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O que é uma gota de água, essa ínfima partícula líquida sem odor, sem sabor e sem cor? É tão pouca coisa… é nada!

Ainda que uma gota de água possa luzir sobre as pétalas de uma bela flor e refletir maravilhosamente a luz do sol, quando se compara com um imenso mar bravio, ou com nuvens carregadas e prontas para derramar um dilúvio formidável, ou com uma fonte generosa que não cessa de brotar da terra produzindo incontáveis benefícios… pois, uma simples gota de água é igual a nada.

No entanto, na liturgia da Missa, a gota de água que o sacerdote ou o diácono verte no cálice que contêm o vinho que será consagrado, tem um valor simbólico portentoso: significa os tesouros da Igreja e “o que falta à paixão de Cristo”, nem mais nem menos. Com efeito, diz São Paulo “Agora me alegro pelos padecimentos que suporto por vós, e completo em minha carne o que falta às tribulações de Cristo, em favor de seu Corpo, que é a Igreja” (Col. 1, 24).

Nossos sacrifícios, as provas assumidas e oferecidas com amor e unidas à imolação de Jesus, têm um valor redentor e servem para expiar os pecados do mundo, já que completam, em nossa carne, essa quota com a qual Deus conta para que seu precioso sangue seja fecundo. Não é que Deus precise de alguém ou de algo, mas assim dispôs as coisas em sua providência.

O sacrifício do Calvário nos redimiu da morte e do pecado e nos abriu as portas do céu. Mas para que cada um alcance a salvação, é necessário acolhê-la amorosamente, pois Deus não a impõem pela força. Esse ‘fiat’ que nos corresponde assumir, é nosso próprio sacrifício que, como uma gota de água, vale por si muito pouco ou nada, mas que, unido ao de Nosso Senhor e às lágrimas de Maria Santíssima, passa a ter valor. Um valor tão pequeno como nossa insignificância, e tão enorme que sem ele não alcançamos a vida eterna.

Esta verdade é simbolizada na Celebração Eucarística no momento do ofertório, quando o celebrante derrama uma delicada gota, ou pouco mais, no vinho que será transubstanciado. A matéria própria da Eucaristia é o pão e o vinho, não é a água. Mas esta última, ao ser colocada no vinho, se confunde com ele formando um só líquido a ser consagrado.

Nossa participação na redenção do mundo e na nossa pessoal, passa por essa indispensável e providencial “gota de água” que é nossa oblação. Que belo mistério e quão belamente é simbolizado!

Essa gota de água é um sinal que nos anima a sofrer o que nos toca, dá sentido à prova, aos dissabores da vida e a mesma morte. E na medida em que carreguemos com determinação a própria cruz, a gota de água se alarga, aumentando nossa particular contribuição para a salvação do mundo.

Dita gota de água simboliza um tesouro que vale muito mais que qualquer pedra preciosa de altíssimo valor. Há um tempo atrás, se divulgou a notícia de que um diamante rosa de 24 quilates bateu os recordes de um leilão suíço sendo adquirido por um joalheiro norte-americano pelo preço de 33 milhões de euros. Esse diamante não vale, nem de longe, o que vale uma alma aos olhos de Deus.

É que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, redimidos e comprados por Seu Sangue infinitamente precioso e assim, feitos parte da família de Deus posto que somos seus filhos. Valemos mais que todo o universo material!

Agora, comparados com o sofrimento de Jesus Cristo no Calvário, que são os méritos somados de todos os mártires, de todos os confessores, de todas as virgens? Da mesma Virgem das virgens? Nada… ou quase nada; valem o que vale uma gota de água. Entretanto, dizemos com propriedade: que tesouro valiosíssimo são os méritos de Maria Santíssima, dos anjos e dos santos!… Por que? Pela razão de que estão unidos aos merecimentos de Cristo. Aí adquirem seu verdadeiro valor.

A gota de água da liturgia da Missa é um dos tantos símbolos que enriquecem a celebração. A Eucaristia é um tesouro de tão infinito valor, que a Igreja lhe pôs como marco uma liturgia celebrativa que forma e educa aos fiéis. A Missa, celebrada como se deve (há que se dizer que, lamentavelmente, não é tão raro encontrar-se com “originalidades” que violam as rubricas e atentam contra a mesma ortodoxia) é uma catequese.

‘Lex orandi, lex credendi’ diz um antigo adágio latino. Isto significa que a lei da oração, quer dizer, a forma como rezamos, como celebramos o culto, determina a lei do que se crê, determina a substância da Fé.

Que responsabilidade tem os pastores de formar aos fiéis, e eles, por sua vez, de instruirem-se sobre as maravilhas da oração litúrgica, uma vez que o que se faça em matéria de celebração, condicionará a integridade da Fé que se professa!

Se conhecêssemos e amassemos o significado de tantos sinais e símbolos da liturgia católica estaríamos mais motivados para adorar ao Senhor na Eucaristia. A dignidade dos vasos sagrados, o valor da música sacra, o sentido do perfume do incenso que normalmente se utiliza em certas solenidades, tudo, até a insignificante mas indispensável gota de água, são os tesouros da Igreja aos quais se unem nossas vidas chamadas a “transformar-se em oferenda permanente” (Oração Eucarística III).

O mistério cristão é sugestivo e zeloso. Pede que o professemos na riqueza do que é e não segundo a mesquinhez de nossa pobre forma de concebê-lo.

Por Padre Rafael Ibarguren, EP.

Conselheiro de Honra da Federação Mundial das Obras Eucarísticas da Igreja (FMOEI)

Traduzido por Emílio Portugal Coutinho

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Bom dia:

Nós realmente não nos conhecemos, mas eu me sinto obrigado a escrever-lhe esta carta, tendo em vista nossa breve conversa depois da missa de domingo passado.

Sei que você se recordará de mim: sou aquele homem exausto, sem banho, que derramava o lanche, com alguns brinquedos pelo colo, sujo de vômito, equilibrista das chupetas daquele circo montado no banco da frente onde você estava na igreja.

Somos o motivo pelo qual as pessoas perdem a homilia. Somos o “amém” gritado aos quatro ventos no momento errado; o aperto de mãos com a cara feia na hora da paz…

Não tenho certeza de que você saiba disso, mas nós temos total consciência do modo como impactamos na experiência da missa dos demais.

Talvez não lhe pareça, mas cada vez que um de nossos filhos fala alto, deixa cair algo, brinca nos bancos ou enche a fralda, nós nos envergonhamos terrivelmente e suplicamos que isso não esteja distraindo os outros de sua oração íntima com Deus.

Percebo agora que provavelmente isso não fique evidente, porque no domingo passado você se sentiu inspirada pelo Espírito Santo (suponho) para vir me dizer que eu estava lidando mal com a situação.

“Você não sabe que há um lugar onde as crianças podem ficar? Será que você não poderia sair da próxima vez com a criança que fala alto? Por que você não diz aos seus filhos que eles não podem ficar dançando nos bancos durante o Evangelho? Acaso não sabe que as pessoas estão tentando rezar?”

Eu me sinto mal por não ter lhe respondido de forma mais ampla quando você veio com tais comentários. Para ser sincero, senti-me tão mal com seus comentários que não pude dizer mais do que “sinto muito”.

A caminho do carro, no entanto, minha cabeça começou a pulsar com todas as coisas que eu queria lhe dizer.

Oxalá lhe houvesse dito que os olhares tortos e os comentários críticos sobre as crianças fazem os pais refletir se deveriam mesmo trazer os filhos na missa.

Quisera lhe recordar Marcos 10, onde os discípulos repreendem os pais por terem levado os filhos até Jesus. Quem sabe você se recorda da reação de Jesus: “deixai vir a mim as crianças”.

Eu estava indignado.

Pudesse eu lhe recordar as palavras do Papa Paulo VI na Gaudium et Spes, em que nos recorda que “os filhos são realmente o maior presente do casamento”.

O motivo pelo qual todos temos de mudar nosso pensamento é que as crianças são maravilhosas justamente pelas razões que a aborrecem na missa.

Elas nos distraem, nos incomodam, nos dificultam a concentração em nossas prioridades, e por tudo isso fazem um trabalho duro para que sejamos santos.

Pudesse eu ter-lhe dito que os meus filhos, que tanto a aborrecem, podem ser exatamente o que Deus quer para você; uma forma de ajudá-la a superar o seu egoísmo e se santificar. Sei que isso é o que meus filhos fazem por mim.

Por fim, gostaria de lhe dizer que nossa fé católica é pró-vida. Talvez isso lhe seja inconveniente, mas as crianças barulhentas e os bebês exigentes são o resultado mais maravilhoso de uma vida “pró-vida”.

Quando penso em Jesus olhando para nossa paróquia, eu o imagino com um grande sorriso quando vê a homilia ser interrompida por algum ruído dos pequeninos.

Enquanto me preparo para ir este domingo à missa, me asseguro de ter em mente essas respostas para lhe dar quando a encontrar.

Mas eis que me dou conta de algo.

Talvez você não seja a senhora mal-humorada que odeia as crianças que eu imagino. Talvez suas queixas no fundo não tenham nada a ver com minha família. Talvez exista alguma dor profunda dentro da senhora que a tenha conduzido a me criticar.

Uma passagem da carta de São Paulo aos Filipenses me ajuda a recordar que devo suprimir, humildemente, os pensamentos sobre mim, considerando os demais mais importantes do que eu mesmo, cada um cuidando não só dos próprios interesses, mas também dos outros.

Fico pensando que seu comentário possa vir de algum sofrimento devido a uma experiência de infertilidade. Ou da tristeza de um marido distante, frio e indiferente. Ou do remorso por não ter feito da missa uma prioridade para os seus filhos, que talvez agora estejam distantes da fé…

Mas não fiz nada disso.

Pensei só em mim mesmo. Pior ainda, me desgastei pensando em como colocar a senhora no seu devido lugar.

Dessa forma, se vou sugerir a Deus que coloque à sua frente uma família bagunceira, também terei de admitir que Ele faça o mesmo comigo, colocando a senhora em minha vida.

Estará em mim a capacidade de aceitar o que Ele quer me oferecer através da senhora, aceitando isso como uma oportunidade que Deus me oferece de melhorar minha relação com Ele.

Eu sei que isso não é fácil, mas quero proceder assim.

Rezo pela senhora, e lhe peço que também reze por mim. Como pôde ver, eu preciso muito.

Tommy Tighe

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O pequeno Rafael Freitas, de 3 anos, que ficou conhecido em todo o Brasil por brincar de celebrar missas, que dizia que querer ser papa, que viralizou nas redes sociais e foi destaque na mídia nacional, fez a sua páscoa. Ele fazia tratamento no Hospital de Câncer Infantojuvenil de Barretos, e infelizmente não resistiu. Rafael estava em pausa do seu tratamento e havia retornado a sua cidade natal (Conceição das Pedras – MG). Lá, depois de ver sua família e passar algumas semanas em casa, precisou ser internado em uma cidade vizinha e sedado faleceu por volta das 20h10 da noite de sábado (14). O sepultamento aconteceu às 16h na cidade de Conceição das Pedras. No dia 13 de fevereiro, o bispo diocesano, Dom Milton Kenan Júnior recebeu na Residência Episcopal a família de Rafael.

A foto acima, que anunciou o falecimento do garoto, na página oficial da Diocese de Barretos, no Facebook, até o fechamento desta coluna, tinha 447 compartilhamentos, 69.833 pessoas alcançadas, 1.380 curtidas e 244 comentários lamentando o falecimento de Rafael. O menino foi um exemplo de fé!

Foto: Milton Figueiredo
Fonte: Imprensa católica

 

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Dos 30 milhões de habitantes do Nepal, menos de 8 mil são católicos. Os habitantes de Okhaldhunga, uma aldeia em um lugar afastado no leste do Nepal, foram salvos da morte no terremoto do sábado passado por participarem de uma Missa de ordenação sacerdotal.

Segundo declarações à Cáritas, o jovem Santosh Kumar Magar, professor de 29 anos, participava da Missa no dia 25 de abril, quando o terremoto de 7.9 graus de magnitude destruiu o país.

Mais de 5 mil pessoas faleceram e mais de 10 mil pessoas ficaram feridas devido ao sismo que atingiu o Nepal e algumas áreas da Índia e da China.

O abalo sísmico aconteceu por volta do meio-dia e seu epicentro estava há 80 quilômetros de Katmandu, a capital do Nepal.

Santosh Kumar Magar comentou: “quando senti o terremoto saí da sala onde estava e vi duas ou três casas ao meu redor que estavam sendo destruídas. Alguns animais morreram quase ao mesmo tempo”.

“As pessoas se salvaram porque todos os habitantes desta região estavam reunidos para o programa da ordenação sacerdotal”, expressou.

O jovem assinalou ainda que aquela “foi uma experiência horrível, nunca passei por algo assim na minha vida. Foi a primeira vez que tive uma experiência tão terrível, não sei como explicá-la, eu estava enraivecido”.

Após o terremoto, Santosh voltou a Katmandu, capital do Nepal. “A maioria das casas dos povoados… algumas das casas haviam desabado, mas a maioria das casas estavam rachadas”, comentou.

“Todos os habitantes estavam saindo das casas e se reuniam no meio da estrada, gritando socorro”, recordou Santosh.

Existe cerca de 8 mil católicos no Nepal, são uma minoria dos cristãos que habitam no país. Entre uma população de quase 30 milhões de habitantes, os cristãos representam pouco mais de 1 por cento. Entretanto, a Cáritas Nepal é uma das organizações católicas que lidera os esforços por auxiliar as pessoas afetadas pelo terremoto.

Em um comunicado feito na manhã de hoje, 28, informou-se que o Papa Francisco enviará uma contribuição de 100 mil dólares à população do Nepal através do Pontifício Conselho Cor Unum no Vaticano.

“Essa doação, que será enviada à Igreja local, tem a finalidade de sustentar as obras de assistência que se desenvolvem a favor dos afetados pelo terremoto, esta doação é uma primeira e imediata expressão concreta dos sentimentos espirituais de proximidade e alento paterno do Papa às pessoas e aos territórios atingidos”, afirma a nota do Cor Unum.

ACI

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A homilia “não é um sermão sobre um tema abstrato”, nem “uma ocasião, para o pecador, confrontar argumentos completamente desligados da celebração litúrgica e das suas leituras, ou para fazer violência aos textos previstos pela Igreja, contorcendo-os para adaptá-los a uma ideia preconceituosa”, não é “um puro exercício de exegese bíblica”, “não deve ser empregada como tempo de testemunho pessoal do pecador”, não deve se limitar a expressar “simplesmente a história pessoal do pregador”, nem deve reduzir-se a um caráter “puramente moralista ou doutrinador”.

O Vaticano apresentou hoje um “diretório homilético”, elaborado pela congregação para o culto divino e a disciplina dos sacramentos guiada desde novembro pelo cardeal guineense Robert Sarah, acelerado com Papa Francisco, publicado na realidade no último dezembro, e em elaboração desde Papa Bento XVI, quando estava gerindo o dicastério o cardeal espanhol Antonio Canizares Llovera. Em 156 parágrafos e dois apêndices, esse vade-mécum endereçado a todos os bispos, sacerdotes e seminaristas do mundo propõe a indicação sobre como desenvolver uma boa pregação e quais erros devem ser evitados.

O cardeal Sarah, em uma coletiva de imprensa no Vaticano, explicou que o diretório “não nasce sem um porque” e citou, a propósito, quanto foi escrito pelo Papa Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium (135): “Muitas são as reclamações com relação a este importante ministério e não podemos fechar os ouvidos. A homilia é a pedra de comparação para avaliar a aproximação e a capacidade de encontro de um Pastor com o seu povo. De fato – prosseguia o Papa – sabemos que os fiéis dão muita importância a isso; e esses, como próprios ministros ordenados, muitas vezes sofrem, os une para escutar e os une para pregar. É triste que seja assim”.

O diretório está articulado em duas partes. Na primeira, intitulada “A homilia e o âmbito litúrgico”, se descreve – explica uma nota de apresentação – “a natureza, a função e o contexto peculiar da homilia”, na segunda parte “Ars praedicandi”, “são exemplificadas as coordenadas metodológicas e de conteúdo que o pregador deve conhecer e perceber ao preparar e pronunciar a homilia”. Seguem então dois apêndices, um com as referencias ao catecismo e a segunda com referencias a “textos de documentos magistrais sobre a homilia”. Não se trata, portanto, de um “apanho de homilias já elaboradas nem de um subsídio, como existem tantos, com explicações exegéticas, espirituais e pastorais em torno da leitura da missa”, precisou o padre Corrado Maggioni, subsecretario do dicastério, nem o diretório pretende “introduzir normas novas, mas reúne disciplinas existentes”.

Entre as várias indicações, o chamado a prestar atenção em particular sobre as celebrações onde estão presentes também não católicos ou então pessoas que talvez não vão todos os domingos à missa, como os matrimônios e funerais. Reitera-se que a homilia pode ser realizada “somente por bispos, sacerdotes e diáconos”, enquanto um laico, explicou o padre Maggioni, pode “oferecer um testemunho” temático se no calendário litúrgico recorre uma data específica, ou, de uma forma geral, pode intervir com uma “pregação” na Igreja mas dora da “ação litúrgica” que é reservada ao “ministério ordenado”. Quanto à brevidade da homilia, vem novamente o pedido escrito por Papa Francisco no Evangelii Gaudium (“deve ser breve e evitar que se pareça com uma conferencia ou uma aula”), mas também quanto se lê no Lecionário (“não muito longa nem muito curta”).

O tamanho, precisou o cardeal Sarah em resposta aos jornalistas, “depende da cultura de onde estamos: é claro que no Ocidente superar vinte minutos parece muito, na África porém, vinte minutos não são suficientes porque as pessoas vem de longe para escutar a palavra de Deus, se um padra fala dez ou vinte minutos não é suficiente”. O discurso é diferente para missas em dias de semana, quando é então aconselhado que se reproduza uma homilia, mas para que a Eucaristia diária seja menos solene que a liturgia dominical e deve ser celebrada de tal forma que os que tem responsabilidades familiares e de trabalho possam ter a oportunidade de participar”, é necessário que “a homilia, em tais ocasiões, seja breve”. Quanto à aplicação dessas indicações, “a responsabilidade é dos bispos”, explicou Sarah.

O diretório, disse o religioso africano, não se direciona para um país específico, porque “existem dificuldade na homilia em qualquer lugar”, é um “problema mundial”. Monsenhor Arthur Roche, secretário da congregação, de sua parte, lembrou outra passagem do Evangelii Gaudium (138): A homilia não pode ser um espetáculo de entretenimento, não responde à lógica dos recursos midiáticos, mas deve dar fervor e significado à celebração. É um gênero peculiar já que trata de uma pregação dentro do quadro de uma celebração litúrgica”. Será portanto um “bom pregador”, citou o monsenhor, “quem, através da pregação Homilética, for capaz de: conduzir ao entendimento daquilo que sai da boca de Deus, abrir os corações à render graças a Deus, alimentar a fé enquanto o Espírito trabalha por nós, agora e aqui na ação litúrgica, preparar uma frutífera comunhão sacramental com Cristo, exortando a viver como ele é recebido em sacrameto”, enquanto “será um mau pregador quem, por ser talvez um grande orador, não será capaz de surtir estes efeitos”. As homilias, acrescentou o vice-diretor da sala de imprensa vaticana, padre Ciro Benedettini, são “bênçãos” de cada padre e de cada fiel, “seguidamente cruzes mais que doces: o importante é que não façamos adormecer os fiéis”. A homilia “deve ser o meio com o qual o sacerdote instiga em mim o desejo de conhecer ou reconhecer Jesus, apresentando-o de maneira mais clara e direta, não amarrotado ou parcial”, disse por si Filippo Riva, oficial do pontifício conselho das comunicações sociais, dando voz a quem escuta as homilias.

Fonte: Iacopo Scaramuzi, Vatican Insider

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Há pais que deixam as crianças correrem pela igreja durante a missa e brincarem no meio dos bancos. Para esses pais, é válida essa missa apesar da distração (que, aliás, afeta a comunidade toda)?

Quem responde a esta pergunta de um leitor é o pe. Valerio Mauro, professor de Teologia Sacramental na Faculdade Teológica da Itália Central.

A participação das crianças na missa é uma questão delicada, porque envolve muitos aspectos da vida eclesial. O sacramento da eucaristia exige um singular respeito e uma participação plena e ativa dos batizados, como o concílio nos recorda. O magistério apresenta a família como “igreja doméstica” e defende o seu valor único para a sociedade civil.

Toda a comunidade eclesial, na fidelidade às palavras de Jesus, é chamada a deixar que “as crianças venham até ela”. Temos valores que não podem entrar em contradição, mas as suas urgências acabam entrando. A pergunta do leitor nos coloca diante de um dilema prático. Vamos olhar para alguns fatos da nossa realidade: nas paróquias, é cada vez menor a presença de famílias jovens e, portanto, de crianças pequenas.

A nossa liturgia não foi feita à medida da criança, não se desenrola de acordo com uma comunicação e linguagem adequada para elas, nem poderia. No entanto, a missa tem uma dimensão de mistério que envolve todos nós como povo de Deus, arrebatando-nos da tentação do individualismo ou da satisfação emocional: nela, nós vivemos um encontro da graça, oferecido a todo batizado num momento comunitário. A teologia nos diz que, na celebração eucarística, o Espírito Santo não transforma só o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, mas age na própria comunidade para torná-la cada vez mais o Corpo no Senhor.

Se os pais participassem da missa em horários diferentes, eles poderiam cuidar das crianças por turnos em casa, mas será que é oportuno que as famílias, especialmente as mais jovens, se dividam justamente na hora de participar desse momento de fé comunitária? E as crianças levadas à missa podem viver esse momento sempre de boca fechada e quietinhas? Eu acho que precisamos procurar o equilíbrio, que só é possível caso por caso, comunidade por comunidade, conforme as diversas circunstâncias concretas, a começar pela estrutura de cada igreja.

Nem todas as igrejas têm a mesma arquitetura. Em algumas, foi possível criar lugares para as crianças brincarem sob a vigilância dos pais, o que, para muitos, foi a melhor solução. Em outras igrejas, não é possível criar essas condições: nelas, os pais que levam os filhos à missa tentam fazer as crianças se sentirem à vontade, o mais serenamente possível.

A igreja é a casa de todos: temos que partir desta certeza. Então vamos deixar as crianças brincarem na igreja? Para a criança, brincar não é só uma diversão, mas o principal modo de se comunicar com o mundo e de, gradualmente, adquirir conhecimento. Brincando, as crianças aprendem também a linguagem da fé. Se elas aprendem durante a celebração mantendo certo silêncio, embora não o tempo todo, eu, pessoalmente, não me incomodo. Mas sei que, para alguns outros sacerdotes, não é assim. E respeito a sua sensibilidade litúrgica.

Quanto à pergunta específica do nosso leitor, os pais, de acordo com ele, se distrairiam com o comportamento dos filhos. E não só eles, pode-se acrescentar. Eu não acho, porém, que a discussão deva girar em torno da “validade jurídica” da participação na missa. Durante a celebração, as crianças podem incomodar alguns, é verdade. Por outro lado, as nossas comunidades eclesiais não deveriam favorecer ao máximo a presença completa das famílias? E será que o mistério de Deus é tão distante assim da vida real dos menorzinhos dentre os nossos irmãos? Talvez seja uma “deformação profissional”, mas, quando a discussão se volta para a validade da celebração eucarística, eu não consigo deixar de pensar nas palavras que o apóstolo Paulo dirigiu à comunidade de Corinto: “A vossa ceia não é a ceia do Senhor” (1 Co 11,20), porque eles celebravam a eucaristia num contexto de profunda desigualdade, com divisões cheias de invejas.

As nossas celebrações eucarísticas são, em primeiro lugar, a reunião do povo de Deus, chamado a ouvir a sua Palavra e a participar do seu Corpo entregue por nós. Através dessa altíssima oração da Igreja, nós nos tornamos cada vez mais uma coisa só no Espírito de Cristo. Vamos conservar na mente esse dom original da graça: assim saberemos construir as melhores condições para vivê-lo juntos.

Fonte: http://www.novena.it/

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Não existem limites para as iniciativas através das novas tecnologias da informação, e a Igreja Católica sabe de suas vantagens tirando delas o maior proveito. Isto o demonstram dois aplicativos para smartphones que foram apresentados recentemente e chegam para acrescentar a Fé dos fiéis católicos.

Além de ajudar a encontrar as igrejas mais próximas ao ponto de localização, este aplicativo mostra os horários de Missa e recomenda de maneira automática a qual lugar ir de acordo com a distância e o mais próximo em tempo que se encontre no início da Missa.

A informação que ali se inclui é criada e mantida por uma comunidade de usuários, o que permite ter os horários verificados e atualizados.

Um deles é o “Vamos à Missa”, desenvolvido por um grupo de jovens uruguaios, o qual tem como finalidade ajudar aos usuários encontrar as paróquias ou templos mais próximos para ir à Missa. “Não deixes mais de viver a Santa Missa por não saber onde há uma paróquia próxima! Ideal para quando visitas um lugar que não conheces, de viagem ou de mudança”, descreve o ‘app’.

“Isto surgiu pela inquietação que tivemos no verão passado estando de férias. Estávamos em uma comunidade que não era a nossa e não sabíamos onde ir participar da Missa. E assim nos ocorreu que seria bom que se temos um celular à mão, poder detectar que paróquia está próxima e assim não deixar de participar da Missa”, comentou Pablo Sánchez, jovem engenheiro de 24 anos e um dos criadores, que foi citado pela EFE.

A única coisa que se requer para o aplicativo é fazer parte da comunidade de colaboradores do “Vamos à Missa”, dispôr de uma conta no Google ou no Facebook, para assim recomendar novos lugares e horários. “A ideia é que funcione como a Wikipedia, que qualquer usuário possa acrescentar e manter os horários e os lugares da Missa, já que quanto mais tenha, mais problemático será atualizar o sistema”, acrescentou o jovem engenheiro.

Inicialmente este ‘app’ vem funcionando só para Montevidéu, mas a ideia é que se expanda por todo o Uruguai e, porque não, ao mundo. Também se prevê em um futuro poder informar sobre as atividades que se realizam em cada paróquia, seus dias festivos, solenidades, jornadas de oração, procissões, entre outros.

O ‘app’ dos Santos

Outro ‘app’ é “Santoral”, que permite consultar os santos de um dia específico, assim como o nome dos amigos ou familiares para enviar-lhes uma felicitação com o santo de seu dia.

Além disso, o aplicativo contêm um buscador onde se pode consultar o dia dos santos mais familiares, conhecer sua história e legado; oferecer por sua vez um calendário onde aparecem todos os santos do ano. (GPE/EPC)

Com informações da EFE e Rome Reports. Via Gaudim Press

 

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O Padre Antônio Spadaro, conhecido popularmente como o “ciberteólogo” do Vaticano, explicou por que os distintos dispositivos móveis como Ipad, Smartphones e tablets não podem substituir o Missal Romano nem os tradicionais livros na liturgia católica.

O sacerdote, membro do Pontifício Conselho das Comunicações, comentou em seu blog a decisão da Conferência Episcopal da Nova Zelândia de negar-se ao pedido de vários sacerdotes do país que solicitaram usar estes dispositivos móveis nas liturgias que celebram.

Através da edição de julho da revista italiana ‘Jesus’, e no seu blog “CyberTeologia”, o Padre Spadaro explica como muda o conceito do livro sagrado nos tempos do iPad, e considera que graças aos aplicativos que permitem rezar a oração do Breviário, ou o Missal, como o iBreviary, pode-se difundir o uso dos livros litúrgicos no mundo digital.

Porém, recordou que “a página do Evangelho, permanece como parte integrante da ação ritual da comunidade cristã”.

O presbítero explicou que “é inimaginável que se leve em procissão um iPad ou um computador portátil, ou que em uma liturgia um monitor seja solenemente incensado e beijado”, e portanto, “a liturgia, é o baluarte de resistência da relação texto-página contra a volatilização do texto desencarnado de uma página de tinta; o contexto no qual, a página permanece como o ‘corpo’ de um texto”.

Finalmente, o ciberteólogo convidou a pensar no Concílio do Trento, o qual abraçou a tecnologia de vanguarda dos seus tempos que foi a imprensa, e “permitiu a criação de edições úteis para a criação de uma liturgia realmente global, quer dizer, uniforme em todas as dioceses e paróquias”, concluiu.

Um estudo realizado em 2010 pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz e pela Universidade de Lugano com o apoio da Congregação para o Clero, demonstrou que 17,5 por cento dos sacerdotes do mundo usava internet ao menos uma vez ao dia para rezar a liturgia das horas, enquanto que, até quase 36 por cento, o fazia ao menos uma vez à semana.

ACI

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A Santa Sé por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou por ordem do Santo Padre Francisco um novo documento.

Neste documento a Santa Sé ordena que acabem com os abusos no momento da Paz, o popular “abraço da paz”.

– Nada de sair do lugar para dar a paz, mas dar-se-á apenas para as pessoas que estão mais próximas.

– Nada de músicas, pois isso além de não estar previsto, aumenta bastante um momento que não deve ser longo.

– Nada de o celebrante sair do presbitério para dar a paz a outras pessoas.

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CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS
CARTA CIRCULAR: O SIGNIFICADO RITUAL DO DOM DA PAZ NA MISSA

1. “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”[1], são as palavras com as quais Jesus promete aos discípulos reunidos no cenáculo, antes de enfrentar a paixão, o dom da paz, para infundir-lhes a gozosa certeza de sua presença permanente. Depois de sua ressurreição, o Senhor leva ao termo sua promessa apresentando-se no meio deles, no lugar em que se encontravam por temor aos Judeus, dizendo: “A paz esteja convosco!”[2]. A paz, fruto da Redenção que Cristo trouxe ao mundo com sua morte e ressurreição, é o dom que o Ressuscitado segue oferecendo hoje a sua Igreja, reunida para a celebração da Eucaristia, de modo que possa testemunhá-la na vida de cada dia.
2. Na tradição litúrgica romana o sinal da paz, colocado antes da Comunhão, tem um significado teológico próprio. Este encontra seu ponto de referência na contemplação eucarística do mistério pascal – diversamente de como fazem outras famílias litúrgicas que se inspiram na passagem evangélica de Mateus (cf. Mt 5, 23) – apresentando-se assim como o “beijo pascal” de Cristo ressuscitado presente no altar [3]. Os ritos que preparam a comunhão constituem um conjunto bem articulado dentro do qual cada elemento tem seu próprio significado e contribui ao sentido do conjunto da sequência ritual, que conduz à participação sacramental no mistério celebrado. O sinal da paz, portanto, se encontra entre o Pater noster – ao qual se une mediante o embolismo que prepara ao gesto da paz – e a fração do pão – durante a qual se implora ao Cordeiro de Deus que nos dê sua paz -. Com este gesto, que significa a paz, a comunhão e a caridade”[4], a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana, e os fiéis expressam a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes da comunhão sacramental”[5], isto é, a comunhão no Corpo de Cristo Senhor.
3. Na Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis o papa Bento XVI havia confiado a esta Congregação a tarefa de considerar a problemática referente ao sinal da paz[6], com o fim de salvaguardar o valor sagrado da celebração eucarística e o sentido do mistério no mundo da Comunhão sacramental: “A Eucaristia é por sua natureza sacramento da paz. Esta dimensão do Mistério eucarístico se expressa na celebração litúrgica de maneira específica com o gesto da paz. Trata-se indubitavelmente de um sinal de grande valor (cf. Jo 14, 28). Em nosso tempo, tão cheio de conflitos, este gesto adquire, também a partir ponto de vista da sensibilidade comum, um relevo especial, já que a Igreja sente cada vez mais como tarefa própria pedir a Deus o dom da paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana. […] Por isso se compreende a intensidade com que se vive frequentemente o rito da paz na celebração litúrgica. A este propósito, contudo, durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembléia precisamente antes da Comunhão. Seria bom recordar que o alto valor do gesto não fica diminuído pela sobriedade necessária para manter um clima adequado à celebração, limitando por exemplo a troca da paz aos mais próximos”[7].
4. O Papa Bento XVI, além de destacar o verdadeiro sentido do rito e do sinal da paz, punha em evidência seu grande valor como colaboração dos cristãos, para preencher,  mediante sua oração e testemunho, as angústias mais profundas e inquietantes da humanidade contemporânea. Por esta razão, renovava seu convite para cuidar este rito e para realizar este sinal litúrgico com sentido religioso e sobriedade.
5. O Discasterio, baseado pelas disposições do Papa Bento XVI, dirigiu-se às Conferências dos bispos em maio de 2008 pedindo seu parecer sobre se manter o sinal da paz antes da Comunhão, onde se encontra agora, ou se mudá-lo a outro momento, com o fim de melhorar a compreensão e o desenvolvimento de tal gesto. Traz uma profunda reflexão, se viu conveniente conservar na liturgia romana o rito da paz em seu lugar tradicional e não introduzir mudanças estruturais no Missal Romano. Oferecem-se na continuação algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão na assembléias litúrgica antes da Comunhão.
6. O tema tratado é importante. Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia. Portanto, junto às precedentes reflexões, que podem constituir o núcleo de uma oportuna catequese a respeito, para a qual se ofereceram algumas linhas orientativas, submete-se a prudente consideração das Conferências dos bispos algumas sugestões práticas:
a) Esclarece-se definitivamente que o rito da paz alcança já seu profundo significado com a oração e o oferecimento da paz no contexto da Eucaristia. O dar-se a paz corretamente entre os participantes na Missa enriquece seu significado e confere expressividade ao próprio rito. Portanto, é totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar “mecanicamente” para se dar a paz. Se se prevê que tal troca não se levará ao fim adequadamente por circunstâncias concretas, ou se retem pedagogicamente conveniente não realizá-lo em determinadas ocasiões, pode-se omitir, e inclusive, deve ser omitido. Recorda-se que a rúbrica do Missal disse: Deinde, pro opportunitate, diaconus, vel sacerdos, subiungit: Offerte vobis pacem”[8].
b) Baseado nas presentes reflexões, pode ser aconselhável que, com ocasião da publicação da terceira edição típica do Missal Romano no próprio País, ou quando se façam novas edições do mesmo, as Conferências considerem se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento. Por exemplo, naqueles lugares em nos quais se optou por gesto familiares e profanos de saudação, traz a experiência destes anos, poderiam-se substituir por gestos mais apropriados.
c) De todos os modos, será necessário que no momento de dar-se a paz se evitem alguns abusos tais como:
– A introdução de um “canto para a paz”, inexistente no Rito romano [9].
– Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz.
– Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis.
– Que em algumas circunstâncias, como a solenidade de Páscoa ou de Natal, ou Confirmação, o Matrimônio, as sagradas Ordens, as Profissões religiosas ou as Exequias, o dar-se a paz seja ocasião para felicitar ou expressar condolências entre os presentes[10].
d) Convida-se igualmente a todas as Conferências dos bispos a preparar catequeses lirtúgicas sobre o significado do rito da paz na liturgia romana e sobre seu correto desenvolvimento na celebração da Santa Missa. A este propósito, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos acompanha a presente carta com algumas pistas orientativas.
7. A íntima relação entre lex orandi e lex credendi deve obviamente estender-se a lex vivendi. Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente a construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica. Convida-se, então, com insistência a dar passos eficazes em tal matéria já que dele depende a qualidade de nossa participação eucarística e o que nos vejamos incluídos entre os que merecem a graça prometida nas bem-aventuranças aos que trabalham e constroem a paz[11].
8. Ao finalizar estas considerações, exorta-se aos bispos, e sob sua guia, aos sacerdotes a considerar e aprofundar no significado espiritual do rito da paz, tanto na celebração da Santa Missa como na própria formação litúrgica e espiritual ou na oportuna catequese aos fiéis. Cristo é nossa paz[12],a paz divina, anunciada pelos profetas e pelos anjos, e que Ele trouxe ao mundo com seu mistério pascal. Esta paz do Senhor Ressuscitado é invocada, anunciada e difundida nas celebração, também através de um gesto humano elevado ao âmbito sagrado.
O Santo Padre Francisco, no dia 7 de junho de 2014, aprovou e confirmou o que se contém nesta Carta circular, preparada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e ordenou sua publicação.
Na sede da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, ao dia 08 de junho de 2014, na solenidade de Pentecostes.
 
Antonio Card. CAÑIZARES LLOVERA
Prefeito

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A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em uma recente carta circular, anunciou que a localização do sinal da paz dentro da missa não mudará, mas sugeriu várias formas nas quais o rito poderia ser realizado com maior dignidade.

Em um comunicado difundido em 28 de julho, o secretário geral da Conferência Episcopal Espanhola, Pe. José María Gil Tamayo, indicou aos bispos locais que “a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos se pronunciou a favor de manter o ‘rito’ e o ‘sinal’ da paz no lugar onde se encontra hoje no Ordinário da Missa”.

O Pe. Gil Tamayo anotou que isso foi feito porque o rito da paz é “característico do rito romano” e “por não crer que seja conveniente para os fiéis introduzir mudanças estruturais na Celebração Eucarística, no momento”.

O sinal da paz é realizado depois da consagração e justo antes da recepção da Comunhão. Foi sugerido que mudasse para antes da apresentação dos dons.

O comunicado do Pe. Gil Tamayo foi enviado aos bispos espanhóis, e serve de prefácio à carta circular da Congregação para o Culto Divino, que foi assinada em 8 de junho deste ano pelo Cardeal Antonio Cañizares Llovera, seu prefeito, e seu secretário, Dom Arthur Roche.

A carta circular tinha sido aprovada e confirmada no dia anterior pelo Papa Francisco.

A carta fez quatro sugestões concretas sobre como a dignidade do sinal da paz deve ser mantida contra os abusos.

O Pe. Gil Tamayo explicou que a carta circular é um fruto do sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, em 2005, no qual se discutiu a possibilidade de mover o rito.

“Durante o Sínodo dos bispos se viu a conveniência de moderar este gesto, que pode adquirir expressões exageradas, provocando certa confusão na assembleia precisamente antes da Comunhão”, escreveu Bento XVI em sua exortação apostólica pós-sinodal “Sacramentum caritatis”.

Bento XVI acrescentou que “pedi aos dicastérios competentes que estudem a possibilidade de mover o sinal da paz a outro lugar, tal como antes da apresentação dos dons no altar… levando em consideração os antigos e veneráveis costumes e os desejos expressos pelos Padres Sinodais”.

Uma inspiração para a mudança sugerida foi a exortação de Cristo em Mateus 5,23, que “se lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão”. Também teria levado o rito à conformidade, nesse aspecto, com o rito ambrosiano, celebrado em Milão (Itália).

O Caminho Neocatecumenal, um movimento leigo na Igreja, já moveu o sinal da paz em suas celebrações do rito romano, para antes da apresentação dos dons.

A decisão da congregação vaticana de manter o lugar do sinal da paz foi o fruto do diálogo com os bispos do mundo, que começou em 2008, e em consulta tanto com Bento XVI como com o Papa Francisco.

A Congregação para o Culto Divino disse que “oferecem-se algumas disposições práticas para expressar melhor o conteúdo do sinal da paz e para moderar os excessos, que suscitam confusão nas assembleias litúrgica antes da Comunhão”.

“Se os fiéis não compreendem e não demonstram viver, em seus gestos rituais, o significado correto do rito da paz, debilita-se o conceito cristão da paz e se vê afetada negativamente sua própria frutuosa participação na Eucaristia”.

Sobre esta base, a congregação ofereceu quatro sugestões que procuram formar o “núcleo” de catequese sobre o sinal da paz.

Primeiro, enquanto confirma a importância do rito, enfatiza que é “totalmente legítimo afirmar que não é necessário convidar ‘mecanicamente’ para se dar a paz”.

O rito é opcional, recordou a congregação, e certamente há vezes e lugares em que não encaixa.

Sua segunda recomendação foi que como as traduções são feitas da típica terceira edição do Missal Romano, as Conferências dos Bispos devem considerar “se é oportuno mudar o modo de se dar a paz estabelecido em seu momento”. Sugeriu em particular que “os gestos familiares e profanos de saudação” devem ser substituídos com “outros gestos, mais apropriados”.

A Congregação para o Culto Divino também assinalou que há muitos abusos do rito, que devem ser detidos: a introdução de um “canto para a paz”, que não existe no rito romano; Os deslocamentos dos fiéis para trocar a paz; Que o sacerdote abandone o altar para dar a paz a alguns fiéis; e quando, em algumas circunstâncias tais como matrimônios ou funerais, torna-se uma ocasião para felicitações ou condolências.

A exortação final da congregação vaticana foi que as conferências episcopais preparem catequeses litúrgicas sobre o significado do rito da paz e sua correta observação.

“A íntima relação entre lex orandi (lei da oração) e lex credendi (lei da fé) deve obviamente estender-se a lex vivendi (lei da vida)”, concluiu a carta da congregação.

“Conseguir hoje um compromisso sério dos católicos frente à construção de um mundo mais justo e pacífico implica uma compreensão mais profunda do significado cristão da paz e de sua expressão na celebração litúrgica”.

ACI

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Fortaleza terá calendário especial de missas celebradas em cinco idiomas estrangeiros durante a Copa do Mundo.

Iniciativa do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o projeto Copa da Paz pretende oferecer momentos de espiritualidade aos visitantes das cidades-sede. O cronograma das missas está disponível em folder, cuja versão online está disponível no site da Arquidiocese (www.arquidiocesedefortaleza.org.br)

De 14 de junho a 4 de julho, as missas serão celebradas em alemão, espanhol, francês, inglês e italiano em nove igrejas da cidade definidas pela Arquidiocese de Fortaleza, sempre às 9h e 11 horas. Os horários foram estabelecidos de modo a não prejudicar a participação dos turistas nos jogos.

O objetivo do projeto, realizado em todas as cidades-sede, é “acolher bem” todos que vierem ao evento, diz padre Gilson Soares, coordenador da Pastoral do Turismo na Arquidiocese de Fortaleza.(Joyce Lopes/ Especial para O POVO)

SERVIÇO

 

14/6 (sábado) – 11 horas

Inglês – Catedral 

Espanhol – Cristo Rei

Francês – São Vicente
17/6 (terça) – 11 horas

Inglês – Catedral 

Espanhol – Nossa Senhora da Saúde e Cristo Rei

 

21/6 (sábado) – 11 horas

Inglês – Catedral 

Francês – Nossa Senhora de Fátima

Alemão – Santa Edwiges 

 

22/6 (domingo)  11 horas

Inglês – Catedral 

Francês – São Vicente

Alemão – Santa Edwiges 

Espanhol – São Benedito

 

24/6 (terça) – 11 horas

Inglês – Catedral 

Francês – São Vicente

Espanhol – Santa Edwiges 

 

29/6 (domingo) – 9 horas

Inglês – São Vicente 

Espanhol – Nossa Senhora da Saúde

Espanhol – Carmo 

Francês – Nossa Senhora de Fátima

Italiano – Santa Luzia 

 

4/7 (sexta) – 11 horas

Inglês – Catedral 

Espanhol – Cristo Rei

Italiano – Carmo 

Francês – São Vicente

Espanhol – São Benedito 

Fonte: O Povo on line

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Uma criança pequena chorando na Missa é um sinal de que a igreja continua viva e continua com a sua missão de evangelizar às nações”, assinalou o sacerdote em Idaho Falls (Estados Unidos), Pe. José Ramírez, que explicou que o choro não é desculpa para não levar as crianças à Missa, e que os pais devem aprender a discipliná-los com paciência e respeitando a solenidade da celebração.

“Se não houver crianças na Missa de hoje, então onde estará a igreja de amanhã?  As crianças podem ir integrando-se à comunidade de fé,  e a princípio vai ser difícil”, expressou o Pe. Ramírez em seu artigo intitulado “As crianças na Missa” para o site da Diocese de Idaho.

O sacerdote advertiu que os pais deixam de levar os seus filhos à Missa porque têm medo de chamar a atenção, ou que “o padre vai chamar a atenção”, e também existem outros que “convenientemente” não vão com a desculpa que irão quando as crianças estiverem grandes e saibam comportar-se.

Os pais não se dão conta de que “estes anos na vida de uma criança são extremamente importantes para que possam ir descobrindo o que é a Missa, e possam ir modificando seu comportamento para participar ativamente” dela, exortou o Pe. Ramirez.

A forma como está estruturada a Missa “pode ser difícil para qualquer criança” indicou o presbítero, poderá levar tempo e dedicação aos pais e não será fácil, “mas com uma disciplina de fé e um bom exemplo a lição será bem aprendida”.

Recordou que enquanto se busca “manter a solenidade da Missa, por outro lado temos que ter um ambiente acolhedor para as famílias jovens. A solução não é dar licença para que tudo aconteça”, explicou que se deve educar desde pequenos com fé, paciência e sem ofender.  “Eu agradeço às famílias jovens que vêm à igreja apesar de terem várias crianças pequenas”.

O presbítero, ao contar a sua experiência de quando era criança, assegurou que “graças a Deus eu pude aprender a lição rápido, mas não quero imaginar o que teria acontecido se um sacerdote tivesse parado a Missa para me chamar a atenção, provavelmente não teria voltado na Igreja”.

Ressaltou a importância dos conselhos da família que “fui percebendo que a igreja não era um lugar para brincar, mas sim para rezar”.

Ao concluir escreveu as palavras do Senhor no Evangelho de São Mateus “Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham”.


SANTA MISSA
IMPOSIÇÃO DO PÁLIO
E ENTREGA DO ANEL DO PESCADOR
PARA O INÍCIO DO MINISTÉRIO PETRINO
DO BISPO DE ROMA

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Praça de São Pedro
Terça-feira, 19 de março de 2013
Solenidade de São José

Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1)

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.