Quando decidimos nos casar, nossa alegria e foco devem estar nessa decisão que muda a vida. No entanto, muitas vezes permitimos que nossa atenção se concentre na celebração do casamento sem prestar atenção suficiente ao fato de que o casamento não é apenas o dia da celebração matrimonial.

A decisão de se casar muda vidas permanentemente. Por causa de sua importância e consequências, é essencial que aquilo que um casal declara como sua intenção – estar unido no casamento por toda a vida – realmente expresse a verdade do que eles realmente pretendem viver.

Liberdade é a chave

Entrar no pacto do casamento requer liberdade. Implica escolher uma pessoa com quem desejamos compartilhar nossa vida em uma união de amor. Também pressupõe a escolha de viver em um tipo concreto de relacionamento para viver essa união, já que o casamento tem uma natureza distinta que o distingue de outras formas de relacionamentos amorosos.

Às vezes, há circunstâncias na vida de uma pessoa que limitam sua liberdade – por exemplo, um distúrbio psicológico ou mental, ou um sério desafio emocional que dificulta a tomada de decisões com a verdadeira liberdade.

Alguns indivíduos são movidos por impulsos ou medos que parecem incapazes de resistir. Outras vezes, existem circunstâncias externas ou pressões que podem levar uma pessoa a fazer algo que não quer fazer. Pode até acontecer que informações cruciais sobre o outro cônjuge estivessem escondidas ou fossem desconhecidas pelo outro – e se fosse conhecido, a decisão de se casar não teria sido tomada.

Frutuoso e para a vida

O casamento implica escolher um tipo de união que tenha suas próprias características especiais: implica em se comprometer a viver um amor que seja de livre vontade, fiel, frutífero e vitalício – tanto nos bons como nos maus dias.

Se um dos parceiros (ou ambos) não quiser uma união como essa e preferir, por exemplo, um relacionamento que pode ser encerrado, ou um que esteja aberto a relacionamentos com outras pessoas, há uma indicação clara de que essa pessoa realmente não quer entrar no vínculo do casamento. Embora a pessoa esteja dizendo “sim” com seus lábios, com sua vontade ela está decidindo que seu “sim” é para algum outro tipo de união – não o casamento.

Aqui é onde podemos começar a entender o que queremos dizer com a declaração de nulidade de um casamento. Somente a decisão livre, voluntária e consciente de ambas as partes pode criar um vínculo matrimonial entre elas.

Se existe alguma circunstância que impeça um ou ambos de escolher livremente, ou se um ou ambos realmente pretendem se comprometer com uma união desprovida de qualquer das características essenciais de um vínculo matrimonial, o pacto não é efetuado, e eles não têm o casamento efetivado realmente – independentemente de aparências externas. Embora pareçam casados, na verdade não são.

“Anulação”, ou melhor, nulidade

A Igreja Católica afirma que um homem e uma mulher contraíram o santo matrimônio somente se ambas as partes realmente pretendiam e eram capazes de fazê-lo, de acordo com os quatro critérios mencionados acima – a intenção e a capacidade de entrar em uma união em livre vontade, fiel, frutífera e vitalícia.

Esse respeito pela liberdade pessoal é tão forte na Igreja que as coisas não mudam simplesmente com o passar do tempo; se você é mesmo casado, é casado; mas se você realmente não contraiu casamento, então você ainda não é verdadeiramente casado, independentemente da passagem do tempo.

Há sempre uma presunção de validade tanto aos olhos da lei civil como eclesiástica, desde que ambos os cônjuges digam “sim” ao expressar sua intenção de se casar, e desde que respondam positivamente às questões relativas à sua liberdade, sua intenção de se casar pelo resto de suas vidas e, em um casamento católico, sua intenção de aceitar filhos. Assim, um casamento é considerado válido até que se prove o contrário.

Nos casos em que existem razões suficientes para acreditar que este não é o caso, é necessário concluir um processo formal para investigar e confirmar essa crença e solicitar e obter uma declaração de nulidade – ou uma “anulação”, como é frequentemente chamada.

Isso só será concedido se for adequadamente comprovado, com base nos resultados, que o vínculo matrimonial na verdade não ocorreu; isto é, que o Sacramento do Santo Matrimônio não foi realmente celebrado e a pessoa, tendo sido declarada solteira, está livre para se casar na Igreja (depois que toda e qualquer união civil tenha sido declarada nula).

Muitas vezes, quando ouvimos sobre os procedimentos de nulidade do casamento, achamos difícil entender o que eles são e como a “anulação” difere do divórcio.

Certamente, nem todos os casos de separação ou divórcio correspondem a um casamento nulo. No entanto, se compreendêssemos de dentro o que as pessoas que iniciaram o processo de nulidade passaram, entenderíamos que muitas vezes as coisas não são como parecem.

Mais importante ainda, se isso ocorre em nossas próprias vidas, entender a verdade sobre nossa própria situação pode ser uma tremenda ajuda para curar as feridas causadas por um casamento desfeito e nos permitir encarar o futuro com base na verdade de nossa situação.

Aleteia

O Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (Insee, em francês) publicou nesta semana um estudo que mostra que seis a cada dez crianças nasceram fora do casamento na França em 2017, um recorde europeu. No total, 59,5% dos nascimentos não seguiram a lógica matrimonial

O número de nascimentos fora do casamento se multiplicou por dez desde os anos 1960 – em 1965, eles eram apenas 5,9%. Já em 2007, essa taxa subiu para 50,7%.

Os dados apontam que a frequência é maior nos departamentos e regiões ultra-marítimas (83,6%), no oeste (72,3%) e no centro (75,9%) da França. Já em Paris, apenas 47% dos pais não estavam casados na hora do nascimento.

Esse é o caso de apenas alguns países da União Europeia, como Portugal (52,8%), Espanha (45,9%), Reino Unido (47,7%), Bélgica (49%), ou Alemanha (35%). No extremo oposto estão a Grécia, com apenas 9,4% de casais que não se casaram antes de terem um filho, seguida por Croácia (18,9%), Chipre (19,1%) e Polônia (25%).

A evolução dos costumes foi acompanhada pela legislação francesa, que, desde 2016, não estabelece em seu Código Civil a distinção entre crianças “legítimas” (pais casados) e “naturais” ou “ilegítimas”.

Antes dos anos 1980, os casais também não esperavam o casamento para ter uma criança, mas era frequente a “regularização da situação” ao propor um matrimônio durante a gravidez

Uma parcela da sociedade francesa, que não aprova as profundas mudanças de comportamento no país, pede um retorno dos hábitos tradicionais. Isto é: que somente os casais heterossexuais tenham acesso à troca de alianças e também que ela ocorra antes da concepção dos filhos.

Criada durante o debate da adoção da lei que permitia o matrimônio aos casais homossexuais, o movimento Manif pour tous (“Manifestação para todos”, em oposição a “Casamento para todos”) mobiliza os franceses mais conservadores e também é contra o aborto, prática legal na França.

Fonte G1

Algumas pessoas sonham com um relacionamento sem conflitos, mas isso não é necessariamente saudável: pode ser um sinal de dependência emocional ou psicológica excessiva, ou de que um dos parceiros está sempre concordando com o outro.

Na verdade, conflitos e desentendimentos provam que a relação tem vitalidade. O trabalho, as crianças, os parentes e o dinheiro são todos tópicos que podem provocar debates acalorados. Mas os desentendimentos também são oportunidades para vocês se conhecerem e se amarem mais profundamente. Seja qual for a fonte do conflito, é importante saber como navegar esses desentendimentos, mantendo a relação intacta.

Mais importante do que a causa real da discussão, que pode ser grande ou pequena, é o impacto que um conflito tem nos parceiros. Para ajudá-lo a decidir sobre um plano de ação, pense em sua situação em termos de advertência de avalanche: baixo risco, risco em certas áreas, risco em várias áreas, alto risco e risco muito alto – para o relacionamento. Para evitar ser levado pela avalanche, aqui estão as estratégias para cada nível de risco – para ajudá-los a passar pelo conflito enquanto fortalecem seu relacionamento:

Baixo risco: corrigir imediatamente

Se um pequeno erro resulta em sentimentos feridos, um beijo e uma desculpa sincera muitas vezes podem ser suficientes para corrigir. Evite provocações ou brincadeiras. Basta dizer: “Desculpe-me”. Existem poucas frases tão eficazes quanto essa!

Risco em certas áreas: tome medidas preventivas

Alguns parceiros evitam completamente o conflito. Outros tendem a falar tudo no calor do momento e correm o risco de machucar o outro com palavras irritadas. Se você se encontra no extremo ou em algum lugar no meio disso, uma reunião semanal pode ajudar a facilitar a comunicação construtiva.

Sabendo que todas as noites de sexta-feira, por exemplo, eles revisitarão coisas que surgiram durante a semana, pode dar segurança aos cônjuges. Tais reuniões podem ser usadas para discutir a próxima semana, fazer planos para o fim de semana e lidar com o conflito ou uma amargura do passado. Não é necessariamente fácil – agendar esta reunião semanal regular pode exigir sacrifício – mas pode valer a pena. É um esforço que permite que você se refresque todas as semanas, trabalhe os mal-entendidos, perdoe um ao outro… Uma vez que você tiver um hábito melhor de comunicação, você pode ser mais flexível com os tempos de reunião.

Risco em várias áreas: use as ferramentas de comunicação

Assim como evitamos tocar um motor até ele esfriar para não nos queimarmos, também devemos evitar abordar o conflito quando as emoções são calorosas. Pare e defina um tempo para revisitar a situação. Antes de lidar com o conflito como um casal, tire um tempo sozinho para ouvir seus próprios sentimentos, aceitando todos: raiva, desgosto, rejeição, frustração, tristeza, falta de compreensão, decepção, espanto… Também faça um balanço de qualquer necessidade de descanso não atendido, apoio, compartilhamento, compreensão etc.

Espere até que ambos se sintam calmos e receptivos antes de voltar a conversar. Se o seu parceiro ficar quieto, faça perguntas abertas para atrai-lo para a conversa. Lembre-se de que cabe a você assumir a responsabilidade por suas necessidades. Às vezes, o simples passo de nomeá-las pode criar mudanças positivas.

Compartilhe seus próprios sentimentos e experiência e pergunte ao seu parceiro qual a perspectiva dele(a). Evite declarações acusatórias contra a outra pessoa. Ao invés disso, use frases como “Eu acho que… Eu sinto… Do meu ponto de vista…”. Esta abordagem convida ao diálogo e à troca genuína.

Uma vez que ambos os parceiros se sentem ouvidos e entendidos, mude para a ação. Tendo em conta suas respectivas necessidades, quais as decisões necessárias para resolver esse conflito? Como você pode evitar um conflito semelhante no futuro?

Alto risco: dê um passo para trás

Se você está enfrentando um grande desacordo, primeiro determine se é um conflito de valores ou um conflito de necessidades. Conflitos de valores são particulares para as pessoas envolvidas. Eles se relacionam com você e sua história pessoal e muitas vezes exigem que um ou ambos os parceiros revisem alguns critérios. Exemplos desse tipo de conflito: “Meu marido se recusa a usar um colete no casamento da prima Clara”. “Minha esposa se recusa a deixar nossa filha furar as orelhas”, ou “Ela deixa a nossa filha usar maquiagem aos 13 anos”. Há muito drama envolvido nesses tipos de conflitos, particularmente se eles tocam valores pessoais.

Reconhecer que nossos pontos de vista diferem é um grande passo que requer objetividade e abertura mental. Um ou ambos precisam fazer concessões; certifique-se de que nem sempre é o mesmo parceiro que concede, e que ambos estão fazendo esforços para se adaptar. Se possível, tente transformar um compromisso em um ato de amor. Fazer sacrifícios um pelo outro pode realmente fortalecer o vínculo matrimonial, se for feito de bom grado e com amor; como seres humanos, quanto mais nos sacrificamos para investir em algo – incluindo um relacionamento –, mais nos identificamos com ele e nos comprometemos com seu sucesso.

Muito alto risco: agir imediatamente

Se você está profundamente deprimido, desencorajado e ferido, e você acha que a conversa não te leva a lugar algum, procure ajuda profissional. Conselheiros matrimoniais ou terapeutas de casais podem fornecer ferramentas e conselhos para ajudá-los a sair de uma situação difícil. É uma boa ideia procurar ajuda antes que a situação se torne insuportável.

Insultos repetidos e/ou violência física não são simplesmente desentendimentos ou conflitos: são incidentes de abuso. Se você estiver nessa situação, registre a ocorrência ou ligue para serviços de emergência para obter ajuda imediata. O suporte está disponível para ajudar a tomar as decisões certas para você e para a segurança de seus filhos.

Autor: Bénédicte de Dinechin

Quando pergunto aos casais qual é o vínculo mais forte e indestrutível que os mantêm juntos, geralmente recebo a mesma resposta: as crianças. E, claro, isso faz sentido. Mas… se fosse realmente forte e indestrutível, por que ainda existe tanto divórcio?

Portanto, não são as crianças que nos mantêm unidos, mas nossa capacidade de amor e compromisso mútuo, de autodoação e de permanecer uma prioridade um para o outro. As crianças são fruto do nosso amor e uma enorme benção. Mas, infelizmente, para muitos casais, esse amor – o mais puro dos amores – não é suficiente para combater o egoísmo e evitar o divórcio.

Deixe-me explicar. As crianças são o presente mais belo que a vida pode nos dar e, é claro, temos que amá-las incondicionalmente e dedicar nosso tempo, esforço e tudo mais para elas. Mas não podemos descuidar da pessoa que deve ser a nossa principal prioridade, mesmo acima dos nossos filhos: nosso cônjuge.

A intimidade na vida conjugal vai muito além de um mero encontro sexual. Isso significa nos permitir nos conhecer verdadeiramente como somos, desde a alma. Isso significa comunicar nossos espíritos sem medo de ser julgado porque só existe amor entre nós e sentimos que podemos nos abrir completamente. Significa deixar nossos corações dialogarem, muitas vezes sem palavras. A ideia é que nosso relacionamento como marido e mulher seja o mais íntimo de todas as relações humanas.

Então, eu vou te pedir para voltar no tempo, para aqueles anos na escola, na sua aula de matemática quando você aprendeu sobre a adição. Eles pediram que você colocasse dois círculos juntos, ligeiramente sobrepostos. Havia uma interseção, um campo que ambos os círculos tinham em comum, e isso poderia ser tão grande ou tão pequeno quanto sua proximidade permitia. Quanto mais longe, menor é o vínculo. Quanto mais próximo, maior o vínculo.

Mas essa interseção é precisamente onde a nossa vida conjugal é vivida: é tudo o que temos em comum. Se tentamos fazer tudo o que pudermos para nos unir no amor, no respeito, na compaixão, no serviço mútuo, no perdão, na fé, no compartilhamento de alegrias e tristezas, sucessos e fracassos, nosso vínculo será bem nutrido, o que significa que teremos uma sólida e impenetrável cidade murada.

Mas se cada um de nós faz o que fazemos com nossa própria vida, separando-nos de nosso propósito comum, que é tornar-se feliz e ser o caminho para a realização um para o outro, então caímos no egoísmo e nossas prioridades de vida são diferentes ou não coincidem. E todos nós sabemos como isso acaba.

E podemos ver isso na epidemia de divórcios em casamentos de ninhos vazios. Estes são casais que perderam o caminho, que se esqueceram disso antes de se tornarem pais, eles eram um casal. Eles se tornaram pais e então se esqueceram de ser esposos, amigos, enamorados, confidentes, parceiros, companheiros na jornada.

Os anos passam, e pouco a pouco eles têm cada vez menos coisas em comum, porque eles pararam de alimentar seus laços como um casal. As crianças, o único vínculo que os mantêm juntos, não estão mais em casa. Agora eles são dois estranhos perfeitos – emocionalmente falando – vivendo sob o mesmo teto, comendo na mesma mesa e dormindo na mesma cama. E, é claro, uma vez que esse sentimento de “duas solidões juntas” não é agradável, eles se separam. Ou pior ainda, eles se divorciam, acreditando que essa é a solução.

Eu insisto, para que nossa intimidade cresça, e para que nosso vínculo se torne cada vez mais forte, precisamos alimentá-lo todos os dias através de detalhes, compartilhando atividades e gostos, falando palavras de afirmação, e assim por diante. Acredite, é muito mais simples do que parece. Aqui estão alguns pontos a considerar:

  • Para nutrir nosso vínculo conjugal, pense mais sobre seu cônjuge e menos sobre seus próprios gostos e preferências.
  • Conheça suas necessidades emocionais e o que você pode fazer para se encontrar mutuamente.
  • Conheça as áreas de intimidade que existem e trabalhe para nutrir cada uma delas. Eu vou compartilhar alguns que o Dr. Chapman menciona em seu livro Covenant Marriage: Building Communication & Intimacy:
    • A intimidade intelectual: compartilhar pensamentos, experiências, desejos ou ideias que o estimulam. Por exemplo, compartilhar um bom livro que acabei de ler e aquele filme fabuloso que me impressionou.
    • A intimidade emocional: isso significa compartilhar nós mesmos, nossos sentimentos e emoções. É quando nos abrimos e participamos do que sentimos e convidamos o outro a fazer o mesmo.
    • A intimidade espiritual: é o que um indivíduo pode compartilhar sobre seu relacionamento com Deus e como isso nos convida a refletir sobre o significado da vida. Por exemplo, compartilhar e refletir sobre as leituras da missa dominical.

É importante cuidar da nossa intimidade como um casal, porque será o veículo que alimenta nosso vínculo. Se estiver bem alimentado, nada será capaz de destruí-lo, não importa quão forte a tempestade, ou quantas crises atingirem nossa casa. E também se torna tão forte que nenhum terceiro poderá entrar. Lembremos que uma terceira pessoa só pode entrar quando há espaço suficiente entre os dois.

Luz Ivonne Ream

Conheci muitos casamentos felizes, mas nunca um compatível. O objetivo do casamento é lutar contra o instante em que a incompatibilidade torna-se inquestionável, e sobreviver a ele. Pois um homem e uma mulher, tais como são, são incompatíveis.” (G.K. Chesterton. O que há de errado com o mundo)

Os conflitos conjugais são uma realidade séria. De simples desacordos a grandes conflitos, todo casal tem discussões. Não se deixe enganar pelos “casais perfeitos” do Facebook e do Instagram. As pessoas não vão postar aspectos negativos de suas vidas. Alguns casais afirmam que nunca tiveram uma diferença de opinião durante toda a sua vida conjugal. Isso é realmente possível? É difícil acreditar que Deus já fez duas pessoas tão parecidas em todos os sentidos que suas opiniões coincidiram em tudo!

Um conflito deve ser resolvido antes que fique fora de controle. Mesmo as pequenas divergências, se não forem resolvidas, podem infeccionar por anos e um dia explodir como um vulcão.

Algumas brigas nunca terminam, elas duram anos, enquanto outras parecem desaparecer sem chegar a uma conclusão, aprofundando assim o ressentimento.

O primeiro choque geralmente ocorre algumas semanas ou meses após o casamento, quando percebemos que nosso cônjuge “perfeito” não é tão perfeito assim, e começamos a nos irritar com pequenas “imperfeições” em sua personalidade. Isso é perfeitamente normal e deve ser trabalhado.

Esta lista ajudará você a trabalhar algumas situações de conflito em seu casamento.

1. Desentenda, mas supere 

  • Não evite brigas a qualquer custo. Desentendimentos são uma parte saudável do relacionamento e todo casal os tem. O que é mais importante é como você briga. Quando houver um conflito, supere-o, para não permitir que uma briga destrua seu amor. Sempre tendo em mente que seu cônjuge não é seu inimigo. Trabalhar seus desentendimentos fará de vocês um casal mais forte. 

 2. Não fique em silêncio 
  • Quando há uma briga, é importante se comunicar e falar sobre isso. Recusar-se a falar com a outra pessoa só vai piorar a situação. É claro que, no começo, você pode ficar em silêncio para mostrar que está com raiva, mas não prolongue esse silêncio por muito tempo. Quando seu cônjuge vier até você depois de algum tempo e disser que quer falar sobre isso, não recuse. Não importa o que aconteça, não vá dormir com raiva. “Não deixe o sol se pôr em sua raiva. Ir para a cama com raiva fará você pensar mais e desenterrar ainda mais problemas. Você não estará feliz automaticamente na manhã seguinte.

3. Lembre-se você mesmo: “eu não sou perfeito(a)”

  • Muitos conflitos surgem quando um cônjuge constantemente culpa a outra pessoa por tudo que está errado. Nenhum marido e nenhuma esposa são perfeitos. Estar ciente de que os dois não são perfeitos irá ajudá-los a encontrar uma solução. O casamento implica ser flexível e abrir espaço para a personalidade do seu cônjuge. No coração de todo conflito está o eu, o ego. O verdadeiro problema é que, mesmo dentro do casamento, quero que minha liberdade irrestrita faça o que me agrada, esperando, ao mesmo tempo, a aprovação incondicional do meu cônjuge. Em outras palavras, quero ser o sol com meu cônjuge orbitando a minha volta como um planeta dedicado.

  • Nos casos em que a questão se tornar séria, peçam a um amigo(a) em comum (uma pessoa em quem ambos confiam e que seja objetiva e neutra) para mediar entre os dois. Pode ser um amigo confidente da família, um membro da família ou até mesmo um padre. Pode haver momentos em que ir juntos para aconselhamento matrimonial seja, talvez, inevitável. Não se recuse a ir mesmo se você acha que o outro é que tem culpa. O objetivo da mediação é ajudar os dois a resolver seus problemas, não para determinar quem foi o culpado. Lembre-se de que, afinal, você ama seu cônjuge, quer permanecer casado(a) e a outra pessoa provavelmente sente o mesmo por você. 

5. Não faça ameaças 

  • Não diga coisas ofensivas quando estiver zangada(o), o que pode causar uma divisão permanente entre você e seu cônjuge. Não ameace o divórcio, nem saia de casa ou qualquer outra coisa. Faça um acordo para nem mesmo mencionar essa palavra em seu casamento, não importa o quão ruim seja a discussão ou a situação (supondo que não haja abuso ou infidelidade). Quando você está se sentindo completamente furiosa(o), apenas se afaste por um momento, e dê à sua mente e coração tempo para soltar o vapor

6. Não traga o passado  

  • Mantenha sua conversa fixa no problema atual. Não tente expor todas as outras circunstâncias quando estiver insatisfeita(o) com seu cônjuge. Muitas coisas no passado são apenas isso, história, e nada pode ser feito sobre isso. Manter uma lista de erros do passado não ajuda seu relacionamento. Você pode ficar para sempre infeliz no passado ou pode decidir ser feliz no futuro.

7. Não lave sua roupa suja em público 

  • Lembre-se de que, por mais que você esteja chateada(o), seu cônjuge merece seu respeito e proteção em público. Não fale sobre seus problemas na frente dos outros, e, pior ainda, não reclame do seu cônjuge com seus parentes e amigos. E nunca brigue na frente de seus filhos. Seja a fortaleza de seu cônjuge em público, não importa se você tiver desentendimentos em casa

8. Peça desculpas

  • Quando você sabe que cometeu um erro, não deixe que o orgulho atrapalhe você a pedir desculpas. Muitas vezes, as palavras mais amorosas em um casamento não são “eu te amo”, mas “por favor, desculpe-me”. Ter a humildade de admitir que você estava errada(o) e pedir perdão quebra barreiras entre você e seu cônjuge e ajuda a reconstruir seu relacionamento. Alguns pensam que pedir desculpas é um sinal de fraqueza. Algumas pessoas têm medo de perder o contato com as pessoas que amam se admitirem suas falhas. Mas o oposto é verdadeiro; ser honesto sobre si mesmo, realmente fará você ganhar mais respeito do outro.

9. Tire um tempo para você 

  • Em casos extremos, onde há abuso emocional ou físico, ou infidelidade contínua, não é errado tirar um tempo e se separar do seu cônjuge por um período de tempo. Na verdade, é provavelmente a coisa certa a fazer. Muitas vezes, o cônjuge que errou só chega a uma profunda compreensão de seus defeitos quando o outro sai de casa. No entanto, este passo deve ser tomado com extrema prudência. Geralmente é um último recurso. Também não pense em “divórcio” imediatamente. Muitos conflitos são curados com o tempo. Separação, não divórcio, é o melhor passo nessas circunstâncias.

O amor não é um mero sentimento, pois amar exige uma firme decisão. Você tem que trabalhar a si mesma(o) ao invés de ficar tentando mudar o outro. Mas esse trabalho deve ser feito em conjunto, com a graça de Deus e através da oração

Penso muitas vezes nas bodas de Caná. O primeiro vinho deixou-os felicíssimos: é o enamoramento. Mas não dura até ao fim: deve aparecer um segundo vinho, isto é, deve ferver e crescer, amadurecer. Um amor definitivo que se torne realmente «segundo vinho» é mais lindo, é melhor do que o primeiro vinho. E é isto que devemos procurar”. – Papa Bento XVI

Fr Joshan Rodrigues

O Cardeal norte-americano Kevin Farrel, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, vetou duas oradoras que iam participar de um evento no Vaticano sobre a mulher devido a suas posturas contrárias ao ensinamento católico e a favor do lobby LGBT.

Trata-se de Mary McAleese, ex-presidente da Irlanda, e Ssenfuka Juanita Warry, que dirige a organização LGBT Catholics in Uganda.

Segundo Chantal Gotz, fundadora e diretora de Voices of Faith (Vozes de Fé), a lista de oradoras requeria a aprovação do Cardeal Farrel. Quando o Purpurado devolveu a lista dos nomes aprovados, McAleese e Warry não estavam incluídas.

O evento Vozes de Fé aconteceu pela primeira vez em 2014 e, desde então, é promovido em março de cada ano na sede da Pontifícia Academia para as Ciências, a Casina Pio IV, que está no Vaticano.

O evento é intitulado “Why Women Matter” (Por que as mulheres importam) e acontecerá no dia 8 de março para coincidir com o Dia Internacional da Mulher.

Em uma declaração em 2 de fevereiro, Vozes de Fé assinala que a ex-presidente da Irlanda “não é uma estranha para o Vaticano, tendo estado no comando como funcionária pública de um país predominantemente católico”.

McAleese, indica o texto da organização, “é conhecida por seu claro apoio aos direitos dos gays e das mulheres e falou publicamente e com frequência sobre suas frustrações com a fé católica”.

Em declarações à CNA – agência em inglês do grupo ACI – Chantal Gotz disse que ficou “surpresa” pela decisão do Cardeal Farrel, pois temas semelhantes não foram considerados um problema no passado.

A diretora de Vozes de Fé disse que, em oportunidades anteriores, já foram convidadas pessoas com posturas diferentes dos ensinamentos da Igreja em temas como aborto, anticoncepção e ordenação de mulheres.

A conferência de marco, acrescentou Gotz, “permite-nos criar um debate e diálogo sobre o poder atual e as estruturas de liderança em nossa Igreja hoje”.

Sobre a mudança de sede para o evento, Gotz disse a CNA que “os jesuítas, de modo autêntico, nos receberam e aos nossos oradores”.

Em diferentes ocasiões, Mary McAleese defendeu o casamento de pessoas do mesmo sexo e acusou a Igreja Católica de “hipocrisia” por defender o casamento natural entre um homem e uma mulher.

McAleese também defendeu a ordenação sacerdotal de mulheres, em contravenção ao que São João Paulo II estabeleceu no documento Ordinatio Sacerdotalis, que sublinha que o ministério sacerdotal está destinado somente aos homens.

No voo de regresso de suaviagem a Suécia, o Papa Francisco recordou que, “sobre a ordenação de mulheres na Igreja Católica, a última palavra é clara e foi dada por São João Paulo II e isso permanece”.

A carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis foi escrita por São João Paulo II em 1994. Nela, é estabelecido que “a ordenação sacerdotal, pela qual se transmite a missão, que Cristo confiou aos seus Apóstolos, de ensinar, santificar e governar os fiéis, foi na Igreja Católica, desde o início e sempre, exclusivamente reservada aos homens”.

ACI

O Arcebispo de Braga, Portugal, Dom Jorge Ortiga, apresentou na quarta-feira, 17 de janeiro, um serviço de acompanhamento de divorciados em segunda união, a fim de ajudá-los em processos de nulidade ou, na impossibilidade destes, promover uma maior integração destes casais na vida eclesial, ressaltando que não se está oferecendo a estas famílias uma “autorização geral” para voltar a receber aos sacramentos.

“A primeira ajuda a oferecer aos fiéis divorciados que vivem em nova união é o disponibilizar de um serviço de informação e aconselhamento para averiguar a existência de algum fundamento que possa introduzir a causa de declaração de nulidade do matrimônio no Tribunal Eclesiástico”, afirmou o Arcebispo Primaz, Dom Jorge Ortiga em coletiva de imprensa.

O Prelado acrescentou que, “aos que não podem obter a declaração de nulidade mas querem viver a fé cristã numa boa relação com Deus e com a Igreja, é proposto um ‘itinerário de responsável discernimento pessoal e pastoral’, com o objetivo de uma maior integração”, com base no capítulo VIII da exortação apostólica Amoris Laetitia, intitulado “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”.

As indicações a respeito desse novo serviço de acompanhamento das famílias está na Carta Pastoral “Construir a Casa sobre a Rocha”, documento que “procura apenas sublinhar resumidamente algumas orientações para esta renovação pastoral, nomeadamente no que respeita à preparação para o matrimônio, ao acompanhamento de casais jovens e à integração eclesial dos divorciados que vivem em nova união”, como resumido em sua introdução.

Segundo Dom Jorge Ortiga, o “Serviço Arquidiocese de Acolhimento e Apoio à Família” pretende “disponibilizar um acompanhamento integral e multidisciplinar” dos desafios e problemas que as famílias enfrentam, “com seriedade e sempre de forma fiel à doutrina da Igreja”.

Nesse sentido, o novo serviço tratará de diversas questões como a violência doméstica, dependências, vida matrimonial e sexual, questões de foro espiritual, além da situação dos divorciados recasados. Conta ainda com uma “equipe estável”, composta por uma jurista em Direito Canônico e Civil, um psicólogo, um psiquiatra, uma médica de Medicina Geral e Familiar e três sacerdotes jesuítas.

Em relação aos divorciados recasados, além de apresentar “critérios de orientação pastoral para a aplicação do capítulo VIII da Exortação Apostólica Amoris Laetitia”, o documento apresenta ainda um anexo com “Proposta de elementos práticos para um processo de acompanhamento, discernimento e integração de pessoas divorciadas em nova união civil”.

Ao ressaltar que “a primeira ajuda” a oferecer a esses casais em nova união é averiguar a possibilidade de “introduzir a causa de declaração de nulidade”, o Arcebispo explicou que pretendem “agilizar o acesso ao Tribunal eliminando, entre outros aspectos, a ideia de que é um processo demasiado longo e caro”.

Entretanto, para os casos em que o processo de nulidade não seja uma opção, a Arquidiocese passa a oferecer um serviço que, conforme explica, envolve a oração, o acompanhamento de um diretor espiritual, exercícios e atividades várias em um itinerário que visa a “procura da vontade de Deus” e pode levar vários meses, podendo resultar em diferentes respostas.

“Os casais têm de estar prontos, por exemplo, para aceitar que não existem respostas pré-concebidas nem metas previamente definidas. Se assim não fosse, nada haveria a discernir”, afirmou o Arcebispo na coletiva de imprensa.

Sobre a possibilidade de o casal ter acesso aos sacramentos, nomeadamente à reconciliação e à comunhão, a Arquidiocese ressalta que isto “não está previamente garantido e que dependerá de várias etapas”.

O Prelado ressaltou ainda que o documento não deve ser visto como uma “autorização geral” para o acesso aos sacramentos por parte de divorciados em nova união e que o processo de discernimento pode culminar em outras formas de integração na vida da Igreja.

Como exemplos, citou uma “maior presença na comunidade, participação em grupos de oração ou reflexão ou compromisso nos diversos serviços eclesiais”.

“Este itinerário de discernimento, feito de oração, revisão de vida e abertura à vontade de Deus, tem um propósito: valorizar a importância da consciência pessoal na vida dos cristãos e da Igreja”, indicou.

Em resumo, o Arcebispo de Braga declarou que, “neste ministério do discernimento, deve evitar-se cair em dois extremos: o rigorismo e o laxismo”.

De acordo com o Prelado, este é um tema acerca do qual “todos os bisposestão sensíveis”. Além disso, ao admitir “uma resposta a nível nacional, de todos”, referiu que cada Bispo na sua Diocese está orientando este serviço “como melhor entender”.

Fonte original: ACI

Dom Jorge Ortiga durante apresentação do serviço de acompanhamento das famílias / Foto: Arquidiocese de Braga

O amor não conhece limites temporais. Por isso, é natural que os enamorados queiram assumir um compromisso recíproco forte e definitivo, diante de todos, no qual vão oferecer-se um ao outro numa doação de amor total.

O “sentir” tende a se apoderar da nossa vida. E isto é gravíssimo, porque, se o “sentir” dirige a nossa vida, então estamos agindo de acordo com o nosso estado emocional e com as nossas variações de humor, que são instáveis e dependentes dos altos e baixos dos hormônios.

Faz pouco tempo, ouvi um comentário que me deixou de cabelo em pé. A pessoa disse que o casamento “até que a morte nos separe” não é mais possível, porque “o amor acaba e, nesse caso, a relação também tem que acabar”.

O amor acaba ou sou eu que acabo com o amor?

Esta pergunta foi outra coisa que ouvi recentemente e que me pareceu bem mais instigante do que reduzir o casamento a mero sentimento. Afinal, é verdade que os casamentos passam por etapas, inclusive algumas em que “não dá mais vontade” de continuar porque “sentimos” que o amor “acabou”. Nessas etapas mais difíceis, a monotonia se senta conosco no sofá para ver partidas de futebol e capítulos de novela. Não “vibramos” mais como nos primeiros anos.

Mas será que não é uma coisa muito boa “superar” aquele estado de “euforia” que a paixão traz consigo e que nos torna tão dependentes de fatores irracionais e sentimentais?

Eu, pessoalmente, acho fascinante que essas etapas de “cansaço” passem pelo casamento, porque elas são um convite para reinventarmos a relação e torná-la mais madura, com base na reflexão e no diálogo mais cheios de companheirismo e maturidade e menos motivados pelas simples “emoções”.

A reflexão sensata e calma sempre faz bem. As decisões tomadas por impulso, baseadas no que sentimos, não costumam ser as mais acertadas porque não surgem das nossas faculdades superiores da inteligência e da vontade, mas da emoção volúvel que muda ao sabor do acaso.

Muitas vezes, o amor não “se sente”: simplesmente se pratica. Isso quer dizer que temos que escolher amar. Não faz sentido alicerçar um compromisso da magnitude do casamento deixando-nos levar pelo “sentir”. O amor, diferente da paixão, é um ato da vontade, e não uma “emoção”.

Quando se decide amar, é mais fácil refletir e dialogar sobre os reais motivos que nos levam a querer estar juntos. É possível detectar com mais clareza quais são as carências atuais e, portanto, quais são os ajustes necessários para que a união matrimonial perdure a vida toda de modo pleno e realizador.

O amor “para sempre” existe, sim, mas alcançá-lo depende da vontade dos dois cônjuges. Ao contrário da paixão, que é um sentimento acionado por fatores externos, o amor é uma atitude que se aprende… amando.

Luz Ivonne Ream 

Após meses de preparação, finalmente chega o grande dia. É um monte de coisas para checar. E, geralmente, no topo da lista, está a escolha do profissional que vai fotografar o seu casamento.

Representando uma parte bastante pesada do orçamento, o fotógrafo tem a importante missão de capturar as emoções desse dia, para que você compartilhá-lo com seus entes queridos nas próximas décadas. E se você der a sorte de encontrar um fotógrafo realmente bom, ele poderá ir muito além do registro da beleza física para mostrar a verdadeira essência desse dia: a beleza bruta, que é o amor. E o casamento não é sobre isso?

Recentemente, o fotógrafo James Day nos fez lembrar disso com suas imagens emocionantes do casal australiano Adrian e Roslyn. A atitude do fotógrafo levou os noivos às lágrimas no dia do casamento. Ele queria fazer fotos do casal na frente de um lindíssimo pôr do sol. Porém, enquanto ele preparava a câmera, a luz e o enquadramento, ele sentiu que tudo aquilo “não era o suficiente”. No Facebook, James explicou: “Quando a luz ficou incrível, eu abandonei tudo o que eu sabia, fui até eles e disse: ‘Pessoal, pare de posar. Apenas aproveite seu primeiro pôr do sol juntos, como marido e mulher.”

É verdade! No dia do casamento os noivos ficam tão estressados com tanta coisa para organizar que, às vezes, se esquecem de que esse dia marca o início da vida a dois. Por isso, faz sentido que os novos cônjuges demorem algum tempo para admirar a Mãe Natureza.

Mas o fotógrafo foi ainda mais longe e fez uma pergunta ao noivo. Uma pergunta que todas as noivas e todos os noivos deveriam se fazer ao assumir o compromisso do Matrimônio: “Com bilhões de pessoas no planeta, você escolheu passar o resto da sua vida com Roslyn. Você pode dizer-lhe o motivo?”

James conta que fez o noivo sussurrar a resposta no ouvido da noiva “porque aquilo só interessava aos dois. Eu queria que eles compartilhassem aquele momento privativamente.”

E enquanto Adrian contava para que sua noiva o que o fez escolhê-la, Day se afastou e conseguiu o registrar o lindo momento em que as lágrimas escorriam pelo rosto de Roslyn.

Embora nunca saibamos o motivo pelo qual ela foi a escolhida entre bilhões de outras mulheres, a foto demonstra o amor puro que uniu estes dois em matrimônio.

Enfim, a pergunta de Day é propícia para o início da vida do casal. Mas também pode ser feita por todos os maridos e mulheres ao longo da vida conjugal. Imagine acordar no dia de seu aniversário de casamento com um pequeno bilhete, explicando o motivo pelo qual você foi o escolhido ou a escolhida entre bilhões de pessoas. Ao longo dos anos, as razões podem mudar do superficial “porque você faz o melhor café” para o mais significativo “porque você acende meu dia, mesmo quando está escuro lá fora”.

#FicaAdica

Pode soar estranhíssimo para muita gente, mas você sabia que, ao ter ato conjugal com seu cônjuge dentro do matrimônio, estando ambos abertos à graça da vida, você está fazendo oração?

É simples de entender. A oração não é uma repetição de palavras: é uma atitude de união com Deus. Todas as nossas atividades, quando conscientemente oferecidas a Ele, são oração. Inclusive o sexo? E por que não?

São João Paulo II, na sua fascinante catequese sobre a Teologia do Corpo, nos fala da maravilhosa capacidade humana de experimentar, por meio da corporeidade, o atributo nupcial da expressão do amor. Nesse amor, cada cônjuge se torna um presente, um dom para o outro, e um dom completo, voluntário, consciente, que Deus torna fecundo em frutos magníficos como a realização pessoal, a realização mútua, a visão de sentido para a própria vida, a abertura para a nova vida nos filhos que vierem!

É algo único da pessoa humana: entregar-se conscientemente uma à outra como oferta de amor!

Nesse contexto, fazer amor é fazer oração porque é um ato de entrega mútua em que se participa do Amor divino e inclusive da divina criação.

Diz São João Paulo II a respeito dos cônjuges: eles “veem um ao outro com toda a paz do olhar interior que cria a plenitude da intimidade de pessoas”. Todos nós desejamos alguém que nos ame, nos aceite e nos respeite por completo, plenamente, porque isso nos preenche, nos eleva e, de modo literal, nos leva a experimentar o amor de Deus sensivelmente.

A união sexual no matrimônio é um ato de união a Deus porque, por meio dela, Ele nos torna partícipes do Seu Amor e do Seu Espírito e nos transmite as graças necessárias para perseverar e nos realizar no desafio envolvido nessa entrega diária – que não, não é fácil.

Importante: nenhum outro ato sexual pode ser descrito como “fazer amor”, porque Amor, em sentido pleno, é o Amor Absoluto, é o Ser Absoluto, é o Sentido Absoluto, é Deus; e nenhum ato separado d’Ele pode ser entendido autenticamente como amor. Nenhum outro ato sexual dignifica. O ato sexual fora desse contexto não apenas não nos une a Deus como, pelo contrário, nos afasta da participação na plenitude do Seu Amor.

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Adaptado de texto original de Luz Ivonne Ream

Autor do artigo: Pedro Henrique Alves

Nos últimos dias temos visto uma larga divulgação da notícia que uma comissão da câmara dos deputados havia, normativamente, definido como família a união entre homem e mulher. Isto causou uma grande comoção nas redes sociais, conservadores e cristãos receberam a tal notícia com uma certa euforia e contentamento; os mais modernistas, com pesar e indignação.

A família, independentemente de qualquer linha ideológica, é a instituição mais bem edificada da história. Por que digo isso? Parece-me que a família foi a estrutura basal da sociedade, aliás, faz-me crer que, somente existe uma sociedade moderna, pois houve antes um núcleo social chamado família. Muitas teorias foram feitas ao longo dos séculos para tentar explicar a origem da sociedade, destaca-se os Contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau), foram eles os mais aclamados entre aqueles que se tentaram explicar a estruturação social desde sua origem.

Destaco dois em especial: Rousseau, que em seu livro “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”[1] trata do tema: origem da família e desigualdades na sociedade; Marx, apesar de não ser um dos Contratualistas, também apresenta-nos sua teoria em uma de suas obras, “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”[2], obra esta que traduz suas ideias mais maduras, quem assina a sua obra é seu fiel escudeiro Engels, pelo advento da morte do dito autor. Bom, apenas citei alguns estudiosos do tema para contextualizar o debate, e democraticamente mostrar que não palpitarei por um mero deleite filosófico.

Algo me parece paradoxal quando tratamos do assunto: família. A sociedade moderna enxerga a estrutura tradicional de família como sendo uma dificuldade para o “avanço”, um entrave, uma engrenagem enferrujada que precisa ser substituída, todavia, a família é a base natural da humanidade, e ninguém em sã consciência há de discordar disto. É como colocar bombas-relógios nos firmamentos de nossos lares, e deitarmos tranquilamente em nossas camas como se nada tivesse por ocorrer. “Ora, pareceu-me injusto que a humanidade se ocupasse em chamar de más todas aquelas coisas que foram boas o suficiente para tornar outras coisas melhores, em eternamente chutar a escada pela qual subiu”[3].

Por mais que isto venha assustar a modernidade, me sinto inclinado a denunciar que, o ato sexual, um dia, foi visto como forma de reprodução e de união (laço) entre indivíduos, não como mero playground. Num belo dia, um homem percebeu que do coito com sua parceira surgia um novo ser semelhante a ele, e justamente por conta deste estranho e indefinível milagre, perceberam que seria bom eternizar esta união, pois, para o que parece ser divino o eterno é a melhor escolha. Instaura-se, então, a primeira e mais sólida célula social, a qual permitiu o surgimento de uma sociedade organizada, e isto não se trata de uma criação burguesa ou de uma espécie de conspiração macabra para se instaurar a propriedade privada, como quis Marx[4], buscar manter a união entre a sua amada e a sua prole é algo tão natural quanto respirar, não há maldições capitalista em torno disso, há apenas o desejo de tornar duradouro o que se apresentou como digno de durar.

O que uniu definitivamente o homem e mulher como único seio familiar possível, não foi nenhum documento normativo de qualquer sociedade em nosso espaço temporal. Quem os uniu foi o mistério da criação da vida, foi a constatação de que a união entre dois diferentes faz brotar um terceiro que carrega um pouco dos dois que o fizeram, aqui está todo o “porquê”, aqui está toda raiz da família tradicional, a capacidade magnifica de gerar mais um que é “carne da minha carne”(Gênisis 2, 23). Trata-se, por fim, deste magnifico mistério fecundo que mais tarde denominaríamos: “amor”. Não espantem-se com minha retórica a favor desta definição familiar, não se trata de discriminação sexual ou qualquer coisa que se assemelhe a isso, trata-se de uma constatação inevitável, a família é “uma necessidade da humanidade[…] um alçapão do qual a humanidade não tem como escapar”[5].

O mistério que envolve a fecundidade da união masculina e feminina ultrapassa qualquer limite de nossas vãs teorias causais, este medonho processo de prole urge dentro de nossas mentes sem uma resposta prévia, faz brotar um grande e infindável mistério, faz nascer em nós algo que não se explica com estatísticas, escavações arqueológicas ou teorias sociológicas. Existe um toque transcendente no ato de multiplicação da espécie humana, algo que me tenta a conversão, a vida surgindo de dois mortais tão limitados, algo que nem mesmo a mais rebuscada filosofia, nem as mais sapientíssimas mentes conseguiriam sintetizar em uma explicação racional, eis a trave que sustenta a família, uma trave que não é fincada no tempo.

Este big bang, este ato primeiro de luz acontece através de uma união hétero, e como não querer manter a salvo esta maravilhosa união chamada: família? Mantê-la fora do processo corrosivo do tempo é manter seguro algo que se mostrou digno de eternidade. “Basta dizer que pagãos e cristãos tomavam igualmente o casamento como um laço, como algo que, em circunstâncias normais, não deveria ser desfeito”[6]. A família é uma forma imanente de participar da eternidade, o único momento que Deus empresta ao ser humano o seu poder mais belo, o da criação. Quando uma família se forma, eu carrego um pouco de meu pai e de minha mãe que, por sua vez, carrega um pouco dos seus e assim por diante, talvez o termo “árvore genealógica” foi assim designada, pois, há arvores tão fortes parecem eternas.

Mesmo que muitas destas famílias mostram-se não cumpridoras de sua missão natural, isso não deve ser motivação para destituí-las ou redefini-las como se fossem produtos enlatados com data de validade ultrapassadas, algo que teve seu tempo, mas que hoje se faz pútrido. Esse mistério selou a união mais bela que se tem conhecimento. O que hoje a sociedade contesta como sendo uma definição retrograda de família, mostrou-se ao longo da existência humana ser algo tão bom que Deus não ousou colocar nela uma data de validade.

Referências:

[1] ROUSSEAU, Jean-Jaques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, 1ª Ed, L&PM POCKET: Porto Alegre RS, 2008. 173 p.

[2] ENGELS, Frederich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado, 1ª Ed, BestBolso: Rio de Janeiro, 2014. 223 p.

[3] CHESTERTON, G. K. O defensor Tipos variados, 1ª Ed, Ecclesiae: Campinas SP, 2015. p. 18

[4] ENGELS, op. Cit., p. 34 -101

[5] CHESTERTON, G. K. O que há de errado com o mundo, 1ª Ed, Ecclesiae: Campinas SP, 2013. P. 56

[6] Idem, p. 5

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Foi publicada nesta terça-feira (19/09) a Carta Apostólica “Summa Familiae Cura” do Papa Francisco em forma de Motu Proprio, com a qual é instituído o Pontificio Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimónio e da Família.

Com a “Summa familiae Cura”, o Papa institui o Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família que, ligado à Pontifícia Universidade Lateranense, substitui o Pontifício Instituto João Paulo II para os Estudos sobre o Matrimônio e Família.

Portanto, o que era “Estudo” agora torna-se “Ciência”, pois, para Francisco, é importante prosseguir a intuição de João Paulo II, ampliando o raio de pesquisa sobre a família, seja no que diz respeito à sua dimensão pastoral e eclesial, seja no campo da cultura antropológica.

O Papa considera que a mudança antropológico-cultural da sociedade requer uma análise analítica e diversificada da questão familiar, que não se limite a práticas pastorais e missionárias que refletem formas e modelos do passado. “No límpido propósito de permanecer fiéis ao ensinamento de Cristo, devemos portanto olhar, com intelecto de amor e com sábio realismo, para a realidade da família hoje em toda a sua complexidade, nas suas luzes e sombras”, escreve o Pontífice.

O novo Instituto procurará ser, no âmbito das instituições pontifícias, um centro acadêmico de referência, ao serviço da missão da Igreja universal, no campo das ciências que dizem respeito ao matrimônio e à família e acerca dos temas relacionados com a fundamental aliança do homem e da mulher para o cuidado da geração e da criação.

O Instituto Teológico tem a faculdade de conferir “iure proprio” aos seus estudantes os seguintes graus acadêmicos: Doutorado, Licenciatura e Bacharelado em Ciências sobre o Matrimônio e a Família.

Fonte: Rádio Vaticana 

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Sobre o matrimônio e a família, é preciso repensar tudo a partir de uma nova elaboração teológica, e não é possível mais se limitar a ajustes pastorais mais ou menos precários. O Papa Francisco já havia explicado isso na Amoris laetitia, mas, evidentemente, os novos caminhos que Bergoglio havia indicado no texto elaborado com base nas reflexões de nada menos do que dois Sínodos dedicados à família custam a serem percorridos.

Assim, com um motu proprio intitulado Summa familiae cura, isto é, o máximo cuidado pela família, ele decidiu abolir o Pontifício Instituto João Paulo II para a Família e instituir o “Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família”, que deverá elaborar novas linhas teológicas, com base em um sistema jurídico diferente, em consonância com o que o papa escreveu na Amoris laetitia.

Na verdade, o motu proprio é uma carta pastoral na qual o papa escreve que a situação atual “não nos permite nos limitar a práticas da pastoral e da missão que refletem formas e modelos do passado”. Ele acrescenta que é preciso “uma abordagem analítica e diversificada”, e olhar “com sábio realismo para a realidade da família hoje, em toda a sua complexidade, nas suas luzes e nas suas sombras”. Portanto, é preciso explorar caminhos novos também do ponto de vista da teologia.

O antigo Instituto João Paulo II para a Família não tinha essa tarefa. Ele nascera em tempos nos quais a crise da família e os novos desafios abertos na sociedade à instituição do matrimônio não eram tão fortes e parecia suficiente ajustar um pouco as práticas pastorais.

Uma análise que indicava uma necessária expansão da sua reflexão havia sido feita em um seminário entre os dois Sínodos sobre a família, organizado por Dom Vicenzo Paglia e coordenado pelo teólogo Pierangelo Sequeri, no qual haviam sido antecipadas muitas reflexões presentes, depois, na Amoris laetitia.

As atas do seminário foram publicadas pela Livraria Editora Vaticana. Sequeri, no ano passado, em meados de agosto, havia sido nomeado para a cúpula do Instituto João Paulo II para a Família e, a partir de dentro, pôde se dar conta dos limites de ação e de elaboração, especialmente em relação aos novos desafios indicados pela Amoris laetitia.

Eis a razão da mudança de ritmo mais orientado para a teologia que o papa indicou no motu proprio.

A decisão de Bergoglio também seria, segundo alguns, uma resposta às “dubia” levantadas pelos quatro cardeais críticos do texto pontifício, Brandmüller, Burke, Caffarra e Meisner, os dois últimos recentemente falecidos. Eles levantavam uma série de questões de ordem mais teológica do que pastoral, e não só limitadas ao problema da comunhão aos divorciados em segunda união.

Em alguns setores da Igreja, há resistências e algum desconforto acerca da Amoris laetitia. A decisão do papa de confiar a uma nova instituição a elaboração de uma teologia do matrimônio e da família que possa dialogar melhor com as outras ciências humanas e com uma cultura antropológica que está mudando em todos os temas da vida não significa que Bergoglio queira uma mudança da doutrina, mas, ao contrário, ele quer entender como é possível permanecer mais fiel à doutrina em um mundo que muda.

E explica isso no texto do motu proprio: “Devemos ser intérpretes conscientes e apaixonados da sabedoria da fé em um contexto em que os indivíduos são menos sustentados do que no passado pelas estruturas sociais na sua vida afetiva e familiar”. É por isso que não adiantam respostas simples com um “sim” ou um “não”, como queriam os cardeais das “dubia”.

O novo instituto terá uma natureza decisivamente acadêmica. O papa estabeleceu que ele deverá trabalhar em estreito contato com o novo dicastério, recentemente constituído, para os Leigos e a Família, com o da Educação Católica e com a Pontifícia Academia para a Vida, e cooperar com a Pontifícia Universidade Lateranense.

A sua missão, enfatiza o papa no texto, será “científica” e “eclesial”, ampliada a toda a cultura da vida, incluindo o cuidado do ambiente.

O artigo 2 do motu proprio diz: “O novo instituto constituirá, no âmbito das instituições pontifícias, um centro acadêmico de referência, a serviço da missão da Igreja universal, no campo das ciências que se referem ao matrimônio e à família e aos temas conectados com a fundamental aliança do homem e da mulher para o cuidado da geração e da criação”.

Site da revista Famiglia Cristiana