adolf) para punir um criminoso (o adulto Hitler).

O caso indica a nossa ilusão de “ler” em cada ser humano um prenúncio de genialidade ou de abjeção, como se tudo já estivesse pré-programado e fosse previsível mediante “metadados”. Vivemos numa época, aliás, em que somos continuamente catalogados e indexados tanto com base no que já fizemos ou dissemos quanto com base naquilo que “potencialmente” faremos ou diremos. Há computadores dedicados a “prever” o nosso comportamento com base em uma complexíssima gama de variáveis supostamente quantificáveis. Não sabemos, por exemplo, até que ponto o Google já nos classificou e arquivou nas suas memórias mais profundas e inacessíveis. O que sabemos é que milhares de empresas pagam milhões de dólares por “inteligência” a nosso respeito – e que, com base nessa “inteligência”, somos definidos como “bons” ou “maus” para determinados interesses econômicos, políticos, ideológicos…

Se isto em si mesmo já é grave o suficiente para merecer reflexões bastante sérias, é ainda mais grave constatar que, quando os “metadados” indicam que algo ou alguém é ou será “mau”, tendemos a acatar essa catalogação sem muito senso crítico.

Foi o que ocorreu nessa brincadeira de eugenia anacrônica do New York Times.

A propósito: você mataria aquele bebê?

Autor: Lucandrea Massaro

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Um mar de cacos de vidro invadiu as ruas das principais cidades alemãs nas noites de 9 e 10 de novembro de 1938. E o resultado mais grave: 91 cadáveres e mais de 30 mil detidos, que foram deportados a campos de concentração. Foi a Noite dos Cristais, que em breve cumprirá 65 anos.
 
O governo de Hitler a qualificou como “reação espontânea da população”, para vingar-se do assassinato do diplomata alemão Ernst von Rath pelo jovem judeu polonês Herschel Grynszpan. A desculpa perfeita.
 
Um ano antes, em 21 de março, a Igreja Católica alemã havia lido, em todos os templos, a encíclica “Mit brennender sorge” (“Com ardente preocupação”), reprovando a ideologia nazista. Era a ratificação de algo que vinha sendo denunciado desde 1930, três anos antes de Hitler subir ao poder.
 
A primeira condenação contra o Partido Nazista veio do bispo de Mainz, que proibiu que os católicos se inscrevessem em suas fileiras, que os nazistas recebessem os sacramentos e que os membros do partido hitleriano participassem de celebrações católicas.
 
Em agosto de 1932, a Igreja Católica excomungou todos os dirigentes do Partido Nazista, porque assumiam princípios anticristãos e divulgavam teorias raciais.
 
A conferência episcopal alemã, por sua vez, publicou um texto exaustivo no qual se detalhava como relacionar-se com o Partido Nazista, bem como a proibição de aderir a ele, sob pena de excomunhão, porque “as manifestações de inúmeros chefes e anunciantes do partido têm um caráter hostil à fé” e “são contrárias às doutrinas fundamentais e às indicações da Igreja Católica”.
 
Em janeiro de 1935, os principais bispos alemães (os cardeais Bertram, Faulhaber e Schulte, e os bispos Preysing e von Galen) viajaram secretamente para solicitar novamente à Santa Sé uma condenação formal do nazismo. A resposta do Papa Pio XI, que foi a encíclica “Mit brennender sorge”, foi lida no domingo, 21 de março, em 11 mil templos alemães, após ser introduzida clandestinamente no país, passando por cima da censura do regime.
 
A invasão da Áustria por parte das tropas alemãs foi bem recebida pela sua população, dada a instabilidade do país. Para compensar a dura crítica do episcopado alemão, Hitler se reuniu em Viena com o cardeal Innitzer, de quem obteve uma declaração oficial do episcopado na qual se davam as boas-vindas e se elogiava o nazismo alemão.
 
O purpurado tentou retificar, mas a propaganda do regime destruiu sua tentativa. Innitzer foi chamado a Roma e, poucos dias depois, publicou uma retificação muito mais contundente. Só depois foi recebido por Pio XI, já que antes disso ele não queria ver o Papa.
 
A resposta nazista foi ignorar a retificação, suprimir as organizações juvenis católicas, o ensino da religião e a faculdade de teologia de Innsbruck. O palácio episcopal de Innitzer foi invadido e destruído pela juventude hitleriana.
 
A atitude de Innitzer e do episcopado austríaco foi lamentável: desobedece a postura de Roma e se enquadra dentro da fraqueza humana, da qual todos nós somos protagonistas, ainda que isso não justifique o que ele fez e mereça nossa reprovação.
 
Por outro lado, os bispos alemães souberam reconhecer a humilhação que os aguardava e revelaram publicamente as perversidades da ideologia totalitária e assassina de Hitler.

Fonte: Aleteia

Em um artigo escrito para o site Townhall, o escritor e conferencista Dinesh D’Souza argumentou contra as teses propagadas por ativistas ateus de que Adolf Hitler era cristão.

Com o título “Was Hitler a Christian?” (‘Seria Hitler um cristão? ’, em tradução para o português), Dinesh rebate o principal argumento usado por um dos maiores ativistas ateus da atualidade e escritor, Sam Harris, que entende que Hitler era um cristão por ter nascido num lar cristão e nunca ter renunciado sua fé publicamente, além de ter escrito no livro anti-semita “Mein Kampf” que a perseguição aos judeus era um mandamento divino: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”, teria afirmado o líder nazista em eu livro.

Em seus argumentos de resposta à tese do ateu Sam Harris, Dinesh afirma que “Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha”.

O líder nazista era adepto da teoria da evolução e via na difusão das ideias cristãs, um sério oponente contra a difusão daquilo que entendia ser ideal. Dinesh afirma que no livro “Hitler’s Table Talk” (“Conversas informais de Hitler”)” há “uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, que mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história”. Adolf Hitler, segundo os registros desse livro, teria dito que ao final de seu processo de purificação da raça ariana, os alemães estariam livres do que ele entendia ser uma fraqueza: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”, teria afirmado o Führer, sobre o cristianismo.

Após apresentar seus argumentos, o articulista Dinesh D’Souza menciona que parte das teses nazistas foram baseadas nos ideias ateístas do filósofo Friedrich Nietzsche, e pergunta porque o escritor Sam Harris acha que Hitler seria um cristão: “Sam Harris simplesmente ignora as evidências das afinidades nazistas por Darwin, Nietzsche e o ateísmo. Então que sentido tem sua alegação de que os líderes nazistas eram ‘sabendo disso ou não’ agentes da religião? Evidentemente, nenhum sentido”, conclui Dinesh.

Para acessar o artigo original em inglês, acesse este link. Confira abaixo a íntegra do artigo traduzido por Maximiliano Mendes, divulgado no blog ” Apologética no Japão”

” Com vergonha do legado assassino dos regimes comunistas ateus do Século XX, os líderes ateístas buscam empatar o placar com os crentes ao retratar Adolf Hitler e seu regime nazista como sendo teístas, mais especificamente Cristãos. Os websites ateístas rotineiramente alegam que Hitler era Cristão porque nasceu Católico, nunca renunciou ao seu Catolicismo e escreveu em Mein Kampf: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”. Os escritor ateu Sam Harris escreve que “o Holocausto marcou o auge de … 200 anos dos Cristãos fulminando os Judeus”, portanto, “sabendo disso ou não, os nazistas eram agentes da religião”.

Quão persuasivas são essas alegações? Hitler nasceu Católico assim como Stálin nasceu na tradição da Igreja Ortodoxa Russa e Mao Tsé Tung foi criado como Budista. Esses fatos não provam nada, pois muitas pessoas rejeitam sua criação religiosa, como esses três fizeram. O historiador Allan Bullock escreve que desde cedo, Hitler “não tinha tempo algum para os ensinos do Catolicismo, considerando-o como religião adequada somente para os escravos e detestando sua ética”.

Então como nós explicamos a alegação de Hitler de que ao conduzir seu programa anti-semítico estava sendo um instrumento da providência divina? Durante sua ascensão ao poder, ele precisava do apoio do povo alemão – tanto os Católicos da Bavária quanto dos Luteranos da Prússia – e para se assegurar disso ele utilizava retórica do tipo “Estou fazendo o trabalho do Senhor”. Alegar que essa retórica faz de Hitler um Cristão é confundir oportunismo político com convicção pessoal. O próprio Hitler diz em Mein Kampf que seus pronunciamentos públicos deviam ser entendidos como propaganda, sem relação com a verdade, mas planejados para influenciar as massas.

A idéia de um Cristo ariano que usa a espada para purgar os Judeus da Terra – o que os historiadores chamam de “Cristianismo Ariano” – era obviamente um afastamento radical do entendimento Cristão tradicional e foi condenado pelo Papa Pio XI no tempo. Além do mais, o anti-semitismo de Hitler não era religioso, era racial. Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. Essa era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular.

Hitler’s Table Talk [“Conversas informais de Hitler”, um livro] uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história, e disse sobre os alemães: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”. Ele prometeu que “por intermédio dos camponeses seremos capazes de destruir o Cristianismo”. Na verdade, ele culpava os Judeus pela invenção do Cristianismo e também condenou o Cristianismo por sua oposição à evolução.

Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha.

Em sua História em vários volumes do Terceiro Reich, o historiador Richard Evans escreve que “os nazistas consideravam as igrejas como sendo os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos princípios nos quais eles acreditavam”. Quando Hitler e os nazistas chegaram ao poder lançaram uma iniciativa cruel para subjugar e enfraquecer as Igrejas Cristãs na Alemanha. Evans aponta que após 1937, as políticas do governo de Hitler se tornaram progressivamente anti-religiosas.

Os nazistas pararam de celebrar o Natal, e a Juventude de Hitler recitou uma oração agradecendo ao Fuhrer, ao invés de Deus, por suas bênçãos. Aos clérigos considerados como “problemáticos” era ordenado que não pregassem, centenas deles foram aprisionados e muitos foram simplesmente assassinados. As Igrejas estavam constantemente sob a vigilância da Gestapo. Os nazistas fecharam escolas religiosas, forçaram organizações Cristãs a se dissolverem, dispensaram servidores civis praticantes do Cristianismo, confiscaram propriedade da igreja e censuraram jornais religiosos. O pobre Sam Harris não é capaz de explicar como uma ideologia que Hitler e seus associados entendiam como uma renúncia ao Cristianismo pode ser apresentada como o “auge” do Cristianismo.

Se o nazismo representava o auge de algo, era o auge do Darwinismo social do final do Século XIX e início do XX. Como documentado pelo historiador Richard Weikart, tanto Hitler quanto Himmler eram admiradores de Darwin e freqüentemente falavam do papel deles como promulgadores de uma “lei da natureza” que garantiria a “eliminação dos ineptos”. Weikart argumenta que o próprio Hitler “construiu sua própria filosofia racista baseado em grande parte nas idéias do Darwinismo social” e conclui que embora o Darwinismo não seja uma explicação intelectual “suficiente” para o nazismo, é uma condição “necessária”. Sem o Darwinismo, talvez não houvesse nazismo.

Os nazistas também se inspiraram no filósofo Friedrich Nietzsche, adaptando a filosofia ateísta dele aos seus propósitos desumanos. A visão de Nietzsche do ubermensch [super-homem] e sua elevação a uma nova ética “além do bem e do mal” foram adotadas de forma ávida pelos propagandistas nazistas. A “sede pelo poder” de Nietzsche quase se tornou um slogan de recrutamento nazista. Em nenhum momento estou sugerindo que Darwin ou Nietzsche teriam aprovado as idéias de Hitler, mas este e seus comparsas aprovavam as idéias daqueles. Sam Harris simplesmente ignora as evidências das afinidades nazistas por Darwin, Nietzsche e o ateísmo. Então que sentido tem sua alegação de que os líderes nazistas eram “sabendo disso ou não” agentes da religião? Evidentemente, nenhum sentido.

Então, à montanha de corpos que os regimes misoteístas [que odeiam Deus] de Stálin, Mao, Pol Pot e outros produziram, nós devemos adicionar os mortos do regime nazista, também misoteísta. Assim como os comunistas, os nazistas deliberadamente atacaram os cristãos, pois eles queriam criar um novo homem e uma nova utopia livre das amarras da religião e moralidade tradicional.

Dinesh d’Souza Traduzido por: Maximiliano Mendes

Com vergonha do legado assassino dos regimes comunistas ateus do Século XX, os líderes ateístas buscam empatar o placar com os crentes ao retratar Adolf Hitler e seu regime nazista como sendo teístas, mais especificamente Cristãos. Os websites ateístas rotineiramente alegam que Hitler era Cristão porque nasceu Católico, nunca renunciou ao seu Catolicismo e escreveu em Mein Kampf: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”. Os escritor ateu Sam Harris escreve que “o Holocausto marcou o auge de … 200 anos dos Cristãos fulminando os Judeus”, portanto, “sabendo disso ou não, os nazistas eram agentes da religião”.

Quão persuasivas são essas alegações? Hitler nasceu Católico assim como Stálin nasceu na tradição da Igreja Ortodoxa Russa e Mao Tsé Tung foi criado como Budista. Esses fatos não provam nada, pois muitas pessoas rejeitam sua criação religiosa, como esses três fizeram. O historiador Allan Bullock escreve que desde cedo, Hitler “não tinha tempo algum para os ensinos do Catolicismo, considerando-o como religião adequada somente para os escravos e detestando sua ética”.

Então como nós explicamos a alegação de Hitler de que ao conduzir seu programa anti-semítico estava sendo um instrumento da providência divina? Durante sua ascensão ao poder, ele precisava do apoio do povo alemão – tanto os Católicos da Bavária quanto dos Luteranos da Prússia – e para se assegurar disso ele utilizava retórica do tipo “Estou fazendo o trabalho do Senhor”.

Alegar que essa retórica faz de Hitler um Cristão é confundir oportunismo político com convicção pessoal. O próprio Hitler diz em Mein Kampf que seus pronunciamentos públicos deviam ser entendidos como propaganda, sem relação com a verdade, mas planejados para influenciar as massas.

A idéia de um Cristo ariano que usa a espada para purgar os Judeus da Terra – o que os historiadores chamam de “Cristianismo Ariano” – era obviamente um afastamento radical do entendimento Cristão tradicional e foi condenado pelo Papa Pio XI no tempo. Além do mais, o anti-semitismo de Hitler não era religioso, era racial. Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. Essa era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular.

Hitler’s Table Talk [“Conversas informais de Hitler”, um livro] uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história, e disse sobre os alemães: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”. Ele prometeu que “por intermédio dos camponeses seremos capazes de destruir o Cristianismo”. Na verdade, ele culpava os Judeus pela invenção do Cristianismo e também condenou o Cristianismo por sua oposição à evolução.

Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha.

Em sua História em vários volumes do Terceiro Reich, o historiador Richard Evans escreve que “os nazistas consideravam as igrejas como sendo os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos princípios nos quais eles acreditavam”. Quando Hitler e os nazistas chegaram ao poder lançaram uma iniciativa cruel para subjugar e enfraquecer as Igrejas Cristãs na Alemanha. Evans aponta que após 1937, as políticas do governo de Hitler se tornaram progressivamente anti-religiosas.

Os nazistas pararam de celebrar o Natal, e a Juventude de Hitler recitou uma oração agradecendo ao Fuhrer, ao invés de Deus, por suas bênçãos. Aos clérigos considerados como “problemáticos” era ordenado que não pregassem, centenas deles foram aprisionados e muitos foram simplesmente assassinados. As Igrejas estavam constantemente sob a vigilância da Gestapo. Os nazistas fecharam escolas religiosas, forçaram organizações Cristãs a se dissolverem, dispensaram servidores civis praticantes do Cristianismo, confiscaram propriedade da igreja e censuraram jornais religiosos. O pobre Sam Harris não é capaz de explicar como uma ideologia que Hitler e seus associados entendiam como uma renúncia ao Cristianismo pode ser apresentada como o “auge” do Cristianismo.

Se o nazismo representava o auge de algo, era o auge do Darwinismo social do final do Século XIX e início do XX. Como documentado pelo historiador Richard Weikart, tanto Hitler quanto Himmler eram admiradores de Darwin e freqüentemente falavam do papel deles como promulgadores de uma “lei da natureza” que garantiria a “eliminação dos ineptos”. Weikart argumenta que o próprio Hitler “construiu sua própria filosofia racista baseado em grande parte nas idéias do Darwinismo social” e conclui que embora o Darwinismo não seja uma explicação intelectual “suficiente” para o nazismo, é uma condição “necessária”. Sem o Darwinismo, talvez não houvesse nazismo.

Os nazistas também se inspiraram no filósofo Friedrich Nietzsche, adaptando a filosofia ateísta dele aos seus propósitos desumanos. A visão de Nietzsche do ubermensch [super-homem] e sua elevação a uma nova ética “além do bem e do mal” foram adotadas de forma ávida pelos propagandistas nazistas. A “sede pelo poder” de Nietzsche quase se tornou um slogan de recrutamento nazista. Em nenhum momento estou sugerindo que Darwin ou Nietzsche teriam aprovado as idéias de Hitler, mas este e seus comparsas aprovavam as idéias daqueles. Sam Harris simplesmente ignora as evidências das afinidades nazistas por Darwin, Nietzsche e o ateísmo. Então que sentido tem sua alegação de que os líderes nazistas eram “sabendo disso ou não” agentes da religião? Evidentemente, nenhum sentido.

Então, à montanha de corpos que os regimes misoteístas [que odeiam Deus] de Stálin, Mao, Pol Pot e outros produziram, nós devemos adicionar os mortos do regime nazista, também misoteísta. Assim como os comunistas, os nazistas deliberadamente atacaram os crentes, pois eles queriam criar um novo homem e uma nova utopia livre das amarras da religião e moralidade tradicional.

http://townhall.com/columnists/DineshDSouza/2007/11/05/was_hitler_a_christian

Fonte: ACI

Peritos brasileiros advertiram recentemente que a “campanha dos ônibus ateus” seria desmoralizante para a fé e contrária à constituição, além de assinalar que não existe descriminação aos ateus no Brasil.

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) pretendeu lançar a iniciativa, na qual se colocaria nos veículos públicos frases como: “A fé não dá respostas. Só impede perguntas” ou “Somos todos ateus com os deuses dos outros”, além de imagens ofensivas à fé em Deus.

A iniciativa era parte da campanha “Diga não ao preconceito contra ateus”. A propaganda não chegou a ser realizada porque as empresas de mídia acabaram desistindo alegando impedimentos da legislação.
Segundo a informação fornecida pelo portal Canção Nova Notícias, as peças publicitárias contêm insinuações polêmicas e preconceituosas que são inconstitucionais, de acordo com o renomado jurista Ives Gandra Martins. Segundo ele, o inciso 4º do artigo 3º da Constituição – que proíbe qualquer tipo de discriminação – seria ferido por essa iniciativa que teria lugar nas cidades de Salvador, Porto Alegre e São Paulo.

“Não pode ser permitida e, se for, deve ser retirada, pois é inconstitucional. Além do mais, não busca fazer qualquer tipo de defesa do ateísmo ou agnosticismo, mas agredir abertamente os valores religiosos, desmoralizando e descaracterizando a fé como caminho de valores”, afirma Granda.

De acordo com a Atea, a campanha seria “mais um passo dado pela entidade para o reconhecimento dos descrentes na sociedade como cidadãos plenos e dignos”, conforme indica em seu website.

Segundo o Prof. Felipe Aquino, apresentador e blogger da Canção Nova, “a mensagem da campanha que traz Hitler como crente e Charles Chapin como ateu, e dizendo que “religião não imprime caráter”, não é verdadeira. A fé católica imprime caráter. Hitler estava a anos luz de distância de ser cristão como querem alguns. O nazismo matou cerca de 2000 padres. O ditador nazista queria assassinar o papa Pio XII. Portanto, usar Hitler como exemplo de “crente” não é coerente. Por outro lado Stalin, Lenin, e outros comunistas russos ateus condenaram cerca de cem milhões à morte. A fé católica imprime caráter, seriedade, honradez, honestidade, pureza e santidade, mesmo que nem todos os católicos dêem prova disso”.

“Por isso, e por outras coisas, nos parece vazia a argumentação da campanha. Além do mais, Deus não é um mito, e nem um “delírio” como quer o Dr. Richard Dawkins. O Natal não é um mito. Deus é uma realidade. Sem Ele não existiria o universo e cada um de nós. O ateísmo jamais poderá explicar isso. O senhor “Acaso” não existe. Tudo o que existe fora do nada é parte de um plano”, sustentou o Prof. Aquino.

Para o Arcebispo de São Paulo (SP), Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer – cidade originalmente incluída no projeto –, é sempre necessário ressaltar o respeito pelo outro, sem agressões.
“Não existe situação de discriminação e perseguição contra esse grupo na sociedade. Parece-me que se está buscando criar um problema que objetivamente não existe, importando idéias de outros lugares”, disse o cardeal em declaração reunidas pelo Canção Nova Notícias.

Será inaugurada na próxima sexta-feira, dia 15, em Berlim, Alemanha, a primeira grande mostra alemã sobre Adolf Hitler, a 65 anos da queda do Nazismo. Mais de mil peças – entre as quais manifestos de propaganda, bustos do ditador e livros – estarão expostos no Deutsches Historisches Museum (DHM), para tentar explicar como o Fuehrere suas ideologias delirantes conseguiram abrir caminho no coração de milhões de cidadãos alemães.

A exposição – intitulada “Hitler e os alemães. Comunidade nacional e crime” – evitou, cuidadosamente, expor qualquer objeto que pudesse atrair os nostálgicos, tais como uniformes militares do Fuehrer conservados na Rússia. O idealizador e realizador da mostra – Hans-Ulrich Thamer – explicou ao jornal Der Spiegel, que se recusou a expor o grande retrato de Hitler – de 1,56m por 1,20m – pintado em 1939 e em poder do exército norte-americano, justamente pela “sugestão” que a figura poderia exercer sobre os neonazistas.

O objetivo da exposição é o de enquadrar Hitler no âmbito social, político e militar em que agiu, para, assim, tentar explicar a sua ascensão ao poder. Umas das peças mais impressionantes é um gobelin intitulado “Levemos à Igreja a suástica”, tecido pela Associação das Mulheres Evangélicas de Rotenburg e Fulda”, no qual se vêem os membros da Hitlerjugend (a juventude hitleriana) que marcham ao lado dos membros da Sturmabteilungen (as forças da SA) – em forma de cruz; num ângulo dogobelin está o texto do Pai-nosso.

Num ensaio contido no catálogo da mostra, o historiador inglês do Nazismo, Ian Kershaw, descreve a relação quase que religiosa, que existia entre Hitler e seus seguidores, que o viam como um messias.

Para sublinhar a aberração da ideologia nazista, muitas peças são expostas de maneira torta, suspensas obliquamente ao invés de apoiadas no chão. É o caso de uma cômoda da chancelaria do Reich, que está pendurada de maneira oblíqua, e de uma pintura que exalta o espírito guerreiro da Volksgemeinschaft, a comunidade nacional inventada pelo ditador nazista.

O local da exposição – a Zeughaus, onde foi montado o Deutsches Historisches Museum – se encontra na Avenida Unter der Linden, no lado oposto ao local onde, em maio de 1933, os nazistas realizaram a grande fogueira de livros, na praça situada diante da Staatsoper, a “Ópera do Estado”. (AF)

Apresentado como o grande bem da história da humanidade, o aborto foi pela primeira vez legalizado graças a “duas grandes figuras modernas”, verdadeiros símbolos do “progresso e da justiça”: Hitler e Lenine (Lenin). Desde aí, esta “conquista do povo” foi ganhando lugar nas legislações de outros estados, através principalmente de mentiras, falsificações e manipulações.

Um dos truques retóricos preferidos dos publicistas de esquerda é a comparação com Hitler, reductio ad Hitlerorum. Na discussão sobre o aborto é usado com frequência: aparece sempre alguém a lembrar que a Alemanha nacional-socialista considerava o aborto um inimigo da fecundidade ariana e premiava as mães alemãs de filhos numerosos, reprodutoras heróicas da raça superior. O que não se diz é que a Alemanha de Adolf Hitler foi o segundo estado no mundo que legalizou o aborto – nas nações ocupadas pelos alemães. O próprio Hitler sublinhou que “face à existência de famílias numerosas na população nativa, é para nós muito vantajoso que as  mulheres façam o maior número de abortos possível”, ameaçando fuzilar “o idiota que quisesse introduzir legislação proibitiva do aborto nos territórios ocupados de leste”. E Martin Borman acrescentava que “a fecundidade dos eslavos é indesejável. Que usem preservativos ou raspagens – quanto mais, melhor”.

Mas o primeiro estado do mundo a liberalizar o aborto foi a União Soviética de Vladimir Lenine, em 1920. Apresentado como o grande bem da história da humanidade, o aborto foi, portanto, pela primeira vez legalizado graças a estas “duas grandes figuras modernas”, verdadeiros símbolos do “progresso e da justiça”: Hitler e Lenine. Desde aí, esta “conquista do povo” foi ganhando lugar nas legislações de outros estados, através principalmente de mentiras, falsificações e manipulações.

Hoje é curioso observar como em alguns países a legislação apresenta verdadeiros híbridos jurídicos nesta matéria: a criança concebida e não nascida é, por um lado, sujeito legal (pode, por exemplo, herdar, ou tem direito a indmenização caso lhe seja provocada deficiência durante a vida embrionária), e por outro é permitido tirar-lhe a vida, subtraindo-a para isso à proteção da lei.

O artigo primeiro da lei de Veil-Pelletier, que legaliza em França o aborto, diz: “A lei garante o respeito por cada pessoa humana desde o início da vida. A excepção a este princípio pode unicamente justificar-se nos casos últimos definidos neste decreto-lei”. Algo de semelhante é enunciado no decreto-lei 194, que permite na Itália o aborto. Na Alemanha, a lei de 1975 declara defender a vida dos não-nascidos, mas abre excepções a essa regra.

Os responsáveis pelos textos destas leis não põem em questão, portanto, que a criança concebida é um ser humano. Não se discute se no ventre da mãe é um homem, mas sim se tem – e em que casos – direito a viver…

O juiz Harry Blackman, do Supremo Tribunal dos USA, expôs em 1973 esta contradição com alguma sinceridade. A sentença pronunciada por ele e outros juízes no caso Roe contra Wade deu início à liberalização do aborto nos USA. Blackman reconheceu que, para escolher o momento até ao qual fazer um aborto não incorre em pena, há que arbitrariamente determinar um meio termo entre o direito da mulher a decidir e o direito da criança à vida. Tendo, portanto, diante de si o direito a matar, por um lado, e o direito a viver, o juiz indicou o período até à 18ª semana de gravidez como aquele durante o qual é permitido tirar a vida à criança no ventre materno.

Esta foi uma decisão tomada não só contra a ciência (que demonstra ter a vida humana início com a concepção) e contra a própria lei (que trata a criança não-nascida como sujeito de direito), mas também contra toda a tradição da civilização ocidental (que rejeita o argumento do conflito de valores quando em questão está a vida humana, pois o direito à vida é considerado valor maior face a qualquer outro direito).

Catorze anos depois da sentença do Supremo Tribunal dos USA no caso Roe contra Wade, Jane Roe, que sob juramento tinha afirmado ter sido vítima de uma violação, revelou ter mentido. Uma prática comum na história agitada da luta pela liberalização do aborto em vários países.

O Dr. Bernard Nathanson, que chefiou desde a sua criação em 1968 a maior organização americana pró-liberalização do aborto, a NARAL, conta hoje como os ativistas pró-aborto falsificavam os resultados das sondagens e os dados sobre os abortos ilegais praticados (de cem mil para um milhão). Numa campanha feita de mentiras, fizeram subir o número de anual de mulheres vítimas de abortos ilegais de 200 para 10 mil. O mesmo aconteceu noutros países: na Alemanha, os índices de mortalidade de mulheres em abortos ilegais foram de tal modo aumentados que ultrapassaram os números relativos a toda a mortalidade de mulheres em idade reprodutora.

O agnóstico Norberto Bobbio, que votou no referendo italiano contra a liberalização do aborto, explicava que o mandamento “não matarás” é para um humanista laico um imperativo categórico, de carácter absoluto e universal. E acrescentava não compreender que os não crentes deixassem aos crentes o privilégio e a honra de defender o direito à vida.

Fonte: A Aldeia