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O grande tesouro da Igreja Católica é a Eucaristia – o próprio Jesus disfarçado sob as aparências do pão e do vinho. Cremos que, como diz o Catecismo, No santíssimo sacramento da Eucaristia estão ‘contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo’”(CCC 1374).

Além disso, esta presença real de Cristo na Eucaristia não termina imediatamente quando o recebemos na hora da Comunhão. O Catecismo prossegue explicando como “a presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e perdura enquanto a espécie eucarística subsistir” (CCC 1377).

Mas o que significa quando recebemos a Comunhão em nossas bocas? Quanto tempo permanece a Presença Real de Jesus em nossos corpos?

Há uma história famosa da vida de São Filipe Néri que ajuda a responder a essa pergunta. Um dia, enquanto celebrava a Missa, um homem recebeu a Sagrada Comunhão e deixou a igreja mais cedo. O homem parecia não ter respeito pela Presença dentro dele e, assim, Filipe Néri decidiu usar esta oportunidade como um momento de ensino. Ele enviou dois coroinhas com velas acesas para seguir o homem fora da igreja.

Depois de um tempo andando pelas ruas de Roma, o homem se virou para ver os coroinhas que ainda o seguiam. Confuso, o homem voltou à igreja e perguntou a Filipe Néri por que ele tinha mandado os coroinhas atrás dele. São Filipe Néri respondeu dizendo: “Temos que prestar o devido respeito a Nosso Senhor, que você está levando com você. Como você se recusou a adorá-lo, mandei os dois acólitos para fazer isso”. O homem ficou atordoado com a resposta e resolveu, das próximas vezes, ficar mais consciente sobre presença de Deus dentro dele.

Considera-se que a espécie eucarística do pão permanece por cerca de 15 minutos em nós, após recebermos a Comunhão. Isso se baseia na biologia simples e reflete a afirmação do Catecismo de que a presença de Cristo “permanece enquanto persistir a espécie eucarística”.

É por isso que muitos santos recomendaram oferecer 15 minutos de oração depois de receber a Eucaristia, como uma ação de graças a Deus. Isso permite que a nossa alma saboreie a presença de Deus, e que nós tenhamos um verdadeiro encontro de “coração para coração” com Jesus.

Em nosso mundo corrido, muitas vezes é difícil permanecer na Igreja muito tempo depois da Missa. Mas isso não significa que não possamos pelo menos fazer uma breve oração de agradecimento. O ponto principal é que precisamos nos lembrar de que a presença de Jesus na Eucaristia permanece conosco por vários minutos e nos apresenta um momento especial, quando podemos comungar com o Senhor e sentir seu amor dentro de nós.

Se um dia você se esquecer disso, não se surpreenda se o seu pároco enviar coroinhas para seguir o seu carro quando você sair da Igreja logo depois de receber a Comunhão!

Philip Kosloski

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Geralmente, a palavra “festa” é usada pelos católicos em referência a qualquer celebração da Igreja: dias dedicados a santos, a Nossa Senhora, a Cristo… Não há nenhum erro doutrinal em usar o termo “festa” para todos os casos, mas é recomendável aprender que, na Igreja, existe uma hierarquia de celebrações. Elas se estruturam em três tipos básicos: as memórias, as festas e as solenidades.

Solenidades

As solenidades são as celebrações de grau mais alto, reservadas aos mistérios mais importantes da nossa fé: por exemplo, a Páscoa, o Pentecostes, a Imaculada Conceição, os principais títulos de Jesus, como Cristo Rei e o Sagrado Coração, além de celebrações que honram alguns santos de particular importância na história da salvação, como é o caso das solenidades de São Pedro e São Paulo e a do nascimento de São João Batista.

Nas solenidades, assim como nos domingos, a celebração eucarística tem três leituras, a oração dos fiéis, o Credo e o Glória (inclusive quando a solenidade cai no Advento ou na Quaresma). As solenidades também têm orações próprias exclusivas: antífona de entrada, oração inicial, oração sobre as oferendas, antífona da comunhão e oração depois da comunhão. Na maioria dos casos, há também um prefácio especial.

Algumas solenidades são festas de preceito e outras não: isto depende da realidade pastoral de cada país e, portanto, do critério da respectiva conferência episcopal.

As solenidades que caem nos domingos são celebradas como tais durante o Tempo Comum e o Tempo de Natal, mas costumam ser transferidas para a segunda-feira quando caem num domingo do Advento, da Quaresma, da Semana Santa e do Tempo Pascal.

Festas

As festas, por sua vez, honram algum mistério ou título de Jesus, de Nossa Senhora e de santos particularmente relevantes, como os apóstolos, os evangelistas e outros de grande importância histórica, tais como São Lourenço.

A festa costuma ter orações próprias, mas são feitas somente duas leituras e o Glória. Diferentemente de outras festas, as dedicadas a Jesus, como a Transfiguração e a Exaltação da Santa Cruz, são celebradas também quando caem no domingo, e, nesse caso, têm três leituras, o Glória e o Credo.

Memórias

A memória é geralmente a celebração de um santo, mas pode ainda celebrar algum aspecto de Jesus ou de Maria. É o caso da memória facultativa do Santo Nome de Jesus e da memória obrigatória do Imaculado Coração de Maria.

No tocante à liturgia, não existe diferença entre a memória facultativa e a memória obrigatória. Toda memória tem ao menos uma oração própria de abertura. Quanto às leituras, elas podem ou não ser específicas: no geral, prefere-se que sejam mantidas as leituras do dia, a fim de evitar que se interrompa excessivamente o ciclo contínuo das leituras próprias de cada tempo; no entanto, há leituras específicas que devem ser usadas no caso de alguns santos, especialmente os mencionados na própria Sagrada Escritura, como, por exemplo, Marta, Maria Madalena e Barnabé.

Durante a Quaresma e em parte do Advento (de 17 a 24 de dezembro), usa-se apenas a oração coleta do santo; todo o resto é o ordinário daquele dia.

Caso especial

O dia de finados, celebrado em 2 de novembro, tem prioridade sobre o domingo apesar de não ser uma solenidade.

Variações geográficas

Há casos em que uma determinada celebração tem classificação diferente conforme a região, já que alguns santos são mais venerados em um lugar do que em outros, por exemplo. É o caso de São Bento: seu dia é memória obrigatória no calendário universal, mas é festa na Europa por ser um dos padroeiros do continente e é solenidade na diocese de Montecassino, onde está enterrado.

Há solenidades, como o Corpus Christi, que podem ser ou não de preceito conforme determinação da conferência episcopal de cada país: a decisão se baseia na realidade pastoral local. Por isso há países que mantêm a tradicional celebração na quinta-feira e como festa de preceito; outros mantêm o dia, mas não como preceito; e outros ainda, que já são a maioria, nos quais a celebração é transferida para o domingo seguinte a fim de garantir a máxima participação dos fiéis. No Vaticano, o dia do Corpo e do Sangue do Senhor continua sendo celebrado na quinta-feira, com a procissão do Santíssimo Sacramento conduzida pelo Santo Padre. Já a diocese de Roma, assim como o resto da Itália, celebram esta solenidade no domingo seguinte.

Aleteia

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O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, publicou uma nota de esclarecimento em relação à divulgação de notícias nos meios de comunicação após uma conferência realizada dias atrás em Londres pelo Cardeal Sarah(foto), Prefeito da Congregação para o Culto Divino.

“O Cardeal Sarah sempre se preocupou com razão, pela dignidade da celebração da Missa, exprimindo-se adequadamente sobre o comportamento de respeito e adoração pelo mistério eucarístico. Algumas de suas expressões foram, no entanto, mal interpretadas, como se anunciasse novas indicações diferentes daquelas até agora contidas nas normas litúrgicas e nas palavras do Papa sobre a celebração em direção ao povo e sobre o rito ordinário da Missa”, explica a nota

Missal Romano

“Por isso – prossegue a declaração – é bom recordar que na Institutio GeneralisMissalis Romani (Instrução Geral do Missal Romano), que contém as normas relativas à celebração eucarística e ainda está em pleno vigor, no nº 299 diz: ‘Altare extruatur a pariete seiunctum, ut facile circumiri et in eo celebratioversus populum peragi possit, quod expedit ubicumque possibile sit. Altareeum autem occupet locum , ut revera centrum sit ad quod totiuscongregationis fidelium attentio sponte convertatur‘. Isto é: ‘Onde for possível, o altar principal deve ser construído afastado da parede, de modo a permitir andar em volta dele e celebrar a Missa de frente para o povo. Pela sua localização, há-de ser o centro de convergência, para o qual espontaneamente se dirijam as atenções de toda a assembleia dos fiéis'”.

Forma ordinária

“Por sua vez – continua o texto – o Papa Francisco, por ocasião da sua visita à Congregação para o Culto Divino, recordou expressamente que a forma “ordinária” da celebração da Missa é a prevista pelo Missal promulgado por Paulo VI, enquanto a ‘extraordinária’, que foi permitida pelo Papa Bento XVI para as finalidades e com as modalidades por ele explicadas no Motu Proprio Summorum Pontificum, não deve tomar o lugar da ‘ordinária’”.

Portanto – conclui Padre Lombardi – “não são previstas novas orientações litúrgicas a partir do próximo Advento, como alguns erroneamente deduziram de algumas palavras do Cardeal Sarah, e é melhor evitar o uso da expressão ‘reforma da reforma’, referindo-se à liturgia, devido ao fato que, por vezes, foi fonte de mal-entendidos'”.

“Tudo isso – reitera o documento – foi expresso de modo concorde durante uma recente audiência concedida pelo Papa ao Cardeal Prefeito da Congregação para o Culto Divino”.

(SP)

O fato acontece em uma Igreja evangélica, mas se aplica a nós também.

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O papa Francisco ordenou a alteração das regras do tradicional rito litúrgico do lava-pés, realizado durante a missa “Coena Domini”, na quintas-feiras santas – data que precede a sexta-feira santa e o feriado de Páscoa.

Uma mudança na prática que agora consagrou-se nos documentos da Igreja universal. O Papa ordenou que se modificassem as indicações litúrgicas sobre o ritual de lavagem dos pés na missa da Quinta-feira Santa. A partir de agora os escolhidos para receber a lavagem não serão somente homens ou meninos, em memória dos 12 apóstolos. Poderão ser homens e mulheres, jovens e idosos, saudáveis e doentes, clérigos ou não.

A reforma foi introduzida com uma carta do Papa dirigida ao cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano. Nela mesma Bergoglio reconheceu que levava um tempo refletindo sobre o ritual correspondente à missa “in coena domini” (Missa da Ceia do Senhor), ou seja, a última ceia.

Acrescentou que seu objetivo é “melhorar as modalidades de realização para que expressem plenamente o significado do gesto cumprido por Jesus no cenáculo, seu doar-se até o fim pela salvação do mundo e sua caridade sem fronteiras”. E estabeleceu que, depois de uma “atenta ponderação”, determinou a mudança da rubrica do Missal Romano.

“Preciso, portanto, que seja modificada a rubrica segundo a qual as pessoas escolhidas para receber a lavagem dos pés devem ser homens ou meninos, de modo tal que de agora em diante os pastores da Igreja possam escolher participantes no ritual entre todos os membros do povo de Deus. Recomenda-se ainda que aos escolhidos seja oferecida uma adequada explicação do significado do próprio ritual”, agregou na carta.

Deve ter se passado mais de um ano para que a congregação vaticana responsável emita um decreto que ponha em prática a decisão do Papa. O texto, assinado pelo cardeal Sarah, leva data de 06 de janeiro de 2016, enquanto a carta de Francisco está datada de 20 de dezembro de 2014.

Sobre este atraso e ante a pergunta sobre se este deveu-se a resistências de algum tipo, o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi explicou que as questões litúrgicas “sempre tardam”, porque se necessita tempo para traduções de textos e rubricas.

“Foi publicado agora em vista da Semana Santa, a publicação atrasou um pouco, porque se trabalha continuamente em missais, que são traduzidos, reformulados, etc. As conferências episcopais serão informadas hoje desta mudança de modo que se tornará de uso comum”, disse.

Além disso, recordou que o Papa, já desde seu tempo em Buenos Aires e também em Roma, optou por lavar os pés também de mulheres e meninas. Precisou que tradicionalmente os homens escolhidos representassem aos 12 apóstolos na última ceia e, por isso, o ritual foi principalmente uma imitação do gesto realizado por Jesus antes de ser preso.

“Mas o significado da lavagem é a manifestação do amor de Jesus por todos até o fim, mas além do que demonstrou aos 12 apóstolos, teve um valor universal. O Papa disse que na liturgia damos esse gesto de amor de Cristo por todos a prevalência na imitação do gesto ou na recordação histórica. A partir de agora não deverão ser necessariamente homens ou jovens, mas também podem ser eleitos entre todos os membros do povo de Deus. E não é necessário, tampouco, que sejam 12, pode ser um grupo, embora isso já era previsto. O que importa é o gesto e a expressão do amor de Deus para todos”, insistiu.

Explicou que esse ato não tem um valor sacramental e, por isso, já era possível interpretar sua forma de realização dependendo das circunstâncias pastorais. Disse que, no entanto, para o Papa se trata de um momento “muito significativo” porque cada ano ele o realiza “com uma intensidade muito evidente”.

“Recomenda-se que aos eleitos seja oferecida uma explicação completa do próprio ritual, não se trata de fazer uma representação, mas de cumprir um ato que tem um significado espiritual, por isso é importante que se compreenda o significado”, ponderou.

Em sua primeira Quinta-Feira Santa, poucos dias depois de ter sido eleito Papa, Francisco surpreendeu a todos ao realizar a missa “in coena domini” (Missa da Ceia do Senhor) não na Basílica de São João de Latrão de Roma, como de costume, mas na capela da prisão de menores Casal del Marmo. Nessa ocasião, ele lavou os pés de algumas meninas, uma delas de religião muçulmana. O gesto lhe arrecadou severas críticas de grupos tradicionalistas.

Isso não fez o pontífice mudar de opinião, que em 2014 realizou a lavagem dos pés em uma casa de ajuda da Fundação Don Gnocchi, nos arredores de Roma. Os 12 escolhidos tinham entre 16 e 86 anos, e entre eles estavam quatro mulheres e um muçulmano. Em 2015 ele fez o mesmo com um grupo de presos e presas, na prisão romana de Rebbibia.

Fonte:  Vatican Insider

 

Bento XVI incensação Páscoa

Incensário é um recipiente ou vaso de metal, no qual é queimado o incenso em honra de Deus ou dos santos.

Antes do cristianismo, o incensário era usado, além de outras funções religiosas pagãs, para acender os círios que abriam o cortejo do imperador romano. Os papas adotaram esse costume e levaram o incensário para o redor do altar. O uso do recipiente nas igrejas cristãs remonta ao século IV, mas é no século IX que surgem as incensações do altar e do clero.

O incensário utilizado hoje na liturgia católica se chama turíbulo e suas dimensões normais ficam em torno de 20cm de altura. Seu peso é leve o suficiente para que até crianças possam usá-lo quando atuam como coroinhas em cerimônias litúrgicas, como é o caso da Bênção Eucarística, durante a qual é incensado o Santíssimo Sacramento.

No entanto, existe um turíbulo muito peculiar na catedral de Santiago de Compostela, na Espanha: ele tem 1m50 de altura e pesa nada menos que 53 quilos. É elevado a 20 metros de altura e, quando manejado mediante cordas para espargir o incenso pela catedral, pode chegar à impressionante velocidade de 70km/h!

Esse enorme turíbulo é conhecido pelo apelido de “Botafumeiro“, que, na língua galega, significa algo como “espargidor de fumaça”. O original foi construído em 1554 e roubado pelas tropas francesas em 1809. O atual foi fabricado 1851.

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O Botafumeiro já foi usado em todas as missas de domingo, mas hoje é reservado a somente doze datas solenes por ano.

Veja no vídeo abaixo o maior turíbulo do mundo “em plena ação” na catedral de Santiago de Compostela.

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A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para, no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus,com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38; Mt 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.

Quinta-feira Santa

Celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a Eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia. O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma – Uma mistura de óleo e bálsamo, significando a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma),quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus,conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos – Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água.Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos – É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores. Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia,quando lavou os pés dos seus apóstolos.O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda a noite.

Sexta-feira Santa

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam,não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Sábado Santo

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “a mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia eucarística.

Domingo de Páscoa

A palavra “páscoa” vem do hebreu “Peseach” e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do Antigo Testamento. A Páscoaque eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora doEgito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus, na Sexta-Feira, transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano. A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o equinócio da primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada dia 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos adas outras festas móveis. Domingo de Carnaval – 49 dias antes da Páscoa. Quarta-feira de Cinzas – 46 dias antes da Páscoa. Domingo de Ramos – 7 dias antes da Páscoa. Domingo do Espírito Santo – 49 diasdepois.Corpus Christi – 60 dias depois.

Símbolos da Páscoa

Cordeiro: O cordeiro era sacrificado no templo, no primeiro dia da páscoa, como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo. Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altare a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava aCristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (1Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao Rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29e 36). Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados ( Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo comocordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. ( Ap 5,6.12; 13, 8).

Pão e vinho: Na ceia do Senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho paradar vazão ao seu amor. Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz: A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo. No Conselho de Nicéia, em 325 d.C., Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.

Círio Pascal: É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda a trevado erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois cravam-se cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus, e as letras “alfa” e“ômega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significam o princípio e o fim de todas as coisas.

Ir. Ili Alves
Coordenadora diocesana da Catequese da Diocese de Palmas -Francisco Beltrão

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Da cidade espanhola Elche, a grande palma que será colocada no obelisco. Por tradição que remonta a 1585, mais de 2.000 palmas chegam de Sanremo ao Vaticano

No Domingo de Ramos renova-se a tradição de enviar da cidade espanhola de Elche ao Vaticano, as palmas que serão utilizadas na benção antes da celebração eucarística, e colocadas ao lado do obelisco no centro da praça. Outras palmas serão entregues ao Santo Padre, aos cardeais e fiéis presentes na Praça de São Pedro, provenientes da cidade italiana de Sanremo. Como diz a tradição, as palmas são trabalhadas individualmente por professores que, com grande habilidade, deixam as folhas especialmente preparadas para a ocasião.

A cidade de Elche seguiu a tradição, e dias antes do início da Semana Santa, enviou as palmas brancas que serão entregues a algumas personalidades no Domingo de Ramos. Entre elas, o Papa Francisco. A palma colocada sobre o obelisco é uma criação do atelier Serrano Valero. Uma empresa familiar que há mais de cinco gerações se dedicada ao trabalho desta palma branca.

ZENIT entrevistou Paqui Serrano, uma das funcionárias deste atelier. Ela explicou que a tradição de enviar ao Vaticano uma palma confeccionada por eles tem mais de 20 anos.  “É um pedido da prefeitura, um presente que a cidade de Elche faz ao Papa e ao Vaticano a cada ano”. As palmas enviadas são duas, uma trabalhada artesanalmente e outra lisa. A palma de Elche, até o momento, é a que fica no obelisco, abaixo do crucifixo, para bênção antes da missa. É uma peça muito grande, com cerca de três metros de altura, informa Paqui. A tarefa de produzir a palma envolve todos os trabalhadores da loja, entre 5 e 6 pessoas. Sendo uma empresa familiar, todos os dias trabalham apenas eles, mas quando chega este período outros parentes e amigos colaboram. “Para nós é uma honra que a cada ano o município nos faça este pedido. É também motivo de orgulho ver que uma peça tão importante, que trabalhamos no atelier com muito carinho, esteja na Praça de São Pedro visível para todos. Quando vemos no dia, ficamos emocionados”, diz Paqui.

Muito mais antiga é a tradição das palmas provenientes de Sanremo, por um privilégio antigo que o Capitão Bresca obteve em 1586 de entregar à Igreja de São Pedro as palmas para o Domingo de Ramos.

O Capitão Benedetto Bresca estava em Roma, na Praça de São Pedro no dia 10 de setembro de 1586, dia que foi elevado o obelisco egípcio, solicitado pelo Papa Sixto V. Elevar o obelisco, de 26 metros de altura e 350 toneladas era uma tarefa difícil, por isso o Papa pediu aos fiéis reunidos na praça silêncio absoluto. Mas o capitão desafiou a ordem e gritou “Aiga ae corde” (água nas cordas – em dialeto da Ligúria) no momento em que as cordas que prendiam o obelisco, muito apertadas, parecia que iriam ceder. Por sua experiência marítima, o capitão sabia que as cordas molhadas impediriam que escorregasse. E assim, o Papa quis recompensá-lo e perguntou-lhe se ele mesmo poderia escolher a forma. Então, Bresca pediu o privilégio, a ele e a seus descendentes, de fornecer as palmas pascais ao Pontífice. Desde então, a tradição se mantém viva.

Além disso, neste ano, alguns galhos de oliveira que serão distribuídos aos fiéis presentes na Praça de São Pedro, no Domingo de Ramos, chegarão da região Cerignola, Itália. Conforme comunicado pelo Vigário Geral da Diocese de Cerignola-Ascoli Satriano.

Zenit

cfad9c66056aca3fefee7032185af302As cores litúrgicas na Igreja Católica Apostólica Romana são reguladas pelo nº. 346 da vigente Instrução Geral do Missal Romano 1
(doravante, IGMR), 3a. edição típica, promulgada em março de 2002 juntamente com a nova edição do Missal Romano. A IGMR estabelece que seja sempre observado o uso tradicional, mas as Conferências Episcopais podem determinar e propor à Santa Sé adaptações que correspondam às necessidades e ao caráter de cada povo.

As cores aprovadas pela IGMR, segundo o uso tradicional, e seus respectivos tempos de uso ao longo do ano litúrgico são o branco, o vermelho, o verde, o roxo, o preto e o rosa. O uso de diversas cores na liturgia da Igreja Católica surgiu dos significados místicos atribuídos a cada uma delas. Cores não previstas diretamente na IGMR, como dourado, prateado e azul serão discutidas abaixo.

Branco

O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor, bem como nas suas festas e memórias, exceto as da Paixão; nas festas e memórias da Bem-av. Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de Todos os Santos (1 de Novembro), na Natividade de São João Batista (24 de Junho), na festa de São João Evangelista (27 de Dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de Janeiro). O branco é símbolo da luz, tipificando a inocência e a pureza, a alegria e a glória.

Vermelho

O vermelho é usado no Domingo de ramos e na Sexta-feira Santa; no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas festas dos Apóstolos e Evangelistas (com exceção de São João), e nas celebrações dos Santos Mártires. Simboliza as línguas de fogo em Pentecostes e o sangue derramado por Cristo e pelos mártires, além de indicar a caridade inflamante.

Verde

O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. Simboliza a cor das plantas e árvores, prenunciando a esperança da vida eterna.

Roxo

O roxo usado no Tempo do Advento e no Tempo Quaresmal.

O Roxo no Advento : O roxo no advento não significa penitência, mas um recolhimento, uma purificação da vida pela justiça e pela verdade, preparando os caminhos do Senhor.

O Roxo vem acompanhado do sentido de um recolhimento que alimenta uma esperança.

O Roxo na Quaresma: Aqui o roxo se refere a uma profunda interiorização num tempo forte de penitência e conversão, de jejum e oração.

É também uma espera por um grande acontecimento, que nos convoca a uma preparação adequada.

Preto

O preto pode ser usado, onde for o costume, nas Missas pelos mortos. Denota um símbolo de luto, significando a tristeza da morte e a escuridão do sepulcro. Ao contrário do que pensam muitos clérigos e leigos, a cor preta não foi abolida nem pela IGMR anterior (que acompanhava o Missal de S.S. Papa Paulo VI) nem pelo atual. Segue sendo uma opção para a missa pelos mortos, onde for costume utilizá-la. No Brasil, contudo, o uso do preto nas celebrações pelos fiéis defuntos foi, na prática, abolido, havendo sido substituído pelo uso do roxo, uso este facultado pela própria IGMR. Isto não constitui óbice, contudo, para que um clérigo venha a utilizar paramentos negros.

Rosa

O rosa, variação mais clara do roxo, representa uma quebra na austeridade do Advento e da Quaresma, simbolizando uma alegria contida, podendo ser usada nos domingos Gaudete (III do Advento) e Lætare (IV da Quaresma), ocasiões em que também poderá ser utilizado o roxo.

Dourado

O dourado pode substituir todas as outras cores, menos o preto.

Cores não previstas na I.G.M.R.

Encontram-se com frequência em uso cores não previstas diretamente na IGMR. Analisa-se abaixo as mais comuns dentre elas.

Cores para dias festivos

A nova IGMR não repete, em sua edição latina, o texto do antigo nº. 309, que estabelecia: “Em dias de maior solenidade podem ser usadas vestes litúrgicas mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia.” Contudo, a manutenção de tal norma subjaz à interpretação do atual nº. 347 (antigo 310), ao estatuir que “As Missas Rituais são celebradas com a cor própria, a branca ou a festiva;”. Ora, se as missas rituais podem ser celebradas facultativamente com a cor própria do dia ou com a cor branca ou com a festiva, compreende-se que a festiva seria precisamente aquela espécie de vestes mais nobres, ainda que não sejam da cor do dia, como estava no antigo nº. 309. Um exemplo patente de uso de veste festiva na Liturgia são as cores dourada e prateada em substituição ao branco, uso ademais bastante difundido pelo Brasil e pelo mundo. Outro exemplo interessante foi o uso de uma casula multicolorida por S.S. João Paulo II quando da abertura da Porta Santa no Ano Jubilar de 2000 D.C.

Contudo, deve-se estar atento ao aviso feito na Instrução Redemptionis Sacramentum pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos: “Esta faculdade, que também se aplica adequadamente aos ornamentos fabricados há muitos anos, a fim de conservar o patrimônio da Igreja, é impróprio estendê-las às inovações, para que assim não se percam os costumes transmitidos e o sentido de que estas normas da tradição não sofram menosprezo, pelo uso de formas e cores de acordo com a inclinação de cada um. Quando seja um dia festivo, os ornamentos sagrados de cor dourado ou prateado podem substituir os de outras cores, exceto os de cor preta.”

Azul

Cabe também mencionar o uso litúrgico da cor azul para Festas e Solenidades da Santíssima Virgem Maria. O azul não é uma das cores litúrgicas previstas pela IGMR, mas seu uso é largamente difundido no Brasil, Portugal e alhures. A origem de seu uso litúrgico moderno parece remontar a um privilégio papal dado a algumas dioceses espanholas para uso na Solenidade da Imaculada Conceição. Segundo o Pe. Polycarpus Rado, : “A cor cerúlea foi usada no medievo, sendo agora permitida apenas em algumas dioceses da Espanha na festa da Imaculada Conceição e nas missas de sábado.”3 O privilégio teria sido estendido aos países da América Latina de colonização espanhola, bem como às Filipinas (também ex-colônia espanhola). Em Portugal, haveria o privilégio do uso litúrgico do azul na Solenidade da Imaculada Conceição em favor das celebrações realizadas na Capela de S. Miguel da Universidade de Coimbra, em razão da defesa do dogma da Imaculada Conceição por esta secular instituição acadêmica. O privilégio também se estenderia à Áustria e à Bavária, à Arquidiocese de Los Angeles, à Arquidiocese de Saint Louis (EUA), aos carmelitas, aos beneditinos ingleses, ao Instituto Cristo Rei e Sacerdote e a alguns santuários marianos.

Alguns liturgistas exprobam o uso de uma cor não autorizada na Liturgia. Contudo, podem-se utilizar os seguintes argumentos na defesa de seu uso litúrgico:

1) Sabendo-se que o costume também é fonte do Direito canônico, poder-se-ia argumentar que o azul para festas marianas incorporou-se, por via consuetudinária, às cores litúrgicas da Igreja.

2) Se a IGMR permite que paramentos festivos de outra cor que não a do dia sejam usados em ocasiões especiais (e.g., o dourado e o prateado, ambos não previstos na edição latina da IGMR), como explicado acima, não há razão por que impedir o azul nas festas de Maria Santíssima

Fonte: Deus é mais por você.

05
Os sinais externos da sagrada Liturgia não são um insulto à pobreza material dos filhos da Igreja, mas um incentivo à piedade dos fiéis

O venerável Papa Pio XII, em sua encíclica sobre a sagrada Liturgia, explicava que “todo o conjunto do culto que a Igreja rende a Deus deve ser interno e externo”. Esta realidade decorre da própria constituição humana, ao mesmo tempo física e espiritual, e da vontade do Senhor, que “dispõe que pelo conhecimento das coisas visíveis sejamos atraídos ao amor das invisíveis”.

Este ensinamento explica porque os atos litúrgicos da Igreja sempre foram realizados em templos majestosos, com materiais tão nobres e paramentos trabalhados com inúmeros detalhes. Assim é, não porque a Igreja esteja apegada aos bens materiais ou preocupada em entesourar riquezas, mas porque ao Senhor deve ser oferecido sempre o melhor e o mais belo.

Assim pensava São Francisco, o poverello de Assis. Ele passou toda a sua vida como um pobre entre os pobres, mas, quando falava de Jesus eucarístico, condenava o desprezo e o pouco caso com que muitos celebravam os santos mistérios. Em uma carta aos sacerdotes, Francisco pedia a eles que considerassem dentro de si “como são vis os cálices, os corporais e panos em que é sacrificado” muitas vezes nosso Senhor. E insistia: “Onde quer que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo for conservado de modo inconveniente ou simplesmente deixado em alguma parte, que o tirem dali para colocá-lo e encerrá-lo num lugar ricamente ordenado” 01.

Na França do século XIX, os lojistas comentavam entre si: “No campo há um pároco magro e mal arranjado, com ares de não ter um centavo no bolso, mas que compra para sua igreja tudo o que há de melhor”. Era São João Maria Vianney, que vivia em pobreza extrema, mas não hesitava em ornar a casa de Deus com o mais nobre e o mais digno. Em 1820, escreveu ao prefeito de Ars: “Desejaria que a entrada da igreja fosse mais atraente. Isso é absolutamente necessário. Se os palácios dos reis são embelezados pela magnificência das entradas, com maior razão as das igrejas devem ser suntuosas”02.

Toda esta preocupação do Cura d’Ars mostrava um verdadeiro amor a Deus e às almas. Ele encheu a igreja de sua cidade com belíssimas imagens e pinturas, porque, dizia ele, “não raro as imagens nos abalam tão fortemente como as próprias coisas que representam”. O santo francês compreendia mais do que ninguém como não só era possível, mas também salutar, que o material e o terreno apontassem para as realidades celestes.

No entender do cardeal Giovanni Bona, um monge cisterciense do século XVII citado por Pio XII, “Se bem que, com efeito, as cerimônias, em si mesmas, não contenham nenhuma perfeição e santidade, são todavia atos externos de religião que, como sinais, estimulam a alma à veneração das coisas sagradas, elevam a mente à realidade sobrenatural, nutrem a piedade, fomentam a caridade, aumentam a fé, robustecem a devoção, instruem os simples, ornam o culto de Deus, conservam a religião e distinguem os verdadeiros dos falsos cristãos e dos heterodoxos.”03

Percebe-se, deste modo, como pondera mal quem diz que a beleza das igrejas do Vaticano e o esplendor dos vasos e ornamentos sagrados deveriam ser renunciados, como se, com isto, a Igreja estivesse se exibindo indevidamente ou ofendendo os mais pobres.

Quem pensa desta forma ainda não compreendeu o que é verdadeiramente a Liturgia e qual é o seu verdadeiro tesouro. Não entendeu que até os sinais externos das ações litúrgicas, manifestados especialmente na Santa Missa, devem indicar Aquele que é a Beleza

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Carta 2 aos clérigos
  2. São João Maria Vianney, Patrono dos párocos
  3. I. Card. Bona, De divina psalmodia, c 19, § 3,1. Apud Carta Encíclica Mediator Dei, sobre a Sagrada Liturgia, 20 de novembro de 1947, Papa Pio XII

OSSROM14407_ArticoloNa Exortação Apostólica Evangelii Gaudium o  Papa Francisco dedicou uma parte considerável ao tema da “homilia”. A este respeito, a Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos redigiu um “Diretório de homilética”. O documento fornece aos sacerdotes e seminaristas as coordenadas metodológicas e de conteúdo a serem levadas em consideração ao se preparar e proferir uma homilia.

Trata-se de linhas mestras que ajudam a inspirar, quer o sacerdote que já exerce o Ministério da Palavra, como os  jovens sacerdotes, sendo de grande valia para os Reitores de Seminários na preparação dos seminaristas na arte da pregação.

O Diretório está articulado em duas partes. Na primeira, intitulada ‘A homilia e âmbito litúrgico’, se descreve a natureza, a função e o contexto peculiar da homilia, como também alguns aspectos que a qualificam, ou seja, o ministro ordenado a quem compete, a referência à Palavra de Deus, a sua preparação próxima e remota, os destinatários.

Na segunda parte, ‘Ars praedicandi’, são exemplificadas as coordenadas metodológicas e de conteúdo que o sacerdote deve conhecer,  as quais deve levar em consideração ao preparar e pronunciar a homilia. Chaves de leitura, numa forma indicativa e não exaustiva, são propostas para o ciclo dominical-festivo da Missa a partir do coração do Ano Litúrgico (Tríduo e Tempo Pascal, Quaresma, Advento, Natal, Tempo Comum), com acenos também às Missas durante a semana, de matrimônio e exéquias; nestes exemplos são aplicados os critérios evidenciados na primeira parte do Diretório, ou seja, a tipologia entre Antigo e Novo testamento, a importância do trecho do Evangelho, a ordenação das leituras, os nexos entre Liturgia da Palavra e Liturgia Eucarística, entre mensagem bíblica e eucológio (ndr – ivro de orações contendo o ofício dos domingos e das festas religiosas do ano), entre celebração e vida, entre escuta de Deus e da concreta assembleia.

Seguem dois apêndices. No primeiro, é apresentada a ligação entre homilia e Doutrina da Igreja Católica, com referência ao Catecismo em relação com alguns focos temáticos das leituras dominicais dos três ciclos anuais. No segundo Apêndice são indicadas as referências a textos de documentos magisteriais sobre a homilia.

O texto, submetido aos Padres da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, após ser avaliado e aprovado na Reunião Ordinária de 7 de fevereiro e 20 de maio de 2014, foi apresentado ao Papa Francisco, que aprovou a publicação do “Diretório de Homilética”.

A Congregação deseja que as homilias “possam ser realmente uma intensa e feliz experiência do Espírito, um confortante encontro com a Palavra, uma fonte constante de renovação e de crescimento” (EG,135).

As traduções nas principais línguas serão realizadas pelo Dicastério, enquanto nas outras línguas a responsabilidade pela tradução será das Conferência dos Bispos interessadas. (JE)

Fonte: Rádio Vaticano

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Há pais que deixam as crianças correrem pela igreja durante a missa e brincarem no meio dos bancos. Para esses pais, é válida essa missa apesar da distração (que, aliás, afeta a comunidade toda)?

Quem responde a esta pergunta de um leitor é o pe. Valerio Mauro, professor de Teologia Sacramental na Faculdade Teológica da Itália Central.

A participação das crianças na missa é uma questão delicada, porque envolve muitos aspectos da vida eclesial. O sacramento da eucaristia exige um singular respeito e uma participação plena e ativa dos batizados, como o concílio nos recorda. O magistério apresenta a família como “igreja doméstica” e defende o seu valor único para a sociedade civil.

Toda a comunidade eclesial, na fidelidade às palavras de Jesus, é chamada a deixar que “as crianças venham até ela”. Temos valores que não podem entrar em contradição, mas as suas urgências acabam entrando. A pergunta do leitor nos coloca diante de um dilema prático. Vamos olhar para alguns fatos da nossa realidade: nas paróquias, é cada vez menor a presença de famílias jovens e, portanto, de crianças pequenas.

A nossa liturgia não foi feita à medida da criança, não se desenrola de acordo com uma comunicação e linguagem adequada para elas, nem poderia. No entanto, a missa tem uma dimensão de mistério que envolve todos nós como povo de Deus, arrebatando-nos da tentação do individualismo ou da satisfação emocional: nela, nós vivemos um encontro da graça, oferecido a todo batizado num momento comunitário. A teologia nos diz que, na celebração eucarística, o Espírito Santo não transforma só o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, mas age na própria comunidade para torná-la cada vez mais o Corpo no Senhor.

Se os pais participassem da missa em horários diferentes, eles poderiam cuidar das crianças por turnos em casa, mas será que é oportuno que as famílias, especialmente as mais jovens, se dividam justamente na hora de participar desse momento de fé comunitária? E as crianças levadas à missa podem viver esse momento sempre de boca fechada e quietinhas? Eu acho que precisamos procurar o equilíbrio, que só é possível caso por caso, comunidade por comunidade, conforme as diversas circunstâncias concretas, a começar pela estrutura de cada igreja.

Nem todas as igrejas têm a mesma arquitetura. Em algumas, foi possível criar lugares para as crianças brincarem sob a vigilância dos pais, o que, para muitos, foi a melhor solução. Em outras igrejas, não é possível criar essas condições: nelas, os pais que levam os filhos à missa tentam fazer as crianças se sentirem à vontade, o mais serenamente possível.

A igreja é a casa de todos: temos que partir desta certeza. Então vamos deixar as crianças brincarem na igreja? Para a criança, brincar não é só uma diversão, mas o principal modo de se comunicar com o mundo e de, gradualmente, adquirir conhecimento. Brincando, as crianças aprendem também a linguagem da fé. Se elas aprendem durante a celebração mantendo certo silêncio, embora não o tempo todo, eu, pessoalmente, não me incomodo. Mas sei que, para alguns outros sacerdotes, não é assim. E respeito a sua sensibilidade litúrgica.

Quanto à pergunta específica do nosso leitor, os pais, de acordo com ele, se distrairiam com o comportamento dos filhos. E não só eles, pode-se acrescentar. Eu não acho, porém, que a discussão deva girar em torno da “validade jurídica” da participação na missa. Durante a celebração, as crianças podem incomodar alguns, é verdade. Por outro lado, as nossas comunidades eclesiais não deveriam favorecer ao máximo a presença completa das famílias? E será que o mistério de Deus é tão distante assim da vida real dos menorzinhos dentre os nossos irmãos? Talvez seja uma “deformação profissional”, mas, quando a discussão se volta para a validade da celebração eucarística, eu não consigo deixar de pensar nas palavras que o apóstolo Paulo dirigiu à comunidade de Corinto: “A vossa ceia não é a ceia do Senhor” (1 Co 11,20), porque eles celebravam a eucaristia num contexto de profunda desigualdade, com divisões cheias de invejas.

As nossas celebrações eucarísticas são, em primeiro lugar, a reunião do povo de Deus, chamado a ouvir a sua Palavra e a participar do seu Corpo entregue por nós. Através dessa altíssima oração da Igreja, nós nos tornamos cada vez mais uma coisa só no Espírito de Cristo. Vamos conservar na mente esse dom original da graça: assim saberemos construir as melhores condições para vivê-lo juntos.

Fonte: http://www.novena.it/

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Na Espanha e em muitos países latino-americanos, a noite de Halloween se tornou uma data importante no calendário nacional, mas as pessoas não sabem muito sobre a sua origem. Halloween significa “All Hallow’s eve”, palavra que vem do Inglês Antigo e que significa “véspera de todos os santos”. A festividade tinha sua origem na tradição celta, e ao longo dos séculos e a expansão do cristianismo na Europa, a vigília do 1 de novembro adquiriu um significado religioso.

Entre os celtas, antigos habitantes da Europa Oriental, Ocidental e parte da Ásia Menor, habitavam os druidas, sacerdotes pagãos adoradores das árvores, especialmente do carvalho. Eles acreditavam na imortalidade da alma, da qual diziam que entrava em outro indivíduo ao abandonar o corpo; mas, no dia 31 de outubro voltava ao seu antigo lar para pedir comida aos seus moradores, que estavam obrigados a armazenar para ela.

O ano celta terminava nesta data que coincide com o outono, cuja característica principal é a queda das folhas. Para eles significava o fim da morte ou o início de uma nova vida. Este ensinamento se propagou através dos anos junto com a adoração ao seu deus, o “senhor da morte” ou “Samagin”, ao qual neste mesmo dia invocavam para consulta-lo sobre o futuro, a saúde, a prosperidade, a morte…

Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram aos costumes pagãos. Ou seja, a conversão não foi completa. A coincidência cronológica da festa pagã com a festa cristã de Todos os Santos e a dos mortos, no dia seguinte, fez com que se misturassem as celebrações. Em vez de recordar os bons exemplos dos santos e orar pelos antepassados, nestes dias se enchiam de medo por causa das antigas superstições sobre a morte e os defuntos.

Alguns imigrantes irlandeses introduziram a festa de Halloween nos EUA, onde forma uma parte importante do folclore popular. Neste país acrescentaram vários elementos pagãos, tirados dos diferentes grupos de imigrantes, até chegar a incluir as bruxas, fantasmas, duendes, vampiros, abóboras e monstros de todos os tipos.

Hoje em dia, o fundo espiritual se perdeu completamente e a festa se secularizou. Baseando-se na magia dos dólares e da necessidade de vender, Halloween transformou-se em uma noite de festa pagã, na qual imperam os sustos, o terror e os disfarces e ornamentos por acima do sentido original da festividade. A partir do Novo Continente, esta celebração mundana se propagou por todo o mundo, transformando a alegria cristã no medo á morte..

Então, mais uma vez, na véspera do Dia de Todos os Santos, em muitas cidades ao redor do mundo a noite estará cheia de monstros, múmias e fantasmas, de inquietantes espectros.

Também de gangues de garotos, que com a cobertura da escuridão e de um traje mais ou menos original, baterão nas portas dos seus vizinhos para encher os seus bolsos de guloseimas e de alguma ou outra moeda.

Para quem é cristão, não se pode esquecer do que realmente se comemora na solenidade de Todos os Santos e, no dia seguinte, na dos Fieis Defuntos. Por isso, a igreja convida a visitar os cemitérios, arrumar os túmulos com flores, recordar os familiares defuntos e rezar por eles. E nos lares é uma oportunidade para falar do dom da vida e do verdadeiro sentido da morte, e se gostam dos doces, apreciar os bolinhos e outros doces tradicionais.

Fonte: ACI