O cardeal Robert Sarah publicou no Wall Street Journal o seguinte artigo sobre como a Igreja olha para as pessoas que sentem atração por outras do seu mesmo sexo. Nesse texto, ele faz observações a respeito da abordagem do padre jesuíta James Martin, que tem ganhado destaque na mídia internacional por apresentar uma visão deturpada da doutrina da Igreja em relação à homossexualidade. O cardeal africano explica, de forma breve e clara, o que a Igreja realmente ensina sobre este complexo assunto e fala dos inúmeros frutos que já brotaram na vida de quem acolheu essas verdades sobre a natureza humana. Reproduzimos a seguir o artigo do cardeal:

A Igreja Católica tem sido criticada por muitos, incluindo alguns dos seus seguidores, pela sua resposta pastoral à comunidade LGBT. […] Entre os padres católicos, um dos críticos mais famosos da mensagem da Igreja sobre a sexualidade é o padre James Martin, um jesuíta dos Estados Unidos.

No seu livro Building a Bridge (“Construindo uma ponte”), publicado no início deste ano, ele repete a crítica comum de que os católicos têm sido severos com a ‘homossexualidade’ enquanto negligenciam a importância da integridade sexual entre todos os seus seguidores.

O padre Martin está certo ao afirmar que não deveriam existir dois pesos e duas medidas no tocante à virtude da castidade, que, embora desafiadora, faz parte da Boa Nova de Jesus Cristo para todos os cristãos. Para as pessoas não casadas, independentemente das suas atrações, a castidade fiel requer a abstinência do sexo.

Isto pode parecer demasiado exigente, em especial hoje em dia. No entanto, seria contrário à sabedoria e à bondade de Cristo exigir algo que fosse impossível. Jesus nos chama a essa virtude porque Ele fez os nossos corações para a pureza, assim como fez as nossas mentes para a verdade. Com a graça de Deus e a nossa perseverança, a castidade não é apenas possível, mas também se tornará fonte da verdadeira liberdade.

Não precisamos de muito para ver as tristes consequências da rejeição ao plano de Deus para a intimidade e o amor humanos. A libertação sexual que o mundo promove não cumpre o que promete. Antes, a promiscuidade é a causa de tantos sofrimentos desnecessários, de tantos corações partidos, de tanta solidão e de tanto tratar os outros só como meio de gratificação sexual. Como mãe, a Igreja tenta proteger os seus filhos do mal do pecado, em expressão da sua caridade pastoral.

No seu ensinamento sobre a homossexualidade, a Igreja guia os seus seguidores distinguindo as suas identidades das suas atrações e ações. Em primeiro lugar, há as pessoas em si mesmas, que são sempre boas porque são filhas de Deus. Depois, há a atração por pessoas do mesmo sexo, que não é pecaminosa em si mesma se não for desejada ou realizada, mas que, mesmo assim, está em contraste com a natureza humana. E, finalmente, existem as relações entre pessoas do mesmo sexo, que são gravemente pecaminosas e prejudiciais para o bem-estar dos que as praticam.

As pessoas que se identificam como membros da comunidade LGBT devem ser chamadas a esta verdade com caridade, especialmente por parte do clero que fala em nome da Igreja sobre este assunto complexo e difícil.

Rezo para que o mundo escute finalmente as vozes dos cristãos que experimentam a atração por pessoas do mesmo sexo e que encontraram paz e alegria ao viverem a verdade do Evangelho. Tenho sido abençoado pelos meus encontros com eles, e o seu testemunho me comove profundamente. Escrevi o prefácio de um desses testemunhos, no livro de Daniel Mattson: Why I Don’t Call Myself Gay: How I Reclaimed My Sexual Reality and Found Peace (“Por que não me chamo de gay: como resgatei a minha realidade sexual e encontrei a paz”), com a esperança de fazer com que a voz dele e outras semelhantes possam ser mais ouvidas. (capa reproduzida acima, até onde sabemos ainda não foi traduzido para o português)

Esses homens e mulheres testemunham o poder da graça, a nobreza e a resiliência do coração humano e a verdade do ensino da Igreja sobre a homossexualidade. Em muitos casos, viveram longe do Evangelho durante um período da sua vida, mas se reconciliaram com Cristo e com a Sua Igreja.

A vida deles não é fácil nem isenta de sacrifícios. As suas inclinações não foram completamente vencidas. Mas eles descobriram a beleza da castidade e das amizades castas. O seu exemplo merece respeito e atenção, porque eles têm muito a ensinar a todos nós sobre como acolher e acompanhar melhor os nossos irmãos e irmãs com verdadeira caridade pastoral.

Fonte:  blog Senza Pagare

Uma Ação Popular impetrada por um grupo de dezenas de psicólogos na Justiça Federal do Distrito Federal contra o Conselho Federal de Psicologia (CFP) resultou em uma decisão liminar que suspende a Resolução 01/99 da entidade, que proibia psicólogos de receberem em seus consultórios homossexuais egodistônicos que buscassem tratamento.

O homossexual egodistônico é alguém caracterizado pela inconformidade com sua orientação sexual e que busca formas de abrir mão da atração por pessoas do mesmo sexo e assim, reduzir os transtornos psicológicos e comportamentais associados.

O grupo de psicólogos que impetrou ação na Justiça Federal foi motivado pelos casos da psicóloga Rozângela Justino, uma profissional da área que sofreu censura do CFP em 2009; e da psicóloga Marisa Lobo, evangélica, e que chegou a ter o registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Psicologia do Paraná – decisão revertida em instâncias superiores.

Os profissionais da psicanálise viram, nesses casos, uma ação tomada de parcialidade, com intenção de censura e perseguição religiosa do CFP, e assim procuraram a Justiça Federal para reverter a conduta da entidade de classe.

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, titular da 14ª Vara da Justiça Federal em Brasília, reconheceu que os psicólogos encontravam-se impedidos de clinicar ou promover estudos acerca da reorientação sexual devido a uma interpretação equivocada da Resolução 01/90; editada pelo CFP para disciplinar a atuação dos profissionais da psicologia no que se refere à questão homossexual.

O magistrado entendeu que esse impedimento trazia grande prejuízo aos indivíduos que manifestam interesse nesse tipo de assistência psicológica: “Por todo exposto, vislumbro a presença dos pressupostos necessários à concessão parcial da liminar vindicada, visto que: a aparência do bom direito resta evidenciada pela interpretação dada à Resolução nº 001/1990 pelo CFP, no sentido de proibir o aprofundamento dos estudos científicos relacionados à orientação sexual, afetando, assim, a liberdade científica do país, e por consequência, seu patrimônio cultural”, pontuou Carvalho na decisão liminar.

“Defiro, em parte, a liminar requerida para, sem suspender os efeitos da Resolução nº 001/1990, determinar ao Conselho Federal de Psicologia que não a interprete do modo a impedir os psicólogos de promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia por parte do CFP, em razão do disposto no art. 5º, inciso X, da Constituição de 1988”, acrescentou o juiz.

O especialista em Políticas Públicas e Mestre em Saúde Pública, Claudemiro Soares, comentou a decisão da Justiça: “Essa norma estava sendo interpretada em processos éticos do CFP de modo a promover até a cassação de registro profissional. Nesse sentido, pelo menos duas psicólogas sofreram essa medida extrema por haverem sido acusadas de praticar aquilo que os ativistas homossexuais chamam equivocadamente de ‘cura gay’”, afirmou.

O advogado Leonardo Loiola Cavalcanti, responsável pela apresentação da Ação Popular, comemorou a decisão: “Todos os psicólogos podem atender os homossexuais egodistônicos, aqueles que não se aceitam em sua orientação sexual, sem o receio de serem punidos pelo Conselho Federal de Psicologia. Viva a liberdade científica e o direito do consumidor!”.

Há anos a militância LGBT vem limitando o trabalho profissional de psicólogos que recebem homossexuais egodistônicos em seus consultórios, impendindo-os de ajudá-los a compreender e encontrar meios para reduzir seu sofrimento com a orientação sexual.

Nos casos opostos, em que heterossexuais preocupados com a manifestação de atração sexual por pessoas do mesmo sexo, o CFP não exercia nenhuma restrição aos psicólogos.

Diante dessa situação com características de parcialidade, o deputado federal João Campos (PRB-GO) apresentou, em 2011, um projeto de lei para regulamentar a atuação profissional dos psicólogos nesse quesito, mas a grande imprensa deu uma conotação negativa à proposta apelidando-a de “cura gay”.

O Projeto de Decreto Legislativo 234/2011 versava sobre a resolução do CFP – que de certa forma funcionava como uma restrição à liberdade de expressão dos homossexuais egodistônicos -, mas terminou retirado de tramitação pelo autor, em julho de 2013. Campos era filiado ao PSDB e o partido emitiu uma nota contrária ao projeto por conta da polêmica junto aos ativistas gays.

À época, a psicóloga Marisa Lobo estava no centro do debate por conta da tentativa do CRP-PR de cassar seu registro profissional, e pediu que o deputado retirasse o PDC da pauta da Câmara para que a discussão fosse ampliada junto à sociedade. Entretanto, ela afirmou que os ativistas gays não deveriam comemorar o recuo na tramitação do projeto.

“Fui uma das inspiradoras do PDC e pedi a ele [deputado João Campos] para retirar por ser psicóloga, e saber do golpe [dos ativistas gays]. A alegria do burro é pensar que é dono da carroça”, escreveu Lobo em seu perfil no Twitter.

Agora, com a decisão da Justiça Federal, a discussão será ampliada, favorecendo o debate e a tramitação do PL 4931/2016, de autoria do deputado federal Ezequiel Teixeira, que aborda o mesmo tema e está na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), de acordo com informações do jornal Estado de Minas.

A nova proposta faculta ao profissional de saúde mental aplicar terapias e tratamentos ao paciente diagnosticado com “transtorno psicológico da orientação sexual egodistônica, transtorno da maturação sexual, transtorno do relacionamento sexual e transtorno do desenvolvimento sexual”.

O texto frisa que cabe ao psicólogo “auxiliar mudança da orientação sexual, deixando o paciente de ser homossexual para ser heterossexual, desde que corresponda ao seu desejo”.

“Essa proposta legislativa justifica-se pelo fato de existirem indivíduos em profundo sofrimento psíquico em decorrência desses transtornos, mas que enfrentam dificuldades intransponíveis para acessarem os dispositivos terapêuticos que poderiam assegurar-lhes uma melhoria significativa na qualidade de vida, uma vez que, diversos profissionais da saúde se sentem impedidos de realizar por força de uma resolução ilegal do órgão de classe”, comentou Teixeira, em referência à atuação do CFP.

O ativismo gay e sua militância dentro dos Conselhos de Psicologia vêm sofrendo diversas derrotas na esfera judicial em casos de tentativa de censura da psicóloga Marisa Lobo, que já havia revertido a cassação de seu registro profissional em última instância.

Recentemente, a juíza Soraia Tullio, da 4ª Vara Federal de Curitiba, negou uma ação indenizatória de R$ 50 mil por dano moral que o CRP-PR movia contra ela, e a decisão abriu espaço para a exposição da tentativa de censura frustrada.

A magistrada afirmou que as críticas feitas pela psicóloga à entidade estão dentro do que a legislação estipula como liberdade de expressão: “Se de um lado o direito à liberdade de expressão faz surgir, em contrapartida, a consequência de reparar eventuais danos causados a terceiros (o que não se questiona), por outro lado essa mesma liberdade de opinião, em uma sociedade democrática, abrange o direito à crítica às instituições, ainda que severas”, frisou a juíza.

Fonte original

A Arquidiocese de Curitiba vem a público divulgar Nota de Esclarecimento sobre as notícias veiculadas em meios de comunicação acerca de carta enviada pela Santa Sé parabenizando o batizado de filhos adotivos de casal homoafetivo, realizado em Curitiba.

 

Nota-de-Esclarecimento

papa-francisco

A resposta do Vaticano a uma carta enviada por um casal homossexual ao Papa Francisco gerou a repercussão na imprensa brasileira de que o Pontífice os teria reconhecido como família, porém, trata-se de uma informação falsa, como esclareceu o vaticanista Alexandre Varela em seu blog ‘O Catequista’.

Toni Reis e David Harrad enviaram uma carta ao Papa Francisco para contar sobre o batizado de seus três filhos adotivos na Igreja Católica. Em resposta, receberam uma carta assinada pelo Assessor para os Assuntos Gerais do Vaticano, Mons. Paolo Borgia.

A mensagem afirma que “o Santo Padre viu com apreço a sua carta, com a qual lhe exprimia sentimentos de estima e veneração e formulava votos pelos bons frutos espirituais do Seu ministério de Pastor da Igreja Universal”.

“Ao agradecer, da parte do Sucessor de Pedro, o testemunho de adesão e as palavras de homenagem, posso acrescentar: também o Papa Francisco lhe deseja felicidades, invocando para a sua família a abundância das graças divinas, a fim de viverem constante e fielmente a condição de cristãos, como bons filhos de Deus e da Igreja, ao enviar-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica, pedindo que não se esqueçam de rezar por ele”, acrescenta o texto.

Sobre esta mensagem, o vaticanista Alexandre Varela indicou três pontos que mostram que o Papa não reconheceu em momento algum o casal homossexual como família.

Primeiro, “o texto da carta recebida pela dupla gay é padrão, ou seja, milhares de pessoas recebem essa mesma carta pelo mundo”. Segundo Varela, “para estas respostas padrão, o Vaticano dispõe de um certo número de textos que variam levemente, e que vai alternando para enviar às pessoas que escrevem ao Papa”.

Além disso, “não foi feita qualquer análise sobre a pessoa (ou as pessoas) que enviaram a carta ao Papa”. Logo, “não houve qualquer reconhecimento do Papa ou do Vaticano da dupla gay como família”.

Por fim, assinalou que “é muito provável que o Papa não tenha lido a carta enviada”. “O texto-padrão diz que ele ‘viu com apreço’ a carta, e em seguida faz um comentário bem genérico sobre o seu conteúdo – o que indica que esse ‘viu’ não necessariamente quer dizer que ele realmente leu”, ressalta.

Varela precisou que “é humanamente impossível” que o Papa leia todas as cartas remetidas a ele. “Só uma pequena minoria realmente é lida por ele” e, para que as demais missivas não fiquem sem resposta, “o Vaticano envia essas cartas com texto padrão”.

Recordou ainda que o próprio Papa Francisco já defendeu em certas ocasiões que família é a união entre homem e mulher, como em janeiro de 2016, quando declarou que “não pode haver confusão entre a família querida por Deus e outros tipos de união”, durante inauguração do Ano Judicial do Tribunal Apostólico da Rota Romana.

“A família, fundada no matrimônio indissolúvel, unitivo e procriador, pertence ao sonho de Deus e da sua Igreja para a salvação da humanidade”, disse o Santo Padre na ocasião.

***

A subdiretora da Sala de Imprensa do Vaticano, Paloma García Ovejero, negou que o Papa tenha felicitado um casal homossexual pelo batismo de seus filhos adotivos, através de uma declaração enviada a ACI Digital na noite desta terça-feira, 8 de agosto.

“Em relação à carta assinada pelo Monsenhor Assessor da Secretaria de Estado, reitero que a afirmação do senhor Toni Reis de que se trata de uma resposta ao casal é falso. A carta estava dirigida apenas a ele (‘Prezado Senhor’)”, indica García Ovejero.

A declaração da subdiretora da Sala Stampa assinala também que “embora é certo que no corpo da notícia se fazia referência a uma bênção à família do destinatário, se precisa que em português esta expressão tem um sentido genérico e amplo”.

O ativista LGTB Tony Reis e seu companheiro David Harrad publicaram no Facebook que em abril enviaram uma carta ao Pontífice contando-lhe sobre o batismo de seus três filhos, Alyson, Jéssica e Filipe, em uma igreja de Curitiba no Brasil.

Em declarações à agência AFP, disseram que um membro da Secretaria de Estado do Vaticano, Mons. Paolo Borgia, felicitou o casal em nome do Papa pelo batismo de seus três filhos adotivos através da mencionada carta.

A carta difundida pelo casal é o modelo padrão de resposta de cortesia que o Vaticano envia a todas as pessoas que escrevem ao Papa.

“Na resposta enviada pela Seção Portuguesa da Secretaria de Estado em nome do Santo Padre, não há nenhum elemento que faça referência ao conteúdo concreto da carta do senhor Reis, exceto o agradecimento do Papa com a expressão da ‘estima e veneração ao Pastor da Igreja Universal’”, concluiu a funcionária do Vaticano.

Com efeito, Reis e Harrad não publicaram o texto da carta que eles enviaram ao Papa Francisco e se desconhece se na missiva original eles se apresentaram como casal homossexual.

Não é a primeira vez que algo assim acontece na Secretaria de Estado do Vaticano. Já no passado, um funcionário enviou uma carta similar a um casal de lésbicas que também usaram o documento para apresentá-lo falsamente como uma aprovação do Papa à sua relação.

ACI

Deve-se evitar o risco de considerar a homossexualidade como a característica essencial da pessoa, quando, na verdade, a pessoa é muito mais que um conjunto de inclinações sexuais, sejam elas quais forem.

51DZC82LZ3L._AC_UL320_SR206,320_

Embora se fale muito, nos últimos anos, sobre a homossexualidade, o conhecimento sobre o tema ainda é muito aproximativo e cheio de estereótipos. Entre as muitas pessoas que constatam este panorama deficiente de entendimento sério está o padre norte-americano John F. Harvey. Sim, um padre; um sacerdote dessa Igreja tão tachada de retrógrada e obscurantista no tocante à moral sexual.

Durante mais de 50 anos, ele cuidou de pessoas que queriam viver a fé católica sem que a sua atração sexual fosse um obstáculo. Com paciência e compreensão, o pe. Harvey as ajudou a vislumbrar com mais clareza um caminho de serenidade à luz da doutrina.

Desde 1980 ele tem trabalhado como diretor da iniciativa de apostolado “Courage”, uma associação fundada pelo cardeal Terence J. Cooke naquele mesmo ano, em Nova Iorque, e hoje presente em muitas dioceses de todo o mundo, a fim de oferecer cuidado pastoral às pessoas homossexuais. Algumas reflexões do pe. John, bem como orientações pastorais concretas, foram recopiladas no livro “Truth about Homosexuality: The Cry of the Faithful” [“A verdade sobre a homossexualidade: o clamor dos fiéis”, em livre tradução do título – a obra ainda não está disponível em português].

O arcebispo de Bolonha, dom Matteo Zuppi, escreve no prefácio: “A Igreja não levanta muros nem cria categorias de pessoas em função da sua orientação sexual, porque, antes de terem uma atração sexual particular, elas são pessoas (…) O chamado à santidade é para todos”.

O foco mais na pessoa do que na sua tendência homossexual é a premissa. Por isso, desde o princípio, o pe. Harvey também corrige a terminologia que normalmente se usa: para ele, é mais esclarecedor falar de “pessoas com atração pelo mesmo sexo” do que usar a palavra “homossexuais”, já que essa palavra envolve “o risco, pelo menos implícito, de considerar a homossexualidade como a característica essencial da pessoa”, quando, na verdade, “uma pessoa é muito mais que um conjunto de inclinações sexuais”. Além disso, “as considerações sobre a atração por pessoas do mesmo sexo se tornam mais confusas quando pensamos nos ‘homossexuais’ como uma categoria à parte entre os seres humanos”.

O pe. Harvey observa que, “em geral, as pessoas ‘heterossexuais’ não compreendem quem sente uma atração persistente pelo mesmo sexo”: ele mesmo precisou de “anos para entender a natureza desta condição”, mas enfrenta com clareza alguns pontos delicados.

Ele diz, por exemplo, que, no caso dos adolescentes, não se pode falar de “homossexualidade”, que é uma condição adulta, e que é preciso ter muita cautela quanto à atitude sexual ambígua típica da idade, sem a confundir com uma tendência homossexual.

A própria atração por pessoas do mesmo sexo tem matizes diferentes em cada pessoa. Para começar, é uma tendência, não um pecado em si mesmo; no entanto, não justifica moralmente a prática dos atos homossexuais.

O livro fala da desconfiança da sociedade em relação às pessoas com atração pelo mesmo sexo, mas também aborda o paradoxo das chamadas associações “gays”: “Por um lado, pede-se com insistência que as pessoas com tendências homossexuais sejam bem integradas à sociedade; por outro lado, os clubes gay funcionam como uma espécie de fuga da ‘sociedade heterossexual’, impedindo a integração”.

O pe. Harvey não pretende apresentar um tratado doutrinal, mas compartilhar considerações pastorais. Não fala de “cura” em termos médicos, embora mencione terapias psicológicas adequadas de apoio à pessoa, bem como o acompanhamento espiritual. Fala, no entanto, do grande sofrimento que muitas pessoas com essa tendência manifestam: um sofrimento que pode chegar ao desespero e até ao ódio de si mesmas. É fundamental, portanto, que existam programas pastorais específicos, e este é o caso do “Courage”: a iniciativa propõe um projeto de vida essencial, baseado em espiritualidade, castidade, amizade, serviço ao próximo, sempre sob a orientação de um diretor espiritual cuja tarefa é “mostrar que é possível viver uma vida casta e feliz sem isolar-se da sociedade”.

Alguns parágrafos ilustram o valor da castidade e da amizade: “Na linguagem comum, a castidade tem uma conotação negativa (…) A verdadeira castidade, porém, consiste no modo correto de expressar a afetividade (…) Existem formas de amizade sólidas, sadias, castas e claramente desejáveis. Amizades desse tipo representam a melhor forma de apoio” para as pessoas com atração pelo mesmo sexo. Além disso, as pessoas devem ser introduzidas na comunidade cristã mais ampla para receberem apoio e força e saberem que fazem parte integralmente da Igreja”.

Para os pais e familiares das pessoas com atração pelo mesmo sexo, foi criada também a associação EnCourage, que os ajuda a melhorar a compreensão recíproca e o relacionamento humano.

O livro aborda também situações bem específicas, como a das pessoas que descobrem tendências homossexuais quando já estão comprometidas ou casadas ou depois de terem assumido a vocação à vida religiosa ou sacerdotal.

Aleteia

***

Quer ajuda? clique nos links abaixo.

Além do “Courage” também existe no Brasil  o Ministério Joel 2:25

Joel 2:25 Internacional é uma organização ministerial sem fins lucrativos que fornece uma rede de grupos de apoio para os indivíduos que possuem sentimentos indesejados por pessoas do mesmo sexo e buscam mudança.

O Joel 2:25 Internacional realiza reuniões locais presenciais em Dallas, Texas e outras grandes cidades norte-americanas, bem como videoconferências diárias, semanais e mensais com 27 grupos constituídos por participantes individuais de 92 países.

A organização fornece incentivo e suporte contínuos para homens, mulheres, jovens e famílias com por meio de grupos e reunidos em Inglês, Espanhol, Português, Italiano, Francês, Alemão, polonês, russo, ucraniano, croata, macedônio, árabe, urdu, persa , chinês e japonês.

Uma vez por mês, o Joel 2:25 conta com oradores convidados para temas em profundidade do ministério. Os oradores convidados incluíram Joseph Nicolosi fundador da terapia Reparativa, da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade(NARTH) e outros líderes da Rede Esperança restaurada , e a Fundação Internacional de Cura .

O ministério começou despretensiosamente como um grupo de apoio local em Dallas, Texas, mas cresceu rapidamente através de videoconferência e meios de comunicação social.

Por fim, depois de se estabelecer como ministério,Joel 2:25 International, Inc. foi Reconhecido como Pessoa Jurídica, no estado de Texas em 26 de novembro de 2013 como uma organização sem fins lucrativos.

Nossa Missão:

Promovemos uma alternativa para pessoas com AMS (Atração pelo Mesmo

Sexo)- Para alguns, isso pode levar a caminho de descobrir a sua própria

heterossexualidade subjacente. Para outros, pode apenas significar uma

diminuição da sua errotização na atração pelo mesmo sexo, juntamente com

uma maior paz e precisa de realização. Estamos continuamente reforçar e

fortalecer uns aos outros para encontrar a cura para feridas emocionais e

relacionais, a experiência de dar e receber amor verdadeiro, e viver cada vez

mais de forma assertiva com autêntica alegria em harmonia com a nossa fé e

nossa verdade biologica. Esta organização nasceu de nossas experiências

pessoais com a verdade inegável que a cura emocional e relacional é possível

e que todos nós somos criados para santidade e castidade.

O ministério, começou apenas como um grupo de católicos, mas devido a

grande busca de homens de outras denominações cristãs, e até de judeus e

mulçumanos, hoje o Joel, se identifica como um ministério cristão, que tem

como seu funadador um católico.

Palavra fundante

“Vou compensá-los pelos anos de colheitas que os gafanhotos destruíram: o

gafanhoto peregrino, o gafanhoto devastador, o gafanhoto devorador e o

gafanhoto cortador ” (Joel 2:25)- “Palavra fundante do ministério

gmlv96x4h8zu9skpkloiksx-4xx0iwg2q5m1dgbhklldpzazaunq_vebyufr8f74cxt6ziqsj09tuhyljtouonlb8wap

O sucesso da campanha de 2015 na Irlanda pelo reconhecimento legal das uniões homossexuais como equivalentes ao casamento natural gerou grande excitação entre os defensores da “redefinição” do casamento no resto do mundo (ocidental, pelo menos).

A união homossexual, porém, não é a única forma de relacionamento que pretende ser equiparada ao matrimônio natural. Há uma longa fila de “amores” aguardando reconhecimento social e, nessa lista de espera, encontramos o assim chamado “poliamor”.

Na própria Irlanda, uma ex-participante do reality show Big Brother, chamada Jade-Martina Lynch, assumiu e resumiu a sua vivência do “poliamor” dizendo: “A minha alma é tão livre que eu não poderia manter um relacionamento monogâmico”.

Uma definição mais longa foi divulgada pelo grupo californiano Saturnia Regna, que define o “poliamor” como “muitos amores ou um amor compartilhado entre muitas pessoas. A palavra tem sido usada pelo menos desde o início do século XX para descrever a escolha de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Esta forma responsável de não-monogamia não implica clandestinidade nem traição. O poliamor consiste em acordos mútuos com pessoas que você ama, mantendo tudo aberto e tratando as pessoas amadas de uma forma ética, consensual e comprometida”.

A palavra-chave nesta descrição é “não-monogamia”, ou seja, a manutenção estável de envolvimento sexual com mais de uma pessoa. O resto da definição parece até compatível com o mandamento de amar a todos: afinal, quem não concorda que devemos “tratar as pessoas amadas de forma ética, consensual e comprometida”?

O que não é muito claro é o que significa, exatamente, essa “responsável não-monogamia” que o “poliamor” propõe. A mídia ocasionalmente retrata o caso de pessoas “descoladas” que vivem suas “relações abertas” compartilhando a supervisão dos deveres escolares dos filhos, entre outras situações que soam “discretas e inofensivas” para a nossa modernidade. Mas há outros lados no “poliamor”.

O grupo Saturnia Regna, por exemplo, andou anunciando nos Estados Unidos um programa de férias de verão “em um lindo resort do norte da Califórnia com uso opcional de roupa”. Em tal ambiente, a “comunidade poliamor” poderia aprimorar habilidades como “a clarificação e a expressão de desejos, a gestão dos ciúmes, a expansão e o aprofundamento da intimidade e do relacionamento multi-parceiros”.

Esta proposta apresenta uma perspectiva de “exercícios interativos” em um contexto “propício para a expressão sensual em um grau não possível na maioria dos ambientes comuns”. A interpretação de que os participantes desses encontros não apenas correm nus ao ar livre, mas também “se engajam em interações afetivas com múltiplos parceiros, podendo, até, fazer amor à vista dos outros” é pouco exagerada (fica a dica de cuidado para os adeptos puritanos do poliamor…).

A propaganda chega inclusive a pincelar certo caráter de “virtude” nessa postura:

A interação social no ambiente de uso opcional de roupas exige que as pessoas sejam mais respeitosas do que nos contextos comuns – e não menos. O poliamor e os relacionamentos abertos demandam que as pessoas sejam mais sensíveis aos sentimentos e desejos das pessoas com quem interagem – e não menos. Explorar o poliamor exige um nível mais alto de confiança, honestidade, vulnerabilidade emocional e disposição para enfrentar sentimentos desconfortáveis do que é exigido em relacionamentos mais convencionais. Se você não é uma pessoa disposta e capaz de se comportar desta maneira, este evento provavelmente não é para você”.

O esforço para revestir uma orgia com matizes de “escola de sensibilidade” pode ser hilário por um lado, mas, por outro, é uma mostra perturbadora do futuro possível das relações sexuais reguladas só pela aparência de “amor”. O “poliamor” afirma que os seus “relacionamentos não-monogâmicos” são apenas “outra maneira de amar”. Mas não esclarece qual é a definição de “amor” em que tenta se basear.

Há algo que impeça o “poliamor” de conseguir, em breve, a equiparação legal ao casamento? Se nem a definição de casamento está clara hoje em dia, provavelmente não.

E isso importa?

Bom, importa para quem acha preocupante a institucionalização da instabilidade familiar. O divórcio já permite há décadas que os pais se separem e formem novos relacionamentos – e não são desprezíveis as estatísticas que indicam que os filhos tendem a sofrer de modo considerável os efeitos dessa ruptura em termos de autoestima, segurança pessoal, rendimento escolar, amadurecimento afetivo. Se o “poliamor” chegar a ser reconhecido legalmente como “equiparável ao matrimônio”, o que as crianças acharão de si mesmas no meio disso tudo?

E isso, importa?

Aleteia

821640_articolo

Um decreto sobre a formação de sacerdotes publicado pelo Vaticano recorda a exigência de abstinência sexual e a proibição de homossexuais no exercício do sacerdócio.

“A Igreja, respeitando as pessoas envolvidas, não pode admitir no seminário e nem nas ordens sagradas os que praticam a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiem o que se conhece como cultura gay”, destaca o documento, publicado nesta quinta-feira pelo Osservatore Romano, diário oficial do Vaticano.

Este novo guia completo, aprovado pelo Papa, atualiza uma versão emitida há 46 anos, mas a não admissão de padres com tendências homossexuais foi tratada pela Igreja Católica em 2005. O documento faz exceção para as “tendências homossexuais que sejam unicamente a expressão de um problema transitório como, por exemplo, uma adolescência ainda não terminada”.

O documento recorda a necessidade de uma “imposição voluntária da continência”. Seria “gravemente imprudente admitir o sacramento a um seminarista que não haja atingido uma afetividade madura, serena e livre, casta e fiel ao celibato”, determina o decreto, acrescentando que os futuros padre também necessitam compreender “a realidade feminina”.

“Tal conhecimento e aquisição de familiaridade com a realidade feminina, tão presente nas paróquias e em muitos contextos eclesiais, é conveniente e essencial para a formação humana e espiritual do seminarista”, diz o documento.

Após o escândalos sobre abusos sexuais, o guia possui um artigo destinada à “proteção dos menores”. Segundo o documento, no programa de formação inicial de sacerdotes serão inseridos lições, seminários ou cursos para transmitir de maneira adequada a proteção de menores de idade, “dando ênfase nas áreas de possível exploração ou violência, como, por exemplo, o tráfico de crianças, o trabalho infantil e o abuso sexual”.

O guia aborda numerosos temas, como a revolução digital: “é necessário observar a prudência que se impõe quanto aos riscos inevitáveis de se frequentar o mundo digital, incluindo as diferentes formas de dependência que se possam tratar por meios espirituais e psicológicos adequados”.

Ao mesmo tempo, “é oportuno que as redes sociais formem parte da vida cotidiana do seminário”, pois convém aproveitar “as possibilidades das novas relações interpessoais, de encontro com os demais, de confrontação com o próximo e de testemunho da fé”.

Fonte: O Globo

********

A Congregação para o Clero (Santa Sé) publicou um novo decreto orientador para a formação de futuros padres católicos, na qual é sublinhada a importância da “formação integral” e da maturidade psíquica, sexual e afetiva.

A ‘Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis´é atualizada 46 anos depois, procurando unir de “modo equilibrado as dimensões humana, espiritual, intelectual e pastoral, através de um caminho pedagógico gradual e personalizado”.

O documento retoma a instrução de 2005 sobre a admissão aos seminários e ao sacerdócio de “pessoas com tendências homossexuais”.

A Igreja, pode ler-se, respeitando as pessoas envolvidas, “não pode admitir ao seminário nem às ordens sagradas os que praticam a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiem o que se conhece como cultura gay”.

Os orientadores dos seminários são chamados a ter em atenção a necessidade de avaliar se um seminarista atingiu a “afetividade madura, serena e livre, casta e fiel ao celibato”, exigida pela Igreja Católica.

O novo decreto, promulgado na solenidade da Imaculada Conceição, defende ainda que deve ser prestada “máxima atenção ao tema da tutela dos menores e dos adultos vulneráveis”, evitando admitir ao seminário pessoas ligadas a “delitos ou situações problemáticas” relacionadas com abusos sexuais.

O cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, disse ao jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’, que a nova ‘ratio’ procura “superar alguns automatismos que foram criados no passado”, e propor um “caminho de formação integral que ajude a pessoa a amadurecer em todos os aspectos”, com atenção à dimensão “humana, espiritual e pastoral”.

Para este responsável, as três palavras-chave para a compreensão do documento são “humanidade, espiritualidade e discernimento”.

O texto realça a importância de não limitar a avaliação ao percurso académico dos candidatos ao sacerdócio.

“Um discernimento global, realizado pelos formadores sobre todos os âmbitos da formação, consentirá a passagem para a etapa sucessiva somente daqueles seminaristas que, mesmo tendo superado os exames previstos, tenham alcançado o grau de maturidade humana e vocacional requerido em cada fase”, pode ler-se.

O novo decreto, intitulado ‘O dom da vocação presbiteral’, de mais de 80 páginas, está disponível na internet.

Agencia Ecclesia

 

pope-francis

Durante a coletiva de imprensa no domingo, 2 de outubro, como costuma fazer na volta das suas viagens internacionais, o Papa Francisco respondeu a uma pergunta a respeito do acompanhamento às pessoas transexuais.

A seguir, a pergunta do jornalista e a resposta completa do Santo Padre na qual também fala acerca da ideologia de gênero:

Josh McElwee, do National Catholic Reporter: Obrigado Santo Padre. Nesse mesmo discurso de ontem na Geórgia, falou como em muitos outros países, da teoria de gênero, dizendo que é a grande inimiga e uma ameaça contra o matrimônio. Mas eu gostaria de perguntar o que diria a uma pessoa que sofreu por anos com sua sexualidade? Se realmente sente que é um problema biológico que seu aspecto físico não corresponde ao que ele ou ela considera sua identidade sexual. O senhor, como pastor e ministro, como acompanharia a estas pessoas?

Papa Francisco: “Antes de tudo, acompanhei na minha vida de sacerdote, de bispo e até de Papa pessoas com tendência e também com prática homossexual. Eu as acompanhei e aproximei do Senhor, alguns não podiam, mas acompanhei e nunca abandonei ninguém, que isto fique claro.

As pessoas devem ser acompanhadas como as acompanha Jesus. Quando uma pessoa tem essa condição e chega diante de Jesus, o Senhor não lhe dirá: Vai embora porque você é homossexual! Não!

Eu me referi sobre a maldade que se faz hoje com a doutrinação da teoria de gênero.

Um pai francês me contou que falava na mesa com os filhos – católicos eles e a esposa, católicos não tão comprometidos, mas católicos – e perguntou ao menino de 10 anos: ‘O que quer ser quando crescer? ’ ‘Uma menina’.

O pai notou que o livro da escola ensinava a teoria de gênero e isso vai contra as coisas naturais. Uma coisa é a pessoa ter essa tendência, essa opção, e também quem muda de sexo. Outra coisa é ensinar nas escolas esta linha para mudar a mentalidade. Isso eu chamo de colonizações ideológicas.

No ano passado, recebi uma carta de um espanhol que me cantou sua história de que era criança e jovem. Era uma menina, uma moça. Sofreu muito porque se sentia rapaz, mas fisicamente era uma moça.

Contou para a sua mãe, aos 20, 22 anos, e disse que tinha vontade de fazer a intervenção cirúrgica; a sua mãe pediu por favor para não fazê-la enquanto ela estivesse viva, e a senhora morreu de repente.

Fez a intervenção, é um funcionário de um ministério de uma cidade da Espanha, e foi visitar o bispo que o acompanhou muito. Um bom bispo que ‘perdia tempo’ para acompanhar este homem.

Em seguida, se casou, mudou sua identidade civil e me escreveu uma carta dizendo que para ele era um consolo vir com a sua esposa. Ele que era ela, que é ele, e os recebi. Estavam contentes.

No bairro onde ele vivia, havia um sacerdote de 80 anos, um pároco idoso de 80 anos que tinha deixado a paróquia e ajudava as religiosas deste local. E chegou um pároco novo. Quando o novo o via, gritava da calçada: ‘Você irá ao inferno’, quando encontrava o sacerdote idoso ele lhe perguntava: ‘há quanto você não se confessa? Posso te confessar para que você possa receber a comunhão’. Entendeu?

A vida é a vida e as coisas se devem tomar como vêm. O pecado é pecado e as tendências ou desequilíbrios hormonais causam muitos problemas e devemos estar atentos a não dizer: É tudo a mesma coisa ou façamos festa. Não. Isto não.

Mas acolher, acompanhar, estudar, discernir e integrar cada caso. Isto é o que faria Jesus hoje.

Por favor não digam: ‘o Papa santificará os trans’. Por favor! Porque já vejo as manchetes dos jornais. Não. Se houver alguma dúvida acerca do que disse, quero ser claro: é um problema de moral, é um problema humano e deve ser resolvido como é possível, sempre com a misericórdia de Deus, com a verdade, como falamos no caso do matrimônio, lendo toda a Amoris Laetitia. Sempre assim, com o coração aberto.

ACI

saia-pedro-ii

O Colégio Pedro II extinguiu a distinção do uniforme escolar por gênero, conforme antecipou a coluna de Ancelmo Gois na edição desta segunda-feira do GLOBO. Antes a escola estabelecia as peças do vestuário destinadas aos meninos (uniforme masculino) e aquelas para uso das meninas (uniforme feminino). Agora, a escola traz apenas a nomenclatura “uniforme”, ficando a cargo dos alunos a opção por qualquer um deles. A resolução que altera a norma passou a valer no dia 14 de setembro.

– A novidade é que não se determina o que é uniforme masculino e o que é uniforme feminino, apenas são descritas as opções de uniforme do Colégio Pedro II. Propositalmente, deixa-se à critério da identidade de gênero de cada um a escolha do uniforme que lhe couber- afirmou o reitor da instituição, Oscar Halac.

De acordo com o reitor, medida é importante para resguardar os alunos sofrem com a imposição de gênero colocada pela sociedade.

– Procuramos de alguma maneira contribuir para que não haja sofrimento desnecessário entre aqueles que se colocam com uma identidade de gênero diferente daquela que a sociedade determina. Creio que a escola não deve estar desvinculada de seu tempo e momento histórico. A tradição não importa em anacronia, mas pode e deve significar nossa capacidade de evoluir e de inovar- defendeu Halac.

A instituição afirma que a decisão é resultado de um conjunto de mobilizações e discussões promovidas por alunos e professores. Segundo o Pedro II, a resolução também estabelece a permissão do uso do uniforme de Educação Física em qualquer aula durante o verão.

PROTESTO PARA APOIAR COLEGA

Em agosto de 2014, um grupo de estudantes do campus São Cristóvão do Colégio Pedro II promoveu um protesto para apoiar um colega transexual. Na época, a estudante que usava o nome de batismo e uniforme masculino decidiu trocar as calças por uma saia durante o intervalo de aula e foi repreendida pela direção da escola. Como resposta, os colegas decidiram vestir saias em apoio à amiga trans.

Na ocasião, o colégio chegou a dizer que o Código de Ética Discente não permitia que alunos do sexo masculino utilizassem o uniforme feminino.

No mesmo Campus, em setembro do ano passado, o “x” foi colocado no lugar das letras “a” e “o” em avisos institucionais e em provas. A medida foi adotada para respeitar a liberdade de gênero, mas a escolha acabou gerando polêmica. Alguns chegaram a argumentar que o uso da letra no lugar dos artigos masculino e feminino desrespeitava a língua portuguesa.

– Usar o “x” para suprimir o gênero de uma palavra foi a maneira que grupos que tratam do tema encontraram para chamar ao foco a questão do gênero- disse Halac quando a polêmica aconteceu. – Tratar o assunto da diversidade, seja ela sexual, racial ou cultural, é fundamental em um colégio, principalmente porque a rejeição e o preconceito trazem muita dor às crianças e adolescentes.

Fonte: G1

newborngaypride

Um novo estudo que analisa outras 200 investigações sobre orientação sexual e identidade de gênero revelou que não existe evidência científica para afirmar que uma pessoa nasce transgênero, questionando a comum argumentação dos coletivos LGBT.

A prestigiosa revista ‘The New Atlantis’ publicou a investigação realizada pelos peritos Lawrence Mayer, epidemiologista e membro do departamento de Psiquiatria da reconhecida Universidade de Medicina John Hopkins; e o psicólogo e psiquiatra Paul McHugh, “talvez o psiquiatra mais importante dos últimos 50 anos”, assinala a publicação.

O estudo é intitulado “Sexualidade e Gênero: Descobertas das ciências biológicas, psicológicas e sociais”.

Os estudos científicos não corroboram a hipótese de que a identidade de gênero seja uma propriedade inata e fixa do ser humano e independente do sexo biológico: ou seja, que uma pessoa seja ‘um homem preso em um corpo de mulher’ ou ‘uma mulher presa em um corpo de homem’”, assinala uma das revelações da investigação.

O editor da revista, Adam Keiper, explica que “ao examinar investigações das ciências sociais, biológicas e psicológicas, este relatório mostra que algumas argumentações que escutamos com frequência sobre sexualidade e gênero não têm apoio na evidência científica”.

O relatório “tem como tema central as altas taxas de problemas mentais entre a população LGBT e questiona a base científica da tendência do tratamento de crianças que não se identificam com seu sexo biológico”.

Os peritos assinalam que “embora um menino pequeno seja considerado – inclusive por ele mesmo – uma menina, isso não o converte biologicamente em uma menina. A definição científica do sexo biológico é, para quase todos os humanos, claro, binário e estável, o qual reflete uma realidade biológica subjacente que não se contradiz com as exceções à conduta sexual habitual e não pode ser alterada pela cirurgia ou condicionamentos sociais”.

O estudo explica inicialmente que “as provas científicas não respaldam a visão de que a orientação sexual é uma propriedade inata e biologicamente fixa do ser humano: a ideia que os indivíduos ‘tenham nascido assim’”.

Problemas de saúde mental

Os peritos também enfatizam que “os estudos comparativos da estrutura cerebral de pessoas transgênero e não transgênero demonstraram a existência de correlações frágeis entre a estrutura cerebral e a identificação transgênero. Essas correlações não constituem uma prova de que a identificação transgênero tenha uma base neurobiológica”.

Sobre os problemas de saúde mental que as pessoas não heterossexuais sofrem, o estudo assinala que “têm um risco mais elevado de padecer diversos problemas de saúde geral e saúde mental”.

É “especialmente alarmante – prosseguem – que na comunidade transgênero, a taxa de tentativas de suicídio ao longo da vida e para todas as idades seja calculada em 41%, enquanto é menos de 5% para a população geral dos Estados Unidos”.

Em comparação com a população geral, “os adultos submetidos a cirurgia de resignação de sexo” têm “aproximadamente 5 vezes mais probabilidades de tentar se suicidar e 19 vezes mais de morrer através do suicídio”.

Crianças transgênero?

Os investigadores expressam sua preocupação pelas crianças e no estudo explicam que “somente uma pequena minoria dos que manifestam uma ‘identificação de gênero cruzada’ durante a infância continuam manifestando-a na adolescência e na fase adulta” e advertem que “não existem provas de que todas as crianças com pensamentos ou condutas de gênero atípicas devam ser estimuladas a converter-se em transgênero”.

No prefácio do estudo, o Dr. Mayer afirma que esta investigação foi feita pensando no bem-estar das crianças. Acima de tudo, escreve, “dedico às crianças que lutam com sua sexualidade e gênero”.

Em declarações ao National Catholic Register, o Dr. Paul McHugh assinalou que atualmente “estamos em um mundo no qual todos dizem ‘queremos medicina baseada na evidência para tomar um antibiótico, mas sem evidência também querem fazer coisas radicais às crianças”.

Os autores também assinalam que “a evidência científica recolhida sugere que tenhamos uma perspectiva cética para a afirmação de que os procedimentos de mudança de sexo proporcionam os benefícios que se esperam ou que resolvem os assuntos subjacentes que contribuem aos altos riscos mentais da população transgênero”.

Sem medo da polêmica

Nas conclusões, os peritos explicam que elaboraram o estudo a fim de que possa ser acessível aos especialistas e ao público em geral; e comentam que, “embora haja muita controvérsia em relação a como a sociedade trata aos membros LGBT, nenhuma visão política ou cultural deve nos desalentar para entender os assuntos clínicos e de saúde pública, para ajudar as pessoas que sofrem de problemas mentais que podem estar relacionados com sua sexualidade”.

Nesta exaustiva investigação, finalizam, “tentamos sintetizar e descrever um complexo corpo de estudos científicos relacionados a estes temas. Esperamos que isto contribua ao debate público sobre a sexualidade humana e a identidade. Sabemos que haverá respostas enérgicas que serão bem-vindas”.

ACI

O artigo original é bem amplo, aqui publicamos um pequeno resumo. Clique no link abaixo

Fonte original em inglês

rsz_1christian_mingle_splash

Muito do que acontece nos Estados Unidos em pouco tempo passa a ser a “norma” nos outros países do mundo. Sob o governo liberal de Obama, os movimentos LGBT conseguiram grandes avanços em sua “agenda”, que foram eventualmente adotados também pela ONU. Depois do reconhecimento do casamento homoafetivo, a grande luta vem sendo pela imposição dos banheiros chamados “neutros”, onde não há mais distinção entre homem e mulher.

O episódio mais recente deste embate foi o processo contra o site de namoro ChristianMingle.com, o maior do mundo no segmento Cristão

O proprietário do site está sendo obrigado a permitir que pessoas LGBT se cadastrem e busquem pessoas do mesmo sexo para relacionamentos, mesmo que já existam sites somente para este público. Desde 2013 havia uma batalha jurídica sobre o assunto.

Dois homens gays abriram um processo alegando discriminação num tribunal da Califórnia. Eles afirmavam que sites cristãos impediam usuários à procura de relacionamentos homoafetivos.

O argumento dos advogados é que “as opções limitadas violam a lei anti-discriminação” em vigor no estado. Como a legislação vigente obriga “estabelecimentos comerciais” a oferecer “acomodações plenas e iguais” para todas pessoas, independentemente da sua orientação sexual, o debate centrou-se na interpretação de que a lei se aplicava a um serviço online.

No início deste mês, a Spark Networks, controladora do ChristianMingle, perdeu o caso. Além de pagar uma indenização de 9 mil dólares para cada um dos homens, foi obrigada a cobrir as despesas jurídicas, num total de 450 mil dólares.

A página inicial foi modificada e não possui mais a opção “homem procurando mulher” e “mulher procurando homem”. A empresa terá dois anos para ajustar suas ferramentas de busca para que gays e lésbicas tenham “uma experiência mais personalizada”.

Sendo assim, os termos do acordo agora obrigarão outros sites que pertencem a Spark: incluindo CatholicMingle.com, AdventistSinglesConnection.com e LDSSingles.com. Como o nome indica, os dois primeiros são voltados para o público cristão, católicos e adventistas, respectivamente.

O último é para mórmons, considerada uma seita do cristianismo, mas cuja doutrina também não aprova o estilo de vida gay. Só ficou fora do acordo o JDate.com, focado no público judeu, por que não foi mencionado no litígio.

A empresa nega que tenha cometido qualquer irregularidade, mas cumprirá os termos do acordo judicial para evitar ser obrigado a fechar.

Fobte Christian News via Gospel Prime

rainbowjournalOs defensores do matrimônio viveram anos de grande mobilização e manifestações massivas nas ruas da Itália para tentar garantir o claro reconhecimento do casamento como a instituição natural que une um homem e uma mulher fiéis um ao outro e abertos à vida e à criação dos filhos.

A pressão dos propulsores do chamado “casamento gay“, no entanto, ignorou as convicções da maioria da população italiana e levou o senado do país a aprovar, no mês passado, o projeto de lei Cirinnà, que equipara as uniões civis homossexuais ao casamento.

O nome do projeto vem da senadora italiana Monica Cirinnà, que, diante das manifestações dos defensores do matrimônio natural, declarou que os manifestantes pró-família são “retrógrados” e “têm orgulho em discriminar“. Confira aqui.

Agora que o projeto virou lei, o comissariado de Direitos Humanos do Conselho da Europa quer que a Itália “elimine outra discriminação perdurante”: a proibição da adoção de crianças por parte dos casais homossexuais.

Poucas horas após a aprovação da lei Cirinnà, o comissário da União Europeia Nils Muiznieks se manifestou pedindo que a Itália “se alinhe plenamente” à jurisprudência da Corte Europeia de Estrasburgo, que, segundo ele, “é taxativa: se os parceiros heterossexuais não casados podem adotar os filhos um do outro, o mesmo direito deve caber aos casais do mesmo sexo”.

Durante os debates prévios à aprovação do projeto de lei Cirinnà no senado italiano, Muiznieks já tinha afirmado que as discussões sobre o impacto negativo da adoção homossexual para a criança adotada eram “passionais” e “não baseadas em fatos“. Para ele, é “indiferente” que uma criança seja criada por mãe e pai ou por um casal homossexual.

No entanto, o próprio Muiznieks não embasou esta sua fala em “fatos“, limitando-se, ele mesmo, a repetir afirmações “passionais“, como se a ideologia que defende não precisasse de fundamentação alguma.

Ao contrário do que afirma o comissário europeu para os Direitos Humanos, existem, sim, estudos e pesquisas que indicam efeitos negativos da adoção por parceiros gays na psicologia da criança adotada. Além disso, também há registros de efeitos negativos para os próprios direitos humanos, que já estão sendo gravemente limitados em nome de ideologias laicistas em países como, por exemplo, o Canadá e a Noruega.

Confira estes 6 artigos a respeito do avanço da agenda ideológica LGBT e de como a intolerância a acompanha disfarçada de “direitos humanos”:

1 – Por que a família natural é melhor para os indivíduos e para a sociedade
351 estudos de 13 países ressaltam os benefícios das famílias formadas por um pai, uma mãe e os filhos
LEIA

2 – Crianças adotadas por casais gays: Sociedade Italiana de Pediatria alerta para impactos negativos
A privação das figuras do pai e da mãe pode ter repercussões psicológicas e relacionais, afirma presidente da associação
LEIA

3 – Crianças criadas por pares homossexuais: testemunho de sofrimento
“É estranho, mas sinto a falta dele. Falta-me este homem que nunca conhecerei”, afirma menina criada por lésbicas
LEIA

4 – Um alerta do Canadá: o casamento homossexual limitou os direitos de pensamento e expressão
O Estado policia severamente os cidadãos e reprime de modo ditatorial quem pensa diferente dele
LEIA

5 – Ideologia de gênero e poder financeiro: o que está por trás da campanha mundial contra a família?
Os “novos direitos” desintegram a família para parir um homem solitário e sem raízes: o consumidor e súdito perfeito
LEIA

6 – “Vocês são cristãos radicais”, disse-lhes a Justiça. E tirou deles os 5 filhos!
A incrível história de um casal da Noruega que tenta provar o absurdo de que foi vítima
LEIA

Fonte: Aleteia

Bautismo_FlickrJavierPrinceminCC-BY-SA-2.0_260216

Ante as diversas informações divulgadas na mídia acerca do impedimento que uma pessoa homossexual tem para que seja padrinho de batismo, a Arquidiocese de Sevilha (Espanha) indicou ao Grupo ACI que “ser homossexual não é um impedimento”, mas neste caso o candidato não conta com “os requisitos necessários para sê-lo”, pois convive com outro homem.

Trata-se de Salvador Alférez, a quem um pároco da Igreja de Santa Cruz em Écija (Sevilha) recentemente negou a possibilidade de ser o padrinho de batismo de seu sobrinho.

Nesse sentido, a Arquidiocese declarou ao Grupo ACI que “ser padrinho não é um direito, mas uma responsabilidade da Igreja e que esta concede a algumas pessoas que cumprem uma série de requisitos, segundo o Cânon 874 de Direito Canônico”.

A Arquidiocese de Sevilha explicou que esses requisitos estão relacionados “com levar uma vida congruente com a fé e a missão que vai assumir”. E o fato de que Alférez conviva com uma pessoa do mesmo sexo é “uma situação que a Igreja considera irregular”.

Esta condição “é considerada um impedimento para certas responsabilidades na Igreja” como a missão de ser padrinho de batismo.

“A situação em que vive não é considerada congruente com a fé e com a missão que vai assumir”, pontuam.

Casos semelhastes a este

Em julho de 2015, aconteceu algo parecido em Cádiz (Espanha). A Diocese de Cádiz não permitiu que Alexander Salinas fosse padrinho de batismo de seu sobrinho por não cumprir os requisitos da Igreja para sê-lo.

Nessa ocasião, a Diocese de Cádiz e Ceuta precisou que não ser admitido como padrinho ou madrinha de batismo é algo que normalmente acontece, por não ser considerado idôneo “por seu estilo de vida, critérios ou incongruência com a vida cristã e as disposições da Igreja”, sem que isto suponha discriminação alguma.

ACI