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A aposta do Papa Francisco em “uma Igreja pobre e para os pobres”, suas advertências contra a vaidade e a cobiça, bem como o seu estilo pessoal simples, estão fazendo que a sobriedade vire ‘moda’.
 
Suas palavras e gestos estão ajudando a que muitos católicos se lembrem mais dos pobres, da solidariedade e das periferias; depois de escutar Francisco, alguns optaram por trocar seus carros do ano por outros mais simples, ou ajustaram seus gastos.
 
“Ultimamente, no Vaticano, não é difícil ver bispos e padres que, depois de serem vistos dirigindo carros de luxo, fazem questão de explicar que são modelos de segunda mão ou adquiridos a preços baixos”, destaca a agência Ansa, em um artigo sobre o tema.
 
No que diz respeito a carros, Francisco usou um papamóvel sem blindagem e carros nada ostentosos: um Vokswagen Phaeton, um Ford Focus bem rodado, um Fiat Idea no Brasil, um Renault 4 no Vaticano, um Panda em Assis e inclusive uma Campagnola em Lampedusa, oferecida por um habitante da ilha.
 
Com relação à sua residência, Francisco trocou o Palácio Apostólico por uma modesta suíte na casa de hóspedes do Vaticano.
 
“O Papa Francisco leva a sério seu voto jesuíta de pobreza e o nome que tomou de São Francisco, quem amava a ‘Senhora Pobreza'”, destaca o Pe. Dwight Longenecker em um artigo sobre os católicos e a pobreza.
 
“Digo realmente a vocês que me sinto mal quando vejo um sacerdote ou uma religiosa com um carro luxuoso. Não pode ser assim!”, exclamou o Papa em 6 de julho passado, em um discurso a seminaristas, noviços e noviças.
 
E acrescentou: “Reconheço que o carro seja necessário, pois nos ajuda a nos mover com facilidade. Mas comprem um carro mais simples. E se você gostou do carro bonito, pense nas muitas crianças que morrem de fome. Somente isso! A alegria não vem das coisas que possuímos!”.

A opção do Papa Francisco pela pobreza “não é um amor ao sacrifício em si, nem uma obsessão pela austeridade”, mas uma forma de se despir interiormente “para colocar Deus e as outras pessoas no centro da própria vida”, explicou o reitor da Universidade Católica da Argentina, Víctor Manuel Fernández, em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica.
 
O teólogo destacou que “o Papa Francisco não gosta dos padres príncipes, que tiram férias caras demais ou jantam nos melhores restaurantes, com objetos de ouro ostentosos sobre as vestiduras, ou visitas contínuas a pessoas poderosas”.
 
E o Pontífice demonstrou isso também nestes dias, ao afastar o bispo de Limburg da sua diocese durante a investigação de um gasto de 31 milhões de euros da diocese para a reforma de sua residência oficial.

Patricia Navas González

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Na noite de 11 para 12 de abril de 1997, pavoroso incêndio ameaçou destruir para sempre uma das mais preciosas relíquias do mundo católico: o Santo Sudário de Turim, mortalha que envolveu por três dias o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, após sua Crucifixão até sua Ressurreição.

Só depois de longo e extenuante combate do corpo de bombeiros, o sacrossanto Linho pôde ser salvo das chamas. Além do Palácio Real, o incêndio destruiu quase completamente a capela de Guarino Guarini — contígua à Catedral de Turim — onde se encontrava a relíquia.

Alguns órgãos da imprensa italiana levantaram suspeitas de o incêndio ter sido criminoso.

Naquele momento dramático, em que tudo parecia perdido, assistimos a uma das mais belas cenas de heroísmo: o bombeiro Mario Trematore lançou-se destemidamente entre as chamas, e com uma grossa barra de ferro golpeou repetidas vezes o vidro à prova de bala que protegia a relíquia, recuperando-a em seguida. Instantes depois, a cúpula inteira da capela desabou.

A revista  “Catolicismo” pediu a seu correspondente em Milão, Sr. Roberto Bertogna, que entrevistasse o Sr. Mario Trematore, a fim de que este narrasse a nossos leitores o emocionante resgate, bem como as lembranças mais significativas que tal acontecimento deixou vincadas em sua alma.

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Catolicismo — O Sr. poderia descrever para nossos leitores o motivo que o levou a enfrentar o incêndio, sabendo bem que corria risco de morte atroz em meio às chamas?

Mario Trematore — Na vida, o cristão tem como obrigação principal dar testemunho de sua fé e reconhecer em Jesus Cristo a sua salvação, a presença que transforma o precário acontecer da existência humana na História. Presença reavivada cada dia pela lembrança de que, morrendo na Cruz, Jesus Cristo envolveu todos aqueles que creem n’Ele. Cristo morre crucificado cada dia nos tantos acontecimentos que compõem a história do mundo, para ressurgir sempre mais presente no mistério da fé aos olhos dos homens.

Sua mão providente nos acompanha sempre. E foi essa mão que me moveu a enfrentar as chamas que ameaçavam a mais preciosa relíquia do mundo cristão. Com efeito, naquela afanosa noite passada na catedral, lutando contra as chamas para salvar o Santo Sudário, a força que me compelia a cumprir aquela missão emanava de uma voz interior, que seguramente provinha do Alto.

Catolicismo —O que o Sr. pensava no momento em que golpeava o resistente vidro do relicário que protegia o Santo Sudário?

Mario Trematore — Naquele apuro, quando tudo parecia perdido e a força do fogo tornava impotente todo recurso humano, continuava a esperar até o fim, e o pensamento transformava-se em ação. De uma parte, surge inesperadamente o medo de morrer, e por um breve tempo vêm à memória as pessoas mais caras e as mais belas recordações: a doçura de minha mulher Rita, o sorriso de meu filho Iacopo, a graça de minha filha Chiara.

De outra, pensava também naquele Lençol e o dever de salvá-lo. Jesus Cristo o havia deixado para a humanidade como um extraordinário sinal do mistério do Verbo encarnado e do Deus que assume toda a condição humana. Prova convincente de um significado: do amor que responde ao amor, e não da dor e daquilo que custa. Um testemunho visível da Sua Ressurreição e do infinito amor de Deus ao homem.

Catolicismo — Enquanto deparava com as chamas, o Sr. chegou a pensar que a salvação do Sudário poderia depender da fé e da coragem de alguém, e que aquela obrigação recaía sobre o Sr.?

Mario Trematore — Na noite de 11 de abril de 1997, não podia certamente pensar que tocava a mim, com os meus colegas, salvar o Santo Sudário. Naquele momento eu sentia a angústia e a preocupação de milhões de fiéis. A capela do Guarino ruía em pedaços, sob o incessante calor das chamas.

Uma das pilastras principais que sustentava a cúpula já havia se esmigalhada ao calor do fogo. Não havia muito tempo para pensar. De um momento para outro podia cair a cúpula. Precisava fazer alguma coisa. O quê?

Cada tentativa para apagar aquele maldito fogo fracassava, e assim não me restou senão rezar uma oração que havia aprendido num passado longínquo, um passado de menino com os olhos grandes e os cabelos encaracolados: “Pai Nosso, que estais no Céu…”

O modo pelo qual Deus escolhe seus instrumentos é sempre surpreendente e insondável. Deus quer ter necessidade de nossos braços e de nossas mãos para cumprir sua obra. Fico pasmo como Ele tenha querido ter necessidade dos meus braços e das minhas mãos para salvar o Santo Sudário.

Recordando aqueles momentos dramáticos, estou convencido de que o homem, reconhecendo o amor de Deus, lança-se sobre Ele com uma sensibilidade que nasce da consciência de um dever: que a grande evidência daquela Face não se perca pela fragilidade de quem crê, mas permaneça sinal de esperança para todos, pois disto tem necessidade cada homem.

Catolicismo — O Sr. teve o reconhecimento de tantas pessoas importantes e menos importantes, inclusive de João Paulo II. Sente-se um herói?

Mario Trematore — O homem não se basta a si mesmo e tem necessidade de Cristo. Falar de heroísmo pode satisfazer meu ego, mas favorece o orgulho, uma falta de confiança no Criador. Não podemos esquecer o exemplo de Jesus Cristo no Domingo de Ramos. O Filho de Deus, Ele mesmo Deus, entrou em Jerusalém montado num burrico, e não num carro dourado puxado por bonitos cavalos de raça.

Quem nos criou decidiu cada coisa, ainda que para nós nem tudo seja compreensível. Ainda que –– com a força das minhas mãos e uma barra de ferro, além da ajuda de meus colegas –– tenha salvo o Santo Sudário, Jesus Cristo teria reemergido daqueles escombros conosco ou sem nós.

Catolicismo — Hoje, qual o papel de Nosso Senhor Jesus Cristo em sua vida?

Mario Trematore — Eu O sinto ao meu lado, como um companheiro de viagem, mesmo nas coisas mais simples que faço. Quando caminho pela rua, faço compras, passeio pelo centro de Turim — nesses últimos anos, ainda mais bonito —, quando vou pegar os filhos na escola e quando trabalho.

A Ele faço minhas confidências, peço conselhos, junto a Ele eu me indigno com os males do mundo, e Ele me carrega quando os pés já cansados não conseguem caminhar.

Aprendi e tenho certeza de que nunca estou só. Diante do que possa acontecer em minha vida, haverá sempre Alguém com o qual poderei contar. É nessa presença constante de Nosso Senhor Jesus Cristo que encontramos a própria condição que torna o homem completamente livre.

O encontro com Nosso Senhor Jesus Cristo, através do resgate do Sudário, foi uma experiência extraordinária e me permitiu entrar em uma relação íntima com Ele. Trata-se de uma relação humanamente difícil, imperiosa, e por vezes dolorosa, pois é capaz de colocar em discussão muitas certezas.

Compreender o mal e rejeitar a indiferença para com ele a cada dia de nossas vidas, enfrentando nosso egoísmo, nossos impulsos e paixões desregradas. Amar Nosso Senhor Jesus Cristo não nos impede de sofrer. Em Lourdes, a Virgem Maria disse a Santa Bernadette: “Nesta vida prometo-lhe ensinar a amar, mas não necessariamente a ser feliz”.

É esclarecedora a passagem do Evangelho na qual Cristo foi tentado pelo demônio a transformar pedra em pão. Com efeito, Ele tinha três modos de proceder:

1º) Transformar o demônio em pedra, e com isso teria resolvido todos os problemas, seus e nossos;

2º) transformar a pedra em pão, mas desse modo Ele não teria agido como Filho de Deus, pois o verdadeiro senhor teria sido o demônio, cuja ordem Cristo teria obedecido;

3º) Cristo respondeu escolhendo o caminho mais difícil e mais doloroso, isto é, o martírio e a crucifixão, para não criar qualquer fissura que traísse o Seu amor pelo Pai.

A fragilidade do homem não recusa o pecado, aliás o pecado aliena a liberdade humana e separa o homem do encontro com Deus.

Cada cristão é submetido a essas fraquezas muitas vezes em sua vida. Não é o caso de desanimar, mas de lutar para não nos separarmos de todo o bem que Cristo nos ensinou: aprender a amar, não através dos olhos da própria cultura, mas com o coração aberto a Nosso Senhor Jesus Cristo e ao próximo.

Catolicismo — O que o Sr. recomenda aos leitores de Catolicismo para aumentar a devoção ao Santo Sudário?

Mario Trematore — Não é verdade que o racionalismo, o uso da razão como medida da realidade, seja o modo mais correto para nos aproximar da fé. Pelo contrário, quando a razão é usada de modo autêntico, escancara a alma à percepção de algo de grande que há em nós, de um mistério do qual tudo depende.

É esta “abertura do coração” que gostaria de sugerir a todos. Finalmente, peço a Nossa Senhora que todos encontrem uma ocasião, talvez um feriado prolongado, para virem a Turim venerar o Santo Sudário, mesmo que ele não seja visível (não há um ostensório solene para ele ficar exposto), mas encontra-se numa capela da nave lateral da catedral, dignamente guardado para a veneração de todos. Temos a mesma necessidade: tocar com as mãos, como São Tomé, para que o cêntuplo seja realizado, aqui e agora, e transforme as nossas vidas.

Gostaria de lembrar o que disse o Papa João Paulo II a respeito do Santo Sudário, por ocasião de sua visita a Turim: “Uma relíquia insólita e misteriosa, singularíssima testemunha — se aceitamos os argumentos de tantos cientistas — da Páscoa, da paixão, da morte e da ressurreição. Testemunha muda, mas ao mesmo tempo surpreendentemente eloqüente!”.

Catolicismo — Hoje sabemos que o Sr. não é mais um bombeiro…

Mario Trematore — Ser bombeiro era a minha paixão. Mas os anos passam e o corpo envelhecido não suporta mais o estresse e o cansaço de trabalho tão pesado e perigoso. Assim, em outubro de 2003 deixei o Corpo de Bombeiros.

Como sou diplomado em arquitetura, retomei a profissão de arquiteto, ocupando-me de projetos arquitetônicos, com especialização em segurança nos setores de risco correlatos à construção e ao curso das obras, no cargo de diretor técnico externo da Engineering Boesso, além de diretor didático do setor formativo regional da Apitforma de Turim, órgão credenciado junto à região do Piemonte, que opera nas tipologias formativas pós-universitárias.

Mas no fundo de meu coração resta um sonho, e espero que o Senhor me ajude a realizá-lo: projetar uma igreja. Cada igreja é uma casa de Deus, e não pode ser senão bela, como afirmava em 1400 Leon Battista Alberti, renomado arquiteto italiano, no seu “De re aedificatoria”.

 

Por Edson Sampel

Apresentamos a relação das 13 definições dogmáticas proferidas ao largo dos mais de 2000 anos de história do catolicismo.

Conforme vimos, a infalibilidade do papa é, na verdade, um apanágio da Igreja. Trata-se de um carisma necessário, exercido com muita humildade na ausculta da fé, em profunda oração.

1) Ano: 449. O papa são Leão Magno expõe a doutrina do mistério da encarnação. Em Cristo há uma só pessoa (divina) e duas naturezas (divina e humana). Debela-se, assim, a heresia de Nestório.

2) Ano: 680. O papa são Agatão ensina haver em Cristo duas vontades distintas, a divina e a humana, ficando a vontade humana moralmente submissa à divina. O objetivo da definição era reprimir uma nova modalidade de monotelitismo, que dizia haver em Cristo unicamente a vontade divina.

3) Ano: 1302. O papa Bonifácio VIII declara que toda criatura humana está sujeita ao pontífice romano. De fato, de acordo com a judiciosa explicação de dom Estêvão Bettencourt, OSB, “esta sentença tem de ser compreendida no seu respectivo quadro histórico”, pois vivia-se uma época de intenso laicismo no qual o Estado preponderava sobre a religião. Aplica-se, ainda, para nós, na atualidade, à medida que todo ser humano está sujeito à moral evangélica, infalivelmente lecionada pelo papa.

4) Ano: 1336. O papa Bento XII definia que, logo após a morte, as almas sem nenhum pecado, nem venial, são admitidas à visão beatífica ou contemplação de Deus. Esta definição põe por terra certas doutrinas heterodoxas muito em voga hoje em dia de que, logo depois do óbito, o indivíduo ressuscitaria.

5) Ano: 1520. O papa Leão X condenou 41 proposições de frei Martinho Lutero. Sabe-se que o aludido frade agostiniano fixara 95 teses na porta da Catedral de Wittemberga, na Alemanha. Cuida-se das famigeradas heresias protestantes, como, por exemplo, a justificação só pela fé, o olvido da tradição e supervalorização da bíblia, a negação do papel de Maria santíssima na economia da salvação, entre tantos postulados do século XVI.

6) Ano: 1653. O papa Inocêncio X reprova o jansenismo, que nutria um conceito pessimista da natureza humana. Os adeptos desta heresia asseveravam que o homem só podia praticar o bem sob o influxo irresistível da graça divina.

7) Ano: 1687. O papa Inocêncio XI denunciou a heresia das proposições de Miguel de Molinos, as quais queriam identificar a perfeição espiritual com tranqüilidade e passividade da alma (quietismo).

8 – Ano: 1699. O papa Inocêncio XII condenou as assertivas de François de Fénelon, que queriam renovar o quietismo, anteriormente exprobrado por Inocêncio XI.

9) Ano: 1713. O papa Clemente XI novamente o jansenismo expresso na obra de Pascásio Quesnel.

10) Ano: 1794. O papa Pio VI denunciou 85 teses heréticas promulgadas em Toscana, no Sínodo de Pistoia, que retratavam o nacionalismo e depotismo do Estado.

11) Ano: 1854. O papa Pio IX define o dogma da imaculada concepção de Maria de Nazaré. Numa prerrogativa especial, nossa Senhora foi concebida sem a mancha do pecado original.

12) Ano: 1950. O papa Pio XII define o dogma da assunção de Maria ao céu, em corpo e alma. Este dogma é corolário da imaculada conceição. Alguns teólogos não falam em morte de Maria, mas preferem a expressão “dormição de Maria”.

13) Ano: 1994. O papa João Paulo II, na carta apostólica “Ordinatio Sacerdotalis”, define o non possumus(impossibilidade) da Igreja no que tange à ordenação de mulheres. O argumento básico é que Jesus, o divino fundador da Igreja católica, não escolheu mulheres para o grupo dos apóstolos, embora pudesse fazê-lo e, muitas vezes, tivesse agido contra o machismo cultural de sua época.

Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França

A constante redução do número de católicos na França está acelerando a venda de igrejas e outras propriedades religiosas no país.

Além do menor número de fiéis, a crise econômica também provoca queda nas doações. Em muitos casos, faltam recursos para fazer obras de manutenção. Em outros, falta dinheiro para custear simples despesas regulares de funcionamento.

“As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis”, afirma Maxime Cumunel, do Observatório do Patrimônio Religioso, uma entidade civil que busca preservar o patrimônio histórico religioso.

O corretor imobiliário Patrice Besse, especializado na venda de propriedades religiosas, explica que “antes as dioceses se sentiam incomodadas em vender suas igrejas. Afinal, elas foram construídas com o dinheiro de doações. Agora é uma necessidade econômica. É preciso vender algumas para salvar outras.”

“Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando”, estima Besse.

MANUTENÇÃO

A corretora de Patrice Besse dispõe atualmente de seis igrejas à venda, com preços entre € 50 mil e € 500 mil euros (aproximadamente entre R$ 130 mil e R$ 1,3 milhão). Ele acaba de vender uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França, por € 125 mil, que foi comprada por um pianista anglo-taiwanês de 21 anos, internacionalmente famoso.

Besse também negocia a venda de outra igreja em Soissons, com estilo Art Déco, estimada em € 350 mil e que pertence à paróquia local. “A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras”, afirma o corretor.

É o caso de uma capela na região de Bordeaux, no sudoeste da França. A diocese de Bordeaux explica em seu site que a capela está fechada desde julho de 2011 por razões de segurança. As obras necessárias são estimadas em € 400 mil.

“Nem o episcopado nem a paróquia de Talence têm os recursos financeiros para realizar as obras. O dinheiro obtido com a venda da capela será bem-vindo para atender às necessidades das missas da paróquia”, afirma a diocese.

Uma igreja na pequena cidade de Vandoeuvre-les-Nancy, no leste da França, foi vendida no ano passado em razão da falta de fiéis. Ela se tornará um centro comercial. “Só uma centena frequentava a igreja, que tem capacidade para mais de 700 pessoas”, justificou a diocese de Nancy, que obteve € 1,3 milhão com a venda.

REDUÇÃO

O número de católicos na França vem caindo regularmente nas últimas décadas, segundo diferentes estudos. Paralelamente, o número de agnósticos (sem religião) e ateus vem aumentando no país e já atinge, respectivamente, quase 19% e 4,2%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Outra pesquisa, do Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, publicada em 2009, revela que 45% dos franceses entre 18 e 50 anos se dizem sem religião.

A população católica na França era de 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center e outros estudos realizados no país. Nos anos 70, o número de católicos na França era de quase 88%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Mas entre os que se dizem católicos e os efetivamente praticantes há uma grande diferença. De acordo com uma pesquisa do instituto Ifop, apenas 4,5% dos franceses afirmam ir à igreja todos os domingos e somente 15% dizem frequentá-la “regularmente”, ou seja, pelo menos uma vez por mês.

Uma lei de 1905, que garante a separação entre a Igreja e o Estado, determina que os bens imobiliários religiosos construídos antes de 1905 pertencem às prefeituras, que têm a obrigação de mantê-los em bom estado.

Os prédios religiosos construídos após essa data são propriedade da Igreja. Somente as catedrais pertencem ao governo nacional. Na França, devido à lei, as igrejas não podem receber subvenções.

Nesse período de crise, muitas prefeituras que possuem igrejas (obrigatoriamente construídas antes de 1905) também não hesitam em vendê-las para não ter gastos com obras, como conserto de telhados ou de eletricidade.

Segundo um levantamento realizado por Benoît de Sagazan, que integra o Observatório do Patrimônio Religioso e possui um blog sobre o tema, há 43 igrejas e capelas à venda na França neste mês de fevereiro.

O fim da igreja de Saint-Jacques

A Igreja Episcopal de São João, na cidade de Aberdeen, Escócia, recebe centenas de muçulmanos que entram por suas portas para fazer suas orações cinco vezes ao dia.  O responsável pela igreja, pastor Isaac Poobalan, entregou parte da nave do templo ao imã Ahmed Megharbi.

Como a mesquita usada por eles ficou pequena, muitos eram forçados a ficar do lado de fora, muitas vezes fazendo suas cinco rezas diárias expostos ao vento, chuva e até neve.

Poobalan disse “Eu sabia que não podia permitir isso, pois estaria ignorando o que a Bíblia nos ensina sobre como devemos amar ao próximo. Quando falei com as pessoas da igreja sobre a situação, a maioria não achou que isso seria um problema”.

Ele conta que certa vez passou pela mesquita, que fica próxima à sua igreja e “Eles estavam do lado de fora orando e caiu a primeira neve deste inverno, foi muito difícil apenas assistir. Eu me senti mal, principalmente porque nossa Igreja está bem ao lado, é um edifício grande e permanece vazia durante as sextas-feiras, o dia que eles precisam de mais lugares”.

Como a sexta é o dia sagrado para os muçulmanos, é difícil não estranhar dezenas deles entrando numa igreja evangélica para orar várias vezes durante o dia.

Poobalan acredita que sua atitude servirá para ajudar a construir pontes entre os cristãos e os muçulmanos, mesmo que algumas pessoas de sua congregação tenham se oposto.  ”A divisão religiosa não deveria nos dividir como pessoas. No início foi estranho e novo. Havia alguma ansiedade natural. Mas depois os membros perceberam que há muito em comum entre nós [cristãos e muçulmanos]. Quando falei com o imã houve alguma hesitação por parte deles também, pois isso nunca fora feito antes. Contudo, eles aceitaram nosso convite e tem sido uma relação positiva.”

Essa é a primeira vez que cristãos e muçulmanos dividem oficialmente um templo no Reino Unido. Iniciativas parecidas já ocorreram nos Estados Unidos.

O xeque Ahmed Megharbi, líder espiritual da mesquita disse: “O que acontece aqui é algo especial e não vejo nenhum problema se isso se repetir em todo o país. Nossa relação é amigável e respeitosa.”

O bispo de Aberdeen e Orkney, Robert Gillies, disse que essa relação pode marcar o início de uma mudança na dinâmica entre as duas religiões. “Seria bom pensar que podemos mudar o mundo. Mas, às vezes, alguém percebe que podemos fazer algo de importância global em uma escala local”.

Para Gillies, os ‘olhos do mundo’ foram voltados para a maneira pacifica que as duas religiões convivem naquela comunidade. Embora lembre que a igreja cristã considera Jesus como filho de Deus, ressalta que a fé muçulmana o vê apenas com um profeta.

Com informações Daily Mail.

Por Rocio Lancho García

A natureza da cúria romana é descrita no artigo 1º da constituição apostólica Pastor Bonus: é o conjunto de dicastérios e organismos que ajudam o romano pontífice no exercício da sua suprema missão pastoral, para o bem e serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares, reforçando a unidade da fé e a comunhão do Povo de Deus e promovendo a missão própria da Igreja no mundo. As funções da cúria romana são definidas no atual Código de Direito Canônico, de 1983, com algumas precisões posteriores feitas pela constituição apostólica Pastor Bonus, de João Paulo II, em 1988.

A cúria não é a única que presta um serviço ao romano pontífice no governo da Igreja: o colégio cardinalício também realiza algumas funções de governo junto com o papa. A Pastor Bonus prevê ainda que o papa convoque com certa frequência os chefes dos dicastérios, que são os departamentos ou organismos especializados da cúria romana.

A cúria é formada pela Secretaria de Estado, Congregações, Tribunais, Conselhos Pontifícios e Ofícios. Cada um destes setores é subdividido e tem funções diferentes dentro do governo da Igreja.

As Congregações são nove: Doutrina da Fé, Igrejas Orientais, Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Causas dos Santos, Bispos, Evangelização dos Povos, Clero, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e Educação Católica. A sua função é de poder executivo.

Os Tribunais têm funções judiciárias e são três: a Penitenciaria Apostólica, a Assinatura Apostólica e a Rota Romana.

Mais numerosos são os Conselhos Pontifícios, doze: Leigos, União dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Agentes de Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-Religioso, Comunicações Sociais e Nova Evangelização, este último criado em 2010. Os Conselhos Pontifícios têm a função promover atividades e iniciativas dentro da sua área de competência.

Finalmente, os Ofícios são três: a Câmara Apostólica, a Administração do Patrimônio da Sé Apostólica e a Prefeitura dos Assuntos Econômicos da Santa Sé. São departamentos de natureza econômica.

Para comandar cada dicastério é nomeado um Prefeito, no caso das Congregações, ou um Presidente, nos outros casos. Nomeiam-se, ainda, um secretário e um subsecretário. O papa designa vários membros de cada Congregação. Tradicionalmente, os membros eram cardeais, mas, hoje, também há bispos em cada dicastério.

Além dos membros, são nomeados oficiais e consultores. A função dos oficiais é cuidar dos assuntos ordinários do dicastério, enquanto a dos consultores é o assessoramento.

Os membros do dicastério se reúnem tanto em assembleias plenárias como em sessões ordinárias. Para as plenárias, que acontecem ao menos uma vez por ano, são convocados todos os membros; para as sessões ordinárias, somente os membros presentes em Roma. O presidente ou prefeito do dicastério decide a convocatória e a ordem do dia.

A renúncia do Papa Bento XVI suscitou na mídia e em boa parte dos fiéis, especulações acerca de profecias apocalípticas sobre o futuro da Igreja. Dentre elas, a que mais chamou a atenção foi a famosa “Profecia de São Malaquias” que, segundo a lenda, anunciava o fim da Igreja e do mundo ainda neste século.

Apesar dessas previsões catastróficas alimentarem a imaginação de inúmeras pessoas, a verdade é que elas carecem de fundamento e lógica, como já demonstraram vários teólogos, inclusive o estimado monge beneditino, Dom Estevão Bettencourt, na sua revista “Pergunte e Responderemos”.

Mas não é sobre a profecia de São Malaquias que queremos falar aqui. Nossa atenção, devido às circunstâncias, volta-se para as palavras do jovem teólogo da Baviera, Padre Joseph Ratzinger, proferidas há pouco mais de 40 anos, logo após o término do Concílio Vaticano II.

Em um contexto de crise de fé e revolução cultural, o então professor de teologia da Universidade de Tübingen via-se cada vez mais sozinho diante da postura marcadamente liberal de seus colegas teólogos, como por exemplo, Küng, Schillebeeckx e Rahner. Olhando também para os outros setores da Igreja, Padre Ratzinger via nos “sinais dos tempos” um presságio do processo de simplificação que o catolicismo teria de enfrentar nos anos seguintes.

Uma Igreja pequena, forçada a abandonar importantes lugares de culto e com menos influência na política. Esse era o perfil que a Igreja Católica viria a ter nos próximos anos, segundo Ratzinger. O futuro papa estava convencido de que a fé católica iria passar por um período similar ao do Iluminismo e da Revolução Francesa, época marcada por constantes martírios de cristãos e perseguições a padres e bispos que culminaram na prisão de Pio VI e sua morte no cárcere em 1799. A Igreja estava lutando contra uma força, cujo principal objetivo era aniquilá-la definitivamente, confiscando suas propriedades e dissolvendo ordens religiosas.

Apesar da aparente visão pessimista, o jovem Joseph Ratzinger também apresentava um balanço positivo da crise. O teólogo alemão afirmava que desse período resultaria uma Igreja mais simples e mais espiritual, na qual as pessoas poderiam encontrar respostas em meio ao caos de uma humanidade corrompida e sem Deus. Esses apontamentos feitos por Ratzinger faziam parte de uma série de cinco homilias radiofônicas, proferidas em 1969. Essas mensagens foram publicadas em livro sob o título de “Fé e Futuro”.

“A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si. Porque os habitantes de um mundo rigorosamente planificado se sentirão indizivelmente sós. E descobrirão, então, a pequena comunidade de fiéis como algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente”

Depois de 40 anos desses pronunciamentos, o já então papa Bento XVI não mudou de opinião. É o que pode-se concluir lendo um de seus discursos feitos para os trabalhadores católicos em Freiburg, durante viagem apostólica a Alemanha, em 2011.

Citando Madre Teresa de Calcutá, o Santo Padre constatava uma considerável “diminuição da prática religiosa” e “afastamento duma parte notável de batizados da vida da Igreja” nas últimas décadas. O Santo Padre se pergunta: “Porventura não deverá a Igreja mudar? Não deverá ela, nos seus serviços e nas suas estruturas, adaptar-se ao tempo presente, para chegar às pessoas de hoje que vivem em estado de busca e na dúvida?”

O Papa alemão respondia que sim, a Igreja deveria mudar, mas essa mudança deveria partir do próprio eu. “Uma vez alguém instou a beata Madre Teresa a dizer qual seria, segundo ela, a primeira coisa a mudar na Igreja. A sua reposta foi: tu e eu!, ensinou. Bento XVI pedia no discurso uma reforma da Igreja que se baseasse na sua “desmundanização”, corroborando o que explicou em outra ocasião a um jornalista, durante viagem ao Reino Unido, sobre como a Igreja deveria fazer para agradar o homem moderno.

Diria que uma Igreja que procura sobretudo ser atraente já estaria num caminho errado, porque a Igreja não trabalha para si, não trabalha para aumentar os próprios números e, assim, o próprio poder. A Igreja está a serviço de um Outro: não serve a si mesma, para ser um corpo forte, mas serve para tornar acessível o anúncio de Jesus Cristo, as grandes verdades e as grandes forças de amor, de reconciliação que apareceu nesta figura e que provém sempre da presença de Jesus Cristo. Neste sentido a Igreja não procura tornar-se atraente, mas deve ser transparente para Jesus Cristo e, na medida em que não é para si mesma, como corpo forte, poderosa no mundo, que pretende ter poder, mas faz-se simplesmente voz de um Outro, torna-se realmente transparência para a grande figura de Cristo e para as grandes verdades que Ele trouxe à humanidade”.

Esses textos ajudam-nos a entender os recentes fatos e interpretar os pedidos de reforma da Igreja pedidos por Bento XVI nos seus discursos pós-renúncia. De maneira alguma esses pedidos fazem referência a uma abertura da Igreja para exigências ideológicas do mundo moderno, como quiseram sugerir alguns jornalistas. Muito pelo contrário, o Papa fala de uma purificação da ação pastoral da Igreja diante do homem moderno, de forma que ela se livre dos ranços apregoados pelo modernismo. Trata-se de conservar a fiel doutrina de Cristo e apresentá-la de modo transparente e sem descontos. A Igreja enquanto tal é santa, imaculada. Mas seus membros carecem de uma constante conversão e é neste sentido que a reforma deve seguir. A Igreja precisa estar segura de sua própria identidade que está inserida na sua longa tradição de dois mil anos, caso contrário, toda reforma não passará de uma reforma inútil.

Fonte:  Vatican Insider

G1

Uma igreja localizada em Curahuara de Carangas, cerca de 260 km ao sul de La Paz, é conhecida localmente como a “Capela Sistina dos Andes”, por estar repleta de coloridos desenhos. O pequeno templo foi construído em 1608 para catequizar os indígenas da região.

O padre Gabriel Antequera, de 28 anos, explicou à agência AP que as ilustrações eram usadas para ensinar sobre a religão católica. Os desenhos retratam, entre outras cenas, o Jardim do Éden, a Santa Ceia e o Julgamento Final.


O Estado da Cidade do Vaticano assinala o seu aniversário, 83 anos depois da assinatura, a 11 de fevereiro de 1929, do tratado que decretou a sua instituição.

O acordo (Vale a pena ler o tratado no link ao lado) insere-se nos denominados Pactos de Latrão, negociados quando o rei de Itália era Victor Manuel III, tendo sido assinado pelo primeiro-ministro Benito Mussolini e pelo cardeal Pietro Gasbarri, secretário de Estado do Papa Pio XI, e posteriormente ratificados por este e pelo monarca.

Além de consignar a independência da Santa Sé e a criação do Estado da Cidade do Vaticano, os Pactos de Latrão incluíram uma Concordata que definiu as relações civis e religiosas entre o Governo e a Igreja na Itália.

Os Pactos Lateranenses compreenderam também uma convenção financeira que proporcionou à Santa Sé a compensação pelas perdas sofridas na anexação dos Estados Pontifícios por parte da Itália, em 1870.

Os protocolos foram revistos quando o socialista Bettino Craxi era primeiro-ministro da Itália, em 1984, ano em que a Unesco concedeu à Cidade do Vaticano o estatuto de Património da Humanidade.

Um estudo recente do Centro de Pesquisas LifeWay concluiu que as pessoa que possuem um mínimo de curiosidade sobre o sentido da vida estão mais propensos a participar de cultos religiosos. Mais da metade das pessoas que nunca frequentam a igreja jamais se perguntaram sobre o sentido de suas vidas.

Aproximadamente 75 % dos 2.000 adultos entrevistados dizem que “concordam” ou “concordam fortemente” com a afirmação: “Há um propósito e um plano divino para cada pessoa.” Contudo, 50 % dos participantes da pesquisa que nunca frequentam cultos discordam dessa afirmação.

“Esse contraste tem implicações significativas para as igrejas”, disse Scott McConnell, diretor da LifeWay. ”Não é surpresa que muitos dos ‘sem igreja’ não acreditam que há uma finalidade maior para suas vidas. Em outras palavras, por que ir à igreja aprender sobre o plano de Deus se você não acredita nesse tipo de coisa? ”

O estudo analisou três outros aspectos de significado e propósito. Mais de dois terços dos entrevistados concordam (parcialmente ou fortemente) que a busca pelo sentido ou propósito da vida é uma prioridade, mas apenas metade deles afirma que pensa nisso todo mês. Segundo a Lifeway, 78% acreditam que “É importante perseguir um propósito mais elevado e dar sentido para minha vida”. Por sua vez, 67 % concordam em dizer “A grande prioridade na minha vida é encontrar o meu propósito”.

Ao ouvir a questão “Quantas vezes você se pergunta: ‘Como posso encontrar o significado e o propósito da minha vida’”, 51% dos pesquisados indicaram pensar nisso pelo menos uma vez por mês, incluindo 18% que afirmam se perguntar diariamente. Já 13% fazem esse questionamento uma vez por ano, enquanto 28% nunca pensam sobre isso.

O estudo fez duas perguntas sobre aspectos a vida após a morte. A primeira é “Quantas vezes você se pergunta: Se eu morresse hoje, iria para o céu?”. A pesquisa aponta que 31% se pergunta sobre isso mensalmente, incluindo 8 % que se questionam sobre isso diariamente. Há 11 % que fazem essa pergunta anualmente e 46% diz nunca pensar sobre isso.

Comparativamente, um estudo de 2006 feito pelo Centro Missional de Pesquisas mostrou um número semelhante: 44% nunca se perguntou se iria para o céu quando morrer; 20% se questionava diariamente sobre a questão.

O novo estudo também perguntou aos entrevistados se concordavam com a afirmação: “Eu sei o que devo fazer para experimentar a paz na vida após a morte”. Pouco mais de 42% concordam (20% fortemente) e 50 % discordam (30% fortemente). Aqueles que nunca frequentam cultos religiosos são os mais propensos a discordar totalmente (63%).

Respondendo à afirmação: “Há um propósito final e um plano divino para cada pessoa”, os da faixa etária de 18 a 29 anos são os menos propensos a concordo totalmente (40%). Isso repete o que foi destacado em outras pesquisas da LifeWay sobre os pontos de vista dos jovens sobre a espiritualidade. Em seu livro, Lost and Found, Ed Stetzer presidente do Centro de Pesquisas LifeWay descobriu que 89% dos jovens adultos ‘sem igreja’ concordam com a afirmação: “Se alguém quisesse me dizer o que acreditava sobre o cristianismo, eu estaria disposto a ouvir”.

O estudo revelou que entre aqueles que nunca vão à igreja há menor interesse em descobrir o sentido da vida ou pensar na vida após a morte:

– 19% discordam fortemente que não há vida além deste mundo;

– 33% discordam fortemente que existe um propósito e um plano divino para cada pessoa;

– 63% discordam fortemente que sabem o que devem fazer para ter paz na vida após a morte;

– 50% nunca se perguntou como podem encontrar o significado e propósito de sua vida;

– 68% nunca se perguntam se morressem hoje, certamente iriam para o céu.

“Parece óbvio dizer que aqueles não se interessam pelos cultos religiosos pensam menos frequentemente sobre as coisas espirituais”, disse McConnell. ”Mas a implicação disso para a Igreja é clara. A maioria das pessoas poderia se interessar pelas coisas espirituais, pois não as conhecem, mas muitos cristãos acabam querendo falar sobre isso da maneira errada… Antes de quere mostrar o sentido da vida e a salvação é preciso saber o que essas pessoas pensam sobre o assunto”, concluiu McConnell.

G prime via Charisma News

A famosa Catedral de Cristal fundada pelo Rev. Robert H. Schüller, em Garden Grove, Califórnia, está nas mãos de uma diocese da Igreja Católica, através de uma venda de 57,5 milhões de dólares (aproximadamente 108 milhões de reais).

A decisão do ministério de vender o famoso prédio para a diocese Católica do Condado de Orange a principio levantou algumas controvérsias. No entanto Schüller pronunciou-se sobre a venda da igreja tranqüilizando os observadores interessados de que as crenças da igreja iriam mudar rapidamente.

Em uma entrevista no domingo passado, Schüller, de 85 anos de idade, disse que sempre respeitou a fé católica e que a considera como a “igreja mãe.”

“A Igreja Católica Romana não vai mudar sua teologia”, disse Schüller, em entrevista ao jornal Los Angeles Times que publicou no domingo. “Eu confio neles.”

A Catedral de Cristal, não tem se saído bem financeiramente desde 20002, e há um ano, os administradores vem tentando salvar a igreja, doando dinheiro de seu próprio bolso, o que não foi suficiente para quitar a divida da igreja que é estimada de 50 milhões de dólares.

A família Schüller, trabalhou com uma junta de credores em um processo de falência, que originalmente tinha aprovado uma oferta diferente para a propriedade apresentada pela Universidade de Chapman, que segundo eles, foi o melhor lance. No entanto no dia 17 de novembro, a família Schüller, “com relutância” fez a oferta de 57,5 milhões para a diocese católica romana, sendo uma decisão apoiada pelos credores. Os termos da diocese exigem ao Ministério para deixar o local em três anos.

As instalações da Catedral de Cristal, lindamente coberta com 10 mil painéis de vidro foram projetadas pelo renomado arquiteto Philip Johnson. A incrível estrutura tem atraído admiradores desde sua construção em 1980. O salão principal da emblemática igreja tem 2800 tem assentos para os fiéis.

“A administração deste campus. Mantém uma luz com o condado de Orange, que nunca se apagará. Uma luz que sempre recordará a humanidade o quanto…. Deus os ama e nós também”, disse o Rev. Schüller na época.

O bispo católico do Condado de Orange, Tod Brown, disse ao LA Times que a propriedade recém adquirida se tornará “o coração e centro de nossa comunidade católica”.

Fonte: Padom