O Conselho Federal de Psicologia sofreu derrota na justiça em ação que autoriza o tratamento psicológico para homossexuais egodistônicos.( Pessoas que trazem sofrimento psíquico, que não querem nem se identificam como homossexuais)

A decisão já havia sido tomada pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara da Justiça Federal em Brasília, em 9 de setembro do ano passado, mas o Conselho Federal de Psicologia (CFP), em acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil, entrou com uma ação de Embargo de Declaração tentando derrubar a decisão.

Para lembrar o caso em detalhes e entender todo o processo, leia: “CURA GAY” – Conheça a verdade manipulada pela mídia sobre suposta decisão judicial que trata homossexualidade como “doença

A decisão do juiz levou em consideração o pedido feito por um grupo de psicólogos em uma ação popular, onde alegaram que a Resolução 01/99, que proíbe os psicólogos tratarem a homossexualidade como doença, vai além do texto e ameaça a liberdade científica dos profissionais.

O juiz aceitou o pedido no ano passado e reconheceu que, de fato, a referida Resolução estava sendo utilizada para restringir a liberdade de pesquisa sobre o tema, bem como de manifestação acadêmica dos profissionais.

“A aparência do bom direito resta evidenciada pela interpretação dada à Resolução nº 001/1990 pelo CFP, no sentido de proibir o aprofundamento dos estudos científicos relacionados à orientação sexual, afetando, assim, a liberdade científica do país, e por consequência, seu patrimônio cultural”, escreveu o juiz na época.

O Conselho Federal de Psicologia recorreu com o Embargo de Declaração e a decisão ficou aguardando julgamento, para saber se a sentença proferida ano passado continuaria valendo ou não. Agora, no último dia 28 de junho (2018), em conjunto com o julgamento de outros processos, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho declarou indeferida a tentativa do Embargo do CFP:

“Indefiro todos os pedidos formulados após a prolação da sentença, bem como rejeito ambos os declaratórios, por não reconhecer na sentença embargada nenhum vício a justificar o acolhimento dos embargos opostos em substituição ao recurso próprio”, escreveu na sentença.

Leia a sentença completa abaixo:

SENTENÇA

(Embargos de Declaração)

 Nada a prover quanto aos embargos opostos às fls. 2.762-2.774, visto que não há na sentença de fls. 2.729-2.743 nenhuma omissão, contradição, obscuridade ou falta de fundamentação. Até porque o embargante não demonstrou nenhum prejuízo na ausência de sua intervenção no feito, apesar de regularmente intimado, razão pela qual não se reconhece nulidade alguma da sentença embargada, nos termos do disposto nos arts. 279 c/c 282, § 1º, do NCPC/2015.

Ademais, as provas se destinam ao convencimento do Juízo competente para a causa, inexistindo qualquer irregularidade quando o magistrado, por entender suficientemente instruído o feito, cuja matéria for unicamente de direito, julgar antecipadamente o pedido, na forma do disposto no art. 355, I, do NCPC.

Por outro lado, não procedem as afirmações de desrespeito ao contraditório ou de falta de aprofundamento dos debates acerca da questão de mérito, em eventuais audiências públicas, visto que a decisão liminar só foi proferida após extensa audiência de justificação prévia, em que todas as partes foram ouvidas, inclusive o representante do MPF presente naquele ato processual.

Quanto aos embargos de fls. 2.775-2.776, melhor sorte não assiste àqueles embargantes, porquanto os embargos não se prestam ao reexame da sentença, por mero inconformismo, em substituição ao recurso próprio. Note-se que a sentença embargada foi muito clara quanto aos termos de seu dispositivo, cabendo à parte insurgente, se entender oportuno, aviar o recurso apropriado.

Indefiro, nesta oportunidade, o pedido do CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL – CFESS, formulado às fls. 2.782-2.796, porque aduzido após a prolação da sentença por este Juízo, sem prejuízo de reexame da questão pelo Relator do feito no TRF1, nos termos do art. 138 do NCPC.

Prejudicado também fica o pedido formulado pelo CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA – CFP, à fl. 2.779, tendo em vista que este Juízo já teve oportunidade de se manifestar acerca da questão à fl. 2.577.

Isso posto, indefiro todos os pedidos formulados após a prolação da sentença, bem como rejeito ambos os declaratórios, por não reconhecer na sentença embargada nenhum vício a justificar o acolhimento dos embargos opostos em substituição ao recurso próprio.

Intimem-se.

Brasília-DF, 28 de junho de 2018.
(assinado digitalmente)

Waldemar Cláudio de Carvalho

Juiz Federal da 14ª Vara do DF

Fonte original: Opinião Critica

Homossexual segundo o mundo e segundo Cristo

Recentemente apareceram na internet textos escritos por religiosos católicos com ideias sobre a homossexualidade que em quase nada condizem com a fé e a moral da Igreja de Cristo. É assim mesmo: os tempos atuais são muito difíceis e, por vezes, quem deveria defender e ilustrar a fé da Igreja deforma e escandaliza o Povo cristão…

Gostaria de propor algumas reflexões – e peço que você, meu caro Amigo, procure ponderar bem o que estou dizendo:

1. As pessoas homossexuais devem respeitadas e nunca estigmatizadas por suas tendências sexuais.

Hoje sabe-se de psicologia e sexualidade humana o que não se sabia no passado… Consequentemente, o modo de avaliar determinados comportamentos deve levar em conta estes novos conhecimentos. Assim, a violência contra homossexuais – sejam elas físicas ou morais – é um crime diante da lei brasileira e, diante de Deus, um pecado.

2. Também é correto desejar que cada pessoa tenha o direito de viver sua vida de acordo com seus valores e sua consciência, desde que respeitando o bem comum e as normas da boa convivência social.

No entanto, não é aceitável que minorias homossexuais organizadas queiram impor a toda a sociedade seus valores e seu modo de pensar, destruindo o sentido genuíno do que seja família e do que seja casamento…

3. O sincero respeito que se deve ter pelos homossexuais não deve e não pode significar que todos tenham a obrigação de fazer uma avaliação positiva da homossexualidade e, mais ainda, da prática homossexual. Respeitar a pessoa, suas tendências, suas opções, sim. A avaliação de suas ações e modo de viver, depende dos critérios que alguém tome como norte e sentido da existência humana… Para um ateu, o critério é ele próprio; para um crente, o critério do certo e do errado é o próprio Deus: ao que Deus chama errado, o crente somente poderá chamar de errado também!

4. Pensemos num cristão homossexual. Para um mundo pagão como o nosso, para pessoas que não têm como critério o Evangelho, ser homossexual e viver a homossexualidade não são problema algum; como não o é a infidelidade conjugal, como não o são as relações pré-matrimoniais e outras realidades mais… Mas, para alguém que creia em Cristo e deseje viver segundo a fé cristã, o ser homossexual traz sim dificuldades, conflitos e dores. E isto porque o critério da vida de um cristão não é a moda, não é a mentalidade dominante, não é a própria pessoa, mas a norma do Evangelho, expressa na fé da Igreja. Ora, deixar-se a si mesmo para abraçar na própria vida e com a própria vida a norma de vida de um Outro – Daquele que disse: “Quem quiser ser Meu discípulo, renuncie-se a si mesmo e siga-Me!” – não é e não será nunca uma tarefa fácil.

5. Um homossexual cristão deve sim procurar corajosamente aceitar sua realidade homossexual, mas não para viver do seu jeito e sim do jeito de Cristo! E qual é o jeito de Cristo? Qual a sua norma para a sexualidade humana? Certamente que tal norma é aquela da vida sexual como expressão do amor e da entrega a outra pessoa, numa tal comunhão que, selada pelo sacramento do matrimônio, seja até à morte e aberta de modo fecundo aos filhos que Deus der. Para Deus – sejamos claros – a norma é a heterossexualidade e não a homossexualidade! Para um cristão homossexual certamente isto provoca uma séria crise! (Todos nós temos nossas crises… É verdade, no entanto, que a crise no tocante à sexualidade é muito mais séria e estrutural!) E é preciso que se diga: para um cristão com tendência homoafetiva, a homossexualidade tem a marca da cruz – é sim uma cruz! Mas, o nosso Salvador Jesus disse: “Toma a tua cruz e segue-Me!” Em outras palavras: “Segue-Me com tua homossexualidade! Segue-Me com as crises e dificuldades nas quais ela te coloca!”

Um homossexual que deseje viver seriamente sua fé cristã deve saber que é amado pelo Senhor, que não é rejeitado pela Igreja, mas que deve – como também os heterossexuais – colocar sua sexualidade debaixo do senhorio de Cristo: deve lutar para ser casto, para ser reto, para fugir de toda leviandade e imoralidade; deve claramente reconhecer que os atos homossexuais não são moralmente corretos como a relação heterossexual no casamento… Por isso é muito importante que um homossexual cristão procure a ajuda de um sacerdote ou de um cristão maduro, ponderado, fiel a Cristo e à Igreja que possa ajudá-lo no seu caminho. Quem não precisa da ajuda dos outros no caminho de Cristo? Não é isto a Igreja? Não é isto que nos manda a fé cristã: ter uma orientação espiritual com alguém que saiba curar as próprias feridas e as dos outros?

E se houver quedas no caminho desse irmão homossexual? E se as amizades descambarem para atos homossexuais? É não desanimar: como qualquer cristão, trata-se de olhar para o Cristo, pedir perdão no sacramento da Penitência e recomeçar o caminho, procurando vencer o pecado!

E se um homossexual cristão, mesmo reconhecendo que os atos homossexuais não são moralmente agradáveis a Deus, não conseguir ser casto, e procurar viver com outra pessoa do mesmo sexo, inclusive tendo uma vida sexualmente ativa? Nem assim deve pensar que já não é cristão! Deve reconhecer claramente que sua situação não é o ideal diante de Deus. No entanto, deve viver uma vida o quanto possível digna diante do Senhor e dos homens. Não deve deixar a oração nem a frequência da Santa Missa e deve dizer sempre – todos nós devemos dizer sempre com o coração, o afeto, a alma e também com as lágrimas: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!”

Certamente que aquele que se decida por uma vida de prática de atos homossexuais não deve se confessar sacramentalmente nem receber a comunhão eucarística; mas pode sim procurar sempre o conselho e a ajuda de um sacerdote ou de um cristão que o auxilie no caminho de seu seguimento a Cristo. É muito importante compreender que não há miséria e drama humanos que não possam ser atingidos pela Cruz do Senhor. Não se trata de chamar certo ao que é errado ou de avaliar como virtude ao que é fraqueza aos olhos do Senhor; trata-se, sim, de ter misericórdia, de acolher, de ter compaixão do outro! Triste daquele que vir o irmão levando pesado fardo e ainda lhe aumentar o peso com o desprezo e a rejeição! O pecado deve ser chamado sempre pecado, mas o pecador deve ser sempre acolhido com misericórdia e respeito e tratado como um irmão. Quem de nós não é pecador? Quem de nós não é ferido? Quem de nós não tem suas doenças espirituais?

6. Não sabemos por que algumas pessoas são homossexuais. Sabemos que elas não escolheram a tendência que possuem; sabemos também que não são moralmente doentes – há tantos homossexuais tão dignos e generosos! Mas, sabemos que elas podem seguir o Senhor e devem fazer o melhor de si para serem santos, para serem cristãos de verdade! O resto, coloquemos nas mãos do Senhor, com os olhos fitos em Cristo, que morreu por todos de modo tão atroz, exatamente porque grande é a profundidade de nossas misérias e contradições. Diante de mistérios assim, diante dos enigmas da existência, diante da dor e da cruz dos irmãos, devemos olhar para o céu e pronunciar, comovidos e humildes, aquela sábia bênção judaica, que cabe muito bem nos lábios de um cristão: “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, que guardas os segredos!” Isto mesmo: Ele sabe os mistérios! Ele conhece o motivo; Ele sabe o porquê. Nós não sabemos nada!

7. Esta é a diferença entre o pensar cristão e a perspectiva de um mundo que descarta Deus, o Deus das Escrituras, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo: para a atual cultura “mundana”, a vida é sem Deus mesmo: cada um é a sua verdade, a sua medida e o seu próprio critério; cada um faz o que bem entende com a existência.
Para o cristão a vida é dom, é mistério a ser vivido diante de um Outro que nos ama e a Quem deveremos prestar contas. Num mundo sempre mais pagão e menos cristão, vai ficando difícil compreender estas coisas…

Aos pais cristãos que tenham filhos homossexuais, eu digo: acolham-nos com amor e respeito, ajudem-nos a definir os valores de sua vida segundo os critérios de Cristo, não os abandonem nunca nem os tratem com desprezo, mostrem-lhes sempre Jesus como ideal e caminho de felicidade e realização e, no fim de tudo, rezem muito por eles e os respeitem no rumo que derem à vida, desde que digno e responsável, sem leviandades ou desrespeito ao sagrado recinto do lar!

8. Quanto àqueles, “felizes e realizados” com sua “opção” sexual, que não é segundo Cristo, paciência: é o modo de pensar e viver dos que já não conhecem a Deus e Seu Cristo Jesus! Eles merecem o nosso respeito. É necessário que, no âmbito civil, construamos uma convivência que dê espaço para que todos vivam sua vida livremente, desde que respeitando o bem-comum.
Que Nosso Senhor também a esses mostre a luz bendita do Seu Rosto para que vejam o verdadeiro sentido da vida e encontrem a verdadeira paz e realização!
Não podemos impor aos não-crentes nossos valores; devemos respeitá-los, desde que não queiram impor tais valores aos demais; por eles podemos rezar, amá-los e anunciar-lhes Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida da humanidade e de cada pessoa!

Dom Henrique Soares da Costa, Bispo.

O governo autônomo da região da Andaluzia (Espanha) publicou de maneira oficial a “Lei para garantir os direitos, a igualdade de trato e não discriminação das pessoas LGTB e seus familiares na Andaluzia”.

Com esta lei, obrigarão os meios de comunicação e centros escolares, incluindo os colégios católicos, a aceitar a ideologia de gênero e penalizarão com multas de 6 mil a 120 mil euros o descumprimento dos aspectos desta lei.

Segundo precisa a lei, “a diversidade sexogenérica é uma realidade patente que está transformando a grande velocidade as formas e tradições de entender as sexualidades, as identidades e os direitos que tem aparelhados”.

Por isso, asseguram que “esta transformação está alcançando uma veloz e progressiva aceitação e reconhecimento social, o que obriga as instituições a regular esta nova realidade”.

No Boletim Oficial da Junta de Andaluzia afirma-se que esta nova lei adotará “as medidas necessárias para transformar os conteúdos educativos que impliquem discriminação ou violência física ou psicológica apoiadas na orientação sexual” tanto no âmbito do ensino privado, público e semi-público.

A maior parte das escolas semi-públicas, quer dizer, financiadas com recursos públicos e contribuições econômicas dos pais dos alunos, são centros católicos.

Meios de comunicação também serão penalizados

Em relação aos meios de comunicação, aqueles que forem de titularidade autônoma ou recebam ajudas ou subvenções públicas “deverão fomentar a conscientização, divulgação e transmissão da inclusão social e o respeito à diversidade sexual e identidade de gênero, emitindo conteúdos que contribuam a uma percepção das pessoas LGTBI isenta de estereótipos”.

Entre as infrações graves para os meios de comunicação também incluiriam a promoção, difusão ou execução “por qualquer meio de qualquer tipo de terapia para modificar a orientação sexual e a identidade de gênero a fim de ajustá-la a um patrão heterossexual e/ou bissexual”.

De igual maneira, os meios de comunicação deverão “fomentar a conscientização, divulgação e transmissão da inclusão social e o respeito da diversidade sexual e identidade de gênero”.

Para controlá-lo, a Comunidade Autônoma de Andaluzia adotará uma autorregulação através de códigos deontológicos que incorporarão o respeito à igualdade. 

Também estarão penalizados o uso e a emissão de maneira reiterada de expressões vexatórias por razão de orientação sexual, identidade sexual ou expressão de gênero ou que incitem à violência contra as pessoas LGTBI ou suas famílias, na prestação de serviços públicos em qualquer meio de comunicação, em discursos ou intervenções públicas ou através das redes sociais.

ACI

Padre Phillip Bochanski

No meio de tantas alegrias que podemos experimentar no tempo natalino, também podemos nos encontrar diante de muitos desafios. Para começar, o tempo natalino é uma época tão sobrecarregada que pode deixar pouquíssimo tempo e energia para o tipo de preparação espiritual que esteja à altura de tal festa. Há tanto a ser feito. Há tantas pessoas a serem visitadas. E, enquanto o último presente é embrulhado e o último prato é preparado, todos começam a chegar. Inclusive os filhos e as filhas voltando para casa para a celebração deste feriado. Tantas novidades, tanto para acompanhar. Até que, em alguns lares – cada vez mais nestes dias, parece – há um anúncio inesperado: “Mamãe, papai… quero que vocês saibam que sou gay.”

Presbíteros, diáconos e ministros pastorais deveriam estar preparados, especialmente neste período do ano, a encontrar pais e mães que acabaram de receber esta notícia de seus filhos e que estão procurando a Igreja para obterem respostas e apoio. Como podemos ajudá-los? Como deveríamos responder?

Primeiro, não há razão para entrar em pânico. Os pais virão até vocês com as emoções alteradas, mas não há motivo para temer ou tentar evitar esta situação. Além disso, também não há motivo para dar uma resposta curta e ambígua que, por mais que venha de um desejo de fazer com que a situação não piore, este desejo poderia ser classificado, por nós, como uma compaixão mal orientada. E com alguma preparação e habilidade para imaginar a situação pela qual alguém está passando, é completamente possível falar com clareza e compaixão – e ser uma ajuda concreta para estes pais e, porventura de forma indireta, aos seus entes queridos que acabaram de “sair do armário”. Para esta finalidade, eu posso oferecer alguns pontos de discussão que poderão servir como base para a construção do diálogo:

Porém, a verdade é que o seu filho não ‘arruinou o Natal’.”

Não é possível “arruinar” a celebração da Natividade de Nosso Senhor a menos que esqueçamos do que se trata tal celebração: a Encarnação do Filho de Deus. O ponto central do Natal é a realidade de que Deus, em Seu grande amor para com os seres humanos, deixou de lado a Sua Glória e Majestade para assumir a natureza humana. Não se trata de um teatro: quando o Verbo fez-se Carne, Ele comprometeu-se, de forma irrevogável, a tomar parte na completude da experiência com a exceção do pecado: todos os nossos pesos, os nossos aborrecimentos, as nossas emoções, os nossos desejos, as nossas alegrias e as nossas tristezas. Ele tornou-Se um membro de uma família humana concreta e amou a Sua família e os Seus amigos com um coração humano concreto que sentiu, verdadeiramente, a dor diante da rejeição, humilhação e perda. A Encarnação, no fim das contas, significa que não importam a tristeza e a surpresa que estamos experimentando. Jesus Cristo não as ignora e deseja passar por elas conosco. Desta perspectiva, não há melhor época do que o Natal para se passar por algo deste tipo.

“Concordo com o fato de que vocês estejam magoados. Porém, vamos tentar compreender esta dor e ver o que podemos fazer com ela.”

A novidade de que um filho ou uma filha está experimentando atrações pelo mesmo sexo e se identifica como LGBT virá, certamente, como uma grande surpresa para os pais. Todos os planos que eles tiveram para seus filhos, as ideias sobre o que os próximos anos poderiam trazer, até mesmo as pretensões básicas que estavam fazendo sobre o que se passava na cabeça dos seus filhos – sentimentos e vida interior – tudo isto ficou abalado por tal novidade. É importante que os pais reconheçam de onde vem a dor e se eles estarão preparados para entregá-la a Deus. Assim, a Natividade possibilita uma atmosfera na qual é possível abordar, de forma suave, o assunto. Em cada vez que a história da Natividade se repete, José e Maria pensavam que tudo estava resolvido até que uma mudança nos planos foi anunciada de forma brusca. “Maria está grávida! Temos que fugir para Belém! Não há lugar na hospedaria! Temos que fugir para o Egito!” A Sagrada Família dá forma à docilidade e a paz interior que vem da aceitação que, enquanto as circunstâncias inesperadas podem, por vezes, contrariar nossos planos e pretensões, Deus também tem planos para as nossas vidas e as vidas dos nossos entes queridos. A tentação que surge, quando a vida parece estar fora de controle, é apoiar-se no poder que pensamos que temos e impor o nosso próprio jeito de resolver as coisas. No entanto, Deus nos convida a entregarmos, sem reservas, o controle para Ele e confiar que Ele realizará Seus planos para nós e nossas famílias.

“Não, acho que não tenho o artigo/livro/blog/vídeo que convencerá seu filho.”

Todos os bons pais querem o mesmo: saber se seus filhos estão felizes e seguros. Quando eles percebem uma ameaça à felicidade e segurança (física, emocional e espiritual) de seus filhos, os bons pais têm, com toda certeza, o instinto de consertar a situação, resolver o problema, curar a ferida. E, enquanto isto funciona muito bem com os acidentes típicos de parque de diversão, tal mentalidade própria de uma sala de emergências não costuma funcionar numa situação similar à “saída do armário” de um filho. A realidade da atração pelo mesmo sexo é profunda e, muitas vezes, complicada. Pois envolve uma parte profunda da perceção que uma pessoa tem de si mesma e dos relacionamentos. Ou seja, não se trata de um simples problema que pode ser “consertado”. De fato, há muitos recursos bons que poderiam ser de ajuda para os pais e, às vezes, até para o filho ou a filha que se identifica como LGBT. Tais recursos serviriam para uma compreensão mais profunda do ensinamento da Igreja e a experiência da atração pelo mesmo sexo – este site [www.couragebrasil.com] poderia ser um começo; o documentário intitulado Desejo das Colinas Eternas; o livro de Dan Mattson intitulado Por que eu não me defino como homossexual; e muitos outros. No entanto, este não é o momento apropriado para os pais encherem os braços dos seus filhos com todos estes materiais (seja nos correios ou como um presente de Natal) na esperança de começar a falar com eles sobre isto. Ao fazer isto, há um risco de se alienar o filho por causa da externalização daquilo que é uma situação bastante pessoal. E, ao acontecer isto, pode-se perder a oportunidade para fazer a coisa mais importante: escutar.

“Sei que é complicado. Mas vamos tentar nos colocar no lugar do seu filho/filha e entender o que é, para ele, esta experiência”

Muitas vezes os pais não consideram que, apesar deles estarem descobrindo esta notícia surpreendente, os seus filhos já estavam vivendo com estas atrações por bastante tempo – muitas vezes, desde a adolescência ou a infância. As atrações pelo mesmo sexo não procedem de Deus, mas elas também não procedem do nada. E, muitas vezes, as pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo carregam outros fardos: questões relacionadas à autoimagem, de ser amado e aceito, de ajustar-se e fazer parte. É significante, penso, que celebramos o Nascimento de Cristo como um acontecimento no meio do Inverno e no meio da Noite. É quando nossas vidas aparentam estar extremamente escuras, frias e desoladas que Cristo entra trazendo Luz e Amor. Podemos auxiliar os pais partilhando o amor de Cristo encorajando-os a escutar, com paciência, às histórias que seus filhos e filhas têm para contar e fazer-lhes, com delicadeza, algumas questões do tipo: “Você é feliz? O que te faz feliz? O que você procura? Você está encontrando o que procura? Como posso te ajudar?”. Se os pais esperam manter uma influência na vida piedosa dos seus filhos, a comunicação compassiva é essencial desde o começo.  

“Faça tudo o que for possível para preservar a Fé neste momento. Haverá tempo para partilhar nos dias vindouros.”

Uma das coisas que mais preocupam os pais piedosos é que, em muitos casos, o filho ou filha que se identifica como LGBT pode sentir-se hostil com relação à Igreja e seus ensinamentos e podem ter começado ou ameaçado começar a abandonar a prática da Fé. De fato, tal situação pode fazer com que os pais sintam que eles falharam na transmissão da Fé. Por isso, há o instinto em reforçá-la de forma rápida e vigorosa. No entanto, o período que vem imediatamente depois que um filho ou filha “sai do armário” não é, geralmente, o melhor momento para discutir os ensinamentos da Igreja acerca da homossexualidade e da castidade de forma detalhada. É suficiente, em muitos casos, dizer o que qualquer pai de um adolescente teve, em algum momento, que dizer: “Eu te amo muito e acho que você está fazendo uma escolha equivocada”. (Estamos nos referindo à escolha de buscar relacionamentos com pessoas do mesmo sexo, que envolvem atos pecaminosos. A experiência das atrações pelo mesmo sexo não é uma escolha consciente e não é, em si mesma, um pecado). Um pai não está traindo a Fé se ele não está citando o Catecismo em qualquer oportunidade – de qualquer forma, o filho/filha, geralmente, já sabe do ensinamento. Abordar a situação desde uma postura de escuta atenta, em vez de uma postura magisterial, mantém e constrói a confiança e o respeito mútuos e assenta o fundamento para diálogos mais específicos no futuro.

Este diálogo inicial com os pais é apenas o começo do cuidado pastoral que eles precisam e merecem. Aqui, o ministro pastoral entra numa relação de acompanhamento que requer um compromisso para fazer-se disponível aos pais no tempo que virá, o que poderá trazer, muitas vezes, novas questões e novas dores. Um grupo de suporte como o Apostolado EnCourage é um recurso excelente para oferecer aos pais; num grupo deste apostolado, os pais receberão apoio e conselhos de outros pais que estão no caminho há mais tempo. O mais importante de tudo: é necessário ensinar os pais a fazer oração – para além das orações vocais, é necessário ensiná-los a fazer reflexões reais (oração mental) sobre os eventos de cada dia, o que permitirá que eles reconheçam a Presença de Deus, mesmo no meio das situações mais caóticas. Desta forma, eles começarão a entregar-se, os seus filhos e todas as suas preocupações à Providência Divina. A Encarnação nos ensina que nenhum detalhe da nossa vida diária escapa da atenção e do cuidado do Deus Todo Poderoso. Ele Se fez fraco para poder nos fortalecer. E é numa profunda relação com Ele que encontramos cura e transformação para nós e para aqueles que amamos.

O Padre Philip Bochanski, um presbítero da Arquidiocese de Filadélfia, assumiu o papel de diretor executivo do Apostolado Courage em Janeiro de 2017, seguido de seu mandato como diretor associado do Apostolado. Anteriormente, o Pe. Bochanski atuou como capelão da célula do Courage em Filadélfia, EUA.

O original da matéria, em inglês, pode ser encontrado aqui.

Fonte original em Português

Justiça Federal no Distrito Federal alterou, nesta sexta-feira (15), decisão emitida em setembro deste ano que derrubava uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP)

A nova decisão prevê que pessoas com “orientação sexual egodistônica” – ou seja, que veem a própria orientação sexual como uma causa de sofrimento e angústia – podem receber atendimento em consultórios, e que profissionais podem promover estudos sobre o tema.

Na decisão, o magistrado também restabelece, na íntegra, a validade da resolução 1/1999 do CFP. No artigo 3º, o conselho federal determina que os psicólogos não podem “patologizar” – ou seja, tratar como doença – “comportamentos ou práticas homoeróticas”. Também não podem adotar “ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”.

A sentença de setembro

Na primeira sentença sobre o tema, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho não derruba a resolução do CFP, mas diz que alguns dispositivos podem ser “mal interpretados” – por exemplo, “no sentido de se considerar vedado ao psicólogo realizar qualquer estudo ou atendimento relacionados à orientação ou reorientação sexual”.

O uso do termo “reorientação sexual”, segundo o CFP e ativistas de direitos humanos, abriria brecha para terapias de reversão sexual. Na época, Carvalho emitiu nota afirmando que a interpretação era “equivocada”, e que não considerava a homossexualidade como doença.

A sentença de dezembro

No documento mais recente, Carvalho volta a analisar os mesmos temas. Ao comentar a repercussão do caso, diz que a ação popular não busca “a promoção da propalada ‘cura gay’, consistente na adoção de ações coercitivas tendentes a orientar homossexuais para tratamentos por eles não solicitados”.

O magistrado também reforça a declaração anterior de que a homossexualidade, em si, “[não é] uma doença, tampouco um transtorno passível de tratamento”. Segundo ele, o que seria passível de tratamento – com base na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da Organização Mundial de Saúde, seria a egodistonia.

“Ora, não cabe a esse Juízo dizer sequer se existe e muito menos qual o tipo de terapia seria mais adequada para esses conflitos de ordem psicológica e comportamental, mas também não pode, por outro lado, deixar desamparados os psicólogos que se disponham […]”, diz a decisão.

Já na parte final da sentença, ao tratar da interpretação dada à resolução do CFP, o juiz federal usa novos termos. Em vez de “(re)orientação sexual”, autoriza debates, estudos, pesquisas e atendimentos ligados à “orientação sexual egodistônica”.

Em decisão liminar de 15 de setembro, Carvalho acatava o pedido de três psicólogos.

Fonte G1 

Após introduzir personagens secundários homoafetivos em filmes e desenhos, a Disney terá seu primeiro personagem gay fixo em uma série para crianças e adolescentes.

O seriado Andi Mack, cuja segunda temporada estreia nesta sexta (27) nos Estados Unidos, mostrará Cyrus (Joshua Rush) despertando “sentimentos românticos” em relação a Jonah (Asher Angel).

Cria-se então um triângulo amoroso, uma vez que Jonah é namorado de Andi, a personagem principal (Peyton Elizabeth Lee). No Brasil, deve ser exibido a partir de 23 de dezembro.

A criadora da série, Terri Minsky, diz que fez consultas a especialistas em desenvolvimento infantil. “Andi Mack conta a história de adolescentes descobrindo quem eles são. Terri, o elenco e todos os envolvidos na série tomam muito cuidado para se certificar de que o conteúdo é apropriado para todos os públicos e que mandará uma mensagem poderosa sobre inclusão e respeito para a humanidade”, afirma a nota oficial do canal divulgada à imprensa.

Exibido pelo Disney Chanel, cuja programação é focada no público infanto-juvenil, entre 9 e 16 anos, a série Andi Mack se junta a outras que como “Boa Sorte, Charlie”, e a trilogia de filmes High School Musical (2006-2008), que mostraram personagens homossexuais.

A ideia de “diversidade” também está presente nos desenhos do canal, como a animação Star Contra as Forças do Mal mostrando dois homens e duas mulheres se beijando rapidamente. 

Fonte:  Notícias da TV

O cardeal Robert Sarah publicou no Wall Street Journal o seguinte artigo sobre como a Igreja olha para as pessoas que sentem atração por outras do seu mesmo sexo. Nesse texto, ele faz observações a respeito da abordagem do padre jesuíta James Martin, que tem ganhado destaque na mídia internacional por apresentar uma visão deturpada da doutrina da Igreja em relação à homossexualidade. O cardeal africano explica, de forma breve e clara, o que a Igreja realmente ensina sobre este complexo assunto e fala dos inúmeros frutos que já brotaram na vida de quem acolheu essas verdades sobre a natureza humana. Reproduzimos a seguir o artigo do cardeal:

A Igreja Católica tem sido criticada por muitos, incluindo alguns dos seus seguidores, pela sua resposta pastoral à comunidade LGBT. […] Entre os padres católicos, um dos críticos mais famosos da mensagem da Igreja sobre a sexualidade é o padre James Martin, um jesuíta dos Estados Unidos.

No seu livro Building a Bridge (“Construindo uma ponte”), publicado no início deste ano, ele repete a crítica comum de que os católicos têm sido severos com a ‘homossexualidade’ enquanto negligenciam a importância da integridade sexual entre todos os seus seguidores.

O padre Martin está certo ao afirmar que não deveriam existir dois pesos e duas medidas no tocante à virtude da castidade, que, embora desafiadora, faz parte da Boa Nova de Jesus Cristo para todos os cristãos. Para as pessoas não casadas, independentemente das suas atrações, a castidade fiel requer a abstinência do sexo.

Isto pode parecer demasiado exigente, em especial hoje em dia. No entanto, seria contrário à sabedoria e à bondade de Cristo exigir algo que fosse impossível. Jesus nos chama a essa virtude porque Ele fez os nossos corações para a pureza, assim como fez as nossas mentes para a verdade. Com a graça de Deus e a nossa perseverança, a castidade não é apenas possível, mas também se tornará fonte da verdadeira liberdade.

Não precisamos de muito para ver as tristes consequências da rejeição ao plano de Deus para a intimidade e o amor humanos. A libertação sexual que o mundo promove não cumpre o que promete. Antes, a promiscuidade é a causa de tantos sofrimentos desnecessários, de tantos corações partidos, de tanta solidão e de tanto tratar os outros só como meio de gratificação sexual. Como mãe, a Igreja tenta proteger os seus filhos do mal do pecado, em expressão da sua caridade pastoral.

No seu ensinamento sobre a homossexualidade, a Igreja guia os seus seguidores distinguindo as suas identidades das suas atrações e ações. Em primeiro lugar, há as pessoas em si mesmas, que são sempre boas porque são filhas de Deus. Depois, há a atração por pessoas do mesmo sexo, que não é pecaminosa em si mesma se não for desejada ou realizada, mas que, mesmo assim, está em contraste com a natureza humana. E, finalmente, existem as relações entre pessoas do mesmo sexo, que são gravemente pecaminosas e prejudiciais para o bem-estar dos que as praticam.

As pessoas que se identificam como membros da comunidade LGBT devem ser chamadas a esta verdade com caridade, especialmente por parte do clero que fala em nome da Igreja sobre este assunto complexo e difícil.

Rezo para que o mundo escute finalmente as vozes dos cristãos que experimentam a atração por pessoas do mesmo sexo e que encontraram paz e alegria ao viverem a verdade do Evangelho. Tenho sido abençoado pelos meus encontros com eles, e o seu testemunho me comove profundamente. Escrevi o prefácio de um desses testemunhos, no livro de Daniel Mattson: Why I Don’t Call Myself Gay: How I Reclaimed My Sexual Reality and Found Peace (“Por que não me chamo de gay: como resgatei a minha realidade sexual e encontrei a paz”), com a esperança de fazer com que a voz dele e outras semelhantes possam ser mais ouvidas. (capa reproduzida acima, até onde sabemos ainda não foi traduzido para o português)

Esses homens e mulheres testemunham o poder da graça, a nobreza e a resiliência do coração humano e a verdade do ensino da Igreja sobre a homossexualidade. Em muitos casos, viveram longe do Evangelho durante um período da sua vida, mas se reconciliaram com Cristo e com a Sua Igreja.

A vida deles não é fácil nem isenta de sacrifícios. As suas inclinações não foram completamente vencidas. Mas eles descobriram a beleza da castidade e das amizades castas. O seu exemplo merece respeito e atenção, porque eles têm muito a ensinar a todos nós sobre como acolher e acompanhar melhor os nossos irmãos e irmãs com verdadeira caridade pastoral.

Fonte:  blog Senza Pagare

Uma Ação Popular impetrada por um grupo de dezenas de psicólogos na Justiça Federal do Distrito Federal contra o Conselho Federal de Psicologia (CFP) resultou em uma decisão liminar que suspende a Resolução 01/99 da entidade, que proibia psicólogos de receberem em seus consultórios homossexuais egodistônicos que buscassem tratamento.

O homossexual egodistônico é alguém caracterizado pela inconformidade com sua orientação sexual e que busca formas de abrir mão da atração por pessoas do mesmo sexo e assim, reduzir os transtornos psicológicos e comportamentais associados.

O grupo de psicólogos que impetrou ação na Justiça Federal foi motivado pelos casos da psicóloga Rozângela Justino, uma profissional da área que sofreu censura do CFP em 2009; e da psicóloga Marisa Lobo, evangélica, e que chegou a ter o registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná – decisão revertida em instâncias superiores.

Os profissionais da psicanálise viram, nesses casos, uma ação tomada de parcialidade, com intenção de censura e perseguição religiosa do CFP, e assim procuraram a Justiça Federal para reverter a conduta da entidade de classe.

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, titular da 14ª Vara da Justiça Federal em Brasília, reconheceu que os psicólogos encontravam-se impedidos de clinicar ou promover estudos acerca da reorientação sexual devido a uma interpretação equivocada da Resolução 01/90; editada pelo CFP para disciplinar a atuação dos profissionais da psicologia no que se refere à questão homossexual.

O magistrado entendeu que esse impedimento trazia grande prejuízo aos indivíduos que manifestam interesse nesse tipo de assistência psicológica: “Por todo exposto, vislumbro a presença dos pressupostos necessários à concessão parcial da liminar vindicada, visto que: a aparência do bom direito resta evidenciada pela interpretação dada à Resolução nº 001/1990 pelo CFP, no sentido de proibir o aprofundamento dos estudos científicos relacionados à orientação sexual, afetando, assim, a liberdade científica do país, e por consequência, seu patrimônio cultural”, pontuou Carvalho na decisão liminar.

“Defiro, em parte, a liminar requerida para, sem suspender os efeitos da Resolução nº 001/1990, determinar ao Conselho Federal de Psicologia que não a interprete do modo a impedir os psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia por parte do CFP, em razão do disposto no art. 5º, inciso X, da Constituição de 1988”, acrescentou o juiz.

O especialista em Políticas Públicas e Mestre em Saúde Pública, Claudemiro Soares, comentou a decisão da Justiça: “Essa norma estava sendo interpretada em processos éticos do CFP de modo a promover até a cassação de registro profissional. Nesse sentido, pelo menos duas psicólogas sofreram essa medida extrema por haverem sido acusadas de praticar aquilo que os ativistas homossexuais chamam equivocadamente de ‘cura gay’”, afirmou.

O advogado Leonardo Loiola Cavalcanti, responsável pela apresentação da Ação Popular, comemorou a decisão: “Todos os psicólogos podem atender os homossexuais egodistônicos, aqueles que não se aceitam em sua orientação sexual, sem o receio de serem punidos pelo Conselho Federal de Psicologia. Viva a liberdade científica e o direito do consumidor!”.

Há anos a militância LGBT vem limitando o trabalho profissional de psicólogos que recebem homossexuais egodistônicos em seus consultórios, impendindo-os de ajudá-los a compreender e encontrar meios para reduzir seu sofrimento com a orientação sexual.

Nos casos opostos, em que heterossexuais preocupados com a manifestação de atração sexual por pessoas do mesmo sexo, o CFP não exercia nenhuma restrição aos psicólogos.

Diante dessa situação com características de parcialidade, o deputado federal João Campos (PRB-GO) apresentou, em 2011, um projeto de lei para regulamentar a atuação profissional dos psicólogos nesse quesito, mas a grande imprensa deu uma conotação negativa à proposta apelidando-a de “cura gay”.

O Projeto de Decreto Legislativo 234/2011 versava sobre a resolução do CFP – que de certa forma funcionava como uma restrição à liberdade de expressão dos homossexuais egodistônicos -, mas terminou retirado de tramitação pelo autor, em julho de 2013. Campos era filiado ao PSDB e o partido emitiu uma nota contrária ao projeto por conta da polêmica junto aos ativistas gays.

À época, a psicóloga Marisa Lobo estava no centro do debate por conta da tentativa do CRP-PR de cassar seu registro profissional, e pediu que o deputado retirasse o PDC da pauta da Câmara para que a discussão fosse ampliada junto à sociedade. Entretanto, ela afirmou que os ativistas gays não deveriam comemorar o recuo na tramitação do projeto.

“Fui uma das inspiradoras do PDC e pedi a ele [deputado João Campos] para retirar por ser psicóloga, e saber do golpe [dos ativistas gays]. A alegria do burro é pensar que é dono da carroça”, escreveu Lobo em seu perfil no Twitter.

Agora, com a decisão da Justiça Federal, a discussão será ampliada, favorecendo o debate e a tramitação do PL 4931/2016, de autoria do deputado federal Ezequiel Teixeira, que aborda o mesmo tema e está na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), de acordo com informações do jornal Estado de Minas.

A nova proposta faculta ao profissional de saúde mental aplicar terapias e tratamentos ao paciente diagnosticado com “transtorno psicológico da orientação sexual egodistônica, transtorno da maturação sexual, transtorno do relacionamento sexual e transtorno do desenvolvimento sexual”.

O texto frisa que cabe ao psicólogo “auxiliar mudança da orientação sexual, deixando o paciente de ser homossexual para ser heterossexual, desde que corresponda ao seu desejo”.

“Essa proposta legislativa justifica-se pelo fato de existirem indivíduos em profundo sofrimento psíquico em decorrência desses transtornos, mas que enfrentam dificuldades intransponíveis para acessarem os dispositivos terapêuticos que poderiam assegurar-lhes uma melhoria significativa na qualidade de vida, uma vez que, diversos profissionais da saúde se sentem impedidos de realizar por força de uma resolução ilegal do órgão de classe”, comentou Teixeira, em referência à atuação do CFP.

O ativismo gay e sua militância dentro dos Conselhos de Psicologia vêm sofrendo diversas derrotas na esfera judicial em casos de tentativa de censura da psicóloga Marisa Lobo, que já havia revertido a cassação de seu registro profissional em última instância.

Recentemente, a juíza Soraia Tullio, da 4ª Vara Federal de Curitiba, negou uma ação indenizatória de R$ 50 mil por dano moral que o CRP-PR movia contra ela, e a decisão abriu espaço para a exposição da tentativa de censura frustrada.

A magistrada afirmou que as críticas feitas pela psicóloga à entidade estão dentro do que a legislação estipula como liberdade de expressão: “Se de um lado o direito à liberdade de expressão faz surgir, em contrapartida, a consequência de reparar eventuais danos causados a terceiros (o que não se questiona), por outro lado essa mesma liberdade de opinião, em uma sociedade democrática, abrange o direito à crítica às instituições, ainda que severas”, frisou a juíza.

Fonte original

A Arquidiocese de Curitiba vem a público divulgar Nota de Esclarecimento sobre as notícias veiculadas em meios de comunicação acerca de carta enviada pela Santa Sé parabenizando o batizado de filhos adotivos de casal homoafetivo, realizado em Curitiba.

 

Nota-de-Esclarecimento

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A resposta do Vaticano a uma carta enviada por um casal homossexual ao Papa Francisco gerou a repercussão na imprensa brasileira de que o Pontífice os teria reconhecido como família, porém, trata-se de uma informação falsa, como esclareceu o vaticanista Alexandre Varela em seu blog ‘O Catequista’.

Toni Reis e David Harrad enviaram uma carta ao Papa Francisco para contar sobre o batizado de seus três filhos adotivos na Igreja Católica. Em resposta, receberam uma carta assinada pelo Assessor para os Assuntos Gerais do Vaticano, Mons. Paolo Borgia.

A mensagem afirma que “o Santo Padre viu com apreço a sua carta, com a qual lhe exprimia sentimentos de estima e veneração e formulava votos pelos bons frutos espirituais do Seu ministério de Pastor da Igreja Universal”.

“Ao agradecer, da parte do Sucessor de Pedro, o testemunho de adesão e as palavras de homenagem, posso acrescentar: também o Papa Francisco lhe deseja felicidades, invocando para a sua família a abundância das graças divinas, a fim de viverem constante e fielmente a condição de cristãos, como bons filhos de Deus e da Igreja, ao enviar-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica, pedindo que não se esqueçam de rezar por ele”, acrescenta o texto.

Sobre esta mensagem, o vaticanista Alexandre Varela indicou três pontos que mostram que o Papa não reconheceu em momento algum o casal homossexual como família.

Primeiro, “o texto da carta recebida pela dupla gay é padrão, ou seja, milhares de pessoas recebem essa mesma carta pelo mundo”. Segundo Varela, “para estas respostas padrão, o Vaticano dispõe de um certo número de textos que variam levemente, e que vai alternando para enviar às pessoas que escrevem ao Papa”.

Além disso, “não foi feita qualquer análise sobre a pessoa (ou as pessoas) que enviaram a carta ao Papa”. Logo, “não houve qualquer reconhecimento do Papa ou do Vaticano da dupla gay como família”.

Por fim, assinalou que “é muito provável que o Papa não tenha lido a carta enviada”. “O texto-padrão diz que ele ‘viu com apreço’ a carta, e em seguida faz um comentário bem genérico sobre o seu conteúdo – o que indica que esse ‘viu’ não necessariamente quer dizer que ele realmente leu”, ressalta.

Varela precisou que “é humanamente impossível” que o Papa leia todas as cartas remetidas a ele. “Só uma pequena minoria realmente é lida por ele” e, para que as demais missivas não fiquem sem resposta, “o Vaticano envia essas cartas com texto padrão”.

Recordou ainda que o próprio Papa Francisco já defendeu em certas ocasiões que família é a união entre homem e mulher, como em janeiro de 2016, quando declarou que “não pode haver confusão entre a família querida por Deus e outros tipos de união”, durante inauguração do Ano Judicial do Tribunal Apostólico da Rota Romana.

“A família, fundada no matrimônio indissolúvel, unitivo e procriador, pertence ao sonho de Deus e da sua Igreja para a salvação da humanidade”, disse o Santo Padre na ocasião.

***

A subdiretora da Sala de Imprensa do Vaticano, Paloma García Ovejero, negou que o Papa tenha felicitado um casal homossexual pelo batismo de seus filhos adotivos, através de uma declaração enviada a ACI Digital na noite desta terça-feira, 8 de agosto.

“Em relação à carta assinada pelo Monsenhor Assessor da Secretaria de Estado, reitero que a afirmação do senhor Toni Reis de que se trata de uma resposta ao casal é falso. A carta estava dirigida apenas a ele (‘Prezado Senhor’)”, indica García Ovejero.

A declaração da subdiretora da Sala Stampa assinala também que “embora é certo que no corpo da notícia se fazia referência a uma bênção à família do destinatário, se precisa que em português esta expressão tem um sentido genérico e amplo”.

O ativista LGTB Tony Reis e seu companheiro David Harrad publicaram no Facebook que em abril enviaram uma carta ao Pontífice contando-lhe sobre o batismo de seus três filhos, Alyson, Jéssica e Filipe, em uma igreja de Curitiba no Brasil.

Em declarações à agência AFP, disseram que um membro da Secretaria de Estado do Vaticano, Mons. Paolo Borgia, felicitou o casal em nome do Papa pelo batismo de seus três filhos adotivos através da mencionada carta.

A carta difundida pelo casal é o modelo padrão de resposta de cortesia que o Vaticano envia a todas as pessoas que escrevem ao Papa.

“Na resposta enviada pela Seção Portuguesa da Secretaria de Estado em nome do Santo Padre, não há nenhum elemento que faça referência ao conteúdo concreto da carta do senhor Reis, exceto o agradecimento do Papa com a expressão da ‘estima e veneração ao Pastor da Igreja Universal’”, concluiu a funcionária do Vaticano.

Com efeito, Reis e Harrad não publicaram o texto da carta que eles enviaram ao Papa Francisco e se desconhece se na missiva original eles se apresentaram como casal homossexual.

Não é a primeira vez que algo assim acontece na Secretaria de Estado do Vaticano. Já no passado, um funcionário enviou uma carta similar a um casal de lésbicas que também usaram o documento para apresentá-lo falsamente como uma aprovação do Papa à sua relação.

ACI

Deve-se evitar o risco de considerar a homossexualidade como a característica essencial da pessoa, quando, na verdade, a pessoa é muito mais que um conjunto de inclinações sexuais, sejam elas quais forem.

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Embora se fale muito, nos últimos anos, sobre a homossexualidade, o conhecimento sobre o tema ainda é muito aproximativo e cheio de estereótipos. Entre as muitas pessoas que constatam este panorama deficiente de entendimento sério está o padre norte-americano John F. Harvey. Sim, um padre; um sacerdote dessa Igreja tão tachada de retrógrada e obscurantista no tocante à moral sexual.

Durante mais de 50 anos, ele cuidou de pessoas que queriam viver a fé católica sem que a sua atração sexual fosse um obstáculo. Com paciência e compreensão, o pe. Harvey as ajudou a vislumbrar com mais clareza um caminho de serenidade à luz da doutrina.

Desde 1980 ele tem trabalhado como diretor da iniciativa de apostolado “Courage”, uma associação fundada pelo cardeal Terence J. Cooke naquele mesmo ano, em Nova Iorque, e hoje presente em muitas dioceses de todo o mundo, a fim de oferecer cuidado pastoral às pessoas homossexuais. Algumas reflexões do pe. John, bem como orientações pastorais concretas, foram recopiladas no livro “Truth about Homosexuality: The Cry of the Faithful” [“A verdade sobre a homossexualidade: o clamor dos fiéis”, em livre tradução do título – a obra ainda não está disponível em português].

O arcebispo de Bolonha, dom Matteo Zuppi, escreve no prefácio: “A Igreja não levanta muros nem cria categorias de pessoas em função da sua orientação sexual, porque, antes de terem uma atração sexual particular, elas são pessoas (…) O chamado à santidade é para todos”.

O foco mais na pessoa do que na sua tendência homossexual é a premissa. Por isso, desde o princípio, o pe. Harvey também corrige a terminologia que normalmente se usa: para ele, é mais esclarecedor falar de “pessoas com atração pelo mesmo sexo” do que usar a palavra “homossexuais”, já que essa palavra envolve “o risco, pelo menos implícito, de considerar a homossexualidade como a característica essencial da pessoa”, quando, na verdade, “uma pessoa é muito mais que um conjunto de inclinações sexuais”. Além disso, “as considerações sobre a atração por pessoas do mesmo sexo se tornam mais confusas quando pensamos nos ‘homossexuais’ como uma categoria à parte entre os seres humanos”.

O pe. Harvey observa que, “em geral, as pessoas ‘heterossexuais’ não compreendem quem sente uma atração persistente pelo mesmo sexo”: ele mesmo precisou de “anos para entender a natureza desta condição”, mas enfrenta com clareza alguns pontos delicados.

Ele diz, por exemplo, que, no caso dos adolescentes, não se pode falar de “homossexualidade”, que é uma condição adulta, e que é preciso ter muita cautela quanto à atitude sexual ambígua típica da idade, sem a confundir com uma tendência homossexual.

A própria atração por pessoas do mesmo sexo tem matizes diferentes em cada pessoa. Para começar, é uma tendência, não um pecado em si mesmo; no entanto, não justifica moralmente a prática dos atos homossexuais.

O livro fala da desconfiança da sociedade em relação às pessoas com atração pelo mesmo sexo, mas também aborda o paradoxo das chamadas associações “gays”: “Por um lado, pede-se com insistência que as pessoas com tendências homossexuais sejam bem integradas à sociedade; por outro lado, os clubes gay funcionam como uma espécie de fuga da ‘sociedade heterossexual’, impedindo a integração”.

O pe. Harvey não pretende apresentar um tratado doutrinal, mas compartilhar considerações pastorais. Não fala de “cura” em termos médicos, embora mencione terapias psicológicas adequadas de apoio à pessoa, bem como o acompanhamento espiritual. Fala, no entanto, do grande sofrimento que muitas pessoas com essa tendência manifestam: um sofrimento que pode chegar ao desespero e até ao ódio de si mesmas. É fundamental, portanto, que existam programas pastorais específicos, e este é o caso do “Courage”: a iniciativa propõe um projeto de vida essencial, baseado em espiritualidade, castidade, amizade, serviço ao próximo, sempre sob a orientação de um diretor espiritual cuja tarefa é “mostrar que é possível viver uma vida casta e feliz sem isolar-se da sociedade”.

Alguns parágrafos ilustram o valor da castidade e da amizade: “Na linguagem comum, a castidade tem uma conotação negativa (…) A verdadeira castidade, porém, consiste no modo correto de expressar a afetividade (…) Existem formas de amizade sólidas, sadias, castas e claramente desejáveis. Amizades desse tipo representam a melhor forma de apoio” para as pessoas com atração pelo mesmo sexo. Além disso, as pessoas devem ser introduzidas na comunidade cristã mais ampla para receberem apoio e força e saberem que fazem parte integralmente da Igreja”.

Para os pais e familiares das pessoas com atração pelo mesmo sexo, foi criada também a associação EnCourage, que os ajuda a melhorar a compreensão recíproca e o relacionamento humano.

O livro aborda também situações bem específicas, como a das pessoas que descobrem tendências homossexuais quando já estão comprometidas ou casadas ou depois de terem assumido a vocação à vida religiosa ou sacerdotal.

Aleteia

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Quer ajuda? clique nos links abaixo.

Além do “Courage” também existe no Brasil  o Ministério Joel 2:25

Joel 2:25 Internacional é uma organização ministerial sem fins lucrativos que fornece uma rede de grupos de apoio para os indivíduos que possuem sentimentos indesejados por pessoas do mesmo sexo e buscam mudança.

O Joel 2:25 Internacional realiza reuniões locais presenciais em Dallas, Texas e outras grandes cidades norte-americanas, bem como videoconferências diárias, semanais e mensais com 27 grupos constituídos por participantes individuais de 92 países.

A organização fornece incentivo e suporte contínuos para homens, mulheres, jovens e famílias com por meio de grupos e reunidos em Inglês, Espanhol, Português, Italiano, Francês, Alemão, polonês, russo, ucraniano, croata, macedônio, árabe, urdu, persa , chinês e japonês.

Uma vez por mês, o Joel 2:25 conta com oradores convidados para temas em profundidade do ministério. Os oradores convidados incluíram Joseph Nicolosi fundador da terapia Reparativa, da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade(NARTH) e outros líderes da Rede Esperança restaurada , e a Fundação Internacional de Cura .

O ministério começou despretensiosamente como um grupo de apoio local em Dallas, Texas, mas cresceu rapidamente através de videoconferência e meios de comunicação social.

Por fim, depois de se estabelecer como ministério,Joel 2:25 International, Inc. foi Reconhecido como Pessoa Jurídica, no estado de Texas em 26 de novembro de 2013 como uma organização sem fins lucrativos.

Nossa Missão:

Promovemos uma alternativa para pessoas com AMS (Atração pelo Mesmo

Sexo)- Para alguns, isso pode levar a caminho de descobrir a sua própria

heterossexualidade subjacente. Para outros, pode apenas significar uma

diminuição da sua errotização na atração pelo mesmo sexo, juntamente com

uma maior paz e precisa de realização. Estamos continuamente reforçar e

fortalecer uns aos outros para encontrar a cura para feridas emocionais e

relacionais, a experiência de dar e receber amor verdadeiro, e viver cada vez

mais de forma assertiva com autêntica alegria em harmonia com a nossa fé e

nossa verdade biologica. Esta organização nasceu de nossas experiências

pessoais com a verdade inegável que a cura emocional e relacional é possível

e que todos nós somos criados para santidade e castidade.

O ministério, começou apenas como um grupo de católicos, mas devido a

grande busca de homens de outras denominações cristãs, e até de judeus e

mulçumanos, hoje o Joel, se identifica como um ministério cristão, que tem

como seu funadador um católico.

Palavra fundante

“Vou compensá-los pelos anos de colheitas que os gafanhotos destruíram: o

gafanhoto peregrino, o gafanhoto devastador, o gafanhoto devorador e o

gafanhoto cortador ” (Joel 2:25)- “Palavra fundante do ministério

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O sucesso da campanha de 2015 na Irlanda pelo reconhecimento legal das uniões homossexuais como equivalentes ao casamento natural gerou grande excitação entre os defensores da “redefinição” do casamento no resto do mundo (ocidental, pelo menos).

A união homossexual, porém, não é a única forma de relacionamento que pretende ser equiparada ao matrimônio natural. Há uma longa fila de “amores” aguardando reconhecimento social e, nessa lista de espera, encontramos o assim chamado “poliamor”.

Na própria Irlanda, uma ex-participante do reality show Big Brother, chamada Jade-Martina Lynch, assumiu e resumiu a sua vivência do “poliamor” dizendo: “A minha alma é tão livre que eu não poderia manter um relacionamento monogâmico”.

Uma definição mais longa foi divulgada pelo grupo californiano Saturnia Regna, que define o “poliamor” como “muitos amores ou um amor compartilhado entre muitas pessoas. A palavra tem sido usada pelo menos desde o início do século XX para descrever a escolha de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Esta forma responsável de não-monogamia não implica clandestinidade nem traição. O poliamor consiste em acordos mútuos com pessoas que você ama, mantendo tudo aberto e tratando as pessoas amadas de uma forma ética, consensual e comprometida”.

A palavra-chave nesta descrição é “não-monogamia”, ou seja, a manutenção estável de envolvimento sexual com mais de uma pessoa. O resto da definição parece até compatível com o mandamento de amar a todos: afinal, quem não concorda que devemos “tratar as pessoas amadas de forma ética, consensual e comprometida”?

O que não é muito claro é o que significa, exatamente, essa “responsável não-monogamia” que o “poliamor” propõe. A mídia ocasionalmente retrata o caso de pessoas “descoladas” que vivem suas “relações abertas” compartilhando a supervisão dos deveres escolares dos filhos, entre outras situações que soam “discretas e inofensivas” para a nossa modernidade. Mas há outros lados no “poliamor”.

O grupo Saturnia Regna, por exemplo, andou anunciando nos Estados Unidos um programa de férias de verão “em um lindo resort do norte da Califórnia com uso opcional de roupa”. Em tal ambiente, a “comunidade poliamor” poderia aprimorar habilidades como “a clarificação e a expressão de desejos, a gestão dos ciúmes, a expansão e o aprofundamento da intimidade e do relacionamento multi-parceiros”.

Esta proposta apresenta uma perspectiva de “exercícios interativos” em um contexto “propício para a expressão sensual em um grau não possível na maioria dos ambientes comuns”. A interpretação de que os participantes desses encontros não apenas correm nus ao ar livre, mas também “se engajam em interações afetivas com múltiplos parceiros, podendo, até, fazer amor à vista dos outros” é pouco exagerada (fica a dica de cuidado para os adeptos puritanos do poliamor…).

A propaganda chega inclusive a pincelar certo caráter de “virtude” nessa postura:

A interação social no ambiente de uso opcional de roupas exige que as pessoas sejam mais respeitosas do que nos contextos comuns – e não menos. O poliamor e os relacionamentos abertos demandam que as pessoas sejam mais sensíveis aos sentimentos e desejos das pessoas com quem interagem – e não menos. Explorar o poliamor exige um nível mais alto de confiança, honestidade, vulnerabilidade emocional e disposição para enfrentar sentimentos desconfortáveis do que é exigido em relacionamentos mais convencionais. Se você não é uma pessoa disposta e capaz de se comportar desta maneira, este evento provavelmente não é para você”.

O esforço para revestir uma orgia com matizes de “escola de sensibilidade” pode ser hilário por um lado, mas, por outro, é uma mostra perturbadora do futuro possível das relações sexuais reguladas só pela aparência de “amor”. O “poliamor” afirma que os seus “relacionamentos não-monogâmicos” são apenas “outra maneira de amar”. Mas não esclarece qual é a definição de “amor” em que tenta se basear.

Há algo que impeça o “poliamor” de conseguir, em breve, a equiparação legal ao casamento? Se nem a definição de casamento está clara hoje em dia, provavelmente não.

E isso importa?

Bom, importa para quem acha preocupante a institucionalização da instabilidade familiar. O divórcio já permite há décadas que os pais se separem e formem novos relacionamentos – e não são desprezíveis as estatísticas que indicam que os filhos tendem a sofrer de modo considerável os efeitos dessa ruptura em termos de autoestima, segurança pessoal, rendimento escolar, amadurecimento afetivo. Se o “poliamor” chegar a ser reconhecido legalmente como “equiparável ao matrimônio”, o que as crianças acharão de si mesmas no meio disso tudo?

E isso, importa?

Aleteia

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Um decreto sobre a formação de sacerdotes publicado pelo Vaticano recorda a exigência de abstinência sexual e a proibição de homossexuais no exercício do sacerdócio.

“A Igreja, respeitando as pessoas envolvidas, não pode admitir no seminário e nem nas ordens sagradas os que praticam a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiem o que se conhece como cultura gay”, destaca o documento, publicado nesta quinta-feira pelo Osservatore Romano, diário oficial do Vaticano.

Este novo guia completo, aprovado pelo Papa, atualiza uma versão emitida há 46 anos, mas a não admissão de padres com tendências homossexuais foi tratada pela Igreja Católica em 2005. O documento faz exceção para as “tendências homossexuais que sejam unicamente a expressão de um problema transitório como, por exemplo, uma adolescência ainda não terminada”.

O documento recorda a necessidade de uma “imposição voluntária da continência”. Seria “gravemente imprudente admitir o sacramento a um seminarista que não haja atingido uma afetividade madura, serena e livre, casta e fiel ao celibato”, determina o decreto, acrescentando que os futuros padre também necessitam compreender “a realidade feminina”.

“Tal conhecimento e aquisição de familiaridade com a realidade feminina, tão presente nas paróquias e em muitos contextos eclesiais, é conveniente e essencial para a formação humana e espiritual do seminarista”, diz o documento.

Após o escândalos sobre abusos sexuais, o guia possui um artigo destinada à “proteção dos menores”. Segundo o documento, no programa de formação inicial de sacerdotes serão inseridos lições, seminários ou cursos para transmitir de maneira adequada a proteção de menores de idade, “dando ênfase nas áreas de possível exploração ou violência, como, por exemplo, o tráfico de crianças, o trabalho infantil e o abuso sexual”.

O guia aborda numerosos temas, como a revolução digital: “é necessário observar a prudência que se impõe quanto aos riscos inevitáveis de se frequentar o mundo digital, incluindo as diferentes formas de dependência que se possam tratar por meios espirituais e psicológicos adequados”.

Ao mesmo tempo, “é oportuno que as redes sociais formem parte da vida cotidiana do seminário”, pois convém aproveitar “as possibilidades das novas relações interpessoais, de encontro com os demais, de confrontação com o próximo e de testemunho da fé”.

Fonte: O Globo

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A Congregação para o Clero (Santa Sé) publicou um novo decreto orientador para a formação de futuros padres católicos, na qual é sublinhada a importância da “formação integral” e da maturidade psíquica, sexual e afetiva.

A ‘Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis´é atualizada 46 anos depois, procurando unir de “modo equilibrado as dimensões humana, espiritual, intelectual e pastoral, através de um caminho pedagógico gradual e personalizado”.

O documento retoma a instrução de 2005 sobre a admissão aos seminários e ao sacerdócio de “pessoas com tendências homossexuais”.

A Igreja, pode ler-se, respeitando as pessoas envolvidas, “não pode admitir ao seminário nem às ordens sagradas os que praticam a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiem o que se conhece como cultura gay”.

Os orientadores dos seminários são chamados a ter em atenção a necessidade de avaliar se um seminarista atingiu a “afetividade madura, serena e livre, casta e fiel ao celibato”, exigida pela Igreja Católica.

O novo decreto, promulgado na solenidade da Imaculada Conceição, defende ainda que deve ser prestada “máxima atenção ao tema da tutela dos menores e dos adultos vulneráveis”, evitando admitir ao seminário pessoas ligadas a “delitos ou situações problemáticas” relacionadas com abusos sexuais.

O cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, disse ao jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’, que a nova ‘ratio’ procura “superar alguns automatismos que foram criados no passado”, e propor um “caminho de formação integral que ajude a pessoa a amadurecer em todos os aspectos”, com atenção à dimensão “humana, espiritual e pastoral”.

Para este responsável, as três palavras-chave para a compreensão do documento são “humanidade, espiritualidade e discernimento”.

O texto realça a importância de não limitar a avaliação ao percurso académico dos candidatos ao sacerdócio.

“Um discernimento global, realizado pelos formadores sobre todos os âmbitos da formação, consentirá a passagem para a etapa sucessiva somente daqueles seminaristas que, mesmo tendo superado os exames previstos, tenham alcançado o grau de maturidade humana e vocacional requerido em cada fase”, pode ler-se.

O novo decreto, intitulado ‘O dom da vocação presbiteral’, de mais de 80 páginas, está disponível na internet.

Agencia Ecclesia